Z.ro Global Payments nomeia Guilherme Nazar como novo conselheiro
O Z.ro Global Payments anunciou a chegada de Guilherme Nazar ao Conselho Consultivo da companhia. A techfin, tipo de empresa de tecnologia voltada a serviços financeiros, aposta na experiência do executivo para sustentar sua fase de expansão internacional. Nazar passa a colaborar com temas como escalabilidade de negócios globais, inovação tecnológica, construção de ambientes regulatórios e desenvolvimento de novos mercados. A companhia é especializada em soluções financeiras para grandes empresas. Quem é o novo conselheiro do Z.ro Global Payments Guilherme Nazar soma mais de 15 anos de atuação em empresas de tecnologia e serviços financeiros. Ele construiu a carreira liderando operações de companhias globais no Brasil e na América Latina. No percurso, ocupou posições de liderança na Binance e na Uber. Participou da criação de modelos de negócios e da montagem das bases regulatórias para o crescimento dessas operações em mercados distintos. O executivo diz acompanhar o Z.ro há anos. “Eu acompanho o avanço do Z.ro há alguns anos e conheci a empresa inicialmente como cliente. Isso me permitiu entender de perto a qualidade da tecnologia, da operação e da estratégia para posicionar o Z.ro Global Payments como uma plataforma global de infraestrutura para pagamentos”, afirma Nazar. Ele também definiu o próprio papel no conselho. “O papel de um conselheiro não é substituir quem está na operação, mas agregar perspectivas, provocar boas discussões e ajudar a empresa a tomar decisões cada vez melhores”, complementa. Por que a nomeação reforça a expansão internacional do Z.ro? Para a companhia, o reforço no conselho acompanha um ciclo de crescimento fora do Brasil. Edísio Pereira Neto, presidente do Z.ro Global Payments, destacou o peso da trajetória do novo conselheiro. “Estamos vivendo um momento muito importante de expansão do Z.ro, especialmente com o avanço da nossa atuação internacional. A trajetória de Nazar em empresas globais será extremamente relevante para apoiar essa nova etapa da companhia. Ele traz uma visão estratégica construída na consolidação de negócios inovadores, uma ampla rede de relacionamentos e profundo conhecimento de ambientes altamente regulados, fortalecendo ainda mais nossa capacidade de tomar decisões de longo prazo”, ressalta. Como o Z.ro Global Payments avança fora do Brasil? Em 2025, o Z.ro Global Payments criou duas unidades de negócios voltadas à internacionalização. A primeira é o Z.ro International, responsável pelo recolhimento de pagamentos em outros países. A segunda é o Z.ro Digital Assets, focada em transferências e pagamentos internacionais com stablecoins e outros ativos digitais. Stablecoins são criptomoedas atreladas a um ativo de referência, em geral o dólar, para manter valor estável. Com essas frentes, a companhia já iniciou operação na Argentina, no Chile, no Peru e no México. O Z.ro também possui licença de Instituição de Pagamentos no Brasil, autorização concedida pelo Banco Central para operar serviços de pagamento. Além disso, é uma entidade regulada na Suíça, com escritório em Zurique. O novo desenho do Conselho Consultivo Com a entrada de Nazar, o Conselho Consultivo passa a reunir perfis complementares. Eduardo Gouveia agrega experiência na liderança de grandes empresas e no mercado financeiro brasileiro. Silvio Meira aparece como referência em inovação, tecnologia e transformação digital. Já Guilherme Nazar acrescenta visão internacional construída na evolução de plataformas globais, infraestrutura financeira, blockchain e mercados regulados. Segundo a companhia, essas competências fortalecem a governança e ampliam a capacidade do conselho de apoiar decisões estratégicas para os próximos ciclos. O artigo Z.ro Global Payments nomeia Guilherme Nazar como novo conselheiro foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Por que a Hasbro está vencendo a guerra dos brinquedos e a Mattel não?
As ações da Mattel continuam registrando desempenho inferior ao da Hasbro, mesmo após a Mattel superar a estimativa de vendas do segundo trimestre de Wall Street. Tarifas e aumento dos gastos em marketing comprometeram sua margem de lucro. Os resultados ampliam a distância em relação à concorrente. As apostas da Hasbro em jogos digitais e licenciamento seguem apresentando resultados positivos. A receita líquida atingiu US$ 1,12 bilhão, superando os US$ 1,10 bilhão projetados por analistas. O dado foi compilado pelo London Stock Exchange Group (LSEG). O lucro ajustado foi de apenas 1 centavo por ação, bem abaixo dos 4 centavos estimados. Ações da Mattel ficam para trás com tarifas pressionando margens A diferença está nos custos, não na demanda. A margem bruta ajustada caiu 260 pontos-base, ou centésimos de ponto percentual, chegando a 48,6%. A Mattel atribuiu o resultado a tarifas, inflação, maiores despesas com royalties e oscilações cambiais desfavoráveis. Os gastos com publicidade e promoção aumentaram 57% em relação ao ano anterior. O lucro operacional ajustado recuou 60% por conta disso. As ações da Mattel subiram cerca de 1% nas negociações após o fechamento, mas acumulam queda de 25% no ano. Um gráfico da Reuters acompanhando as ações desde outubro de 2024, com base 100, demonstra como esse distanciamento cresceu. A Hasbro opera próxima a 143,75 e o S&P 500 está em 144,93, enquanto a Mattel recuou para 77,8. O CEO Ynon Kreiz defendeu a estratégia de longo prazo da empresa apesar do resultado abaixo do esperado. “… seguimos implementando nossa estratégia plurianual para ampliar nosso negócio de entretenimento familiar e experiências baseadas em propriedades intelectuais no segundo trimestre, com crescimento expressivo nas vendas líquidas.” Analistas do Jefferies avaliaram que a projeção de receita é cada vez mais atingível, graças ao bom desempenho no primeiro semestre e à demanda contínua dos consumidores. No entanto, alertaram que a pressão das tarifas e o aumento dos investimentos em marcas podem limitar o quanto desse crescimento se converterá em resultado líquido. A Mattel manteve sua projeção anual. A expectativa é de lucro ajustado por ação entre US$ 1,27 e US$ 1,39 e crescimento nas vendas entre 3% e 6%. A estimativa não considera eventuais devoluções de tarifas dos Estados Unidos. Já a Apple, por outro lado, registrou aumento no resultado com reembolsos tarifários em seu relatório de resultados recente. Desempenho das ações da Mattel em comparação com Hasbro e S&P 500. Fonte: Reuters Mudança digital da Hasbro ganha força A Hasbro apresenta cenário distinto. No mês passado, a concorrente elevou suas projeções anuais de receita e lucro. O movimento foi atribuído à demanda resiliente por jogos digitais e à força contínua de Magic: The Gathering. A temporada de balanços deste ano reforça essa tendência. Empresas focadas em licenciamento e receitas digitais geralmente superam as rivais dependentes do comércio varejista tradicional. Essa dinâmica também favoreceu a Magnum, que superou expectativas de lucro mesmo enfrentando pressões de custo semelhantes. Enquanto isso, “Spider-Man: Brand New Day” estreou com recorde de US$ 360 milhões no fim de semana doméstico, superando “Avengers: Endgame”. A Hasbro detém a licença dos brinquedos da Marvel. Suas linhas de action figures podem capturar parte dessa demanda. A exposição ao licenciamento também tem dividido as vencedoras das empresas que mais sofrem com tarifas, até mesmo entre ações de tecnologia impactadas por tarifas. A Mattel também está se movimentando nesse sentido. Uma executiva da Mattel afirmou, durante a teleconferência de resultados, que a propriedade intelectual da empresa, marcas parceiras e jogos digitais já são centrais na estratégia de crescimento. O sucesso dessa mudança para reduzir a distância em relação à Hasbro vai depender da rapidez com que os custos de tarifas sejam reduzidos. O artigo Por que a Hasbro está vencendo a guerra dos brinquedos e a Mattel não? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Primeiro ETF de Bitcoin dos EUA será retirado da NYSE após apenas 2 anos
A Hashdex está encerrando seu ETF de Bitcoin. É o primeiro ETF spot de Bitcoin nos Estados Unidos a anunciar o fechamento. No último trimestre completo, o fundo arrecadou US$ 6.453 em taxas. As cotas são negociadas na NYSE Arca até 17 de agosto. Investidores que mantiverem suas cotas receberão pagamento em dinheiro por volta de 28 de agosto. Por que o primeiro ETF spot de Bitcoin está sendo encerrado? O fundo era pequeno demais para se sustentar. A Hashdex cobra uma taxa de 0,25%. Com US$ 14,56 milhões sob gestão, essa taxa gera cerca de US$ 26 mil ao ano. We have our first spot bitcoin ETF closure.. $DEFI (Hashdex) is throwing in the towel. Only raised $14m. The issue here isn't the price decline as much as it is that it launched waaay after the rest of pack, really tough for an indie issuer to make it (in any category) when… pic.twitter.com/JEdWT6D8sY — Eric Balchunas (@EricBalchunas) August 4, 2026 Os relatórios mostram essa queda. As taxas somaram US$ 47.521 durante todo o ano de 2025. No início de 2026, o valor trimestral foi de US$ 6.453. Nesse período quem custeou as despesas foi a Hashdex. Os relatórios detalham gastos com custódia, auditorias, advogados, contadores, taxas da SEC e documentação fiscal como responsabilidades do patrocinador. A BlackRock cobra a mesma taxa de 0,25%. No entanto, o ETF de Bitcoin da BlackRock tinha US$ 47,5 bilhões sob gestão em 4 de agosto. Ou seja, aproximadamente 3.260 vezes o tamanho do DEFI. Volume e fluxos do ETF de Bitcoin da Hashdex. Fonte: SoSoValue O que os investidores do DEFI enfrentarão a seguir? Os investidores podem vender suas cotas até 17 de agosto. Taxas usuais de corretagem continuam valendo. Após essa data, as cotas deixam de ser negociadas e são retiradas da exchange. Em seguida, a Hashdex venderá os 225,58 Bitcoin do fundo. Os cotistas receberão sua parte em dinheiro, descontando os custos do encerramento. O patrocinador fez um alerta extra. O preço do Bitcoin pode oscilar bastante durante a venda. O preço do Bitcoin era negociado próximo de US$ 64.274 na quarta-feira, com alta de 0,6%. Vender antes também pode não ser simples. O DEFI registrou apenas 131 cotas negociadas no dia 4 de agosto. Elas somavam US$ 9.560. Um segmento em que escala define a sobrevivência O fundo, em si, funcionava normalmente. Ele acompanhava o preço do Bitcoin com uma diferença de apenas 0,02%. Inclusive, apresentava crescimento. Os ativos aumentaram 58% entre 31 de março e 4 de agosto, passando de US$ 9,22 milhões para US$ 14,56 milhões. A quantidade de cotas subiu de 120 mil para 200 mil. Apesar disso, a Hashdex optou pelo encerramento. Cotas ordinárias em circulação da Hashdex. Fonte: Site O argumento frequente é o de mau momento. O DEFI foi lançado em 2022 como fundo de futuros. Em março de 2024, passou a deter Bitcoin físico. Ainda assim, o timing não é toda a explicação. O Morgan Stanley lançou o MSBT em abril de 2026, bem depois, e captou cerca de US$ 34 milhões logo no primeiro dia. O DEFI, por sua vez, recebeu US$ 4,27 milhões ao todo. Esse montante levou mais de dois anos para ser atingido. O BTCW, da WisdomTree, mostra situação semelhante. Cobra a mesma taxa de 0,25% e gerencia US$ 143,3 milhões. A Hashdex ainda administra mais de US$ 200 milhões em produtos nos Estados Unidos. Portanto, trata-se de um fechamento pontual, não uma saída do mercado. A verdadeira questão é quantas gestoras pequenas conseguem se manter enquanto as cinco maiores gestoras detêm a maior parte dos recursos. O artigo Primeiro ETF de Bitcoin dos EUA será retirado da NYSE após apenas 2 anos foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Como stablecoins movimentam US$ 31 bilhões em salários na América Latina?
