A história do Bitcoin apresenta regularidades que chamam a atenção. Os principais fundos ficaram separados por intervalos próximos de quatro anos, assim como os grandes topos. Entretanto, isso não significa que o ciclo seja dividido igualmente entre dois anos de alta e dois anos de queda. Considerando os três ciclos mais recentes e tratando outubro de 2025 como o topo do último deles, o Bitcoin levou, em média, cerca de 1.060 dias — aproximadamente dois anos e onze meses — para sair do fundo e alcançar o topo. No caminho inverso, do topo ao fundo seguinte, a média foi de aproximadamente 383 dias, pouco mais de um ano. Historicamente, portanto, o ciclo tem sido assimétrico: quase três anos de recuperação e valorização, seguidos por cerca de um ano de mercado de baixa.

A relação com o halving também apresenta uma curiosa regularidade: os fundos costumam ocorrer cerca de 500 dias antes desse evento, enquanto os topos aparecem aproximadamente entre 500 e 550 dias depois. Outros padrões se repetem: a máxima do ciclo anterior frequentemente se transforma em uma importante região de suporte; a média móvel de 200 semanas costuma se aproximar das grandes zonas de fundo; e os ciclos mais recentes apresentam valorizações proporcionalmente menores e quedas menos profundas. Nenhuma dessas coincidências garante que o futuro repetirá o passado, mas a recorrência sugere que a escassez programada do Bitcoin, combinada à psicologia dos investidores, continua produzindo ciclos reconhecíveis de euforia, correção e recuperação.

Em resumo

  • Fundo a fundo: aproximadamente 4 anos;

  • Topo a topo: aproximadamente 4 anos;

  • Fundo até o topo seguinte: média de 1.060 dias, ou aproximadamente 3 anos;

  • Topo até o fundo seguinte: média de 383 dias, ou aproximadamente 1 ano;

  • Fundo até o halving seguinte: cerca de 500 dias;

  • Halving até o topo: aproximadamente 500 a 550 dias;

  • Topo do ciclo anterior: tende a se transformar em uma região de suporte;

  • Média móvel de 200 semanas: historicamente se aproxima das regiões de fundo;

  • Ciclos mais recentes: valorizações menores e quedas menos profundas.

Um resumo final, em números aproximados: três anos de valorização, um ano de queda e intervalos de quatro anos entre os grandes extremos.

Podem ser apenas coincidências históricas — mas são coincidências regulares demais para serem ignoradas.