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“Uptober” está chegando: o que os últimos dez outubros nos diz?Outubro está chegando, e a comunidade cripto já tem um apelido para expressar sua expectativa: Uptober. A fama de mês favorável ao Bitcoin tem fundamento. Nos dez outubros completos mais recentes, de 2016 a 2025, o BTC terminou o mês em alta oito vezes e em baixa duas vezes. As maiores altas desse período ocorreram em 2017, quando o Bitcoin avançou 49,01%, e em 2021, com 39,94%. Outubro também trouxe ganhos expressivos em 2020 (27,66%) e 2023 (28,55%). Nos demais anos positivos — 2016, 2019, 2022 e 2024 — as altas foram menores, mas reforçaram a reputação do mês. O histórico também tem seus lembretes de cautela. Outubro de 2018 fechou com queda de 4,57%, e o de 2025, o mais recente, terminou em baixa de 3,95%. Portanto, Uptober não é uma regra: o Bitcoin já contrariou essa expectativa, inclusive no ano passado. Considerando os dez resultados, o retorno médio de outubro foi de 17,88%. É uma média aritmética, puxada para cima por alguns anos excepcionalmente fortes. Ela ajuda a entender por que outubro desperta entusiasmo, mas não significa que um ganho dessa magnitude seja o resultado mais provável em 2026. O desempenho de um mês depende das condições em que o mercado chega até ele: o interesse dos compradores, o ambiente econômico e a confiança dos investidores. Um histórico favorável pode contribuir para o otimismo, mas não substitui a observação do que acontece com o preço ao longo das semanas. Também vale lembrar que o Bitcoin pode oscilar bastante dentro de outubro, mesmo quando termina o mês em alta. Há, portanto, motivos para receber outubro com expectativa positiva — oito altas em dez anos são um dado difícil de ignorar. O melhor espírito de Uptober, porém, talvez seja combinar entusiasmo com paciência: acompanhar a possibilidade de um mês forte sem tratar o calendário como garantia de lucro.

“Uptober” está chegando: o que os últimos dez outubros nos diz?

Outubro está chegando, e a comunidade cripto já tem um apelido para expressar sua expectativa: Uptober. A fama de mês favorável ao Bitcoin tem fundamento. Nos dez outubros completos mais recentes, de 2016 a 2025, o BTC terminou o mês em alta oito vezes e em baixa duas vezes.
As maiores altas desse período ocorreram em 2017, quando o Bitcoin avançou 49,01%, e em 2021, com 39,94%. Outubro também trouxe ganhos expressivos em 2020 (27,66%) e 2023 (28,55%). Nos demais anos positivos — 2016, 2019, 2022 e 2024 — as altas foram menores, mas reforçaram a reputação do mês.
O histórico também tem seus lembretes de cautela. Outubro de 2018 fechou com queda de 4,57%, e o de 2025, o mais recente, terminou em baixa de 3,95%. Portanto, Uptober não é uma regra: o Bitcoin já contrariou essa expectativa, inclusive no ano passado.
Considerando os dez resultados, o retorno médio de outubro foi de 17,88%. É uma média aritmética, puxada para cima por alguns anos excepcionalmente fortes. Ela ajuda a entender por que outubro desperta entusiasmo, mas não significa que um ganho dessa magnitude seja o resultado mais provável em 2026.
O desempenho de um mês depende das condições em que o mercado chega até ele: o interesse dos compradores, o ambiente econômico e a confiança dos investidores. Um histórico favorável pode contribuir para o otimismo, mas não substitui a observação do que acontece com o preço ao longo das semanas. Também vale lembrar que o Bitcoin pode oscilar bastante dentro de outubro, mesmo quando termina o mês em alta.
Há, portanto, motivos para receber outubro com expectativa positiva — oito altas em dez anos são um dado difícil de ignorar. O melhor espírito de Uptober, porém, talvez seja combinar entusiasmo com paciência: acompanhar a possibilidade de um mês forte sem tratar o calendário como garantia de lucro.
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No próximo bull market, não deixe o FOMO escolher sua carteiraUm novo bull market pode abrir uma fase animadora para o mercado cripto. Se a alta ganhar força, o Bitcoin tende a voltar ao centro das atenções, enquanto projetos já estabelecidos, como Ethereum, Solana e BNB, também poderão atrair investidores. Há motivos para acompanhar esse movimento com otimismo. O desafio será aproveitar as oportunidades sem deixar que a euforia tome o lugar do critério. É justamente nos períodos de alta que o FOMO — o medo de ficar de fora — se torna mais forte. Quando uma memecoin recém-lançada dispara centenas ou milhares por cento, quem vê o gráfico pensa no lucro que teria obtido se tivesse comprado antes. Mas existe uma diferença entre reconhecer uma oportunidade no começo e descobri-la depois que ela já atraiu uma multidão. Nesse ambiente, vale olhar com atenção para publicações em fóruns, inclusive no Binance Square, com títulos como “As cinco criptomoedas com maior potencial para este mês”. A lista pode reunir quatro moedas conhecidas e uma quinta, recém-lançada, que é a verdadeira razão da postagem. Os nomes familiares dão uma aparência de credibilidade à seleção; o token desconhecido recebe a divulgação. O mesmo recurso pode aparecer em previsões sobre “a próxima criptomoeda a explodir”. A promoção pode ser apenas publicidade disfarçada, mas também pode fazer parte de uma fraude. No pump and dump, os organizadores incentivam compras para elevar o preço e depois vendem seus tokens. No rug pull, ou puxada de tapete, os responsáveis podem retirar a liquidez, deixando os demais investidores com dificuldade para vender. Há ainda o honeypot: um contrato que permite comprar o token, mas bloqueia sua venda, além de diversos outros golpes contra os quais o investidor deve estar sempre bastante alerta. Nem toda moeda pequena é um golpe, assim como nenhuma criptomoeda grande está livre de perdas. A questão é decidir quanto risco se está assumindo — e por quê. Antes de entrar em um projeto novo, o investidor deveria ao menos verificar quem o criou, quem concentra os tokens, se existe liquidez e se há algo além de promessas de valorização. Aparecer na mesma lista que o Bitcoin não torna um projeto confiável. Se o próximo bull market chegar, pode haver ganhos expressivos sem a necessidade de perseguir cada token que viraliza. Bitcoin e grandes altcoins oferecem caminhos para participar da possível alta, embora seus preços também possam cair. O otimismo mais útil é aquele que permite continuar no mercado com clareza: aproveitar as oportunidades que se compreende e aceitar, sem arrependimento, deixar passar as que dependem apenas da pressa.