Nova pesquisa do BeInCrypto mostra como os latino-americanos estão transferindo cada vez mais sua renda cotidiana e pagamentos empresariais por meio de plataformas digitais em dólar fora dos sistemas bancários domésticos. Embora latino-americanos permaneçam e trabalhem em economias locais, seu dinheiro é rapidamente transferido para plataformas estrangeiras em até 30 dias. Entre os tipos de recursos enviados estão salários de prestadores de serviço, pagamentos de clientes, receitas de exportação e valores usados em quitação de faturas de fornecedores. Mais de 99% do volume de stablecoins retirado de carteiras vinculadas a exchanges monitoradas pelo BeInCrypto foi movimentado novamente em até 30 dias. O valor médio das retiradas é de US$ 544, enquanto o volume anualizado chegou a US$ 31,5 bilhões em 2026. Os resultados estão disponíveis em The Exodus Economy, novo relatório do BeInCrypto sobre como o dinheiro da América Latina circula além dos sistemas financeiros locais, enquanto a maioria dos proprietários continua vivendo e atuando em seus países. Quão rápido os latino-americanos estão movimentando seu dinheiro fora dos bancos domésticos O dinheiro na América Latina raramente fica parado O BeInCrypto analisou grupos de carteiras sacando stablecoins de endereços de exchanges verificadas. Todos os grupos monitorados movimentaram ao menos 96% do volume retirado em até um mês. Considerando todo o conjunto de dados, esse percentual superou 99%. O grupo Bitso de março de 2026 na Tron ilustra esse comportamento. Cerca de 89% dos endereços que efetuaram saques funcionaram como carteiras de passagem, movimentando pelo menos 90% dos recursos em até 30 dias. Outros 5% ficaram entre perfis ativos e investidores de longo prazo. Apenas 6% foram classificados como poupadores, pois mantiveram ao menos 90% do saldo sacado sem movimentação durante 90 dias. Apenas 6% dos endereços que fizeram saques se comportaram como poupadores de longo prazo. A maioria movimentou novamente suas stablecoins em até 30 dias. Por que latino-americanos transferem dinheiro para o exterior Muitos trabalhadores e empresas da América Latina atualmente recebem recursos de empregadores ou clientes estrangeiros. Apesar disso, seus gastos permanecem locais. Stablecoins como USDT e USDC permitem receber valores em dólar, mantê-los por um curto período e converter para pesos ou reais apenas a quantia necessária. Um profissional autônomo pode receber pagamentos de uma empresa dos EUA ou obter receitas de clientes internacionais. Da mesma forma, uma empresa consegue usar esse saldo para pagar fornecedores estrangeiros. A pressão cambial também influencia esse padrão. Manter recursos em moeda local pode reduzir rapidamente o poder de compra em países com inflação elevada ou desvalorização. Os dólares digitais possibilitam postergar a conversão e manter parte da renda atrelada à cotação do dólar. Os motivos variam conforme o país. Na Argentina, o acesso ao dólar ajuda a proteger a renda diante da forte instabilidade do câmbio. No Brasil, proporciona acesso a gastos e investimentos globais. No México, as plataformas digitais em dólar funcionam em conjunto com um dos maiores mercados de remessas do mundo. Indicadores econômicos mostram por que latino-americanos buscam plataformas além das domésticas As plataformas mantêm recursos por mais tempo O Dollar Half-Life do BeInCrypto mede quanto tempo leva para metade do saldo de stablecoins sacado ser movimentado novamente. O indicador subiu de 4,7 dias em março de 2025 para 10,9 dias em março de 2026. O tempo necessário para a metade do saldo em dólar movimentado ser transferida novamente subiu de 4,7 para 10,9 dias. Os dados on-chain monitoram movimentações entre carteiras, mas não conseguem identificar cada transferência como salário nem apontar o destino final sem outras referências. Os resultados apontam que os dólares digitais monitorados circulam rapidamente e sustentam cada vez mais operações cotidianas entre fronteiras. Baixe o relatório completo: The Exodus Economy O artigo Como stablecoins movimentam US$ 31 bilhões em salários na América Latina? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitcoin abaixo de US$ 50 mil? Dois riscos podem derrubar o preço em agosto
O preço do Bitcoin (BTC) está estacionado próximo de US$ 64 mil após duas tentativas frustradas de romper o mesmo teto, enquanto tanto grandes carteiras quanto investidores de longo prazo começaram a vender diante dessa fraqueza. O movimento ocorre justamente quando dois eventos nos Estados Unidos, conhecidos por impactar o mercado cripto, estão de volta ao calendário, e o histórico mostra que ambos costumam pressionar o Bitcoin em períodos já instáveis. Bitcoin inicia um mês fraco com padrão de topo duplo Agosto tradicionalmente não favorece o Bitcoin. Nos últimos oito anos, a moeda encerrou o período em queda em seis oportunidades, o que coloca os compradores em desvantagem sazonal. Retornos Sazonais do Bitcoin em Agosto: BeInCrypto O gráfico evidencia ainda mais essa fragilidade. O Bitcoin formou um topo duplo, padrão de reversão baixista no qual o preço falha duas vezes na mesma resistência e não consegue avançar. Os dois picos contaram com volumes semelhantes, o que reforça o sinal. Estrutura de Topo Duplo do Bitcoin: TradingView O volume de pressão vendedora também subiu desde 1º de agosto, empurrando o preço atual do Bitcoin para a faixa inferior do intervalo, afastando-se das máximas recentes. Grandes investidores também reduziram exposição no mesmo período. A oferta em mãos de baleias — carteiras com entre 10 mil e 100 mil BTC — atingiu um pico em 3 de agosto, próximo de 2,26 milhões de BTC, recuando em seguida para 2,25 milhões. Apesar da variação discreta, essa movimentação indica que os maiores participantes preferiram reduzir posições ao invés de reforçar apostas. Oferta de Baleias entre 10K e 100K BTC: Santiment O comportamento das baleias, por si só, não determina uma tendência. A próxima questão é se os investidores de longo prazo compartilham da mesma visão. Investidores de longo prazo migram de compradores para vendedores Parece que sim. O Hodler Net Position Change, métrica que monitora a variação líquida da oferta nas mãos desses investidores, permaneceu positiva ao longo de julho, indicando compras. Em agosto, o indicador ficou negativo. A virada foi intensa. A venda líquida aumentou de cerca de 1.802 BTC em 2 de agosto para aproximadamente 11.472 BTC em 4 de agosto, salto mais de seis vezes em apenas dois dias. Isso sugere que investidores de longo prazo aproveitaram algum fôlego para liquidar parte das posições, em vez de segurar. Mudança Líquida de Posição dos Hodlers: Glassnode Com baleias e investidores de longo prazo agindo de forma semelhante, o mercado agora enfrenta dois eventos históricos de forte impacto no Bitcoin. Quais são os dois eventos que já movimentaram o Bitcoin? O primeiro é o relatório de empregos dos Estados Unidos desta sexta-feira. Trata-se da mesma divulgação que contribuiu para forte queda do Bitcoin no início de agosto de 2024, quando um resultado fraco elevou o temor de recessão. Economistas projetam nova leitura desanimadora nesta semana, próxima de 80 mil novos postos de trabalho e taxa de desemprego em torno de 4,2%. Desde 2023, o Bitcoin tende a cair diante de dados fracos no mercado de trabalho dos Estados Unidos. Reação do Bitcoin a Relatórios de Emprego: BeInCrypto O segundo evento é o simpósio de Jackson Hole, realizado na última semana de agosto. Um discurso considerado rígido em 2022 contribuiu para que o Bitcoin caísse abaixo de US$ 20 mil. Por anos, um Federal Reserve com postura mais branda atenuou esses impactos, porém esse respaldo já não existe mais. Kevin Warsh assumiu como presidente do Fed em maio e manteve uma linha dura e com foco na inflação, levando o mercado a apostar em juros elevados por mais tempo, em vez de cortes. Reação do Bitcoin ao Jackson Hole: BeInCrypto Warsh fará seu primeiro discurso em Jackson Hole como presidente neste mês, e um mercado que ainda espera por alívio pode se decepcionar. Com isso, o gráfico de preços se torna o fator decisivo. Níveis de preço do Bitcoin para acompanhar antes do relatório de empregos de sexta-feira A primeira faixa que os compradores precisam defender está em US$ 61.080. Se esse patamar for perdido, o próximo suporte relevante fica em US$ 59.500, última sustentação antes da linha do pescoço do padrão. A linha do pescoço está entre US$ 57.750 e US$ 57.470. Um fechamento diário abaixo dessa zona confirmaria o padrão de topo duplo e abriria espaço para uma correção medida de cerca de 14%, levando o preço para a região abaixo de US$ 50 mil, próximo de US$ 49.700. Esse potencial de queda de 14% é semelhante à intensidade do movimento registrado em agosto de 2022. Análise de preço do Bitcoin: TradingView O cenário ainda não está confirmado. O padrão de topo duplo só se consolida após a quebra da linha do pescoço, ou seja, se o Bitcoin se mantiver acima de US$ 61.080, a faixa continua válida. Um retorno aos níveis entre US$ 66.930 e US$ 67.230, que limitaram ambas as máximas recentes, invalidaria por completo a perspectiva negativa para o preço do Bitcoin. No momento, a estrutura de mercado e os fluxos on-chain seguem o mesmo viés diante de uma semana macroeconômica adversa. A linha do pescoço em US$ 57.750 diferencia uma retração habitual de agosto de uma possível queda de 14% rumo ao patamar de US$ 50 mil. O artigo Bitcoin abaixo de US$ 50 mil? Dois riscos podem derrubar o preço em agosto foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Elon Musk diz que a OpenAI não é confiável enquanto a Apple busca supervisão forense
