A disputa econômica na Ásia não acontece apenas dentro das fábricas. Ela também acontece nos caminhos que conectam recursos, indústria e consumidores.

A imagem apresenta uma cadeia que começa nos recursos e passa por rotas, portos, centros logísticos, distribuição e mercados. Essa estrutura ajuda a entender por que infraestrutura e logística podem ter importância estratégica semelhante à própria capacidade produtiva.
A Ásia ocupa posição central nas cadeias globais de valor. O FMI destaca o papel crescente da região no comércio, na manufatura avançada e na diversificação das cadeias produtivas.
A OCDE também aponta que a concentração das importações aumentou nas últimas décadas e que a participação da China nas relações comerciais concentradas de diversos países cresceu significativamente. Ao mesmo tempo, as cadeias globais continuam altamente integradas e estão sendo reorganizadas, não simplesmente abandonadas.
É por isso que a pergunta estratégica não é apenas:
Quem produz?
Também precisamos perguntar:
Quem fornece?
Quem transporta?
Quem controla os portos?
Quem opera a logística?
Quem depende dessas rotas?
Quanto mais etapas de uma cadeia passam pelo mesmo conjunto de nós, maior pode ser a importância econômica desses pontos de conexão.
No século XXI, poder não significa apenas possuir o produto. Também significa ter influência sobre o caminho que leva o produto até o mercado.
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