Brasil sobe para o 1º lugar em índice de adoção de criptomoedas da Chainalysis
O Brasil subiu da 5ª para a 1ª posição no Índice Global de Adoção de Criptomoedas de 2026 da Chainalysis, superando países como Estados Unidos, Índia, Nigéria, Japão e Coreia do Sul.
O ranking considera quatro métricas: fluxos totais, saldos de criptomoedas, economia P2P e fluxos internacionais. Segundo a Chainalysis, o Brasil não liderou individualmente nenhuma das categorias, mas apresentou desempenho consistente em todas elas.
A empresa também destacou o tamanho da economia cripto brasileira. Entre junho de 2025 e junho de 2026, o país movimentou US$ 252,5 bilhões em criptomoedas, o maior volume da América Latina.
Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, afirmou que os números mostram uma diversificação dos usos das criptomoedas no país:
“O desempenho do país está acompanhado por uma diversificação dos casos de uso, que incluem investimentos, acesso a ativos denominados em dólar, pagamentos e outras usabilidades.”
Brasileiro processa Receita após ter BMW apreendida por transportar máquinas de mineração de Bitcoin sem pagar imposto de importação
Um brasileiro entrou com um processo contra a Receita Federal após ter seu veículo BMW X3 XDRIVE 30I apreendido em novembro de 2024 ao ser flagrado transportando máquinas de mineração de Bitcoin sem pagar impostos de importação.
Os advogados alegam que seu cliente havia emprestado o carro para um amigo e não estava ciente sobre o transporte da carga.
Com o recurso negado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o brasileiro tentou recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também rejeitou o recurso nesta segunda-feira (21).
Strategy compra 950 bitcoins, pegando carona na alta da criptomoeda
A Strategy, maior empresa de tesouraria de Bitcoin do mundo, anunciou nesta segunda-feira (21) a compra de 950 bitcoins. Esse é o primeiro aporte feito pela companhia em setembro.
A compra se alinha com a disparada do Bitcoin, que está operando acima dos US$ 85.000 pela primeira vez desde janeiro.
Além disso, a empresa realizou mais uma recompra de STRC, suas ações preferenciais, visando levá-las novamente à faixa dos US$ 100, o que ainda não aconteceu.
600 bitcoins da ‘era Satoshi’ são movidos pela primeira vez em 16 anos
Um minerador da ‘era Satoshi’, época em que o criador do Bitcoin ainda estava presente no desenvolvimento do projeto, moveu 600 bitcoins pela primeira vez no último dia 5 de setembro. As moedas estavam paradas há 16 anos em doze endereços.
Dados on-chain mostram que as moedas permanecem paradas em outros doze novos endereços do tipo Bech32, que iniciam com bc1q. Portanto, isso indica que o investidor não moveu suas moedas para vendê-las, mas sim para melhorar a sua segurança.
Isso porque esses 600 bitcoins, avaliados em US$ 47 milhões/R$ 242 milhões, estavam em endereços P2PK (Pay-to-Public-Key), que, como o próprio nome sugere, têm suas chaves públicas expostas e podem ser alvos de ataques de longo alcance por computadores quânticos.
Um estudo publicado pela CryptoQuant na última terça-feira (18) revela que as reservas de stablecoins em corretoras caíram 20%, de 80 bilhões para 64 bilhões de dólares, entre novembro de 2025 e agosto de 2026.
Apesar disso, a Binance apresentou a menor redução dentre as maiores corretoras e, por conta disso, aumentou a sua dominância no mercado.
Quanto às stablecoins, a USDT continua sendo a moeda preferida dos investidores, ocupando mais de 80% das reservas de corretoras.
Brasileiros estão entre os mais afetados pela vulnerabilidade das carteiras Coldcard, diz Chainalysis
Segundo dados compartilhados pela Chainalysis nesta terça-feira (4), o Brasil aparece entre os países mais afetados pelos roubos. Conforme a Coinkite, fabricante da Coldcard, está situada no Canadá, as maiores perdas foram atribuídas a canadenses.