Elon Musk afirma que a OpenAI “não pode” ser confiável. Ele fez o comentário após a Apple pedir a um juiz federal supervisão emergencial das operações da OpenAI. A Apple busca uma liminar, uma ordem judicial que exige mudanças antes do fim do processo. O pedido solicita ao juiz que coloque a OpenAI sob fiscalização forense, permitindo que investigadores externos analisem seus sistemas internos. Como o processo entre Apple e OpenAI chegou ao pedido de liminar? A Apple anexou nove declarações sob juramento ao pedido. A empresa apresentou essas provas para reforçar a urgência, alegando que o suposto uso de segredos industriais roubados pela OpenAI causa prejuízo diariamente. Esse tipo de supervisão é pouco comum em disputas empresariais e indica o grau de seriedade com que a Apple trata a suposta apropriação indevida. O caso de segredos comerciais da OpenAI começou em julho. A Apple acusou ex-funcionários de vazarem planos de hardware não lançados para a desenvolvedora do ChatGPT, e a OpenAI negou qualquer irregularidade. A empresa contesta as acusações nos autos e afirma que as alegações são exageradas. O processo não mira apenas a OpenAI. A reclamação da Apple também inclui a io Products, startup de hardware fundada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive, comprada este ano pela OpenAI por US$ 6,5 bilhões. Essa aquisição indica o que está em jogo: a Apple defende que seus segredos industriais agora estão sendo usados nas ambições rivais de hardware de IA, o que justifica a solicitação de supervisão emergencial. A Apple também afirmou que outros ex-funcionários podem ter compartilhado informações confidenciais. A OpenAI rebateu apresentando seus próprios elementos. A empresa divulgou registros de conversas que, segundo ela, mostram funcionários da Apple entrando em contato com o engenheiro Chang Liu por várias semanas após ele sair para a OpenAI, pedindo sua ajuda para resolver problemas técnicos internos. Para a OpenAI, isso enfraquece o argumento da Apple, sugerindo que houve falha no controle de acesso e não roubo de segredos para um concorrente. Este não é o único embate jurídico da OpenAI em 2026. Um júri rejeitou a ação de Musk contra a OpenAI em maio ao decidir que ele apresentou suas alegações com atraso. Esse caso foi posterior ao julgamento inicial do processo contra a OpenAI, levado ao tribunal poucas semanas antes. Essa ação também questionava a estrutura da fundação da OpenAI, mas foi rejeitada por questões processuais, não pelo mérito das acusações. Musk retoma disputa com Altman devido ao caso? Musk critica o CEO da OpenAI, Sam Altman, há anos. O novo pedido da Apple deu ao empresário novos argumentos. Ele publicou sua reação no X. Can’t trust OpenAI https://t.co/U2C74IGUUk — Elon Musk (@elonmusk) August 4, 2026 Musk tem argumentado que a OpenAI abandonou a missão original de funcionar como entidade sem fins lucrativos e que Altman hoje administra a empresa visando lucro, não o interesse público. Representantes da OpenAI reiteram em declarações públicas que a organização mantém seu compromisso com os princípios fundadores. O confronto entre Musk e Altman em julho seguiu o mesmo padrão, com ambos trocando provocações no X após a primeira ação da Apple contra a OpenAI. O momento também tem repercussões além dos tribunais. O caminho da OpenAI para abrir capital ficou livre depois que a ação de Musk fracassou neste ano. Uma eventual ordem de fiscalização forense pode gerar obstáculos, pois exporia operações internas sensíveis a observadores externos em um período decisivo. A Apple não informou quando espera uma decisão. Porém, a sentença deve influenciar o grau de pressão de outras empresas sobre rivais de IA em relação a processos envolvendo segredos industriais nos próximos meses. Musk, por sua vez, dificilmente mudará de postura, independentemente do resultado. Por ora, o caso exerce pressão jurídica adicional sobre a OpenAI em um momento no qual a companhia busca evitar distrações. O artigo Elon Musk diz que a OpenAI não é confiável enquanto a Apple busca supervisão forense foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Vítimas do golpe cripto LIBRA vão processar Milei por danos
Cerca de trinta investidores lesados pelo ativo cripto LIBRA vão ingressar com uma ação civil de indenização contra os réus do caso, incluindo o presidente Javier Milei. A decisão ocorre após o fracasso da mediação obrigatória e abre uma nova frente judicial para o presidente. Milei e outras figuras-chave integram a lista de réus no caso LIBRA O motivo foi o insucesso da etapa anterior. Os poupadores, representados pelo advogado Nicolás Oszust, não conseguiram chegar a um acordo com os representantes legais de Mauricio Novelli e Manuel Terrones Godoy. A relação de réus é extensa. Além do presidente, estão na lista sua irmã Karina Milei, o ex-chefe de gabinete Manuel Adorni e o assessor Demian Reidel. O âmbito regulatório também está envolvido. Roberto E. Silva, presidente da Comissão Nacional de Valores Mobiliários, e Sergio Morales, conselheiro do órgão e sócio de Novelli, foram denunciados. No setor privado, há outros nomes. O americano Hayden Davis, criador da LIBRA, é um dos acusados junto dos argentinos Novelli, Terrones Godoy e María Pía Novelli, além do empresário de Singapura Chyi Haur Peh. O valor da causa ainda não está definido. Fontes ligadas aos investidores preveem que a quantia alcançará cifras milionárias, acompanhando os valores reportados. JUICIO POLÍTICO A MILEI: NO ES GOLPISMO, ES CONSTITUCIÓN Cuando un presidente utiliza el poder para beneficio privado, desconoce leyes, avanza sobre el Congreso y compromete la soberanía nacional, la democracia no debe esperar resignada. Debe investigarlo. Abro hilo. 🧵👇 1/… — Ariel Garbarz (@GarbarzAriel) July 30, 2026 Os números e movimentações sob investigação O processo criminal começou após um episódio específico. Em 14 de fevereiro de 2025, Milei promoveu o ativo cripto em sua conta oficial no X, o que desencadeou forte alta seguida de queda expressiva. O prejuízo estimado varia conforme a fonte. A investigação indica que um grupo restrito de wallets sacou cerca de US$ 100 milhões, enquanto a Arkham apurou perdas totais de US$ 280 milhões entre mais de 40 mil poupadores. Uma transação anterior agrava o caso. Conforme revelou o La Nación, Davis transferiu US$ 5 milhões para as contas de Novelli quinze dias antes do lançamento, logo após se reunir com o presidente. Evolução do preço da Libra. Fonte: GeckoTerminal Acredita-se que esses recursos foram direcionados para uma instituição financeira em Vicente López, a mesma utilizada por Novelli nas operações, conforme mensagens encontradas em seu celular. A estratégia jurídica responde a um obstáculo específico. O juiz Marcelo Martínez de Giorgi excluiu os autores da causa criminal. O magistrado argumentou que perder dinheiro em um mercado volátil não torna automaticamente o comprador uma vítima direta. Agora, os lesados buscam demonstrar interesse legítimo na esfera cível. Todos os réus seguem considerados inocentes enquanto a apuração segue em curso. O artigo Vítimas do golpe cripto LIBRA vão processar Milei por danos foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Malala convida o mundo para a Copa Feminina de 2027 no Rio Innovation Week
A ativista e Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai foi a grande atração do primeiro dia do Rio Innovation Week (RIW) 2026. Ela participou do painel “Uma conversa com Malala” nesta terça-feira (4). A mediação ficou a cargo da jornalista Lilian Ribeiro. O auditório lotou e ovacionou a paquistanesa. Em sua fala, Malala uniu educação, tecnologia, saúde mental e liderança feminina. O Rio Innovation Week é um dos maiores eventos de tecnologia e inovação da América Latina. A presença de Malala marcou a abertura da edição deste ano. Malala e o convite para a Copa Feminina de 2027 Lilian Ribeiro traduziu a empolgação da plateia com a visita da ativista. “Queremos a Malala na Copa ano que vem aqui”, disse a jornalista. Em resposta, Malala reforçou o convite ao público global para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. “Digo a todos, venham ao Brasil no próximo ano”, afirmou. Plataforma de investimento no esporte feminino Malala disse que analisa o esporte como forma de inspirar meninas a “imaginar uma vida sem limites”. Ao lado do marido, Asser Malik, ela estuda criar uma plataforma de investimento e capital voltada à atividade feminina. “Nós queremos que as meninas tenham a opção de buscar um caminho profissional nos esportes. Estou estudando essas formas”, declarou a Prêmio Nobel. Educação, tecnologia e IA no centro do debate A ativista lembrou o abismo educacional que ainda atinge cerca de 120 milhões de meninas no mundo. Ela destacou o Afeganistão, onde o Talibã proibiu a educação feminina nos últimos cinco anos. Segundo Malala, ativistas locais resistem com o uso de rádios, TVs e aplicativos de mensagens para manter escolas clandestinas. Para ela, o desafio vai além do acesso e exige mudança estrutural no ensino. Malala defendeu que a Inteligência Artificial (IA), tecnologia que simula capacidades humanas como aprendizado e tomada de decisão, seja projetada para o bem e para democratizar o saber. “O acesso à informação não é mais o desafio principal, mas sim como avaliá-la de forma analítica e crítica. Precisamos desafiar a IA e estimular o cérebro para processar o volume de dados e tomar boas decisões”, pontuou. Por que investir em meninas move a economia? Malala criticou a visão reducionista de governantes sobre a educação. Para a ativista, formar meninas é uma decisão de alto impacto econômico. Quando a mulher estuda e atua na economia, o país ganha em desenvolvimento e reduz a pobreza extrema. Ela também combateu o preconceito contra a capacidade das jovens. “Os líderes não podem apenas chamar uma menina para fazer um discurso na ONU e depois deixá-la de fora quando vão discutir os orçamentos. Elas não devem ser chamadas apenas para falar; precisam ser de fato ouvidas e incluídas na tomada de decisões”, apontou. Apesar do cenário difícil, Malala reforçou que as próprias meninas são o motor da mudança. “Quando eu tinha 17 anos, achava que era minha função, uma pessoa mudar o mundo. Uma pessoa pode iniciar o movimento de mudança, mas é o coletivo que faz a mudança”, refletiu. Saúde mental e a força do coletivo No fim do painel, Malala falou sobre maturidade, os traumas vividos no Paquistão e a busca recente por terapia. Ela encerrou com uma mensagem de união: “A vida não é glamurosa, nada é fácil, muitos percalços teremos. Pode ser uma montanha-russa, mas é importante saber que há pessoas maravilhosas ao nosso redor. Peça ajuda quando precisar, fale de saúde mental e ajudem-se uns aos outros. Você pode ser ambiciosa, mas entenda o poder de trabalhar em conjunto: quando estamos sozinhos, somos uma voz isolada. Mas juntos nos tornamos uma voz poderosa em nossas comunidades. Tenha a determinação de fazer a diferença; comece com algo, faça em conjunto. Mantenham os sonhos grandiosos, porque o sonho de hoje pode ser a realidade do futuro.” O artigo Malala convida o mundo para a Copa Feminina de 2027 no Rio Innovation Week foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Por que 2026 será o verdadeiro teste do padrão ouro do Bitcoin?
