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EUA abrem caminho para empresas de criptomoedas se tornarem bancos nacionaisO Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos — OCC, na sigla em inglês — anunciou uma postura mais favorável à entrada de empresas de criptomoedas no sistema bancário federal. Segundo o órgão, companhias que exerçam atividades legalmente permitidas, inclusive aquelas relacionadas a Bitcoin, stablecoins e outros ativos digitais, devem ter a possibilidade de solicitar autorização para funcionar como bancos nacionais. A medida, entretanto, não representa uma aprovação automática e generalizada. Cada empresa interessada precisará apresentar um pedido ao OCC e demonstrar que possui capital adequado, administração competente, controles de risco, segurança cibernética e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. A declaração do regulador significa, essencialmente, que essas instituições não deverão ser rejeitadas apenas por atuarem com ativos digitais. Grande parte das empresas do setor procura uma licença de banco fiduciário nacional, conhecida como national trust bank. Essa modalidade permite oferecer serviços como custódia de criptomoedas, administração das reservas de stablecoins e liquidação de operações. Em geral, porém, essas instituições não recebem depósitos comuns do público, não oferecem contas-correntes tradicionais e não contam automaticamente com a proteção do Fundo Garantidor de Depósitos dos Estados Unidos, o FDIC. O movimento já vem produzindo efeitos concretos. O OCC recebeu 40 pedidos de criação de novas instituições nos últimos 18 meses, entre eles solicitações relacionadas a serviços com ativos digitais. Empresas como Circle, Ripple, BitGo e Paxos estão entre as companhias que buscaram ou receberam aprovações condicionais para estruturas bancárias federais, embora ainda precisem cumprir diferentes exigências antes de iniciar plenamente suas operações. A nova orientação representa uma aproximação significativa entre o mercado de criptomoedas e o sistema financeiro tradicional dos Estados Unidos. A possibilidade de operar sob uma licença federal poderá ampliar a segurança jurídica, facilitar a custódia institucional e estimular o uso regulamentado de stablecoins e ativos tokenizados. Isso não significa, contudo, que o governo garanta investimentos em Bitcoin ou proteja seus investidores contra perdas: trata-se da abertura de um caminho regulatório, com aprovação individual e supervisão permanente.

EUA abrem caminho para empresas de criptomoedas se tornarem bancos nacionais

O Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos — OCC, na sigla em inglês — anunciou uma postura mais favorável à entrada de empresas de criptomoedas no sistema bancário federal. Segundo o órgão, companhias que exerçam atividades legalmente permitidas, inclusive aquelas relacionadas a Bitcoin, stablecoins e outros ativos digitais, devem ter a possibilidade de solicitar autorização para funcionar como bancos nacionais.
A medida, entretanto, não representa uma aprovação automática e generalizada. Cada empresa interessada precisará apresentar um pedido ao OCC e demonstrar que possui capital adequado, administração competente, controles de risco, segurança cibernética e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. A declaração do regulador significa, essencialmente, que essas instituições não deverão ser rejeitadas apenas por atuarem com ativos digitais.
Grande parte das empresas do setor procura uma licença de banco fiduciário nacional, conhecida como national trust bank. Essa modalidade permite oferecer serviços como custódia de criptomoedas, administração das reservas de stablecoins e liquidação de operações. Em geral, porém, essas instituições não recebem depósitos comuns do público, não oferecem contas-correntes tradicionais e não contam automaticamente com a proteção do Fundo Garantidor de Depósitos dos Estados Unidos, o FDIC.
O movimento já vem produzindo efeitos concretos. O OCC recebeu 40 pedidos de criação de novas instituições nos últimos 18 meses, entre eles solicitações relacionadas a serviços com ativos digitais. Empresas como Circle, Ripple, BitGo e Paxos estão entre as companhias que buscaram ou receberam aprovações condicionais para estruturas bancárias federais, embora ainda precisem cumprir diferentes exigências antes de iniciar plenamente suas operações.
A nova orientação representa uma aproximação significativa entre o mercado de criptomoedas e o sistema financeiro tradicional dos Estados Unidos. A possibilidade de operar sob uma licença federal poderá ampliar a segurança jurídica, facilitar a custódia institucional e estimular o uso regulamentado de stablecoins e ativos tokenizados. Isso não significa, contudo, que o governo garanta investimentos em Bitcoin ou proteja seus investidores contra perdas: trata-se da abertura de um caminho regulatório, com aprovação individual e supervisão permanente.
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Você sabia que pode gerar adequadamente sua própria seed BIP-39 usando apenas uma moeda?Depois do triste episódio envolvendo a COLDCARD, você já não confia tanto assim nas hardware wallets para gerar sua seed? Gostaria de poder criá-la por conta própria? Então veja como fazer isso. É possível gerar uma seed BIP-39, utilizando somente uma moeda e uma cópia impressa da lista de 2.048 palavras. Para facilitar o procedimento, procure uma versão da lista que apresente, ao lado de cada palavra, sua sequência binária de 11 algarismos. Assim, você não precisará converter números binários em números decimais. A lista BIP-39 pode ser numerada de 0 a 2.047. Se você preferir contar as posições a partir de 1, elas irão de 1 a 2.048. Portanto, a palavra de índice 0 também pode ser chamada de primeira palavra da lista, enquanto a palavra de índice 2.047 corresponde à posição 2.048. Antes de começar, escolha uma regra para os lançamentos da moeda. Você pode estabelecer, por exemplo, que cara corresponde a 0 e coroa corresponde a 1. Também pode adotar a convenção contrária. O importante é manter a mesma regra durante todo o procedimento. Agora vamos mostrar, detalhadamente, o procedimento para obtenção de uma seed de 12 palavras. Como obter as 11 primeiras palavras Para obter a primeira palavra, lance a moeda 11 vezes e anote os resultados exatamente na ordem em que ocorrerem. Ao final, você terá uma sequência de 11 zeros e uns (de acordo com a convenção que você adotou, atribuindo 0 para cara e 1 para coroa ou o contrário). Procure então essa exata sequência na versão binária da lista BIP-39. A palavra apresentada ao lado dela será a primeira palavra da sua seed. Se os 11 lançamentos produzirem 00000000000, você terá o índice 0, correspondente à primeira palavra da lista. Se produzirem 11111111111, terá o índice 2.047, correspondente à última palavra. Portanto, os 11 lançamentos podem indicar qualquer uma das 2.048 palavras da lista. Depois de encontrar a primeira palavra, repita o procedimento para obter a segunda palavra, ou seja, faça outros 11 lançamentos, anote a nova sequência e localize-a na lista binária. Continue da mesma maneira até completar a 11ª palavra. Cada palavra deverá ser gerada por uma nova sequência de 11 lançamentos. Como obter a 12ª palavra Na 12ª palavra, o procedimento muda. Em vez de lançar a moeda mais 11 vezes, você deverá lançá-la somente sete vezes. Isso acontece porque a última palavra de uma seed BIP-39 não pode ser qualquer uma das 2.048 palavras da lista. A última palavra está associada a um checksum, que funciona de maneira semelhante a um dígito verificador. Ele ajuda a verificar se a sequência completa obedece às regras do padrão BIP-39. Portanto, não basta escolher livremente qualquer palavra para ocupar a 12ª posição: é necessário encontrar uma palavra que tenha o checksum correto. (É por isso que quase nunca dá certo a tentativa de formar uma seed simplesmente escolhendo livremente 12 ou 24 palavras quaisquer da lista BIP39, ou, por exemplo, juntando duas seeds de 12 palavras cada, que você eventualmente já utiliza, para tentar formar uma nova seed de 24 palavras, que, de qualquer modo, não é uma forma recomendável de se criar uma seed, por quase sempre prejudicar sua aleatoriedade (entropia), acabando gerando uma seed “mais fraca”, por assim dizer, do que fazendo isso de forma realmente aleatória) Depois de definidas as 11 primeiras palavras, ainda existem 128 possibilidades válidas para a 12ª palavra, distribuídas ao longo da lista. Os sete lançamentos finais da moeda ajudam a restringir essas essas possibilidades. Os sete resultados formarão o início da sequência binária da última palavra. Como toda palavra da lista é representada por 11 algarismos binários, ainda faltarão quatro. Esses quatro últimos não serão definidos por novos lançamentos, pois pertencem ao checksum: Como quatro algarismos binários formam 16 combinações possíveis, começando em 0000 e terminando em 1111, os sete lançamentos restringirão a busca a um grupo de 16 palavras consecutivas da lista. Entretanto, somente uma dessas 16 palavras terá o checksum correto. Por exemplo, se os sete lançamentos produzirem 0000001, as 16 combinações completas irão de 00000010000 até 00000011111. Elas correspondem aos índices de 16 a 31 da lista BIP-39 — ou às posições de 17 a 32, se a contagem começar em 1. A 12ª palavra estará necessariamente nesse grupo, mas apenas uma das 16 candidatas completará validamente a seed. Em resumo, as 11 primeiras palavras deixam 128 possibilidades válidas para a última palavra. Os sete lançamentos finais escolhem uma dessas possibilidades, restringindo a procura a 16 candidatas consecutivas. O checksum determina qual é a única palavra correta dentro desse grupo. Como descobrir qual das 16 palavras é a correta Para identificar a palavra válida sem calcular diretamente o checksum, você poderá testar as 16 candidatas em uma hardware wallet confiável. No próprio dispositivo, selecione a opção de restaurar ou recuperar uma carteira existente, informe sempre as mesmas 11 primeiras palavras e teste cada candidata na 12ª posição. Em uma hardware wallet que valide corretamente o padrão BIP-39, somente uma das 16 combinações deverá ser reconhecida como válida. Essa será a 12ª e última palavra da sua seed. Isso não significa que você encontrou uma carteira antiga. A hardware wallet estará apenas verificando qual candidata possui o checksum compatível com a sequência produzida pelos lançamentos. A carteira será derivada da seed que você acabou de criar. Cuidados importantes Realize todo o procedimento em um ambiente reservado, sem câmeras nem pessoas observando. Não fotografe as palavras, não as digite em celular ou computador e nunca utilize um site para conferir ou testar sua seed. Use uma moeda comum, em boas condições, e faça lançamentos reais. Confira cuidadosamente cada resultado e cada palavra procurada na lista. Um único erro de anotação poderá fazer com que você restaure uma carteira diferente ou não consiga recuperar posteriormente a carteira correta. Depois de encontrar a 12ª palavra, faça um teste completo antes de enviar valores relevantes. Anote alguns dos primeiros endereços apresentados pela carteira, apague o dispositivo e restaure a seed. Em seguida, verifique se os mesmos endereços reaparecem. Esse teste confirma que as palavras foram registradas na ordem correta e que você conseguirá recuperar a carteira no futuro. Lembre-se também de que qualquer pessoa que tiver acesso às 12 palavras poderá controlar todos os bitcoins da carteira. Por isso, a seed deverá ser guardada de maneira segura e nunca compartilhada. Lembre-se, informar sua seed a quem quer que seja, sob o pretexto que for, é o mesmo que dizer pra essa pessoa: “a partir de agora você tem acesso irrestrito aos meus bitcoins e pode movimentá-los quando quiser”, principalmente se você não configurou uma passphrase que ainda mantém em segredo. Portanto, você deve ter o máximo cuidado com isso, se não quiser se arrepender amargamente depois. É possível adotar o mesmo procedimento para obter uma seed de 24 palavras? Sim. O mesmo procedimento pode ser utilizado para gerar uma seed BIP-39 de 24 palavras. Nesse caso, faça 11 lançamentos para cada uma das primeiras 23 palavras. Para a 24ª palavra, faça somente três lançamentos. A última palavra continuará tendo 11 algarismos binários, mas apenas os três primeiros serão definidos pela moeda. Os oito restantes pertencerão ao checksum. Como oito algarismos binários formam 256 combinações possíveis, existirão 256 candidatas para a última palavra, em vez das 16 existentes no procedimento de 12 palavras. Somente uma delas terá o checksum correto. Sem calcular o checksum diretamente por meio do SHA-256, seria necessário testar essas 256 candidatas por tentativa e erro em uma hardware wallet que valide o padrão BIP-39. O trabalho será consideravelmente maior, mas ainda será possível encontrar a palavra que completa corretamente a seed de 24 palavras, desde que o usuário esteja realmente disposto a fazer isso, com bastante paciência e organização. Também é possível usar um dado em vez de uma moeda? Sim. Se você não quiser utilizar uma moeda, poderá realizar todo o procedimento com um dado comum de seis faces. Basta estabelecer, antes de começar, por exemplo, que os resultados 1, 2 ou 3 correspondem a 0, enquanto os resultados 4, 5 ou 6 correspondem a 1. Como três faces representam 0 e as outras três representam 1, os dois resultados terão a mesma probabilidade. A partir daí, siga exatamente o mesmo procedimento descrito para a moeda: faça 11 lançamentos para obter cada uma das 11 primeiras palavras e apenas sete lançamentos para definir o início da 12ª palavra. Depois, teste as 16 possibilidades restantes para encontrar a palavra com o checksum correto. Embora este artigo utilize uma moeda como exemplo principal, o procedimento também funciona com um dado de seis faces ou com qualquer outro método offline, realmente aleatório e capaz de produzir zeros e uns com a mesma probabilidade. O importante é que nenhum dos dois resultados seja favorecido (isto é, deve-se assegurar a máxima aleatoriedade possível), que a regra escolhida seja mantida do início ao fim e que toda a sequência seja gerada e registrada sem contato com a internet. Depois de criar sua própria seed de forma aleatória, segura e independente de qualquer dispositivo (em que talvez você já não confie tanto para essa tarefa, após o ocorrido com a Coldcard), o próximo passo para elevar ainda mais a proteção da sua carteira seria adotar uma passphrase. Esse recurso acrescenta uma camada extra de segurança, mas exige conhecimento e cuidados específicos para não se transformar em grande risco de perda da sua carteira — assunto que pretendo abordar em outra oportunidade. Até lá, continue estudando e aprofundando seus conhecimentos sobre a geração de seeds, o uso correto de passphrases e sobre demais práticas essenciais para proteger seus bitcoins. Afinal, a autocustódia com segurança não se faz apenas mantendo suas chaves sob seu controle, mas também compreendendo como criá-las, protegê-las e recuperá-las em caso de necessidade.

