Funcionários da Binance são detidos apesar de fortes vínculos com os Emirados Árabes Unidos
Dois funcionários da Binance foram detidos por autoridades dos Emirados Árabes Unidos nas últimas semanas durante investigações policiais sobre possíveis crimes financeiros na plataforma, segundo reportagem do New York Times publicada em 20 de agosto de 2026. Ambos já foram liberados. As prisões destacam a pressão legal sobre a maior exchange de cripto do mundo no país que abriga seu principal órgão regulador. O artigo Funcionários da Binance são detidos apesar de fortes vínculos com os Emirados Árabes Unidos foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
A Anthropic pode registrar IPO neste mês e até superar recorde da SpaceX?
A Anthropic espera que sua oferta pública inicial iguale ou supere o tamanho do recorde estabelecido pela SpaceX, segundo pessoas próximas ao assunto, enquanto os preparativos para a estreia da desenvolvedora do Claude no mercado aceleram. A empresa de inteligência artificial (IA) pode realizar o registro público da oferta já no final de agosto. O diretor financeiro Krishna Rao evitou comentar sobre a avaliação nas recentes reuniões com investidores, de acordo com as fontes. IPO da Anthropic mira referência de US$ 75 bilhões A SpaceX vendeu 555,56 milhões de ações a US$ 135 cada em junho, captando US$ 75 bilhões. Com isso, a companhia de foguetes de Elon Musk atingiu um valor de mercado próximo a US$ 1,77 trilhão, estabelecendo o recorde para a maior listagem dos Estados Unidos. O papel fechou sua primeira sessão na Nasdaq em US$ 161. A Bloomberg foi a primeira a informar sobre a expectativa de tamanho na quinta-feira. Para igualar esse volume, a Anthropic teria que negociar dezenas de bilhões em ações, e a companhia já seguiu parte da estratégia da SpaceX ao prever ações supervotantes para fundadores. *ANTHROPIC SAID TO PREPARE IPO FILING AS SOON AS END OF AUGUST — tradfi news (@tradfi) August 20, 2026 Crescimento de receita sustenta a proposta A receita anualizada da Anthropic alcançou US$ 65 bilhões em julho, após superar US$ 47 bilhões no início do ano e cerca de US$ 10 bilhões durante todo o ano de 2025. Uma rodada de investimentos em maio avaliou a empresa em US$ 965 bilhões, acima dos US$ 852 bilhões da OpenAI. Esse desempenho motivou parte dos investidores a considerar uma avaliação de US$ 2 trilhões no IPO, embora Rao não tenha confirmado nenhum valor. A Anthropic apresentou o prospecto de forma confidencial à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) em junho. Investidores de cripto já têm posição Os mercados sintéticos negociam exposição à Anthropic há meses. A PreStocks, responsável pela emissão de tokens pré-IPO na Solana, concentra 78% do volume em tokens pré-IPO de OpenAI e Anthropic, em um total de US$ 532,1 milhões negociados nas plataformas desde o lançamento. O interesse diminuiu, porém, com cerca de US$ 15,2 milhões movimentados nos últimos 30 dias. O registro público traria números auditados no lugar das estimativas atuais, e ocorreria muito antes do cronograma de abertura de capital da OpenAI, previsto para 2027. O artigo A Anthropic pode registrar IPO neste mês e até superar recorde da SpaceX? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
C6 Bank lucra R$ 1,3 bilhão no semestre e vê provisões mais que dobrarem
O C6 Bank fechou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,3 bilhão. O valor representa crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2025. Os números foram divulgados na terça-feira (18). A receita líquida chegou a R$ 6,3 bilhões, um recorde para o banco em seis meses. O avanço foi de 48% na comparação anual. O total de ativos alcançou R$ 171 bilhões em junho. O desempenho veio acompanhado de um custo de risco bem maior. As despesas com provisões para devedores duvidosos, conhecidas pela sigla PDD, passaram de R$ 996 milhões para R$ 2,4 bilhões no mesmo intervalo. Veículos e consignado impulsionam o crédito do C6 Bank A carteira de crédito expandida encerrou junho em R$ 99,8 bilhões. O crescimento foi de 38% em relação a junho de 2025. Segundo o banco, o desempenho do semestre foi impulsionado principalmente pelo financiamento de veículos e pelo crédito consignado. É a modalidade em que as parcelas do empréstimo saem direto da folha de pagamento ou do benefício do trabalhador. No último ano, o banco passou a atuar também no novo consignado privado. A modalidade ampliou o acesso ao crédito para trabalhadores com carteira assinada. A participação das operações com garantia chegou a 82% da carteira no período. São empréstimos