No próximo bull market, não deixe o FOMO escolher sua carteira

Um novo bull market pode abrir uma fase animadora para o mercado cripto. Se a alta ganhar força, o Bitcoin tende a voltar ao centro das atenções, enquanto projetos já estabelecidos, como Ethereum, Solana e BNB, também poderão atrair investidores. Há motivos para acompanhar esse movimento com otimismo. O desafio será aproveitar as oportunidades sem deixar que a euforia tome o lugar do critério.
É justamente nos períodos de alta que o FOMO — o medo de ficar de fora — se torna mais forte. Quando uma memecoin recém-lançada dispara centenas ou milhares por cento, quem vê o gráfico pensa no lucro que teria obtido se tivesse comprado antes. Mas existe uma diferença entre reconhecer uma oportunidade no começo e descobri-la depois que ela já atraiu uma multidão.
Nesse ambiente, vale olhar com atenção para publicações em fóruns, inclusive no Binance Square, com títulos como “As cinco criptomoedas com maior potencial para este mês”. A lista pode reunir quatro moedas conhecidas e uma quinta, recém-lançada, que é a verdadeira razão da postagem. Os nomes familiares dão uma aparência de credibilidade à seleção; o token desconhecido recebe a divulgação. O mesmo recurso pode aparecer em previsões sobre “a próxima criptomoeda a explodir”.
A promoção pode ser apenas publicidade disfarçada, mas também pode fazer parte de uma fraude. No pump and dump, os organizadores incentivam compras para elevar o preço e depois vendem seus tokens. No rug pull, ou puxada de tapete, os responsáveis podem retirar a liquidez, deixando os demais investidores com dificuldade para vender. Há ainda o honeypot: um contrato que permite comprar o token, mas bloqueia sua venda, além de diversos outros golpes contra os quais o investidor deve estar sempre bastante alerta.
Nem toda moeda pequena é um golpe, assim como nenhuma criptomoeda grande está livre de perdas. A questão é decidir quanto risco se está assumindo — e por quê. Antes de entrar em um projeto novo, o investidor deveria ao menos verificar quem o criou, quem concentra os tokens, se existe liquidez e se há algo além de promessas de valorização. Aparecer na mesma lista que o Bitcoin não torna um projeto confiável.
Se o próximo bull market chegar, pode haver ganhos expressivos sem a necessidade de perseguir cada token que viraliza. Bitcoin e grandes altcoins oferecem caminhos para participar da possível alta, embora seus preços também possam cair. O otimismo mais útil é aquele que permite continuar no mercado com clareza: aproveitar as oportunidades que se compreende e aceitar, sem arrependimento, deixar passar as que dependem apenas da pressa.
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Bitcoin confirma os sinais e retoma a rota de altaO movimento que vinha se desenhando finalmente se confirmou. Depois de formar uma Cruz de Ouro no gráfico diário, o Bitcoin rompeu também a média móvel de 50 semanas, reunindo dois sinais técnicos importantes de recuperação. Isoladamente, nenhum indicador oferece garantias, mas, quando aparecem em sequência e são acompanhados pela valorização do preço, passam a compor um cenário claramente mais otimista. A Cruz de Ouro, formada pelo cruzamento da média de 50 dias acima da média de 200 dias, foi o primeiro sinal de que a tendência começava a mudar. Em seguida, o rompimento da média de 50 semanas reforçou essa leitura. Quando o Bitcoin vem de um bear market, a recuperação consistente desse indicador de longo prazo historicamente representou um sinal positivo, sugerindo que a pressão vendedora estava perdendo força e que os compradores começavam a reassumir o controle. Além dos sinais gráficos, o Bitcoin demonstrou resiliência diante de acontecimentos potencialmente negativos. Nem a paralisação do avanço do CLARITY Act no Senado americano, nem o aumento dos juros pelo Federal Reserve provocaram a reação severa que muitos analistas esperavam. Quando um ativo recebe notícias desfavoráveis e, ainda assim, preserva sua estrutura técnica, isso costuma revelar que boa parte do pessimismo já havia sido absorvida pelo mercado. A alta atual, portanto, não surgiu do nada: ela confirma o que os gráficos e o comportamento do mercado já vinham anunciando. Ainda é cedo para declarar, com absoluta certeza, o encerramento definitivo do bear market, mas os indícios tornaram-se muito mais consistentes. O Bitcoin parece ter deixado a defensiva, retomado a rota de alta e iniciado uma tentativa concreta de reativar o bull market. Disclaimer: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são voláteis e envolvem riscos.

Bitcoin confirma os sinais e retoma a rota de alta

O movimento que vinha se desenhando finalmente se confirmou. Depois de formar uma Cruz de Ouro no gráfico diário, o Bitcoin rompeu também a média móvel de 50 semanas, reunindo dois sinais técnicos importantes de recuperação. Isoladamente, nenhum indicador oferece garantias, mas, quando aparecem em sequência e são acompanhados pela valorização do preço, passam a compor um cenário claramente mais otimista.
A Cruz de Ouro, formada pelo cruzamento da média de 50 dias acima da média de 200 dias, foi o primeiro sinal de que a tendência começava a mudar. Em seguida, o rompimento da média de 50 semanas reforçou essa leitura. Quando o Bitcoin vem de um bear market, a recuperação consistente desse indicador de longo prazo historicamente representou um sinal positivo, sugerindo que a pressão vendedora estava perdendo força e que os compradores começavam a reassumir o controle.
Além dos sinais gráficos, o Bitcoin demonstrou resiliência diante de acontecimentos potencialmente negativos. Nem a paralisação do avanço do CLARITY Act no Senado americano, nem o aumento dos juros pelo Federal Reserve provocaram a reação severa que muitos analistas esperavam. Quando um ativo recebe notícias desfavoráveis e, ainda assim, preserva sua estrutura técnica, isso costuma revelar que boa parte do pessimismo já havia sido absorvida pelo mercado.
A alta atual, portanto, não surgiu do nada: ela confirma o que os gráficos e o comportamento do mercado já vinham anunciando. Ainda é cedo para declarar, com absoluta certeza, o encerramento definitivo do bear market, mas os indícios tornaram-se muito mais consistentes. O Bitcoin parece ter deixado a defensiva, retomado a rota de alta e iniciado uma tentativa concreta de reativar o bull market.
Disclaimer: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são voláteis e envolvem riscos.
Enfim parece que o Bitcoin alcançará UPtober sem ferimentos graves, apesar de todos os problemas que surgiram ao longo desse ano. Só espero que não tenha um jacaré escondido dentro do barco🤡
Enfim parece que o Bitcoin alcançará UPtober sem ferimentos graves, apesar de todos os problemas que surgiram ao longo desse ano. Só espero que não tenha um jacaré escondido dentro do barco🤡
Para o Bitcoin, o melhor sempre foi deixar esse impasse para trás, qualquer que fosse o resultado.
Para o Bitcoin, o melhor sempre foi deixar esse impasse para trás, qualquer que fosse o resultado.
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Tudo deu errado — mas até agora o Bitcoin permanece de péO Bitcoin enfrentou, em poucos dias, dois acontecimentos que o mercado considerava potencialmente negativos. Primeiro, o CLARITY Act não conseguiu avançar no Senado americano, adiando a criação de regras mais claras para o setor de criptomoedas. Em seguida, o Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%, tornando os títulos públicos mais atraentes e reduzindo, em princípio, o apetite dos investidores por ativos de risco. A combinação parecia perfeita para provocar uma queda acentuada. Entretanto, isso não aconteceu. Depois de recuar com a derrota do projeto, o Bitcoin encontrou compradores na região entre US$ 75 mil e US$ 76 mil e apresentou uma reação relativamente moderada à decisão do Fed. Parte dessa resistência pode ser explicada pelo fato de que ambos os acontecimentos já eram esperados, mas isso não diminui a importância do comportamento do preço: mesmo com as notícias ruins confirmadas, não surgiu uma nova onda intensa de vendas. Quando um ativo recebe notícias negativas e deixa de cair na intensidade esperada, o mercado transmite uma mensagem importante. Isso pode indicar que boa parte da pressão vendedora já foi exercida, que os riscos estavam incorporados ao preço e que os investidores mais convictos aproveitaram a queda para comprar. Ainda não é possível afirmar que a correção terminou, mas a preservação do suporte diante de um ambiente tão desfavorável revela uma força que não deveria ser ignorada. Os próximos níveis serão decisivos. Se o Bitcoin permanecer acima de US$ 75 mil e recuperar progressivamente as regiões de US$ 78 mil e US$ 80 mil, aumentará a possibilidade de que o mercado tenha absorvido o pior cenário de curto prazo. O CLARITY Act travou, o Fed aumentou os juros e, mesmo assim, o Bitcoin permaneceu de pé. Talvez a notícia mais otimista não seja aquilo que aconteceu, mas aquilo que muitos esperavam e não aconteceu: o Bitcoin não desabou. E, com a aproximação do tradicionalmente positivo “Uptober”, essa resistência pode estar preparando o terreno para um outubro bem mais favorável. Este texto tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