Você sabia que pode gerar adequadamente sua própria seed BIP-39 usando apenas uma moeda?

Depois do triste episódio envolvendo a COLDCARD, você já não confia tanto assim nas hardware wallets para gerar sua seed? Gostaria de poder criá-la por conta própria? Então veja como fazer isso.
É possível gerar uma seed BIP-39, utilizando somente uma moeda e uma cópia impressa da lista de 2.048 palavras. Para facilitar o procedimento, procure uma versão da lista que apresente, ao lado de cada palavra, sua sequência binária de 11 algarismos. Assim, você não precisará converter números binários em números decimais.
A lista BIP-39 pode ser numerada de 0 a 2.047. Se você preferir contar as posições a partir de 1, elas irão de 1 a 2.048. Portanto, a palavra de índice 0 também pode ser chamada de primeira palavra da lista, enquanto a palavra de índice 2.047 corresponde à posição 2.048.
Antes de começar, escolha uma regra para os lançamentos da moeda. Você pode estabelecer, por exemplo, que cara corresponde a 0 e coroa corresponde a 1. Também pode adotar a convenção contrária. O importante é manter a mesma regra durante todo o procedimento. Agora vamos mostrar, detalhadamente, o procedimento para obtenção de uma seed de 12 palavras.
Como obter as 11 primeiras palavras
Para obter a primeira palavra, lance a moeda 11 vezes e anote os resultados exatamente na ordem em que ocorrerem. Ao final, você terá uma sequência de 11 zeros e uns (de acordo com a convenção que você adotou, atribuindo 0 para cara e 1 para coroa ou o contrário). Procure então essa exata sequência na versão binária da lista BIP-39. A palavra apresentada ao lado dela será a primeira palavra da sua seed.
Se os 11 lançamentos produzirem 00000000000, você terá o índice 0, correspondente à primeira palavra da lista. Se produzirem 11111111111, terá o índice 2.047, correspondente à última palavra. Portanto, os 11 lançamentos podem indicar qualquer uma das 2.048 palavras da lista.
Depois de encontrar a primeira palavra, repita o procedimento para obter a segunda palavra, ou seja, faça outros 11 lançamentos, anote a nova sequência e localize-a na lista binária. Continue da mesma maneira até completar a 11ª palavra. Cada palavra deverá ser gerada por uma nova sequência de 11 lançamentos.
Como obter a 12ª palavra
Na 12ª palavra, o procedimento muda. Em vez de lançar a moeda mais 11 vezes, você deverá lançá-la somente sete vezes. Isso acontece porque a última palavra de uma seed BIP-39 não pode ser qualquer uma das 2.048 palavras da lista.
A última palavra está associada a um checksum, que funciona de maneira semelhante a um dígito verificador. Ele ajuda a verificar se a sequência completa obedece às regras do padrão BIP-39. Portanto, não basta escolher livremente qualquer palavra para ocupar a 12ª posição: é necessário encontrar uma palavra que tenha o checksum correto. (É por isso que quase nunca dá certo a tentativa de formar uma seed simplesmente escolhendo livremente 12 ou 24 palavras quaisquer da lista BIP39, ou, por exemplo, juntando duas seeds de 12 palavras cada, que você eventualmente já utiliza, para tentar formar uma nova seed de 24 palavras, que, de qualquer modo, não é uma forma recomendável de se criar uma seed, por quase sempre prejudicar sua aleatoriedade (entropia), acabando gerando uma seed “mais fraca”, por assim dizer, do que fazendo isso de forma realmente aleatória)
Depois de definidas as 11 primeiras palavras, ainda existem 128 possibilidades válidas para a 12ª palavra, distribuídas ao longo da lista. Os sete lançamentos finais da moeda ajudam a restringir essas essas possibilidades.
Os sete resultados formarão o início da sequência binária da última palavra. Como toda palavra da lista é representada por 11 algarismos binários, ainda faltarão quatro. Esses quatro últimos não serão definidos por novos lançamentos, pois pertencem ao checksum:
Como quatro algarismos binários formam 16 combinações possíveis, começando em 0000 e terminando em 1111, os sete lançamentos restringirão a busca a um grupo de 16 palavras consecutivas da lista. Entretanto, somente uma dessas 16 palavras terá o checksum correto.
Por exemplo, se os sete lançamentos produzirem 0000001, as 16 combinações completas irão de 00000010000 até 00000011111. Elas correspondem aos índices de 16 a 31 da lista BIP-39 — ou às posições de 17 a 32, se a contagem começar em 1. A 12ª palavra estará necessariamente nesse grupo, mas apenas uma das 16 candidatas completará validamente a seed.
Em resumo, as 11 primeiras palavras deixam 128 possibilidades válidas para a última palavra. Os sete lançamentos finais escolhem uma dessas possibilidades, restringindo a procura a 16 candidatas consecutivas. O checksum determina qual é a única palavra correta dentro desse grupo.
Como descobrir qual das 16 palavras é a correta
Para identificar a palavra válida sem calcular diretamente o checksum, você poderá testar as 16 candidatas em uma hardware wallet confiável. No próprio dispositivo, selecione a opção de restaurar ou recuperar uma carteira existente, informe sempre as mesmas 11 primeiras palavras e teste cada candidata na 12ª posição.
Em uma hardware wallet que valide corretamente o padrão BIP-39, somente uma das 16 combinações deverá ser reconhecida como válida. Essa será a 12ª e última palavra da sua seed.
Isso não significa que você encontrou uma carteira antiga. A hardware wallet estará apenas verificando qual candidata possui o checksum compatível com a sequência produzida pelos lançamentos. A carteira será derivada da seed que você acabou de criar.
Cuidados importantes
Realize todo o procedimento em um ambiente reservado, sem câmeras nem pessoas observando. Não fotografe as palavras, não as digite em celular ou computador e nunca utilize um site para conferir ou testar sua seed.
Use uma moeda comum, em boas condições, e faça lançamentos reais. Confira cuidadosamente cada resultado e cada palavra procurada na lista. Um único erro de anotação poderá fazer com que você restaure uma carteira diferente ou não consiga recuperar posteriormente a carteira correta.
Depois de encontrar a 12ª palavra, faça um teste completo antes de enviar valores relevantes. Anote alguns dos primeiros endereços apresentados pela carteira, apague o dispositivo e restaure a seed. Em seguida, verifique se os mesmos endereços reaparecem. Esse teste confirma que as palavras foram registradas na ordem correta e que você conseguirá recuperar a carteira no futuro.
Lembre-se também de que qualquer pessoa que tiver acesso às 12 palavras poderá controlar todos os bitcoins da carteira. Por isso, a seed deverá ser guardada de maneira segura e nunca compartilhada. Lembre-se, informar sua seed a quem quer que seja, sob o pretexto que for, é o mesmo que dizer pra essa pessoa: “a partir de agora você tem acesso irrestrito aos meus bitcoins e pode movimentá-los quando quiser”, principalmente se você não configurou uma passphrase que ainda mantém em segredo. Portanto, você deve ter o máximo cuidado com isso, se não quiser se arrepender amargamente depois.
É possível adotar o mesmo procedimento para obter uma seed de 24 palavras?
Sim. O mesmo procedimento pode ser utilizado para gerar uma seed BIP-39 de 24 palavras. Nesse caso, faça 11 lançamentos para cada uma das primeiras 23 palavras. Para a 24ª palavra, faça somente três lançamentos.
A última palavra continuará tendo 11 algarismos binários, mas apenas os três primeiros serão definidos pela moeda. Os oito restantes pertencerão ao checksum.
Como oito algarismos binários formam 256 combinações possíveis, existirão 256 candidatas para a última palavra, em vez das 16 existentes no procedimento de 12 palavras. Somente uma delas terá o checksum correto.
Sem calcular o checksum diretamente por meio do SHA-256, seria necessário testar essas 256 candidatas por tentativa e erro em uma hardware wallet que valide o padrão BIP-39. O trabalho será consideravelmente maior, mas ainda será possível encontrar a palavra que completa corretamente a seed de 24 palavras, desde que o usuário esteja realmente disposto a fazer isso, com bastante paciência e organização.
Também é possível usar um dado em vez de uma moeda?
Sim. Se você não quiser utilizar uma moeda, poderá realizar todo o procedimento com um dado comum de seis faces. Basta estabelecer, antes de começar, por exemplo, que os resultados 1, 2 ou 3 correspondem a 0, enquanto os resultados 4, 5 ou 6 correspondem a 1.
Como três faces representam 0 e as outras três representam 1, os dois resultados terão a mesma probabilidade. A partir daí, siga exatamente o mesmo procedimento descrito para a moeda: faça 11 lançamentos para obter cada uma das 11 primeiras palavras e apenas sete lançamentos para definir o início da 12ª palavra. Depois, teste as 16 possibilidades restantes para encontrar a palavra com o checksum correto.
Embora este artigo utilize uma moeda como exemplo principal, o procedimento também funciona com um dado de seis faces ou com qualquer outro método offline, realmente aleatório e capaz de produzir zeros e uns com a mesma probabilidade. O importante é que nenhum dos dois resultados seja favorecido (isto é, deve-se assegurar a máxima aleatoriedade possível), que a regra escolhida seja mantida do início ao fim e que toda a sequência seja gerada e registrada sem contato com a internet.
Depois de criar sua própria seed de forma aleatória, segura e independente de qualquer dispositivo (em que talvez você já não confie tanto para essa tarefa, após o ocorrido com a Coldcard), o próximo passo para elevar ainda mais a proteção da sua carteira seria adotar uma passphrase. Esse recurso acrescenta uma camada extra de segurança, mas exige conhecimento e cuidados específicos para não se transformar em grande risco de perda da sua carteira — assunto que pretendo abordar em outra oportunidade.
Até lá, continue estudando e aprofundando seus conhecimentos sobre a geração de seeds, o uso correto de passphrases e sobre demais práticas essenciais para proteger seus bitcoins. Afinal, a autocustódia com segurança não se faz apenas mantendo suas chaves sob seu controle, mas também compreendendo como criá-las, protegê-las e recuperá-las em caso de necessidade.
Ainda não foi dessa vez, “Srs. Haters”. Continuem tentando no próximo ciclo…😎#BTC #HODL
Ainda não foi dessa vez, “Srs. Haters”. Continuem tentando no próximo ciclo…😎#BTC #HODL
Na política, às vezes a vontade de prejudicar ou não favorecer um adversário, termina por prejudicar toda uma coletividade.
Na política, às vezes a vontade de prejudicar ou não favorecer um adversário, termina por prejudicar toda uma coletividade.
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Estamos em um momento de oportunidade histórica no Bitcoin?O Bitcoin Cycle Position Composite, da Glassnode, reúne 45 indicadores de preço e dados on-chain para mostrar em que estágio do ciclo o Bitcoin se encontra. Em vez de depender de uma única métrica, o modelo observa simultaneamente lucratividade dos investidores, valorização relativa, comportamento dos detentores e outras condições históricas do mercado. As cores quentes representam períodos de euforia e possível formação de topo, enquanto as cores frias indicam medo, prejuízos e capitulação. Neste momento, o gráfico apresenta uma leitura próxima de 19,9 pontos em uma escala de zero a cem, com 41 dos 45 indicadores situados em território de capitulação. É a configuração mais fria observada desde o colapso da FTX, no final de 2022. O predomínio do azul mostra que grande parte do excesso especulativo foi eliminada e que muitos investidores estão desanimados ou realizando prejuízo — um comportamento típico das fases mais avançadas de um mercado de baixa. Historicamente, situações semelhantes surgiram nas proximidades de grandes zonas de acumulação. Isso não significa, contudo, que o fundo definitivo já tenha sido atingido. Segundo Rafael Schultze-Kraft, cofundador da Glassnode e criador do indicador, a leitura atual ainda não alcançou o azul mais intenso que marcou alguns fundos anteriores. Em outras palavras, o gráfico sugere que o Bitcoin está numa região avançada de capitulação, mas ainda existe espaço para novas quedas, lateralização prolongada ou um último movimento de exaustão antes da recuperação. Há também uma diferença importante entre identificar uma região atrativa e acertar o momento exato da reversão. No ciclo de 2022, por exemplo, os indicadores permaneceram frios durante meses antes de o Bitcoin estabelecer seu fundo próximo ao episódio da FTX. O cenário atual pode seguir caminho semelhante: o preço está ao redor de US$ 65 mil, enquanto o mercado continua defensivo, com demanda e atividade on-chain enfraquecidas. Portanto, o gráfico não está anunciando uma alta imediata; ele está mostrando que o risco cíclico já diminuiu bastante em comparação com os períodos de euforia. A principal mensagem do Bitcoin Cycle Position Composite é que o mercado parece estar muito mais próximo de uma zona histórica de acumulação do que de um topo especulativo. Para investidores de longo prazo, essa configuração merece atenção porque as melhores oportunidades normalmente surgem quando o sentimento está deteriorado, e não quando todos estão otimistas. Ainda assim, o indicador deve ser interpretado como uma medida de probabilidade, não como garantia: ele sugere uma fase potencialmente favorável à construção gradual de posições, mas não confirma que o fundo já aconteceu nem elimina a possibilidade de novas quedas.