O status de ouro digital do Bitcoin será comprovado por quem o mantiver sob sanções, e não pelo seu gráfico de preço, segundo Gordon Grant, chefe de derivativos da Bitwise. Ele observa que estados sancionados têm acumulado Bitcoin de forma discreta, assim como o Irã já fez com ouro. Grant discutiu a tese com Iggy Ioppe, CIO da Theo, no Conselho de Especialistas em Inteligência de Mercado do BeInCrypto. Ioppe contrapôs dizendo que o Bitcoin (BTC) não conseguiu servir como proteção de curto prazo em nenhum teste realizado neste ano. Ambos, porém, concordaram sobre a narrativa de longo prazo. BREAKING: The U.S. sanctioned two Iran-linked firms accused of using Bitcoin payments in a Strait of Hormuz maritime insurance scheme tied to the IRGC. pic.twitter.com/7q0UDXaAzS — MSB Intel (@MSBIntel) July 31, 2026 O ouro nunca foi o porto seguro que os investidores recordam No painel de especialistas do BeInCrypto, Grant iniciou descontruindo a tradicional defesa do ouro. O metal sofreu queda durante a crise financeira de 2008. Sua tendência de alta só começou, de fato, por volta de 2010. Em sua avaliação, uma proteção macroeconômica não é um ativo que necessariamente sobe durante uma crise. O relevante é que sua correlação com grandes ativos caia à medida em que aumentam os riscos sistêmicos. Grant denomina esse processo de descorrelação condicional. Resiliência e capacidade de proteção são mais importantes que desempenho. Essa definição muda o debate sobre o Bitcoin. O ativo não precisa mais valorizar em meio à crise para receber o rótulo de ouro digital. É preciso que ele reduza sua conexão com ações quando o cenário se torna adverso. The 40-year stock-bond playbook has stopped working. If gold and Bitcoin both fail during panic liquidations, what actually protects a portfolio? Find out in the latest BeInCrypto Markets Intelligence Council podcast hosted by @JakubDziadkowie with: – @iggyioppe – CIO at… — BeInCrypto (@beincrypto) July 31, 2026 O teste de descorrelação que o Bitcoin está superando discretamente Grant afirma que esse processo pode já estar em andamento, apesar da forte relação do Bitcoin com as ações da Nasdaq nos últimos anos. “… Micron caiu 30%. O Bitcoin não reagiu. A própria Strategy registrou forte queda e o Bitcoin está até mais valorizado em relação ao período em que a Strategy estava bem acima. Portanto, ainda não estou pronto para desistir das características de descorrelação do ouro digital associadas ao Bitcoin”, disse Gordon Grant, gestor e chefe de derivativos da Bitwise. Os dados são recentes. A Strategy caiu recentemente para abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde março de 2024 e realizou sua primeira venda de Bitcoin em anos. Enquanto isso, o BTC segue negociado próximo a US$ 60.347, com alta de 1,24% em 24 horas, e valor de mercado de US$ 1,21 trilhão. Correlação do Bitcoin com o S&P 500, 2020-2026 / Fonte: Bitbo É preciso analisar os números de forma transparente. A correlação de 200 dias com o S&P 500 recuou de níveis quase recordes em 2025 para próximo de zero. Movimentos parecidos ocorreram em 2015, 2018 e 2021. Logo, o gráfico sustenta a tese de Grant sem evidenciar um rompimento definitivo. Por que as sanções são o verdadeiro teste de ouro digital do Bitcoin? O ponto central do argumento de Grant está longe do preço. Ele observa quem são os verdadeiros acumuladores de Bitcoin. “… Há um grupo crescente de países entre os BRICS que aparentemente mantêm alguma quantidade de Bitcoin… Irã, Rússia, Venezuela, talvez os Emirados Árabes Unidos, talvez a Arábia Saudita, é incerto… alguns países do Extremo Oriente, possivelmente China, Cazaquistão”, afirma Gordon Grant, da Bitwise. A história traz o precedente. O comerciante turco-iraniano Reza Zarrab, preso em Miami em 2016, revelou como o Irã movimentava recursos globalmente por meio do ouro, sob sanções rigorosas dos EUA. Grant acredita que a mesma lógica esteja sendo transferida para o Bitcoin, já que o Irã trata o criptoativo como ferramenta econômica fundamental atualmente. “… É assim que o ouro sempre foi utilizado, certo? É o recurso a que se recorre quando tudo mais falha. Mesmo com alta volatilidade de preço, é possível ter acesso, transferir, há liquidez e permite proteção”, analisa Gordon Grant, da Bitwise. Os registros públicos de acumulação estatal não refletem essa demanda. Monitores disponíveis mostram que moedas apreendidas dominam, lideradas pela reserva de aproximadamente 328 mil BTC dos EUA. Países sob sanções não publicam dados. Sua acumulação só é percebida via mineração, onde a VanEck já identifica até 13 programas governamentais. Participação soberana em Bitcoin por forma de aquisição: moedas apreendidas versus compradas e mineração não divulgada / Fonte dos dados: Bitcointreasuries A Rússia transformou a teoria em política oficial O que Grant chama de inferência tornou-se lei semanas antes do debate. A Rússia legalizou pagamentos com Bitcoin e stablecoins no comércio exterior em 1º de julho, explicitamente para contornar sanções bancárias ocidentais. A UE reagiu em poucas semanas. Seu pacote mais recente mirou 11 plataformas de cripto ligadas à Rússia e reforçou verificações nas exchanges. Diferente de 2022, quando sanções fizeram países buscarem ouro, agora parte das transações desvia por meio do Bitcoin. Sanções reanimaram o ouro após 12 anos de estagnação? O precedente para a demanda impulsionada por sanções não é teórico. O ouro praticamente não se mexeu de 2011 a 2023, mesmo diante de trilhões em afrouxamento quantitativo. Ioppe argumenta que o congelamento das reservas da Rússia em fevereiro de 2022 alterou esse cenário. Compras líquidas de ouro por bancos centrais por trimestre, 2010-2026 / Fonte: MacroMicro Outros bancos centrais observaram e tiraram lições. Ioppe descreveu o pensamento como uma espécie de seguro “por precaução” diante de eventuais confrontos futuros. Historicamente, esse movimento fez as compras trimestrais de ouro por bancos centrais dobrarem em relação ao ritmo da década anterior, segundo dados do World Gold Council. Bitcoin ouro digital: o contrapeso da demanda? Ioppe, ex-chefe de trading proprietário do Credit Suisse, não deixou a tese sem contraponto. Seu teste é mais simples e rigoroso. “… o Bitcoin caiu quase 50%. Portanto, definitivamente não funcionou”, disse Iggy Ioppe, CIO da Theo. Seu modelo explica por que as duas visões podem coexistir. O Bitcoin reúne um componente especulativo e um tecnológico sobre uma base monetária. A camada especulativa prevalece em momentos de crise, enquanto a base ganha força ao longo dos anos. “… essa base resiste a perturbações de longo prazo, mas no curto prazo o aspecto especulativo predomina”, disse Iggy Ioppe, da Theo. Como fica o debate? Grant destaca que o Bitcoin segue protegido via mercados de derivativos profundos, independentemente do preço. Ioppe segue tratando o ativo como ouro digital para fins de investimento. O gráfico de correlação permanece ambíguo, mas agora a demanda motivada por sanções está estabelecida em lei nacional. O teste apontado por Grant não é mais apenas hipotético. O artigo Por que 2026 será o verdadeiro teste do padrão ouro do Bitcoin? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Lucro da AMD supera estimativas e ação cai 8%: a expectativa estava alta demais?
A Advanced Micro Devices (AMD) divulgou resultados que superaram as previsões de Wall Street em receita, lucro e margem operacional. Porém, as ações caíram 8% nas negociações após o fechamento desta terça-feira. A fabricante de chips registrou receita recorde de US$ 11,54 bilhões e previu vendas de cerca de US$ 13 bilhões para o terceiro trimestre. Apesar disso, investidores venderam papéis, já que as ações acumulavam alta de 140% em 2026 antes da divulgação. Desempenho das ações da AMD. Fonte: Yahoo Finance Resultados da AMD superam todas as estimativas do consenso A receita alcançou US$ 11,54 bilhões, superando o consenso de US$ 11,31 bilhões. Isso representa um avanço de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro ajustado ficou em US$ 1,66 por ação, acima da projeção de US$ 1,62. A margem operacional ajustada atingiu 27%, ligeiramente acima dos 26,9% previstos e mais que dobrou em relação aos 12% registrados no ano passado. A receita do segmento Data Center sustentou o trimestre, com US$ 6,7 bilhões, alta de 107% em doze meses. Essa área já representa 58% das vendas da companhia, impulsionada pelos processadores EPYC para servidores e aceleradores de inteligência artificial (IA) Instinct. Outros segmentos apresentaram resultados variados. A receita de Client subiu 23%, para US$ 3,06 bilhões, puxada pela demanda por Ryzen. O segmento Gaming recuou 31%, para US$ 779 milhões, devido à queda nos pedidos por chips semicustomizados destinados a consoles. $AMD reports Second Quarter 2026 financial results. View non-GAAP financial measures reconciliation & cautionary statement: https://t.co/v1WzAY2rNw — AMD (@AMD) August 4, 2026 Siga-nos no X para acompanhar as notícias em tempo real Por que, mesmo com resultados positivos, as ações caíram? Os investimentos em capital revelaram outro cenário. A AMD investiu US$ 808 milhões em propriedades e equipamentos, quase três vezes os cerca de US$ 299 milhões previstos por analistas. O fluxo de caixa livre caiu de US$ 2,57 bilhões no primeiro trimestre para US$ 1,56 bilhão. A empresa está comprando capacidade antes da etapa de expansão do rack Helios, o que reduz a geração de caixa no curto prazo. O posicionamento pesou mais do que qualquer indicador isolado. As ações fecharam com alta de 7%, cotadas a US$ 518,58 na terça-feira, antes da divulgação dos resultados. Grandes investidores haviam aumentado posições em AMD ao longo do ano. Com isso, não havia espaço para resultados abaixo das expectativas. Esse padrão tem se repetido na temporada de balanços, já que a Intel superou as projeções em US$ 1,7 bilhão em julho e mesmo assim sofreu queda de 11% após divulgação. O que os analistas esperavam da perspectiva para o Helios? A Benchmark Capital recomenda a compra das ações AMD com preço-alvo de US$ 685. Antes da divulgação, a empresa já avaliava que projeções, direção das margens e cronograma do Helios pesariam mais do que o resultado em si. A AMD atendeu aos dois primeiros pontos. A projeção para o terceiro trimestre, de US$ 13 bilhões com margem de erro de US$ 300 milhões, indica expansão anual de 41%. A margem bruta ajustada deve se manter perto de 56%. A CEO Lisa Su abordou diretamente a expansão na divulgação dos números. “… Entramos no segundo semestre com forte impulso, dada a aceleração na procura por EPYC, a ampliação das implantações Instinct e o início da expansão do Helios”, afirmou Lisa Su, presidente do conselho e CEO da AMD, em comunicado da empresa. Grande parte desse cenário já estava precificada. O acordo de 2 gigawatts da AMD com a Anthropic fez a ação subir 10% em julho. Entre os clientes do Helios atualmente estão Meta, Microsoft, OpenAI e Oracle. Permanecem críticos. O Morgan Stanley levantou preocupações sobre a avaliação da AMD frente à Nvidia e à Broadcom. O HSBC rebaixou a recomendação das ações para “manter” em maio, citando limites de capacidade na fabricante terceirizada de chips Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC). Os gastos com infraestrutura em IA agora funcionam como termômetro prévio para ativos de risco. Quedas nas ações do setor de semicondutores já pressionaram o Bitcoin mais de uma vez neste ano. O balanço da Nvidia, divulgado em 26 de agosto, dará ao mercado três semanas para avaliar se o movimento após o fechamento de terça-feira foi um ajuste de preços ou apenas uma pausa. O artigo Lucro da AMD supera estimativas e ação cai 8%: a expectativa estava alta demais? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
A SpaceX responde à principal dúvida de Wall Street com lucro recorde no primeiro balanço
A SpaceX apresentou um relatório de resultados acima do esperado em sua estreia como empresa de capital aberto, registrando uma receita no segundo trimestre muito superior às estimativas de Wall Street e destacando o rápido crescimento do negócio de conectividade Starlink. Embora a empresa ainda não seja lucrativa segundo as normas GAAP, os investidores tiveram indícios de que a estratégia de expansão agressiva está resultando em aceleração da receita, aumento da carteira de contratos e melhora no desempenho operacional. SPACEX JUST REPORTED IT’S FIRST EVER EARNINGS *SPACEX 2Q REV. $7.8B, EST. $6.81B ( BEAT ✅ ) *SPACEX 2Q AI SEGMENT OPERATING LOSS $1.26B, EST. LOSS $2.39B ( BEAT ✅ )$SPCX pic.twitter.com/WbYb4mU4qm — GURGAVIN (@gurgavin) August 4, 2026 O artigo A SpaceX responde à principal dúvida de Wall Street com lucro recorde no primeiro balanço foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Nvidia e SpaceX aprofundam aliança de uma década com satélites de IA: como as ações vão reagir?
