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Visualizações no YouTube estão prestes a explodir, mas seu dinheiro nãoO YouTube passará a contar uma visualização assim que o vídeo começar a ser reproduzido a partir de 24 de agosto. Não haverá tempo mínimo de exibição. A regra vale para uploads, Shorts e transmissões ao vivo em todo o mundo. O total público de visualizações vai aumentar rapidamente. No entanto, o número que define o pagamento ficará em um submenu que a maioria dos criadores nunca acessa. Para quem ainda não está monetizando, o desafio para acessar o programa ficará mais difícil. Starting 8/24, views will count the moment a video begins to play (w/ no minimum watch time) across all formats (VOD, Shorts, & Live). We’re standardizing views to reflect creators’ true exposure across YouTube, making it easier to show their value to brand partners. This update… — TeamYouTube (@TeamYouTube) August 17, 2026 Siga-nos no X para receber as notícias mais recentes em tempo real O antigo padrão se torna “Visualizações engajadas” O YouTube não vai excluir o antigo contador. Apenas mudou o nome. A apuração mais rigorosa agora está no YouTube Analytics, em Modo Avançado, identificada como Visualizações engajadas. O Shorts foi primeiro. O YouTube mudou o Shorts para este padrão baseado em reproduções no ano passado, mas manteve a contagem mais restrita para os pagamentos. Agora, essa divisão será aplicada para todos os outros formatos. O volume sendo recontado é gigantesco. O CEO Neal Mohan informou em uma carta publicada em janeiro que a média diária de visualizações de Shorts chega a 200 bilhões. O YouTube define a métrica que realmente importa em sua própria documentação. o espectador permaneceu assistindo após os segundos iniciais, e não inclui qualquer repetição Nem toda reprodução se encaixa nesse critério. Repetições não contam. Da mesma forma, uploads privados, vídeos não listados, conteúdos excluídos ou vídeos vistos como anúncios não entram nessa apuração. O YouTube nunca publicou um limite exato para vídeos longos. O anúncio de segunda-feira não traz essa definição. Criadores tentam deduzir essas regras há anos, semelhante aos mitos de engajamento que circulam no X. Por que o pagamento dos criadores não muda A remuneração segue critérios rígidos. Vídeos longos e transmissões ao vivo são pagos conforme horas assistidas engajadas. O pagamento por Shorts é calculado com base nas visualizações engajadas de Shorts. Ambos ficam no Modo Avançado. Nada muda na próxima segunda-feira. Um canal pode registrar uma quantidade muito maior de visualizações em setembro e receber exatamente o mesmo valor. Os valores são expressivos. Segundo resultados da Alphabet, o YouTube gerou US$ 11,06 bilhões em anúncios no último trimestre, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme apresentado durante a divulgação de resultados das big techs. YouTube ad sales grew to $11.06B in Q2, up 12.6% year over year: • The results topped Wall Street expectations of $10.8B in ad revenue • That doesn’t include YouTube’s subscription business, which helped drive more than $60B in total revenue in 2025https://t.co/w4v5kAG2XM pic.twitter.com/Tt451oehI0 — Variety (@Variety) July 22, 2026 O YouTube afirma que pagou mais de US$ 100 bilhões a criadores e parceiros nos últimos quatro anos. A empresa também informa que essa mudança não altera a elegibilidade para o Programa de Parcerias. Isso de fato se mantém com esta atualização. Já um segundo anúncio, publicado duas semanas antes, eleva os requisitos. A partir de 1º de fevereiro de 2027, novos candidatos precisarão de 8 mil horas qualificadas assistidas em 365 dias, conforme informado pelo YouTube em uma atualização. Pelo caminho do Shorts, será preciso registrar 20 milhões de visualizações qualificadas em 90 dias. Ambos os valores dobram as exigências atuais de 4 mil horas e 10 milhões de visualizações. O mínimo de mil inscritos permanece. Criadores que já fazem parte do programa não serão impactados. O que a mudança significa para acordos de patrocínio? No anúncio feito na segunda-feira, o YouTube relacionou a alteração nas visualizações aos contratos publicitários. A companhia alega que a padronização da contagem ajuda os criadores a mostrar aos patrocinadores o alcance real de seus conteúdos. No entanto, esse argumento tem dois lados. Um número público inflado pode ser usado na apresentação, mas também é mais fácil para compradores experientes de mídia reduzirem seu valor. A expectativa é de que patrocinadores passem a solicitar capturas do Modo Avançado. Criadores que não puderem fornecer esses dados poderão perceber que o número principal terá impacto reduzido. Alguns concorrentes contornam a questão da métrica. O Rumble incluiu gorjetas em Bitcoin para criadores, transferindo pagamentos diretamente da audiência para os canais. Agora, são dois relógios em contagem. O número público será inflado em 24 de agosto. Já a exigência para pagamento será duplicada em 1º de fevereiro de 2027. Criadores fora do programa têm até fevereiro para se qualificar de acordo com as regras atuais. O artigo Visualizações no YouTube estão prestes a explodir, mas seu dinheiro não foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Visualizações no YouTube estão prestes a explodir, mas seu dinheiro não

O YouTube passará a contar uma visualização assim que o vídeo começar a ser reproduzido a partir de 24 de agosto. Não haverá tempo mínimo de exibição. A regra vale para uploads, Shorts e transmissões ao vivo em todo o mundo.
O total público de visualizações vai aumentar rapidamente. No entanto, o número que define o pagamento ficará em um submenu que a maioria dos criadores nunca acessa. Para quem ainda não está monetizando, o desafio para acessar o programa ficará mais difícil.
Starting 8/24, views will count the moment a video begins to play (w/ no minimum watch time) across all formats (VOD, Shorts, & Live). We’re standardizing views to reflect creators’ true exposure across YouTube, making it easier to show their value to brand partners.
This update…
— TeamYouTube (@TeamYouTube) August 17, 2026
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O antigo padrão se torna “Visualizações engajadas”
O YouTube não vai excluir o antigo contador. Apenas mudou o nome. A apuração mais rigorosa agora está no YouTube Analytics, em Modo Avançado, identificada como Visualizações engajadas.
O Shorts foi primeiro. O YouTube mudou o Shorts para este padrão baseado em reproduções no ano passado, mas manteve a contagem mais restrita para os pagamentos. Agora, essa divisão será aplicada para todos os outros formatos.
O volume sendo recontado é gigantesco. O CEO Neal Mohan informou em uma carta publicada em janeiro que a média diária de visualizações de Shorts chega a 200 bilhões.
O YouTube define a métrica que realmente importa em sua própria documentação.
o espectador permaneceu assistindo após os segundos iniciais, e não inclui qualquer repetição
Nem toda reprodução se encaixa nesse critério. Repetições não contam. Da mesma forma, uploads privados, vídeos não listados, conteúdos excluídos ou vídeos vistos como anúncios não entram nessa apuração.
O YouTube nunca publicou um limite exato para vídeos longos. O anúncio de segunda-feira não traz essa definição. Criadores tentam deduzir essas regras há anos, semelhante aos mitos de engajamento que circulam no X.
Por que o pagamento dos criadores não muda
A remuneração segue critérios rígidos. Vídeos longos e transmissões ao vivo são pagos conforme horas assistidas engajadas. O pagamento por Shorts é calculado com base nas visualizações engajadas de Shorts.
Ambos ficam no Modo Avançado. Nada muda na próxima segunda-feira. Um canal pode registrar uma quantidade muito maior de visualizações em setembro e receber exatamente o mesmo valor.
Os valores são expressivos. Segundo resultados da Alphabet, o YouTube gerou US$ 11,06 bilhões em anúncios no último trimestre, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme apresentado durante a divulgação de resultados das big techs.
YouTube ad sales grew to $11.06B in Q2, up 12.6% year over year:
• The results topped Wall Street expectations of $10.8B in ad revenue
• That doesn’t include YouTube’s subscription business, which helped drive more than $60B in total revenue in 2025https://t.co/w4v5kAG2XM pic.twitter.com/Tt451oehI0
— Variety (@Variety) July 22, 2026
O YouTube afirma que pagou mais de US$ 100 bilhões a criadores e parceiros nos últimos quatro anos.
A empresa também informa que essa mudança não altera a elegibilidade para o Programa de Parcerias. Isso de fato se mantém com esta atualização.
Já um segundo anúncio, publicado duas semanas antes, eleva os requisitos. A partir de 1º de fevereiro de 2027, novos candidatos precisarão de 8 mil horas qualificadas assistidas em 365 dias, conforme informado pelo YouTube em uma atualização. Pelo caminho do Shorts, será preciso registrar 20 milhões de visualizações qualificadas em 90 dias.
Ambos os valores dobram as exigências atuais de 4 mil horas e 10 milhões de visualizações. O mínimo de mil inscritos permanece. Criadores que já fazem parte do programa não serão impactados.
O que a mudança significa para acordos de patrocínio?
No anúncio feito na segunda-feira, o YouTube relacionou a alteração nas visualizações aos contratos publicitários. A companhia alega que a padronização da contagem ajuda os criadores a mostrar aos patrocinadores o alcance real de seus conteúdos.
No entanto, esse argumento tem dois lados. Um número público inflado pode ser usado na apresentação, mas também é mais fácil para compradores experientes de mídia reduzirem seu valor.
A expectativa é de que patrocinadores passem a solicitar capturas do Modo Avançado. Criadores que não puderem fornecer esses dados poderão perceber que o número principal terá impacto reduzido.
Alguns concorrentes contornam a questão da métrica. O Rumble incluiu gorjetas em Bitcoin para criadores, transferindo pagamentos diretamente da audiência para os canais.
Agora, são dois relógios em contagem. O número público será inflado em 24 de agosto. Já a exigência para pagamento será duplicada em 1º de fevereiro de 2027. Criadores fora do programa têm até fevereiro para se qualificar de acordo com as regras atuais.
O artigo Visualizações no YouTube estão prestes a explodir, mas seu dinheiro não foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
6 altcoins que podem se beneficiar das novas regras de stablecoins do Tesouro dos EUAAs novas regras do Tesouro para stablecoins vão determinar quais tokens atrelados ao dólar podem ser ofertados legalmente para compradores nos EUA. As chains que já operam com um dólar licenciado largam com vantagem, e seis altcoins estão mais próximas desse cenário. Nada foi definido ainda, e o Tesouro abriu um período de consultas de 60 dias. Os prazos finais caem em janeiro de 2027 e julho de 2028. Como as novas regras do Tesouro para stablecoins classificam as chains? O Congresso aprovou o ato Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins (GENIUS) em julho de 2025. A proposta é direta: um token atrelado ao dólar precisa de licença nos Estados Unidos para ser ofertado a usuários americanos. Duas datas são decisivas. A emissão não licenciada no país termina em 18 de janeiro de 2027. Em seguida, a partir de 18 de julho de 2028, as plataformas estarão em geral impedidas de vender stablecoins de pagamento para cidadãos dos EUA. Apenas emissores licenciados seguirão operando. Nenhuma entidade possui essa licença ainda, pois a regulamentação começa em 2027. Apesar disso, a fila já se formou. O Office of the Comptroller of the Currency (OCC) aprovou cinco autorizações condicionais para bancos fiduciários em dezembro passado: Circle, Ripple, Paxos, Fidelity Digital Assets e BitGo foram selecionados. Depois disso, a Circle avançou e conquistou a aprovação definitiva em julho. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, resumiu o objetivo como segurança regulatória. “O Tesouro recebe contribuições das partes interessadas à medida que trabalhamos para oferecer a segurança regulatória que as empresas precisam para inovar e crescer nos Estados Unidos…” afirma um trecho publicado na segunda-feira, citando Bessent. Essa é a terceira vez que o Tesouro solicita participação do setor. Foi aberta uma segunda janela de comentários em setembro passado. .@POTUS and Congress delivered the GENIUS Act, establishing a landmark framework and clear rules of the road for payment stablecoins, and Treasury is moving quickly to implement that framework. @USTreasury welcomes input from stakeholders as we work to provide the regulatory… — Treasury Secretary Scott Bessent (@SecScottBessent) August 17, 2026 A Europa já realizou esse experimento Os EUA não são pioneiros. As regras europeias Markets in Crypto-Assets (MiCA) estabeleceram um modelo semelhante, cujo resultado já foi registrado. A Binance informou usuários do continente em 3 de março de 2025 que oito tokens seriam removidos. O USDT também estava na lista. Os pares de margem foram retirados em 27 de março e convertidos automaticamente para USDC. Os pares à vista foram ajustados em 31 de março. No comunicado, a Binance recomendou o USDC aos usuários. Esse é o cenário que o ato GENIUS prepara agora para os EUA, porém com base bem mais ampla. 6 altcoins que podem ganhar com a proposta As stablecoins concentram cerca de US$ 300 bilhões em todas as chains, segundo dados da DefiLlama. Valor total de mercado das stablecoins. Fonte: DefiLlama O ranking abaixo utiliza um critério: a fatia do suprimento de stablecoin em cada chain já sob responsabilidade de um emissor licenciado. Hyperliquid (HYPE) A Hyperliquid comporta US$ 6,18 bilhões em stablecoins. O USD Coin (USDC), da Circle, representa 97,8% desse total. Nenhuma grande chain depende tanto de apenas um emissor licenciado. O HYPE é negociado a US$ 59,34, alta de 3,9%. É também a única altcoin deste grupo com rendimento positivo em 12 meses, em 26,3%. Arbitrum (ARB) O USDC responde por 63,5% da base de US$ 3,5 bilhões em stablecoins da Arbitrum. Tokens emitidos fora do país enfrentam critérios mais rígidos, e por isso essa distribuição é favorável. O ARB é cotado a US$ 0,0749, valorização de 1,2%. Polygon (POL) A Polygon detém US$ 3,03 bilhões em stablecoins, com o USDC respondendo por 53,3%. Assim, a maioria desse saldo já está sob um emissor autorizado. O POL registrou US$ 0,0781, após avanço de 3,8%. Solana (SOL) A Solana é a terceira maior entre as chains, com base de US$ 15,33 bilhões. O USDC lidera com 43,5%, à frente do Tether (USDT). O SOL é negociado a US$ 75,84, alta de 0,9%. Ethereum (ETH) O Ethereum concentra US$ 146,57 bilhões em stablecoins, quase metade do total global. No entanto, o USDT representa 50,4% desse volume. O restante, cerca de US$ 73 bilhões, constitui o maior conjunto de stablecoins não vinculadas à Tether no mercado. Enquanto isso, o preço do Ethereum próximo de US$ 1.900 mostra alta de 1,4%, atingindo US$ 1.904,24. XRP A Ripple emite o Ripple USD (RLUSD) e detém uma das licenças condicionais. Mais de meio bilhão de dólares do RLUSD migraram para o XRPL. Essa rede superou o Ethereum como principal plataforma de liquidação do RLUSD em junho. O XRP é negociado a US$ 1,002, com variação positiva de 0,3%. 6 altcoins que podem se beneficiar das novas regras de stablecoin do Tesouro A Tron aposta na direção oposta A Tron reúne US$ 92,04 bilhões em stablecoins, atrás apenas do Ethereum. O USDT responde por 97,9% desse volume. Sendo assim, essa chain quase não conta com alternativas licenciadas. O BeInCrypto informou em março que o saldo de USDT na Tron ultrapassou o do Ethereum. O TRX é negociado a US$ 0,3313, com leve alta de 0,1%. A Tether, no entanto, segue atuante. A empresa lançou o token dos EUA chamado USAT em janeiro, por meio do Anchorage Digital Bank. Segundo a Tether, o USDT caminha para atender os requisitos da GENIUS Act. Nenhuma dessas mudanças garante uma alta. Todas as altcoins relacionadas, exceto a HYPE, caíram de 58% a 86% no último ano. Os movimentos de segunda-feira também ficaram abaixo de 4%. O período para envio de comentários encerra 60 dias após a publicação no Federal Register. É nesse processo que a disputa principal se dá. O artigo 6 altcoins que podem se beneficiar das novas regras de stablecoins do Tesouro dos EUA foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

6 altcoins que podem se beneficiar das novas regras de stablecoins do Tesouro dos EUA

As novas regras do Tesouro para stablecoins vão determinar quais tokens atrelados ao dólar podem ser ofertados legalmente para compradores nos EUA. As chains que já operam com um dólar licenciado largam com vantagem, e seis altcoins estão mais próximas desse cenário.
Nada foi definido ainda, e o Tesouro abriu um período de consultas de 60 dias. Os prazos finais caem em janeiro de 2027 e julho de 2028.
Como as novas regras do Tesouro para stablecoins classificam as chains?
O Congresso aprovou o ato Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins (GENIUS) em julho de 2025. A proposta é direta: um token atrelado ao dólar precisa de licença nos Estados Unidos para ser ofertado a usuários americanos.
Duas datas são decisivas. A emissão não licenciada no país termina em 18 de janeiro de 2027. Em seguida, a partir de 18 de julho de 2028, as plataformas estarão em geral impedidas de vender stablecoins de pagamento para cidadãos dos EUA. Apenas emissores licenciados seguirão operando.
Nenhuma entidade possui essa licença ainda, pois a regulamentação começa em 2027. Apesar disso, a fila já se formou.
O Office of the Comptroller of the Currency (OCC) aprovou cinco autorizações condicionais para bancos fiduciários em dezembro passado: Circle, Ripple, Paxos, Fidelity Digital Assets e BitGo foram selecionados. Depois disso, a Circle avançou e conquistou a aprovação definitiva em julho.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, resumiu o objetivo como segurança regulatória.
“O Tesouro recebe contribuições das partes interessadas à medida que trabalhamos para oferecer a segurança regulatória que as empresas precisam para inovar e crescer nos Estados Unidos…” afirma um trecho publicado na segunda-feira, citando Bessent.
Essa é a terceira vez que o Tesouro solicita participação do setor. Foi aberta uma segunda janela de comentários em setembro passado.
.@POTUS and Congress delivered the GENIUS Act, establishing a landmark framework and clear rules of the road for payment stablecoins, and Treasury is moving quickly to implement that framework. @USTreasury welcomes input from stakeholders as we work to provide the regulatory…
— Treasury Secretary Scott Bessent (@SecScottBessent) August 17, 2026
A Europa já realizou esse experimento
Os EUA não são pioneiros. As regras europeias Markets in Crypto-Assets (MiCA) estabeleceram um modelo semelhante, cujo resultado já foi registrado.
A Binance informou usuários do continente em 3 de março de 2025 que oito tokens seriam removidos. O USDT também estava na lista. Os pares de margem foram retirados em 27 de março e convertidos automaticamente para USDC.
Os pares à vista foram ajustados em 31 de março. No comunicado, a Binance recomendou o USDC aos usuários.
Esse é o cenário que o ato GENIUS prepara agora para os EUA, porém com base bem mais ampla.
6 altcoins que podem ganhar com a proposta
As stablecoins concentram cerca de US$ 300 bilhões em todas as chains, segundo dados da DefiLlama.
Valor total de mercado das stablecoins. Fonte: DefiLlama
O ranking abaixo utiliza um critério: a fatia do suprimento de stablecoin em cada chain já sob responsabilidade de um emissor licenciado.
Hyperliquid (HYPE)
A Hyperliquid comporta US$ 6,18 bilhões em stablecoins. O USD Coin (USDC), da Circle, representa 97,8% desse total. Nenhuma grande chain depende tanto de apenas um emissor licenciado. O HYPE é negociado a US$ 59,34, alta de 3,9%. É também a única altcoin deste grupo com rendimento positivo em 12 meses, em 26,3%.
Arbitrum (ARB)
O USDC responde por 63,5% da base de US$ 3,5 bilhões em stablecoins da Arbitrum. Tokens emitidos fora do país enfrentam critérios mais rígidos, e por isso essa distribuição é favorável. O ARB é cotado a US$ 0,0749, valorização de 1,2%.
Polygon (POL)
A Polygon detém US$ 3,03 bilhões em stablecoins, com o USDC respondendo por 53,3%. Assim, a maioria desse saldo já está sob um emissor autorizado. O POL registrou US$ 0,0781, após avanço de 3,8%.
Solana (SOL)
A Solana é a terceira maior entre as chains, com base de US$ 15,33 bilhões. O USDC lidera com 43,5%, à frente do Tether (USDT). O SOL é negociado a US$ 75,84, alta de 0,9%.
Ethereum (ETH)
O Ethereum concentra US$ 146,57 bilhões em stablecoins, quase metade do total global. No entanto, o USDT representa 50,4% desse volume. O restante, cerca de US$ 73 bilhões, constitui o maior conjunto de stablecoins não vinculadas à Tether no mercado. Enquanto isso, o preço do Ethereum próximo de US$ 1.900 mostra alta de 1,4%, atingindo US$ 1.904,24.
XRP
A Ripple emite o Ripple USD (RLUSD) e detém uma das licenças condicionais. Mais de meio bilhão de dólares do RLUSD migraram para o XRPL. Essa rede superou o Ethereum como principal plataforma de liquidação do RLUSD em junho. O XRP é negociado a US$ 1,002, com variação positiva de 0,3%.
6 altcoins que podem se beneficiar das novas regras de stablecoin do Tesouro
A Tron aposta na direção oposta
A Tron reúne US$ 92,04 bilhões em stablecoins, atrás apenas do Ethereum. O USDT responde por 97,9% desse volume. Sendo assim, essa chain quase não conta com alternativas licenciadas.
O BeInCrypto informou em março que o saldo de USDT na Tron ultrapassou o do Ethereum. O TRX é negociado a US$ 0,3313, com leve alta de 0,1%.
A Tether, no entanto, segue atuante. A empresa lançou o token dos EUA chamado USAT em janeiro, por meio do Anchorage Digital Bank. Segundo a Tether, o USDT caminha para atender os requisitos da GENIUS Act.
Nenhuma dessas mudanças garante uma alta. Todas as altcoins relacionadas, exceto a HYPE, caíram de 58% a 86% no último ano. Os movimentos de segunda-feira também ficaram abaixo de 4%. O período para envio de comentários encerra 60 dias após a publicação no Federal Register. É nesse processo que a disputa principal se dá.
O artigo 6 altcoins que podem se beneficiar das novas regras de stablecoins do Tesouro dos EUA foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Zoomex lança segunda rodada da competição Stock Perpetuals: ampliando derivativos cross-asset par...A Zoomex, uma exchange global de derivativos de cripto, anunciou hoje oficialmente o início da aguardada Stock Perpetuals Competition Round 2. Desenvolvida para aproximar o mercado financeiro tradicional (TradFi) e os derivativos cripto do universo Web3, a competição destaca a infraestrutura robusta de derivativos da Zoomex e oferece a investidores de todo o mundo acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana, a contratos perpétuos de ações norte-americanas altamente procuradas, com uma premiação progressiva e níveis de recompensas interativos. Com o aumento da volatilidade global, investidores individuais e institucionais vêm buscando mecanismos de proteção de risco fora do horário convencional do mercado. A Zoomex responde a essa demanda por meio de seu motor proprietário de derivativos, permitindo a negociação de contratos perpétuos sobre principais ações dos Estados Unidos – incluindo Nvidia (NVDA), Apple (AAPL) e Tesla (TSLA)—utilizando USDT como margem. A plataforma elimina a burocracia de cadastro de corretoras tradicionais, oferece alavancagem de até 25x e permite negociações nas duas direções (compra/venda) sem interrupção por fechamento de mercado. Visão executiva: redefinindo a negociação multiactivos Comentando a visão estratégica da competição, o Chief Brand Officer da Zoomex afirmou: “… Na Zoomex, a negociação de derivativos não é apenas uma função — é nossa identidade central e base estrutural. O mercado acionário tradicional ainda é limitado por horários restritos, longos ciclos de liquidação e controles de capital fiat entre fronteiras. Ao integrar ações dos Estados Unidos ao nosso motor de correspondência de derivativos de alta performance, entregamos execução contínua 24 horas por dia, 7 dias por semana, liquidez profunda e ancoragem de preços em padrão institucional.” “… A Stock Competition Round 2 funciona tanto como uma arena competitiva para os principais investidores de derivativos quanto como uma vitrine ao vivo da capacidade de correspondência da Zoomex e do gerenciamento de risco contra deslizes nas liquidações. Estamos comprometidos em estabelecer a plataforma de derivativos multiactivos mais confiável do setor de ativos digitais.” Derivativos padrão institucional: pilares do produto A linha de produtos Stock Perpetuals da Zoomex foi desenhada especialmente para estratégias profissionais, oferecendo vantagens competitivas distintas: Acesso ao mercado ininterrupto 24/7: Dispensa as restrições de horário das bolsas dos Estados Unidos, permitindo gerenciamento de risco em tempo real e ajustes de posição diante de eventos macroeconômicos globais. Liquidação unificada com USDT: Elimina barreiras cambiais e atrasos em remessas internacionais ao permitir aporte diretamente via USDT tanto para abertura, manutenção quanto liquidação de posições em ações. Motor de alta concorrência e sistema oracle anti-wick: Alimentado pelo motor proprietário da Zoomex capaz de processar grande volume mesmo em alta volatilidade, com precificação por múltiplos oracles para prevenir manipulação de preços e liquidações injustas. Alavancagem flexível e exposição bidirecional: Suporta até 25x de alavancagem customizável, permitindo estratégias complexas de compra e venda ao longo de diferentes ciclos do mercado com máxima eficiência de capital. Stock Competition Round 2: principais mecânicas do evento Premiação dinâmica: Escala proporcionalmente conforme o número de participantes e o volume total negociado, recompensando tanto o Retorno sobre Investimento (ROI) quanto o volume operado. “Blind Boxes” por volume de negociação: Ao atingir marcos de volume operado, participantes desbloqueiam prêmios instantâneos em USDT, vouchers de desconto em taxas e bônus de crédito. Ranking transparente: Atualizado em tempo real a cada 5 minutos, com acompanhamento de PnL totalmente auditado para garantir integridade na competição. Sobre a Zoomex Fundada em 2021, a Zoomex é uma plataforma global de negociação de cripto que busca entregar uma experiência diferenciada em derivativos, atendendo mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões. Pensada para investidores que valorizam agilidade, clareza e controle, a Zoomex integra execução de alta performance, rastreamento intuitivo de ativos e transparência na estrutura de taxas. Com estrutura de confiança robusta — incluindo auditorias de segurança Hacken, prova de reservas e rigorosos padrões de compliance —, a Zoomex proporciona um ecossistema de negociação mais seguro, eficiente e inteligente. Além do ambiente de negociação, a Zoomex reforça sua presença por meio de parcerias de destaque com a equipe Haas F1, o goleiro campeão mundial Emiliano Martínez e importantes torneios de tênis. Ao trazer para os derivativos de cripto a rapidez, precisão, disciplina e o compromisso com a justiça presentes nos esportes de elite, a Zoomex busca alinhar sua visão a cada operação realizada na plataforma. Na Zoomex: Negociação simplificada. Fundos com total transparência. Lucros acessíveis. O artigo Zoomex lança segunda rodada da competição Stock Perpetuals: ampliando derivativos cross-asset para traders globais foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Zoomex lança segunda rodada da competição Stock Perpetuals: ampliando derivativos cross-asset par...

