O Bitcoin voltou a perder força nesta quinta-feira (15) e caiu abaixo de US$ 81 mil, em meio à inflação acima do esperado nos Estados Unidos e à queda das bolsas globais. O BTC era negociado a US$ 80.910, recuo de 2,6% em 24 horas.
A pressão aumentou depois que o governo americano informou inflação de 3,7% em setembro, acima dos 3,6% projetados e dos 3,4% de agosto. O núcleo do índice também veio pior, avançando 2,6% em 12 meses, contra expectativa de
2,5%.
Os números reforçaram o temor de que o Federal Reserve possa manter os juros elevados por mais tempo, o que costuma pesar sobre ativos de risco como o Bitcoin. Em reais, a criptomoeda era cotada a R$ 409.935, segundo o Portal do
Bitcoin.
A queda não ficou restrita ao mercado cripto. Bolsas de tecnologia também recuaram, com destaque para o Kospi, na Coreia do Sul, que chegou a cair 8%, e para o Nasdaq 100, que operava em baixa de cerca de 1,2% nos tuturos.
"A inflação mais forte nos Estados Unidos renovou as preocupações de que os juros permanecerão elevados por mais tempo", afirmou Vikram Subburaj, CEO da exchange indiana Giottus. Ele também disse que a demanda institucional segue fraca, citando saídas líquidas de US$ 150,5 milhões dos
ETFs spot de Bitcoin na quarta-feira.
No mercado de derivativos, as liquidações somaram cerca de US$ 951 milhões nas últimas 24 horas, sendo US$ 876 milhões em posições compradas. Para analistas, o foco agora é saber se volta a demanda no mercado à vista ou se o cenário macro continua pressionando o preço. O Bitcoin chegou a tocar US$ 80.400 e se aproximou de um suporte importante perto de US$ 80.430.
O Bitcoin pode perder o patamar de US$ 80 mil?
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