Estamos em um momento de oportunidade histórica no Bitcoin?

O Bitcoin Cycle Position Composite, da Glassnode, reúne 45 indicadores de preço e dados on-chain para mostrar em que estágio do ciclo o Bitcoin se encontra. Em vez de depender de uma única métrica, o modelo observa simultaneamente lucratividade dos investidores, valorização relativa, comportamento dos detentores e outras condições históricas do mercado. As cores quentes representam períodos de euforia e possível formação de topo, enquanto as cores frias indicam medo, prejuízos e capitulação.
Neste momento, o gráfico apresenta uma leitura próxima de 19,9 pontos em uma escala de zero a cem, com 41 dos 45 indicadores situados em território de capitulação. É a configuração mais fria observada desde o colapso da FTX, no final de 2022. O predomínio do azul mostra que grande parte do excesso especulativo foi eliminada e que muitos investidores estão desanimados ou realizando prejuízo — um comportamento típico das fases mais avançadas de um mercado de baixa.
Historicamente, situações semelhantes surgiram nas proximidades de grandes zonas de acumulação. Isso não significa, contudo, que o fundo definitivo já tenha sido atingido. Segundo Rafael Schultze-Kraft, cofundador da Glassnode e criador do indicador, a leitura atual ainda não alcançou o azul mais intenso que marcou alguns fundos anteriores. Em outras palavras, o gráfico sugere que o Bitcoin está numa região avançada de capitulação, mas ainda existe espaço para novas quedas, lateralização prolongada ou um último movimento de exaustão antes da recuperação.
Há também uma diferença importante entre identificar uma região atrativa e acertar o momento exato da reversão. No ciclo de 2022, por exemplo, os indicadores permaneceram frios durante meses antes de o Bitcoin estabelecer seu fundo próximo ao episódio da FTX. O cenário atual pode seguir caminho semelhante: o preço está ao redor de US$ 65 mil, enquanto o mercado continua defensivo, com demanda e atividade on-chain enfraquecidas. Portanto, o gráfico não está anunciando uma alta imediata; ele está mostrando que o risco cíclico já diminuiu bastante em comparação com os períodos de euforia.
A principal mensagem do Bitcoin Cycle Position Composite é que o mercado parece estar muito mais próximo de uma zona histórica de acumulação do que de um topo especulativo. Para investidores de longo prazo, essa configuração merece atenção porque as melhores oportunidades normalmente surgem quando o sentimento está deteriorado, e não quando todos estão otimistas. Ainda assim, o indicador deve ser interpretado como uma medida de probabilidade, não como garantia: ele sugere uma fase potencialmente favorável à construção gradual de posições, mas não confirma que o fundo já aconteceu nem elimina a possibilidade de novas quedas.
Sinto muito, meus caros ursos, ainda não foi dessa vez…Continuem tentando..😎#BTC #HODL" 🚀🚀
Sinto muito, meus caros ursos, ainda não foi dessa vez…Continuem tentando..😎#BTC #HODL" 🚀🚀
No capítulo de hoje: Bitcoin MODO BULL ativado. “Ok, guys… Eu já sobrevivi a coisas piores. Voltem quando vocês tiverem algo realmente grande para tentar me assustar” 😎
No capítulo de hoje: Bitcoin MODO BULL ativado. “Ok, guys… Eu já sobrevivi a coisas piores. Voltem quando vocês tiverem algo realmente grande para tentar me assustar” 😎
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Passphrase: a camada extra de segurança que todo usuário de hardware wallet deveria conhecerAs hardware wallets são consideradas uma das formas mais seguras de armazenar Bitcoin, mas isso não significa que elas sejam infalíveis. Nos últimas semanas, um incidente envolvendo a Coldcard chamou a atenção da comunidade ao mostrar que, em determinadas circunstâncias, um dispositivo comprometido ou adulterado pode representar um risco para quem o utiliza. Embora esse episódio não tenha comprometido a segurança do protocolo Bitcoin, ele serviu como um importante lembrete de que a proteção dos seus bitcoins depende não apenas da qualidade da hardware wallet, mas também das medidas de segurança adotadas pelo próprio usuário. Entre elas, uma das mais importantes é a utilização de uma passphrase. A passphrase funciona como uma palavra adicional à frase de recuperação (seed), sendo frequentemente chamada de “13ª palavra” nas carteiras com seed de 12 palavras ou de “25ª palavra” nas carteiras com seed de 24 palavras. Ela é escolhida pelo próprio usuário e cria uma carteira completamente diferente da que seria acessada apenas com a seed. Na prática, isso significa que, mesmo que alguém descubra ou tenha acesso às suas 12 ou 24 palavras de recuperação, não conseguirá movimentar os bitcoins protegidos pela passphrase sem conhecer também essa informação adicional. É uma camada extra de segurança que pode fazer toda a diferença caso a seed seja exposta, copiada ou caia em mãos erradas. A configuração da passphrase costuma ser simples e bastante semelhante na maioria das hardware wallets. No entanto, antes de ativar esse recurso, o usuário deve estudar o assunto, compreender exatamente como ele funciona e somente prosseguir quando se sentir plenamente seguro. A passphrase aumenta significativamente a proteção dos bitcoins, mas também exige maior responsabilidade na sua guarda. Como regra geral, ela jamais deve ser anotada no mesmo local em que a frase de recuperação (seed) de 12 ou 24 palavras é armazenada, pois isso reduziria drasticamente a segurança. Também é recomendável utilizar uma passphrase longa, difícil de adivinhar e que não contenha informações pessoais ou palavras óbvias. Antes de transferir grandes quantias para essa carteira, vale a pena testar cuidadosamente o procedimento de recuperação para ter certeza de que tudo foi registrado corretamente. Outro benefício importante da passphrase é que ela pode oferecer proteção adicional em situações de roubo ou coerção. Muitos usuários mantêm uma pequena quantidade de bitcoins em uma carteira acessível apenas pela seed, enquanto o patrimônio principal permanece protegido por uma carteira associada à passphrase. Dessa forma, mesmo que alguém obtenha acesso às 12 ou 24 palavras da seed, verá apenas a carteira sem a passphrase, enquanto os valores mais relevantes continuarão inacessíveis. Essa estratégia é amplamente utilizada por usuários mais experientes como uma forma de reduzir riscos. O episódio recente envolvendo a Coldcard reforçou uma lição importante: a segurança no universo do Bitcoin não depende apenas da qualidade da hardware wallet, mas principalmente das práticas adotadas pelo usuário. Utilizar um dispositivo adquirido de fonte confiável, verificar sua autenticidade, manter o firmware atualizado e proteger os fundos com uma passphrase bem escolhida são medidas que aumentam significativamente a segurança do patrimônio. Em um ativo que pode representar anos de trabalho e continuar se valorizando ao longo do tempo, dedicar alguns minutos para aprender e implementar corretamente essas práticas pode evitar perdas irreparáveis no futuro.