A SpaceX ampliou sua colaboração de longa data com a NVIDIA ao escolher a fabricante de chips de IA para projetar a carga computacional de seus novos satélites Starmind AI1. O anúncio introduz as recém-lançadas GPUs Rubin e CPUs Vera da NVIDIA na visão da SpaceX para uma infraestrutura de IA em órbita, posicionando as empresas à frente de um mercado em rápida expansão de computação espacial. A notícia chamou a atenção imediata de investidores, já que inteligência artificial e tecnologia espacial seguem se aproximando. SpaceX is partnering with @Nvidia to design the Starmind AI1 satellite compute payload. Each of the Starmind satellites will include NVIDIA Rubin GPUs and Vera CPUs for datacenter class space compute → https://t.co/4MOQv0DvTQ pic.twitter.com/rC7UBAznAO — SpaceX (@SpaceX) August 4, 2026 O artigo Nvidia e SpaceX aprofundam aliança de uma década com satélites de IA: como as ações vão reagir? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Maior atividade on-chain do Bitcoin desde 2024: o impacto do pânico da Coldcard
Os endereços ativos diários do Bitcoin (BTC) saltaram de 645 mil em 30 de julho para quase 1 milhão em 31 de julho. Este foi o maior registro desde 10 de dezembro de 2024, motivado por um pânico ligado à Coldcard, e não por nova demanda. O BTC era negociado a US$ 60.347 no momento desta reportagem, com alta de 1,24% em 24 horas, segundo dados do BeInCrypto. Três gráficos on-chain mostram o que os investidores realmente fizeram durante um fim de semana de grande tensão para quem utiliza autocustódia. Quase 1 milhão de endereços movimentaram, maior número desde dezembro de 2024 Dados da Glassnode indicam cerca de 980 mil endereços ativos em 31 de julho, aumento superior a 50% em apenas um dia. O salto ocorreu poucos dias após ataques começarem a esvaziar carteiras físicas Coldcard por meio de uma falha no gerador de números aleatórios do sistema. Três ondas de ataques já confirmadas resultaram no roubo de 1.367 BTC, equivalente a US$ 88,6 milhões, subtraídos de 4.585 endereços. Uma possível quarta onda teria comprometido mais 380 BTC. A última vez em que tantos endereços se movimentaram foi em 10 de dezembro de 2024, quando o Bitcoin chegou próximo de US$ 100 mil durante uma valorização eufórica. Agora, a movimentação ocorre com o BTC em torno de US$ 60 mil. O mesmo indicador, mas em contexto emocional totalmente diferente. Número de endereços ativos de Bitcoin / Fonte: Glassnode Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant, destacou no X que o crescimento foi impulsionado quase exclusivamente por endereços remetentes. Os endereços que receberam valores tiveram pouca variação, sugerindo consolidação. Milhares de carteiras transferiram fundos para um grupo bem menor de destinos. Historicamente, os endereços ativos oscilaram entre 550 mil e 750 mil ao longo de 2026. Assim, o pico recente aponta um evento isolado, e não uma tendência constante. Pequenos investidores transferiram o maior volume de BTC desde o colapso da FTX O indicador Spent Output Value Bands da CryptoQuant mostra quem entrou em pânico. Transferências de até 1 BTC somaram 39.600 BTC em 31 de julho. Um patamar similar só foi registrado em 16 de novembro de 2022, com 39.900 BTC, poucos dias após a queda da FTX. Esses indicadores capturam carteiras de varejo, exatamente o perfil de usuários da Coldcard. Um investidor perdeu 18,25 BTC, o equivalente a US$ 1,6 milhão, em menos de sete minutos. Casos como este levaram milhares de usuários a tomar providências rápidas. Moreno definiu esse movimento como um reflexo saudável e não como desistência. “Os plebs do Bitcoin não movimentavam essa quantidade de BTC em um dia desde o colapso da FTX… Gosto de ver que as pessoas parecem estar tomando atitude.” Ele compartilhou a análise no X em 1º de agosto. Faixas de valor de saída gasta do Bitcoin / Fonte: X No entanto, a direção das transferências se inverteu em relação a 2022. Naquele momento, usuários tiravam moedas das exchanges e colocavam em custodians frias. Desta vez, uma falha nas carteiras físicas levou a retirada dos ativos no sentido oposto. A reversão reacende o debate sobre autocustódia, tema trazido à tona pelo fundador da Binance, Changpeng Zhao, nesta semana. Muitas carteiras, poucas transações. A anatomia do pânico na Coldcard O terceiro gráfico esclarece o cenário. A Glassnode identificou 761.796 transferências em 31 de julho, um salto local, mas distante do recorde. Em picos anteriores — em 13 de dezembro de 2024, 19 de abril de 2025 e 9 de maio de 2026 — todas as marcas superaram 1 milhão de transferências. Essa diferença é relevante. Os endereços ativos atingiram o maior patamar em 20 meses, mas a quantidade de transferências permaneceu dentro do intervalo habitual. Ou seja, um número extraordinário de carteiras se movimentou, mas cada uma realizou apenas uma ou poucas transações. Número de transferências de Bitcoin / Fonte: Glassnode Este é o retrato de um movimento coletivo em situação de emergência, não de um surto de atividade. Em contrapartida, as marcas anteriores de transferências derivaram de altos volumes de negociação por poucas entidades especializadas. Alex Thorn, chefe da Galaxy Research, registrou transações de varredura ocorrendo a uma taxa de 13,8 por bloco, cerca de 45 vezes acima da média anterior ao incidente. O impacto foi tanto que desenvolvedores adiaram a ativação do soft fork BIP-110, citando o episódio. A blockchain registrou medo, não uma tendência Métricas brutas on-chain ficarão distorcidas por alguns dias. Analistas podem preferir dados ajustados por entidade até que a movimentação de sweeping diminua, e endereços ativos podem normalizar com a mesma intensidade com que dispararam. De forma expressiva, o preço quase não reagiu. O Bitcoin permaneceu próximo de US$ 60 mil durante seu dia mais movimentado em 20 meses. Essa estabilidade indica que as moedas movidas fugiram do risco em vez de buscar saídas. O próximo sinal que merece atenção está nos livros das exchanges. Caso as moedas migradas permaneçam paradas, o episódio segue como um caso de segurança. Se começarem a ser vendidas, o pânico com a Coldcard pode ainda se tornar um capítulo do mercado. O artigo Maior atividade on-chain do Bitcoin desde 2024: o impacto do pânico da Coldcard foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Mandado de apelação de SBF é emitido, resta apenas uma esperança
A determinação sobre o recurso de SBF emitida hoje (4) encerra o caso de Sam Bankman-Fried (SBF) no Tribunal de Apelações do Segundo Circuito. A ordem de uma página confirma a decisão anterior e não apresenta novos argumentos. Uma determinação judicial devolve o processo ao tribunal de origem e torna a decisão do tribunal de apelações totalmente efetiva. Neste caso, a pena de 25 anos de prisão do ex-diretor da FTX permanece válida. O que diz a determinação sobre o recurso de SBF O Tribunal de Apelações dos EUA para o Segundo Circuito registrou a decisão como a entrada 77 no processo número 24-961. O texto cita os três juízes que avaliaram o recurso: Barrington D. Parker, Eunice C. Lee e Maria Araújo Kahn. Em seguida, vem a parte fundamental do documento. O tribunal “DETERMINOU, JULGOU e DECRETOU que a decisão da corte distrital está MANTIDA”. Não há novas decisões. Catherine O’Hagan Wolfe, escrivã da corte, assinou em nome do painel. Um carimbo ao final registra que a determinação foi expedida em 04/08/2026. Por que a decisão de junho ainda prevalece O mérito já havia sido decidido pouco menos de dois meses antes. Em 12 de junho, os juízes rejeitaram o recurso do fundador da FTX e mantiveram as sete condenações. A sentença determinada pelo juiz Lewis Kaplan, em março de 2024, também foi preservada. Parker redigiu a decisão, detalhando aos colegas o que o júri ouviu no julgamento. “… Enquanto tranquilizava em público clientes, investidores e reguladores de que os fundos da FTX estavam seguros, ele ao mesmo tempo utilizava a plataforma como um cofre pessoal, gastando os recursos de clientes em imóveis, doações políticas e investimentos”, afirmou Barrington D. Parker, juiz do Segundo Circuito, em parecer divulgado. Os juízes também mantiveram o confisco de cerca de US$ 11 bilhões, entendendo que o Congresso pode vincular essa perda aos ganhos ilícitos do réu. Kaplan já havia negado o pedido para um novo julgamento em abril. Qual caminho ainda resta? Resta uma possibilidade judicial. Bankman-Fried pode solicitar ao Supremo Tribunal dos EUA o julgamento do caso através de um pedido de certiorari, que normalmente deve ser apresentado em até 90 dias após a decisão. O Supremo seleciona apenas uma pequena parte desses pedidos. Paralelamente, ele requisitou um indulto ao Departamento de Justiça. As senadoras Cynthia Lummis e Ruben Gallego apresentaram uma resolução contrária ao perdão de SBF. Enquanto isso, as questões financeiras seguem por outro caminho. Os credores da FTX receberam um quinto lote de pagamentos no fim de julho. A determinação encerra a discussão no tribunal de apelação, e a eventual decisão do Supremo é o único ponto pendente. O artigo Mandado de apelação de SBF é emitido, resta apenas uma esperança foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Renda fixa lidera as carteiras de agosto diante da queda da Selic