atrelados a um bem, como o próprio veículo financiado, o que reduz a perda potencial do banco em caso de calote. “Temos conseguido manter uma trajetória consistente de crescimento, apoiada em um modelo de negócio sólido e em uma estratégia de concessão de crédito que prioriza operações com garantia”, disse Marcelo Kalim, CEO do C6 Bank. “Essa composição nos dá segurança para continuar expandindo o negócio de forma sustentável, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador.” Captação total do banco avança a R$ 125,6 bilhões O banco também registrou aumento na captação de recursos. Captação é o dinheiro que a instituição levanta com clientes e investidores para bancar suas operações de crédito. O destaque ficou com a captação a prazo, que chegou a R$ 112,9 bilhões ao fim de junho. A alta foi de 36% na comparação anual. A base total de captação encerrou o semestre em R$ 125,6 bilhões, avanço de 34% no mesmo período. Por que as provisões do C6 Bank mais que dobraram? O índice de eficiência caiu de 46% para 42% entre os primeiros semestres de 2025 e 2026. O indicador é a relação entre as despesas operacionais e a receita líquida. Nesse caso, quanto menor, melhor. Já a linha de provisões seguiu o caminho oposto. O banco atribuiu o salto da PDD principalmente ao crescimento da carteira de consignado privado, que exige mais provisionamento. A provisão para devedores duvidosos é a reserva contábil que o banco separa para cobrir empréstimos com risco de não serem pagos. Ela é descontada direto do resultado. Inadimplência sobe a 3,6% e regra contábil entra na conta A inadimplência ficou em 3,6% em junho de 2026, ante 3,2% em junho de 2025. O banco informou que o índice de empréstimos com atraso de 90 dias ou mais seria de 2,6% sem o impacto da Resolução 4.966 do Conselho Monetário Nacional (CMN). A norma mudou os critérios contábeis de reconhecimento de perdas nas carteiras de crédito dos bancos. O que muda com a entrada do C6 Bank no S2? Com o total de ativos em R$ 171 bilhões, o C6 Bank passou a ser classificado pelo Banco Central como S2. A régua de supervisão separa as instituições em cinco faixas, do S1 ao S5, conforme porte, atividade internacional e perfil de risco. “Para nós, que já cumpríamos exigências rigorosas de capital, liquidez e gestão de riscos, a entrada no S2 é um passo natural e um reflexo da robustez do nosso negócio, que agora vai operar sob uma régua ainda mais alta”, disse Philippe Katz, CFO do C6 Bank. O sócio estrangeiro também comentou o balanço. “Parabéns ao C6 Bank pelos resultados sólidos e crescimento neste semestre, resultado de uma execução disciplinada”, afirmou Mark O’Donovan, CEO de International Consumer Banking do JPMorganChase. O banco encerrou o semestre com mais de 42 milhões de clientes. Entre os destaques do período, a instituição citou a evolução do C6 Assistant, sua ferramenta de inteligência artificial generativa, que passou a oferecer também recursos de organização financeira dentro do aplicativo. O artigo C6 Bank lucra R$ 1,3 bilhão no semestre e vê provisões mais que dobrarem foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Todas as criptos apoiadas por Trump caíram 60%. A Hyperliquid será diferente?
O presidente Donald Trump fez oito endossos de cripto desde que assumiu o cargo. Todas operam abaixo do preço pré-endosso, com queda média de 60%. Na quarta-feira, ele fez o nono ao citar a Hyperliquid (HYPE) na Casa Branca. O token saltou 14% em duas horas. Se a HYPE escapará do padrão registrado pelas criptos endossadas por Trump depende de algo ausente nas escolhas anteriores: há, de fato, um regulador trabalhando na promessa. O que Trump realmente prometeu à Hyperliquid? Trump citou a Hyperliquid ontem (19) ao receber executivos da Coinbase, Ripple, Nasdaq e outras empresas na Casa Branca. “… Entendo que Mike também está trabalhando para trazer a Hyperliquid para os Estados Unidos de modo totalmente legal e em conformidade”, disse Donald Trump em pronunciamento na Casa Branca, 19 de agosto de 2026. “Mike” é Michael Selig, presidente da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), agência responsável pelo mercado de derivativos nos EUA. Poucos minutos após a fala, o HYPE subiu de US$ 62,23 para quase US$ 71. A Hyperliquid Strategies, empresa listada na Nasdaq que detém HYPE em seu caixa, fechou em alta de 30% em seu melhor dia já registrado. O HYPE é negociado próximo de US$ 71,45 no momento desta reportagem, valorização de 21,3% nas últimas 24 horas. O token ocupa agora a décima posição por valor de mercado, com US$ 15,9 bilhões. Desempenho