Passphrase: a camada extra de segurança que todo usuário de hardware wallet deveria conhecer

As hardware wallets são consideradas uma das formas mais seguras de armazenar Bitcoin, mas isso não significa que elas sejam infalíveis. Nos últimas semanas, um incidente envolvendo a Coldcard chamou a atenção da comunidade ao mostrar que, em determinadas circunstâncias, um dispositivo comprometido ou adulterado pode representar um risco para quem o utiliza. Embora esse episódio não tenha comprometido a segurança do protocolo Bitcoin, ele serviu como um importante lembrete de que a proteção dos seus bitcoins depende não apenas da qualidade da hardware wallet, mas também das medidas de segurança adotadas pelo próprio usuário. Entre elas, uma das mais importantes é a utilização de uma passphrase.
A passphrase funciona como uma palavra adicional à frase de recuperação (seed), sendo frequentemente chamada de “13ª palavra” nas carteiras com seed de 12 palavras ou de “25ª palavra” nas carteiras com seed de 24 palavras. Ela é escolhida pelo próprio usuário e cria uma carteira completamente diferente da que seria acessada apenas com a seed. Na prática, isso significa que, mesmo que alguém descubra ou tenha acesso às suas 12 ou 24 palavras de recuperação, não conseguirá movimentar os bitcoins protegidos pela passphrase sem conhecer também essa informação adicional. É uma camada extra de segurança que pode fazer toda a diferença caso a seed seja exposta, copiada ou caia em mãos erradas.
A configuração da passphrase costuma ser simples e bastante semelhante na maioria das hardware wallets. No entanto, antes de ativar esse recurso, o usuário deve estudar o assunto, compreender exatamente como ele funciona e somente prosseguir quando se sentir plenamente seguro. A passphrase aumenta significativamente a proteção dos bitcoins, mas também exige maior responsabilidade na sua guarda. Como regra geral, ela jamais deve ser anotada no mesmo local em que a frase de recuperação (seed) de 12 ou 24 palavras é armazenada, pois isso reduziria drasticamente a segurança. Também é recomendável utilizar uma passphrase longa, difícil de adivinhar e que não contenha informações pessoais ou palavras óbvias. Antes de transferir grandes quantias para essa carteira, vale a pena testar cuidadosamente o procedimento de recuperação para ter certeza de que tudo foi registrado corretamente.
Outro benefício importante da passphrase é que ela pode oferecer proteção adicional em situações de roubo ou coerção. Muitos usuários mantêm uma pequena quantidade de bitcoins em uma carteira acessível apenas pela seed, enquanto o patrimônio principal permanece protegido por uma carteira associada à passphrase. Dessa forma, mesmo que alguém obtenha acesso às 12 ou 24 palavras da seed, verá apenas a carteira sem a passphrase, enquanto os valores mais relevantes continuarão inacessíveis. Essa estratégia é amplamente utilizada por usuários mais experientes como uma forma de reduzir riscos.
O episódio recente envolvendo a Coldcard reforçou uma lição importante: a segurança no universo do Bitcoin não depende apenas da qualidade da hardware wallet, mas principalmente das práticas adotadas pelo usuário. Utilizar um dispositivo adquirido de fonte confiável, verificar sua autenticidade, manter o firmware atualizado e proteger os fundos com uma passphrase bem escolhida são medidas que aumentam significativamente a segurança do patrimônio. Em um ativo que pode representar anos de trabalho e continuar se valorizando ao longo do tempo, dedicar alguns minutos para aprender e implementar corretamente essas práticas pode evitar perdas irreparáveis no futuro.
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Ataque à Coldcard: o que aconteceuPor que mais de 500 bitcoins foram roubados e o que isso ensina sobre a segurança do Bitcoin Os últimos dias foram marcados por um dos incidentes mais importantes já registrados envolvendo uma hardware wallet de Bitcoin. Criminosos conseguiram roubar aproximadamente 594 bitcoins, distribuídos em mais de 500 carteiras, após explorarem uma vulnerabilidade na geração das chaves privadas de determinados modelos da Coldcard, fabricados pela Coinkite. O problema não estava no protocolo do Bitcoin, mas sim na forma como algumas carteiras geravam a chamada “frase-semente” (seed phrase), que é a chave mestra que dá acesso aos fundos. Para entender o problema, imagine que criar uma carteira de Bitcoin é como escolher uma senha gigantesca e completamente aleatória. Quanto mais aleatória ela for, mais difícil será adivinhá-la. A vulnerabilidade descoberta mostrou que algumas versões da Coldcard Mk3 utilizavam uma fonte de aleatoriedade (entropia) significativamente mais fraca do que se imaginava. Isso reduzia drasticamente o número de combinações possíveis. Com grande poder computacional, os invasores conseguiram reproduzir o processo de geração dessas carteiras e descobrir as frases-semente de diversos usuários, tomando posse dos bitcoins armazenados nelas. A boa notícia é que esse episódio não representa uma falha no Bitcoin. O protocolo da rede, sua criptografia e a blockchain continuam intactos. O que falhou foi um produto específico utilizado para armazenar as chaves privadas. É como uma pessoa que possui uma conta bancária protegida por um sistema extremamente seguro, mas escolhe uma senha muito fraca, como “1234”. Se alguém descobrir essa senha e conseguir acessar a conta, isso não significa que o banco foi invadido ou que seu sistema de segurança deixou de funcionar. O problema estava na credencial utilizada para acessar a conta. Da mesma forma, o Bitcoin continuou seguro; a vulnerabilidade estava na forma como determinadas carteiras geravam as chaves privadas, e não na segurança da rede Bitcoin. Esse tipo de distinção é fundamental para entender por que o Bitcoin permanece seguro, mesmo quando um fabricante de hardware wallet comete um erro de implementação. O incidente também mostra que nenhuma solução de segurança deve ser considerada infalível. Hardware wallets continuam sendo uma das formas mais seguras de armazenar criptomoedas, mas elas dependem da qualidade do hardware, do firmware e da implementação feita pelo fabricante. Segundo as orientações divulgadas após o incidente, os modelos mais recentes da Coldcard (Mk4, Mk5 e Q) não apresentam o mesmo nível de risco observado nas carteiras afetadas, embora a própria Coinkite recomende atualização de firmware e, em alguns casos, a migração dos fundos para uma nova carteira criada com uma frase-semente segura. Para o investidor, a principal lição é simples: nunca confie apenas no nome de um fabricante. Mantenha sempre o firmware atualizado, acompanhe os comunicados oficiais da empresa, utilize uma passphrase quando possível e, principalmente, gere uma nova carteira caso exista qualquer suspeita de que a frase-semente possa ter sido criada por um dispositivo vulnerável. Outra medida importante é diversificar a custódia, especialmente para grandes patrimônios, utilizando multisig ou diferentes fabricantes de hardware wallet. No fim das contas, esse episódio reforça uma característica importante do Bitcoin: quando um problema acontece, ele costuma estar nas camadas ao redor da rede — como corretoras, aplicativos ou carteiras — e não no protocolo criado por Satoshi Nakamoto. O ataque à Coldcard serve como um alerta para toda a indústria de custódia, incentivando auditorias mais rigorosas e melhorias na geração de aleatoriedade das chaves privadas. Para quem investe em Bitcoin, a mensagem é clara: a tecnologia continua extremamente segura, mas a segurança dos seus bitcoins depende também da qualidade das ferramentas utilizadas e dos cuidados adotados pelo próprio usuário.