A Zoomex, uma exchange global de derivativos de cripto, anunciou hoje oficialmente o início da aguardada Stock Perpetuals Competition Round 2. Desenvolvida para aproximar o mercado financeiro tradicional (TradFi) e os derivativos cripto do universo Web3, a competição destaca a infraestrutura robusta de derivativos da Zoomex e oferece a investidores de todo o mundo acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana, a contratos perpétuos de ações norte-americanas altamente procuradas, com uma premiação progressiva e níveis de recompensas interativos.
Com o aumento da volatilidade global, investidores individuais e institucionais vêm buscando mecanismos de proteção de risco fora do horário convencional do mercado. A Zoomex responde a essa demanda por meio de seu motor proprietário de derivativos, permitindo a negociação de contratos perpétuos sobre principais ações dos Estados Unidos – incluindo Nvidia (NVDA), Apple (AAPL) e Tesla (TSLA)—utilizando USDT como margem. A plataforma elimina a burocracia de cadastro de corretoras tradicionais, oferece alavancagem de até 25x e permite negociações nas duas direções (compra/venda) sem interrupção por fechamento de mercado.
Visão executiva: redefinindo a negociação multiactivos
Comentando a visão estratégica da competição, o Chief Brand Officer da Zoomex afirmou:
“… Na Zoomex, a negociação de derivativos não é apenas uma função — é nossa identidade central e base estrutural. O mercado acionário tradicional ainda é limitado por horários restritos, longos ciclos de liquidação e controles de capital fiat entre fronteiras. Ao integrar ações dos Estados Unidos ao nosso motor de correspondência de derivativos de alta performance, entregamos execução contínua 24 horas por dia, 7 dias por semana, liquidez profunda e ancoragem de preços em padrão institucional.”
“… A Stock Competition Round 2 funciona tanto como uma arena competitiva para os principais investidores de derivativos quanto como uma vitrine ao vivo da capacidade de correspondência da Zoomex e do gerenciamento de risco contra deslizes nas liquidações. Estamos comprometidos em estabelecer a plataforma de derivativos multiactivos mais confiável do setor de ativos digitais.”
Derivativos padrão institucional: pilares do produto
A linha de produtos Stock Perpetuals da Zoomex foi desenhada especialmente para estratégias profissionais, oferecendo vantagens competitivas distintas:
Acesso ao mercado ininterrupto 24/7: Dispensa as restrições de horário das bolsas dos Estados Unidos, permitindo gerenciamento de risco em tempo real e ajustes de posição diante de eventos macroeconômicos globais.
Liquidação unificada com USDT: Elimina barreiras cambiais e atrasos em remessas internacionais ao permitir aporte diretamente via USDT tanto para abertura, manutenção quanto liquidação de posições em ações.
Motor de alta concorrência e sistema oracle anti-wick: Alimentado pelo motor proprietário da Zoomex capaz de processar grande volume mesmo em alta volatilidade, com precificação por múltiplos oracles para prevenir manipulação de preços e liquidações injustas.
Alavancagem flexível e exposição bidirecional: Suporta até 25x de alavancagem customizável, permitindo estratégias complexas de compra e venda ao longo de diferentes ciclos do mercado com máxima eficiência de capital.
Stock Competition Round 2: principais mecânicas do evento
Premiação dinâmica: Escala proporcionalmente conforme o número de participantes e o volume total negociado, recompensando tanto o Retorno sobre Investimento (ROI) quanto o volume operado.
“Blind Boxes” por volume de negociação: Ao atingir marcos de volume operado, participantes desbloqueiam prêmios instantâneos em USDT, vouchers de desconto em taxas e bônus de crédito.
Ranking transparente: Atualizado em tempo real a cada 5 minutos, com acompanhamento de PnL totalmente auditado para garantir integridade na competição.
Sobre a Zoomex
Fundada em 2021, a Zoomex é uma plataforma global de negociação de cripto que busca entregar uma experiência diferenciada em derivativos, atendendo mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões. Pensada para investidores que valorizam agilidade, clareza e controle, a Zoomex integra execução de alta performance, rastreamento intuitivo de ativos e transparência na estrutura de taxas. Com estrutura de confiança robusta — incluindo auditorias de segurança Hacken, prova de reservas e rigorosos padrões de compliance —, a Zoomex proporciona um ecossistema de negociação mais seguro, eficiente e inteligente.
Além do ambiente de negociação, a Zoomex reforça sua presença por meio de parcerias de destaque com a equipe Haas F1, o goleiro campeão mundial Emiliano Martínez e importantes torneios de tênis. Ao trazer para os derivativos de cripto a rapidez, precisão, disciplina e o compromisso com a justiça presentes nos esportes de elite, a Zoomex busca alinhar sua visão a cada operação realizada na plataforma.
Na Zoomex: Negociação simplificada. Fundos com total transparência. Lucros acessíveis.
O artigo Zoomex lança segunda rodada da competição Stock Perpetuals: ampliando derivativos cross-asset para traders globais foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Audiência de falência da FTX chega à disputa finalPerdeu um formulário, perdeu seu dinheiro. Essa é a lição do processo de falência da FTX e ela fundamenta a única disputa marcada para 19 de agosto. Uma agenda judicial apresentada na segunda-feira mantém apenas um pedido de cliente perante a juíza-chefe Karen B. Owens. O requerente Daizhuo Chen solicita uma segunda chance para um prazo de verificação que deixou escapar. Audiência de falência da FTX de SBF chega à última disputa O que resta na pauta de falência da FTX Chen apresentou seu pedido em 27 de março. Ele solicita que Owens reverta sua recusa em permitir que ele conclua as verificações fora do prazo. Ele menciona as Regras Federais de Processo Civil 59(e) e 60(b)(2). Essas normas permitem que um juiz reabra uma decisão quando surgem novas evidências. Owens não declarou que isso ocorreu neste caso. A linha do tempo é rígida e bem documentada. A FTX orientou os clientes a iniciarem o processo de verificação até 1º de março de 2025 e finalizarem até 1º de junho de 2025. Ambos os prazos se encerraram às 17h, horário de Brasília. O FTX Recovery Trust, entidade responsável pelo encerramento da massa falida, apresentou novo recurso em 16 de julho. Já contestou pedidos semelhantes anteriormente. Chen não é o único. A D1 Ventures tenta recuperar US$ 251 mil em USDC e USDT desde dezembro de 2022. O Trust afirma que essa conta também não finalizou a verificação. Esse processo foi adiado novamente sem novo agendamento. Outros dois processos também foram postergados e seguem em aberto. A Ernst & Young enviou uma solicitação final de honorários. Os advogados apresentarão as ordens sem necessidade de debate, mais um sinal de que a massa está próxima do encerramento. Por que perder o prazo do KYC pode custar tudo a um credor? A verificação é o requisito para receber pagamentos. Requerentes precisam se submeter a checagens know your customer (KYC), enviar formulários fiscais e se cadastrar em BitGo, Kraken ou Payoneer. Se algum passo for ignorado, o dinheiro segue para os demais. O Trust informou que centenas de milhares de reivindicações de clientes já foram descartadas por não cumprir essas exigências. A diferença entre os grupos afetados é expressiva. Credores que concluíram toda a documentação já recuperaram seus créditos integrais, e algumas categorias receberam ainda mais. Reivindicações de conveniência, 120% recuperado Reivindicações de clientes dos EUA, 100% Reivindicações gerais sem garantia, 100% Reivindicações de clientes Dotcom, 96% Esses valores abrangem quatro rodadas de pagamentos até 31 de março, que distribuíram cerca de US$ 2,2 bilhões. Aproximadamente US$ 900 milhões foram transferidos em 31 de julho, na menor distribuição já realizada pela FTX. Recursos ainda são reservados para disputas judiciais. O Trust solicitou diminuir essa reserva em US$ 600 milhões, de US$ 2,4 bilhões para US$ 1,8 bilhão. Assim, o argumento de Owens pode ter impacto para além do caso de Chen. Todos os clientes excluídos por questões documentais vão analisar essa decisão em busca de uma nova chance. Sam Bankman-Fried não tem participação nessas deliberações. Sua condenação e sentença de 25 anos foram mantidas em junho. O mandado do recurso expedido em agosto encerrou o processo no Segundo Circuito. A audiência será iniciada às 10h30, horário de Brasília, na quarta-feira, via Zoom. Owens deverá se pronunciar imediatamente. Sua decisão indicará a todos os que perderam o prazo se ainda há possibilidades de recurso. O artigo Audiência de falência da FTX chega à disputa final foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Audiência de falência da FTX chega à disputa final

Perdeu um formulário, perdeu seu dinheiro. Essa é a lição do processo de falência da FTX e ela fundamenta a única disputa marcada para 19 de agosto.
Uma agenda judicial apresentada na segunda-feira mantém apenas um pedido de cliente perante a juíza-chefe Karen B. Owens. O requerente Daizhuo Chen solicita uma segunda chance para um prazo de verificação que deixou escapar.
Audiência de falência da FTX de SBF chega à última disputa
O que resta na pauta de falência da FTX
Chen apresentou seu pedido em 27 de março. Ele solicita que Owens reverta sua recusa em permitir que ele conclua as verificações fora do prazo.
Ele menciona as Regras Federais de Processo Civil 59(e) e 60(b)(2). Essas normas permitem que um juiz reabra uma decisão quando surgem novas evidências. Owens não declarou que isso ocorreu neste caso.
A linha do tempo é rígida e bem documentada. A FTX orientou os clientes a iniciarem o processo de verificação até 1º de março de 2025 e finalizarem até 1º de junho de 2025. Ambos os prazos se encerraram às 17h, horário de Brasília.
O FTX Recovery Trust, entidade responsável pelo encerramento da massa falida, apresentou novo recurso em 16 de julho. Já contestou pedidos semelhantes anteriormente.
Chen não é o único. A D1 Ventures tenta recuperar US$ 251 mil em USDC e USDT desde dezembro de 2022. O Trust afirma que essa conta também não finalizou a verificação.
Esse processo foi adiado novamente sem novo agendamento. Outros dois processos também foram postergados e seguem em aberto.
A Ernst & Young enviou uma solicitação final de honorários. Os advogados apresentarão as ordens sem necessidade de debate, mais um sinal de que a massa está próxima do encerramento.
Por que perder o prazo do KYC pode custar tudo a um credor?
A verificação é o requisito para receber pagamentos. Requerentes precisam se submeter a checagens know your customer (KYC), enviar formulários fiscais e se cadastrar em BitGo, Kraken ou Payoneer.
Se algum passo for ignorado, o dinheiro segue para os demais. O Trust informou que centenas de milhares de reivindicações de clientes já foram descartadas por não cumprir essas exigências.
A diferença entre os grupos afetados é expressiva. Credores que concluíram toda a documentação já recuperaram seus créditos integrais, e algumas categorias receberam ainda mais.
Reivindicações de conveniência, 120% recuperado
Reivindicações de clientes dos EUA, 100%
Reivindicações gerais sem garantia, 100%
Reivindicações de clientes Dotcom, 96%
Esses valores abrangem quatro rodadas de pagamentos até 31 de março, que distribuíram cerca de US$ 2,2 bilhões. Aproximadamente US$ 900 milhões foram transferidos em 31 de julho, na menor distribuição já realizada pela FTX.
Recursos ainda são reservados para disputas judiciais. O Trust solicitou diminuir essa reserva em US$ 600 milhões, de US$ 2,4 bilhões para US$ 1,8 bilhão.
Assim, o argumento de Owens pode ter impacto para além do caso de Chen. Todos os clientes excluídos por questões documentais vão analisar essa decisão em busca de uma nova chance.
Sam Bankman-Fried não tem participação nessas deliberações. Sua condenação e sentença de 25 anos foram mantidas em junho. O mandado do recurso expedido em agosto encerrou o processo no Segundo Circuito.
A audiência será iniciada às 10h30, horário de Brasília, na quarta-feira, via Zoom. Owens deverá se pronunciar imediatamente. Sua decisão indicará a todos os que perderam o prazo se ainda há possibilidades de recurso.
O artigo Audiência de falência da FTX chega à disputa final foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Por que o XRP não consegue manter US$ 1? Dados da Binance mostram o motivoOs posicionamentos em curto contra o XRP estão aumentando na Binance, enquanto os depósitos de grandes investidores na exchange caíram para o menor nível em quatro anos. A combinação resulta em apostas pessimistas concentradas e uma oferta de venda cada vez mais escassa no mercado. Interesse aberto do XRP se recupera após contração de julho O interesse aberto do XRP na Binance subiu de aproximadamente US$ 181 milhões em 3 de agosto para US$ 232,7 milhões em 17 de agosto, segundo o analista Amr Taha. Isso representa um avanço de 28,6% em duas semanas e o maior patamar desde junho de 2026. A recuperação reverte uma forte redução anterior. O interesse aberto na Binance chegou ao menor nível em três meses em julho, e a variação em sete dias ficou próxima de US$ 40 milhões negativos em 29 de julho. Desde então, esse valor se inverteu para US$ 38,9 milhões positivos. No entanto, o cenário favorece os vendedores. O Volume Delta Acumulado (CVD) perpétuo da Binance caiu para negativos US$ 463,2 milhões, mostrando que a atuação da ponta vendedora continuou dominante mesmo com as posições em expansão. “… A combinação de interesse aberto em alta e CVD perpétuo em queda indica a abertura de novas posições pessimistas, e não apenas o encerramento de posições compradas já existentes”, afirmou o analista. CVD do XRP na Binance. Fonte: CryptoQuant/Amr Taha Os mercados à vista seguem a mesma direção. O CVD estimado do mercado spot em todas as exchanges saiu de cerca de US$ 153 milhões positivos em 3 de agosto para US$ 231,8 milhões negativos, uma mudança de quase US$ 385 milhões para o saldo líquido vendedor. “… Essa combinação indica que o posicionamento pessimista se intensificou em diversas camadas do mercado”, acrescentou Taha. Depósitos de grandes investidores desabam enquanto sentimento chega ao fundo A oferta que alimenta as vendas está cada vez menor. A entrada de grandes investidores na Binance caiu para US$ 61 milhões na média de três meses, o menor nível desde 2021, segundo o analista Darkfost. Para efeito de comparação, esses fluxos chegaram a US$ 456 milhões em janeiro de 2025 e US$ 355 milhões em outubro. Os fluxos líquidos seguem positivos em aproximadamente US$ 18,8 milhões, indicando que ainda há mais depósitos do que saques. “… Este é um padrão observado em todo o mercado, onde há queda nos volumes e entradas, indicando sinais de exaustão por parte dos vendedores, enquanto a demanda ainda não compensou”, disse Darkfost. O sentimento, por sua vez, chegou a um extremo. A empresa de análise Santiment registrou comentários pessimistas no maior nível em três meses nas redes X, Reddit e Telegram. Por outro lado, a atividade on-chain avançou, com 49.929 endereços ativos em um período de 24 horas, o número mais elevado em mais de dois meses. “… Com alta atividade on-chain, este é o contrassinal buscado pelos otimistas. O medo está evidente. A participação cresce. Se o XRP mantiver estrutura e a demanda retornar, o pessimismo de hoje pode se transformar em uma narrativa de entrada descontada amanhã”, pontuou a Santiment. Desempenho do preço do XRP. Fonte: BeInCrypto Markets Sinais opostos surgem enquanto o XRP enfrenta dificuldades para se manter na faixa de US$ 1. No momento desta reportagem, a altcoin era negociada a US$ 0,998, queda de 0,4% no dia. O artigo Por que o XRP não consegue manter US$ 1? Dados da Binance mostram o motivo foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Por que o XRP não consegue manter US$ 1? Dados da Binance mostram o motivo

Os posicionamentos em curto contra o XRP estão aumentando na Binance, enquanto os depósitos de grandes investidores na exchange caíram para o menor nível em quatro anos.
A combinação resulta em apostas pessimistas concentradas e uma oferta de venda cada vez mais escassa no mercado.
Interesse aberto do XRP se recupera após contração de julho
O interesse aberto do XRP na Binance subiu de aproximadamente US$ 181 milhões em 3 de agosto para US$ 232,7 milhões em 17 de agosto, segundo o analista Amr Taha. Isso representa um avanço de 28,6% em duas semanas e o maior patamar desde junho de 2026.
A recuperação reverte uma forte redução anterior. O interesse aberto na Binance chegou ao menor nível em três meses em julho, e a variação em sete dias ficou próxima de US$ 40 milhões negativos em 29 de julho. Desde então, esse valor se inverteu para US$ 38,9 milhões positivos.
No entanto, o cenário favorece os vendedores. O Volume Delta Acumulado (CVD) perpétuo da Binance caiu para negativos US$ 463,2 milhões, mostrando que a atuação da ponta vendedora continuou dominante mesmo com as posições em expansão.
“… A combinação de interesse aberto em alta e CVD perpétuo em queda indica a abertura de novas posições pessimistas, e não apenas o encerramento de posições compradas já existentes”, afirmou o analista.
CVD do XRP na Binance. Fonte: CryptoQuant/Amr Taha
Os mercados à vista seguem a mesma direção. O CVD estimado do mercado spot em todas as exchanges saiu de cerca de US$ 153 milhões positivos em 3 de agosto para US$ 231,8 milhões negativos, uma mudança de quase US$ 385 milhões para o saldo líquido vendedor.
“… Essa combinação indica que o posicionamento pessimista se intensificou em diversas camadas do mercado”, acrescentou Taha.
Depósitos de grandes investidores desabam enquanto sentimento chega ao fundo
A oferta que alimenta as vendas está cada vez menor. A entrada de grandes investidores na Binance caiu para US$ 61 milhões na média de três meses, o menor nível desde 2021, segundo o analista Darkfost.
Para efeito de comparação, esses fluxos chegaram a US$ 456 milhões em janeiro de 2025 e US$ 355 milhões em outubro. Os fluxos líquidos seguem positivos em aproximadamente US$ 18,8 milhões, indicando que ainda há mais depósitos do que saques.
“… Este é um padrão observado em todo o mercado, onde há queda nos volumes e entradas, indicando sinais de exaustão por parte dos vendedores, enquanto a demanda ainda não compensou”, disse Darkfost.
O sentimento, por sua vez, chegou a um extremo. A empresa de análise Santiment registrou comentários pessimistas no maior nível em três meses nas redes X, Reddit e Telegram. Por outro lado, a atividade on-chain avançou, com 49.929 endereços ativos em um período de 24 horas, o número mais elevado em mais de dois meses.
“… Com alta atividade on-chain, este é o contrassinal buscado pelos otimistas. O medo está evidente. A participação cresce. Se o XRP mantiver estrutura e a demanda retornar, o pessimismo de hoje pode se transformar em uma narrativa de entrada descontada amanhã”, pontuou a Santiment.
Desempenho do preço do XRP. Fonte: BeInCrypto Markets
Sinais opostos surgem enquanto o XRP enfrenta dificuldades para se manter na faixa de US$ 1. No momento desta reportagem, a altcoin era negociada a US$ 0,998, queda de 0,4% no dia.
O artigo Por que o XRP não consegue manter US$ 1? Dados da Binance mostram o motivo foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
3 desbloqueios de tokens para acompanhar na terceira semana de agosto de 2026O mercado cripto receberá tokens avaliados em mais de US$ 556,7 milhões na terceira semana de agosto de 2026. Grandes projetos, incluindo a LayerZero (ZRO), a KAITO (KAITO) e a Soon (SOON), vão liberar novas quantias expressivas de tokens. Essas liberações podem aumentar a volatilidade do mercado e impactar os preços no curto prazo. Veja a seguir um detalhamento do que acompanhar. 1. LayerZero (ZRO) Data da liberação: 20 de agosto Quantidade de tokens a liberar: 25,71 milhões de ZRO Oferta em circulação: 584,2 milhões de ZRO Oferta total: 1 bilhão de ZRO A LayerZero é um protocolo de interoperabilidade que conecta diferentes blockchains. O principal objetivo é facilitar a comunicação entre redes. Dessa forma, permite que aplicações descentralizadas (dApps) interajam por várias blockchains sem depender de modelos tradicionais de bridges. A equipe irá liberar 25,71 milhões de tokens em 20 de agosto, o que corresponde a 4,4% da oferta já disponibilizada. Além disso, essa quantia vale cerca de US$ 19,39 milhões. Liberação do token ZRO em agosto. Fonte: Tokenomist A LayerZero destinará 13,42 milhões de altcoins para parceiros estratégicos. Colaboradores principais receberão 10,63 milhões de ZRO. Por fim, 1,67 milhão de ZRO será referente a tokens recomprados pela própria equipe. 2. Kaito (KAITO) Data da liberação: 20 de agosto Quantidade de tokens a liberar: 32,6 milhões de KAITO Oferta em circulação: 427,07 milhões de KAITO Oferta total: 1 bilhão de KAITO A Kaito é uma plataforma Web3 de informações baseada em inteligência artificial (IA) que agrupa e analisa dados do mercado cripto de fontes como redes sociais, fóruns de governança, notícias e mais. O token KAITO atua como meio de troca, ferramenta de governança e mecanismo de incentivos dentro do ecossistema. Em 20 de agosto, a equipe irá liberar 32,6 milhões de tokens, o que corresponde a 7,63% da oferta já em circulação. O lote está avaliado em aproximadamente US$ 11,48 milhões. Liberação do token KAITO em agosto. Fonte: Tokenomist A fundação vai receber 1,19 milhão de tokens. Investidores iniciais terão 2,31 milhões de KAITO. No mesmo período, contribuições fundamentais recebem 6,94 milhões de tokens. A equipe destinará 7,16 milhões de KAITO para crescimento do ecossistema e da rede. Por fim, a Kaito reservou 15 milhões de tokens para incentivos a criadores de longo prazo. 3. Soon (SOON) Data da liberação: 23 de agosto Quantidade de tokens a liberar: 20,24 milhões de SOON Oferta em circulação: 538,4 milhões Oferta total: 1 bilhão (Y2035) A SOON é um rollup de Solana Virtual Machine (SVM) de alta performance, criado para implementar a Super Adoption Stack. Essa estrutura conta com três componentes principais: SOON Mainnet, SOON Stack e InterSOON. A rede vai liberar 20,24 milhões de tokens estimados em US$ 3,85 milhões. O volume liberado representa 3,76% da oferta atualmente em circulação. Liberação do token SOON em agosto. Fonte: Tokenomist A rede vai direcionar 6,67 milhões de tokens para o SOON Squad. A equipe também concederá 4,17 milhões de moedas para o ecossistema e 2,78 milhões de SOON para a própria equipe e co-construtores. Além disso, serão alocados 2,22 milhões de tokens tanto para o SOON Pill quanto para incentivos comunitários para futuros produtos. O restante inclui 1,67 milhão de SOON para a fundação e tesouraria, além de 520.830 tokens para airdrop e liquidez. Além dessas liberações, outras liberações expressivas que investidores devem observar na terceira semana de agosto incluem a MBG do Multibank Group (MBG), a ZKsync (ZK), a Solv Protocol (SOLV) e outras, que vão contribuir para o volume total distribuído no mercado. O artigo 3 desbloqueios de tokens para acompanhar na terceira semana de agosto de 2026 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

3 desbloqueios de tokens para acompanhar na terceira semana de agosto de 2026

O mercado cripto receberá tokens avaliados em mais de US$ 556,7 milhões na terceira semana de agosto de 2026. Grandes projetos, incluindo a LayerZero (ZRO), a KAITO (KAITO) e a Soon (SOON), vão liberar novas quantias expressivas de tokens.
Essas liberações podem aumentar a volatilidade do mercado e impactar os preços no curto prazo. Veja a seguir um detalhamento do que acompanhar.
1. LayerZero (ZRO)
Data da liberação: 20 de agosto
Quantidade de tokens a liberar: 25,71 milhões de ZRO
Oferta em circulação: 584,2 milhões de ZRO
Oferta total: 1 bilhão de ZRO
A LayerZero é um protocolo de interoperabilidade que conecta diferentes blockchains. O principal objetivo é facilitar a comunicação entre redes. Dessa forma, permite que aplicações descentralizadas (dApps) interajam por várias blockchains sem depender de modelos tradicionais de bridges.
A equipe irá liberar 25,71 milhões de tokens em 20 de agosto, o que corresponde a 4,4% da oferta já disponibilizada. Além disso, essa quantia vale cerca de US$ 19,39 milhões.
Liberação do token ZRO em agosto. Fonte: Tokenomist
A LayerZero destinará 13,42 milhões de altcoins para parceiros estratégicos. Colaboradores principais receberão 10,63 milhões de ZRO. Por fim, 1,67 milhão de ZRO será referente a tokens recomprados pela própria equipe.
2. Kaito (KAITO)
Data da liberação: 20 de agosto
Quantidade de tokens a liberar: 32,6 milhões de KAITO
Oferta em circulação: 427,07 milhões de KAITO
Oferta total: 1 bilhão de KAITO
A Kaito é uma plataforma Web3 de informações baseada em inteligência artificial (IA) que agrupa e analisa dados do mercado cripto de fontes como redes sociais, fóruns de governança, notícias e mais. O token KAITO atua como meio de troca, ferramenta de governança e mecanismo de incentivos dentro do ecossistema.
Em 20 de agosto, a equipe irá liberar 32,6 milhões de tokens, o que corresponde a 7,63% da oferta já em circulação. O lote está avaliado em aproximadamente US$ 11,48 milhões.
Liberação do token KAITO em agosto. Fonte: Tokenomist
A fundação vai receber 1,19 milhão de tokens. Investidores iniciais terão 2,31 milhões de KAITO. No mesmo período, contribuições fundamentais recebem 6,94 milhões de tokens.
A equipe destinará 7,16 milhões de KAITO para crescimento do ecossistema e da rede. Por fim, a Kaito reservou 15 milhões de tokens para incentivos a criadores de longo prazo.
3. Soon (SOON)
Data da liberação: 23 de agosto
Quantidade de tokens a liberar: 20,24 milhões de SOON
Oferta em circulação: 538,4 milhões
Oferta total: 1 bilhão (Y2035)
A SOON é um rollup de Solana Virtual Machine (SVM) de alta performance, criado para implementar a Super Adoption Stack. Essa estrutura conta com três componentes principais: SOON Mainnet, SOON Stack e InterSOON.
A rede vai liberar 20,24 milhões de tokens estimados em US$ 3,85 milhões. O volume liberado representa 3,76% da oferta atualmente em circulação.
Liberação do token SOON em agosto. Fonte: Tokenomist
A rede vai direcionar 6,67 milhões de tokens para o SOON Squad. A equipe também concederá 4,17 milhões de moedas para o ecossistema e 2,78 milhões de SOON para a própria equipe e co-construtores.
Além disso, serão alocados 2,22 milhões de tokens tanto para o SOON Pill quanto para incentivos comunitários para futuros produtos. O restante inclui 1,67 milhão de SOON para a fundação e tesouraria, além de 520.830 tokens para airdrop e liquidez.
Além dessas liberações, outras liberações expressivas que investidores devem observar na terceira semana de agosto incluem a MBG do Multibank Group (MBG), a ZKsync (ZK), a Solv Protocol (SOLV) e outras, que vão contribuir para o volume total distribuído no mercado.
O artigo 3 desbloqueios de tokens para acompanhar na terceira semana de agosto de 2026 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
A Binance pode voltar ao Reino Unido com nova licençaA Binance planeja solicitar uma licença da Financial Conduct Authority (FCA) no Reino Unido cinco anos após o órgão regulador impedir sua filial britânica de atuar em atividades reguladas. O The Telegraph divulgou o plano no sábado. O Reino Unido abre a janela de solicitações em 30 de setembro. Isso oferece à exchange uma via para voltar a operar em um mercado atualmente atendido do exterior. Oferta de licença da Binance na FCA enfrenta uma janela restrita A FCA publicou suas regras finais para cripto em 30 de junho. Três datas agora são relevantes. Solicitações abertas em 30 de setembro de 2026 Solicitações encerradas em 28 de fevereiro de 2027 O regime completo começa em 25 de outubro de 2027 As empresas não poderão migrar automaticamente para o novo sistema. Os antigos registros ligados à prevenção à lavagem de dinheiro não serão convertidos de forma automática. Cada plataforma terá que obter nova aprovação conforme o Financial Services and Markets Act 2000, legislação que rege o setor financeiro britânico. Esse acesso já foi restrito anteriormente. A FCA recebeu 273 solicitações de registro de empresas cripto entre janeiro de 2020 e maio de 2022. Apenas 35 foram aprovadas. Outras 139 companhias desistiram antes de qualquer decisão. Os requerentes também precisam de presença no Reino Unido. O órgão regulador permite que uma exchange estrangeira solicite por meio de uma filial britânica, mas esse caminho apresenta um detalhe importante. Solicitar via filial aciona uma análise completa, submetendo toda a operação internacional às normas britânicas. Para a Binance, esse é o principal desafio. Reguladores já questionam sua estrutura mundial há anos, não apenas a pequena subsidiária britânica. Espera-se um conselho local no Reino Unido como parte da resposta. Por que a proibição de 2021 ainda influencia a solicitação? O parecer da FCA de 25 de junho de 2021 ainda pesa sobre a companhia. “… Com base no engajamento da empresa até o momento, a FCA considera que a mesma não pode ser supervisionada de forma eficaz”, segundo comunicado da FCA, 25 de junho de 2021. A Binance Markets Limited devolveu suas autorizações no Reino Unido em maio de 2023. Atualmente, nenhuma subsidiária da Binance possui licença britânica, por isso o novo processo começa do zero. O alcance da operação reduziu ainda mais em outubro. A FCA aplicou restrições à Rebuildingsociety.com, pequena firma que aprovava os anúncios da Binance no Reino Unido. A Binance parou de aceitar novos usuários britânicos às 17h do dia 16 de outubro de 2023. Contas existentes seguiram negociando. O público britânico permaneceu ativo desde então. Um processo de US$ 200 milhões envolvendo perdas com negociações alavancadas ainda está em análise nos tribunais do Reino Unido. Histórico de conformidade será decisivo Washington definiu o parâmetro em novembro de 2023. A Binance se declarou culpada por violar leis de prevenção à lavagem de dinheiro e sanções econômicas, concordando em pagar mais de US$ 4,3 bilhões. O fundador Changpeng Zhao cumpriu quatro meses de prisão em 2024. Donald Trump o perdoou em outubro de 2025. Zhao depois declarou que subestimou conformidade e questões políticas ao estruturar a exchange. Acusações mais recentes também são apuradas. Relatórios americanos deste ano indicam que redes iranianas sancionadas movimentaram recursos pela plataforma. A Binance nega as alegações e já processou o Wall Street Journal por difamação. “… A Binance tem tolerância zero com violações de sanções ou atividades ilícitas. Rejeitamos qualquer sugestão de que a Binance teria permitido conscientemente o uso de sua plataforma por agentes sancionados”, declarou um porta-voz da Binance em comunicado ao The Telegraph Enquanto isso, a exchange reforça suas próprias restrições. Neste mês, bloqueou 11 outras plataformas para usuários europeus. Poucos operadores reagiram. Desempenho do preço do BNB. Fonte: BeInCrypto BNB, o token da BNB Chain, era negociado próximo a US$ 605 na segunda-feira, queda de 0,2% nas últimas 24 horas. O que acontece a seguir? A Binance não poderá atender clientes britânicos sob as novas regras até receber aprovação da FCA. Nenhuma autorização é esperada antes do início do regime completo em outubro de 2027. O potencial do mercado diminuiu nesse meio tempo. Pesquisa da FCA indicou que 8% dos adultos britânicos possuem cripto em 2025, contra 12% no ano anterior. Isso mostra que a solicitação é mais relevante que um mercado apenas. Se uma empresa classificada pela FCA como insupervisionável conseguir superar esse processo, toda concorrente saberá o real preço de entrada. O artigo A Binance pode voltar ao Reino Unido com nova licença foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