A renda fixa segue como a principal aposta para investir em agosto, em meio à queda da Selic e às incertezas dos mercados globais. É o que aponta o Safra Report, relatório mensal de alocação do Banco Safra publicado nesta segunda-feira (3). A recomendação é manter uma estratégia defensiva, com carteiras que equilibram proteção e retorno em um ambiente de alta volatilidade externa e incertezas internas. A orientação vem depois de um mês agitado nos mercados. Pesaram a escalada das tensões no Oriente Médio, a manutenção dos juros nos Estados Unidos e uma temporada de balanços corporativos com resultados desiguais. No Brasil, o Ibovespa subiu 3,47% em julho. O Ibovespa é o principal índice de ações da bolsa brasileira, a B3. Mas o avanço escondeu forte oscilação ao longo dos pregões e mais seletividade dos investidores. Para o Safra, a soma de inflação em queda, expectativa de novos cortes de juros e riscos externos persistentes sustenta a manutenção das carteiras. Por que a renda fixa lidera a estratégia de investimentos? A principal convicção do comitê de alocação do banco está na renda fixa local. Renda fixa reúne aplicações com regras de rendimento definidas na compra, como títulos públicos e CDBs, com retorno mais previsível. A avaliação é de que a melhora da inflação e o enfraquecimento gradual da economia abrem espaço para o Banco Central seguir cortando a taxa Selic. A Selic é a taxa básica de juros do país. Ela serve de referência para o rendimento da renda fixa e para o custo do crédito. No início de agosto, o mercado já projetava um novo corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom. O Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central, que define a Selic. A redução feita em junho havia levado a taxa a 14,25% ao ano. Nesse cenário, a renda fixa ocupa a maior fatia das carteiras recomendadas, em todos os perfis de risco. Como fica a alocação por perfil de risco? As distribuições estratégicas foram mantidas para cada tipo de investidor. O perfil ultraconservador fica com 100% em renda fixa. O conservador tem 76% em renda fixa, 8% no exterior, 7% em multimercado, 5% em renda variável local e 4% em alternativos. O moderado divide a carteira em 53% de renda fixa, 16% internacional, 14% em multimercado, 10% em renda variável local e 7% em alternativos. Já o dinâmico fica com 35% em renda fixa, 26% no exterior, 17% em renda variável local, 12% em multimercado e 10% em alternativos. Multimercado são fundos que investem em diferentes mercados ao mesmo tempo, como juros, câmbio e ações. Mesmo nos perfis mais arrojados, a renda fixa segue relevante, reflexo dos juros ainda altos no país. O que o cenário internacional muda nas carteiras? O quadro externo oferece poucos incentivos para mudanças de posição. Em julho, o petróleo Brent acumulou alta de mais de 24%, puxado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. O Brent é a principal referência internacional de preço do petróleo. A disparada da energia reacendeu o temor com a inflação global. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% pela quinta reunião seguida. O Federal Reserve, ou Fed, é o banco central norte-americano. A decisão expôs divergência interna, com três dirigentes defendendo uma alta adicional. Na Europa, o crescimento segue fraco e a inflação continua pressionada pelos custos de energia. Na China, persistem desafios estruturais no consumo interno e no setor imobiliário, com desaceleração da economia. A economia americana ainda pesa contra os emergentes? A economia dos Estados Unidos segue resiliente. O motor é o ciclo de investimentos em tecnologia e inteligência artificial, que sustenta crescimento sólido e mercado de trabalho equilibrado. A atividade forte, somada à inflação acima da meta, reduz a chance de cortes de juros no curto prazo por lá. Esse fator limita a tomada de risco em mercados emergentes, como o Brasil, e favorece carteiras mais equilibradas. Bolsa brasileira sobe, mas o cenário pede cautela Mesmo com o Ibovespa perto dos 178 mil pontos no fim de julho, o período foi marcado por forte volatilidade. A alta do petróleo favoreceu ações de energia, com destaque para a Petrobras. Bancos e outros papéis de grande peso no índice sofreram mais pressão de venda. O quadro doméstico é misto. De um lado, inflação mais comportada, atividade em desaceleração e contas externas sólidas favorecem os ativos locais. De outro, seguem os desafios fiscais e a influência crescente do ciclo eleitoral sobre os preços. Risco eleitoral deve ganhar peso no segundo semestre O risco eleitoral aparece como fator de atenção, ainda parcialmente precificado pelo mercado. Conforme candidaturas e propostas econômicas avancem no segundo semestre, os investidores tendem a incorporar mais os possíveis efeitos sobre a política fiscal, o crescimento e a dívida pública. Diante disso, a leitura é de que preservar o equilíbrio das carteiras é a melhor escolha até haver mais clareza sobre o quadro político, monetário e geopolítico. Por isso, todas as recomendações de agosto foram mantidas. A estrutura combina predominância de renda fixa, diversificação internacional e exposição seletiva a ativos de maior risco, conforme o perfil de cada investidor. O artigo Renda fixa lidera as carteiras de agosto diante da queda da Selic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Zoomex anuncia patrocínio ouro na Coinfest Asia e sorteio de verão em agosto
A Zoomex, uma plataforma global de derivativos de cripto, anunciou hoje uma agenda intensa para agosto, com destaque para o patrocínio Gold no Coinfest Asia 2026 em Bali, um evento de networking à beira-mar chamado Zoomex Summer Bay Party: Trade the Tide e o lançamento do August Summer Airdrop, que oferecerá aos novos traders até US$ 1.500 em recompensas. O anúncio reforça a presença offline no Sudeste Asiático aliada a uma campanha de onboarding de baixo custo para a exchange de criptomoedas. Zoomex garante patrocínio Gold no Coinfest Asia 2026 O Coinfest Asia 2026 acontece nos dias 20 e 21 de agosto na praia de Melasti em Bali, reunindo instituições, desenvolvedores e traders para debater infraestrutura financeira, entrada em mercados, ecossistemas de desenvolvedores e colaboração na região asiática. A Zoomex conquistou uma posição entre os patrocinadores Gold do evento, marcando um dos compromissos offline mais expressivos da empresa no mercado do Sudeste Asiático até o momento. Na noite de abertura da conferência, a Zoomex promoverá o Zoomex Summer Bay Party: Trade the Tide, um evento oficial paralelo do Coinfest Asia, a ser realizado no Tropical Temptation Beach Club. O evento integra a agenda oficial do Coinfest Asia e figura entre os principais encontros selecionados. A proposta do evento se inspira no ambiente à beira-mar, usando o movimento das marés de Bali como metáfora para a constante oscilação dos mercados de ativos digitais. O Trade the Tide foi concebido como um espaço de networking presencial entre traders, desenvolvedores, fundadores, investidores, criadores, exchanges e comunidades Web3 presentes no Coinfest Asia, unindo discussões de mercado, conexão entre participantes e hospitalidade local balinesa em um único ambiente dedicado a conversas diretas e construção de parcerias. Fernando Lillo, diretor de Marketing da Zoomex, afirmou que o Coinfest Asia aproxima traders, construtores, comunidades da região e parceiros do setor com quem a empresa busca dialogar diretamente, explicando que a festa será dedicada a conversas francas sobre dinâmicas de mercado e crescimento regional. Ele associou o nome “Trade the Tide” ao compromisso da empresa: os mercados mudam constantemente, mas a experiência de trading, a transparência nos saldos e o acesso justo a ganhos precisam ser mantidos. Para a Zoomex, a ida a Bali faz parte da estratégia de estabelecer laços mais próximos com traders, desenvolvedores, veículos de mídia e comunidades de toda a Indonésia e do Sudeste Asiático, uma das bases de usuários em cripto que mais cresce atualmente. As vagas para o Trade the Tide são limitadas e sujeitas à aprovação da organização, com inscrições disponíveis na página oficial do evento Luma. Zoomex lança o August Summer Airdrop e oferece até US$ 1.500 para novos traders Além da presença em Bali, a Zoomex lançou o August Summer Airdrop, disponível de 31 de julho a 31 de agosto, como a nova campanha de onboarding do trimestre. A iniciativa está organizada em três etapas: Entrada sem risco. Novos usuários que se cadastrarem e depositarem pelo menos 1 USDT podem solicitar um voucher de posição em BTC no valor de US$ 100, permitindo exposição ao trading de contratos em ambiente real sem uso de capital próprio. Avanço em níveis. Ao realizar depósitos maiores, concluir a verificação KYC e alcançar o volume mínimo exigido em contratos futuros, o participante desbloqueia bônus extras em dinheiro e suporte para trading, podendo chegar ao total de US$ 1.500 em benefícios. Especiais para novos usuários no Earn. Um canal Earn dedicado oferece opções competitivas para rendimento, permitindo que recém-chegados coloquem ativos ociosos para gerar retorno desde o primeiro dia. O August Summer Airdrop reforça a abordagem da Zoomex neste terceiro trimestre focada em experiência simplificada, transparência nos saldos e ganhos justos. A campanha segue o formato do Airdrop Carnival de julho, encerrado no mês passado com recompensas condicionadas a depósitos e acesso ao Earn com APYs elevados, demonstrando que a empresa mantém incentivos contínuos durante o verão, e não apenas como ações pontuais. Interessados podem consultar as regras completas e se cadastrar pelo app ou site oficial da Zoomex. Temporada ampliada de competições e recompensas O August Summer Airdrop faz parte de um conjunto maior de ações. Ele segue o Summer Transfer Station, que permite a traders novos e já cadastrados concorrer a recompensas em um prêmio total de US$ 400 mil apenas operando posições abertas ou fechadas na plataforma. Os prêmios incluem airdrops de BTC, ETH, SOL e USDT, além de vouchers de contratos de ações populares como NVDA e AAPL, além de exposição ao ouro via XAUT, o que demonstra a expansão do universo disponível para negociação na Zoomex além das pares de cripto. A Zoomex mantém uma sequência regular de competições de trading em 2026. No início do ano, a Zero-Cost Trading Competition distribuiu um prêmio total de US$ 600 mil entre uma disputa individual e uma zona de entretenimento baseada em caixas misteriosas, permitindo competição com bônus em vez de recursos próprios. Campanhas temáticas de Copa do Mundo e outra voltada a ações dos EUA também foram realizadas, sempre oferecendo recompensas vinculadas a depósitos ou negociações conforme cada proposta. A Zoomex ainda não lançou token próprio e não atua em parcerias de venture capital ou incubação de projetos. A exchange possui certificações de segurança da Hacken, reforçando os compromissos com proteção de fundos e transparência operacional. Sobre a Zoomex Fundada em 2021, a Zoomex é uma plataforma global de negociação de criptomoedas com mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões, oferecendo mais de 600 pares de ativos para trading. Orientada pelos valores “Simples × Amigável × Rápida”, a Zoomex tem compromisso com justiça, integridade e transparência, garantindo uma experiência de negociação eficiente, acessível e confiável. Movida por um motor de correspondência de alta performance e exibição transparente de ativos e ordens, a Zoomex garante execução consistente das operações e resultados totalmente rastreáveis. Isso reduz a assimetria de informações e oferece aos usuários uma visão clara do status dos seus ativos e dos resultados das negociações. A plataforma segue aprimorando a estrutura dos seus produtos e a experiência geral, sempre priorizando velocidade, eficiência e forte gestão de riscos. Como parceira oficial da Haas F1 Team, a Zoomex leva para o mercado foco em agilidade, precisão e regras confiáveis, qualidades reconhecidas no automobilismo de elite. A plataforma também firmou uma parceria global exclusiva de embaixador de marca com o goleiro Emiliano Martínez, reforçando seu compromisso com negociações justas e a confiança de longo prazo de