Ataque à Coldcard: o que aconteceu

Por que mais de 500 bitcoins foram roubados e o que isso ensina sobre a segurança do Bitcoin
Os últimos dias foram marcados por um dos incidentes mais importantes já registrados envolvendo uma hardware wallet de Bitcoin. Criminosos conseguiram roubar aproximadamente 594 bitcoins, distribuídos em mais de 500 carteiras, após explorarem uma vulnerabilidade na geração das chaves privadas de determinados modelos da Coldcard, fabricados pela Coinkite. O problema não estava no protocolo do Bitcoin, mas sim na forma como algumas carteiras geravam a chamada “frase-semente” (seed phrase), que é a chave mestra que dá acesso aos fundos.
Para entender o problema, imagine que criar uma carteira de Bitcoin é como escolher uma senha gigantesca e completamente aleatória. Quanto mais aleatória ela for, mais difícil será adivinhá-la. A vulnerabilidade descoberta mostrou que algumas versões da Coldcard Mk3 utilizavam uma fonte de aleatoriedade (entropia) significativamente mais fraca do que se imaginava. Isso reduzia drasticamente o número de combinações possíveis. Com grande poder computacional, os invasores conseguiram reproduzir o processo de geração dessas carteiras e descobrir as frases-semente de diversos usuários, tomando posse dos bitcoins armazenados nelas.
A boa notícia é que esse episódio não representa uma falha no Bitcoin. O protocolo da rede, sua criptografia e a blockchain continuam intactos. O que falhou foi um produto específico utilizado para armazenar as chaves privadas. É como uma pessoa que possui uma conta bancária protegida por um sistema extremamente seguro, mas escolhe uma senha muito fraca, como “1234”. Se alguém descobrir essa senha e conseguir acessar a conta, isso não significa que o banco foi invadido ou que seu sistema de segurança deixou de funcionar. O problema estava na credencial utilizada para acessar a conta. Da mesma forma, o Bitcoin continuou seguro; a vulnerabilidade estava na forma como determinadas carteiras geravam as chaves privadas, e não na segurança da rede Bitcoin. Esse tipo de distinção é fundamental para entender por que o Bitcoin permanece seguro, mesmo quando um fabricante de hardware wallet comete um erro de implementação.
O incidente também mostra que nenhuma solução de segurança deve ser considerada infalível. Hardware wallets continuam sendo uma das formas mais seguras de armazenar criptomoedas, mas elas dependem da qualidade do hardware, do firmware e da implementação feita pelo fabricante. Segundo as orientações divulgadas após o incidente, os modelos mais recentes da Coldcard (Mk4, Mk5 e Q) não apresentam o mesmo nível de risco observado nas carteiras afetadas, embora a própria Coinkite recomende atualização de firmware e, em alguns casos, a migração dos fundos para uma nova carteira criada com uma frase-semente segura.
Para o investidor, a principal lição é simples: nunca confie apenas no nome de um fabricante. Mantenha sempre o firmware atualizado, acompanhe os comunicados oficiais da empresa, utilize uma passphrase quando possível e, principalmente, gere uma nova carteira caso exista qualquer suspeita de que a frase-semente possa ter sido criada por um dispositivo vulnerável. Outra medida importante é diversificar a custódia, especialmente para grandes patrimônios, utilizando multisig ou diferentes fabricantes de hardware wallet.
No fim das contas, esse episódio reforça uma característica importante do Bitcoin: quando um problema acontece, ele costuma estar nas camadas ao redor da rede — como corretoras, aplicativos ou carteiras — e não no protocolo criado por Satoshi Nakamoto. O ataque à Coldcard serve como um alerta para toda a indústria de custódia, incentivando auditorias mais rigorosas e melhorias na geração de aleatoriedade das chaves privadas. Para quem investe em Bitcoin, a mensagem é clara: a tecnologia continua extremamente segura, mas a segurança dos seus bitcoins depende também da qualidade das ferramentas utilizadas e dos cuidados adotados pelo próprio usuário.
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Bitcoin resistente à computação quântica sem mudar os endereços atuaisUma nova proposta pode tornar o Bitcoin resistente à computação quântica sem mudar os endereços atuais Uma pesquisa publicada recentemente pela AmericanFortress chamou a atenção da comunidade de criptomoedas ao apresentar uma proposta que busca proteger o Bitcoin contra futuros ataques de computadores quânticos. O trabalho, divulgado no repositório científico IACR ePrint Archive, propõe um novo mecanismo criptográfico baseado em provas de conhecimento zero (zero-knowledge proofs), com o objetivo de preservar a compatibilidade com as carteiras e os endereços utilizados atualmente pelos usuários. O grande diferencial da proposta é evitar a necessidade de uma migração em massa para novos endereços. Nas soluções pós-quânticas mais conhecidas, os usuários precisariam transferir seus bitcoins para carteiras que utilizassem novos algoritmos criptográficos, um processo complexo e que poderia colocar em risco moedas esquecidas ou carteiras cujos proprietários perderam o acesso. A abordagem da AmericanFortress procura contornar esse problema acrescentando uma nova camada de segurança, sem alterar o formato dos endereços já existentes. Em vez de depender exclusivamente das assinaturas criptográficas tradicionais, vulneráveis a computadores quânticos suficientemente poderosos, o sistema propõe que o proprietário da carteira demonstre, por meio de uma prova criptográfica, que conhece a seed que originou aquele endereço. Essa comprovação ocorre sem revelar a seed nem outras informações sensíveis, preservando a privacidade do usuário e mantendo a segurança da transação. Os primeiros testes apresentados pelos pesquisadores mostram resultados promissores. O protótipo conseguiu gerar as provas criptográficas em poucos segundos e verificá-las em apenas alguns milissegundos, desempenho considerado compatível com aplicações práticas. Embora ainda existam desafios técnicos a serem superados, o estudo demonstra que mecanismos desse tipo podem ser viáveis para um futuro Bitcoin preparado para a era da computação quântica. Apesar do entusiasmo despertado pela pesquisa, é importante destacar que ela ainda está em estágio inicial. O trabalho foi publicado como um preprint, ou seja, ainda não passou pelo processo formal de revisão por pares. Além disso, a solução não pode ser implementada imediatamente na rede Bitcoin, pois exigiria mudanças no protocolo e, consequentemente, amplo consenso entre desenvolvedores, empresas e usuários da comunidade. Ainda assim, a pesquisa representa um avanço importante na discussão sobre a segurança de longo prazo do Bitcoin. Em vez de simplesmente substituir a criptografia atual, ela propõe uma estratégia para preservar a compatibilidade com a infraestrutura existente, reduzindo custos e dificuldades de adoção. Se a ideia resistir ao escrutínio da comunidade científica e vier a ser aperfeiçoada ao longo dos próximos anos, poderá se tornar um dos caminhos mais interessantes para preparar o Bitcoin para um mundo em que a computação quântica deixe de ser apenas uma promessa e passe a representar uma realidade.

Bitcoin resistente à computação quântica sem mudar os endereços atuais

Uma nova proposta pode tornar o Bitcoin resistente à computação quântica sem mudar os endereços atuais
Uma pesquisa publicada recentemente pela AmericanFortress chamou a atenção da comunidade de criptomoedas ao apresentar uma proposta que busca proteger o Bitcoin contra futuros ataques de computadores quânticos. O trabalho, divulgado no repositório científico IACR ePrint Archive, propõe um novo mecanismo criptográfico baseado em provas de conhecimento zero (zero-knowledge proofs), com o objetivo de preservar a compatibilidade com as carteiras e os endereços utilizados atualmente pelos usuários.
O grande diferencial da proposta é evitar a necessidade de uma migração em massa para novos endereços. Nas soluções pós-quânticas mais conhecidas, os usuários precisariam transferir seus bitcoins para carteiras que utilizassem novos algoritmos criptográficos, um processo complexo e que poderia colocar em risco moedas esquecidas ou carteiras cujos proprietários perderam o acesso. A abordagem da AmericanFortress procura contornar esse problema acrescentando uma nova camada de segurança, sem alterar o formato dos endereços já existentes.
Em vez de depender exclusivamente das assinaturas criptográficas tradicionais, vulneráveis a computadores quânticos suficientemente poderosos, o sistema propõe que o proprietário da carteira demonstre, por meio de uma prova criptográfica, que conhece a seed que originou aquele endereço. Essa comprovação ocorre sem revelar a seed nem outras informações sensíveis, preservando a privacidade do usuário e mantendo a segurança da transação.
Os primeiros testes apresentados pelos pesquisadores mostram resultados promissores. O protótipo conseguiu gerar as provas criptográficas em poucos segundos e verificá-las em apenas alguns milissegundos, desempenho considerado compatível com aplicações práticas. Embora ainda existam desafios técnicos a serem superados, o estudo demonstra que mecanismos desse tipo podem ser viáveis para um futuro Bitcoin preparado para a era da computação quântica.
Apesar do entusiasmo despertado pela pesquisa, é importante destacar que ela ainda está em estágio inicial. O trabalho foi publicado como um preprint, ou seja, ainda não passou pelo processo formal de revisão por pares. Além disso, a solução não pode ser implementada imediatamente na rede Bitcoin, pois exigiria mudanças no protocolo e, consequentemente, amplo consenso entre desenvolvedores, empresas e usuários da comunidade.
Ainda assim, a pesquisa representa um avanço importante na discussão sobre a segurança de longo prazo do Bitcoin. Em vez de simplesmente substituir a criptografia atual, ela propõe uma estratégia para preservar a compatibilidade com a infraestrutura existente, reduzindo custos e dificuldades de adoção. Se a ideia resistir ao escrutínio da comunidade científica e vier a ser aperfeiçoada ao longo dos próximos anos, poderá se tornar um dos caminhos mais interessantes para preparar o Bitcoin para um mundo em que a computação quântica deixe de ser apenas uma promessa e passe a representar uma realidade.
Será que a IA, em vez de atropelar o Bitcoin e o deixar agonizando no meio da estrada, como muitos imaginam, na verdade o fará chegar mais rápido ao futuro? 😎
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O que não mata engorda…😎
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Cynthia Lummis faz apelo histórico no Senado: “Os EUA não podem perder a liderança na inovação”Em discurso realizado nesta quarta-feira (29) no plenário do Senado dos Estados Unidos, a senadora Cynthia Lummis fez uma vigorosa defesa da aprovação do CLARITY Act, projeto que pretende estabelecer um marco regulatório para o mercado de ativos digitais no país. Em um dos momentos mais marcantes de sua fala, ela advertiu que os Estados Unidos não podem perder a liderança na inovação financeira, sob pena de ver empresas, investimentos e talentos migrarem para países que já oferecem regras mais claras e previsíveis para o setor. Lummis afirmou que a indústria de ativos digitais deixou de ser uma promessa distante para se tornar um segmento estratégico da economia mundial. Segundo a senadora, a ausência de um marco regulatório claro vem criando insegurança jurídica para empresas e investidores, dificultando o desenvolvimento de novos negócios e reduzindo a competitividade americana justamente em uma área considerada decisiva para o futuro do sistema financeiro. Ao defender o CLARITY Act, a senadora destacou que o projeto busca definir com maior precisão as atribuições da SEC e da CFTC, reduzindo os conflitos regulatórios que marcaram o mercado nos últimos anos. Para ela, oferecer regras transparentes e previsíveis não significa enfraquecer a fiscalização, mas criar um ambiente em que empresas sérias possam inovar, investir e crescer sabendo exatamente quais normas devem cumprir. Outro ponto importante do discurso foi a resposta às críticas feitas por parlamentares democratas. Lummis argumentou que o texto mais recente do projeto incorporou diversas salvaguardas de ética, transparência e fiscalização, justamente para responder às preocupações levantadas durante as negociações. Na avaliação da senadora, essas alterações demonstram que houve disposição para construir um consenso, sem descaracterizar a essência da proposta. Ao longo do pronunciamento, Lummis também procurou transmitir uma mensagem de urgência. Em sua visão, outros países continuam avançando na regulamentação dos ativos digitais enquanto os Estados Unidos permanecem presos a disputas políticas e a um ambiente regulatório fragmentado. Para ela, prolongar essa indefinição significa correr o risco de perder investimentos, empregos altamente qualificados e protagonismo tecnológico em um dos setores mais inovadores da economia global. O discurso revela uma mudança importante na forma como o tema é tratado em Washington. Há poucos anos, o debate político girava em torno da própria legitimidade das criptomoedas. Hoje, a discussão se concentra em como regulamentar esse mercado de maneira eficiente, equilibrando inovação, proteção aos investidores e segurança jurídica. Essa mudança demonstra que os ativos digitais passaram a ocupar um espaço permanente na agenda econômica e legislativa dos Estados Unidos. Mais do que defender um projeto de lei específico, Cynthia Lummis procurou apresentar uma visão estratégica para o futuro da economia americana. Sua mensagem foi a de que a liderança tecnológica não é um patrimônio garantido, mas uma posição que precisa ser continuamente preservada por meio de instituições modernas, regras claras e incentivo à inovação. Sob essa perspectiva, o CLARITY Act representa muito mais do que uma proposta voltada ao mercado de criptomoedas: ele simboliza uma disputa pela liderança na próxima geração da infraestrutura financeira mundial. Se o projeto será aprovado ainda este ano permanece uma questão em aberto. As negociações continuam enfrentando resistência no Senado, principalmente em torno de questões relacionadas à ética pública e à supervisão regulatória. Os congressistas americanos precisam ter em mente, porém, que revoluções tecnológicas não aguardam consensos políticos. Se os Estados Unidos deixarem essa janela de oportunidade se fechar, poderão descobrir tarde demais que a liderança não se recupera por decreto. Ela pertence a quem teve a visão e a determinação de agir antes dos demais.