A Binance pode voltar ao Reino Unido com nova licença

A Binance planeja solicitar uma licença da Financial Conduct Authority (FCA) no Reino Unido cinco anos após o órgão regulador impedir sua filial britânica de atuar em atividades reguladas.
O The Telegraph divulgou o plano no sábado. O Reino Unido abre a janela de solicitações em 30 de setembro. Isso oferece à exchange uma via para voltar a operar em um mercado atualmente atendido do exterior.
Oferta de licença da Binance na FCA enfrenta uma janela restrita
A FCA publicou suas regras finais para cripto em 30 de junho. Três datas agora são relevantes.
Solicitações abertas em 30 de setembro de 2026
Solicitações encerradas em 28 de fevereiro de 2027
O regime completo começa em 25 de outubro de 2027
As empresas não poderão migrar automaticamente para o novo sistema. Os antigos registros ligados à prevenção à lavagem de dinheiro não serão convertidos de forma automática. Cada plataforma terá que obter nova aprovação conforme o Financial Services and Markets Act 2000, legislação que rege o setor financeiro britânico.
Esse acesso já foi restrito anteriormente. A FCA recebeu 273 solicitações de registro de empresas cripto entre janeiro de 2020 e maio de 2022. Apenas 35 foram aprovadas. Outras 139 companhias desistiram antes de qualquer decisão.
Os requerentes também precisam de presença no Reino Unido. O órgão regulador permite que uma exchange estrangeira solicite por meio de uma filial britânica, mas esse caminho apresenta um detalhe importante. Solicitar via filial aciona uma análise completa, submetendo toda a operação internacional às normas britânicas.
Para a Binance, esse é o principal desafio. Reguladores já questionam sua estrutura mundial há anos, não apenas a pequena subsidiária britânica. Espera-se um conselho local no Reino Unido como parte da resposta.
Por que a proibição de 2021 ainda influencia a solicitação?
O parecer da FCA de 25 de junho de 2021 ainda pesa sobre a companhia.
“… Com base no engajamento da empresa até o momento, a FCA considera que a mesma não pode ser supervisionada de forma eficaz”, segundo comunicado da FCA, 25 de junho de 2021.
A Binance Markets Limited devolveu suas autorizações no Reino Unido em maio de 2023. Atualmente, nenhuma subsidiária da Binance possui licença britânica, por isso o novo processo começa do zero.
O alcance da operação reduziu ainda mais em outubro. A FCA aplicou restrições à Rebuildingsociety.com, pequena firma que aprovava os anúncios da Binance no Reino Unido. A Binance parou de aceitar novos usuários britânicos às 17h do dia 16 de outubro de 2023. Contas existentes seguiram negociando.
O público britânico permaneceu ativo desde então. Um processo de US$ 200 milhões envolvendo perdas com negociações alavancadas ainda está em análise nos tribunais do Reino Unido.
Histórico de conformidade será decisivo
Washington definiu o parâmetro em novembro de 2023. A Binance se declarou culpada por violar leis de prevenção à lavagem de dinheiro e sanções econômicas, concordando em pagar mais de US$ 4,3 bilhões.
O fundador Changpeng Zhao cumpriu quatro meses de prisão em 2024. Donald Trump o perdoou em outubro de 2025. Zhao depois declarou que subestimou conformidade e questões políticas ao estruturar a exchange.
Acusações mais recentes também são apuradas. Relatórios americanos deste ano indicam que redes iranianas sancionadas movimentaram recursos pela plataforma. A Binance nega as alegações e já processou o Wall Street Journal por difamação.
“… A Binance tem tolerância zero com violações de sanções ou atividades ilícitas. Rejeitamos qualquer sugestão de que a Binance teria permitido conscientemente o uso de sua plataforma por agentes sancionados”, declarou um porta-voz da Binance em comunicado ao The Telegraph
Enquanto isso, a exchange reforça suas próprias restrições. Neste mês, bloqueou 11 outras plataformas para usuários europeus. Poucos operadores reagiram.
Desempenho do preço do BNB. Fonte: BeInCrypto
BNB, o token da BNB Chain, era negociado próximo a US$ 605 na segunda-feira, queda de 0,2% nas últimas 24 horas.
O que acontece a seguir?
A Binance não poderá atender clientes britânicos sob as novas regras até receber aprovação da FCA. Nenhuma autorização é esperada antes do início do regime completo em outubro de 2027.
O potencial do mercado diminuiu nesse meio tempo. Pesquisa da FCA indicou que 8% dos adultos britânicos possuem cripto em 2025, contra 12% no ano anterior.
Isso mostra que a solicitação é mais relevante que um mercado apenas. Se uma empresa classificada pela FCA como insupervisionável conseguir superar esse processo, toda concorrente saberá o real preço de entrada.
O artigo A Binance pode voltar ao Reino Unido com nova licença foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Por que a escassez de cobre pode beneficiar esta ação de mineração mais do que a Nvidia?Com um aperto de oferta impulsionado pela IA, a Freeport-McMoRan (FCX) se destaca entre as ações de cobre. A maior mineradora de cobre dos EUA é negociada próxima de US$ 66,50 após uma forte alta no acumulado do ano. O gráfico aponta para um padrão de continuação de alta que pode levar o papel até US$ 87, enquanto o mercado financeiro ainda classifica como forte compra. O pano de fundo está na demanda por IA, que precisa de muito mais cobre do que o mercado é capaz de fornecer. Desempenho do preço da Freeport no acumulado do ano: Yahoo Finance O que está impulsionando o aperto? O aperto é intenso e ocorre neste momento. O cobre atingiu uma máxima histórica na COMEX em 12 de agosto, enquanto o spread do contrato de curto prazo na London Metal Exchange saltou para um prêmio de US$ 370 por tonelada, o maior desde 2021, com os estoques em queda por 42 dias seguidos. The copper market is facing a severe supply squeeze: The LME’s front-month copper spread surged to a $370 per ton premium on Friday, the widest one-month spread since the 2021 supply squeeze. This means traders are paying a historic premium for copper available in the near term… pic.twitter.com/SzwIHGTKNp — The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) August 15, 2026 Do lado da demanda, entra a IA. Um único data center de IA de um gigawatt consome cerca de 50 mil toneladas de cobre, e a rede elétrica construída para abastecer esses data centers de IA exige ainda mais. Por isso, só os data centers devem adicionar centenas de milhares de toneladas de demanda adicional por ano. Quer mais análises como esta? Assine o boletim diário da Editora Harsh Notariya aqui. S&P Global e o International Copper Study Group apontam a IA e a eletrificação como fatores que empurram o mercado para um déficit estrutural e a mesma demanda crescente de cobre também avança sobre os ativos digitais. A disparada recente também tem relação com tarifas dos EUA e cortes em fundições na China. Assim, o cobre está escasso por motivos táticos neste momento e tende a ficar ainda mais restrito por uma razão estratégica. Este fator é a IA, e os produtores que detêm a oferta estão em posição de vantagem. Por que a Freeport lidera entre as ações de cobre? Entre as ações de cobre, a Freeport oferece a exposição mais direta à oferta em larga escala. É a principal produtora de cobre dos EUA, e seu lucro líquido no primeiro semestre subiu 65% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelas operações nacionais e pelo fortalecimento do metal. Newmont, Freeport-McMoRan, AngloGold Ashanti, and Coeur Mining have rotated through the list of highest dollar-volume gold and mining stocks for most of this week. Today's breakout above $4,200 gold and $62 silver gives all four a fresh catalyst. Newmont — the world's largest… — Mining Stocks Today (@MiningStocksHQ) August 6, 2026 As mineradoras também possuem alavancagem operacional, ou seja, um avanço de 10% no preço do cobre pode elevar ainda mais o lucro, já que os custos da mineração permanecem praticamente estáveis enquanto a receita aumenta. Por esse motivo, um aperto na oferta tende a beneficiar mais a mineradora do que a gigante de tecnologia que precisa comprar o metal. O que dizem os analistas sobre as ações da Freeport? O mercado financeiro mantém uma posição positiva. Dados do TipRanks mostram recomendação de forte compra, com 10 avaliações de compra e 3 de manutenção, sem indicações de venda, e um preço-alvo médio de 12 meses em US$ 75,33, cerca de 13% acima do valor atual, com projeção máxima de US$ 82. Wall Street sobre a Freeport: BeInCrypto Os movimentos recentes apontam tendência de alta, com o Barclays elevando o preço-alvo para US$ 82 e o Stifel para US$ 80 no fim de julho. Bill Peterson, do JPMorgan, um dos analistas mais reconhecidos na cobertura da ação, segue com recomendação de compra em US$ 77. Os investidores institucionais também reforçam o interesse. O ETF de mineradoras de cobre COPX quadruplicou seu patrimônio em seis meses devido ao forte volume de aportes, sinalizando concentração de recursos neste segmento. O dinheiro está migrando das big techs para as mineradoras? Esse cenário chama atenção para o momento. Em 4 de agosto, o cobre avançou diante de sinais de maior demanda da China e receio de escassez. Além disso, o ETF de cobre CPER registrou alta de cerca de 1,3%. Porém, as mineradoras apresentaram desempenho superior. A Southern Copper saltou 4,98% e a Freeport subiu 5,75% no mesmo dia. Migração do capital das big techs para as mineradoras: BeInCrypto O lado mais aquecido do mercado, por sua vez, começou a esfriar. Após liderar o segmento durante todo o ano, as fabricantes de semicondutores iniciaram um movimento de recuo em relação às suas máximas. A líder, Nvidia, passou a exibir sinais gráficos de baixa e chegou a ser ultrapassada pela AMD em fluxo de recursos. Além disso, em 14 de agosto, empresas do setor de chips puxaram o mercado para baixo, com a Broadcom registrando queda superior a 5%. Um indicador proprietário simples do BeInCrypto, que compara mineradoras de cobre contra grandes empresas de tecnologia, torna essa virada evidente. O índice atingiu o fundo na metade de julho, ultrapassou a linha de tendência e sinalizou rotação para mineração ao longo de agosto. Rotação mineradoras vs grandes empresas de tecnologia: TradingView No painel, setas verdes para cima indicam cada movimento para as mineradoras, enquanto setas vermelhas para baixo marcam a volta para tecnologia. Após meses de instabilidade predominante em vermelho, o sinal permaneceu verde neste período em que a pressão de oferta do cobre aumentou. Evolução mensal da FCX: Google Finance A Freeport acompanhou esse movimento, subindo mais de 10% no último mês. Em comparação, os contratos futuros de cobre avançaram apenas 6% no período. O que o gráfico da Freeport indica? A formação técnica reforça esse cenário. A Freeport avançou cerca de 27% entre o piso registrado em 17 de julho e o topo em 10 de agosto. Posteriormente, a ação entrou em uma consolidação descendente mais restrita. O volume de vendas agora diminui, o que se assemelha a uma estrutura clássica de bandeira de alta com mastro. Formação da Freeport: TradingView Um fechamento diário acima de US$ 68 confirmaria o rompimento e, a partir do alvo projetado, o mastro de aproximadamente 27% apontaria para US$ 87. O suporte está em US$ 65, enquanto uma queda abaixo de US$ 63 invalidaria a bandeira e poderia levar o papel para US$ 58. Análise de preço da Freeport: TradingView Visão do analista: O cenário para ações do setor de cobre permanece robusto, com a FCX recebendo aprovação do mercado financeiro. A recomendação de compra forte e a valorização esperada de cerca de 13% em relação ao preço-alvo médio respaldam essa posição. Porém, o valor de US$ 87 é visto como um alvo estendido no gráfico. Entre os riscos, parte da pressão de compras pode ser atribuída a investidores antecipando tarifas de cobre nos EUA. Trata-se de um mercado altamente cíclico e toda a tese depende da Freeport superar os US$ 68. Para quem avalia investir em ouro, prata ou cobre, o metal com o impulso mais visível de Inteligência artificial pode ser justamente aquele que já enfrenta restrição de oferta. Rompendo US$ 68, a mineração pode superar o setor de chips por um tempo. O artigo Por que a escassez de cobre pode beneficiar esta ação de mineração mais do que a Nvidia? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Por que a escassez de cobre pode beneficiar esta ação de mineração mais do que a Nvidia?

Com um aperto de oferta impulsionado pela IA, a Freeport-McMoRan (FCX) se destaca entre as ações de cobre.
A maior mineradora de cobre dos EUA é negociada próxima de US$ 66,50 após uma forte alta no acumulado do ano. O gráfico aponta para um padrão de continuação de alta que pode levar o papel até US$ 87, enquanto o mercado financeiro ainda classifica como forte compra. O pano de fundo está na demanda por IA, que precisa de muito mais cobre do que o mercado é capaz de fornecer.
Desempenho do preço da Freeport no acumulado do ano: Yahoo Finance
O que está impulsionando o aperto?
O aperto é intenso e ocorre neste momento. O cobre atingiu uma máxima histórica na COMEX em 12 de agosto, enquanto o spread do contrato de curto prazo na London Metal Exchange saltou para um prêmio de US$ 370 por tonelada, o maior desde 2021, com os estoques em queda por 42 dias seguidos.
The copper market is facing a severe supply squeeze:
The LME’s front-month copper spread surged to a $370 per ton premium on Friday, the widest one-month spread since the 2021 supply squeeze.
This means traders are paying a historic premium for copper available in the near term… pic.twitter.com/SzwIHGTKNp
— The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) August 15, 2026
Do lado da demanda, entra a IA. Um único data center de IA de um gigawatt consome cerca de 50 mil toneladas de cobre, e a rede elétrica construída para abastecer esses data centers de IA exige ainda mais. Por isso, só os data centers devem adicionar centenas de milhares de toneladas de demanda adicional por ano.
Quer mais análises como esta? Assine o boletim diário da Editora Harsh Notariya aqui.
S&P Global e o International Copper Study Group apontam a IA e a eletrificação como fatores que empurram o mercado para um déficit estrutural e a mesma demanda crescente de cobre também avança sobre os ativos digitais. A disparada recente também tem relação com tarifas dos EUA e cortes em fundições na China. Assim, o cobre está escasso por motivos táticos neste momento e tende a ficar ainda mais restrito por uma razão estratégica. Este fator é a IA, e os produtores que detêm a oferta estão em posição de vantagem.
Por que a Freeport lidera entre as ações de cobre?
Entre as ações de cobre, a Freeport oferece a exposição mais direta à oferta em larga escala. É a principal produtora de cobre dos EUA, e seu lucro líquido no primeiro semestre subiu 65% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelas operações nacionais e pelo fortalecimento do metal.
Newmont, Freeport-McMoRan, AngloGold Ashanti, and Coeur Mining have rotated through the list of highest dollar-volume gold and mining stocks for most of this week.
Today's breakout above $4,200 gold and $62 silver gives all four a fresh catalyst.
Newmont — the world's largest…
— Mining Stocks Today (@MiningStocksHQ) August 6, 2026
As mineradoras também possuem alavancagem operacional, ou seja, um avanço de 10% no preço do cobre pode elevar ainda mais o lucro, já que os custos da mineração permanecem praticamente estáveis enquanto a receita aumenta. Por esse motivo, um aperto na oferta tende a beneficiar mais a mineradora do que a gigante de tecnologia que precisa comprar o metal.
O que dizem os analistas sobre as ações da Freeport?
O mercado financeiro mantém uma posição positiva. Dados do TipRanks mostram recomendação de forte compra, com 10 avaliações de compra e 3 de manutenção, sem indicações de venda, e um preço-alvo médio de 12 meses em US$ 75,33, cerca de 13% acima do valor atual, com projeção máxima de US$ 82.
Wall Street sobre a Freeport: BeInCrypto
Os movimentos recentes apontam tendência de alta, com o Barclays elevando o preço-alvo para US$ 82 e o Stifel para US$ 80 no fim de julho. Bill Peterson, do JPMorgan, um dos analistas mais reconhecidos na cobertura da ação, segue com recomendação de compra em US$ 77. Os investidores institucionais também reforçam o interesse. O ETF de mineradoras de cobre COPX quadruplicou seu patrimônio em seis meses devido ao forte volume de aportes, sinalizando concentração de recursos neste segmento.
O dinheiro está migrando das big techs para as mineradoras?
Esse cenário chama atenção para o momento. Em 4 de agosto, o cobre avançou diante de sinais de maior demanda da China e receio de escassez. Além disso, o ETF de cobre CPER registrou alta de cerca de 1,3%. Porém, as mineradoras apresentaram desempenho superior. A Southern Copper saltou 4,98% e a Freeport subiu 5,75% no mesmo dia.
Migração do capital das big techs para as mineradoras: BeInCrypto
O lado mais aquecido do mercado, por sua vez, começou a esfriar. Após liderar o segmento durante todo o ano, as fabricantes de semicondutores iniciaram um movimento de recuo em relação às suas máximas. A líder, Nvidia, passou a exibir sinais gráficos de baixa e chegou a ser ultrapassada pela AMD em fluxo de recursos. Além disso, em 14 de agosto, empresas do setor de chips puxaram o mercado para baixo, com a Broadcom registrando queda superior a 5%.
Um indicador proprietário simples do BeInCrypto, que compara mineradoras de cobre contra grandes empresas de tecnologia, torna essa virada evidente. O índice atingiu o fundo na metade de julho, ultrapassou a linha de tendência e sinalizou rotação para mineração ao longo de agosto.
Rotação mineradoras vs grandes empresas de tecnologia: TradingView
No painel, setas verdes para cima indicam cada movimento para as mineradoras, enquanto setas vermelhas para baixo marcam a volta para tecnologia. Após meses de instabilidade predominante em vermelho, o sinal permaneceu verde neste período em que a pressão de oferta do cobre aumentou.
Evolução mensal da FCX: Google Finance
A Freeport acompanhou esse movimento, subindo mais de 10% no último mês. Em comparação, os contratos futuros de cobre avançaram apenas 6% no período.
O que o gráfico da Freeport indica?
A formação técnica reforça esse cenário. A Freeport avançou cerca de 27% entre o piso registrado em 17 de julho e o topo em 10 de agosto. Posteriormente, a ação entrou em uma consolidação descendente mais restrita. O volume de vendas agora diminui, o que se assemelha a uma estrutura clássica de bandeira de alta com mastro.
Formação da Freeport: TradingView
Um fechamento diário acima de US$ 68 confirmaria o rompimento e, a partir do alvo projetado, o mastro de aproximadamente 27% apontaria para US$ 87. O suporte está em US$ 65, enquanto uma queda abaixo de US$ 63 invalidaria a bandeira e poderia levar o papel para US$ 58.
Análise de preço da Freeport: TradingView
Visão do analista: O cenário para ações do setor de cobre permanece robusto, com a FCX recebendo aprovação do mercado financeiro. A recomendação de compra forte e a valorização esperada de cerca de 13% em relação ao preço-alvo médio respaldam essa posição. Porém, o valor de US$ 87 é visto como um alvo estendido no gráfico. Entre os riscos, parte da pressão de compras pode ser atribuída a investidores antecipando tarifas de cobre nos EUA. Trata-se de um mercado altamente cíclico e toda a tese depende da Freeport superar os US$ 68.
Para quem avalia investir em ouro, prata ou cobre, o metal com o impulso mais visível de Inteligência artificial pode ser justamente aquele que já enfrenta restrição de oferta. Rompendo US$ 68, a mineração pode superar o setor de chips por um tempo.
O artigo Por que a escassez de cobre pode beneficiar esta ação de mineração mais do que a Nvidia? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitcoin acaba de sofrer um impacto de US$ 390 milhões: um alerta do JPMorgan em abril explica o m...O Bitcoin acabou de absorver um choque de US$ 390 milhões, e um alerta emitido pelo JPMorgan em abril explica o motivo. Instituições retiraram esse valor dos ETFs de Bitcoin à vista na semana passada, enquanto o preço do petróleo disparava e o Estreito de Hormuz permanecia fechado. O preço do Bitcoin se mantém próximo de US$ 63.500 apesar desses saques, no entanto, as vendas seguem uma linha direta desde a obstrução da rota marítima até a inflação, chegando aos livros de ordens das criptos. Por que o choque do petróleo voltou e por que o Bitcoin é afetado? O Brent retomou níveis acima de US$ 88 por barril na semana até 15 de agosto, alta superior a 5%, após os EUA afirmarem que o bloqueio naval ao Irã pode seguir indefinidamente enquanto as negociações para reabertura do Estreito de Hormuz continuam travadas. BREAKING: Oil prices are climbing again as hopes for a U.S. Iran breakthrough fade and shipping through the Strait of Hormuz slows dramatically, Reuters reports. Brent rose as much as 1% to $89.40 a barrel, while WTI reached $82.83. Both benchmarks gained more than 5% last week… — The Iranian Letter (@TheIranianzg3z) August 17, 2026 O mesmo bloqueio não afeta apenas o petróleo bruto. O Oriente Médio exporta quase um quarto da ureia mundial através do Hormuz, e o JPMorgan apontou que as referências de fertilizantes nitrogenados saltaram de 25% a 50% após o início do conflito. Com o índice de fertilizantes do Banco Mundial próximo ao maior patamar desde 2022, a instituição enxerga essa reação elevando a inflação global dos alimentos para entre 4% e 5%. More; w/ X AI™️: Disruptions from Middle East conflict and Strait of Hormuz closure have cut key nitrogen fertilizer exports like urea by over 30% of global trade volume; whilst driving prices up sharply; leaving farmers vulnerable to reduced application rates that could lower… https://t.co/K9hdLhX2b0 — Connor Fleming (@connormfleming) August 17, 2026 Esses preços recuaram em relação ao pico de abril nas últimas semanas, mas ainda estão bem acima dos níveis de antes da guerra, e a nova alta do petróleo desta semana junto a ataques renovados em Hormuz ameaçam pressionar esses valores novamente. Fertilizantes recuam, mas seguem elevados: BeInCrypto Para o Bitcoin, a relação se resume a uma palavra: inflação. Fed funds futures, per Bloomberg: ~32% odds of a hike at the September meeting. Roughly one full hike priced by December. Almost 1.5 by mid-2027, implied rate touching 4%. pic.twitter.com/zRbDpIoQmw — junkbondinvestor (@junkbondinvest) August 17, 2026 Custos persistentes de energia e alimentos dão ao Federal Reserve motivos para manter juros elevados, e taxas altas drenam a liquidez barata da qual ativos de risco dependem. Como o choque do petróleo impacta o Bitcoin: BeInCrypto Com isso, um choque iniciado em uma rota marítima chega aos livros de ordens das criptos, e o colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã mantém essa pressão crescente. Baleias do Bitcoin estão vendendo diante do medo da inflação? Os primeiros a agir com base nesse cenário foram as baleias. Considerando o mesmo sinal macroeconômico, carteiras com mais de mil BTC atingiram o pico de 1.963 em 31 de julho, segundo dados da Glassnode, e diminuíram gradualmente durante agosto conforme o preço do petróleo subia. A tendência resume toda a situação. A variação de 30 dias desse grupo ficou negativa por volta de 10 de agosto, justamente na semana em que o petróleo acelerou a alta, indicando que os maiores investidores reduziram exposição conforme o temor inflacionário se agravava. Contagem de endereços de baleias de BTC: Glassnode Quando o capital mais informado se retira primeiro, investidores mais lentos costumam seguir o movimento. Mas as baleias não foram as únicas. Por que US$ 390 milhões saíram dos ETFs de Bitcoin? ETFs de Bitcoin à vista registraram saída de cerca de US$ 390 milhões na semana até 14 de agosto, logo após o movimento das baleias, representando o maior volume semanal negativo desde o início de julho e uma reversão expressiva frente aos US$ 853 milhões absorvidos na semana anterior. Spot Bitcoin ETFs Saw $390 Million in Net Outflows Last Week; Spot Ethereum ETFs Saw $2.26 Million From August 10 to August 14 (ET), spot Bitcoin ETFs recorded $390 million in net outflows, led by Fidelity’s FBTC with $153 million. Spot Ethereum ETFs recorded $2.26 million in… pic.twitter.com/eYlGPbNx62 — Wu Blockchain (@WuBlockchain) August 17, 2026 Essa ordem é o ponto central de todo o contexto. Fluxos em ETFs perdem força: SoSoValue O temor macroeconômico atingiu primeiro as baleias e depois os fundos, assim, as vendas partiram do Hormuz, passaram pela inflação e chegaram ao Bitcoin em questão de semanas. Baleias recuaram primeiro, fundos seguiram: BeInCrypto Mesmo assim, o preço do Bitcoin permaneceu próximo de US$ 63.500, em vez de desabar, o que indica um movimento gradual de redução de risco e não pânico. Como o preço reagiu a conflitos anteriores? Se essa sequência parece preocupante, o histórico apresenta um contraponto. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, o Bitcoin caiu cerca de 9% em dois dias. Depois, recuperou aproximadamente 15% em cinco semanas. A guerra entre Israel e Hamas em 2023 gerou pouco impacto sobre a moeda. Além disso, o confronto entre Israel e Irã em junho de 2025 provocou retração de cerca de 4% do BTC antes de um cessar-fogo estimular nova valorização. Reação do Bitcoin a choques de guerra: BeInCrypto Portanto, o clima de guerra não costuma pressionar o mercado por muito tempo. Em várias ocasiões, a primeira queda funcionou como filtro, revertida logo que o cenário se acalma. Essa lógica foi detalhada em nossa análise sobre a Ucrânia. Se houver nova onda de distensão, as cotações do Bitcoin podem voltar a apontar para recuperação. Contudo, tanto as baleias quanto os gestores de ETFs não enxergam, agora, um desfecho otimista para o quadro atual. Análise do especialista: A partir deste ponto, o desdobramento admite dois caminhos. Se a tensão no Golfo recuar ou investidores institucionais e baleias retomarem as compras, a perda tende a ser rapidamente revertida, tal qual nos eventos anteriores. Assim, a discussão sobre o fundo do mercado desaparece tão rápido quanto surgiu. Especialistas que acompanham as movimentações em blockchain já identificam uma zona de acúmulo, ainda que reconheçam que o piso definitivo não foi atingido. Bitcoin is in an accumulation zone, but the bottom has not yet been confirmed via @cryptoquant_com https://t.co/jv3wQKiHxz pic.twitter.com/5UUflDfuNA — Axel 💎🙌 Adler Jr (@AxelAdlerJr) August 3, 2026 O outro cenário é mais desafiador. Caso a saída de capital dos ETFs de Bitcoin continue até agosto, historicamente um dos meses mais frágeis para o Bitcoin, e as baleias permaneçam vendendo em vez de recompor suas posições, a capitulação poderá se intensificar, formando um verdadeiro piso no mercado só após a exaustão dos vendedores. Em resumo, o fundo real pode estar próximo, mas depende de o clima de apreensão piorar antes de melhorar. O artigo Bitcoin acaba de sofrer um impacto de US$ 390 milhões: um alerta do JPMorgan em abril explica o motivo foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Bitcoin acaba de sofrer um impacto de US$ 390 milhões: um alerta do JPMorgan em abril explica o m...