Tudo deu errado — mas até agora o Bitcoin permanece de pé

O Bitcoin enfrentou, em poucos dias, dois acontecimentos que o mercado considerava potencialmente negativos. Primeiro, o CLARITY Act não conseguiu avançar no Senado americano, adiando a criação de regras mais claras para o setor de criptomoedas. Em seguida, o Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%, tornando os títulos públicos mais atraentes e reduzindo, em princípio, o apetite dos investidores por ativos de risco.
A combinação parecia perfeita para provocar uma queda acentuada. Entretanto, isso não aconteceu. Depois de recuar com a derrota do projeto, o Bitcoin encontrou compradores na região entre US$ 75 mil e US$ 76 mil e apresentou uma reação relativamente moderada à decisão do Fed. Parte dessa resistência pode ser explicada pelo fato de que ambos os acontecimentos já eram esperados, mas isso não diminui a importância do comportamento do preço: mesmo com as notícias ruins confirmadas, não surgiu uma nova onda intensa de vendas.
Quando um ativo recebe notícias negativas e deixa de cair na intensidade esperada, o mercado transmite uma mensagem importante. Isso pode indicar que boa parte da pressão vendedora já foi exercida, que os riscos estavam incorporados ao preço e que os investidores mais convictos aproveitaram a queda para comprar. Ainda não é possível afirmar que a correção terminou, mas a preservação do suporte diante de um ambiente tão desfavorável revela uma força que não deveria ser ignorada.
Os próximos níveis serão decisivos. Se o Bitcoin permanecer acima de US$ 75 mil e recuperar progressivamente as regiões de US$ 78 mil e US$ 80 mil, aumentará a possibilidade de que o mercado tenha absorvido o pior cenário de curto prazo. O CLARITY Act travou, o Fed aumentou os juros e, mesmo assim, o Bitcoin permaneceu de pé. Talvez a notícia mais otimista não seja aquilo que aconteceu, mas aquilo que muitos esperavam e não aconteceu: o Bitcoin não desabou. E, com a aproximação do tradicionalmente positivo “Uptober”, essa resistência pode estar preparando o terreno para um outubro bem mais favorável.
Este texto tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.
CLARITY Act: meses e meses de discussão e 635 páginas depois, a maior clareza a que chegamos é que não teremos uma CLARITY Act. Foi tudo uma grande perda de tempo. Mas agora o Bitcoin finalmente está livre desse fardo…
CLARITY Act: meses e meses de discussão e 635 páginas depois, a maior clareza a que chegamos é que não teremos uma CLARITY Act. Foi tudo uma grande perda de tempo. Mas agora o Bitcoin finalmente está livre desse fardo…
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CLARITY Act: uma definição negativa provavelmente será melhor para o Bitcoin do que meses de impasseO Senado americano não aprovou o avanço do CLARITY Act, mas essa decisão, embora negativa para o mercado cripto em sentido amplo, pode acabar sendo positiva para o Bitcoin. A proposta não conseguiu os 60 votos necessários para prosseguir e, diante do calendário eleitoral dos Estados Unidos, deverá permanecer paralisada por bastante tempo. Encerra-se, assim, uma discussão que vinha mantendo investidores presos a rumores, negociações políticas e sucessivas alterações no texto. As chances de aprovação já pareciam pequenas. De um lado, o lobby bancário resistia principalmente às regras que poderiam beneficiar empresas de stablecoins e ampliar a concorrência com os depósitos tradicionais. Do outro, os democratas dificilmente apoiariam uma legislação que pudesse favorecer Donald Trump, por mais concessões que os republicanos fizessem, enquanto o presidente e sua família mantêm fortes interesses financeiros no setor de criptomoedas. Nesse ambiente político, a qualidade técnica do projeto passou a ser menos importante do que a disputa partidária e os interesses econômicos envolvidos. Para o mercado, uma definição negativa pode ser menos prejudicial do que uma indefinição interminável. A cada nova reunião, proposta ou possibilidade de votação, surgiam expectativas que logo eram frustradas, alimentando volatilidade e insegurança. Agora, os investidores já sabem que não devem contar com o CLARITY Act no curto prazo. O resultado foi ruim para corretoras, emissores de stablecoins e diversas altcoins, mas o Bitcoin é menos dependente dessa legislação, pois já possui um reconhecimento regulatório muito mais consolidado nos Estados Unidos Isso não significa que o Bitcoin necessariamente subirá imediatamente. A decisão de juros do Federal Reserve, a trajetória da inflação, a guerra envolvendo o Irã, a cotação do petróleo e as condições gerais de liquidez continuam sendo fatores muito mais importantes para o preço. Uma postura mais dura do Fed ou uma nova alta do petróleo pode pressionar todos os ativos de risco. Entretanto, no que diz respeito especificamente ao CLARITY Act, a retirada dessa incerteza elimina uma fonte adicional de ansiedade e permite que o mercado volte sua atenção para os fundamentos econômicos. Por isso, a derrota do projeto pode representar um daqueles casos em que uma notícia aparentemente ruim produz um efeito positivo depois que a reação inicial passa. O Bitcoin poderá voltar a subir não porque o CLARITY Act fracassou, mas porque o mercado finalmente deixará de negociar diariamente a possibilidade de sua aprovação. Entre uma decisão negativa conhecida e meses de impasse político, a primeira alternativa provavelmente será melhor para o Bitcoin.