Cynthia Lummis faz apelo histórico no Senado: “Os EUA não podem perder a liderança na inovação”

Em discurso realizado nesta quarta-feira (29) no plenário do Senado dos Estados Unidos, a senadora Cynthia Lummis fez uma vigorosa defesa da aprovação do CLARITY Act, projeto que pretende estabelecer um marco regulatório para o mercado de ativos digitais no país. Em um dos momentos mais marcantes de sua fala, ela advertiu que os Estados Unidos não podem perder a liderança na inovação financeira, sob pena de ver empresas, investimentos e talentos migrarem para países que já oferecem regras mais claras e previsíveis para o setor.
Lummis afirmou que a indústria de ativos digitais deixou de ser uma promessa distante para se tornar um segmento estratégico da economia mundial. Segundo a senadora, a ausência de um marco regulatório claro vem criando insegurança jurídica para empresas e investidores, dificultando o desenvolvimento de novos negócios e reduzindo a competitividade americana justamente em uma área considerada decisiva para o futuro do sistema financeiro.
Ao defender o CLARITY Act, a senadora destacou que o projeto busca definir com maior precisão as atribuições da SEC e da CFTC, reduzindo os conflitos regulatórios que marcaram o mercado nos últimos anos. Para ela, oferecer regras transparentes e previsíveis não significa enfraquecer a fiscalização, mas criar um ambiente em que empresas sérias possam inovar, investir e crescer sabendo exatamente quais normas devem cumprir.
Outro ponto importante do discurso foi a resposta às críticas feitas por parlamentares democratas. Lummis argumentou que o texto mais recente do projeto incorporou diversas salvaguardas de ética, transparência e fiscalização, justamente para responder às preocupações levantadas durante as negociações. Na avaliação da senadora, essas alterações demonstram que houve disposição para construir um consenso, sem descaracterizar a essência da proposta.
Ao longo do pronunciamento, Lummis também procurou transmitir uma mensagem de urgência. Em sua visão, outros países continuam avançando na regulamentação dos ativos digitais enquanto os Estados Unidos permanecem presos a disputas políticas e a um ambiente regulatório fragmentado. Para ela, prolongar essa indefinição significa correr o risco de perder investimentos, empregos altamente qualificados e protagonismo tecnológico em um dos setores mais inovadores da economia global.
O discurso revela uma mudança importante na forma como o tema é tratado em Washington. Há poucos anos, o debate político girava em torno da própria legitimidade das criptomoedas. Hoje, a discussão se concentra em como regulamentar esse mercado de maneira eficiente, equilibrando inovação, proteção aos investidores e segurança jurídica. Essa mudança demonstra que os ativos digitais passaram a ocupar um espaço permanente na agenda econômica e legislativa dos Estados Unidos.
Mais do que defender um projeto de lei específico, Cynthia Lummis procurou apresentar uma visão estratégica para o futuro da economia americana. Sua mensagem foi a de que a liderança tecnológica não é um patrimônio garantido, mas uma posição que precisa ser continuamente preservada por meio de instituições modernas, regras claras e incentivo à inovação. Sob essa perspectiva, o CLARITY Act representa muito mais do que uma proposta voltada ao mercado de criptomoedas: ele simboliza uma disputa pela liderança na próxima geração da infraestrutura financeira mundial.
Se o projeto será aprovado ainda este ano permanece uma questão em aberto. As negociações continuam enfrentando resistência no Senado, principalmente em torno de questões relacionadas à ética pública e à supervisão regulatória. Os congressistas americanos precisam ter em mente, porém, que revoluções tecnológicas não aguardam consensos políticos. Se os Estados Unidos deixarem essa janela de oportunidade se fechar, poderão descobrir tarde demais que a liderança não se recupera por decreto. Ela pertence a quem teve a visão e a determinação de agir antes dos demais.
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O que não te mata te fortaleceA IA pode ter desviado capital e atenção das criptomoedas. Mas talvez seja justamente ela a responsável pelo seu próximo bull market. Nos últimos meses, muitos investidores passaram a acreditar que a inteligência artificial havia se tornado uma ameaça ao mercado de criptomoedas. Enquanto empresas ligadas à IA, fabricantes de chips, data centers e infraestrutura tecnológica lideravam os ganhos nas bolsas de valores, o mercado cripto como um todo apresentou um desempenho bastante negativo. Para muitos, a explicação parecia evidente: a nova grande narrativa do mercado havia atraído não apenas a atenção, mas também parte do capital que antes buscava oportunidades no universo cripto. Essa percepção pode até ter feito sentido em um primeiro momento. No entanto, ela pode estar ignorando uma mudança muito mais profunda que começa a ganhar forma. A história da inovação mostra que tecnologias revolucionárias nem sempre competem entre si. Frequentemente, elas acabam se complementando e acelerando a adoção umas das outras. É justamente essa possibilidade que começa a surgir na relação entre inteligência artificial e blockchain. Em vez de representar um obstáculo para as criptomoedas, a IA pode acabar criando a maior demanda por infraestrutura blockchain já vista. Em outras palavras, aquilo que aparentemente enfraqueceu o mercado cripto no curto prazo pode ser exatamente o fator que o fortalecerá no longo prazo. O principal motivo está na ascensão dos agentes autônomos de inteligência artificial. Diferentemente dos assistentes virtuais atuais, esses agentes serão capazes de tomar decisões, contratar serviços, comprar dados, acessar APIs, alugar capacidade computacional e negociar diretamente com outros agentes, tudo isso sem intervenção humana. Para que essa economia máquina a máquina funcione em escala global, será necessário um sistema de pagamentos capaz de operar continuamente, liquidar transações em segundos, realizar micropagamentos de forma eficiente e permitir que softwares movimentem valor de maneira autônoma. Poucas tecnologias parecem tão bem posicionadas para desempenhar esse papel quanto as redes blockchain e os ativos digitais. Isso não significa, necessariamente, que todas essas transações serão realizadas em Bitcoin. Stablecoins, ethereum e outros criptoativos provavelmente também terão participação relevante nessa nova infraestrutura econômica. Ainda assim, quanto maior for a utilização das blockchains como camada de liquidação para a economia dos agentes autônomos, maior tende a ser a importância de todo o ecossistema cripto. O Bitcoin, por sua vez, poderá consolidar ainda mais sua posição como principal ativo digital e reserva de valor de um mercado cuja utilidade prática tende a crescer significativamente. Talvez, portanto, a inteligência artificial não tenha inaugurado uma era de competição com as criptomoedas, mas sim o início de uma relação de complementaridade. Os grandes bull markets costumam surgir quando uma narrativa encontra fundamentos sólidos de adoção no mundo real. Se a blockchain vier a se consolidar como a infraestrutura financeira da economia dos agentes autônomos de IA, o mercado cripto deixará de ser visto apenas como um conjunto de ativos especulativos e passará a ocupar uma posição estratégica na nova economia digital. Se essa tese estiver correta, a IA entrará para a história como um exemplo perfeito de que, às vezes, aquilo que parece enfraquecer um mercado acaba sendo justamente o fator que impulsiona seu maior ciclo de crescimento.