O Bitcoin acabou de absorver um choque de US$ 390 milhões, e um alerta emitido pelo JPMorgan em abril explica o motivo. Instituições retiraram esse valor dos ETFs de Bitcoin à vista na semana passada, enquanto o preço do petróleo disparava e o Estreito de Hormuz permanecia fechado.
O preço do Bitcoin se mantém próximo de US$ 63.500 apesar desses saques, no entanto, as vendas seguem uma linha direta desde a obstrução da rota marítima até a inflação, chegando aos livros de ordens das criptos.
Por que o choque do petróleo voltou e por que o Bitcoin é afetado?
O Brent retomou níveis acima de US$ 88 por barril na semana até 15 de agosto, alta superior a 5%, após os EUA afirmarem que o bloqueio naval ao Irã pode seguir indefinidamente enquanto as negociações para reabertura do Estreito de Hormuz continuam travadas.
BREAKING: Oil prices are climbing again as hopes for a U.S. Iran breakthrough fade and shipping through the Strait of Hormuz slows dramatically, Reuters reports.
Brent rose as much as 1% to $89.40 a barrel, while WTI reached $82.83. Both benchmarks gained more than 5% last week…
— The Iranian Letter (@TheIranianzg3z) August 17, 2026
O mesmo bloqueio não afeta apenas o petróleo bruto. O Oriente Médio exporta quase um quarto da ureia mundial através do Hormuz, e o JPMorgan apontou que as referências de fertilizantes nitrogenados saltaram de 25% a 50% após o início do conflito. Com o índice de fertilizantes do Banco Mundial próximo ao maior patamar desde 2022, a instituição enxerga essa reação elevando a inflação global dos alimentos para entre 4% e 5%.
More; w/ X AI™️:
Disruptions from Middle East conflict and Strait of Hormuz closure have cut key nitrogen fertilizer exports like urea by over 30% of global trade volume; whilst driving prices up sharply; leaving farmers vulnerable to reduced application rates that could lower… https://t.co/K9hdLhX2b0
— Connor Fleming (@connormfleming) August 17, 2026
Esses preços recuaram em relação ao pico de abril nas últimas semanas, mas ainda estão bem acima dos níveis de antes da guerra, e a nova alta do petróleo desta semana junto a ataques renovados em Hormuz ameaçam pressionar esses valores novamente.
Fertilizantes recuam, mas seguem elevados: BeInCrypto
Para o Bitcoin, a relação se resume a uma palavra: inflação.
Fed funds futures, per Bloomberg:
~32% odds of a hike at the September meeting.
Roughly one full hike priced by December.
Almost 1.5 by mid-2027, implied rate touching 4%. pic.twitter.com/zRbDpIoQmw
— junkbondinvestor (@junkbondinvest) August 17, 2026
Custos persistentes de energia e alimentos dão ao Federal Reserve motivos para manter juros elevados, e taxas altas drenam a liquidez barata da qual ativos de risco dependem.
Como o choque do petróleo impacta o Bitcoin: BeInCrypto
Com isso, um choque iniciado em uma rota marítima chega aos livros de ordens das criptos, e o colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã mantém essa pressão crescente.
Baleias do Bitcoin estão vendendo diante do medo da inflação?
Os primeiros a agir com base nesse cenário foram as baleias. Considerando o mesmo sinal macroeconômico, carteiras com mais de mil BTC atingiram o pico de 1.963 em 31 de julho, segundo dados da Glassnode, e diminuíram gradualmente durante agosto conforme o preço do petróleo subia.
A tendência resume toda a situação. A variação de 30 dias desse grupo ficou negativa por volta de 10 de agosto, justamente na semana em que o petróleo acelerou a alta, indicando que os maiores investidores reduziram exposição conforme o temor inflacionário se agravava.
Contagem de endereços de baleias de BTC: Glassnode
Quando o capital mais informado se retira primeiro, investidores mais lentos costumam seguir o movimento. Mas as baleias não foram as únicas.
Por que US$ 390 milhões saíram dos ETFs de Bitcoin?
ETFs de Bitcoin à vista registraram saída de cerca de US$ 390 milhões na semana até 14 de agosto, logo após o movimento das baleias, representando o maior volume semanal negativo desde o início de julho e uma reversão expressiva frente aos US$ 853 milhões absorvidos na semana anterior.
Spot Bitcoin ETFs Saw $390 Million in Net Outflows Last Week; Spot Ethereum ETFs Saw $2.26 Million
From August 10 to August 14 (ET), spot Bitcoin ETFs recorded $390 million in net outflows, led by Fidelity’s FBTC with $153 million. Spot Ethereum ETFs recorded $2.26 million in… pic.twitter.com/eYlGPbNx62
— Wu Blockchain (@WuBlockchain) August 17, 2026
Essa ordem é o ponto central de todo o contexto.
Fluxos em ETFs perdem força: SoSoValue
O temor macroeconômico atingiu primeiro as baleias e depois os fundos, assim, as vendas partiram do Hormuz, passaram pela inflação e chegaram ao Bitcoin em questão de semanas.
Baleias recuaram primeiro, fundos seguiram: BeInCrypto
Mesmo assim, o preço do Bitcoin permaneceu próximo de US$ 63.500, em vez de desabar, o que indica um movimento gradual de redução de risco e não pânico.
Como o preço reagiu a conflitos anteriores?
Se essa sequência parece preocupante, o histórico apresenta um contraponto. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, o Bitcoin caiu cerca de 9% em dois dias. Depois, recuperou aproximadamente 15% em cinco semanas. A guerra entre Israel e Hamas em 2023 gerou pouco impacto sobre a moeda. Além disso, o confronto entre Israel e Irã em junho de 2025 provocou retração de cerca de 4% do BTC antes de um cessar-fogo estimular nova valorização.
Reação do Bitcoin a choques de guerra: BeInCrypto
Portanto, o clima de guerra não costuma pressionar o mercado por muito tempo. Em várias ocasiões, a primeira queda funcionou como filtro, revertida logo que o cenário se acalma. Essa lógica foi detalhada em nossa análise sobre a Ucrânia. Se houver nova onda de distensão, as cotações do Bitcoin podem voltar a apontar para recuperação. Contudo, tanto as baleias quanto os gestores de ETFs não enxergam, agora, um desfecho otimista para o quadro atual.
Análise do especialista: A partir deste ponto, o desdobramento admite dois caminhos. Se a tensão no Golfo recuar ou investidores institucionais e baleias retomarem as compras, a perda tende a ser rapidamente revertida, tal qual nos eventos anteriores. Assim, a discussão sobre o fundo do mercado desaparece tão rápido quanto surgiu. Especialistas que acompanham as movimentações em blockchain já identificam uma zona de acúmulo, ainda que reconheçam que o piso definitivo não foi atingido.
Bitcoin is in an accumulation zone, but the bottom has not yet been confirmed via @cryptoquant_com
https://t.co/jv3wQKiHxz pic.twitter.com/5UUflDfuNA
— Axel 💎🙌 Adler Jr (@AxelAdlerJr) August 3, 2026
O outro cenário é mais desafiador. Caso a saída de capital dos ETFs de Bitcoin continue até agosto, historicamente um dos meses mais frágeis para o Bitcoin, e as baleias permaneçam vendendo em vez de recompor suas posições, a capitulação poderá se intensificar, formando um verdadeiro piso no mercado só após a exaustão dos vendedores. Em resumo, o fundo real pode estar próximo, mas depende de o clima de apreensão piorar antes de melhorar.
O artigo Bitcoin acaba de sofrer um impacto de US$ 390 milhões: um alerta do JPMorgan em abril explica o motivo foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Casas Bahia pede recuperação judicial com passivo de R$ 17,3 bilhõesO Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na noite de domingo (16). A ação foi apresentada na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Na petição, a varejista informa passivos de R$ 17,3 bilhões. A recuperação judicial é o processo em que uma empresa endividada pede à Justiça um prazo para renegociar dívidas e evitar a falência. Durante esse período, as cobranças ficam suspensas e a companhia apresenta um plano de pagamento aos credores. O pedido foi aprovado pelo conselho de administração e contou com o aval do acionista controlador. Além da holding, entram no processo subsidiárias como Cnova Comércio Eletrônico, Bartira, Casas Bahia Tecnologia e empresas de logística do grupo. A companhia também convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para que os acionistas ratifiquem a decisão, tomada em caráter de urgência. Como se divide o passivo de R$ 17,3 bilhões Do total informado, R$ 16,4 bilhões estão com credores quirografários. Esse termo designa quem emprestou dinheiro ou forneceu mercadorias sem qualquer garantia real, como imóveis ou equipamentos. São os últimos da fila a receber. O grupo lista 19,4 mil credores nessa condição. Há ainda R$ 754 milhões em dívidas trabalhistas e R$ 154 milhões com microempresas e empresas de pequeno porte. A petição inclui pedido de liminar. A varejista quer impedir o vencimento antecipado de contratos e evitar que transportadoras retenham produtos da rede. No fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a companhia afirmou que o pedido “mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira”. Prejuízo de R$ 10,1 bilhões antecipou o pedido A decisão veio um dia depois da divulgação do balanço do segundo trimestre. O prejuízo líquido chegou a R$ 10,1 bilhões, valor 18 vezes maior que a perda de R$ 555 milhões registrada um ano antes. Boa parte do rombo não passou pelo caixa. A empresa contabilizou R$ 9,1 bilhões em efeitos não recorrentes, como baixa de ativos, gastos com reestruturação e contratos não performados. Sem esses ajustes, o prejuízo ajustado ficou em R$ 978 milhões. O item mais pesado foi a baixa de R$ 5,7 bilhões em imposto diferido. Trata-se de créditos tributários que a empresa esperava usar para abater impostos futuros. Como as projeções de lucro pioraram, esses créditos deixaram de ter valor contábil. No primeiro semestre, o prejuízo acumulado somou R$ 11,18 bilhões. O patrimônio líquido virou negativo em R$ 8,27 bilhões, contra saldo positivo de R$ 1,5 bilhão um ano antes. Patrimônio líquido negativo significa que as dívidas superam tudo o que a empresa possui. Por que a EY não assinou o balanço da Casas Bahia? A auditoria EY não emitiu opinião sobre as demonstrações financeiras do trimestre. Os auditores afirmaram não ter conseguido concluir se a companhia poderia seguir operando normalmente em 30 de junho. A ausência de opinião é um sinal grave. Ela indica que os auditores não obtiveram acesso ou confirmação suficientes para avaliar os números apresentados. Os auditores apontaram ainda que o passivo circulante superou o ativo circulante em R$ 11,97 bilhões no balanço individual e em R$ 7,83 bilhões no consolidado. Na prática, o dinheiro e os recebíveis de curto prazo não bastam para cobrir as contas que vencem no mesmo período. Falta de crédito derrubou estoques e vendas O aperto financeiro chegou à operação diária. Fornecedores e seguradoras internacionais, que garantem as vendas dos grandes fabricantes à varejista, reduziram os limites de crédito comercial. Com menos crédito, a rede não conseguiu repor mercadorias. Os estoques consolidados caíram de R$ 5,4 bilhões em março para R$ 4,2 bilhões em junho. Em dias de estoque, indicador que mede por quanto tempo a mercadoria disponível atende às vendas, o número passou de 95 para 75 dias. O patamar considerado adequado é de 90 dias. O efeito apareceu no faturamento. A receita líquida subiu apenas 1,6% no trimestre, para quase R$ 7 bilhões, enquanto as despesas com vendas avançaram 17%, para R$ 1,8 bilhão. As vendas nas lojas caíram 3,5% e as do marketplace recuaram 2,4%. 298 lojas fechadas e cerca de 2 mil demissões A companhia concluiu na sexta-feira (14) o fechamento de 298 lojas. O número equivale a cerca de 29% das 1.034 unidades que o grupo mantinha no fim de junho. O corte veio acompanhado de aproximadamente 2 mil demissões, com potencial de superar 3 mil pessoas. A empresa não detalhou o tamanho dos desligamentos. Segundo o balanço, o plano busca “priorizar canais e categorias de maior rentabilidade, reduzindo o capital empregado”. A varejista afirma que quer concentrar a operação em negócios com margens maiores. O que muda para clientes e credores? A Casas Bahia informou que manterá as operações durante o processo. Segundo a companhia, não haverá interrupções relevantes no atendimento em nenhum canal de venda. Para os credores, o cenário é outro. O grupo pretende renegociar e alongar dívidas financeiras e operacionais, buscando uma solução definitiva para a estrutura de capital. Não é a primeira reestruturação da rede. Em 2024, a companhia passou por uma recuperação extrajudicial e renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões com credores financeiros. O plano foi homologado pela Justiça em junho daquele ano. Juros altos e o pano de fundo da crise no varejo A empresa atribuiu a deterioração ao ambiente macroeconômico. Cita juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. Capital de giro é o dinheiro que a empresa precisa ter disponível para tocar o dia a dia, como pagar fornecedores e repor estoque. A varejista tentou captar recursos no exterior. Houve reuniões com investidores do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa, mas o principal interessado desistiu da operação. Alternativas de liquidez, incluindo empréstimos ponte, também não avançaram. O ciclo de juros começou a ceder neste ano. O Copom reduziu a Selic para 14,00% ao ano na reunião de agosto, o quarto corte consecutivo. O alívio, porém, chegou tarde para a companhia. O grupo acumula resultados negativos desde 2024 e reportou prejuízo em 20 dos 30 trimestres seguintes à saída do controle do GPA, em 2019. Na B3, a ação BHIA3 acumula queda de 78% em 2026. O artigo Casas Bahia pede recuperação judicial com passivo de R$ 17,3 bilhões foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Casas Bahia pede recuperação judicial com passivo de R$ 17,3 bilhões

O Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na noite de domingo (16). A ação foi apresentada na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Na petição, a varejista informa passivos de R$ 17,3 bilhões.
A recuperação judicial é o processo em que uma empresa endividada pede à Justiça um prazo para renegociar dívidas e evitar a falência. Durante esse período, as cobranças ficam suspensas e a companhia apresenta um plano de pagamento aos credores.
O pedido foi aprovado pelo conselho de administração e contou com o aval do acionista controlador. Além da holding, entram no processo subsidiárias como Cnova Comércio Eletrônico, Bartira, Casas Bahia Tecnologia e empresas de logística do grupo.
A companhia também convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para que os acionistas ratifiquem a decisão, tomada em caráter de urgência.
Como se divide o passivo de R$ 17,3 bilhões
Do total informado, R$ 16,4 bilhões estão com credores quirografários. Esse termo designa quem emprestou dinheiro ou forneceu mercadorias sem qualquer garantia real, como imóveis ou equipamentos. São os últimos da fila a receber.
O grupo lista 19,4 mil credores nessa condição. Há ainda R$ 754 milhões em dívidas trabalhistas e R$ 154 milhões com microempresas e empresas de pequeno porte.
A petição inclui pedido de liminar. A varejista quer impedir o vencimento antecipado de contratos e evitar que transportadoras retenham produtos da rede.
No fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a companhia afirmou que o pedido “mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira”.
Prejuízo de R$ 10,1 bilhões antecipou o pedido
A decisão veio um dia depois da divulgação do balanço do segundo trimestre. O prejuízo líquido chegou a R$ 10,1 bilhões, valor 18 vezes maior que a perda de R$ 555 milhões registrada um ano antes.
Boa parte do rombo não passou pelo caixa. A empresa contabilizou R$ 9,1 bilhões em efeitos não recorrentes, como baixa de ativos, gastos com reestruturação e contratos não performados. Sem esses ajustes, o prejuízo ajustado ficou em R$ 978 milhões.
O item mais pesado foi a baixa de R$ 5,7 bilhões em imposto diferido. Trata-se de créditos tributários que a empresa esperava usar para abater impostos futuros. Como as projeções de lucro pioraram, esses créditos deixaram de ter valor contábil.
No primeiro semestre, o prejuízo acumulado somou R$ 11,18 bilhões. O patrimônio líquido virou negativo em R$ 8,27 bilhões, contra saldo positivo de R$ 1,5 bilhão um ano antes. Patrimônio líquido negativo significa que as dívidas superam tudo o que a empresa possui.
Por que a EY não assinou o balanço da Casas Bahia?
A auditoria EY não emitiu opinião sobre as demonstrações financeiras do trimestre. Os auditores afirmaram não ter conseguido concluir se a companhia poderia seguir operando normalmente em 30 de junho.
A ausência de opinião é um sinal grave. Ela indica que os auditores não obtiveram acesso ou confirmação suficientes para avaliar os números apresentados.
Os auditores apontaram ainda que o passivo circulante superou o ativo circulante em R$ 11,97 bilhões no balanço individual e em R$ 7,83 bilhões no consolidado. Na prática, o dinheiro e os recebíveis de curto prazo não bastam para cobrir as contas que vencem no mesmo período.
Falta de crédito derrubou estoques e vendas
O aperto financeiro chegou à operação diária. Fornecedores e seguradoras internacionais, que garantem as vendas dos grandes fabricantes à varejista, reduziram os limites de crédito comercial.
Com menos crédito, a rede não conseguiu repor mercadorias. Os estoques consolidados caíram de R$ 5,4 bilhões em março para R$ 4,2 bilhões em junho. Em dias de estoque, indicador que mede por quanto tempo a mercadoria disponível atende às vendas, o número passou de 95 para 75 dias. O patamar considerado adequado é de 90 dias.
O efeito apareceu no faturamento. A receita líquida subiu apenas 1,6% no trimestre, para quase R$ 7 bilhões, enquanto as despesas com vendas avançaram 17%, para R$ 1,8 bilhão. As vendas nas lojas caíram 3,5% e as do marketplace recuaram 2,4%.
298 lojas fechadas e cerca de 2 mil demissões
A companhia concluiu na sexta-feira (14) o fechamento de 298 lojas. O número equivale a cerca de 29% das 1.034 unidades que o grupo mantinha no fim de junho.
O corte veio acompanhado de aproximadamente 2 mil demissões, com potencial de superar 3 mil pessoas. A empresa não detalhou o tamanho dos desligamentos.
Segundo o balanço, o plano busca “priorizar canais e categorias de maior rentabilidade, reduzindo o capital empregado”. A varejista afirma que quer concentrar a operação em negócios com margens maiores.
O que muda para clientes e credores?
A Casas Bahia informou que manterá as operações durante o processo. Segundo a companhia, não haverá interrupções relevantes no atendimento em nenhum canal de venda.
Para os credores, o cenário é outro. O grupo pretende renegociar e alongar dívidas financeiras e operacionais, buscando uma solução definitiva para a estrutura de capital.
Não é a primeira reestruturação da rede. Em 2024, a companhia passou por uma recuperação extrajudicial e renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões com credores financeiros. O plano foi homologado pela Justiça em junho daquele ano.
Juros altos e o pano de fundo da crise no varejo
A empresa atribuiu a deterioração ao ambiente macroeconômico. Cita juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. Capital de giro é o dinheiro que a empresa precisa ter disponível para tocar o dia a dia, como pagar fornecedores e repor estoque.
A varejista tentou captar recursos no exterior. Houve reuniões com investidores do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa, mas o principal interessado desistiu da operação. Alternativas de liquidez, incluindo empréstimos ponte, também não avançaram.
O ciclo de juros começou a ceder neste ano. O Copom reduziu a Selic para 14,00% ao ano na reunião de agosto, o quarto corte consecutivo. O alívio, porém, chegou tarde para a companhia.
O grupo acumula resultados negativos desde 2024 e reportou prejuízo em 20 dos 30 trimestres seguintes à saída do controle do GPA, em 2019. Na B3, a ação BHIA3 acumula queda de 78% em 2026.
O artigo Casas Bahia pede recuperação judicial com passivo de R$ 17,3 bilhões foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Latino-americanos estão migrando para dólares digitais. Seus fundos estão seguros?Um argentino que guardou o equivalente a US$ 10 mil em dinheiro em peso entre 2016 e 2026 terminou a década com cerca de US$ 114 em valor convertido para dólar. Essa perda de quase 99% explica por que o dólar passou a fazer parte do cotidiano financeiro em toda a América Latina. Trabalhadores recebem salários em stablecoins, enquanto empresas utilizam dólares digitais para arrecadar receitas e pagar fornecedores internacionais. The Exodus Economy, um novo relatório da BeInCrypto Intelligence, descreve esse processo como uma dolarização de baixo para cima. As pessoas permanecem em seus países, mas cada vez mais movimentam suas finanças fora dos bancos locais. A proteção por trás desses saldos em dólar varia bastante. Por que moradores estão transferindo dinheiro para fora da América Latina. Fonte: BeInCrypto Intelligence O dólar virou moeda de uso corrente Mais de 99% do volume monitorado de saques em stablecoin foi movimentado novamente em até 30 dias. Na carteira argentina Lemon, os saques medianos variaram de US$ 150 a US$ 270 no primeiro semestre de 2026. A média ficou em US$ 544 entre 215.597 transferências. Por outro lado, o corredor de stablecoins monitorado pela Bitso movimentava US$ 31,5 bilhões por ano em 2026. Esse dado considera o volume bruto e bidirecional, não recursos que de fato deixam a região de forma permanente. O movimento se assemelha mais a uma rede de pagamentos do que a um cofre de poupança. O recurso chega e segue rapidamente para despesas ou custos operacionais. Antônia Souza, diretora de moedas digitais da Visa para América Latina e Caribe, afirma que as instituições ainda respondem pelos maiores fluxos. “Os números expressivos que estamos observando em stablecoins vêm principalmente de transações institucionais e operações internacionais, sobretudo entre empresas.” Um saldo em dólar pode embutir diferentes riscos O BeInCrypto analisou 12 produtos de contas em dólar disponíveis para clientes latino-americanos. Apenas dois direcionam os valores para depósitos em bancos dos Estados Unidos com seguro. Cinco utilizam stablecoins. O selo “dólar” diz pouco sobre o nível de proteção envolvido. O saldo pode representar um depósito segurado, um direito sobre uma stablecoin ou um produto de investimento. Reza Bundy, CEO da Atlas Capital Team, ressalta que poupadores devem diferenciar proteção cambial de preservação de riqueza. “… para um poupador latino-americano, exposição nominal ao dólar e preservação do poder real de compra são questões diferentes”, disse Bundy ao BeInCrypto. “Uma stablecoin, um depósito bancário, um título do Tesouro e uma ação americana podem ser denominados em dólar, mas com riscos muito variados.” Manter dólares pode proteger contra desvalorização da moeda local. No entanto, a inflação nos Estados Unidos ainda reduz o poder de compra desses recursos. Stablecoins podem incluir riscos do emissor, da plataforma e da custódia. Investir em Treasuries implica nova avaliação Alguns poupadores vão além do dinheiro digital e compram títulos públicos americanos. O prazo de vencimento do título pode alterar significativamente o resultado. “Treasuries de longo prazo são especialmente sensíveis a mudanças nas expectativas de inflação, nas taxas de juros e no prêmio de prazo”, afirmou Bundy. “Quando os rendimentos sobem, o valor de mercado de um título longo pode cair bastante, mesmo que o governo dos Estados Unidos continue com os pagamentos.” O investidor que levar o título até o vencimento pode receber todos os pagamentos previstos. Quem vender antes pode registrar prejuízo, já que os preços dos títulos geralmente caem quando as taxas sobem. Bundy também ressalta que índices americanos baseados em peso de mercado concentram valor em poucas empresas de tecnologia. Ele prefere títulos de prazo mais curto e ativos que reagem de formas diferentes à inflação, destacando, porém, que cada opção envolve novos riscos. A dolarização de baixo para cima oferece aos latino-americanos acesso a uma moeda com maior capacidade de preservação de valor do que as moedas locais. O tipo de produto financeiro escolhido após a conversão determina proteção jurídica, liquidez e poder de compra. Baixe The Exodus Economy para acessar análise on-chain completa e auditoria dos produtos de contas em dólar oferecidos na América Latina. Divulgação Bundy lidera a Atlas Capital Team, consultora do Atlas America Fund, além da Atlas IA Labs, emissora planejada da USAFi. A Atlas possui interesses comerciais relacionados aos ativos discutidos acima. O USAF é um ETF e pode sofrer desvalorização. O USAFi ainda não foi lançado e precisa de uma licença integral da VARA antes da emissão. As declarações dele refletem opiniões gerais de mercado, não recomendações de investimento. O prospecto do USAF detalha taxas e riscos do produto. O artigo Latino-americanos estão migrando para dólares digitais. Seus fundos estão seguros? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Latino-americanos estão migrando para dólares digitais. Seus fundos estão seguros?