seus usuários. No aspecto regulatório, a Zoomex possui licenças como Canadá MSB, EUA MSB, EUA NFA e Austrália AUSTRAC, além de ter sido auditada em segurança pela Hacken. Operando em um ambiente regulatório compatível, com verificação de identidade flexível e sistema de negociação aberto, a Zoomex segue desenvolvendo um ambiente de trading mais simples, transparente, seguro e acessível para investidores em todo o mundo. Perguntas frequentes O que é a Zoomex? A Zoomex é uma plataforma global de derivativos de cripto fundada em 2021, atendendo mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões, com mais de 700 pares de negociação. Como funciona a Zoomex? A Zoomex opera com um motor de correspondência de alta performance e exibição transparente de ativos e ordens. Assim, permite que os usuários executem operações e acompanhem os resultados com total visibilidade dos saldos e retornos. O que é possível negociar na Zoomex? A Zoomex oferece mais de 700 pares de negociação, abrangendo criptomoedas como o BTC, o Ethereum e a Solana, além de contratos vinculados a ações como NVDA e AAPL, e exposição ao ouro por meio do XAUT. Onde fica a sede da Zoomex? A Zoomex atua como uma exchange global de criptomoedas, possuindo registros regulatórios no Canadá MSB, EUA MSB, EUA NFA e Austrália AUSTRAC, o que confirma sua postura de conformidade em diferentes jurisdições. A Zoomex está disponível no meu país? A Zoomex atende investidores em mais de 35 países e regiões. A disponibilidade depende das regulações locais, por isso é importante conferir o site oficial da Zoomex para verificar o acesso e os requisitos específicos de cada país. O artigo Zoomex anuncia patrocínio ouro na Coinfest Asia e sorteio de verão em agosto foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ações da Yamaha disparam 13% com resultados recordes no primeiro semestre
As ações da Yamaha Motor subiram 13,40% hoje (4), encerrando o dia a 1.511 ienes (aproximadamente US$ 9,62), após resultados recordes no primeiro semestre levarem a empresa a revisar para cima sua projeção anual. A valorização se destacou em um mercado japonês ainda impactado pela intervenção coordenada nas moedas registrada na semana passada. Desempenho do preço de Yamaha Motor Co., Ltd. Fonte: TradingView Os números recordes por trás da valorização O lucro operacional mensura ganhos das atividades principais antes de juros e impostos, sendo um indicador mais direto da saúde operacional do que o lucro líquido. A receita da Yamaha alcançou 1,498 trilhão de ienes (~US$ 9,54 bilhões) no período de janeiro a junho, alta de 17,2% em relação ao ano anterior. O lucro operacional atingiu 158,5 bilhões de ienes (~US$ 1,01 bilhão), um avanço de 88,6%. O lucro líquido atribuível se destacou ainda mais, registrando 113,9 bilhões de ienes (~US$ 725 milhões), crescimento de 114,7%. O segmento de motocicletas impulsionou a expansão. Os mercados europeu e norte-americano lideraram a demanda, favorecidos pelo iene mais fraco durante a maior parte do semestre e por uma melhor gestão de custos. Mudanças estruturais acompanharam os resultados. A empresa anunciou reformas no negócio de veículos recreativos off-road e revisou para cima a projeção anual. Segmentos de negócios e principais produtos e serviços (exercício de 2026). Fonte: Yamaha A reação dos investidores foi imediata. O volume negociado superou 30 milhões de ações, refletindo interesse expressivo no papel. O índice mais amplo apresentou apenas alívio discreto. O Nikkei 225 avançou 0,32%, atingindo 63.957,53 pontos, recuperando parte das fortes quedas das sessões anteriores. Os mercados japoneses enfrentam grande volatilidade desde o fim de julho. O iene atingiu o menor patamar em 40 anos antes de Tóquio e o Tesouro dos EUA realizarem uma intervenção conjunta de compra. Desempenho do Índice Nikkei 225. Fonte: MarketWatch Por que os riscos não desapareceram? A reação ao câmbio, com recuperação do iene, trouxe um novo desafio. Exportadoras passaram a enfrentar preocupações sobre lucratividade, provocando forte pressão vendedora no índice. Washington agora defende o uso de medidas adicionais. O secretário do Tesouro Scott Bessent solicitou publicamente ao Federal Reserve a ampliação do seu programa de recompra FIMA. Esse mecanismo tem papel importante. Ele permite que governos estrangeiros obtenham dólares ao oferecer títulos do Tesouro como garantia, viabilizando intervenções sem pressionar o mercado de dívida dos EUA. Bessent Is Not Reacting. He Is Forcing Bretton Woods 2.0, and getting out in front. Bessent is emerging as the most consequential Treasury Secretary since Alexander Hamilton and much of the policy establishment still does not see it. This is not a random turn in markets. It is… https://t.co/9XfyOoEbTx — James E. Thorne (@DrJStrategy) August 4, 2026 Os riscos seguem presentes. Analistas alertam que o impacto mais severo ainda pode atingir as ações japonesas. Dois fatores se destacam: um possível aumento de juros pelo Banco do Japão em setembro e a tendência de valorização do iene, o que pressionaria empresas com foco em exportação. A Kioxia Holdings ilustra essa vulnerabilidade. A fabricante de chips de memória já não cumpriu a projeção do primeiro semestre e sofre com a valorização do iene, dada sua dependência das vendas externas. Margin Trading in Japan is at its highest level since 1990 🚨 🚨 Beginning in 1990, the Nikkei plunged more than 80% over the next 18 years 📉 🤯 👀 pic.twitter.com/7lZMSgFNjn — Barchart (@Barchart) August 4, 2026 O contraste definiu a sessão de terça-feira. Enquanto o Nikkei registrou apenas uma recuperação discreta, a Yamaha demonstrou que resultados excepcionais ainda atraem a atenção dos investidores. A sustentabilidade desse cenário permanece incerta. Nova valorização do iene ou uma decisão mais agressiva do Banco do Japão em setembro podem voltar a pressionar as exportadoras. Por ora, o mercado priorizou a execução frente às incertezas macroeconômicas. O desfecho vai depender das decisões em Tóquio e não tanto das salas de reunião das companhias. O artigo Ações da Yamaha disparam 13% com resultados recordes no primeiro semestre foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
As 3 principais altcoins para acompanhar na primeira semana de agosto de 2026
A Unibase (UB), a Cardano (ADA) e a Algorand (ALGO) registraram os melhores desempenhos em sete dias entre as principais altcoins no início de agosto de 2026. A UB valorizou 61%, enquanto a ADA e a ALGO avançaram 24% e 13%, respectivamente. Os gráficos diários indicam que cada alta enfrenta agora um teste decisivo de resistência na primeira semana de agosto. A tabela abaixo resume os dados gráficos mais relevantes de cada moeda. Altcoin Ganho em 7 dias Preço RSI Tendência do volume Unibase (UB) +61% US$ 0,1943 ~70, em alta Em queda Cardano (ADA) +24% US$ 0,1945 ~70, topo mais alto Em alta Algorand (ALGO) +13% US$ 0,0904 62, em alta Em queda Unibase lidera as principais altcoins após alta semanal de 61% A Unibase, camada descentralizada de memória para agentes de Inteligência artificial (IA), valorizou 61% nos últimos sete dias. A UB opera a US$ 0,1943, alta de 11% em 24 horas, com valor de mercado de US$ 486 milhões. No gráfico diário, o viés altista se consolidou em 17 de julho (círculo azul), quando o preço superou uma linha de resistência descendente de longo prazo. Desde então, a UB subiu cerca de 140%, formando sequências claras de topos e fundos ascendentes. Gráfico diário da UB / Fonte: Tradingview A alta atingiu agora o nível de 0,236 de retração de Fibonacci (Fib) em US$ 0,1928. Caso compradores convertam esse patamar em suporte, o topo de abril, em US$ 0,2466, passa a ser a próxima meta. Em caso de correção, o primeiro suporte está no 0,382 Fib, em US$ 0,1595. Uma zona mais forte está próxima ao 0,618 Fib, em US$ 0,1056. No entanto, o volume decrescente não confirma a força desta tendência de alta. Além disso, o Índice de Força Relativa (RSI) se encontra próximo de 70, aproximando-se do nível de sobrecompra. O indicador não aponta divergência de baixa até o momento. Cardano testa o confluente dos US$ 0,20 após alta semanal de 24% A Cardano avançou 24% na última semana e é negociada a US$ 0,1945. O movimento ocorre após forte rompimento de um canal paralelo descendente no início de junho. O rompimento levou rapidamente a ADA ao alvo próximo de US$ 0,15. Desde então, essa faixa serviu como suporte, sendo testada e confirmada em quatro ocasiões. O último salto, registrado em 28 de julho, iniciou a tendência atual de alta. Gráfico diário da ADA / Fonte: Tradingview A ADA enfrenta agora seu teste mais importante. A resistência em US$ 0,20 coincide com o 0,382 Fib em US$ 0,2052 e a banda inferior do canal rompido. Dessa forma, a reconquista do canal pode impulsionar o viés altista. Caso isso ocorra, a região do rompimento em US$ 0,23 volta ao radar, alinhada ao 0,5 Fib em US$ 0,2258. O RSI opera perto de 70 e apresenta topo mais alto em relação ao início de julho. O momento lidera a cotação, além de o aumento do volume dar à ADA o sinal mais consistente entre as três. Paralelamente, a recente atualização da Cardano e a alta ligada à chegada da era Dijkstra reforçam o movimento. Algorand sobe 13%, mas tendência de baixa ainda predomina A Algorand subiu 13% nos últimos sete dias e é negociada a US$ 0,0904. A recuperação começou na zona de suporte de US$ 0,08, alinhada ao 1,0 Fib em US$ 0,0794. O preço retornou rapidamente à resistência do 0,786 Fib em US$ 0,0923. Este patamar rejeitou a ALGO diversas vezes em junho, portanto, os compradores ainda não superaram a região. Acima desse nível, a resistência seguinte está no 0,618 Fib, próximo de US$ 0,1024. Gráfico diário da ALGO / Fonte: Tradingview Em contraste com a Cardano, o recuo no volume sugere força limitada nesse movimento. O RSI está em 62, acima da linha neutra dos 50, o que deixa espaço antes do surgimento de condições de sobrecompra. Além disso, o roadmap de segurança quântica da Algorand ganhou destaque após a França anunciar novas normas de certificação. Portanto, o movimento desta semana traz algum alívio, mas a estrutura mais ampla da ALGO segue em queda. Somente a reconquista do 0,618 Fib em US$ 0,1024 como suporte poderia sinalizar mudança para um cenário altista de médio a longo prazo. Até lá, a alta configurada é apenas uma recuperação pontual. O artigo As 3 principais altcoins para acompanhar na primeira semana de agosto de 2026 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
36 analistas compartilham suas previsões para as ações da NVIDIA antes do balanço de agosto