de preço da Hyperliquid (HYPE). Fonte: BeInCrypto Trump nunca havia citado a Hyperliquid antes, em nenhuma fala ou publicação. Enquanto isso, Selig preside a primeira reunião do novo Comitê Consultivo de Inovação da CFTC na quinta-feira. Ele afirmou que trará mais detalhes nessa ocasião. Como se saíram todas as criptos endossadas por Trump? O histórico serve de alerta para quem possui HYPE. O BeInCrypto avaliou cada endosso feito por Trump ao longo do mandato, oito no total. O primeiro ocorreu de forma discreta. Em 18 de fevereiro de 2025, ele compartilhou dois textos elogiando a Ripple em sua conta no Truth Social, sem comentários. Mesmo assim, o XRP subiu cerca de 7% em 24 horas. O caso mais expressivo foi em 2 de março de 2025. Ele prometeu uma reserva de cripto que incluiria XRP, a Solana e a Cardano (ADA). “… Uma Reserva de Cripto dos EUA irá impulsionar este setor fundamental após anos de ataques corruptos da administração Biden, por isso minha Ordem Executiva sobre Ativos Digitais determinou que o Grupo de Trabalho Presidencial avance com uma Reserva Estratégica de Cripto que inclui XRP, SOL e ADA”, escreveu Donald Trump em publicação no Truth Social, 2 de março de 2025. A ADA disparou 75% em poucas horas, o XRP subiu 31% e a SOL 26%. O mercado inteiro avançou mais de US$ 500 bilhões naquela tarde. Cerca de uma hora depois, um novo post afirmou que Bitcoin e o Ethereum (ETH) seriam o centro da reserva. O ETH atingiu máxima de apenas 3,3% superior. Trump nunca voltou ao tema. A promessa terminaria quatro dias depois. Uma ordem executiva oficializou a reserva exclusivamente com Bitcoin, proibindo o governo de comprar qualquer altcoin. A Casa Branca posteriormente confirmou que não houve compra de XRP, SOL ou ADA. Trump está há 535 dias sem mencionar esses três ativos. A ADA nunca mais registrou preço diário superior e é negociada atualmente 73% abaixo do patamar anterior à publicação. De acordo com a Politico, um lobista ligado à Ripple orientou o texto veiculado por Trump sobre a reserva, o que explicaria o longo silêncio posterior. Seu próprio token Official Trump (TRUMP) recebeu três impulsos distintos. Trump declarou seu apreço pelo ativo em 23 de março de 2025, movimento que elevou os preços em 11%, sendo esta a última citação feita por ele ao token. Um mês depois, o emissor do token ofereceu um jantar privado com o presidente aos 220 principais compradores. Investidores desembolsaram cerca de US$ 148 milhões, e o token subiu 48% antes de perder força. Um concurso em Mar-a-Lago, realizado em março de 2026, repetiu a estratégia, com pico de preço revertido em queda ainda em menos de um mês. Perto de 1 milhão de carteiras de TRUMP acumularam prejuízo total de US$ 3,81 bilhões. O placar é consistente. As oito indicações atingiram em média um pico 31% maior em 24 horas. No período de 30 dias, todas registraram queda e, hoje, acumulam perda de 60%. Placar de Indicações Cripto de Trump. Fonte: BeInCrypto Trump vai cumprir sua promessa com a Hyperliquid? Todos os impulsos anteriores falharam do mesmo modo. As palavras nunca vieram acompanhadas de ações concretas. A Hyperliquid é a primeira indicação que surge com a estrutura já em funcionamento. A CFTC, sob comando de Selig, passou 2026 promovendo avanços para futuros perpétuos operarem em território norte-americano. O órgão aprovou esses contratos em maio e apresentou as plataformas descentralizadas como potenciais candidatas à sequência. A própria Hyperliquid protocolou um pedido à CFTC em julho, junto à Phantom, empresa de carteiras, para solicitar regras adequadas ao segmento DeFi. Portanto, o teste é especialmente objetivo. A reunião consultiva de quinta-feira revela se “formato legal e de acordo com as regras” realmente será incluído na pauta. Em 18 de setembro, quando completam 30 dias, será possível saber se a HYPE consegue se sustentar acima de US$ 62,23, feito que apenas uma indicação anterior conseguiu brevemente. A definição de um caminho de registro ou isenção antes dos 90 dias, em novembro, diferenciaria totalmente esta situação em relação ao caso da reserva. Ainda é necessário cautela, porque o comentário não representa uma aprovação formal. Trajetória de preço da média das indicações cripto de Trump. Fonte: BeInCrypto A análise histórica aponta que é arriscado apostar em valorização contínua. O cronograma regulatório indica que essa indicação será discutida publicamente, começando pelo que Selig apresentar hoje. A HYPE pode romper o padrão ou segui-lo. O artigo Todas as criptos apoiadas por Trump caíram 60%. A Hyperliquid será diferente? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