Um argentino que guardou o equivalente a US$ 10 mil em dinheiro em peso entre 2016 e 2026 terminou a década com cerca de US$ 114 em valor convertido para dólar.
Essa perda de quase 99% explica por que o dólar passou a fazer parte do cotidiano financeiro em toda a América Latina. Trabalhadores recebem salários em stablecoins, enquanto empresas utilizam dólares digitais para arrecadar receitas e pagar fornecedores internacionais.
The Exodus Economy, um novo relatório da BeInCrypto Intelligence, descreve esse processo como uma dolarização de baixo para cima. As pessoas permanecem em seus países, mas cada vez mais movimentam suas finanças fora dos bancos locais. A proteção por trás desses saldos em dólar varia bastante.
Por que moradores estão transferindo dinheiro para fora da América Latina. Fonte: BeInCrypto Intelligence
O dólar virou moeda de uso corrente
Mais de 99% do volume monitorado de saques em stablecoin foi movimentado novamente em até 30 dias. Na carteira argentina Lemon, os saques medianos variaram de US$ 150 a US$ 270 no primeiro semestre de 2026. A média ficou em US$ 544 entre 215.597 transferências.
Por outro lado, o corredor de stablecoins monitorado pela Bitso movimentava US$ 31,5 bilhões por ano em 2026. Esse dado considera o volume bruto e bidirecional, não recursos que de fato deixam a região de forma permanente.
O movimento se assemelha mais a uma rede de pagamentos do que a um cofre de poupança. O recurso chega e segue rapidamente para despesas ou custos operacionais.
Antônia Souza, diretora de moedas digitais da Visa para América Latina e Caribe, afirma que as instituições ainda respondem pelos maiores fluxos.
“Os números expressivos que estamos observando em stablecoins vêm principalmente de transações institucionais e operações internacionais, sobretudo entre empresas.”
Um saldo em dólar pode embutir diferentes riscos
O BeInCrypto analisou 12 produtos de contas em dólar disponíveis para clientes latino-americanos. Apenas dois direcionam os valores para depósitos em bancos dos Estados Unidos com seguro. Cinco utilizam stablecoins.
O selo “dólar” diz pouco sobre o nível de proteção envolvido. O saldo pode representar um depósito segurado, um direito sobre uma stablecoin ou um produto de investimento.
Reza Bundy, CEO da Atlas Capital Team, ressalta que poupadores devem diferenciar proteção cambial de preservação de riqueza.
“… para um poupador latino-americano, exposição nominal ao dólar e preservação do poder real de compra são questões diferentes”, disse Bundy ao BeInCrypto. “Uma stablecoin, um depósito bancário, um título do Tesouro e uma ação americana podem ser denominados em dólar, mas com riscos muito variados.”
Manter dólares pode proteger contra desvalorização da moeda local. No entanto, a inflação nos Estados Unidos ainda reduz o poder de compra desses recursos. Stablecoins podem incluir riscos do emissor, da plataforma e da custódia.
Investir em Treasuries implica nova avaliação
Alguns poupadores vão além do dinheiro digital e compram títulos públicos americanos. O prazo de vencimento do título pode alterar significativamente o resultado.
“Treasuries de longo prazo são especialmente sensíveis a mudanças nas expectativas de inflação, nas taxas de juros e no prêmio de prazo”, afirmou Bundy. “Quando os rendimentos sobem, o valor de mercado de um título longo pode cair bastante, mesmo que o governo dos Estados Unidos continue com os pagamentos.”
O investidor que levar o título até o vencimento pode receber todos os pagamentos previstos. Quem vender antes pode registrar prejuízo, já que os preços dos títulos geralmente caem quando as taxas sobem.
Bundy também ressalta que índices americanos baseados em peso de mercado concentram valor em poucas empresas de tecnologia. Ele prefere títulos de prazo mais curto e ativos que reagem de formas diferentes à inflação, destacando, porém, que cada opção envolve novos riscos.
A dolarização de baixo para cima oferece aos latino-americanos acesso a uma moeda com maior capacidade de preservação de valor do que as moedas locais. O tipo de produto financeiro escolhido após a conversão determina proteção jurídica, liquidez e poder de compra.
Baixe The Exodus Economy para acessar análise on-chain completa e auditoria dos produtos de contas em dólar oferecidos na América Latina.
Divulgação
Bundy lidera a Atlas Capital Team, consultora do Atlas America Fund, além da Atlas IA Labs, emissora planejada da USAFi. A Atlas possui interesses comerciais relacionados aos ativos discutidos acima. O USAF é um ETF e pode sofrer desvalorização. O USAFi ainda não foi lançado e precisa de uma licença integral da VARA antes da emissão. As declarações dele refletem opiniões gerais de mercado, não recomendações de investimento. O prospecto do USAF detalha taxas e riscos do produto.
O artigo Latino-americanos estão migrando para dólares digitais. Seus fundos estão seguros? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Regulação abre caminho para mercado institucional de ativos digitais no BrasilExecutivos e Banco Central (BC) veem segurança jurídica como vantagem competitiva, mas apontam que amadurecimento das regras, maior transparência sobre participantes e eficiência de mercado serão decisivos para ampliar liquidez e atrair capital institucional. Regulação e liquidez impulsionam mercado institucional de ativos digitais no Brasil O tema foi discutido no painel “Regulação e Liquidez: a vantagem que está fazendo o Brasil construir um mercado institucional de ativos digitais potente e líquido”, realizado no Main Stage do Blockchain.RIO. Participaram Charles Aboulafia, CEO da Cainvest; Tatiana Guazzelli, sócia do Pinheiro Neto Advogados; e Pedro Nascimento, representante do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do Banco Central. A mediação foi conduzida pela jornalista do BeInCrypto, Aline Fernandes. imagem: Patrick Diniz Para eles, o Brasil começa a transformar um dos principais entraves históricos do mercado de ativos digitais — a incerteza regulatória — em uma possível vantagem competitiva para atrair instituições financeiras e capital ao setor. Na visão dos participantes, o país ocupa uma posição favorável na corrida internacional pela infraestrutura da nova economia digital, embora o setor ainda atravesse uma fase de transição. Segundo Aboulafia, a clareza regulatória é um dos fatores que levaram a Cainvest a apostar no mercado brasileiro. O executivo destacou a evolução das regras no país, desde o reconhecimento tributário dos criptoativos até a Lei nº 14.478, de 2022, e, mais recentemente, a regulamentação do Banco Central. Para o CEO, esse arcabouço é particularmente relevante para o mercado institucional, no qual requisitos relacionados a compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e segurança das operações são determinantes para a entrada de capital. O desafio agora é fazer com que essa segurança se traduza em maior número de participantes e, consequentemente, liquidez. Aboulafia define liquidez como sinônimo de eficiência de mercado: participantes precisam conseguir comprar e vender ativos com segurança e sem fricções relevantes. O mercado brasileiro, segundo o CEO da Cainvest, ainda não chegou a esse estágio porque atravessa o período de adaptação às novas regras. Um dos pontos levantados pelo executivo é a dificuldade, durante essa transição, de diferenciar as empresas que já avançaram na adequação regulatória das que pouco fizeram. Para instituições que fornecem infraestrutura ou serviços bancários ao setor, essa falta de visibilidade aumenta o custo de compliance e reduz o universo de contrapartes com as quais estão dispostas a operar. Regulador terá mais clareza do mercado até o final do ano A mesma assimetria de informações é reconhecida pelo Banco Central. Conforme Nascimento, o regulador ainda não dispõe de informações suficientes para conhecer detalhadamente quem opera no mercado e de que forma. Esse cenário deve começar a mudar com os pedidos de autorização das empresas que já atuam no setor. O representante do BC ressaltou que outubro é um marco importante para as instituições que já operam e pretendem ingressar no processo especial de autorização enquanto mantêm suas atividades. A expectativa é que, até o fim do ano, haja uma visão mais clara sobre quais empresas buscaram autorização e quais poderão continuar operando. O Banco Central pretende conduzir essa transição sem provocar rupturas desnecessárias no mercado. Segundo Pedro, processos de autorização tradicionalmente envolvem diálogo entre o regulador e as instituições para que eventuais problemas possam ser identificados e, quando possível, corrigidos. “O nosso objetivo sempre foi garantir uma transição tranquila, sem sobressaltos”, afirmou. Segurança jurídica avança Para Tatiana Guazzelli, o Brasil avançou significativamente em segurança jurídica desde a aprovação da Lei nº 14.478. A legislação reconheceu a legitimidade do mercado de ativos virtuais e, posteriormente, o Bacen foi designado como autoridade responsável por sua regulamentação. A advogada destacou também o processo de consultas conduzido pela autoridade monetária. Antes mesmo de apresentar a minuta das regras, o BC submeteu ao mercado um questionário com 38 questões abertas e incorporou parte das contribuições recebidas na construção do arcabouço regulatório. Na avaliação de Tatiana, o país já possui a base necessária para atrair mais instituições para ativos digitais. A regulamentação estabeleceu requisitos para os participantes e abriu espaço para que instituições tradicionais, como bancos, corretoras de câmbio, DTVMs e CTVMs, também ofereçam serviços ligados a ativos virtuais, ressalta Guazzelli. “Isso por si só já dá, na minha visão, a segurança jurídica necessária para o desenvolvimento do mercado brasileiro”, afirmou. O próximo passo, segundo ela, é o amadurecimento natural das regras à medida que o Banco Central passa a supervisionar diretamente as empresas e obter mais informações sobre suas operações. Regras mais claras Um exemplo citado pela advogada é o uso de stablecoins em transferências internacionais. Antes da regulamentação, algumas estruturas já utilizavam esses ativos para aumentar a eficiência das operações, mas o grau de insegurança jurídica limitava sua adoção, principalmente entre grandes empresas. Com a regulamentação, afirmou Tatiana, grandes companhias “passaram a ter mais conforto para avaliar essas estruturas, potencialmente reduzindo custos e aumentando a velocidade das transferências”. Para ela, esse é um exemplo de como regras mais claras podem funcionar não como barreira, mas como indutoras de adoção institucional. Ainda há, porém, lacunas. Uma delas diz respeito especificamente à emissão de stablecoins. Segundo Guazzelli, o marco legal conferiu ao Banco Central poderes para disciplinar custódia e intermediação de ativos virtuais, mas ainda falta um arcabouço legal e regulatório próprio para os emissores. Regulação não deve escolher tecnologia Do ponto de vista do Banco Central, a função do regulador não é determinar qual tecnologia ou produto deve prevalecer, mas identificar os riscos e criar condições para que o próprio mercado selecione as soluções mais eficientes. Pedro apontou que ativos digitais já demonstram ganhos relevantes em algumas áreas, especialmente em operações internacionais, nas quais podem reduzir custos e tempo de liquidação. Em pagamentos domésticos, por outro lado, soluções como o Pix já oferecem baixo custo e pouca fricção, o que pode reduzir a necessidade de substituição da infraestrutura existente. Isso não elimina, segundo ele, outras aplicações, “como o uso de stablecoins como camada de liquidação de uma economia tokenizada. A intenção do BC é permitir o desenvolvimento desses modelos, desde que os riscos sejam adequadamente tratados”. O desafio está em encontrar o equilíbrio entre inovação, estabilidade financeira e prevenção a ilícitos. Para o BC, esse ponto de equilíbrio não é estático. A regulação precisa evoluir conforme surgem novos produtos, modelos de negócio e também novas formas de utilização do sistema financeiro por organizações criminosas. Disputa internacional A discussão ganha relevância diante da corrida de jurisdições como Estados Unidos, União Europeia, Hong Kong, Singapura e Emirados Árabes Unidos para atrair empresas e capital ligados à economia digital. Segundo Pedro, começa a surgir uma convergência internacional sobre a regulação de ativos digitais, embora ainda distante do nível de harmonização existente no sistema financeiro tradicional. Esse alinhamento é particularmente importante porque o mercado de ativos virtuais “já nasce digital” e transfronteiriço. Para o Banco Central, o país precisa evitar tanto regras excessivamente pesadas, que poderiam deslocar empresas e capital para outras jurisdições, quanto uma supervisão insuficiente, capaz de criar riscos reputacionais para o Brasil. A questão coloca a regulamentação de ativos digitais também no terreno da competitividade financeira. Um arcabouço compatível com padrões internacionais pode facilitar a conexão da infraestrutura brasileira com mercados globais. E, principalmente, ampliar o acesso de investidores locais a produtos estrangeiros. É justamente nessa integração que Aboulafia enxerga uma das maiores oportunidades. Para o executivo, a tokenização pode reduzir as barreiras que hoje dificultam o acesso do investidor brasileiro a produtos internacionais. Abrir contas no exterior, estruturar veículos offshore e lidar com questões tributárias tornam o processo caro e complexo. Uma infraestrutura digital e regulada poderia diminuir parte dessas fricções. A oportunidade é infinita, afirmou. Na visão de Aboulafia, a digitalização permitiria que instituições brasileiras habilitadas para intermediar ativos digitais oferecessem acesso a uma gama muito maior de instrumentos financeiros internacionais, de títulos públicos a fundos e outros ativos. O potencial, porém, depende da construção de um mercado doméstico eficiente. Sem liquidez e preços competitivos, argumenta o executivo, investidores continuarão tendo incentivo para executar suas operações em mercados internacionais. Por isso, regulação, infraestrutura e liquidez precisam avançar conjuntamente. Estrutura pronta A visão predominante entre os participantes é que a estrutura inicial já está montada. A Lei nº 14.478 reconheceu e institucionalizou o setor. O Banco Central estabeleceu as primeiras regras e agora começa uma etapa mais complexa: transformar segurança jurídica em participantes, volume e liquidez. Mais do que novas normas, o próximo ciclo deverá depender do aprendizado produzido pela própria supervisão. À medida que receber dados das empresas, conhecer suas operações e acompanhar o processo de autorização, o BC terá condições de calibrar exigências e o mercado poderá distinguir com mais clareza as instituições preparadas para atuar dentro do novo ambiente regulatório. É nesse amadurecimento que mercado, advogados e regulador parecem convergir. O Brasil já construiu boa parte da infraestrutura jurídica necessária. O teste, daqui para frente, será mostrar se essa vantagem regulatória será capaz de produzir o que interessa ao capital institucional: escala, eficiência e liquidez. O artigo Regulação abre caminho para mercado institucional de ativos digitais no Brasil foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Regulação abre caminho para mercado institucional de ativos digitais no Brasil

Executivos e Banco Central (BC) veem segurança jurídica como vantagem competitiva, mas apontam que amadurecimento das regras, maior transparência sobre participantes e eficiência de mercado serão decisivos para ampliar liquidez e atrair capital institucional.
Regulação e liquidez impulsionam mercado institucional de ativos digitais no Brasil
O tema foi discutido no painel “Regulação e Liquidez: a vantagem que está fazendo o Brasil construir um mercado institucional de ativos digitais potente e líquido”, realizado no Main Stage do Blockchain.RIO. Participaram Charles Aboulafia, CEO da Cainvest; Tatiana Guazzelli, sócia do Pinheiro Neto Advogados; e Pedro Nascimento, representante do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do Banco Central. A mediação foi conduzida pela jornalista do BeInCrypto, Aline Fernandes.
imagem: Patrick Diniz
Para eles, o Brasil começa a transformar um dos principais entraves históricos do mercado de ativos digitais — a incerteza regulatória — em uma possível vantagem competitiva para atrair instituições financeiras e capital ao setor. Na visão dos participantes, o país ocupa uma posição favorável na corrida internacional pela infraestrutura da nova economia digital, embora o setor ainda atravesse uma fase de transição.
Segundo Aboulafia, a clareza regulatória é um dos fatores que levaram a Cainvest a apostar no mercado brasileiro. O executivo destacou a evolução das regras no país, desde o reconhecimento tributário dos criptoativos até a Lei nº 14.478, de 2022, e, mais recentemente, a regulamentação do Banco Central.
Para o CEO, esse arcabouço é particularmente relevante para o mercado institucional, no qual requisitos relacionados a compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e segurança das operações são determinantes para a entrada de capital.
O desafio agora é fazer com que essa segurança se traduza em maior número de participantes e, consequentemente, liquidez.
Aboulafia define liquidez como sinônimo de eficiência de mercado: participantes precisam conseguir comprar e vender ativos com segurança e sem fricções relevantes.
O mercado brasileiro, segundo o CEO da Cainvest, ainda não chegou a esse estágio porque atravessa o período de adaptação às novas regras.
Um dos pontos levantados pelo executivo é a dificuldade, durante essa transição, de diferenciar as empresas que já avançaram na adequação regulatória das que pouco fizeram.
Para instituições que fornecem infraestrutura ou serviços bancários ao setor, essa falta de visibilidade aumenta o custo de compliance e reduz o universo de contrapartes com as quais estão dispostas a operar.
Regulador terá mais clareza do mercado até o final do ano
A mesma assimetria de informações é reconhecida pelo Banco Central. Conforme Nascimento, o regulador ainda não dispõe de informações suficientes para conhecer detalhadamente quem opera no mercado e de que forma.
Esse cenário deve começar a mudar com os pedidos de autorização das empresas que já atuam no setor.
O representante do BC ressaltou que outubro é um marco importante para as instituições que já operam e pretendem ingressar no processo especial de autorização enquanto mantêm suas atividades.
A expectativa é que, até o fim do ano, haja uma visão mais clara sobre quais empresas buscaram autorização e quais poderão continuar operando.
O Banco Central pretende conduzir essa transição sem provocar rupturas desnecessárias no mercado. Segundo Pedro, processos de autorização tradicionalmente envolvem diálogo entre o regulador e as instituições para que eventuais problemas possam ser identificados e, quando possível, corrigidos. “O nosso objetivo sempre foi garantir uma transição tranquila, sem sobressaltos”, afirmou.
Segurança jurídica avança
Para Tatiana Guazzelli, o Brasil avançou significativamente em segurança jurídica desde a aprovação da Lei nº 14.478.
A legislação reconheceu a legitimidade do mercado de ativos virtuais e, posteriormente, o Bacen foi designado como autoridade responsável por sua regulamentação.
A advogada destacou também o processo de consultas conduzido pela autoridade monetária. Antes mesmo de apresentar a minuta das regras, o BC submeteu ao mercado um questionário com 38 questões abertas e incorporou parte das contribuições recebidas na construção do arcabouço regulatório.
Na avaliação de Tatiana, o país já possui a base necessária para atrair mais instituições para ativos digitais. A regulamentação estabeleceu requisitos para os participantes e abriu espaço para que instituições tradicionais, como bancos, corretoras de câmbio, DTVMs e CTVMs, também ofereçam serviços ligados a ativos virtuais, ressalta Guazzelli.
“Isso por si só já dá, na minha visão, a segurança jurídica necessária para o desenvolvimento do mercado brasileiro”, afirmou. O próximo passo, segundo ela, é o amadurecimento natural das regras à medida que o Banco Central passa a supervisionar diretamente as empresas e obter mais informações sobre suas operações.
Regras mais claras
Um exemplo citado pela advogada é o uso de stablecoins em transferências internacionais.
Antes da regulamentação, algumas estruturas já utilizavam esses ativos para aumentar a eficiência das operações, mas o grau de insegurança jurídica limitava sua adoção, principalmente entre grandes empresas.
Com a regulamentação, afirmou Tatiana, grandes companhias “passaram a ter mais conforto para avaliar essas estruturas, potencialmente reduzindo custos e aumentando a velocidade das transferências”. Para ela, esse é um exemplo de como regras mais claras podem funcionar não como barreira, mas como indutoras de adoção institucional.
Ainda há, porém, lacunas. Uma delas diz respeito especificamente à emissão de stablecoins.
Segundo Guazzelli, o marco legal conferiu ao Banco Central poderes para disciplinar custódia e intermediação de ativos virtuais, mas ainda falta um arcabouço legal e regulatório próprio para os emissores.
Regulação não deve escolher tecnologia
Do ponto de vista do Banco Central, a função do regulador não é determinar qual tecnologia ou produto deve prevalecer, mas identificar os riscos e criar condições para que o próprio mercado selecione as soluções mais eficientes.
Pedro apontou que ativos digitais já demonstram ganhos relevantes em algumas áreas, especialmente em operações internacionais, nas quais podem reduzir custos e tempo de liquidação.
Em pagamentos domésticos, por outro lado, soluções como o Pix já oferecem baixo custo e pouca fricção, o que pode reduzir a necessidade de substituição da infraestrutura existente.
Isso não elimina, segundo ele, outras aplicações, “como o uso de stablecoins como camada de liquidação de uma economia tokenizada. A intenção do BC é permitir o desenvolvimento desses modelos, desde que os riscos sejam adequadamente tratados”.
O desafio está em encontrar o equilíbrio entre inovação, estabilidade financeira e prevenção a ilícitos. Para o BC, esse ponto de equilíbrio não é estático.
A regulação precisa evoluir conforme surgem novos produtos, modelos de negócio e também novas formas de utilização do sistema financeiro por organizações criminosas.
Disputa internacional
A discussão ganha relevância diante da corrida de jurisdições como Estados Unidos, União Europeia, Hong Kong, Singapura e Emirados Árabes Unidos para atrair empresas e capital ligados à economia digital. Segundo Pedro, começa a surgir uma convergência internacional sobre a regulação de ativos digitais, embora ainda distante do nível de harmonização existente no sistema financeiro tradicional.
Esse alinhamento é particularmente importante porque o mercado de ativos virtuais “já nasce digital” e transfronteiriço.
Para o Banco Central, o país precisa evitar tanto regras excessivamente pesadas, que poderiam deslocar empresas e capital para outras jurisdições, quanto uma supervisão insuficiente, capaz de criar riscos reputacionais para o Brasil.
A questão coloca a regulamentação de ativos digitais também no terreno da competitividade financeira. Um arcabouço compatível com padrões internacionais pode facilitar a conexão da infraestrutura brasileira com mercados globais. E, principalmente, ampliar o acesso de investidores locais a produtos estrangeiros.
É justamente nessa integração que Aboulafia enxerga uma das maiores oportunidades.
Para o executivo, a tokenização pode reduzir as barreiras que hoje dificultam o acesso do investidor brasileiro a produtos internacionais.
Abrir contas no exterior, estruturar veículos offshore e lidar com questões tributárias tornam o processo caro e complexo. Uma infraestrutura digital e regulada poderia diminuir parte dessas fricções. A oportunidade é infinita, afirmou.
Na visão de Aboulafia, a digitalização permitiria que instituições brasileiras habilitadas para intermediar ativos digitais oferecessem acesso a uma gama muito maior de instrumentos financeiros internacionais, de títulos públicos a fundos e outros ativos.
O potencial, porém, depende da construção de um mercado doméstico eficiente. Sem liquidez e preços competitivos, argumenta o executivo, investidores continuarão tendo incentivo para executar suas operações em mercados internacionais. Por isso, regulação, infraestrutura e liquidez precisam avançar conjuntamente.
Estrutura pronta
A visão predominante entre os participantes é que a estrutura inicial já está montada. A Lei nº 14.478 reconheceu e institucionalizou o setor. O Banco Central estabeleceu as primeiras regras e agora começa uma etapa mais complexa: transformar segurança jurídica em participantes, volume e liquidez.
Mais do que novas normas, o próximo ciclo deverá depender do aprendizado produzido pela própria supervisão. À medida que receber dados das empresas, conhecer suas operações e acompanhar o processo de autorização, o BC terá condições de calibrar exigências e o mercado poderá distinguir com mais clareza as instituições preparadas para atuar dentro do novo ambiente regulatório.
É nesse amadurecimento que mercado, advogados e regulador parecem convergir. O Brasil já construiu boa parte da infraestrutura jurídica necessária. O teste, daqui para frente, será mostrar se essa vantagem regulatória será capaz de produzir o que interessa ao capital institucional: escala, eficiência e liquidez.
O artigo Regulação abre caminho para mercado institucional de ativos digitais no Brasil foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Cardano lança ferramenta para remover marca d’água de IA da AnthropicO fundador da Cardano, Charles Hoskinson, publicou uma ferramenta gratuita que remove as marcas d’água da Anthropic das respostas do Claude. Ele chamou o recurso de Anthropies, uma fusão dos nomes Anthropic e herpes. O projeto foi disponibilizado no GitHub no domingo, cinco dias após a Anthropic implantar marcas invisíveis em todos os produtos Claude. Hoskinson lançou a ferramenta sob a licença Apache 2.0. Como funciona a marca d’água da Anthropic A Anthropic agora marca o texto do Claude no próprio modelo. A implementação atende ao código de transparência da Lei de IA da União Europeia, em vigor desde 2 de agosto. A marca não é uma sequência de caracteres ocultos. Em vez disso, uma chave secreta direciona a amostragem por torneio, um processo que desempata palavras que se encaixam igualmente bem. Anthropies. Fonte: Hoskinson Github O repositório de Hoskinson divide o problema em três camadas. O trailer git “Co-Authored-By” é removido facilmente. Credenciais C2PA em imagens desaparecem após uma nova codificação. A camada mais difícil envolve textos. Por isso, a ferramenta encaminha o conteúdo através de um modelo diferente do Claude, em uma etapa chamada no repositório de reescrita de origem não original. Essa abordagem tem uma limitação clara. Executar a reescrita dentro do Claude ou do Gemini aplicaria novamente a marca, por isso a função recusa essa ação. O repositório oferece três modos. Clean remove trailers de forma determinística, humanize reescreve o texto em outro sistema e orchestrate bloqueia a tarefa caso o modelo de origem seja o Claude. Códigos carregam sinais quase nulos. A sintaxe permite pouca substituição, dificultando a inserção de qualquer marca d’água. A licença Apache 2.0 é relevante nesse contexto. Trata-se de um termo open source permissivo que autoriza qualquer pessoa a copiar, modificar, vender ou agrupar o código, desde que mantenha os avisos originais. Também concede licença de patente, o que impede a Anthropic de bloquear forks por motivo de patente. “… a marca está nas palavras. Não existe uma carga separada para excluir. Remover significa mudar as palavras presentes.” README do Anthropies Diagrama das três camadas de marca d’água da Anthropic. Fonte: Hoskinson Github A justificativa jurídica por trás da ferramenta Hoskinson apresentou o lançamento no X como um alerta, não como uma mera utilidade. Ele afirmou que a marca d’água e a linha de coautoria do Claude podem gerar problemas futuramente. I'm creating a new skill that can be used with most LLMs to strip out the Anthropic watermark. I call it Anthropies (Anthropic Herpies). I've also included a legal argument about how watermarks and the co-authored by Claude can cause issues down the road https://t.co/6eNx4br1BZ — Charles Hoskinson (@IOHK_Charles) August 16, 2026 Aproximadamente metade do repositório não é composta por código. Hoskinson faz críticas à cláusula de atribuição que transfere a titularidade do conteúdo para os usuários, desde que esteja “sujeito ao cumprimento dos nossos Termos”. Ele interpreta essa expressão como uma condição prévia, ou seja, um obstáculo que o usuário precisa superar antes de adquirir a propriedade do conteúdo. O descumprimento dos termos poderia impedir a transferência de titularidade. O trailer do git também é motivo de questionamento. Hoskinson argumenta que uma linha de coautoria publicada pode ser apresentada posteriormente como prova de autoria conjunta. Ele também alerta para o risco de falsos positivos. Um editor que usa o Claude para revisar rapidamente um texto pode ser identificado como coautor meses depois. Funcionalidades padrão de IA agora chegam sem solicitação, como mostrou o Twitch ao incluir criadores no treinamento de modelos. A Anthropic permanece em silêncio até o momento. Ao mesmo tempo, a empresa prepara um IPO avaliado acima de US$ 2 trilhões, além de já ter retido seu modelo mais avançado do acesso público. Hoskinson, por sua vez, tem travado disputas técnicas durante 2026, como em alegações de que o Ethereum copiou o design do ledger da Cardano. O repositório contabilizava quatro estrelas na manhã de domingo. A adoção é menos relevante do que o questionamento feito: quem é o dono de uma frase após ela ser assinada pelo modelo? O artigo Cardano lança ferramenta para remover marca d’água de IA da Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Cardano lança ferramenta para remover marca d’água de IA da Anthropic

O fundador da Cardano, Charles Hoskinson, publicou uma ferramenta gratuita que remove as marcas d’água da Anthropic das respostas do Claude. Ele chamou o recurso de Anthropies, uma fusão dos nomes Anthropic e herpes.
O projeto foi disponibilizado no GitHub no domingo, cinco dias após a Anthropic implantar marcas invisíveis em todos os produtos Claude. Hoskinson lançou a ferramenta sob a licença Apache 2.0.
Como funciona a marca d’água da Anthropic
A Anthropic agora marca o texto do Claude no próprio modelo. A implementação atende ao código de transparência da Lei de IA da União Europeia, em vigor desde 2 de agosto.
A marca não é uma sequência de caracteres ocultos. Em vez disso, uma chave secreta direciona a amostragem por torneio, um processo que desempata palavras que se encaixam igualmente bem.
Anthropies. Fonte: Hoskinson Github
O repositório de Hoskinson divide o problema em três camadas. O trailer git “Co-Authored-By” é removido facilmente. Credenciais C2PA em imagens desaparecem após uma nova codificação.
A camada mais difícil envolve textos. Por isso, a ferramenta encaminha o conteúdo através de um modelo diferente do Claude, em uma etapa chamada no repositório de reescrita de origem não original.
Essa abordagem tem uma limitação clara. Executar a reescrita dentro do Claude ou do Gemini aplicaria novamente a marca, por isso a função recusa essa ação.
O repositório oferece três modos. Clean remove trailers de forma determinística, humanize reescreve o texto em outro sistema e orchestrate bloqueia a tarefa caso o modelo de origem seja o Claude.
Códigos carregam sinais quase nulos. A sintaxe permite pouca substituição, dificultando a inserção de qualquer marca d’água.
A licença Apache 2.0 é relevante nesse contexto. Trata-se de um termo open source permissivo que autoriza qualquer pessoa a copiar, modificar, vender ou agrupar o código, desde que mantenha os avisos originais. Também concede licença de patente, o que impede a Anthropic de bloquear forks por motivo de patente.
“… a marca está nas palavras. Não existe uma carga separada para excluir. Remover significa mudar as palavras presentes.”
README do Anthropies
Diagrama das três camadas de marca d’água da Anthropic. Fonte: Hoskinson Github
A justificativa jurídica por trás da ferramenta
Hoskinson apresentou o lançamento no X como um alerta, não como uma mera utilidade. Ele afirmou que a marca d’água e a linha de coautoria do Claude podem gerar problemas futuramente.
I'm creating a new skill that can be used with most LLMs to strip out the Anthropic watermark. I call it Anthropies (Anthropic Herpies). I've also included a legal argument about how watermarks and the co-authored by Claude can cause issues down the road https://t.co/6eNx4br1BZ
— Charles Hoskinson (@IOHK_Charles) August 16, 2026
Aproximadamente metade do repositório não é composta por código. Hoskinson faz críticas à cláusula de atribuição que transfere a titularidade do conteúdo para os usuários, desde que esteja “sujeito ao cumprimento dos nossos Termos”.
Ele interpreta essa expressão como uma condição prévia, ou seja, um obstáculo que o usuário precisa superar antes de adquirir a propriedade do conteúdo. O descumprimento dos termos poderia impedir a transferência de titularidade.
O trailer do git também é motivo de questionamento. Hoskinson argumenta que uma linha de coautoria publicada pode ser apresentada posteriormente como prova de autoria conjunta. Ele também alerta para o risco de falsos positivos. Um editor que usa o Claude para revisar rapidamente um texto pode ser identificado como coautor meses depois.
Funcionalidades padrão de IA agora chegam sem solicitação, como mostrou o Twitch ao incluir criadores no treinamento de modelos. A Anthropic permanece em silêncio até o momento. Ao mesmo tempo, a empresa prepara um IPO avaliado acima de US$ 2 trilhões, além de já ter retido seu modelo mais avançado do acesso público.
Hoskinson, por sua vez, tem travado disputas técnicas durante 2026, como em alegações de que o Ethereum copiou o design do ledger da Cardano.
O repositório contabilizava quatro estrelas na manhã de domingo. A adoção é menos relevante do que o questionamento feito: quem é o dono de uma frase após ela ser assinada pelo modelo?
O artigo Cardano lança ferramenta para remover marca d’água de IA da Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitget nomeia Noah Cheung como country manager no BrasilA Bitget anunciou ontem (14) a nomeação de Noah Cheung como country manager para o Brasil. O cargo equivale ao de diretor geral de uma operação nacional. Cheung passa a comandar a estratégia da exchange no mercado brasileiro. A empresa se apresenta como a maior UEX do mundo. A sigla vem de universal exchange, ou corretora universal. O termo descreve plataformas que reúnem negociação de cripto, produtos financeiros e serviços de infraestrutura em um mesmo ambiente. No novo posto, Cheung ficará à frente do relacionamento da empresa com o ecossistema brasileiro de ativos digitais. Ele também deve fortalecer os laços com participantes do mercado local e apoiar a estratégia de longo prazo da Bitget no país, sempre em conformidade com as leis e os requisitos regulatórios aplicáveis. Quem é Noah Cheung, novo country manager da Bitget Cheung acumula quase uma década de experiência no setor de cripto. A carreira dele foi construída em torno de iniciativas de expansão de mercado e desenvolvimento de negócios na América Latina. Antes de chegar à Bitget, o executivo ocupou posições de liderança na Kucoin e na MEXC. Nas duas exchanges, ajudou a impulsionar o crescimento regional das operações. Ele é graduado pela Universidade de Sydney. “É uma honra liderar as operações da Bitget no Brasil, um dos mercados de cripto mais dinâmicos e inovadores do mundo. O Brasil tem um enorme potencial para inovação e adoção, e estamos comprometidos em construir uma estratégia sólida e de longo prazo ao lado de stakeholders e parceiros”, disse Noah Cheung. O comando da operação brasileira estava com Guilherme Prado desde fevereiro de 2025. Ele foi o primeiro country manager da exchange no país. Por que o Brasil é estratégico para a Bitget A nomeação reforça o peso do Brasil no crescimento da Bitget na América Latina. A empresa afirma ter mais de 120 milhões de usuários em mais de 150 países e regiões. Com o novo comando, a exchange planeja acelerar a expansão local. Outra prioridade é fortalecer a presença institucional. O termo se refere a clientes como gestoras, fundos e tesourarias de empresas, que negociam volumes bem maiores que o investidor pessoa física. A companhia também pretende aprofundar os relacionamentos com parceiros e com o ecossistema de ativos digitais em geral. Sob a liderança de Cheung, a Bitget deve desenvolver iniciativas adaptadas ao mercado local. “O Brasil é um mercado estratégico para a Bitget na América Latina, e a nomeação de Noah Cheung reflete nosso compromisso de longo prazo com o país. Sua ampla experiência no desenvolvimento de operações em toda a região será fundamental para acelerar nossa estratégia de crescimento, fortalecer nossos relacionamentos e liderar a próxima fase de nossa expansão no Brasil”, disse Gracy Chen, CEO da Bitget. Troca de comando ocorre em mercado cripto aquecido A mudança acontece em um momento de evolução rápida do mercado brasileiro de ativos digitais. O movimento é impulsionado pelo avanço da adoção de criptomoedas e pelo amadurecimento do ecossistema. A participação de investidores, empresas e instituições financeiras cresce de forma contínua no país. Esse perfil mais diverso de usuário muda a régua de exigência sobre as exchanges. Em dados divulgados anteriormente pela própria Bitget e publicados pelo BeInCrypto, o Brasil liderou a expansão da empresa na região no primeiro semestre de 2025. A base de clientes local avançou 173% no período. O volume de transações subiu 404%. Educação e conformidade entram no plano da Bitget no Brasil A Bitget afirma que seguirá investindo no desenvolvimento da estratégia para o mercado brasileiro. Iniciativas educacionais aparecem entre as frentes citadas pela empresa. A companhia também diz que pretende contribuir para o desenvolvimento responsável do setor de ativos digitais no país. Todo esse trabalho deve seguir os requisitos regulatórios aplicáveis, segundo o comunicado. O artigo Bitget nomeia Noah Cheung como country manager no Brasil foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Bitget nomeia Noah Cheung como country manager no Brasil