CLARITY Act: uma definição negativa provavelmente será melhor para o Bitcoin do que meses de impasse

O Senado americano não aprovou o avanço do CLARITY Act, mas essa decisão, embora negativa para o mercado cripto em sentido amplo, pode acabar sendo positiva para o Bitcoin. A proposta não conseguiu os 60 votos necessários para prosseguir e, diante do calendário eleitoral dos Estados Unidos, deverá permanecer paralisada por bastante tempo. Encerra-se, assim, uma discussão que vinha mantendo investidores presos a rumores, negociações políticas e sucessivas alterações no texto.
As chances de aprovação já pareciam pequenas. De um lado, o lobby bancário resistia principalmente às regras que poderiam beneficiar empresas de stablecoins e ampliar a concorrência com os depósitos tradicionais. Do outro, os democratas dificilmente apoiariam uma legislação que pudesse favorecer Donald Trump, por mais concessões que os republicanos fizessem, enquanto o presidente e sua família mantêm fortes interesses financeiros no setor de criptomoedas. Nesse ambiente político, a qualidade técnica do projeto passou a ser menos importante do que a disputa partidária e os interesses econômicos envolvidos.
Para o mercado, uma definição negativa pode ser menos prejudicial do que uma indefinição interminável. A cada nova reunião, proposta ou possibilidade de votação, surgiam expectativas que logo eram frustradas, alimentando volatilidade e insegurança. Agora, os investidores já sabem que não devem contar com o CLARITY Act no curto prazo. O resultado foi ruim para corretoras, emissores de stablecoins e diversas altcoins, mas o Bitcoin é menos dependente dessa legislação, pois já possui um reconhecimento regulatório muito mais consolidado nos Estados Unidos
Isso não significa que o Bitcoin necessariamente subirá imediatamente. A decisão de juros do Federal Reserve, a trajetória da inflação, a guerra envolvendo o Irã, a cotação do petróleo e as condições gerais de liquidez continuam sendo fatores muito mais importantes para o preço. Uma postura mais dura do Fed ou uma nova alta do petróleo pode pressionar todos os ativos de risco. Entretanto, no que diz respeito especificamente ao CLARITY Act, a retirada dessa incerteza elimina uma fonte adicional de ansiedade e permite que o mercado volte sua atenção para os fundamentos econômicos.
Por isso, a derrota do projeto pode representar um daqueles casos em que uma notícia aparentemente ruim produz um efeito positivo depois que a reação inicial passa. O Bitcoin poderá voltar a subir não porque o CLARITY Act fracassou, mas porque o mercado finalmente deixará de negociar diariamente a possibilidade de sua aprovação. Entre uma decisão negativa conhecida e meses de impasse político, a primeira alternativa provavelmente será melhor para o Bitcoin.
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Cruz de Ouro confirmada no gráfico Bitcoin. E agora?O Bitcoin acaba de confirmar no gráfico diário uma das formações mais conhecidas da análise técnica: a Cruz de Ouro. O sinal acontece quando a média móvel de 50 dias cruza de baixo para cima a média de 200 dias, indicando que a tendência de médio prazo ganhou força suficiente para superar a referência de longo prazo. Historicamente, essa configuração costuma ser interpretada de maneira positiva, mas isso não significa que o preço obrigatoriamente disparará nos próximos dias. Na realidade, a Cruz de Ouro é um indicador atrasado: ela aparece depois que o Bitcoin já acumulou uma valorização considerável. Por isso, é relativamente comum ocorrer uma realização de lucros logo após o cruzamento. Foi o que aconteceu em outubro de 2024, quando o BTC recuou 2,9% na semana seguinte, e em maio de 2025, quando caiu 5,2% no mesmo intervalo. Já depois da cruz de outubro de 2023, o Bitcoin avançou 1,5% em sete dias, mostrando que a correção inicial é frequente, mas não obrigatória. Também não existe um prazo fixo para a retomada da alta. Em 2024, a queda durou poucos dias e foi seguida por uma valorização de quase 27% em duas semanas. Em 2025, porém, o Bitcoin permaneceu abaixo do preço registrado no cruzamento durante aproximadamente um mês, recuperando-se apenas no horizonte de 60 dias. Portanto, uma eventual queda agora poderá ser curta, mas também poderá se transformar em algumas semanas de consolidação antes que uma nova tendência mais clara apareça. O ponto realmente importante é que a Cruz de Ouro deve ser vista como uma confirmação da recuperação da tendência, e não como uma previsão exata do próximo movimento. O sinal mostra que a estrutura técnica melhorou, mas o mercado ainda precisa superar resistências, sustentar o preço acima das médias e demonstrar continuidade compradora. Nesse contexto, oscilações negativas de curto prazo não anulam automaticamente a formação — especialmente se o Bitcoin preservar os principais suportes conquistados durante a recuperação. Assim, a mensagem da Cruz de Ouro é positiva, mas exige paciência. O histórico recente sugere que o Bitcoin pode recuar, andar de lado ou testar novamente regiões importantes antes de iniciar uma alta mais consistente. Para quem acompanha os grandes ciclos, talvez o melhor significado do sinal não seja “o Bitcoin subirá amanhã”, mas sim: a tendência voltou a favorecer os compradores, embora o caminho provavelmente continue turbulento. Disclaimer: Este conteúdo é apenas informativo e educativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas envolvem alta volatilidade e risco de perdas. Faça sua própria análise antes de investir.

Cruz de Ouro confirmada no gráfico Bitcoin. E agora?

