“Uptober” está chegando: o que os últimos dez outubros nos diz?
Outubro está chegando, e a comunidade cripto já tem um apelido para expressar sua expectativa: Uptober. A fama de mês favorável ao Bitcoin tem fundamento. Nos dez outubros completos mais recentes, de 2016 a 2025, o BTC terminou o mês em alta oito vezes e em baixa duas vezes. As maiores altas desse período ocorreram em 2017, quando o Bitcoin avançou 49,01%, e em 2021, com 39,94%. Outubro também trouxe ganhos expressivos em 2020 (27,66%) e 2023 (28,55%). Nos demais anos positivos — 2016, 2019, 2022 e 2024 — as altas foram menores, mas reforçaram a reputação do mês. O histórico também tem seus lembretes de cautela. Outubro de 2018 fechou com queda de 4,57%, e o de 2025, o mais recente, terminou em baixa de 3,95%. Portanto, Uptober não é uma regra: o Bitcoin já contrariou essa expectativa, inclusive no ano passado. Considerando os dez resultados, o retorno médio de outubro foi de 17,88%. É uma média aritmética, puxada para cima por alguns anos excepcionalmente fortes. Ela ajuda a entender por que outubro desperta entusiasmo, mas não significa que um ganho dessa magnitude seja o resultado mais provável em 2026. O desempenho de um mês depende das condições em que o mercado chega até ele: o interesse dos compradores, o ambiente econômico e a confiança dos investidores. Um histórico favorável pode contribuir para o otimismo, mas não substitui a observação do que acontece com o preço ao longo das semanas. Também vale lembrar que o Bitcoin pode oscilar bastante dentro de outubro, mesmo quando termina o mês em alta. Há, portanto, motivos para receber outubro com expectativa positiva — oito altas em dez anos são um dado difícil de ignorar. O melhor espírito de Uptober, porém, talvez seja combinar entusiasmo com paciência: acompanhar a possibilidade de um mês forte sem tratar o calendário como garantia de lucro.
No próximo bull market, não deixe o FOMO escolher sua carteira
Um novo bull market pode abrir uma fase animadora para o mercado cripto. Se a alta ganhar força, o Bitcoin tende a voltar ao centro das atenções, enquanto projetos já estabelecidos, como Ethereum, Solana e BNB, também poderão atrair investidores. Há motivos para acompanhar esse movimento com otimismo. O desafio será aproveitar as oportunidades sem deixar que a euforia tome o lugar do critério. É justamente nos períodos de alta que o FOMO — o medo de ficar de fora — se torna mais forte. Quando uma memecoin recém-lançada dispara centenas ou milhares por cento, quem vê o gráfico pensa no lucro que teria obtido se tivesse comprado antes. Mas existe uma diferença entre reconhecer uma oportunidade no começo e descobri-la depois que ela já atraiu uma multidão. Nesse ambiente, vale olhar com atenção para publicações em fóruns, inclusive no Binance Square, com títulos como “As cinco criptomoedas com maior potencial para este mês”. A lista pode reunir quatro moedas conhecidas e uma quinta, recém-lançada, que é a verdadeira razão da postagem. Os nomes familiares dão uma aparência de credibilidade à seleção; o token desconhecido recebe a divulgação. O mesmo recurso pode aparecer em previsões sobre “a próxima criptomoeda a explodir”. A promoção pode ser apenas publicidade disfarçada, mas também pode fazer parte de uma fraude. No pump and dump, os organizadores incentivam compras para elevar o preço e depois vendem seus tokens. No rug pull, ou puxada de tapete, os responsáveis podem retirar a liquidez, deixando os demais investidores com dificuldade para vender. Há ainda o honeypot: um contrato que permite comprar o token, mas bloqueia sua venda, além de diversos outros golpes contra os quais o investidor deve estar sempre bastante alerta. Nem toda moeda pequena é um golpe, assim como nenhuma criptomoeda grande está livre de perdas. A questão é decidir quanto risco se está assumindo — e por quê. Antes de entrar em um projeto novo, o investidor deveria ao menos verificar quem o criou, quem concentra os tokens, se existe liquidez e se há algo além de promessas de valorização. Aparecer na mesma lista que o Bitcoin não torna um projeto confiável. Se o próximo bull market chegar, pode haver ganhos expressivos sem a necessidade de perseguir cada token que viraliza. Bitcoin e grandes altcoins oferecem caminhos para participar da possível alta, embora seus preços também possam cair. O otimismo mais útil é aquele que permite continuar no mercado com clareza: aproveitar as oportunidades que se compreende e aceitar, sem arrependimento, deixar passar as que dependem apenas da pressa.
Bitcoin confirma os sinais e retoma a rota de alta
O movimento que vinha se desenhando finalmente se confirmou. Depois de formar uma Cruz de Ouro no gráfico diário, o Bitcoin rompeu também a média móvel de 50 semanas, reunindo dois sinais técnicos importantes de recuperação. Isoladamente, nenhum indicador oferece garantias, mas, quando aparecem em sequência e são acompanhados pela valorização do preço, passam a compor um cenário claramente mais otimista. A Cruz de Ouro, formada pelo cruzamento da média de 50 dias acima da média de 200 dias, foi o primeiro sinal de que a tendência começava a mudar. Em seguida, o rompimento da média de 50 semanas reforçou essa leitura. Quando o Bitcoin vem de um bear market, a recuperação consistente desse indicador de longo prazo historicamente representou um sinal positivo, sugerindo que a pressão vendedora estava perdendo força e que os compradores começavam a reassumir o controle. Além dos sinais gráficos, o Bitcoin demonstrou resiliência diante de acontecimentos potencialmente negativos. Nem a paralisação do avanço do CLARITY Act no Senado americano, nem o aumento dos juros pelo Federal Reserve provocaram a reação severa que muitos analistas esperavam. Quando um ativo recebe notícias desfavoráveis e, ainda assim, preserva sua estrutura técnica, isso costuma revelar que boa parte do pessimismo já havia sido absorvida pelo mercado. A alta atual, portanto, não surgiu do nada: ela confirma o que os gráficos e o comportamento do mercado já vinham anunciando. Ainda é cedo para declarar, com absoluta certeza, o encerramento definitivo do bear market, mas os indícios tornaram-se muito mais consistentes. O Bitcoin parece ter deixado a defensiva, retomado a rota de alta e iniciado uma tentativa concreta de reativar o bull market. Disclaimer: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são voláteis e envolvem riscos.