A Bitget anunciou ontem (14) a nomeação de Noah Cheung como country manager para o Brasil. O cargo equivale ao de diretor geral de uma operação nacional. Cheung passa a comandar a estratégia da exchange no mercado brasileiro.
A empresa se apresenta como a maior UEX do mundo. A sigla vem de universal exchange, ou corretora universal. O termo descreve plataformas que reúnem negociação de cripto, produtos financeiros e serviços de infraestrutura em um mesmo ambiente.
No novo posto, Cheung ficará à frente do relacionamento da empresa com o ecossistema brasileiro de ativos digitais. Ele também deve fortalecer os laços com participantes do mercado local e apoiar a estratégia de longo prazo da Bitget no país, sempre em conformidade com as leis e os requisitos regulatórios aplicáveis.
Quem é Noah Cheung, novo country manager da Bitget
Cheung acumula quase uma década de experiência no setor de cripto. A carreira dele foi construída em torno de iniciativas de expansão de mercado e desenvolvimento de negócios na América Latina.
Antes de chegar à Bitget, o executivo ocupou posições de liderança na Kucoin e na MEXC. Nas duas exchanges, ajudou a impulsionar o crescimento regional das operações. Ele é graduado pela Universidade de Sydney.
“É uma honra liderar as operações da Bitget no Brasil, um dos mercados de cripto mais dinâmicos e inovadores do mundo. O Brasil tem um enorme potencial para inovação e adoção, e estamos comprometidos em construir uma estratégia sólida e de longo prazo ao lado de stakeholders e parceiros”, disse Noah Cheung.
O comando da operação brasileira estava com Guilherme Prado desde fevereiro de 2025. Ele foi o primeiro country manager da exchange no país.
Por que o Brasil é estratégico para a Bitget
A nomeação reforça o peso do Brasil no crescimento da Bitget na América Latina. A empresa afirma ter mais de 120 milhões de usuários em mais de 150 países e regiões.
Com o novo comando, a exchange planeja acelerar a expansão local. Outra prioridade é fortalecer a presença institucional. O termo se refere a clientes como gestoras, fundos e tesourarias de empresas, que negociam volumes bem maiores que o investidor pessoa física.
A companhia também pretende aprofundar os relacionamentos com parceiros e com o ecossistema de ativos digitais em geral. Sob a liderança de Cheung, a Bitget deve desenvolver iniciativas adaptadas ao mercado local.
“O Brasil é um mercado estratégico para a Bitget na América Latina, e a nomeação de Noah Cheung reflete nosso compromisso de longo prazo com o país. Sua ampla experiência no desenvolvimento de operações em toda a região será fundamental para acelerar nossa estratégia de crescimento, fortalecer nossos relacionamentos e liderar a próxima fase de nossa expansão no Brasil”, disse Gracy Chen, CEO da Bitget.
Troca de comando ocorre em mercado cripto aquecido
A mudança acontece em um momento de evolução rápida do mercado brasileiro de ativos digitais. O movimento é impulsionado pelo avanço da adoção de criptomoedas e pelo amadurecimento do ecossistema.
A participação de investidores, empresas e instituições financeiras cresce de forma contínua no país. Esse perfil mais diverso de usuário muda a régua de exigência sobre as exchanges.
Em dados divulgados anteriormente pela própria Bitget e publicados pelo BeInCrypto, o Brasil liderou a expansão da empresa na região no primeiro semestre de 2025. A base de clientes local avançou 173% no período. O volume de transações subiu 404%.
Educação e conformidade entram no plano da Bitget no Brasil
A Bitget afirma que seguirá investindo no desenvolvimento da estratégia para o mercado brasileiro. Iniciativas educacionais aparecem entre as frentes citadas pela empresa.
A companhia também diz que pretende contribuir para o desenvolvimento responsável do setor de ativos digitais no país. Todo esse trabalho deve seguir os requisitos regulatórios aplicáveis, segundo o comunicado.
O artigo Bitget nomeia Noah Cheung como country manager no Brasil foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ações da Disney ampliam alta após novo trailer de Avengers Doomsday ser lançadoAs ações da Disney fecharam em US$ 106,85 na sexta-feira, alta de 1,96% no dia e de 11,19% no último mês. A Marvel Studios apresentou um novo trailer de Avengers: Doomsday na D23 horas antes. A valorização começou bem antes da divulgação desse material. A Disney divulgou um forte resultado no terceiro trimestre fiscal este mês, e os papéis vêm subindo de forma constante desde então. O que realmente impulsionou as ações da Disney este mês? Os resultados financeiros foram o principal fator desse movimento, não a Marvel. O trimestre mais recente da Disney apresentou receita de US$ 25,2 bilhões, aumento de 7% em relação ao ano anterior, e lucro operacional segmentado de US$ 5,6 bilhões. O lucro ajustado por ação atingiu US$ 2,06, contra US$ 1,61. Parques e cruzeiros lideraram com US$ 3,02 bilhões de lucro operacional. O streaming elevou a unidade de entretenimento em 64%. O segmento esportivo caiu 17% devido ao aumento dos custos de programação. O cenário mais amplo também foi favorável. O S&P 500 atingiu recorde com dados de inflação moderada em julho, e as gigantes negociaram próximas das máximas. A alta de 11% em um dia das ações do Reddit mostrou a rapidez com que um único fator pode movimentar o mercado. A Disney, no entanto, está atrás desse grupo. Os papéis têm desempenho 7,47% inferior ao de um ano atrás e seguem muito abaixo do pico de US$ 203,02 registrado em março de 2021. Os investidores estão apostando em uma recuperação, não na liderança. Gráfico das ações da Walt Disney Company. Fonte: TradingView O que revela o trailer recém-divulgado da Marvel? O Disney Entertainment Showcase no Anaheim Convention Center foi o palco da apresentação na sexta-feira. Joe e Anthony Russo dirigem o filme, que chega aos cinemas em 18 de dezembro. Os ingressos já estão sendo vendidos. Robert Downey Jr. retorna interpretando Victor von Doom, em vez de Tony Stark, e o vídeo apresenta a motivação desse vilão. Uma cena mostra Doom observando atentamente o retrato de uma mulher e uma criança. A Marvel destaca o luto, não a ameaça. O Quarteto Fantástico tenta persuadi-lo e falha. O conflito se estende aos Vingadores, aos X-Men e ao próprio multiverso. Chris Evans, Chris Hemsworth, Anthony Mackie, Tom Hiddleston, Florence Pugh, Pedro Pascal e Vanessa Kirby participam, ao lado de atores da fase Fox dos X-Men. A Marvel resumiu sua apresentação em apenas quatro palavras. He used to be different. Avengers: Doomsday arrives in theaters everywhere December 18. Get your tickets now: https://t.co/J5PUbxvAkc pic.twitter.com/OUutSMZneq — Marvel Studios (@MarvelStudios) August 15, 2026 O estúdio também sinalizou que o filme terá um desfecho em aberto. Avengers: Secret Wars estreia no próximo ano, estabelecendo Doomsday como preparação para um segundo grande lançamento, e não como obra isolada. A força da franquia se mantém em alta. Spider-Man: Brand New Day registrou US$ 1,82 bilhão em bilheteria mundial desde a estreia recorde em 31 de julho, ainda que a Sony seja a distribuidora e fique com toda a arrecadação. Toy Story 5 superou US$ 1 bilhão, e a Disney mantém essa receita integral. O mercado agora avalia a Marvel como uma aposta confiável novamente. A Disney desistiu de um acordo de licenciamento com a OpenAI em março, reforçando o controle rigoroso que exerce sobre esses personagens. No restante do setor, empresas de entretenimento continuam explorando novos formatos, e as ações da Take-Two chegaram à Solana este mês. Doomsday estreia no primeiro trimestre fiscal da Disney. Portanto, os resultados de dezembro, e não apenas o trailer, serão determinantes para o desempenho. O artigo Ações da Disney ampliam alta após novo trailer de Avengers Doomsday ser lançado foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Ações da Disney ampliam alta após novo trailer de Avengers Doomsday ser lançado

As ações da Disney fecharam em US$ 106,85 na sexta-feira, alta de 1,96% no dia e de 11,19% no último mês. A Marvel Studios apresentou um novo trailer de Avengers: Doomsday na D23 horas antes.
A valorização começou bem antes da divulgação desse material. A Disney divulgou um forte resultado no terceiro trimestre fiscal este mês, e os papéis vêm subindo de forma constante desde então.
O que realmente impulsionou as ações da Disney este mês?
Os resultados financeiros foram o principal fator desse movimento, não a Marvel. O trimestre mais recente da Disney apresentou receita de US$ 25,2 bilhões, aumento de 7% em relação ao ano anterior, e lucro operacional segmentado de US$ 5,6 bilhões. O lucro ajustado por ação atingiu US$ 2,06, contra US$ 1,61.
Parques e cruzeiros lideraram com US$ 3,02 bilhões de lucro operacional. O streaming elevou a unidade de entretenimento em 64%. O segmento esportivo caiu 17% devido ao aumento dos custos de programação.
O cenário mais amplo também foi favorável. O S&P 500 atingiu recorde com dados de inflação moderada em julho, e as gigantes negociaram próximas das máximas. A alta de 11% em um dia das ações do Reddit mostrou a rapidez com que um único fator pode movimentar o mercado.
A Disney, no entanto, está atrás desse grupo. Os papéis têm desempenho 7,47% inferior ao de um ano atrás e seguem muito abaixo do pico de US$ 203,02 registrado em março de 2021. Os investidores estão apostando em uma recuperação, não na liderança.
Gráfico das ações da Walt Disney Company. Fonte: TradingView
O que revela o trailer recém-divulgado da Marvel?
O Disney Entertainment Showcase no Anaheim Convention Center foi o palco da apresentação na sexta-feira. Joe e Anthony Russo dirigem o filme, que chega aos cinemas em 18 de dezembro. Os ingressos já estão sendo vendidos.
Robert Downey Jr. retorna interpretando Victor von Doom, em vez de Tony Stark, e o vídeo apresenta a motivação desse vilão. Uma cena mostra Doom observando atentamente o retrato de uma mulher e uma criança. A Marvel destaca o luto, não a ameaça.
O Quarteto Fantástico tenta persuadi-lo e falha. O conflito se estende aos Vingadores, aos X-Men e ao próprio multiverso. Chris Evans, Chris Hemsworth, Anthony Mackie, Tom Hiddleston, Florence Pugh, Pedro Pascal e Vanessa Kirby participam, ao lado de atores da fase Fox dos X-Men.
A Marvel resumiu sua apresentação em apenas quatro palavras.
He used to be different.
Avengers: Doomsday arrives in theaters everywhere December 18. Get your tickets now: https://t.co/J5PUbxvAkc pic.twitter.com/OUutSMZneq
— Marvel Studios (@MarvelStudios) August 15, 2026
O estúdio também sinalizou que o filme terá um desfecho em aberto. Avengers: Secret Wars estreia no próximo ano, estabelecendo Doomsday como preparação para um segundo grande lançamento, e não como obra isolada.
A força da franquia se mantém em alta. Spider-Man: Brand New Day registrou US$ 1,82 bilhão em bilheteria mundial desde a estreia recorde em 31 de julho, ainda que a Sony seja a distribuidora e fique com toda a arrecadação. Toy Story 5 superou US$ 1 bilhão, e a Disney mantém essa receita integral.
O mercado agora avalia a Marvel como uma aposta confiável novamente. A Disney desistiu de um acordo de licenciamento com a OpenAI em março, reforçando o controle rigoroso que exerce sobre esses personagens. No restante do setor, empresas de entretenimento continuam explorando novos formatos, e as ações da Take-Two chegaram à Solana este mês.
Doomsday estreia no primeiro trimestre fiscal da Disney. Portanto, os resultados de dezembro, e não apenas o trailer, serão determinantes para o desempenho.
O artigo Ações da Disney ampliam alta após novo trailer de Avengers Doomsday ser lançado foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Queda do Bitcoin custou US$ 118 milhões para Abu Dhabi: eles vão vender?Dois fundos soberanos de Abu Dhabi perderam US$ 118 milhões na posição do ETF de Bitcoin da BlackRock no último trimestre. Nenhum vendeu uma única ação, mostram novos documentos enviados à SEC. A Mubadala Investment Company e o Abu Dhabi Investment Council reportaram juntas 22,94 milhões de ações do iShares Bitcoin Trust (IBIT) em 30 de junho. Essa posição valia US$ 764 milhões, abaixo dos US$ 881 milhões de três meses antes. InvestidorPrimeira posição reportadaÚltima posição confirmadaMubadala8.235.533 ações IBIT, US$ 436,9 mi14.721.917 açõesADIC / Al Warda2.411.034 ações, US$ 147,6 mi8.218.712 açõesCombinado—22.940.629 ações Bitcoin atingiu pico em maio antes de junho apagar ganhos do trimestre No entanto, o resultado entre trimestres esconde volatilidade expressiva. O Bitcoin (BTC) começou abril próximo de US$ 68.079 e subiu para US$ 82.139 em 10 de maio. O IBIT atingiu US$ 46,47 no dia seguinte. Nesse ponto, os dois fundos alcançavam aproximadamente US$ 1,07 bilhão, bem acima do valor inicial do trimestre. Junho reverteu esse avanço. O Bitcoin caiu 17,9% no mês e encerrou junho em US$ 58.559. A posição fechou o trimestre US$ 302 milhões abaixo do pico de maio. Ambos os fundos também apresentam o Formulário 13F, relatório trimestral exigido de grandes investidores em seus portfólios listados nos EUA. A Mubadala apresentou o documento em 14 de agosto, um dia após o Investment Council revelar seus próprios dados. O número de ações nas duas divulgações coincide exatamente entre os trimestres. A Mubadala manteve 14,72 milhões de ações. O Investment Council continuou com 8,22 milhões. Apenas o preço se alterou. No entanto, as consequências dessa perda são diferentes para cada fundo. O IBIT representa só 1,4% do portfólio de US$ 34,77 bilhões da Mubadala nos EUA, cuja principal posição (94,7%) é na fabricante de chips GlobalFoundries. Ainda assim, o ETF permanece como segunda maior participação dessa carteira. Já o Investment Council mantém um portfólio mais restrito. Sua posição de US$ 274 milhões no IBIT equivale a 38% dos US$ 714 milhões totais, sendo a principal alocação revelada pelo fundo. A Mubadala também comprou mais IBIT no primeiro trimestre, quando Harvard reduziu sua posição em 43%. Nenhum dos dois fundos informou participação em outro produto cripto. Abu Dhabi manteve posição enquanto outras instituições reduziram Em outros lugares, a confiança institucional diminuiu. O Intesa Sanpaolo, maior grupo bancário da Itália, reduziu sua participação no IBIT em 93,7% e migrou para produtos lastreados em Ethereum com staking. Dados de fluxo reforçam essa tendência. Fundos de Bitcoin à vista perderam 3.170 BTC no fim de julho, enquanto fundos de Ethereum registraram três semanas seguidas de captação. Paralelamente, o investidor médio dos ETFs de Bitcoin nos EUA amargava queda de 22% no fechamento de julho. Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: BeInCrypto Markets Desde então, os preços se estabilizaram. O Bitcoin voltou a superar US$ 65 mil em julho e era negociado próximo de US$ 62.957 no sábado, avaliando a rede em US$ 1,26 trilhão. Isso mantém o ativo quase 50% abaixo do recorde de US$ 126.080, registrado em 6 de outubro de 2025. Os fundos soberanos operam em horizonte distinto de bancos e fundações. Seus mandatos abrangem décadas, e um trimestre fraco raramente exige mudança de estratégia. Relatórios trimestrais retratam um momento, não a convicção diária. Manter a posição mesmo diante da oscilação de US$ 302 milhões sem reduzir exposição reflete foco de longo prazo, não operação especulativa. O relatório de novembro vai indicar se a paciência de Abu Dhabi permaneceu durante o verão. O artigo Queda do Bitcoin custou US$ 118 milhões para Abu Dhabi: eles vão vender? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Queda do Bitcoin custou US$ 118 milhões para Abu Dhabi: eles vão vender?

Dois fundos soberanos de Abu Dhabi perderam US$ 118 milhões na posição do ETF de Bitcoin da BlackRock no último trimestre. Nenhum vendeu uma única ação, mostram novos documentos enviados à SEC.
A Mubadala Investment Company e o Abu Dhabi Investment Council reportaram juntas 22,94 milhões de ações do iShares Bitcoin Trust (IBIT) em 30 de junho. Essa posição valia US$ 764 milhões, abaixo dos US$ 881 milhões de três meses antes.
InvestidorPrimeira posição reportadaÚltima posição confirmadaMubadala8.235.533 ações IBIT, US$ 436,9 mi14.721.917 açõesADIC / Al Warda2.411.034 ações, US$ 147,6 mi8.218.712 açõesCombinado—22.940.629 ações
Bitcoin atingiu pico em maio antes de junho apagar ganhos do trimestre
No entanto, o resultado entre trimestres esconde volatilidade expressiva. O Bitcoin (BTC) começou abril próximo de US$ 68.079 e subiu para US$ 82.139 em 10 de maio.
O IBIT atingiu US$ 46,47 no dia seguinte. Nesse ponto, os dois fundos alcançavam aproximadamente US$ 1,07 bilhão, bem acima do valor inicial do trimestre. Junho reverteu esse avanço. O Bitcoin caiu 17,9% no mês e encerrou junho em US$ 58.559. A posição fechou o trimestre US$ 302 milhões abaixo do pico de maio.
Ambos os fundos também apresentam o Formulário 13F, relatório trimestral exigido de grandes investidores em seus portfólios listados nos EUA. A Mubadala apresentou o documento em 14 de agosto, um dia após o Investment Council revelar seus próprios dados.
O número de ações nas duas divulgações coincide exatamente entre os trimestres. A Mubadala manteve 14,72 milhões de ações. O Investment Council continuou com 8,22 milhões. Apenas o preço se alterou.
No entanto, as consequências dessa perda são diferentes para cada fundo. O IBIT representa só 1,4% do portfólio de US$ 34,77 bilhões da Mubadala nos EUA, cuja principal posição (94,7%) é na fabricante de chips GlobalFoundries. Ainda assim, o ETF permanece como segunda maior participação dessa carteira.
Já o Investment Council mantém um portfólio mais restrito. Sua posição de US$ 274 milhões no IBIT equivale a 38% dos US$ 714 milhões totais, sendo a principal alocação revelada pelo fundo.
A Mubadala também comprou mais IBIT no primeiro trimestre, quando Harvard reduziu sua posição em 43%. Nenhum dos dois fundos informou participação em outro produto cripto.
Abu Dhabi manteve posição enquanto outras instituições reduziram
Em outros lugares, a confiança institucional diminuiu. O Intesa Sanpaolo, maior grupo bancário da Itália, reduziu sua participação no IBIT em 93,7% e migrou para produtos lastreados em Ethereum com staking.
Dados de fluxo reforçam essa tendência. Fundos de Bitcoin à vista perderam 3.170 BTC no fim de julho, enquanto fundos de Ethereum registraram três semanas seguidas de captação. Paralelamente, o investidor médio dos ETFs de Bitcoin nos EUA amargava queda de 22% no fechamento de julho.
Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: BeInCrypto Markets
Desde então, os preços se estabilizaram. O Bitcoin voltou a superar US$ 65 mil em julho e era negociado próximo de US$ 62.957 no sábado, avaliando a rede em US$ 1,26 trilhão. Isso mantém o ativo quase 50% abaixo do recorde de US$ 126.080, registrado em 6 de outubro de 2025.
Os fundos soberanos operam em horizonte distinto de bancos e fundações. Seus mandatos abrangem décadas, e um trimestre fraco raramente exige mudança de estratégia.
Relatórios trimestrais retratam um momento, não a convicção diária. Manter a posição mesmo diante da oscilação de US$ 302 milhões sem reduzir exposição reflete foco de longo prazo, não operação especulativa. O relatório de novembro vai indicar se a paciência de Abu Dhabi permaneceu durante o verão.
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Youth Challenge Blockchain UNICEF premia economia circular na Bahia e confirma 2ª ediçãoUma solução que conecta a economia circular, a geração de renda e a proteção à infância em Boipeba, no sul da Bahia, com blockchain e dinheiro programável. Essa é a proposta de Raízes do Futuro, projeto vencedor da primeira edição do Youth Challenge Blockchain UNICEF, iniciativa realizada com suporte do Superteam Brasil (STBR) e Blockchain Rio. Economia circular onchain Em Boipeba, a proposta do grupo é transformar o trabalho de coleta e reciclagem de resíduos em uma fonte de recursos capaz de financiar diretamente necessidades relacionadas à saúde e à educação das crianças da comunidade. O Raízes do Futuro transforma esse valor em renda familiar e em suporte financeiro programável, de forma transparente, automática e sem depender de caridade, explicam as idealizadoras. Nos próximos seis meses, Raízes do Futuro pretende coletar e validar mais de 12 toneladas de resíduos, beneficiar 30 famílias e impactar 60 crianças. Boipeba, localizada em uma ilha, município de Cairu, no sul da Bahia, tem cerca de 8 mil habitantes e uma economia fortemente ligada ao turismo. Ao mesmo tempo, o território enfrenta desafios relacionados à destinação e reciclagem de resíduos. Segundo dados apresentados pelo projeto, a produção de lixo pode chegar a uma média diária de 30 toneladas impulsinadas pelo intenso fluxo turístico. Para Felipe Gonzales, Innovation Officer do UNICEF Brasil, um dos diferenciais da iniciativa está justamente na forma como a tecnologia foi pensada a partir das necessidades locais. O que mais me chamou a atenção no projeto não foi só a arquitetura técnica, mas a leitura do território que a equipe fez. A tecnologia não é vitrine; ela cumpre a função de dar transparência e confiança a um fluxo de recursos que, historicamente, não chega a quem mais precisa. É uma solução pensada de dentro do território, e não para o território — e é isso que a torna potente, afirmou Gonzales ao BeInCrypto Brasil. Parceiros de ações comunitárias em Boipeba Amanda Folly (19 anos), desenvolvedora e designer do projeto, explica que a intenção é ampliar o alcance da iniciativa. É um ciclo autossustentável que contribui com o meio ambiente e com o bem-estar das crianças. Queremos chegar a mais três ilhas na Bahia em breve e melhorar a situação de pessoas em vulnerabilidade. Identidade médica e infraestrutura para escolas completam o pódio O segundo lugar ficou com a VitaLedger. Solução que propõe a criação de uma identidade médica global baseada em biometria. Informações como vacinação, alergias, tipo sanguíneo e histórico clínico ficarão em registros verificáveis. Na terceira colocação ficou a PulseImpact. Criada para monitorar serviços essenciais em escolas — como, por exemplo, o abastecimento de água — e registrar manutenções, incidentes e evidências verificáveis na Solana. Vencedoras serão indicadas para desafio global do UNICEF Além de premiar dez equipes finalistas, o desafio abriu uma nova oportunidade internacional para o grupo vencedor. As responsáveis pelo Raízes do Futuro serão indicadas ao imaGen Ventures Global Challenge, iniciativa que conecta jovens ao ecossistema global de inovação do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O Superteam Brasil distribuiu quase R$ 15 mil (USDT 2.700) entre as vencedoras e as dez equipes finalistas. Raízes do Futuro recebeu US$ 1.000 pela primeira colocação. Impacto social onchain Para Pedro “Kuka” Marafiotti, Team Lead do Superteam Brasil, a primeira edição também funcionou como uma ponte entre a tecnologia blockchain e uma nova geração de potenciais desenvolvedores e empreendedores. Foi um desafio gratificante, que permitiu ao Superteam Brasil estabelecer uma conexão mais próxima com o público jovem e oferecer a oportunidade de apresentar a tecnologia blockchain a essa nova geração. A Solana reafirma seu compromisso em dar continuidade a projetos educacionais e de impacto social. Ney Neto, um dos envolvidos na organização do Youth Challenge, também destacou o impacto provocado pelos participantes. Foi inspirador e cheio de aprendizados. Fui impactado por esses jovens e espero poder continuar apoiando seus sonhos de crescimento e a vontade de mudar o mundo. Gina Van Dijk, consultora associada, ressaltou que muitas das propostas partiram de problemas vivenciados pelos próprios participantes. Os jovens trouxeram desafios reais vividos por eles e mostraram como suas ideias podem potencializar o impacto positivo em crianças, jovens e suas comunidades. UNICEF confirma 2ª edição do Youth Challenge O resultado da primeira experiência já levou à decisão de dar continuidade ao projeto. Felipe Gonzales confirmou em primeira mão ao BeInCrypto Brasil a segunda edição do Youth Challenge Blockchain. O legado deste primeiro desafio já aponta o caminho. Teremos, sim, uma segunda edição em 2027, com algumas novidades que vamos anunciar mais adiante. A ideia é consolidar o Youth Challenge Blockchain como uma plataforma de inovação com juventudes, cada vez mais conectada à nossa missão, afirmou o Innovation Officer do UNICEF Brasil. As vencedoras foram anunciadas no palco do Blockchain Rio 2026. O artigo Youth Challenge Blockchain UNICEF premia economia circular na Bahia e confirma 2ª edição foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Youth Challenge Blockchain UNICEF premia economia circular na Bahia e confirma 2ª edição