O Bitcoin acaba de confirmar no gráfico diário uma das formações mais conhecidas da análise técnica: a Cruz de Ouro. O sinal acontece quando a média móvel de 50 dias cruza de baixo para cima a média de 200 dias, indicando que a tendência de médio prazo ganhou força suficiente para superar a referência de longo prazo. Historicamente, essa configuração costuma ser interpretada de maneira positiva, mas isso não significa que o preço obrigatoriamente disparará nos próximos dias.
Na realidade, a Cruz de Ouro é um indicador atrasado: ela aparece depois que o Bitcoin já acumulou uma valorização considerável. Por isso, é relativamente comum ocorrer uma realização de lucros logo após o cruzamento. Foi o que aconteceu em outubro de 2024, quando o BTC recuou 2,9% na semana seguinte, e em maio de 2025, quando caiu 5,2% no mesmo intervalo. Já depois da cruz de outubro de 2023, o Bitcoin avançou 1,5% em sete dias, mostrando que a correção inicial é frequente, mas não obrigatória.
Também não existe um prazo fixo para a retomada da alta. Em 2024, a queda durou poucos dias e foi seguida por uma valorização de quase 27% em duas semanas. Em 2025, porém, o Bitcoin permaneceu abaixo do preço registrado no cruzamento durante aproximadamente um mês, recuperando-se apenas no horizonte de 60 dias. Portanto, uma eventual queda agora poderá ser curta, mas também poderá se transformar em algumas semanas de consolidação antes que uma nova tendência mais clara apareça.
O ponto realmente importante é que a Cruz de Ouro deve ser vista como uma confirmação da recuperação da tendência, e não como uma previsão exata do próximo movimento. O sinal mostra que a estrutura técnica melhorou, mas o mercado ainda precisa superar resistências, sustentar o preço acima das médias e demonstrar continuidade compradora. Nesse contexto, oscilações negativas de curto prazo não anulam automaticamente a formação — especialmente se o Bitcoin preservar os principais suportes conquistados durante a recuperação.
Assim, a mensagem da Cruz de Ouro é positiva, mas exige paciência. O histórico recente sugere que o Bitcoin pode recuar, andar de lado ou testar novamente regiões importantes antes de iniciar uma alta mais consistente. Para quem acompanha os grandes ciclos, talvez o melhor significado do sinal não seja “o Bitcoin subirá amanhã”, mas sim: a tendência voltou a favorecer os compradores, embora o caminho provavelmente continue turbulento.
Disclaimer: Este conteúdo é apenas informativo e educativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas envolvem alta volatilidade e risco de perdas. Faça sua própria análise antes de investir.
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CLARITY Act enfrenta votação decisiva no Senado dos Estados UnidosO Senado dos Estados Unidos deverá realizar, em 15 de setembro, uma votação processual que poderá definir o futuro do Digital Asset Market Clarity Act, conhecido como CLARITY Act. A proposta pretende criar uma estrutura regulatória nacional para o mercado de criptomoedas, estabelecendo critérios mais claros para distinguir valores mobiliários de commodities digitais e delimitar as competências da Securities and Exchange Commission (SEC) e da Commodity Futures Trading Commission (CFTC). A votação, contudo, não representará a aprovação definitiva do projeto, mas decidirá se o Senado poderá iniciar formalmente sua análise. O CLARITY Act já foi aprovado pela Câmara dos Representantes, em julho de 2025, por 294 votos a 134. Em maio de 2026, o projeto avançou no Comitê Bancário do Senado por 15 votos a 9. Posteriormente, em 22 de julho, a senadora republicana Cynthia Lummis divulgou uma versão atualizada, reunindo contribuições dos comitês Bancário e de Agricultura. Segundo a comunicação oficial da senadora⁠, o texto busca conciliar proteção ao consumidor, combate a atividades ilícitas e condições para o desenvolvimento do setor nos Estados Unidos. Para que o debate seja aberto, a moção processual precisará alcançar 60 votos. Como os republicanos não possuem esse número sozinhos, o avanço dependerá do apoio de democratas e independentes. O resultado permanece incerto: integrantes dos dois partidos manifestaram preocupações com a proteção dos investidores, os controles contra lavagem de dinheiro e os possíveis efeitos de produtos remunerados com stablecoins sobre os depósitos e empréstimos bancários. Bancos e representantes da indústria de criptomoedas intensificaram a pressão sobre os senadores antes da votação, segundo a Reuters⁠. A proposta atribui à CFTC maior responsabilidade pela negociação de ativos classificados como commodities digitais, enquanto a SEC continuaria supervisionando valores mobiliários e determinadas operações de emissão e captação. O texto também disciplina intermediários, custódia, plataformas de negociação e algumas atividades relacionadas às finanças descentralizadas. O resumo oficial do Comitê Bancário do Senado⁠ procura diferenciar protocolos efetivamente descentralizados de serviços controlados por empresas ou grupos identificáveis, além de prever obrigações contra fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ilícito. Se a moção alcançar os 60 votos, o projeto seguirá para debate, apresentação de emendas e novas votações no Senado. Como o texto senatorial difere daquele anteriormente aprovado pela Câmara, as duas casas ainda precisarão chegar a uma redação comum antes de encaminhá-lo ao presidente. Uma derrota em 15 de setembro não extinguiria formalmente o CLARITY Act, mas reduziria significativamente a possibilidade de aprovação em 2026. Para o mercado, o principal efeito de eventual aprovação seria a redução da incerteza jurídica, especialmente para exchanges, intermediários e emissores de altcoins; para o Bitcoin, já amplamente tratado como commodity nos Estados Unidos, o benefício seria predominantemente indireto.

CLARITY Act enfrenta votação decisiva no Senado dos Estados Unidos

O Senado dos Estados Unidos deverá realizar, em 15 de setembro, uma votação processual que poderá definir o futuro do Digital Asset Market Clarity Act, conhecido como CLARITY Act. A proposta pretende criar uma estrutura regulatória nacional para o mercado de criptomoedas, estabelecendo critérios mais claros para distinguir valores mobiliários de commodities digitais e delimitar as competências da Securities and Exchange Commission (SEC) e da Commodity Futures Trading Commission (CFTC). A votação, contudo, não representará a aprovação definitiva do projeto, mas decidirá se o Senado poderá iniciar formalmente sua análise.
O CLARITY Act já foi aprovado pela Câmara dos Representantes, em julho de 2025, por 294 votos a 134. Em maio de 2026, o projeto avançou no Comitê Bancário do Senado por 15 votos a 9. Posteriormente, em 22 de julho, a senadora republicana Cynthia Lummis divulgou uma versão atualizada, reunindo contribuições dos comitês Bancário e de Agricultura. Segundo a comunicação oficial da senadora⁠, o texto busca conciliar proteção ao consumidor, combate a atividades ilícitas e condições para o desenvolvimento do setor nos Estados Unidos.
Para que o debate seja aberto, a moção processual precisará alcançar 60 votos. Como os republicanos não possuem esse número sozinhos, o avanço dependerá do apoio de democratas e independentes. O resultado permanece incerto: integrantes dos dois partidos manifestaram preocupações com a proteção dos investidores, os controles contra lavagem de dinheiro e os possíveis efeitos de produtos remunerados com stablecoins sobre os depósitos e empréstimos bancários. Bancos e representantes da indústria de criptomoedas intensificaram a pressão sobre os senadores antes da votação, segundo a Reuters⁠.
A proposta atribui à CFTC maior responsabilidade pela negociação de ativos classificados como commodities digitais, enquanto a SEC continuaria supervisionando valores mobiliários e determinadas operações de emissão e captação. O texto também disciplina intermediários, custódia, plataformas de negociação e algumas atividades relacionadas às finanças descentralizadas. O resumo oficial do Comitê Bancário do Senado⁠ procura diferenciar protocolos efetivamente descentralizados de serviços controlados por empresas ou grupos identificáveis, além de prever obrigações contra fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ilícito.
Se a moção alcançar os 60 votos, o projeto seguirá para debate, apresentação de emendas e novas votações no Senado. Como o texto senatorial difere daquele anteriormente aprovado pela Câmara, as duas casas ainda precisarão chegar a uma redação comum antes de encaminhá-lo ao presidente. Uma derrota em 15 de setembro não extinguiria formalmente o CLARITY Act, mas reduziria significativamente a possibilidade de aprovação em 2026. Para o mercado, o principal efeito de eventual aprovação seria a redução da incerteza jurídica, especialmente para exchanges, intermediários e emissores de altcoins; para o Bitcoin, já amplamente tratado como commodity nos Estados Unidos, o benefício seria predominantemente indireto.
Se você não estiver animado com isso, ou você não sabe o que está fazendo aqui ou você é mesmo uma pessoa difícil de agradar…🤡
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Bitcoin se aproxima de dois sinais técnicos decisivos para uma nova tendência de altaO Bitcoin poderá formar amanhã, 8 de setembro, uma cruz de ouro em seu gráfico diário. O sinal acontece quando a média móvel simples de 50 dias cruza de baixo para cima a média de 200 dias, indicando que a recuperação recente ganhou força suficiente para superar a tendência de longo prazo. As médias estão muito próximas, mas o cruzamento ainda precisa ser efetivamente confirmado e poderá ser adiado caso o preço sofra uma queda mais forte. Ao mesmo tempo, o Bitcoin está tentando romper outro indicador importante: a média móvel de 50 semanas, atualmente próxima de US$ 79,7 mil. Depois de atuar como resistência durante a recuperação, essa média representa uma espécie de divisor entre a tendência de baixa e uma possível retomada mais consistente do mercado de alta. Mais importante do que ultrapassá-la momentaneamente será conseguir fechar a semana acima dela e, de preferência, transformá-la em suporte nas semanas seguintes. A combinação dos dois sinais teria um significado especialmente positivo. A cruz de ouro mostraria que a tendência de curto e médio prazo está superando a tendência mais longa no gráfico diário, enquanto o rompimento da média de 50 semanas indicaria uma mudança estrutural em uma escala ainda maior. Se isso vier acompanhado do rompimento da faixa de resistência entre US$ 81,5 mil e US$ 84,4 mil, com aumento do volume negociado, o argumento de que o fundo recente ficou para trás se tornará consideravelmente mais forte. Para o mercado cripto como um todo, essa confirmação dupla poderia recuperar a confiança dos investidores e estimular uma nova entrada de capital. Normalmente, o dinheiro chega primeiro ao Bitcoin e, posteriormente, pode se espalhar para Ethereum e outras criptomoedas. Nenhum desses indicadores garante uma valorização imediata, mas a cruz de ouro diária, somada a um fechamento semanal acima da média de 50 semanas, formaria um dos conjuntos técnicos mais favoráveis observados pelo Bitcoin nos últimos meses.