“O hack da Coldcard é especialmente prejudicial para os bitcoiners canadenses. Nossa análise dos invasores e das vítimas aponta que os detentores de BTC no Canadá estão arcando com 25% das perdas atribuíveis. Com estimativas que chegam a US$ 110 milhões, de acordo com o conjunto de dados da Galaxy Research, analisamos a distribuição geográfica do hack em andamento.”
Processos contra fundador da Coldcard começam a chegar na justiça brasileira.
Vítimas também estão colocando como réu influenciadores que recomendaram a carteira 👀
Eles têm responsabilidade jurídica?
Aparentemente, tem muita jurisprudência falando sobre a responsabilidade de influencer, porque, de acordo com a justiça, ao fazer publicidade (principalmente paga), o influenciador passa a integrar a cadeia de consumo, como se fosse um “fornecedor” segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Nic Carter afirma que os EUA, de forma pública ou privada, usarão computadores quânticos para recuperar bitcoins ameaçados pela tecnologia
Nic Carter, famoso defensor do Bitcoin, acredita que os EUA usarão computadores quânticos para recuperar as moedas que estejam ameaçadas por essa tecnologia.
Em 2023, Carter popularizou a expressão “Operação Choke Point 2.0” para alertar empresas e investidores sobre o governo Biden estar tentando banir as criptomoedas silenciosamente. Na conversa publicada no canal da Galaxy nesta sexta-feira (23), o especialista também falou sobre o cenário macroeconômico, adoção institucional, inteligência artificial e outros assuntos.
Estudos apontam que 4 a 10 milhões de bitcoins, cerca de 20 a 50% de toda oferta circulante, estão ameaçados por computadores quânticos. Embora muitos possam mover suas moedas para endereços resistentes a essa nova ameaça, que ainda não foram lançados, o texto estima que 2 a 3 milhões de moedas estão perdidas/abandonadas.
Uma solução apresentada foi o congelamento dessas moedas, impossibilitando que elas sejam movidas mesmo com a chegada dos computadores quânticos.
Para Nic Carter, esse recurso é polêmico. Na visão do especialista, o que deve acontecer é uma corrida tecnológica, onde os EUA vencem outros países e passam a ser protetores desses bitcoins.
“Acredito que haverá um esforço para recuperar essas moedas, provavelmente liderado pelo governo. Eles são os mais preparados para fazer isso. Talvez uma empresa do setor privado chegue lá primeiro. E o motivo pelo qual acho que isso vai acontecer é porque acredito que os EUA estão na liderança em computação quântica.” Seguindo, Carter afirma que o assunto realmente importa e um dos primeiros focos será a recuperação desses bitcoins.
Arena: Meta está preparando mercado de previsão para competir com Polymarket e Kalshi
A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, estaria se preparando para entrar no mercado de previsões com um aplicativo chamado “Arena”. Hoje, o setor é dominado pela Polymarket e pela Kalshi.
Fontes do The New York Times afirmam que a ordem teria partido do próprio Mark Zuckerberg, criador do Facebook.
Embora o aplicativo não tenha ligação com os outros produtos da marca, a empresa pretende utilizar suas redes sociais para impulsionar a adoção inicial da plataforma.
BlackRock, Visa, Mastercard, Google e outras gigantes se unem em apoio à nova stablecoin chamada Open USD
A Open Standard anunciou nesta terça-feira (30) o lançamento da stablecoin Open USD. O texto revela que mais de 140 gigantes estão apoiando o projeto, chamando a atenção do mercado.
Dentre os destaques estão nomes como Visa, Mastercard, BlackRock, BNY, Google, IBM, Coinbase, Bybit, OKX, dentre tantos outros.
Conforme o projeto é apresentado como “uma nova stablecoin para movimentação global de dinheiro”, é possível encontrar nomes de empresas não-americanas na lista. Isso inclui Mercado Livre, Mercado Pago, Itaú e Bradesco, bem como Standard Chartered, Commonwealth Bank of Australia e Sumitomo Mitsui Financial Group.
Donald Trump divulga ganhos de US$ 1,4 bilhão com criptomoedas
O presidente americano Donald Trump divulgou ganhos de US$ 1,4 bilhão com criptomoedas em 2025. Chamado Relatório Público de Divulgação Financeira de Pessoal do Poder Executivo, o documento contém 927 páginas e pode ser encontrado no site do Escritório de Ética Governamental dos EUA (OGE).
