O Bitcoin (BTC) ampliou as perdas nesta quarta-feira e opera em torno de US$ 66.800–67.200 (aprox. R$ 347.000–349.000), acumulando queda de cerca de 2,5% a 3,5% nas últimas 24 horas, conforme dados agregados de CoinMarketCap, TradingView e exchanges globais.

Após breve recuperação no fim de semana — quando chegou a testar novamente os US$ 70 mil —, o ativo devolveu boa parte dos ganhos em meio a uma onda de aversão ao risco nos mercados globais. Fatores como:

Expectativa pelo relatório de empregos (payroll) dos EUA, que pode influenciar as decisões do Federal Reserve sobre juros
Redução significativa no open interest (queda de ~15% em posições alavancadas, segundo relatórios)
Liquidações em cascata de posições compradas

pressurizaram o preço para baixo, com mínimas intradiárias próximas de US$ 66.000–66.500.

Análise técnica em foco
No gráfico diário, o BTC perdeu a média móvel exponencial de curto prazo e agora briga para não romper a zona de suporte entre US$ 65.500–66.500 (região vista como crítica por analistas). Um fechamento abaixo desse patamar pode abrir caminho para testes mais profundos, possivelmente na faixa de US$ 60–62 mil — níveis que ecoam correções anteriores no ciclo. Por outro lado, estabilização acima de US$ 67.300 seria o primeiro sinal de força compradora e poderia pavimentar tentativa de retorno aos US$ 69–70 mil.

Enquanto isso, vozes do mercado como Michael Saylor (MicroStrategy) seguem reforçando narrativa de compra de longo prazo, afirmando que a empresa continuará acumulando “para sempre”. O índice de medo e ganância permanece em território de “medo extremo”, o que historicamente costuma preceder reversões ou ao menos exaustão vendedora.

O que vem pela frente?
Amanhã (12/02) o payroll americano pode trazer volatilidade extra. Fique de olho: suporte firme em US$ 66 mil ou rompimento para baixo?

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