ETFs de Ethereum atraem US$ 189 milhões no maior volume diário em 10 meses
Os fundos negociados em bolsa de Ethereum (ETH) listados nos EUA registraram entradas de US$ 189,15 milhões em 19 de agosto, o maior aporte diário desde 28 de outubro de 2025. O movimento ocorreu durante uma valorização ampla no mercado que impulsionou diversos grandes ETFs de cripto. Procura por ETF de Ethereum retorna após um primeiro semestre fraco O resultado representa uma mudança para uma linha de produtos que enfrentou dificuldades no início de 2026. Segundo a SoSoValue, os fundos de Ethereum registraram saídas de US$ 540,88 milhões em maio e US$ 528,99 milhões em junho. Agosto apresenta uma reversão expressiva. Os fundos acumularam US$ 534,2 milhões até agora neste mês, o melhor resultado mensal de 2026. O patrimônio líquido combinado chegou a US$ 12,06 bilhões, o maior desde 21 de maio. Fluxos de ETF de Ethereum. Fonte: SoSoValue O ETHA da BlackRock liderou a sessão, com participação de US$ 122,12 milhões em entradas, cerca de 65% do total. O FETH da Fidelity apareceu em seguida, com US$ 36,54 milhões, e o mini trust da Grayscale registrou US$ 16,04 milhões. A distribuição das entradas permaneceu restrita. Esses três fundos foram responsáveis por 92% do volume, enquanto quatro dos 11 produtos listados não tiveram movimentação. Ao mesmo tempo, a cotação do ativo também avançou de forma significativa. Conforme dados do BeInCrypto Markets, o ETH era negociado a US$ 2.250, com alta de 16,3% em 24 horas. Desempenho de Preço do Ethereum (ETH). Fonte: BeInCrypto Markets O gatilho veio de fora do mercado de cripto. O Tesouro dobrou o volume de recompra de dívidas de longo prazo para pelo menos US$ 4 bilhões. A queda nos rendimentos e a desvalorização do dólar levaram investidores a buscar ativos de maior risco. O Bitcoin lidera recuperação ampla entre fundos de cripto Os ETFs do Bitcoin (BTC) receberam US$ 517,19 milhões, maior captação diária desde 4 de maio. O patrimônio líquido aumentou 6,3% para US$ 84,31 bilhões. O BTC era negociado a US$ 69.648 após valorização diária de 8,8%. Outros produtos de menor porte também tiveram captação, ainda que de forma moderada. Os fundos de Solana (SOL) somaram US$ 2,10 milhões, e os do XRP, US$ 2,35 milhões, mesmo com alta de dois dígitos em ambos os ativos. Os fundos de Hyperliquid (HYPE) foram na contramão da tendência geral, com saída de US$ 1,97 milhão. O próprio HYPE subiu 23,7% para US$ 71,93 depois que o ex-presidente Donald Trump sinalizou um caminho regulatório para a exchange nos EUA. As próximas sessões devem apontar se os fluxos da quarta-feira indicam uma mudança duradoura ou apenas um movimento pontual. O artigo ETFs de Ethereum atraem US$ 189 milhões no maior volume diário em 10 meses foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Boom das altcoins pode nunca voltar: como o mercado de cripto mudou em 2026?
Em 10 de outubro do ano passado, uma sexta-feira, uma manchete sobre tarifas impactou o mercado cripto altamente alavancado e cerca de US$ 19 bilhões em posições foram liquidadas em 24 horas, a maior parte delas long, predominantemente de investidores de varejo. O Bitcoin teve queda de mais de US$ 120 mil para cerca de US$ 105 mil. A Solana perdeu 40% antes de encontrar novos compradores, e mais de 1,6 milhão de contas foram zeradas ou ficaram próximas disso. Os preços acabaram se estabilizando. As pessoas, porém, não voltaram da mesma forma. Dez meses depois, 10 de outubro será lembrado menos pela queda em si e mais pelo impacto no comportamento do varejo. O apetite por risco permaneceu. Só deixou de aparecer nos mesmos lugares. Maiores liquidações do mercado cripto de todos os tempos. Fonte: Coinglass Uma queda para alguns, um apagão para outros A queda de 10 de outubro evidenciou como as operações spot e no mercado futuro diferem, caso ainda existissem dúvidas. O trader spot sofreu um forte impacto naquele dia, mas manteve suas moedas. Ele pode aguardar por uma recuperação dos preços. Já o investidor de futuros perpétuos provavelmente ficou sem nada. Reconstruir o capital a partir do zero é um desafio diferente de apenas atravessar um ano ruim. Todos os dados posteriores carregam essa marca. Os volumes perpétuos em blockchain caíram durante cinco meses consecutivos após outubro, passando de US$ 1,36 trilhão para menos de US$ 700 bilhões, sem qualquer recuperação no intervalo. Estima-se que 38% das altcoins estejam próximas das mínimas históricas, um cenário pior do que após o colapso da FTX, e a mediana dessas moedas