Uma solução que conecta a economia circular, a geração de renda e a proteção à infância em Boipeba, no sul da Bahia, com blockchain e dinheiro programável. Essa é a proposta de Raízes do Futuro, projeto vencedor da primeira edição do Youth Challenge Blockchain UNICEF, iniciativa realizada com suporte do Superteam Brasil (STBR) e Blockchain Rio.
Economia circular onchain
Em Boipeba, a proposta do grupo é transformar o trabalho de coleta e reciclagem de resíduos em uma fonte de recursos capaz de financiar diretamente necessidades relacionadas à saúde e à educação das crianças da comunidade.
O Raízes do Futuro transforma esse valor em renda familiar e em suporte financeiro programável, de forma transparente, automática e sem depender de caridade, explicam as idealizadoras.
Nos próximos seis meses, Raízes do Futuro pretende coletar e validar mais de 12 toneladas de resíduos, beneficiar 30 famílias e impactar 60 crianças.
Boipeba, localizada em uma ilha, município de Cairu, no sul da Bahia, tem cerca de 8 mil habitantes e uma economia fortemente ligada ao turismo. Ao mesmo tempo, o território enfrenta desafios relacionados à destinação e reciclagem de resíduos. Segundo dados apresentados pelo projeto, a produção de lixo pode chegar a uma média diária de 30 toneladas impulsinadas pelo intenso fluxo turístico.
Para Felipe Gonzales, Innovation Officer do UNICEF Brasil, um dos diferenciais da iniciativa está justamente na forma como a tecnologia foi pensada a partir das necessidades locais.
O que mais me chamou a atenção no projeto não foi só a arquitetura técnica, mas a leitura do território que a equipe fez. A tecnologia não é vitrine; ela cumpre a função de dar transparência e confiança a um fluxo de recursos que, historicamente, não chega a quem mais precisa. É uma solução pensada de dentro do território, e não para o território — e é isso que a torna potente, afirmou Gonzales ao BeInCrypto Brasil.
Parceiros de ações comunitárias em Boipeba
Amanda Folly (19 anos), desenvolvedora e designer do projeto, explica que a intenção é ampliar o alcance da iniciativa.
É um ciclo autossustentável que contribui com o meio ambiente e com o bem-estar das crianças. Queremos chegar a mais três ilhas na Bahia em breve e melhorar a situação de pessoas em vulnerabilidade.
Identidade médica e infraestrutura para escolas completam o pódio
O segundo lugar ficou com a VitaLedger. Solução que propõe a criação de uma identidade médica global baseada em biometria. Informações como vacinação, alergias, tipo sanguíneo e histórico clínico ficarão em registros verificáveis. Na terceira colocação ficou a PulseImpact. Criada para monitorar serviços essenciais em escolas — como, por exemplo, o abastecimento de água — e registrar manutenções, incidentes e evidências verificáveis na Solana.
Vencedoras serão indicadas para desafio global do UNICEF
Além de premiar dez equipes finalistas, o desafio abriu uma nova oportunidade internacional para o grupo vencedor. As responsáveis pelo Raízes do Futuro serão indicadas ao imaGen Ventures Global Challenge, iniciativa que conecta jovens ao ecossistema global de inovação do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
O Superteam Brasil distribuiu quase R$ 15 mil (USDT 2.700) entre as vencedoras e as dez equipes finalistas. Raízes do Futuro recebeu US$ 1.000 pela primeira colocação.
Impacto social onchain
Para Pedro “Kuka” Marafiotti, Team Lead do Superteam Brasil, a primeira edição também funcionou como uma ponte entre a tecnologia blockchain e uma nova geração de potenciais desenvolvedores e empreendedores.
Foi um desafio gratificante, que permitiu ao Superteam Brasil estabelecer uma conexão mais próxima com o público jovem e oferecer a oportunidade de apresentar a tecnologia blockchain a essa nova geração. A Solana reafirma seu compromisso em dar continuidade a projetos educacionais e de impacto social.
Ney Neto, um dos envolvidos na organização do Youth Challenge, também destacou o impacto provocado pelos participantes.
Foi inspirador e cheio de aprendizados. Fui impactado por esses jovens e espero poder continuar apoiando seus sonhos de crescimento e a vontade de mudar o mundo.
Gina Van Dijk, consultora associada, ressaltou que muitas das propostas partiram de problemas vivenciados pelos próprios participantes.
Os jovens trouxeram desafios reais vividos por eles e mostraram como suas ideias podem potencializar o impacto positivo em crianças, jovens e suas comunidades.
UNICEF confirma 2ª edição do Youth Challenge
O resultado da primeira experiência já levou à decisão de dar continuidade ao projeto. Felipe Gonzales confirmou em primeira mão ao BeInCrypto Brasil a segunda edição do Youth Challenge Blockchain.
O legado deste primeiro desafio já aponta o caminho. Teremos, sim, uma segunda edição em 2027, com algumas novidades que vamos anunciar mais adiante. A ideia é consolidar o Youth Challenge Blockchain como uma plataforma de inovação com juventudes, cada vez mais conectada à nossa missão, afirmou o Innovation Officer do UNICEF Brasil.
As vencedoras foram anunciadas no palco do Blockchain Rio 2026.
O artigo Youth Challenge Blockchain UNICEF premia economia circular na Bahia e confirma 2ª edição foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Justin Sun comenta lista negra da Binance HTX: seus fundos estão realmente afetados?Justin Sun afirma que as restrições da Binance à HTX afetam apenas usuários no Reino Unido e na União Europeia. O comunicado da própria Binance não estabelece esse limite. O fundador da HTX fez essa declaração com a aproximação do prazo final de 23 de agosto. Ele disse também que a HTX já está em negociações de acordo com autoridades do Reino Unido e da União Europeia. O que disse Sun Os comentários foram publicados em um post no X na noite de sexta-feira, poucas horas após o anúncio da lista negra da Binance. “… Comuniquei-me com a Binance, e a questão envolve apenas usuários da Binance no Reino Unido e na União Europeia. A própria Huobi não realiza negócios no Reino Unido ou na União Europeia. Nossas negociações de acordo com as autoridades regulatórias do Reino Unido e da União Europeia já estão em andamento”, escreveu ele em post. Sun acrescentou que os usuários afetados podem entrar em contato com o atendimento ao cliente da HTX e que a exchange irá colaborar para resolver casos específicos. Como a declaração se relaciona com os fatos A Binance direcionou seu comunicado a todos os usuários, sem mencionar nenhum país. No aviso, informou que transações envolvendo as plataformas listadas podem ser retidas para análise de conformidade após as datas vigentes. A Binance restringiu 11 plataformas nesse anúncio. A segunda afirmação de Sun é mais difícil de justificar. A Financial Conduct Authority (FCA) alega que a HTX registrou 4,6 milhões de visitas do Reino Unido em 2023. Isso deu à empresa o sexto lugar entre as firmas de ativos virtuais acessadas a partir da Grã-Bretanha. A HTX restringiu novos cadastros de usuários britânicos somente após ação judicial do órgão regulador. A alegação sobre o acordo se sustenta no contexto britânico. Uma suspensão do processo na Suprema Corte está vigente até 25 de agosto, e a HTX está negociando com a FCA questões relacionadas à publicidade ilegal. Sun não informou qual autoridade da União Europeia está conduzindo negociações com ele. O prazo é apertado. A Binance encerra o suporte à HTX em 23 de agosto, dois dias antes do término da suspensão em Londres. O artigo Justin Sun comenta lista negra da Binance HTX: seus fundos estão realmente afetados? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Justin Sun comenta lista negra da Binance HTX: seus fundos estão realmente afetados?

Justin Sun afirma que as restrições da Binance à HTX afetam apenas usuários no Reino Unido e na União Europeia. O comunicado da própria Binance não estabelece esse limite.
O fundador da HTX fez essa declaração com a aproximação do prazo final de 23 de agosto. Ele disse também que a HTX já está em negociações de acordo com autoridades do Reino Unido e da União Europeia.
O que disse Sun
Os comentários foram publicados em um post no X na noite de sexta-feira, poucas horas após o anúncio da lista negra da Binance.
“… Comuniquei-me com a Binance, e a questão envolve apenas usuários da Binance no Reino Unido e na União Europeia. A própria Huobi não realiza negócios no Reino Unido ou na União Europeia. Nossas negociações de acordo com as autoridades regulatórias do Reino Unido e da União Europeia já estão em andamento”, escreveu ele em post.
Sun acrescentou que os usuários afetados podem entrar em contato com o atendimento ao cliente da HTX e que a exchange irá colaborar para resolver casos específicos.
Como a declaração se relaciona com os fatos
A Binance direcionou seu comunicado a todos os usuários, sem mencionar nenhum país. No aviso, informou que transações envolvendo as plataformas listadas podem ser retidas para análise de conformidade após as datas vigentes. A Binance restringiu 11 plataformas nesse anúncio.
A segunda afirmação de Sun é mais difícil de justificar. A Financial Conduct Authority (FCA) alega que a HTX registrou 4,6 milhões de visitas do Reino Unido em 2023. Isso deu à empresa o sexto lugar entre as firmas de ativos virtuais acessadas a partir da Grã-Bretanha. A HTX restringiu novos cadastros de usuários britânicos somente após ação judicial do órgão regulador.
A alegação sobre o acordo se sustenta no contexto britânico. Uma suspensão do processo na Suprema Corte está vigente até 25 de agosto, e a HTX está negociando com a FCA questões relacionadas à publicidade ilegal. Sun não informou qual autoridade da União Europeia está conduzindo negociações com ele.
O prazo é apertado. A Binance encerra o suporte à HTX em 23 de agosto, dois dias antes do término da suspensão em Londres.
O artigo Justin Sun comenta lista negra da Binance HTX: seus fundos estão realmente afetados? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Tom Lee quer uma queda de 10% antes que o S&P 500 alcance 8 mil, o Bitcoin já teve umaTom Lee, da Fundstrat, prevê que o S&P 500 alcance 8 mil até o fim de agosto. Ele também estima uma correção de 10% e defende que o mercado se beneficiaria ao passar por esse ajuste. Lee apresentou sua análise na CNBC após um leve resultado da inflação de julho impulsionar as ações a novas máximas históricas. Investidores de cripto que acompanham o Bitcoin em US$ 63 mil podem achar o argumento desconfortavelmente comum. Por que Tom Lee prefere uma correção antes das ações chegarem a 8 mil? O cenário é quase ideal para quem aposta em alta nas ações. Os preços ao consumidor em julho subiram 0,1% no mês e 3,4% em doze meses, em linha com as previsões. A inflação central ficou em 2,5% ao ano. Esses dados vieram após um fraco relatório de emprego em julho. O conjunto reduziu as chances de um aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro para cerca de 40%. O S&P 500 encerrou em recorde em 12 de agosto, mas Lee manteve sua projeção. “… O rali está bastante saudável e está seguindo nossa estimativa de que podemos chegar a 7.900, 8 mil até o fim do mês”, disse Tom Lee, chefe de pesquisa da Fundstrat Global Advisors, em entrevista à CNBC. O cálculo está ancorado nos resultados das empresas. Segundo Lee, as projeções para 2027 subiram de cerca de US$ 395 no início da temporada de balanços para aproximadamente US$ 410 atualmente. Um múltiplo de 20 vezes sobre US$ 425 apontaria para algo próximo a 9 mil. Essa força, no entanto, é o que preocupa Lee. Em comunicado a clientes, ele apontou quatro riscos para uma queda. Ele espera que o topo da faixa projetada por ele marque o início de uma reversão. Desempenho do S&P500. Fonte: TradingView “… O final de agosto chegando a 8 mil pode nos levar a um período em que as ações decepcionem, mesmo com fundamentos positivos.” Dívida com margem lidera a lista de alertas de Tom Lee O uso de recursos tomados é sua principal preocupação. Dados da Financial Industry Regulatory Authority (FINRA) apontam que a dívida de margem atingiu o recorde de US$ 1,53 trilhão em junho. Isso representa alta expressiva de 7,9% em um mês e 51,5% em doze meses. O segundo risco está no mercado de títulos. Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed este ano e trouxe nova abordagem para a inflação, cuja precificação ainda não foi assimilada pelos investidores. “… Parte disso é o tamanho alcançado pela dívida de margem. Outra questão é que ainda não ficou claro como o mercado interpreta Kevin Warsh e seu novo método, e se o mercado de títulos vai reagir mal a ele.” As eleições de meio de mandato em novembro representam o terceiro risco. O quarto é a SpaceX, cujo vencimento escalonado do lockup libera ações de executivos e funcionários. Lee vem destacando esse cronograma desde o início de julho. Ele classificou os quatro itens como armadilhas, não necessariamente razões para vender. As quatro armadilhas apontadas por Tom Lee ao projetar uma correção de 10%. Fonte: BeInCrypto Não houve consenso entre os participantes do programa. Courtney Garcia, da Payne Capital, argumentou que os lucros justificam os preços atuais. Saúde, financeiramente e indústria superaram o índice ao longo dos últimos três meses, segundo ela. Na visão de Garcia, as preocupações com investimentos em IA diminuíram à medida que os resultados foram divulgados. Já Stephanie Guild, da Robinhood, compartilhou opinião próxima à de Lee. Para ela, períodos de alta favorecem o aumento do crédito, o que cria o ambiente para a próxima forte queda, mesmo com fundamentos sólidos. O Bitcoin já sofreu o impacto previsto por Lee É nesse ponto que a análise das ações ganha paralelo desconfortável para a cripto. O Bitcoin (BTC) opera próximo a US$ 63.062, queda de 0,5% em 24 horas, com valor de mercado de cerca de US$ 1,27 trilhão. O ativo segue como maior moeda digital. Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: BeInCrypto As ações seguem renovando recordes, enquanto o preço atual do Bitcoin permanece muito abaixo de seu topo histórico. A desalavancagem que Lee deseja para o mercado de ações já ocorreu no mercado cripto, e não poupou os investidores. Lee destacou esse ponto há alguns meses. Ele argumentou que o mercado cripto já havia passado por uma fase baixista oculta que poucos investidores perceberam. Na ocasião, as posições vendidas estavam próximas de níveis normalmente observados em fundos de mercado. Fundstrat co-founder Tom Lee says half the equity market and crypto already moved through a hidden bear phase. Lee says: – AI and tokenization are reinforcing blockchain’s long-term future. – Stablecoins will become the backbone for AI agents at scale. Agree with Tom Lee? pic.twitter.com/RMJYlEVMsH — BeInCrypto (@beincrypto) May 4, 2026 Ele também sustenta essa visão com capital próprio. Lee é presidente da BitMine Immersion Technologies, empresa que tem o ether como principal ativo de tesouraria. Ele classifica o Ethereum entre os protagonistas de uma nova alta no próximo movimento de valorização. Sua tese mais ampla baseia-se na dúvida, não na convicção. Muitos clientes institucionais ainda consideram que o movimento envolvendo Inteligência artificial está sobrevalorizado ou que os lucros já atingiram o máximo, afirmou Lee. Trilhões em capital permanecem parados à espera. Ele considera essa hesitação como um potencial impulsionador. “… penso que há pessoas que acompanham de perto o fim do mercado de alta, e acredito que isso é o que mantém o ciclo saudável.” As próximas duas semanas vão testar a primeira metade dessa análise. Se o S&P 500 alcançar 8 mil pontos e depois recuar, surge uma dúvida para o setor cripto: um ativo já bastante pressionado pode recuar ainda mais ou será que finalmente vai se desvincular desse movimento? O artigo Tom Lee quer uma queda de 10% antes que o S&P 500 alcance 8 mil, o Bitcoin já teve uma foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Tom Lee quer uma queda de 10% antes que o S&P 500 alcance 8 mil, o Bitcoin já teve uma

Tom Lee, da Fundstrat, prevê que o S&P 500 alcance 8 mil até o fim de agosto. Ele também estima uma correção de 10% e defende que o mercado se beneficiaria ao passar por esse ajuste.
Lee apresentou sua análise na CNBC após um leve resultado da inflação de julho impulsionar as ações a novas máximas históricas. Investidores de cripto que acompanham o Bitcoin em US$ 63 mil podem achar o argumento desconfortavelmente comum.
Por que Tom Lee prefere uma correção antes das ações chegarem a 8 mil?
O cenário é quase ideal para quem aposta em alta nas ações. Os preços ao consumidor em julho subiram 0,1% no mês e 3,4% em doze meses, em linha com as previsões. A inflação central ficou em 2,5% ao ano.
Esses dados vieram após um fraco relatório de emprego em julho. O conjunto reduziu as chances de um aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro para cerca de 40%. O S&P 500 encerrou em recorde em 12 de agosto, mas Lee manteve sua projeção.
“… O rali está bastante saudável e está seguindo nossa estimativa de que podemos chegar a 7.900, 8 mil até o fim do mês”, disse Tom Lee, chefe de pesquisa da Fundstrat Global Advisors, em entrevista à CNBC.
O cálculo está ancorado nos resultados das empresas. Segundo Lee, as projeções para 2027 subiram de cerca de US$ 395 no início da temporada de balanços para aproximadamente US$ 410 atualmente. Um múltiplo de 20 vezes sobre US$ 425 apontaria para algo próximo a 9 mil.
Essa força, no entanto, é o que preocupa Lee. Em comunicado a clientes, ele apontou quatro riscos para uma queda. Ele espera que o topo da faixa projetada por ele marque o início de uma reversão.
Desempenho do S&P500. Fonte: TradingView
“… O final de agosto chegando a 8 mil pode nos levar a um período em que as ações decepcionem, mesmo com fundamentos positivos.”
Dívida com margem lidera a lista de alertas de Tom Lee
O uso de recursos tomados é sua principal preocupação. Dados da Financial Industry Regulatory Authority (FINRA) apontam que a dívida de margem atingiu o recorde de US$ 1,53 trilhão em junho. Isso representa alta expressiva de 7,9% em um mês e 51,5% em doze meses.
O segundo risco está no mercado de títulos. Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed este ano e trouxe nova abordagem para a inflação, cuja precificação ainda não foi assimilada pelos investidores.
“… Parte disso é o tamanho alcançado pela dívida de margem. Outra questão é que ainda não ficou claro como o mercado interpreta Kevin Warsh e seu novo método, e se o mercado de títulos vai reagir mal a ele.”
As eleições de meio de mandato em novembro representam o terceiro risco. O quarto é a SpaceX, cujo vencimento escalonado do lockup libera ações de executivos e funcionários. Lee vem destacando esse cronograma desde o início de julho. Ele classificou os quatro itens como armadilhas, não necessariamente razões para vender.
As quatro armadilhas apontadas por Tom Lee ao projetar uma correção de 10%. Fonte: BeInCrypto
Não houve consenso entre os participantes do programa. Courtney Garcia, da Payne Capital, argumentou que os lucros justificam os preços atuais. Saúde, financeiramente e indústria superaram o índice ao longo dos últimos três meses, segundo ela. Na visão de Garcia, as preocupações com investimentos em IA diminuíram à medida que os resultados foram divulgados.
Já Stephanie Guild, da Robinhood, compartilhou opinião próxima à de Lee. Para ela, períodos de alta favorecem o aumento do crédito, o que cria o ambiente para a próxima forte queda, mesmo com fundamentos sólidos.
O Bitcoin já sofreu o impacto previsto por Lee
É nesse ponto que a análise das ações ganha paralelo desconfortável para a cripto. O Bitcoin (BTC) opera próximo a US$ 63.062, queda de 0,5% em 24 horas, com valor de mercado de cerca de US$ 1,27 trilhão. O ativo segue como maior moeda digital.
Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: BeInCrypto
As ações seguem renovando recordes, enquanto o preço atual do Bitcoin permanece muito abaixo de seu topo histórico. A desalavancagem que Lee deseja para o mercado de ações já ocorreu no mercado cripto, e não poupou os investidores.
Lee destacou esse ponto há alguns meses. Ele argumentou que o mercado cripto já havia passado por uma fase baixista oculta que poucos investidores perceberam. Na ocasião, as posições vendidas estavam próximas de níveis normalmente observados em fundos de mercado.
Fundstrat co-founder Tom Lee says half the equity market and crypto already moved through a hidden bear phase.
Lee says:
– AI and tokenization are reinforcing blockchain’s long-term future.
– Stablecoins will become the backbone for AI agents at scale.
Agree with Tom Lee? pic.twitter.com/RMJYlEVMsH
— BeInCrypto (@beincrypto) May 4, 2026
Ele também sustenta essa visão com capital próprio. Lee é presidente da BitMine Immersion Technologies, empresa que tem o ether como principal ativo de tesouraria. Ele classifica o Ethereum entre os protagonistas de uma nova alta no próximo movimento de valorização.
Sua tese mais ampla baseia-se na dúvida, não na convicção. Muitos clientes institucionais ainda consideram que o movimento envolvendo Inteligência artificial está sobrevalorizado ou que os lucros já atingiram o máximo, afirmou Lee. Trilhões em capital permanecem parados à espera. Ele considera essa hesitação como um potencial impulsionador.
“… penso que há pessoas que acompanham de perto o fim do mercado de alta, e acredito que isso é o que mantém o ciclo saudável.”
As próximas duas semanas vão testar a primeira metade dessa análise. Se o S&P 500 alcançar 8 mil pontos e depois recuar, surge uma dúvida para o setor cripto: um ativo já bastante pressionado pode recuar ainda mais ou será que finalmente vai se desvincular desse movimento?
O artigo Tom Lee quer uma queda de 10% antes que o S&P 500 alcance 8 mil, o Bitcoin já teve uma foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
40 dias após o MiCA: como está o mercado cripto europeu?Análise do BeInCrypto sobre o registro de licenças na Europa aponta liderança de empresas de custódia e bancos. Autorizações para operar ambientes de negociação são raras, a Circle domina a oferta de stablecoins compatíveis, e as ações de fiscalização estão concentradas em um país. O período de transição das criptomoedas na Europa terminou em 1º de julho de 2026. Cerca de quarenta dias depois, o mercado licenciado ainda está em formação. O registro da European Securities and Markets Authority, atualizado em 12 de agosto, apresenta 329 linhas de autorização. Estas representam 324 entes legais identificáveis, já que algumas empresas aparecem mais de uma vez graças a permissões adicionais ou registros duplicados. Essa distinção muda a interpretação do mercado. A Europa construiu um perímetro regulado expressivo, mas o universo de atuação prática é bem mais restrito. Apenas 21 entidades têm aval para operar ambientes de negociação, enquanto as permissões de custódia e transferência são maioria. Visão geral do perímetro das licenças MiCA. Fonte: análise do BeInCrypto; o gráfico utiliza os dados originais de 30 de julho de 2026. O registro mais recente também confirma o principal achado da pesquisa inicial do BeInCrypto. Os bancos conquistaram parte relevante das licenças. A Circle responde por cerca de 92% do mercado de stablecoins em conformidade com a MiCA monitorado. Os reguladores nacionais adotaram o mesmo regulamento da União Europeia de formas bastante distintas. Observação: Os gráficos mantêm o recorte original do BeInCrypto de 30 de julho, quando o registro tinha 308 linhas. O texto do artigo já traz a atualização da ESMA publicada em 12 de agosto. A ESMA atualiza o registro semanalmente com base em informações encaminhadas por autoridades nacionais. Uma linha alemã traz autorização vigente a partir de 28 de agosto e foi excluída das comparações temporais. O registro apresenta 324 empresas e apenas 21 podem operar ambientes de negociação A MiCA substituiu os sistemas nacionais de registro por uma autorização comum. Uma empresa aprovada em qualquer estado do Espaço Econômico Europeu pode comunicar essa aprovação a outros mercados e atendê-los sem precisar de novo licenciamento integral. A licença abrange dez categorias distintas de serviços cripto. O BeInCrypto normalizou as descrições dos serviços mais recentes da ESMA, já que o formato dos envios nacionais varia bastante. Custódia é a principal categoria, contemplando 218 dos 324 entes legais. Em seguida estão os serviços de transferência, com 203. Um total de 181 estão aptos a trocar ativos cripto por dinheiro estatal, e 168 podem executar ordens de clientes. A permissão para operar uma plataforma de negociação está entre as menos frequentes. Apenas 21 empresas têm essa autorização, o que representa 6,5% do mercado licenciado. As outras 303 entidades podem atuar em serviços como custódia ou corretagem, mas não estão aptas a intermediar diretamente ordens entre compradores e vendedores. Serviços autorizados no registro MiCA. Fonte: análise do BeInCrypto; o gráfico utiliza dados de 30 de julho. Por isso o número total de licenças pode gerar interpretações equivocadas. Um aplicativo cripto pode ser autorizado a negociar ativos de seu próprio inventário com clientes sem ter permissão para atuar como uma exchange. O mercado também se divide entre especialistas locais e empresas que buscam atuação plena. No arquivo mais recente, 142 entidades notificaram ao menos 27 mercados-alvo, cerca de 44% do registro. “A maioria dessas autorizações é para funções mais restritas: custódia, corretagem, transferência, gestão de portfólio e consultoria. Na prática, a liquidez à vista na União Europeia ficará concentrada em poucos nomes“, disse Vyara Savova, líder de políticas sênior do European Ethereum Institute. A maioria dos antigos registros VASP não se tornou licença MiCA A autorização MiCA é muito mais exigente que o registro anterior de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (VASP). Os modelos antigos focavam principalmente em controles de combate à lavagem de dinheiro. A MiCA impõe análise de capital, critérios de gestão, controles de custódia e resiliência operacional. Estimativas do BeInCrypto apontam custos iniciais jurídicos e de assessoria entre €40 mil e €150 mil. A estruturação de compliance pode adicionar de €20 mil a €80 mil. O desenvolvimento tecnológico relacionado à Lei de Resiliência Operacional Digital da UE pode custar entre €30 mil e €80 mil adicionais. Gastos recorrentes anuais chegam a €150 mil a €500 mil. Autorizações CASP por trimestre. Fonte: análise do BeInCrypto; gráfico utiliza dados de 30 de julho. James Harris, CEO da gestora institucional Tesseract Group, autorizada pela MiCA, destacou que o peso do compliance fixo impacta mais fortemente empresas pequenas. “Uma empresa com vinte pessoas precisa estruturar o mesmo pacote DORA, Travel Rule e AML que uma exchange de três mil funcionários. Conseguir a autorização CASP é cerca de dez a quinze vezes mais difícil do que atuar como VASP“, afirmou James Harris, CEO da gestora institucional Tesseract Group, autorizada pela MiCA.” A população VASP na Europa já chegou a cerca de 2.700 registros. Estimativas do setor apontam que o mercado ativo antes da MiCA reunia algo próximo de 1.200. Esses universos são distintos e não permitem calcular uma taxa exata de conversão. Em comparação com as 324 empresas licenciadas atualmente, os dados sugerem que entre três quartos e quase nove décimos do mercado anterior não avançaram no novo regime. As autorizações foram concedidas em ondas, geralmente orientadas por prazos. O conjunto de dados original marcou 81 no quarto trimestre de 2025, na proximidade do prazo nacional mais curto da Alemanha. Outros 102 foram incluídos no segundo trimestre de 2026. O registro de agosto traz 34 entidades com datas de autorização em 1º de julho ou depois, embora parte delas tenha sido comunicada à ESMA após a data de aprovação. Autorizações CASP por trimestre: BeInCrypto O prazo de 1º de julho, portanto, encerrou a transição legal sem paralisar o registro. As autoridades nacionais continuam aprovando empresas e enviando decisões antigas para a ESMA. A Binance segue fora do registro A maioria das grandes plataformas globais encontrou uma base europeia. A Kraken foi autorizada pela Irlanda. A Coinbase e a Bitstamp optaram por Luxemburgo. OKX, Crypto.com, Gate e Gemini estão presentes por meio de Malta. KuCoin e Bybit aparecem por meio da Áustria. A Binance segue ausente do arquivo CASP de 12 de agosto. A empresa entrou em 1º de julho sem autorização visível da União Europeia e ainda não possui registro correspondente. Status de licença MiCA das exchanges: BeInCrypto Os nomes também evidenciam a diferença entre uma licença de serviço e uma licença de local de negociação. A Kraken e a Bitstamp têm permissão para operar como plataformas de negociação. Outras conhecidas aparecem com permissões de custódia ou exchange, sem autorização para oferecer local de negociação pela MiCA. Estar ausente do registro, por si só, não prova que uma empresa atende clientes da União Europeia ilegalmente. Isso indica apenas que os registros publicados pela ESMA não mostram autorização MiCA correspondente. Três países concentram 41% do mercado licenciado O passaporte criou um perímetro legal único, mas as licenças ficaram concentradas em poucos polos nacionais. O registro de 12 de agosto contabiliza 70 entidades jurídicas alemãs, 34 francesas e 29 holandesas. Juntas, essas jurisdições somam 133 de 324, ou 41% do mercado. Considerando linhas brutas do registro, o número é semelhante: 137 de 329. CASPs licenciadas por país: BeInCrypto Grécia, Hungria, Polônia e Romênia ainda não possuem CASP autorizada no arquivo da ESMA. Portugal saiu desse grupo em julho, quando sua primeira entidade foi listada. A situação da Polônia reflete a implementação doméstica parada, o que faz empresas locais buscarem autorização em outros países e voltarem ao mercado via passaporte. Os registros de tokens compõem um mapa diferente. A ESMA agora lista 960 white papers para criptoativos que não sejam stablecoins. A Irlanda responde por 362, Malta por 159 e a Alemanha por 146. White paper é o documento divulgado pelo ofertante ou emissor; a ESMA indica que autoridades nacionais não revisaram nem aprovaram esses materiais. White papers de tokens por domicílio: BeInCrypto A Alemanha mostra como o novo patamar de autorização alterou o perfil das empresas. Na classificação do BeInCrypto de 30 de julho, 29 das 63 entradas no registro alemão tinham nomes de bancos. No arquivo mais recente, são 23 bancos cooperativos regionais, acima dos 16 daquela análise anterior. Divisão de licenças bancárias alemãs: BeInCrypto Bancos ingressaram por custódia e execução Em toda a Europa, a análise inicial do BeInCrypto identificou 49 entidades com nomes de bancos entre 308 registros. O grupo reúne Commerzbank, DekaBank, CACEIS e Clearstream. CaixaBank e KBC também aparecem. CASPs de bancos Fluxo institucional: BeInCrypto As permissões desse grupo apontam para serviços de ativos. Os bancos ingressaram por custódia, transferências e execução de ordens de clientes. Poucos operam local de negociação de criptoativos. Os bancos cooperativos da Alemanha tornam a mudança mais perceptível. São instituições regionais que atendem clientes locais. A participação desse segmento sugere que a custódia de cripto está ingressando na infraestrutura bancária tradicional. Sabina Liu, diretora-geral da KuCoin EU, declarou que as relações bancárias estão se tornando um critério de maturidade operacional, já que instituições reguladas exigem governança e controles sólidos de seus parceiros. “Parcerias sólidas com bancos refletem o cumprimento dos padrões buscados por instituições financeiras reguladas, inclusive no que diz respeito à governança e controles”, afirmou Sabina Liu, diretora-geral da KuCoin EU. A mudança também altera a dinâmica competitiva. Empresas nativas de cripto ainda oferecem a maior parte dos produtos voltados ao consumidor final. Os bancos agora controlam mais da infraestrutura de custódia e liquidação exigida para a operação desses produtos no mercado regulado. A Circle fornece cerca de 92% das stablecoins compatíveis com MiCA O prazo final de 1º de julho teve pouco efeito visível sobre a oferta global de stablecoins. O principal ajuste do mercado ocorreu antes, quando plataformas europeias removeram ou restringiram tokens não compatíveis durante 2024 e início de 2025. A classificação do BeInCrypto de 30 de julho identificou US$ 78,9 bilhões emitidos sob normas compatíveis com o MiCA e US$ 193,1 bilhões sem autorização da União Europeia. Os tokens USDC e EURC, da Circle, foram responsáveis por cerca de US$ 72,7 bilhões desse total, próximo de 92% da oferta compatível. Oferta de Stablecoins por Token: BeInCrypto Essa concentração permanece estável. Dados do DefiLlama consultados em 14 de agosto mostravam o USDC próximo de US$ 72,0 bilhões e o EURC em € 463,6 milhões. O USDG estava na faixa de US$ 3,41 bilhões. O USDT seguiu com valor global muito superior, aproximando-se de US$ 183 bilhões, mesmo sem autorização correspondente de emissor no âmbito do MiCA. Oferta de Stablecoins ao Redor do Prazo: BeInCrypto O levantamento original de 90 dias indicou crescimento de 34% no USDG, enquanto várias stablecoins compatíveis de maior porte apresentaram retração. A base inicial menor explica parte dessa taxa. O USDG respondeu por cerca de 4% do segmento compatível, o que sinaliza diversificação sem ameaçar a liderança da Circle. Variação da Oferta em 90 Dias: BeInCrypto O segmento atrelado ao euro segue em expansão. As quatro principais stablecoins em euro monitoradas, EURC, EURCV, EURI e EURe, detinham aproximadamente € 694 milhões em 14 de agosto, equivalentes a cerca de US$ 800 milhões nos preços atuais. O levantamento de 30 de julho mostrava o setor próximo de US$ 773 milhões. Oferta de Stablecoins em Euro: BeInCrypto O arquivo mais recente da ESMA lista 43 white papers de e-money-tokens provenientes de 23 emissores nomeados, sem um emissor autorizado de token referenciado em ativos. O e-money token acompanha uma moeda oficial. Já o token referenciado em ativos pode acompanhar uma cesta composta por moedas ou outros ativos, encarando exigências regulatórias mais rigorosas. A lista de emissores é mais extensa que o mercado em operação. Ela inclui projetos apoiados por bancos e fintechs especializadas em dinheiro eletrônico, porém o fornecimento segue concentrado em alguns tokens estabelecidos. O registro mede a permissão para emitir, enquanto os dados de circulação mostram se um token encontrou público de fato. Os tokens compatíveis com o MiCA agora dominam o segmento de stablecoins em euro. Um resíduo de € 4,8 milhões em EURT, da Tether, segue visível nos dados do DefiLlama, portanto a oferta on-chain ainda não chegou a zero. Uma licença não cria um mercado líquido A permissão para negociação concede acesso legal ao mercado, mas a liquidez ainda depende de usuários, formadores de mercado e fluxo de ordens conectado. O levantamento do BeInCrypto de 30 de julho apurou US$ 386,6 milhões de profundidade de book de ordens à vista, dentro de 2% do preço praticado, na Kraken. Esse valor superou a soma das ofertas em Coinbase, Crypto.com e Bybit EU nos mesmos dados. Apenas quatro plataformas licenciadas apresentaram profundidade mensurável em futuros perpétuos. Profundidade de Book em Plataformas Licenciadas: BeInCrypto via dados DeFiLlama Profundidade do book em plataformas licenciadas selecionadas. Fonte: análise do BeInCrypto com dados do DeFiLlama; levantamento de 30 de julho. O resultado reflete o registro de licenças. A Europa possui centenas de provedores de serviços autorizados e um mercado de plataformas reduzido. A liquidez permanece concentrada mesmo nesse grupo menor. MiCA não resolve questões sobre DeFi e custódia O MiCA abrange prestadores de serviços centralizados e exclui atividades realizadas de forma totalmente descentralizada sem intermediário. Os casos mais complexos estão nessa área intermediária. Um operador identificável pode enquadrar um projeto nas regras. O controle sobre uma interface, chave de upgrade ou switch de taxas pode indicar que uma empresa ainda gerencia o serviço. A decisão legal depende das especificidades de cada projeto. O registro mais recente inclui 56 entidades com permissão para gestão de portfólio, cerca de 17% do mercado licenciado. Esse é o modo mais direto para empresas que oferecem produtos regulados e utilizam finanças descentralizadas. Comparação de Vaults DeFi compatíveis: BeInCrypto A Tesseract utiliza vaults separados on-chain para cada cliente e os administra como portfólios discricionários. Segundo Harris, o modelo de conformidade está integrado à estrutura do produto, ao invés de ser adicionado após o lançamento. A custódia implica um teste jurídico próprio. O Artigo 75 do MiCA exige segregação legal e operacional das criptoativos dos clientes em relação ao patrimônio do custodiante. A regra busca garantir que os ativos dos clientes não fiquem expostos a eventuais credores do custodiante. Lacuna de insolvência na custódia Omnibus: BeInCrypto O MiCA não harmoniza a legislação nacional de insolvência nem exige um endereço separado em blockchain para cada cliente. As carteiras omnibus continuam permitidas. Assim, uma eventual falha de uma custodiante licenciada testaria na prática como a regra de segregação da UE se articula com os procedimentos de insolvência e de registro locais. Nenhuma grande insolvência de uma custodiante autorizada pelo MiCA estabeleceu esse precedente desde o fim do período de transição. Bruxelas revisa a lei enquanto aplicação segue desigual A Comissão Europeia abriu uma consulta direcionada sobre o MiCA em 20 de maio. As 86 perguntas abordam stablecoins e regras para CASP, além de questionarem sobre DeFi, staking e outras atividades atualmente fora do escopo. O prazo para resposta é até 30 de setembro de 2026. O relatório de revisão deve ser apresentado ao Parlamento Europeu e ao Conselho até 30 de junho de 2027. Cronograma de revisão do MiCA 2: BeInCrypto Savova projeta que o debate sobre stablecoins seguirá relacionado à soberania monetária europeia. Ela também vê risco de que pressões políticas levem à criação de regras que forcem empresas menores para fora do mercado europeu. Os dados atuais de aplicação evidenciam por que o ajuste fino é importante. O arquivo da ESMA de 12 de agosto relaciona 167 alertas públicos para entidades não conformes. O órgão regulador italiano CONSOB emitiu 165 alertas. O AFM da Holanda e o Banco Nacional da Eslováquia emitiram um cada. Bandeiras de concentração da fiscalização de licenças MiCA: BeInCrypto A ESMA orientou provedores não autorizados em junho a cessar a captação de clientes na UE e iniciar uma saída ordenada após 1º de julho. O registro público de alertas mostra pouca iniciativa além da Itália até agora. Segundo Harris, a autorização só se consolida como vantagem comercial duradoura quando supervisores agem contra operadores não licenciados que visam clientes europeus. Para Savova, um núcleo licenciado continuará convivendo com um pequeno mercado cinza até que alguns casos evidentes definam o padrão. As empresas licenciadas arcam com todos os custos de autorização. Sua vantagem competitiva depende de os supervisores nacionais aplicarem as restrições também aos concorrentes offshore que atendem clientes europeus. Os primeiros 40 dias formaram um núcleo licenciado O BeInCrypto realizou seis previsões antes do final da transição. Três se confirmaram: as licenças se concentraram em polos nacionais, stablecoins em conformidade ganharam importância funcional e o registro ART permaneceu vazio. A expectativa de que cada grande exchange obteria licença não se concretizou porque a Binance segue ausente. A previsão de retração precisaria de uma base mais ampla, pois a contagem histórica de VASP e a estimativa de mercado ativo avaliam grupos diferentes. O calendário para a revisão do MiCA também foi mais ágil do que o estimado. Avaliação das previsões de licenças MiCA: BeInCrypto O mercado agora possui um centro evidente, formado principalmente por custodians, corretoras e bancos. Vinte e uma entidades estão autorizadas a operar plataformas de negociação, sendo que a liquidez se concentra em um grupo ainda menor. A Circle segue como principal emissora de liquidação em conformidade. O próximo desafio é a fiscalização. Medidas visíveis fora da Itália fortaleceriam o mercado licenciado. Se a inércia persistir, empresas autorizadas continuarão pagando por uma barreira regulatória que competidores estrangeiros ainda conseguem atravessar. O MiCA estabeleceu o registro e o passaporte. O próximo ano mostrará o real alcance de seu poder de mercado. O artigo 40 dias após o MiCA: como está o mercado cripto europeu? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