Bitcoin se aproxima de dois sinais técnicos decisivos para uma nova tendência de alta

O Bitcoin poderá formar amanhã, 8 de setembro, uma cruz de ouro em seu gráfico diário. O sinal acontece quando a média móvel simples de 50 dias cruza de baixo para cima a média de 200 dias, indicando que a recuperação recente ganhou força suficiente para superar a tendência de longo prazo. As médias estão muito próximas, mas o cruzamento ainda precisa ser efetivamente confirmado e poderá ser adiado caso o preço sofra uma queda mais forte.
Ao mesmo tempo, o Bitcoin está tentando romper outro indicador importante: a média móvel de 50 semanas, atualmente próxima de US$ 79,7 mil. Depois de atuar como resistência durante a recuperação, essa média representa uma espécie de divisor entre a tendência de baixa e uma possível retomada mais consistente do mercado de alta. Mais importante do que ultrapassá-la momentaneamente será conseguir fechar a semana acima dela e, de preferência, transformá-la em suporte nas semanas seguintes.
A combinação dos dois sinais teria um significado especialmente positivo. A cruz de ouro mostraria que a tendência de curto e médio prazo está superando a tendência mais longa no gráfico diário, enquanto o rompimento da média de 50 semanas indicaria uma mudança estrutural em uma escala ainda maior. Se isso vier acompanhado do rompimento da faixa de resistência entre US$ 81,5 mil e US$ 84,4 mil, com aumento do volume negociado, o argumento de que o fundo recente ficou para trás se tornará consideravelmente mais forte.
Para o mercado cripto como um todo, essa confirmação dupla poderia recuperar a confiança dos investidores e estimular uma nova entrada de capital. Normalmente, o dinheiro chega primeiro ao Bitcoin e, posteriormente, pode se espalhar para Ethereum e outras criptomoedas. Nenhum desses indicadores garante uma valorização imediata, mas a cruz de ouro diária, somada a um fechamento semanal acima da média de 50 semanas, formaria um dos conjuntos técnicos mais favoráveis observados pelo Bitcoin nos últimos meses.
O mercado frequentemente se move na direção que você queria momentos depois que a sua paciência acabou e você desistiu…
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O Bitcoin é como a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci: ambos são obras-primas nascidas de um momento único da história — e, por isso, jamais poderão ser verdadeiramente recriados. #BTC #HODL
O Bitcoin é como a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci: ambos são obras-primas nascidas de um momento único da história — e, por isso, jamais poderão ser verdadeiramente recriados. #BTC #HODL
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É possível que algum dia seja criada uma altcoin capaz de superar o Bitcoin?Desde o surgimento do Bitcoin, milhares de criptomoedas foram criadas prometendo transações mais rápidas, taxas menores, maior privacidade ou funcionalidades mais avançadas. Algumas chegaram a alcançar valores de mercado bilionários, mas nenhuma conseguiu retirar do Bitcoin a posição de principal referência monetária do setor. Para Saifedean Ammous, autor do livro O Padrão Bitcoin, isso não acontece por acaso: o Bitcoin possui características históricas, econômicas e políticas que dificilmente poderão ser reproduzidas por uma moeda criada posteriormente. Ammous constrói sua tese a partir da história do dinheiro. Ao longo dos séculos, diferentes bens foram utilizados como moeda, mas as sociedades tenderam a abandonar os mais fáceis de produzir em favor daqueles cuja oferta era mais difícil de aumentar. Foi assim que o ouro superou outros metais e se tornou o principal ativo monetário do mundo. Na visão do autor, o Bitcoin representa uma evolução desse processo, pois apresenta uma oferta máxima conhecida e resistente ao aumento arbitrário. O grande feito do Bitcoin teria sido criar, pela primeira vez, uma escassez verdadeiramente digital. Antes dele, qualquer arquivo eletrônico podia ser copiado infinitamente, o que impedia sua utilização como dinheiro sem a presença de uma empresa, banco ou governo controlando os registros. O Bitcoin resolveu esse problema por meio de uma rede descentralizada, capaz de verificar a propriedade e impedir o gasto duplicado sem depender de uma autoridade central. Alguém poderia argumentar que basta copiar o código do Bitcoin e criar outra criptomoeda com o mesmo limite de 21 milhões de unidades. Para Ammous, porém, isso não destrói a escassez do Bitcoin. A criação de outros metais não aumenta a quantidade de ouro existente, assim como o lançamento de milhares de altcoins não aumenta a quantidade de bitcoins. Cada moeda constitui uma rede diferente, com sua própria oferta, credibilidade, segurança e conjunto de participantes. Outro obstáculo para uma eventual substituição é o poderoso efeito de rede do Bitcoin. Quanto maior o número de pessoas que utiliza e aceita uma moeda, maior tende a ser sua utilidade. Mais usuários produzem maior liquidez; maior liquidez atrai investidores e empresas; mais investimentos fortalecem a infraestrutura; e uma infraestrutura mais desenvolvida atrai novos usuários. Uma altcoin não precisaria apenas apresentar alguma vantagem técnica, mas superar todo esse ecossistema acumulado. A origem do Bitcoin também ocupa um lugar importante na argumentação de Ammous. Quando Satoshi Nakamoto colocou o sistema em funcionamento, os bitcoins praticamente não possuíam valor comercial. Não houve venda inicial, empresa controladora ou grupo de investidores recebendo moedas antecipadamente. Depois de alguns anos, Satoshi desapareceu e deixou a rede funcionando sem uma liderança permanente. Atualmente, quando todos sabem que uma criptomoeda pode alcançar valor bilionário, seria quase impossível reproduzir essa origem espontânea e desinteressada. A ausência de um controlador central torna a política monetária do Bitcoin especialmente confiável. Desenvolvedores podem propor alterações, mas não conseguem obrigar usuários, mineradores e operadores de nós a aceitá-las. Os mineradores precisam respeitar as regras reconhecidas pela rede para receber suas recompensas, enquanto os usuários possuem forte interesse em preservar as propriedades que dão valor às moedas que possuem. Desse equilíbrio entre grupos com interesses diferentes nasce a resistência do Bitcoin a mudanças arbitrárias. Nas altcoins, segundo Ammous, normalmente existe uma fundação, empresa ou equipe de fundadores com influência muito maior sobre o funcionamento da rede. Essas organizações podem modificar a emissão das moedas, alterar o protocolo, substituir o mecanismo de consenso ou interferir nas transações. Mesmo quando uma altcoin promete uma oferta máxima, essa escassez pode depender da confiança nas pessoas responsáveis pelo projeto. No Bitcoin, a dificuldade de alterar as regras seria justamente a característica que torna sua política monetária mais confiável. A segurança acumulada também representa uma barreira gigantesca. Quanto mais valioso o Bitcoin se torna, maior é o incentivo para investir em equipamentos e energia destinados à mineração, tornando um ataque à rede progressivamente mais caro. Ao mesmo tempo, cresce a infraestrutura formada por corretoras, carteiras, serviços de custódia, sistemas de pagamento e aplicações construídas sobre o protocolo. Uma nova criptomoeda começaria sem esse histórico, sem a mesma liquidez e com uma rede muito menos testada contra ataques e crises. Por isso, na tese de Saifedean Ammous, não basta que uma altcoin seja mais rápida, barata ou tecnologicamente sofisticada para superar o Bitcoin. Ela precisaria reproduzir sua origem sem controlador, conquistar uma rede maior, alcançar segurança superior e demonstrar uma política monetária igualmente resistente a interferências — tudo isso enquanto o próprio Bitcoin continua evoluindo. Não é uma impossibilidade matemática, mas uma improbabilidade econômica crescente: quanto mais tempo o Bitcoin permanece funcionando, mais confiança, segurança e relevância acumula, tornando cada vez mais difícil o surgimento de um “novo Bitcoin”.