está cerca de 79% abaixo do topo do ciclo. Tokens que contavam com valorizações de bilhões de dólares em setembro descobriram, em outubro, que não havia compradores até desvalorizar entre 50% e 80%. Outra mudança acompanhou os preços. Com o mercado de ações batendo recordes com Inteligência Artificial, a cripto deixou de ser o único destino para capital de risco, e investidores passaram a exigir resposta para uma dúvida evitada por anos pelo setor: qual é o valor real de um token quando o interesse especulativo se desloca? Gráfico de preço do Bitcoin desde 10 de outubro de 2025. Fonte: CoinGecko Por que a Hyperliquid subiu enquanto o mercado desabava? A Hyperliquid serve de exemplo pois trouxe uma resposta. O HYPE recuou para a faixa dos US$ 20 durante o inverno, mas atingiu um novo recorde acima de US$ 77 em junho apoiada em mais de US$ 650 milhões em receita anual, e agora possui valor de mercado superior a US$ 12 bilhões. Um negócio cripto que de fato gera fluxo de caixa teve sua avaliação ajustada para cima mesmo no meio de um mercado em queda. A onda de DEXs perpétuas criadas para imitá-lo, em sua maioria, não conseguiu, pois não estavam captando novos traders, apenas transferindo os já existentes entre si. Uma das principais plataformas perdeu 83% do volume mensal imediatamente após o encerramento de sua temporada de incentivos. O setor seguiu lançando novas venues, enquanto a base de negociadores foi diminuindo. A Hyperliquid passou a ser vista como exceção, não como padrão a ser seguido. Receita mensal e TVL da Hyperliquid. Fonte: DeFilLama O jogo que nunca precisou de alavancagem Nesse período, os traders de meme coin, que muitos achavam que seriam os primeiros a quebrar, quase não foram afetados. Eles atravessaram o mês de outubro relativamente ilesos porque sua estratégia nunca dependeu de alavancagem, e em janeiro, enquanto as altcoins continuavam em queda, a pump.fun alcançava recorde de volume acima de US$ 2 bilhões por dia. Cerca de 97% das memecoins deixam de existir. Todos os participantes experientes reconhecem isso e mesmo assim seguem apostando. Não existe white paper para analisar, quase nunca há tecnologia inovadora para avaliar. Tokens mortos fazem parte da lógica, assim como mãos perdidas fazem parte do pôquer. O foco da análise está na quantidade de investidores, concentração das carteiras, distribuição do suprimento, quem comprou e em qual momento, além da velocidade com que o interesse se propaga. A estrutura do mercado, a atenção e a coordenação social são o verdadeiro ativo. A analogia mais próxima é com jogos competitivos, e não com investimentos. Esses traders aprimoram sua estratégia, estudam o comportamento dos demais participantes e encaram uma operação ruim como apenas uma rodada perdida em uma sequência longa, não como uma tese fracassada. O objetivo não é investir em um ativo. É vencer um jogo PvP. Para onde foi o volume? Os futuros perpétuos estão morrendo junto com o mercado de altcoins em que surgiram? Os dados de volume mostram o contrário. Nos primeiros cinco meses de 2026, as exchanges processaram US$ 1,32 trilhão em futuros perpétuos ligados a ações, índices e commodities, frente a US$ 104 bilhões em todo o ano de 2025. Os primeiros contratos regulados de tokenização de ações começaram a operar em fevereiro. O S&P 500 agora conta com um perpétuo licenciado em blockchain e, quando Wall Street fecha na tarde de sexta-feira, esses contratos continuam sendo negociados durante o fim de semana, determinando cada vez mais o preço de abertura na segunda-feira. Algumas exchanges, como a Phemex, lançaram futuros de TradFi. Isso ocorre porque os usuários têm demonstrado essa demanda por meio de seu comportamento, mesmo que não de forma direta. Tesla, Apple, Nvidia, ouro, prata e os principais índices agora são negociados ininterruptamente usando a mesma conta e sistema de margem denominados em USDT de suas posições em cripto, e o volume ultrapassou US$ 100 milhões no primeiro dia. Ninguém estava esperando por uma nova altcoin na lista. O interesse estava em ter ativos relevantes para operar às 3h da manhã de um domingo. US stock market is closed, but Phemex TradFi now offers 24/7 trading, including $SPCX, $NVDA, $SNDK, $AMD, and more. Trade U.S. stocks the crypto-native way. With up to 10x leverage, ultra-low fees, and 24/7 access. 