O Bitcoin superou os US$ 85 mil nesta segunda-feira (21/09), o maior nível desde o fim de janeiro. A alta diária ficou entre 5% e 6%, e o mercado cripto total voltou a rondar US$ 2,9 trilhões.
O que empurrou o preço
O motor principal foi um short squeeze. Segundo a CoinGlass, cerca de US$ 750 milhões foram liquidados em 24 horas, e aproximadamente 86% disso eram posições vendidas. Quando o preço passou de US$ 84 mil, houve um pico de liquidações de shorts em BTC em apenas uma hora.
A Glassnode já apontava a faixa de US$ 83 mil a US$ 86 mil como uma zona cheia de shorts acumulados. Ou seja, o combustível estava pronto.
Tem demanda real por trás?
Há sinais de apoio no mercado à vista:
Os ETFs spot dos EUA tiveram entrada líquida de cerca de US$ 433 milhões na sexta (18/09).
O custo médio dos investidores desses ETFs fica perto de US$ 85,6 mil a US$ 86 mil, então o preço voltou para cima dessa base.
O BTC fez o primeiro fechamento semanal acima da média móvel de 50 semanas em 45 semanas.
Alívio no petróleo e sinais diplomáticos reduziram a aversão a risco.
O que ainda preocupa
O open interest subiu cerca de 8%, para aproximadamente US$ 156 bilhões, e as taxas de funding estão elevadas. Traders estão comprados e alavancados. Se o momentum travar, o movimento pode virar um long squeeze.
O BTC também segue bem abaixo da máxima de outubro de 2025 (cerca de US$ 126 mil). Isso é um rompimento forte, mas ainda não é um novo topo estrutural.
O que acompanhar agora
Open interest e funding rates
Fluxo diário dos ETFs
Prêmio do mercado à vista (Coinbase)
Comportamento dos holders de longo prazo
O preço pode seguir subindo se a demanda à vista acompanhar. Sem ela, a volatilidade tende a continuar alta.
Sigo acompanhando esses indicadores todos os dias. Se quiser análises diretas, sem enrolação, siga meu perfil aqui na Binance Square para não perder as próximas. E me diga nos comentários: você acha que os US$ 85 mil seguram ou foi só squeeze?