É possível que algum dia seja criada uma altcoin capaz de superar o Bitcoin?

Desde o surgimento do Bitcoin, milhares de criptomoedas foram criadas prometendo transações mais rápidas, taxas menores, maior privacidade ou funcionalidades mais avançadas. Algumas chegaram a alcançar valores de mercado bilionários, mas nenhuma conseguiu retirar do Bitcoin a posição de principal referência monetária do setor. Para Saifedean Ammous, autor do livro O Padrão Bitcoin, isso não acontece por acaso: o Bitcoin possui características históricas, econômicas e políticas que dificilmente poderão ser reproduzidas por uma moeda criada posteriormente.
Ammous constrói sua tese a partir da história do dinheiro. Ao longo dos séculos, diferentes bens foram utilizados como moeda, mas as sociedades tenderam a abandonar os mais fáceis de produzir em favor daqueles cuja oferta era mais difícil de aumentar. Foi assim que o ouro superou outros metais e se tornou o principal ativo monetário do mundo. Na visão do autor, o Bitcoin representa uma evolução desse processo, pois apresenta uma oferta máxima conhecida e resistente ao aumento arbitrário.
O grande feito do Bitcoin teria sido criar, pela primeira vez, uma escassez verdadeiramente digital. Antes dele, qualquer arquivo eletrônico podia ser copiado infinitamente, o que impedia sua utilização como dinheiro sem a presença de uma empresa, banco ou governo controlando os registros. O Bitcoin resolveu esse problema por meio de uma rede descentralizada, capaz de verificar a propriedade e impedir o gasto duplicado sem depender de uma autoridade central.
Alguém poderia argumentar que basta copiar o código do Bitcoin e criar outra criptomoeda com o mesmo limite de 21 milhões de unidades. Para Ammous, porém, isso não destrói a escassez do Bitcoin. A criação de outros metais não aumenta a quantidade de ouro existente, assim como o lançamento de milhares de altcoins não aumenta a quantidade de bitcoins. Cada moeda constitui uma rede diferente, com sua própria oferta, credibilidade, segurança e conjunto de participantes.
Outro obstáculo para uma eventual substituição é o poderoso efeito de rede do Bitcoin. Quanto maior o número de pessoas que utiliza e aceita uma moeda, maior tende a ser sua utilidade. Mais usuários produzem maior liquidez; maior liquidez atrai investidores e empresas; mais investimentos fortalecem a infraestrutura; e uma infraestrutura mais desenvolvida atrai novos usuários. Uma altcoin não precisaria apenas apresentar alguma vantagem técnica, mas superar todo esse ecossistema acumulado.
A origem do Bitcoin também ocupa um lugar importante na argumentação de Ammous. Quando Satoshi Nakamoto colocou o sistema em funcionamento, os bitcoins praticamente não possuíam valor comercial. Não houve venda inicial, empresa controladora ou grupo de investidores recebendo moedas antecipadamente. Depois de alguns anos, Satoshi desapareceu e deixou a rede funcionando sem uma liderança permanente. Atualmente, quando todos sabem que uma criptomoeda pode alcançar valor bilionário, seria quase impossível reproduzir essa origem espontânea e desinteressada.
A ausência de um controlador central torna a política monetária do Bitcoin especialmente confiável. Desenvolvedores podem propor alterações, mas não conseguem obrigar usuários, mineradores e operadores de nós a aceitá-las. Os mineradores precisam respeitar as regras reconhecidas pela rede para receber suas recompensas, enquanto os usuários possuem forte interesse em preservar as propriedades que dão valor às moedas que possuem. Desse equilíbrio entre grupos com interesses diferentes nasce a resistência do Bitcoin a mudanças arbitrárias.
Nas altcoins, segundo Ammous, normalmente existe uma fundação, empresa ou equipe de fundadores com influência muito maior sobre o funcionamento da rede. Essas organizações podem modificar a emissão das moedas, alterar o protocolo, substituir o mecanismo de consenso ou interferir nas transações. Mesmo quando uma altcoin promete uma oferta máxima, essa escassez pode depender da confiança nas pessoas responsáveis pelo projeto. No Bitcoin, a dificuldade de alterar as regras seria justamente a característica que torna sua política monetária mais confiável.
A segurança acumulada também representa uma barreira gigantesca. Quanto mais valioso o Bitcoin se torna, maior é o incentivo para investir em equipamentos e energia destinados à mineração, tornando um ataque à rede progressivamente mais caro. Ao mesmo tempo, cresce a infraestrutura formada por corretoras, carteiras, serviços de custódia, sistemas de pagamento e aplicações construídas sobre o protocolo. Uma nova criptomoeda começaria sem esse histórico, sem a mesma liquidez e com uma rede muito menos testada contra ataques e crises.
Por isso, na tese de Saifedean Ammous, não basta que uma altcoin seja mais rápida, barata ou tecnologicamente sofisticada para superar o Bitcoin. Ela precisaria reproduzir sua origem sem controlador, conquistar uma rede maior, alcançar segurança superior e demonstrar uma política monetária igualmente resistente a interferências — tudo isso enquanto o próprio Bitcoin continua evoluindo. Não é uma impossibilidade matemática, mas uma improbabilidade econômica crescente: quanto mais tempo o Bitcoin permanece funcionando, mais confiança, segurança e relevância acumula, tornando cada vez mais difícil o surgimento de um “novo Bitcoin”.
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21 gigantes financeiros se unem para lançar uma stablecoin global em dólarVinte e uma das maiores instituições financeiras do mundo anunciaram um projeto conjunto para lançar uma nova stablecoin denominada em dólar. O grupo pretende constituir uma empresa independente no segundo semestre de 2026, ainda sujeita ao cumprimento de determinadas condições, e colocar a moeda digital em circulação no primeiro semestre de 2027. A iniciativa representa um avanço em relação ao projeto apresentado em outubro de 2025, quando apenas dez bancos estudavam a viabilidade de criar uma forma de dinheiro digital lastreada em reservas e disponível em blockchains públicas. A dimensão do consórcio chama atenção pela presença de instituições de alcance mundial. Na América do Norte participam Bank of America, Capital One, Citi, Fidelity Investments, Goldman Sachs, PNC Financial Services, Scotiabank, TD Bank Group, Wells Fargo e WisdomTree. O grupo europeu reúne Santander, BBVA, Commerzbank, Crédit Agricole, Deutsche Bank, Lloyds Banking Group, Rabobank e UBS. Também fazem parte da iniciativa o japonês MUFG Bank, a Sirius International Holding, de Abu Dhabi, e o Standard Bank, um dos maiores grupos financeiros da África. Portanto, não se trata apenas de um acordo entre bancos americanos, mas de uma aliança que conecta instituições de cinco grandes regiões econômicas. A proposta inicial é emitir uma stablecoin vinculada ao dólar e respaldada por reservas na proporção de um para um, de maneira que cada unidade digital corresponda a um dólar ou a ativos equivalentes mantidos como garantia. A nova empresa deverá operar globalmente e reunir a capacidade de distribuição dos bancos com estruturas de governança, gestão de riscos e controles de conformidade típicos do sistema financeiro tradicional. O nome da moeda, a blockchain ou as blockchains utilizadas, o modelo exato das reservas e as regras de emissão e resgate ainda não foram divulgados. A moeda foi concebida para atender operações de atacado, clientes institucionais e, nos mercados em que isso for permitido, usuários do varejo. Entre as aplicações mencionadas estão pagamentos internacionais e liquidação de ativos digitais, que poderiam ocorrer com menos intermediários e fora das limitações de horário dos sistemas bancários convencionais. O projeto pretende observar a legislação americana aplicável às stablecoins, especialmente o GENIUS Act, e o regulamento europeu MiCA. Depois da versão em dólar, o consórcio planeja avançar para moedas digitais vinculadas a outras divisas do G7, tendo uma stablecoin em euro como prioridade. Para o mercado cripto, a entrada coordenada de instituições como Goldman Sachs, Citi, Bank of America, Deutsche Bank e UBS pode representar um importante aumento de legitimidade e infraestrutura. Uma stablecoin distribuída por bancos globais poderá facilitar a chegada de empresas, fundos e investidores que ainda evitam moedas digitais emitidas por organizações nativas do setor. Também poderá aumentar a quantidade de dólares disponíveis nas blockchains, melhorar a liquidez dos mercados e aproximar o sistema bancário das operações realizadas continuamente, 24 horas por dia, com ativos digitais. O Bitcoin pode ser beneficiado indiretamente porque essa stablecoin funcionaria como uma ponte regulada entre o dinheiro tradicional e o universo cripto. Ela não seria uma concorrente direta do Bitcoin: continuaria representando o dólar, dependendo de reservas, instituições emissoras e regras governamentais, enquanto o Bitcoin permaneceria um ativo descentralizado e de oferta limitada. Ao facilitar a movimentação de capital dentro das blockchains, a iniciativa poderá tornar mais simples a compra e a negociação de Bitcoin e de outros criptoativos. O lançamento ainda não está garantido, mas o compromisso assumido por 21 gigantes financeiros demonstra que a infraestrutura blockchain está deixando de ser apenas uma alternativa ao sistema financeiro e começando a fazer parte dele.