👇https://t.co/bp0r6q2FeW https://t.co/WOFKd1RQ8v pic.twitter.com/W8CnTCthPi — Phemex (@Phemex_official) August 6, 2026 À medida que as pessoas que hoje negociam memecoins envelhecem e acumulam capital, é provável que muitas diversifiquem justamente para esses mercados, utilizando plataformas que já conhecem. A reconfiguração: o mercado cripto nunca mais será o mesmo A versão de 2020 deste setor, com centenas de tokens sustentando altas avaliações e livros profundos de futuros perpétuos simultaneamente, provavelmente ficou no passado. O novo cenário é mais restrito e transparente. De um lado, um jogo rápido e explicitamente PvP dentro do ecossistema das memecoins. No outro extremo, os futuros perpétuos vão se consolidando discretamente como infraestrutura dos mercados mundiais. O mercado que impulsionou o último boom das altcoins pode não retornar. Mas a infraestrutura criada por ele está só começando, já influenciando ativos muito além do universo cripto. O desafio é estar onde está a especulação, e não onde ela já esteve. O artigo Boom das altcoins pode nunca voltar: como o mercado de cripto mudou em 2026? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
O salto do preço do XRP ganhou um raro destaque em 19 de agosto, subindo 10,40% e superando o Bitcoin, que avançou 7,13%, impulsionado por um expressivo short squeeze que movimentou todo o mercado. Para quem pergunta por que o XRP está subindo, o short squeeze foi o gatilho, mas o token também apresentou força própria. No entanto, o volume financeiro que confirma altas, o histórico de dias como este e o próprio gráfico do XRP indicam, juntos, um caminho de cautela. Quão forte foi realmente o rali do preço do XRP? Mais forte do que aparenta à primeira vista. O XRP ficou em terceiro lugar entre os oito maiores ativos, atrás do Ethereum, que registrou 17,46%, e da Solana, com 10,82%, mas à frente do Bitcoin e da mediana de 6,99% de valorização de outras grandes altcoins. XRP versus principais moedas em 19 de agosto: BeInCrypto Os dados mais consistentes estão abaixo da superfície. Com base no desempenho do XRP em relação ao Bitcoin nos últimos 180 dias, a movimentação do Bitcoin deveria ter impulsionado o token em cerca de 6,57%. Em vez disso, foram entregues 10,40%, um bônus de 3,83 pontos, tornando este o maior salto diário do token desde 6 de fevereiro (21%). Bitcoin explicou 6,57%, XRP entregou 10,40%: BeInCrypto O desempenho do dia está entre os 3% mais expressivos de todas as negociações com a altcoin desde 2020, revelando um resultado superior e independente, não apenas reflexo do movimento do Bitcoin. Rali de 19 de agosto, o melhor desde 6 de fevereiro: BeInCrypto Portanto, a força foi real. A próxima dúvida é se grandes investidores estiveram por trás desse movimento. Grandes investidores apoiaram o rali do preço do XRP? É neste ponto que o cenário se complica. ETFs spot, produtos que permitem a instituições negociarem cripto via corretoras, mostram para onde o dinheiro institucional realmente foi, e no dia do rali o destino foi outro. Os aportes em ETFs de Bitcoin quase triplicaram, atingindo US$ 517 milhões em 19 de agosto, e fundos de Ethereum também registraram aumento relevante. ETFs spot de Bitcoin: SoSoValue Os fundos de XRP seguiram na direção oposta. O fluxo diário de ETFs de XRP recuou de US$ 5,81 milhões para US$ 2,35 milhões, menos da metade, justamente no dia em que o token superou o Bitcoin. Ou seja, as instituições investiram na alta do mercado, mas deixaram o token de lado. Grandes investidores buscaram o Bitcoin, não o XRP: BeInCrypto A ausência de compradores com capital relevante pesa ainda mais quando analisada à luz do histórico. O que costuma acontecer após dias como este? O histórico reforça o alerta. Desde 2020, houve 14 dias em que o Bitcoin subiu pelo menos 7% e o XRP o superou, e a tendência depois disso não favoreceu o token. A mediana de retorno do token foi negativa, com recuo de 3,84% nos sete dias seguintes, e apenas cerca de um terço desses episódios terminou a semana em alta. O motivo desta vez é simples. Um recorde de US$ 2,74 bilhões em posições vendidas foi encerrado à força em toda a cripto em 24 horas, e toda posição fechada representa uma ordem de compra. XRP após dias como este: BeInCrypto Quando esse movimento forçado termina, compradores convencionais precisam assumir, e em dias assim, isso raramente ocorreu com o XRP. O token já perdeu força em situações similares anteriormente, o que direciona a atenção para seu próprio gráfico. Por que o gráfico do XRP segue sinalizando cautela? O gráfico apresenta o terceiro sinal de alerta. Enquanto o Ethereum rompeu seu canal de alta nesta semana, o XRP segue preso em um canal de baixa que limita a moeda desde meados de maio. O candle de 10% tocou a linha superior do canal e não conseguiu superá-la. Análise de