Anteriormente, em maio, Trump já havia declarado investimentos em empresas de criptomoedas, incluindo Strategy, Coinbase, Block, Robinhood e Mara Holdings. No entanto, tais valores eram pequenos, principalmente quando comparados a outros investimentos do presidente.
A divulgação dos ganhos chamou a atenção de investidores, principalmente porque o mercado de criptomoedas opera em forte queda nos últimos meses.
🚨 Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos estão enfrentando o pior momento desde o seu lançamento.
📉 Só no mês de junho, investidores retiraram cerca de US$ 4,06 bilhões desses produtos — o maior volume de saídas já registrado na história. O número supera o recorde anterior e mostra uma mudança clara no comportamento do mercado institucional.
📊 Na última semana do mês, os resgates chegaram a aproximadamente US$ 1,79 bilhão, marcando um dos piores desempenhos semanais desde janeiro de 2024, quando esses ETFs começaram a ser negociados.
❗ O movimento chama atenção porque vai na direção oposta ao que muitos analistas esperavam. Havia uma expectativa de retomada na demanda, impulsionada por eventos relevantes no mercado, mas o que se viu foi uma fuga massiva de capital.
💰 Somando maio e junho, as saídas já chegam perto de US$ 6,5 bilhões. No acumulado de 2026, o número gira em torno de US$ 5 bilhões em retiradas líquidas.
📉 Esse enfraquecimento da demanda institucional já aparece no preço: o Bitcoin acumula queda de cerca de 30% no ano, ficando atrás da maioria das grandes classes de ativos no mesmo período.
🏦 Os ETFs sempre foram vistos como a principal porta de entrada para grandes investidores acessarem o Bitcoin de forma regulada. Quando esse fluxo inverte, o impacto no mercado tende a ser direto.
Em meio ao avanço da adoção institucional de criptomoedas – com o Brasil consolidado entre os cinco maiores mercados em adoção cripto do mundo – a Binance, maior exchange de criptomoedas em volume de ativos e número de usuários, lança uma ferramenta que permite reduzir os US$ 2 bilhões em gastos em infraestrutura tecnológica para operações de criptomoedas.
A Binance OMS Toolkit, lançada agora, é uma solução voltada para sistemas de gerenciamento de ordens (OMS e OEMs) e provedores de tecnologia de negociação que atendem clientes nativos de criptomoedas e do setor financeiro tradicional. A ferramenta busca ampliar a eficiência operacional e a visibilidade de dados para instituições e plataformas que atuam no mercado de ativos virtuais.
A adoção institucional de criptomoedas segue crescendo ao redor do mundo. Na Binance, o volume total de negociação de produtos somou US$ 34 trilhões em 2025, registrando um crescimento de 21% no volume de negociação institucional e de 14% no número de usuários institucionais em relação ao ano anterior. A plataforma detém aproximadamente 41% do volume global de negociação spot de criptomoedas, tornando-se o maior pool de liquidez para qualquer cliente institucional que roteie ordens de criptomoedas.
A BlackRock, gestora que administra US$ 14 trilhões em ativos, lançou nesta terça-feira (16) um novo ETF de Bitcoin chamado BITA. Ao contrário do IBIT, seu objetivo é gerar rendimentos mensais através de uma operação de opções, além de exposição ao preço da criptomoeda.
Robert Mitchnick, chefe de ativos digitais da BlackRock, explica que o lançamento do BITA visa atender à demanda de seus clientes que possuem interesse no Bitcoin, mas mantém um foco maior em geração de renda.
“O BITA foi desenvolvido em resposta a essa demanda, permitindo que os investidores mantenham a maior parte da exposição à alta do bitcoin ao mesmo tempo em que capturam renda potencial por meio de uma estrutura negociada em bolsa conveniente.”
Seguindo, o anúncio aponta que investidores do BITA também poderão se beneficiar de vantagens fiscais, incluindo a possibilidade de repassar prejuízos de capital para compensar outros ganhos de investimento, dentre outros pontos.