O que não te mata te fortalece

A IA pode ter desviado capital e atenção das criptomoedas. Mas talvez seja justamente ela a responsável pelo seu próximo bull market.
Nos últimos meses, muitos investidores passaram a acreditar que a inteligência artificial havia se tornado uma ameaça ao mercado de criptomoedas. Enquanto empresas ligadas à IA, fabricantes de chips, data centers e infraestrutura tecnológica lideravam os ganhos nas bolsas de valores, o mercado cripto como um todo apresentou um desempenho bastante negativo. Para muitos, a explicação parecia evidente: a nova grande narrativa do mercado havia atraído não apenas a atenção, mas também parte do capital que antes buscava oportunidades no universo cripto. Essa percepção pode até ter feito sentido em um primeiro momento. No entanto, ela pode estar ignorando uma mudança muito mais profunda que começa a ganhar forma.
A história da inovação mostra que tecnologias revolucionárias nem sempre competem entre si. Frequentemente, elas acabam se complementando e acelerando a adoção umas das outras. É justamente essa possibilidade que começa a surgir na relação entre inteligência artificial e blockchain. Em vez de representar um obstáculo para as criptomoedas, a IA pode acabar criando a maior demanda por infraestrutura blockchain já vista. Em outras palavras, aquilo que aparentemente enfraqueceu o mercado cripto no curto prazo pode ser exatamente o fator que o fortalecerá no longo prazo.
O principal motivo está na ascensão dos agentes autônomos de inteligência artificial. Diferentemente dos assistentes virtuais atuais, esses agentes serão capazes de tomar decisões, contratar serviços, comprar dados, acessar APIs, alugar capacidade computacional e negociar diretamente com outros agentes, tudo isso sem intervenção humana. Para que essa economia máquina a máquina funcione em escala global, será necessário um sistema de pagamentos capaz de operar continuamente, liquidar transações em segundos, realizar micropagamentos de forma eficiente e permitir que softwares movimentem valor de maneira autônoma. Poucas tecnologias parecem tão bem posicionadas para desempenhar esse papel quanto as redes blockchain e os ativos digitais.
Isso não significa, necessariamente, que todas essas transações serão realizadas em Bitcoin. Stablecoins, ethereum e outros criptoativos provavelmente também terão participação relevante nessa nova infraestrutura econômica. Ainda assim, quanto maior for a utilização das blockchains como camada de liquidação para a economia dos agentes autônomos, maior tende a ser a importância de todo o ecossistema cripto. O Bitcoin, por sua vez, poderá consolidar ainda mais sua posição como principal ativo digital e reserva de valor de um mercado cuja utilidade prática tende a crescer significativamente.
Talvez, portanto, a inteligência artificial não tenha inaugurado uma era de competição com as criptomoedas, mas sim o início de uma relação de complementaridade. Os grandes bull markets costumam surgir quando uma narrativa encontra fundamentos sólidos de adoção no mundo real. Se a blockchain vier a se consolidar como a infraestrutura financeira da economia dos agentes autônomos de IA, o mercado cripto deixará de ser visto apenas como um conjunto de ativos especulativos e passará a ocupar uma posição estratégica na nova economia digital. Se essa tese estiver correta, a IA entrará para a história como um exemplo perfeito de que, às vezes, aquilo que parece enfraquecer um mercado acaba sendo justamente o fator que impulsiona seu maior ciclo de crescimento.
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Quem será o próximo convertido?A Vanguard pode estar prestes a repetir uma história que o Bitcoin já conhece de cor. A notícia chamou a atenção do mercado financeiro: a Vanguard, uma das gestoras mais conservadoras do mundo e historicamente uma das maiores críticas às criptomoedas, abriu uma vaga para o cargo de Head of Digital Assets (Chefe de Ativos Digitais). A função prevê liderar a estratégia da empresa para áreas como blockchain, tokenização, stablecoins, infraestrutura de ativos digitais e novos modelos de serviços financeiros. Para uma instituição que, até pouco tempo atrás, se recusava até mesmo a oferecer negociação de ETFs de Bitcoin em sua plataforma, o movimento representa uma mudança de tom difícil de ignorar. Ainda não significa que a Vanguard lançará um ETF de Bitcoin próprio, mas pode ser o primeiro passo de uma transformação que o Bitcoin já viu acontecer inúmeras vezes: a conversão de antigos céticos em novos entusiastas. Se isso realmente acontecer, a gestora estará apenas escrevendo mais um capítulo de uma história que se repete desde o surgimento da maior criptomoeda do mundo. Talvez o exemplo mais famoso seja o de Larry Fink, CEO da BlackRock. Em 2017, ele afirmou que o Bitcoin era “um índice de lavagem de dinheiro” (“an index of money laundering”), resumindo sua visão extremamente negativa sobre o ativo. Anos depois, a história tomou um rumo que poucos poderiam prever. A BlackRock entrou de vez no mercado de ativos digitais, lançou um ETF de Bitcoin à vista que rapidamente se tornou um dos maiores — e, por diversos períodos, o maior — do mundo, enquanto o próprio Fink passou a descrever o Bitcoin como um ativo financeiro global e uma alternativa digital ao ouro. O mercado mudou, mas a maior mudança talvez tenha acontecido na percepção de quem antes enxergava o Bitcoin apenas com desconfiança. A transformação de Michael Saylor é igualmente impressionante. Em dezembro de 2013, ele publicou que “os dias do Bitcoin estavam contados” (“Bitcoin days are numbered”), comparando seu futuro ao destino dos jogos de azar online. Poucos anos depois, mudou completamente de posição. Sob sua liderança, a Strategy passou a adquirir Bitcoin em escala inédita, tornando-se a empresa de capital aberto com a maior reserva da criptomoeda no mundo. Hoje, Saylor é considerado uma das vozes mais influentes na defesa do Bitcoin, demonstrando que, muitas vezes, o ceticismo inicial não resiste a um estudo mais profundo sobre a tecnologia e suas características econômicas. Esse padrão de transformação é tão antigo quanto a própria história da humanidade. Um dos exemplos mais conhecidos está na Bíblia. Saulo de Tarso era um implacável perseguidor dos primeiros cristãos. Após sua célebre experiência no caminho de Damasco, converteu-se, passou a ser conhecido como o apóstolo Paulo e tornou-se um dos maiores responsáveis pela difusão do cristianismo. Evidentemente, a comparação termina aí. Não se trata de equiparar o Bitcoin ao cristianismo ou qualquer religião, mas de ilustrar um fenômeno humano recorrente: não raramente, os críticos mais ferrenhos de uma ideia acabam se tornando alguns de seus mais apaixonados defensores quando passam a compreendê-la sob uma nova perspectiva. Algo semelhante acontece todos os dias com o Bitcoin. Muitas pessoas o rejeitam porque foram vítimas de pirâmides financeiras, golpes ou promessas de enriquecimento fácil que apenas utilizavam a criptomoeda como chamariz. Mas a culpa nunca foi do Bitcoin. Golpistas usam dólares, ouro, imóveis, ações, títulos públicos ou qualquer outro ativo capaz de atrair vítimas. Em outros casos, a resistência nasce simplesmente do desconhecimento. Quando alguém finalmente compreende conceitos como escassez programada, descentralização, resistência à censura e autocustódia, não é raro ver antigos críticos se tornarem defensores convictos — e, muitas vezes, interessados em acumular o máximo de bitcoins possível. É por isso que a possível mudança de postura da Vanguard está sendo vista com interesse e entusiasmo por boa parte da comunidade cripto. Se a Vanguard realmente decidir mergulhar no universo dos ativos digitais, não estará inaugurando uma tendência, mas apenas seguindo um caminho já percorrido por inúmeros investidores, empresários e instituições. E quem seria o próximo convertido? Será que um dia até Peter Schiff, talvez o mais conhecido e persistente crítico do Bitcoin ainda em atividade, terá seu próprio “caminho de Damasco” intelectual e passará a enxergar o Bitcoin por outra perspectiva? Parece improvável. Mas também parecia improvável quando Larry Fink chamava o Bitcoin de “índice de lavagem de dinheiro”. Também parecia improvável quando Michael Saylor decretava que os dias do BTC estavam contados. A história do Bitcoin mostra que seus maiores defensores de amanhã podem muito bem estar entre os seus críticos mais contundentes de hoje. E é exatamente por isso que o investidor não deve aceitar passivamente as previsões e vaticínios de quem quer que seja, como se fossem verdades incontestáveis, por maior que seja o prestígio e autoridade do seu autor. Do Your Own Research (faça sua própria pesquisa) é lição a nunca ser esquecida.

Quem será o próximo convertido?

A Vanguard pode estar prestes a repetir uma história que o Bitcoin já conhece de cor.
A notícia chamou a atenção do mercado financeiro: a Vanguard, uma das gestoras mais conservadoras do mundo e historicamente uma das maiores críticas às criptomoedas, abriu uma vaga para o cargo de Head of Digital Assets (Chefe de Ativos Digitais). A função prevê liderar a estratégia da empresa para áreas como blockchain, tokenização, stablecoins, infraestrutura de ativos digitais e novos modelos de serviços financeiros. Para uma instituição que, até pouco tempo atrás, se recusava até mesmo a oferecer negociação de ETFs de Bitcoin em sua plataforma, o movimento representa uma mudança de tom difícil de ignorar.
Ainda não significa que a Vanguard lançará um ETF de Bitcoin próprio, mas pode ser o primeiro passo de uma transformação que o Bitcoin já viu acontecer inúmeras vezes: a conversão de antigos céticos em novos entusiastas. Se isso realmente acontecer, a gestora estará apenas escrevendo mais um capítulo de uma história que se repete desde o surgimento da maior criptomoeda do mundo.
Talvez o exemplo mais famoso seja o de Larry Fink, CEO da BlackRock. Em 2017, ele afirmou que o Bitcoin era “um índice de lavagem de dinheiro” (“an index of money laundering”), resumindo sua visão extremamente negativa sobre o ativo. Anos depois, a história tomou um rumo que poucos poderiam prever. A BlackRock entrou de vez no mercado de ativos digitais, lançou um ETF de Bitcoin à vista que rapidamente se tornou um dos maiores — e, por diversos períodos, o maior — do mundo, enquanto o próprio Fink passou a descrever o Bitcoin como um ativo financeiro global e uma alternativa digital ao ouro. O mercado mudou, mas a maior mudança talvez tenha acontecido na percepção de quem antes enxergava o Bitcoin apenas com desconfiança.
A transformação de Michael Saylor é igualmente impressionante. Em dezembro de 2013, ele publicou que “os dias do Bitcoin estavam contados” (“Bitcoin days are numbered”), comparando seu futuro ao destino dos jogos de azar online. Poucos anos depois, mudou completamente de posição. Sob sua liderança, a Strategy passou a adquirir Bitcoin em escala inédita, tornando-se a empresa de capital aberto com a maior reserva da criptomoeda no mundo. Hoje, Saylor é considerado uma das vozes mais influentes na defesa do Bitcoin, demonstrando que, muitas vezes, o ceticismo inicial não resiste a um estudo mais profundo sobre a tecnologia e suas características econômicas.
Esse padrão de transformação é tão antigo quanto a própria história da humanidade. Um dos exemplos mais conhecidos está na Bíblia. Saulo de Tarso era um implacável perseguidor dos primeiros cristãos. Após sua célebre experiência no caminho de Damasco, converteu-se, passou a ser conhecido como o apóstolo Paulo e tornou-se um dos maiores responsáveis pela difusão do cristianismo. Evidentemente, a comparação termina aí. Não se trata de equiparar o Bitcoin ao cristianismo ou qualquer religião, mas de ilustrar um fenômeno humano recorrente: não raramente, os críticos mais ferrenhos de uma ideia acabam se tornando alguns de seus mais apaixonados defensores quando passam a compreendê-la sob uma nova perspectiva.
Algo semelhante acontece todos os dias com o Bitcoin. Muitas pessoas o rejeitam porque foram vítimas de pirâmides financeiras, golpes ou promessas de enriquecimento fácil que apenas utilizavam a criptomoeda como chamariz. Mas a culpa nunca foi do Bitcoin. Golpistas usam dólares, ouro, imóveis, ações, títulos públicos ou qualquer outro ativo capaz de atrair vítimas. Em outros casos, a resistência nasce simplesmente do desconhecimento. Quando alguém finalmente compreende conceitos como escassez programada, descentralização, resistência à censura e autocustódia, não é raro ver antigos críticos se tornarem defensores convictos — e, muitas vezes, interessados em acumular o máximo de bitcoins possível.
É por isso que a possível mudança de postura da Vanguard está sendo vista com interesse e entusiasmo por boa parte da comunidade cripto. Se a Vanguard realmente decidir mergulhar no universo dos ativos digitais, não estará inaugurando uma tendência, mas apenas seguindo um caminho já percorrido por inúmeros investidores, empresários e instituições.
E quem seria o próximo convertido? Será que um dia até Peter Schiff, talvez o mais conhecido e persistente crítico do Bitcoin ainda em atividade, terá seu próprio “caminho de Damasco” intelectual e passará a enxergar o Bitcoin por outra perspectiva? Parece improvável. Mas também parecia improvável quando Larry Fink chamava o Bitcoin de “índice de lavagem de dinheiro”. Também parecia improvável quando Michael Saylor decretava que os dias do BTC estavam contados. A história do Bitcoin mostra que seus maiores defensores de amanhã podem muito bem estar entre os seus críticos mais contundentes de hoje. E é exatamente por isso que o investidor não deve aceitar passivamente as previsões e vaticínios de quem quer que seja, como se fossem verdades incontestáveis, por maior que seja o prestígio e autoridade do seu autor. Do Your Own Research (faça sua própria pesquisa) é lição a nunca ser esquecida.
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Strive: a gestora que aposta no Bitcoin para redefinir as finanças corporativasEm apenas alguns anos, a Strive deixou de ser uma gestora de ativos com uma proposta diferenciada para se tornar uma das empresas mais ousadas do mercado financeiro americano. Fundada em 2022, a companhia nasceu defendendo que empresas de capital aberto deveriam concentrar seus esforços na geração de valor para os acionistas, sem desviar o foco para agendas políticas ou ideológicas. Essa visão rapidamente chamou a atenção dos investidores e permitiu que a Strive conquistasse espaço na indústria de ETFs, administrando bilhões de dólares em ativos. O sucesso inicial da empresa está diretamente ligado à experiência de seus fundadores. Vivek Ramaswamy formou-se em Biologia pela Universidade de Harvard e posteriormente concluiu o curso de Direito na Universidade Yale. Antes da Strive, ele fundou a Roivant Sciences, empresa de biotecnologia que alcançou grande valorização e o tornou bilionário. Seu sócio, Anson Frericks, graduou-se em História e Ciência Política pela Universidade Yale e obteve um MBA na Harvard Business School. Frericks construiu sua carreira na Anheuser-Busch InBev, onde ocupou cargos de liderança até assumir a presidência da divisão de vendas e distribuição da companhia nos Estados Unidos. A união entre um empreendedor bilionário e um executivo experiente em grandes corporações deu à Strive uma base sólida para crescer rapidamente. Depois de consolidar sua presença no mercado de ETFs, a Strive iniciou uma transformação estratégica que ampliou sua visibilidade. A empresa passou a enxergar o Bitcoin não apenas como um ativo financeiro, mas como um componente central de sua estratégia de alocação de capital. Inspirada no modelo adotado pela Strategy, a companhia declarou que pretende acumular Bitcoin continuamente e aumentar, ao longo do tempo, a quantidade de bitcoins correspondente a cada ação da empresa, oferecendo aos acionistas uma exposição crescente ao ativo. Para colocar esse plano em prática, a Strive pretende utilizar instrumentos típicos do mercado de capitais, como emissões de ações, operações financeiras e aquisições estratégicas. O objetivo não é simplesmente acompanhar a valorização do Bitcoin, mas buscar formas de aumentar a quantidade de bitcoins por ação, criando valor adicional para seus investidores. Essa abordagem representa uma mudança significativa na forma como empresas abertas administram seu capital e reforça a visão de que o Bitcoin pode desempenhar um papel semelhante ao de um ativo de reserva de longo prazo. Embora ainda seja significativamente menor do que a Strategy, a Strive vem se consolidando como uma das empresas mais ambiciosas na aproximação entre o mercado financeiro tradicional e o ecossistema do Bitcoin. Caso sua estratégia se mostre bem-sucedida, ela poderá servir de referência para outras gestoras e companhias abertas, acelerando a adoção do Bitcoin nas tesourarias corporativas e contribuindo para uma nova etapa da integração entre as finanças convencionais e os ativos digitais.

