Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, os brasileiros declararam R$ 1,13 trilhão em operações com stablecoins, o que dá 71,7% de todo o volume cripto informado à Receita Federal (R$ 1,58 trilhão). Nos anos mais recentes, a participação mensal delas ficou acima de 80%. Agora, essas moedas começam a sair do universo dos investidores e a chegar ao caixa das empresas. (BPMoney) (BPMoney)
O que esse número mostra
São operações de compra e venda declaradas, e não pagamentos. A maior parte do volume vem de quem usa stablecoins para se proteger do câmbio e do dólar. A USDT, ligada ao dólar, concentra 88,7% das negociações de stablecoins no país, seguida pela USDC (7,1%) e pela BRZ (3,4%). (BPMoney)
Por que as empresas estão olhando
As companhias avaliam usar stablecoins para pagar serviços, licenças de software, assinaturas e fornecedores no exterior, buscando liquidação rápida e menos intermediários. A transferência funciona 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados, e fica registrada na blockchain. (Bitnoticias)
Pagamentos recorrentes têm spread de câmbio, tarifas e dias de espera, e é aí que a comparação com o caminho tradicional pesa. A Saygo estima que certas operações podem custar até 20% menos. Esse número é uma estimativa de uma empresa que vende esse serviço, e não vale para todos os casos. (Bitnoticias)
A regra mudou em fevereiro
Desde 2 de fevereiro de 2026, valem as Resoluções 519, 520 e 521 do Banco Central. Pagamentos internacionais com ativos virtuais e a compra, venda ou troca de stablecoins passam a ser tratados como operações de câmbio. (Bicharaemotta)
Na prática, a empresa não fica fora das regras. É preciso identificar as partes, ter documentação e, acima de US$ 100 mil, usar uma contraparte institucional autorizada pelo Banco Central. A tributação, incluindo IOF e Imposto de Renda, depende de cada caso e do país do beneficiário. (Barbieri Advogados)
O que muda daqui pra frente
A stablecoin deixa de ser vista só como ativo de investimento. Para empresas que movimentam dinheiro entre países, ela passa a ser uma alternativa de infraestrutura financeira. Ainda está no início, e os custos reais só aparecem quando se faz a conta completa.
Eu acompanho esse tema aqui na Binance Square. Segue meu perfil para não perder as próximas análises. E comenta: você pagaria um fornecedor do exterior com stablecoin?
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