Preço do XRP: TradingView O ímpeto da movimentação também está diminuindo. O volume de compras recuou após o pico, o interesse aberto em futuros já caiu 11,31% desde o dia do rali, e o XRP permanece negociado cerca de 17,5% abaixo de sua tendência de 200 dias frente às demais principais altcoins. Caso pressionem novamente, a base de US$ 0,98 que sustenta a moeda desde meados de agosto é o nível a ser observado. Um Candle Não Mudou a Tendência: o BeInCrypto Visão do analista: A alta do preço do XRP foi mais forte que o mercado naquele dia. Entretanto, se mantém mais fraca que o setor em qualquer período mais longo. Qualquer projeção honesta depende agora de uma demanda consistente. O XRP precisa que os fluxos do ETF ganhem força e que as compras à vista mantenham o valor acima de US$ 1,07. Isso porque a recuperação da média de 100 dias, próxima de US$ 1,15, seria o primeiro sinal de reversão mais firme. Até lá, o movimento já exauriu as principais compras, e a base dos US$ 0,98 segue sendo o ponto de atenção caso volte a calmaria. O artigo XRP tem melhor alta desde 2020, mas vale apostar? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
CFO da OpenAI revela quando o IPO pode realmente acontecer
A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, afirmou que o laboratório de inteligência artificial (IA) pretende abrir capital em 2027. Ela acrescentou que a estreia pode acontecer antes, caso o “negócio continue se desenvolvendo”. Friar anunciou o cronograma em uma reunião geral realizada na quarta-feira, mais de dois meses após a OpenAI protocolar uma declaração confidencial de registro S-1 junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). Cronograma de IPO da OpenAI agora aponta para 2027 Em junho, a OpenAI não definiu uma data para estreia e manteve a possibilidade de permanecer privada por mais tempo. As declarações de Friar foram o sinal mais claro vindo de dentro da empresa até agora. Ela enfatizou que a abertura de capital representa mais uma etapa de captação de recursos, não um objetivo final. Friar destacou o valor de US$ 122 bilhões levantado pela OpenAI em março como fonte de flexibilidade. “…O IPO não é uma linha de chegada, é um marco, mais uma captação. Levantamos US$ 122 bilhões em março, e isso nos dá flexibilidade”, afirmou Friar em entrevista. A empresa possui um valuation pós-capitalização de US$ 852 bilhões. Anthropic pode chegar ao mercado antes Rival da OpenAI, a Anthropic também fez registro confidencial e participou de reuniões iniciais com potenciais investidores. Uma avaliação de US$ 2 trilhões circula antes de uma possível estreia no outono. Friar orientou a equipe a não se preocupar caso a Anthropic decida divulgar seu registro primeiro. “…Existe a possibilidade de eles revelarem esse arquivo confidencial nas próximas semanas e se tornarem públicos em setembro. Tudo bem, estamos focados no nosso próprio caminho”, acrescentou ela. A diferença de receita entre as duas empresas ainda é expressiva. A Anthropic apresentou receita preliminar de US$ 11,5 bilhões no segundo trimestre. O run rate anualizado também subiu para US$ 65 bilhões no fim de julho. Segundo reportagens, a OpenAI gerou US$ 6,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 18% em relação ao primeiro. Seu run rate de receita anualizada ultrapassou recentemente US$ 40 bilhões. Os slides apresentados por Friar mostraram o run rate da receita da OpenAI com alta de 35% no trimestre até o momento e a receita empresarial crescendo 50%. Os produtos para programação e trabalho da empresa agora atingem 20 milhões de usuários ativos semanalmente. O discurso de estabilidade ocorre após uma série de saídas de executivos da OpenAI. A chefe de receita Denise Dresser, Brad Lightcap e a líder de negócios de produto Fidji Simo deixaram a empresa. O artigo CFO da OpenAI revela quando o IPO pode realmente acontecer foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Shiba Inu brinca com os ursos, mas SHIB fica atrás do mercado