Strive: a gestora que aposta no Bitcoin para redefinir as finanças corporativas

Em apenas alguns anos, a Strive deixou de ser uma gestora de ativos com uma proposta diferenciada para se tornar uma das empresas mais ousadas do mercado financeiro americano. Fundada em 2022, a companhia nasceu defendendo que empresas de capital aberto deveriam concentrar seus esforços na geração de valor para os acionistas, sem desviar o foco para agendas políticas ou ideológicas. Essa visão rapidamente chamou a atenção dos investidores e permitiu que a Strive conquistasse espaço na indústria de ETFs, administrando bilhões de dólares em ativos.
O sucesso inicial da empresa está diretamente ligado à experiência de seus fundadores. Vivek Ramaswamy formou-se em Biologia pela Universidade de Harvard e posteriormente concluiu o curso de Direito na Universidade Yale. Antes da Strive, ele fundou a Roivant Sciences, empresa de biotecnologia que alcançou grande valorização e o tornou bilionário. Seu sócio, Anson Frericks, graduou-se em História e Ciência Política pela Universidade Yale e obteve um MBA na Harvard Business School. Frericks construiu sua carreira na Anheuser-Busch InBev, onde ocupou cargos de liderança até assumir a presidência da divisão de vendas e distribuição da companhia nos Estados Unidos. A união entre um empreendedor bilionário e um executivo experiente em grandes corporações deu à Strive uma base sólida para crescer rapidamente.
Depois de consolidar sua presença no mercado de ETFs, a Strive iniciou uma transformação estratégica que ampliou sua visibilidade. A empresa passou a enxergar o Bitcoin não apenas como um ativo financeiro, mas como um componente central de sua estratégia de alocação de capital. Inspirada no modelo adotado pela Strategy, a companhia declarou que pretende acumular Bitcoin continuamente e aumentar, ao longo do tempo, a quantidade de bitcoins correspondente a cada ação da empresa, oferecendo aos acionistas uma exposição crescente ao ativo.
Para colocar esse plano em prática, a Strive pretende utilizar instrumentos típicos do mercado de capitais, como emissões de ações, operações financeiras e aquisições estratégicas. O objetivo não é simplesmente acompanhar a valorização do Bitcoin, mas buscar formas de aumentar a quantidade de bitcoins por ação, criando valor adicional para seus investidores. Essa abordagem representa uma mudança significativa na forma como empresas abertas administram seu capital e reforça a visão de que o Bitcoin pode desempenhar um papel semelhante ao de um ativo de reserva de longo prazo.
Embora ainda seja significativamente menor do que a Strategy, a Strive vem se consolidando como uma das empresas mais ambiciosas na aproximação entre o mercado financeiro tradicional e o ecossistema do Bitcoin. Caso sua estratégia se mostre bem-sucedida, ela poderá servir de referência para outras gestoras e companhias abertas, acelerando a adoção do Bitcoin nas tesourarias corporativas e contribuindo para uma nova etapa da integração entre as finanças convencionais e os ativos digitais.
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Muito além do preço: a lição de Sandy Kaul sobre o futuro das finançasEm uma entrevista recente concedida a Scott Melker durante o Out East Summit, a executiva Sandy Kaul, Head of Innovation da Franklin Templeton, apresentou uma visão que vai muito além da tradicional discussão sobre o preço do Bitcoin ou das criptomoedas. Para ela, o mercado está diante de uma transformação estrutural da infraestrutura financeira global, impulsionada pela tokenização de ativos, pela tecnologia blockchain e pelo avanço da inteligência artificial. Em vez de discutir apenas quais ativos podem se valorizar, Kaul convidou o público a refletir sobre como todo o sistema financeiro poderá funcionar de maneira diferente nas próximas décadas. Um dos pontos mais interessantes da entrevista foi a diferença de percepção entre o investidor de varejo e o investidor institucional. Segundo Kaul, enquanto o investidor comum costuma perguntar qual criptomoeda pode subir mais ou qual token comprar, as grandes instituições fazem perguntas completamente diferentes: como essa tecnologia pode reduzir custos, eliminar intermediários, acelerar a liquidação das operações e criar novos produtos financeiros? Em outras palavras, o varejo tende a olhar para os ativos; o investidor institucional olha para a infraestrutura que permitirá movimentar esses ativos. Outro tema central foi a Clarity Act, atualmente em discussão no Senado dos Estados Unidos. Na visão de Kaul, a importância da legislação não está em provocar uma alta imediata do mercado, mas em oferecer segurança jurídica para que bancos, gestoras e outras instituições invistam pesadamente no desenvolvimento de soluções baseadas em blockchain. Ela argumenta que a regulamentação cria as condições necessárias para que trilhões de dólares em ativos possam, ao longo do tempo, migrar para uma infraestrutura mais eficiente, transparente e programável. A executiva também destacou que a tokenização representa apenas o começo dessa transformação. Assim como poucas pessoas hoje pensam nos protocolos que fazem a internet funcionar, ela acredita que, no futuro, a maioria dos usuários nem perceberá que estará utilizando blockchain. A tecnologia ficará “nos bastidores”, servindo como uma camada invisível para registrar propriedade, liquidar operações e permitir que ativos circulem 24 horas por dia, sete dias por semana. Ela também ressaltou que o avanço dos agentes de inteligência artificial deverá aumentar ainda mais a demanda por sistemas financeiros capazes de realizar transações automáticas entre máquinas. Talvez a maior mensagem da entrevista seja justamente essa mudança de perspectiva. Durante anos, o debate sobre criptomoedas concentrou-se em saber se o Bitcoin sobreviveria ou qual seria o próximo grande token. Sandy Kaul sugere que a discussão mais relevante agora é outra: como será construída a infraestrutura financeira do futuro. Se essa visão se confirmar, os maiores vencedores da próxima década poderão não ser apenas aqueles que escolherem o ativo certo, mas também aqueles que compreenderem primeiro a profundidade da transformação tecnológica que está em curso.

Muito além do preço: a lição de Sandy Kaul sobre o futuro das finanças

Em uma entrevista recente concedida a Scott Melker durante o Out East Summit, a executiva Sandy Kaul, Head of Innovation da Franklin Templeton, apresentou uma visão que vai muito além da tradicional discussão sobre o preço do Bitcoin ou das criptomoedas. Para ela, o mercado está diante de uma transformação estrutural da infraestrutura financeira global, impulsionada pela tokenização de ativos, pela tecnologia blockchain e pelo avanço da inteligência artificial. Em vez de discutir apenas quais ativos podem se valorizar, Kaul convidou o público a refletir sobre como todo o sistema financeiro poderá funcionar de maneira diferente nas próximas décadas.
Um dos pontos mais interessantes da entrevista foi a diferença de percepção entre o investidor de varejo e o investidor institucional. Segundo Kaul, enquanto o investidor comum costuma perguntar qual criptomoeda pode subir mais ou qual token comprar, as grandes instituições fazem perguntas completamente diferentes: como essa tecnologia pode reduzir custos, eliminar intermediários, acelerar a liquidação das operações e criar novos produtos financeiros? Em outras palavras, o varejo tende a olhar para os ativos; o investidor institucional olha para a infraestrutura que permitirá movimentar esses ativos.
Outro tema central foi a Clarity Act, atualmente em discussão no Senado dos Estados Unidos. Na visão de Kaul, a importância da legislação não está em provocar uma alta imediata do mercado, mas em oferecer segurança jurídica para que bancos, gestoras e outras instituições invistam pesadamente no desenvolvimento de soluções baseadas em blockchain. Ela argumenta que a regulamentação cria as condições necessárias para que trilhões de dólares em ativos possam, ao longo do tempo, migrar para uma infraestrutura mais eficiente, transparente e programável.
A executiva também destacou que a tokenização representa apenas o começo dessa transformação. Assim como poucas pessoas hoje pensam nos protocolos que fazem a internet funcionar, ela acredita que, no futuro, a maioria dos usuários nem perceberá que estará utilizando blockchain. A tecnologia ficará “nos bastidores”, servindo como uma camada invisível para registrar propriedade, liquidar operações e permitir que ativos circulem 24 horas por dia, sete dias por semana. Ela também ressaltou que o avanço dos agentes de inteligência artificial deverá aumentar ainda mais a demanda por sistemas financeiros capazes de realizar transações automáticas entre máquinas.
Talvez a maior mensagem da entrevista seja justamente essa mudança de perspectiva. Durante anos, o debate sobre criptomoedas concentrou-se em saber se o Bitcoin sobreviveria ou qual seria o próximo grande token. Sandy Kaul sugere que a discussão mais relevante agora é outra: como será construída a infraestrutura financeira do futuro. Se essa visão se confirmar, os maiores vencedores da próxima década poderão não ser apenas aqueles que escolherem o ativo certo, mas também aqueles que compreenderem primeiro a profundidade da transformação tecnológica que está em curso.
Conheci o Renato pessoalmente. É uma grande figura. Embora polêmico, admiro sua sinceridade e sua defesa fundamentada do bitcoin.
Conheci o Renato pessoalmente. É uma grande figura. Embora polêmico, admiro sua sinceridade e sua defesa fundamentada do bitcoin.
Tudo estava indo conforme planejado pelo sistema financeiro tradicional… até o Bitcoin entrar na sala 😎
Tudo estava indo conforme planejado pelo sistema financeiro tradicional… até o Bitcoin entrar na sala 😎
Lyn Alden aumentou minha convicção de que a vitória do Bitcoin é inevitável…#BTC #HODL
Lyn Alden aumentou minha convicção de que a vitória do Bitcoin é inevitável…#BTC #HODL
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