Às vésperas do balanço em 26 de agosto, a ação da Nvidia segue valorizada. Praticamente todos os analistas que acompanham o papel recomendam compra. O desempenho dos papéis foi positivo na última semana, mês e ano, e a expectativa é quase dobrar o lucro da companhia. Superficialmente, não há alertas visíveis. Porém, o principal risco não aparece no gráfico de preços. Ele está inserido justamente na demanda que motiva a euforia, e Michael Burry, investidor conhecido por prever o colapso imobiliário de 2008, quantificou esse perigo. O cenário da Nvidia parece inabalável O mercado oferece aos otimistas tudo o que eles esperam. A Nvidia (NVDA) acumula alta próxima de 11% neste ano, saindo de uma mínima na primavera em torno de US$ 164 para aproximadamente US$ 208, mesmo permanecendo abaixo do recorde de US$ 236 alcançado em maio. A trajetória é o elemento central. Atualmente, a ação ganha força à medida que se aproxima do balanço (a partir de 29 de julho) e não sinaliza recuo, o que normalmente indica que o mercado espera resultados positivos. Desempenho da Nvidia no ano: Yahoo Finance Os analistas também mantêm convicção. Das 37 casas que avaliam a Nvidia, 36 recomendam compra, uma sugere manter e nenhuma aponta venda, resultando em consenso raro de Compra Forte. Detalhamento das recomendações para a Nvidia em 12 meses: TipRanks Os preços-alvo apontam para o mesmo lado. A média é de US$ 309, cerca de 49% acima do valor atual. As projeções vão de US$ 250 até US$ 500. Duas instituições de peso, Bernstein e Wells Fargo, inclusive reafirmaram o objetivo de US$ 315 dias antes do balanço. Preços-alvo dos analistas para a Nvidia: TipRanks O mercado financeiro dos Estados Unidos também prevê que a companhia praticamente dobre o lucro em relação ao ano anterior. Além disso, as opções precificam uma variação esperada de quase 6% no período após o balanço. Movimento esperado para a NVDA: Barchart A análise sobre a ação da Nvidia em julho destacou o mesmo otimismo. Com quase todos já posicionados para boas notícias, até mesmo um trimestre sólido pode decepcionar. Tudo depende de uma única premissa: a demanda é autêntica. É essa suposição que Burry contesta. O risco está nos resultados Burry analisou a origem da procura pelos produtos da Nvidia. A empresa teria garantido cerca de US$ 250 bilhões em dívidas ligadas aos data centers da OpenAI, ajudando a financiar justamente os clientes que adquirem seus chips. Em outras palavras, é como se uma loja emprestasse o dinheiro para a pessoa comprar nela mesma, contabilizando a venda como receita mesmo quando os recursos vêm do próprio vendedor. Burry alertou que esse ciclo de gastos circulares atinge proporções gigantescas, uma engrenagem onde as vendas da Nvidia e suas próprias garantias se sustentam mutuamente. 🚨 The man who predicted the 2008 crash is now betting everything against the AI bubble. Michael Burry warns the AI and semiconductor rally has further to fall, disclosing a fresh round of short positions on his latest Substack. Burry believes much of the current and future AI… pic.twitter.com/vyeYRHAJVf — Bull Theory (@BullTheoryio) July 25, 2026 O ponto preocupante é quem compartilha dessa visão. Stacy Rasgon, do Bernstein, cuja equipe mantém a recomendação de compra a US$ 315, também apontou o mesmo risco referente ao financiamento circular. Quando o principal otimista e o maior crítico descrevem a mesma dinâmica, a receita divulgada em 26 de agosto se torna mais difícil de ser aceita sem questionamentos. Esse cenário remete aos problemas de financiamento de chips da OpenAI ocorridos no início do ano. Duas rachaduras menores estão abaixo disso. A China ainda mantém até US$ 5 bilhões em vendas que uma mudança de política poderia eliminar, enquanto pessoas com informações privilegiadas venderam cerca de US$ 410 milhões em ações nos últimos três meses durante o período em que o preço esteve elevado. O financiamento representa apenas metade da preocupação. A outra é se a vantagem tecnológica da Nvidia é realmente tão segura quanto aparenta. A ameaça à liderança da Nvidia? Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, argumentou em declarações que circularam online que novas ferramentas podem reduzir as barreiras do CUDA, o ecossistema de software que mantém desenvolvedores vinculados ao hardware da Nvidia. Ele destacou o sistema Atlas 950 da Huawei como uma forma de assumir parte dos workloads da Nvidia, apesar de admitir que a Huawei ainda está cerca de dois anos atrás nesse segmento. DeepSeek’s Liang Wenfeng laid out a strong Nvidia bear case in a leaked investor call. DeepSeek is partnering closely with Huawei. It aims to secure around 16,000 Huawei AI chips and is using its own compiler plus TileLang to reduce reliance on Nvidia’s CUDA ecosystem. Even… https://t.co/FHnCyFP1Wa — Semiconductor Insider (@SemiconductorsX) July 23, 2026 Ao somar os chips customizados que Google, Amazon e Meta desenvolvem internamente, a hegemonia da Nvidia enfrenta uma pressão gradual, não uma ruptura repentina. Essa é a mesma dúvida que recentemente pesou sobre as ações do setor de semicondutores, que vinham acumulando quedas. No entanto, o capital não deixou o segmento, transformando esse contexto em um impasse e não em um veredito. O que o grande capital ainda faz com as ações da Nvidia? Mesmo com os alertas se acumulando, os dados de fluxo mostram um cenário mais estável. O índice Chaikin Money Flow, que avalia se o capital institucional está entrando ou saindo de uma ação, indica que a Nvidia está em processo de acumulação, não de saída. Ou seja, ainda há compradores atuando. Além disso, no momento desta reportagem, trata-se de uma das duas ações de chips que continuam recebendo aportes institucionais. Fluxo Monetário Chaikin da Nvidia: Charlie Quant Lab O papel também opera em patamares próprios, ficando atrás do índice setorial SOXX em termos de força relativa. Em resumo, grandes investidores seguem comprando a Nvidia por suas características, mesmo com questionamentos sobre os chips. Essa divisão representa o cenário às vésperas da divulgação dos resultados. Nvidia versus Força do SOXX: Charlie Quant Lab A Nvidia supera estimativas há anos e seu volume de demanda permanece expressivo. Mesmo assim, a ação é negociada acima de 30 vezes o lucro, sem margem para erros, e está em alta conforme se aproxima a divulgação dos resultados, não se ocultando do mercado. É justamente nessas situações que pequenas rachaduras podem causar os maiores impactos. Em 26 de agosto, a dúvida relevante não é se a Nvidia irá superar as previsões, mas sim se a demanda por trás desse resultado é tão sólida quanto sugerem as 36 recomendações de compra. O artigo 36 analistas compartilham suas previsões para as ações da NVIDIA antes do balanço de agosto foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Palantir superou estimativas de Wall Street em US$ 125 milhões: como a ação vai reagir?
A Palantir Technologies (PLTR) superou todas as expectativas de Wall Street no segundo trimestre e elevou sua projeção anual. As ações subiram mais de 7% no after-market na segunda-feira. A empresa de análise de dados registrou receita de US$ 1,94 bilhão, alta de 93% em relação ao ano anterior. O lucro ajustado atingiu US$ 0,41 por ação, acima dos cerca de US$ 0,35 projetados por analistas. Desempenho das ações da Palantir (PLTR). Fonte: Yahoo Finance Resultados da Palantir superam todas as principais estimativas A receita ficou bem acima do consenso de US$ 1,81 bilhão e da própria projeção da companhia, de aproximadamente US$ 1,80 bilhão. O crescimento também acelerou em relação ao ritmo de 85% registrado no primeiro trimestre. Palantir reports Q2 ‘26 U.S. comm revenue growth of 149% Y/Y and revenue growth of 93% Y/Y; raises FY ’26 revenue guidance to 82% Y/Y growth and U.S. comm revenue guidance to 134% Y/Y, crushing consensus expectations. Q2 U.S. revenue grew 115% y/y and adjusted operating margin… pic.twitter.com/8Md19TjxPY — Palantir (@PalantirTech) August 3, 2026 Clientes comerciais dos EUA foram os principais responsáveis pelo desempenho. Esse segmento avançou 149% na comparação anual, somando US$ 764 milhões. Já a receita do setor público cresceu 90% e atingiu US$ 809 milhões, mesmo com críticas de democratas aos contratos no início do verão. A lucratividade acompanhou esse movimento. O lucro líquido GAAP somou US$ 1,06 bilhão, com margem de 55%, enquanto a margem operacional ajustada alcançou 62%. O índice Rule of 40 da companhia, que soma crescimento da receita e margem operacional, subiu para 155%. O volume de negócios também aumentou. A Palantir fechou 220 contratos de pelo menos US$ 1 milhão e registrou um recorde de US$ 2,13 bilhões em valor total de contratos comerciais nos EUA, alta de 153%. O valor restante desses contratos no mesmo segmento chegou a US$ 6,24 bilhões, mais que o dobro do registrado há um ano. Esse volume dá previsibilidade para a receita até 2027. Projeção mais alta indica demanda por soberania em IA A administração agora projeta receita anual entre US$ 8.150 bilhões e US$ 8.158 bilhões, crescimento próximo de 82%. O intervalo anterior chegava a cerca de US$ 7.66 bilhões. A projeção de lucro operacional ajustado passou para cerca de US$ 4,89 bilhões, bem acima dos US$ 4,51 bilhões esperados pelo mercado. O fluxo de caixa livre ajustado previsto está entre US$ 4,5 bilhões e US$ 4,7 bilhões. O CEO Alex Karp destacou o trimestre ao abordar o que chamou de demanda por soberania em inteligência artificial, ou seja, controle dos clientes sobre dados e decisões, sem depender de modelos externos. “… A demanda por soberania em IA foi liberada. E a Palantir é a única empresa que demonstrou conseguir transformar tokens em valor econômico real. Nossos clientes confiam em nós para oferecer controle máximo sobre suas operações, dados e decisões”, afirmou Alex Karp, cofundador e CEO da Palantir Technologies, no comunicado de resultados da companhia. Ações da Palantir seguem abaixo da máxima em 12 meses As ações encerraram o pregão regular a US$ 125,65, alta de 2,10%, e subiram para US$ 135,12 após a divulgação. Operadores de opções estimavam oscilação de 11% para qualquer lado. Mesmo após esse movimento, o papel segue bem distante da máxima de 12 meses, de US$ 207,52. A Palantir entrou na segunda-feira acumulando queda de cerca de 31% no ano, enquanto investidores questionam as avaliações do setor de IA. Há quem afirme que o ciclo de investimentos ainda está no início — visão presente no debate sobre capex em IA que divide Wall Street desde junho. A Palantir projeta receita para o terceiro trimestre em cerca de US$ 2,16 bilhões. Se o aumento da previsão manterá a ação acima de US$ 135 depende da velocidade com que as receitas comerciais serão reconhecidas. O artigo Palantir superou estimativas de Wall Street em US$ 125 milhões: como a ação vai reagir? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.