21 gigantes financeiros se unem para lançar uma stablecoin global em dólar

Vinte e uma das maiores instituições financeiras do mundo anunciaram um projeto conjunto para lançar uma nova stablecoin denominada em dólar. O grupo pretende constituir uma empresa independente no segundo semestre de 2026, ainda sujeita ao cumprimento de determinadas condições, e colocar a moeda digital em circulação no primeiro semestre de 2027. A iniciativa representa um avanço em relação ao projeto apresentado em outubro de 2025, quando apenas dez bancos estudavam a viabilidade de criar uma forma de dinheiro digital lastreada em reservas e disponível em blockchains públicas.
A dimensão do consórcio chama atenção pela presença de instituições de alcance mundial. Na América do Norte participam Bank of America, Capital One, Citi, Fidelity Investments, Goldman Sachs, PNC Financial Services, Scotiabank, TD Bank Group, Wells Fargo e WisdomTree. O grupo europeu reúne Santander, BBVA, Commerzbank, Crédit Agricole, Deutsche Bank, Lloyds Banking Group, Rabobank e UBS. Também fazem parte da iniciativa o japonês MUFG Bank, a Sirius International Holding, de Abu Dhabi, e o Standard Bank, um dos maiores grupos financeiros da África. Portanto, não se trata apenas de um acordo entre bancos americanos, mas de uma aliança que conecta instituições de cinco grandes regiões econômicas.
A proposta inicial é emitir uma stablecoin vinculada ao dólar e respaldada por reservas na proporção de um para um, de maneira que cada unidade digital corresponda a um dólar ou a ativos equivalentes mantidos como garantia. A nova empresa deverá operar globalmente e reunir a capacidade de distribuição dos bancos com estruturas de governança, gestão de riscos e controles de conformidade típicos do sistema financeiro tradicional. O nome da moeda, a blockchain ou as blockchains utilizadas, o modelo exato das reservas e as regras de emissão e resgate ainda não foram divulgados.
A moeda foi concebida para atender operações de atacado, clientes institucionais e, nos mercados em que isso for permitido, usuários do varejo. Entre as aplicações mencionadas estão pagamentos internacionais e liquidação de ativos digitais, que poderiam ocorrer com menos intermediários e fora das limitações de horário dos sistemas bancários convencionais. O projeto pretende observar a legislação americana aplicável às stablecoins, especialmente o GENIUS Act, e o regulamento europeu MiCA. Depois da versão em dólar, o consórcio planeja avançar para moedas digitais vinculadas a outras divisas do G7, tendo uma stablecoin em euro como prioridade.
Para o mercado cripto, a entrada coordenada de instituições como Goldman Sachs, Citi, Bank of America, Deutsche Bank e UBS pode representar um importante aumento de legitimidade e infraestrutura. Uma stablecoin distribuída por bancos globais poderá facilitar a chegada de empresas, fundos e investidores que ainda evitam moedas digitais emitidas por organizações nativas do setor. Também poderá aumentar a quantidade de dólares disponíveis nas blockchains, melhorar a liquidez dos mercados e aproximar o sistema bancário das operações realizadas continuamente, 24 horas por dia, com ativos digitais.
O Bitcoin pode ser beneficiado indiretamente porque essa stablecoin funcionaria como uma ponte regulada entre o dinheiro tradicional e o universo cripto. Ela não seria uma concorrente direta do Bitcoin: continuaria representando o dólar, dependendo de reservas, instituições emissoras e regras governamentais, enquanto o Bitcoin permaneceria um ativo descentralizado e de oferta limitada. Ao facilitar a movimentação de capital dentro das blockchains, a iniciativa poderá tornar mais simples a compra e a negociação de Bitcoin e de outros criptoativos. O lançamento ainda não está garantido, mas o compromisso assumido por 21 gigantes financeiros demonstra que a infraestrutura blockchain está deixando de ser apenas uma alternativa ao sistema financeiro e começando a fazer parte dele.
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