40 dias após o MiCA: como está o mercado cripto europeu?

Análise do BeInCrypto sobre o registro de licenças na Europa aponta liderança de empresas de custódia e bancos. Autorizações para operar ambientes de negociação são raras, a Circle domina a oferta de stablecoins compatíveis, e as ações de fiscalização estão concentradas em um país.
O período de transição das criptomoedas na Europa terminou em 1º de julho de 2026. Cerca de quarenta dias depois, o mercado licenciado ainda está em formação.
O registro da European Securities and Markets Authority, atualizado em 12 de agosto, apresenta 329 linhas de autorização. Estas representam 324 entes legais identificáveis, já que algumas empresas aparecem mais de uma vez graças a permissões adicionais ou registros duplicados.
Essa distinção muda a interpretação do mercado. A Europa construiu um perímetro regulado expressivo, mas o universo de atuação prática é bem mais restrito. Apenas 21 entidades têm aval para operar ambientes de negociação, enquanto as permissões de custódia e transferência são maioria.
Visão geral do perímetro das licenças MiCA. Fonte: análise do BeInCrypto; o gráfico utiliza os dados originais de 30 de julho de 2026.
O registro mais recente também confirma o principal achado da pesquisa inicial do BeInCrypto. Os bancos conquistaram parte relevante das licenças.
A Circle responde por cerca de 92% do mercado de stablecoins em conformidade com a MiCA monitorado. Os reguladores nacionais adotaram o mesmo regulamento da União Europeia de formas bastante distintas.
Observação: Os gráficos mantêm o recorte original do BeInCrypto de 30 de julho, quando o registro tinha 308 linhas. O texto do artigo já traz a atualização da ESMA publicada em 12 de agosto. A ESMA atualiza o registro semanalmente com base em informações encaminhadas por autoridades nacionais. Uma linha alemã traz autorização vigente a partir de 28 de agosto e foi excluída das comparações temporais.
O registro apresenta 324 empresas e apenas 21 podem operar ambientes de negociação
A MiCA substituiu os sistemas nacionais de registro por uma autorização comum. Uma empresa aprovada em qualquer estado do Espaço Econômico Europeu pode comunicar essa aprovação a outros mercados e atendê-los sem precisar de novo licenciamento integral.
A licença abrange dez categorias distintas de serviços cripto. O BeInCrypto normalizou as descrições dos serviços mais recentes da ESMA, já que o formato dos envios nacionais varia bastante.
Custódia é a principal categoria, contemplando 218 dos 324 entes legais. Em seguida estão os serviços de transferência, com 203. Um total de 181 estão aptos a trocar ativos cripto por dinheiro estatal, e 168 podem executar ordens de clientes.
A permissão para operar uma plataforma de negociação está entre as menos frequentes. Apenas 21 empresas têm essa autorização, o que representa 6,5% do mercado licenciado. As outras 303 entidades podem atuar em serviços como custódia ou corretagem, mas não estão aptas a intermediar diretamente ordens entre compradores e vendedores.
Serviços autorizados no registro MiCA. Fonte: análise do BeInCrypto; o gráfico utiliza dados de 30 de julho.
Por isso o número total de licenças pode gerar interpretações equivocadas. Um aplicativo cripto pode ser autorizado a negociar ativos de seu próprio inventário com clientes sem ter permissão para atuar como uma exchange.
O mercado também se divide entre especialistas locais e empresas que buscam atuação plena. No arquivo mais recente, 142 entidades notificaram ao menos 27 mercados-alvo, cerca de 44% do registro.
“A maioria dessas autorizações é para funções mais restritas: custódia, corretagem, transferência, gestão de portfólio e consultoria. Na prática, a liquidez à vista na União Europeia ficará concentrada em poucos nomes“, disse Vyara Savova, líder de políticas sênior do European Ethereum Institute.
A maioria dos antigos registros VASP não se tornou licença MiCA
A autorização MiCA é muito mais exigente que o registro anterior de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (VASP). Os modelos antigos focavam principalmente em controles de combate à lavagem de dinheiro. A MiCA impõe análise de capital, critérios de gestão, controles de custódia e resiliência operacional.
Estimativas do BeInCrypto apontam custos iniciais jurídicos e de assessoria entre €40 mil e €150 mil. A estruturação de compliance pode adicionar de €20 mil a €80 mil. O desenvolvimento tecnológico relacionado à Lei de Resiliência Operacional Digital da UE pode custar entre €30 mil e €80 mil adicionais. Gastos recorrentes anuais chegam a €150 mil a €500 mil.
Autorizações CASP por trimestre. Fonte: análise do BeInCrypto; gráfico utiliza dados de 30 de julho.
James Harris, CEO da gestora institucional Tesseract Group, autorizada pela MiCA, destacou que o peso do compliance fixo impacta mais fortemente empresas pequenas.
“Uma empresa com vinte pessoas precisa estruturar o mesmo pacote DORA, Travel Rule e AML que uma exchange de três mil funcionários. Conseguir a autorização CASP é cerca de dez a quinze vezes mais difícil do que atuar como VASP“, afirmou James Harris, CEO da gestora institucional Tesseract Group, autorizada pela MiCA.”
A população VASP na Europa já chegou a cerca de 2.700 registros. Estimativas do setor apontam que o mercado ativo antes da MiCA reunia algo próximo de 1.200. Esses universos são distintos e não permitem calcular uma taxa exata de conversão. Em comparação com as 324 empresas licenciadas atualmente, os dados sugerem que entre três quartos e quase nove décimos do mercado anterior não avançaram no novo regime.
As autorizações foram concedidas em ondas, geralmente orientadas por prazos. O conjunto de dados original marcou 81 no quarto trimestre de 2025, na proximidade do prazo nacional mais curto da Alemanha.
Outros 102 foram incluídos no segundo trimestre de 2026. O registro de agosto traz 34 entidades com datas de autorização em 1º de julho ou depois, embora parte delas tenha sido comunicada à ESMA após a data de aprovação.
Autorizações CASP por trimestre: BeInCrypto
O prazo de 1º de julho, portanto, encerrou a transição legal sem paralisar o registro. As autoridades nacionais continuam aprovando empresas e enviando decisões antigas para a ESMA.
A Binance segue fora do registro
A maioria das grandes plataformas globais encontrou uma base europeia. A Kraken foi autorizada pela Irlanda. A Coinbase e a Bitstamp optaram por Luxemburgo. OKX, Crypto.com, Gate e Gemini estão presentes por meio de Malta. KuCoin e Bybit aparecem por meio da Áustria.
A Binance segue ausente do arquivo CASP de 12 de agosto. A empresa entrou em 1º de julho sem autorização visível da União Europeia e ainda não possui registro correspondente.
Status de licença MiCA das exchanges: BeInCrypto
Os nomes também evidenciam a diferença entre uma licença de serviço e uma licença de local de negociação. A Kraken e a Bitstamp têm permissão para operar como plataformas de negociação. Outras conhecidas aparecem com permissões de custódia ou exchange, sem autorização para oferecer local de negociação pela MiCA.
Estar ausente do registro, por si só, não prova que uma empresa atende clientes da União Europeia ilegalmente. Isso indica apenas que os registros publicados pela ESMA não mostram autorização MiCA correspondente.
Três países concentram 41% do mercado licenciado
O passaporte criou um perímetro legal único, mas as licenças ficaram concentradas em poucos polos nacionais.
O registro de 12 de agosto contabiliza 70 entidades jurídicas alemãs, 34 francesas e 29 holandesas. Juntas, essas jurisdições somam 133 de 324, ou 41% do mercado. Considerando linhas brutas do registro, o número é semelhante: 137 de 329.
CASPs licenciadas por país: BeInCrypto
Grécia, Hungria, Polônia e Romênia ainda não possuem CASP autorizada no arquivo da ESMA. Portugal saiu desse grupo em julho, quando sua primeira entidade foi listada. A situação da Polônia reflete a implementação doméstica parada, o que faz empresas locais buscarem autorização em outros países e voltarem ao mercado via passaporte.
Os registros de tokens compõem um mapa diferente. A ESMA agora lista 960 white papers para criptoativos que não sejam stablecoins. A Irlanda responde por 362, Malta por 159 e a Alemanha por 146. White paper é o documento divulgado pelo ofertante ou emissor; a ESMA indica que autoridades nacionais não revisaram nem aprovaram esses materiais.
White papers de tokens por domicílio: BeInCrypto
A Alemanha mostra como o novo patamar de autorização alterou o perfil das empresas. Na classificação do BeInCrypto de 30 de julho, 29 das 63 entradas no registro alemão tinham nomes de bancos. No arquivo mais recente, são 23 bancos cooperativos regionais, acima dos 16 daquela análise anterior.
Divisão de licenças bancárias alemãs: BeInCrypto
Bancos ingressaram por custódia e execução
Em toda a Europa, a análise inicial do BeInCrypto identificou 49 entidades com nomes de bancos entre 308 registros. O grupo reúne Commerzbank, DekaBank, CACEIS e Clearstream. CaixaBank e KBC também aparecem.
CASPs de bancos Fluxo institucional: BeInCrypto
As permissões desse grupo apontam para serviços de ativos. Os bancos ingressaram por custódia, transferências e execução de ordens de clientes. Poucos operam local de negociação de criptoativos.
Os bancos cooperativos da Alemanha tornam a mudança mais perceptível. São instituições regionais que atendem clientes locais. A participação desse segmento sugere que a custódia de cripto está ingressando na infraestrutura bancária tradicional.
Sabina Liu, diretora-geral da KuCoin EU, declarou que as relações bancárias estão se tornando um critério de maturidade operacional, já que instituições reguladas exigem governança e controles sólidos de seus parceiros.
“Parcerias sólidas com bancos refletem o cumprimento dos padrões buscados por instituições financeiras reguladas, inclusive no que diz respeito à governança e controles”, afirmou Sabina Liu, diretora-geral da KuCoin EU.
A mudança também altera a dinâmica competitiva. Empresas nativas de cripto ainda oferecem a maior parte dos produtos voltados ao consumidor final. Os bancos agora controlam mais da infraestrutura de custódia e liquidação exigida para a operação desses produtos no mercado regulado.
A Circle fornece cerca de 92% das stablecoins compatíveis com MiCA
O prazo final de 1º de julho teve pouco efeito visível sobre a oferta global de stablecoins. O principal ajuste do mercado ocorreu antes, quando plataformas europeias removeram ou restringiram tokens não compatíveis durante 2024 e início de 2025.
A classificação do BeInCrypto de 30 de julho identificou US$ 78,9 bilhões emitidos sob normas compatíveis com o MiCA e US$ 193,1 bilhões sem autorização da União Europeia. Os tokens USDC e EURC, da Circle, foram responsáveis por cerca de US$ 72,7 bilhões desse total, próximo de 92% da oferta compatível.
Oferta de Stablecoins por Token: BeInCrypto
Essa concentração permanece estável. Dados do DefiLlama consultados em 14 de agosto mostravam o USDC próximo de US$ 72,0 bilhões e o EURC em € 463,6 milhões. O USDG estava na faixa de US$ 3,41 bilhões.
O USDT seguiu com valor global muito superior, aproximando-se de US$ 183 bilhões, mesmo sem autorização correspondente de emissor no âmbito do MiCA.
Oferta de Stablecoins ao Redor do Prazo: BeInCrypto
O levantamento original de 90 dias indicou crescimento de 34% no USDG, enquanto várias stablecoins compatíveis de maior porte apresentaram retração. A base inicial menor explica parte dessa taxa.
O USDG respondeu por cerca de 4% do segmento compatível, o que sinaliza diversificação sem ameaçar a liderança da Circle.
Variação da Oferta em 90 Dias: BeInCrypto
O segmento atrelado ao euro segue em expansão. As quatro principais stablecoins em euro monitoradas, EURC, EURCV, EURI e EURe, detinham aproximadamente € 694 milhões em 14 de agosto, equivalentes a cerca de US$ 800 milhões nos preços atuais. O levantamento de 30 de julho mostrava o setor próximo de US$ 773 milhões.
Oferta de Stablecoins em Euro: BeInCrypto
O arquivo mais recente da ESMA lista 43 white papers de e-money-tokens provenientes de 23 emissores nomeados, sem um emissor autorizado de token referenciado em ativos. O e-money token acompanha uma moeda oficial. Já o token referenciado em ativos pode acompanhar uma cesta composta por moedas ou outros ativos, encarando exigências regulatórias mais rigorosas.
A lista de emissores é mais extensa que o mercado em operação. Ela inclui projetos apoiados por bancos e fintechs especializadas em dinheiro eletrônico, porém o fornecimento segue concentrado em alguns tokens estabelecidos. O registro mede a permissão para emitir, enquanto os dados de circulação mostram se um token encontrou público de fato.
Os tokens compatíveis com o MiCA agora dominam o segmento de stablecoins em euro. Um resíduo de € 4,8 milhões em EURT, da Tether, segue visível nos dados do DefiLlama, portanto a oferta on-chain ainda não chegou a zero.
Uma licença não cria um mercado líquido
A permissão para negociação concede acesso legal ao mercado, mas a liquidez ainda depende de usuários, formadores de mercado e fluxo de ordens conectado.
O levantamento do BeInCrypto de 30 de julho apurou US$ 386,6 milhões de profundidade de book de ordens à vista, dentro de 2% do preço praticado, na Kraken. Esse valor superou a soma das ofertas em Coinbase, Crypto.com e Bybit EU nos mesmos dados. Apenas quatro plataformas licenciadas apresentaram profundidade mensurável em futuros perpétuos.
Profundidade de Book em Plataformas Licenciadas: BeInCrypto via dados DeFiLlama
Profundidade do book em plataformas licenciadas selecionadas. Fonte: análise do BeInCrypto com dados do DeFiLlama; levantamento de 30 de julho.
O resultado reflete o registro de licenças. A Europa possui centenas de provedores de serviços autorizados e um mercado de plataformas reduzido. A liquidez permanece concentrada mesmo nesse grupo menor.
MiCA não resolve questões sobre DeFi e custódia
O MiCA abrange prestadores de serviços centralizados e exclui atividades realizadas de forma totalmente descentralizada sem intermediário. Os casos mais complexos estão nessa área intermediária.
Um operador identificável pode enquadrar um projeto nas regras. O controle sobre uma interface, chave de upgrade ou switch de taxas pode indicar que uma empresa ainda gerencia o serviço. A decisão legal depende das especificidades de cada projeto.
O registro mais recente inclui 56 entidades com permissão para gestão de portfólio, cerca de 17% do mercado licenciado. Esse é o modo mais direto para empresas que oferecem produtos regulados e utilizam finanças descentralizadas.
Comparação de Vaults DeFi compatíveis: BeInCrypto
A Tesseract utiliza vaults separados on-chain para cada cliente e os administra como portfólios discricionários. Segundo Harris, o modelo de conformidade está integrado à estrutura do produto, ao invés de ser adicionado após o lançamento.
A custódia implica um teste jurídico próprio. O Artigo 75 do MiCA exige segregação legal e operacional das criptoativos dos clientes em relação ao patrimônio do custodiante. A regra busca garantir que os ativos dos clientes não fiquem expostos a eventuais credores do custodiante.
Lacuna de insolvência na custódia Omnibus: BeInCrypto
O MiCA não harmoniza a legislação nacional de insolvência nem exige um endereço separado em blockchain para cada cliente. As carteiras omnibus continuam permitidas. Assim, uma eventual falha de uma custodiante licenciada testaria na prática como a regra de segregação da UE se articula com os procedimentos de insolvência e de registro locais.
Nenhuma grande insolvência de uma custodiante autorizada pelo MiCA estabeleceu esse precedente desde o fim do período de transição.
Bruxelas revisa a lei enquanto aplicação segue desigual
A Comissão Europeia abriu uma consulta direcionada sobre o MiCA em 20 de maio. As 86 perguntas abordam stablecoins e regras para CASP, além de questionarem sobre DeFi, staking e outras atividades atualmente fora do escopo.
O prazo para resposta é até 30 de setembro de 2026. O relatório de revisão deve ser apresentado ao Parlamento Europeu e ao Conselho até 30 de junho de 2027.
Cronograma de revisão do MiCA 2: BeInCrypto
Savova projeta que o debate sobre stablecoins seguirá relacionado à soberania monetária europeia. Ela também vê risco de que pressões políticas levem à criação de regras que forcem empresas menores para fora do mercado europeu.
Os dados atuais de aplicação evidenciam por que o ajuste fino é importante. O arquivo da ESMA de 12 de agosto relaciona 167 alertas públicos para entidades não conformes. O órgão regulador italiano CONSOB emitiu 165 alertas. O AFM da Holanda e o Banco Nacional da Eslováquia emitiram um cada.
Bandeiras de concentração da fiscalização de licenças MiCA: BeInCrypto
A ESMA orientou provedores não autorizados em junho a cessar a captação de clientes na UE e iniciar uma saída ordenada após 1º de julho. O registro público de alertas mostra pouca iniciativa além da Itália até agora.
Segundo Harris, a autorização só se consolida como vantagem comercial duradoura quando supervisores agem contra operadores não licenciados que visam clientes europeus. Para Savova, um núcleo licenciado continuará convivendo com um pequeno mercado cinza até que alguns casos evidentes definam o padrão.
As empresas licenciadas arcam com todos os custos de autorização. Sua vantagem competitiva depende de os supervisores nacionais aplicarem as restrições também aos concorrentes offshore que atendem clientes europeus.
Os primeiros 40 dias formaram um núcleo licenciado
O BeInCrypto realizou seis previsões antes do final da transição. Três se confirmaram: as licenças se concentraram em polos nacionais, stablecoins em conformidade ganharam importância funcional e o registro ART permaneceu vazio. A expectativa de que cada grande exchange obteria licença não se concretizou porque a Binance segue ausente.
A previsão de retração precisaria de uma base mais ampla, pois a contagem histórica de VASP e a estimativa de mercado ativo avaliam grupos diferentes. O calendário para a revisão do MiCA também foi mais ágil do que o estimado.
Avaliação das previsões de licenças MiCA: BeInCrypto
O mercado agora possui um centro evidente, formado principalmente por custodians, corretoras e bancos. Vinte e uma entidades estão autorizadas a operar plataformas de negociação, sendo que a liquidez se concentra em um grupo ainda menor. A Circle segue como principal emissora de liquidação em conformidade.
O próximo desafio é a fiscalização. Medidas visíveis fora da Itália fortaleceriam o mercado licenciado. Se a inércia persistir, empresas autorizadas continuarão pagando por uma barreira regulatória que competidores estrangeiros ainda conseguem atravessar.
O MiCA estabeleceu o registro e o passaporte. O próximo ano mostrará o real alcance de seu poder de mercado.
O artigo 40 dias após o MiCA: como está o mercado cripto europeu? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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