Nos primeiros seis meses de governo, a UCA apontou que a indigência saltou de 9,6% para 18%, e que uma em cada quatro pessoas vivia em insegurança alimentar total. Entre crianças e adolescentes, o índice chegou a 32%.

Hoje o quadro segue pesado. O Indec aponta pobreza de 32,3% no primeiro semestre de 2026, contra 28,2% no período anterior.

Sopas comunitárias lotadas, clubes de troca de volta e famílias recorrendo a empréstimos de curto prazo para comprar comida mostram a pressão sobre quem vive de salário.

Para analistas críticos, o crescimento é limitado, quase de enclave, com alta desigualdade, pobreza persistente e muita informalidade. Até Milei admitiu que a pobreza voltou a subir no início de 2026.

É esse modelo que chegou à política brasileira. Na convenção do PL, Flávio Bolsonaro e Milei empunharam o "tesouraço", símbolo do corte de gastos e da redução do Estado.

Críticos questionam o que isso significaria aqui para saúde, educação e programas sociais.

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