A Shiba Inu (SHIB) subiu 6,76% na quinta-feira, porém a memecoin ficou atrás de uma alta generalizada do mercado que impulsionou o Ethereum em 17,8%. O perfil oficial do projeto atribuiu o movimento de recuperação ao próprio time, dizendo aos seguidores que os vendedores perceberam a aproximação do token e “escolheram cardio”. No entanto, fluxos mais amplos de mercado apontam um cenário diferente. Por que a alta do Shiba Inu acompanhou o mercado, não os memes? A equipe do Shib não apresentou nenhuma explicação técnica para o desempenho. Pelo contrário, sugeriu que quem vendeu decidiu abandonar as posições, sem tentar defendê-las. Bears saw ethereum:0x95ad61b0a150d79219dcf64e1e6cc01f0b64c4ce coming and chose cardio. pic.twitter.com/V58zA9ED11 — Shib (@Shibtoken) August 19, 2026 Praticamente todos os grandes ativos digitais tiveram comportamento semelhante. O valor total do mercado de criptoativos atingiu cerca de US$ 2,34 trilhões na quinta-feira, representando alta de 9,32% em comparação ao piso do dia anterior. O Bitcoin (BTC) avançou 8,1% em 24 horas e é negociado a US$ 69.515, enquanto o Ethereum (ETH) saltou 17,8% para US$ 2.251. O gatilho veio de fora do segmento de memecoin. O Bitcoin reconquistou a marca dos US$ 70 mil na quarta-feira após o ex-presidente Donald Trump sugerir uma grande compra do governo dos EUA, enquanto US$ 1,23 bilhão em posições vendidas foram liquidadas em apenas uma hora. Outros ativos menores tiveram movimentos ainda mais expressivos. A Solana (SOL) ganhou 10,2% e a Pepe (PEPE) subiu 13,8%, deixando Shiba Inu entre os nomes mais fracos da sessão. O Dogecoin (DOGE), a maior memecoin em valor de mercado, avançou 6,8%. Os dois tokens de cachorro, portanto, caminharam praticamente juntos, mesmo sem campanhas equivalentes em redes sociais para DOGE. The bull posting is working. Do not stop. https://t.co/cjBerADeJM pic.twitter.com/w4jfVRvGT7 — Shib (@Shibtoken) August 20, 2026 Horas depois, o mesmo perfil creditou diretamente os investidores. Integrantes da equipe afirmaram que o tom otimista da comunidade teria impulsionado o mercado e pediram para que o movimento continuasse. A correlação dificulta comprovar essa narrativa. O Shiba Inu tem seguido o Bitcoin ao longo de 2026, então movimentos amplos do mercado tendem a influenciá-lo, independentemente do que a conta publique. Ao mesmo tempo, a estratégia repete o script do fim de julho. Naquela ocasião, o grupo afirmou que a cultura original das criptomoedas seguia presente, e o SHIB valorizou quase 22% naquela semana. Postagens otimistas encontram dados fracos na blockchain No entanto, um único dia positivo ainda representa pouco diante do histórico mais longo. Atualmente, o SHIB está 61,2% abaixo do preço de um ano atrás, negociado a US$ 0,00000477. A escala também pesa. O SHIB atingiu o pico de US$ 0,00008616 em outubro de 2021, o que significa que o valor desta quinta-feira está cerca de 94% inferior ao recorde histórico. Desempenho de preço do Shiba Inu. Fonte: BeInCrypto Markets O volume de negociação é outro termômetro do entusiasmo. Cerca de US$ 104 milhões foram movimentados em 24 horas, um número modesto para o 33º maior criptoativo do mercado. O sentimento dos traders segue dividido. Em junho, o trader James Wynn classificou o Shiba Inu como ultrapassado enquanto grandes investidores transferiram mais de um trilhão de tokens para exchanges. Os dados da rede trazem mais um alerta. A atividade do Shibarium caiu drasticamente no início do verão e mesmo um recorde de queimas em seis meses não provocou alteração no preço. A atenção do público segue importante para tokens sem receitas associadas. Por outro lado, os mesmos fluxos que impulsionaram o SHIB elevaram ainda mais outros criptoativos. Portanto, a sessão fala mais sobre o apetite geral por risco do que sobre o sentimento da comunidade. O desempenho do preço do Shiba Inu tem seguido o mercado como um todo neste ano. As próximas sessões vão mostrar se o Shiba Inu vai liderar ou continuar seguindo os movimentos do mercado. A previsão de preço do BeInCrypto para agosto aponta US$ 0,00000548 como teto que bloqueou avanços do token no mês passado. O artigo Shiba Inu brinca com os ursos, mas SHIB fica atrás do mercado foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitcoin supera US$ 70 mil em meio a short squeeze, mas 3 métricas apontam o verdadeiro sinal
O Bitcoin (BTC) chegou a ultrapassar os US$ 70 mil ontem pela primeira vez desde 2 de junho. As liquidações de posições vendidas somaram US$ 2,74 bilhões nas últimas 24 horas. A alta começou após sinais de política vindos de Washington. A cobertura forçada de shorts ampliou o movimento, transformando um catalisador macroeconômico em uma cascata nos mercados de derivativos. Agora, uma questão central surge: a alta vai continuar? O que impulsionou o salto do preço do Bitcoin? Dois fatores principais estão por trás desse movimento. O BeInCrypto divulgou que o Tesouro irá dobrar as recompras de dívidas de longo prazo para pelo menos US$ 4 bilhões cada uma. Além disso, o presidente Donald Trump sugeriu que uma expressiva compra governamental de Bitcoin está em análise. Esses catalisadores empurraram o preço para regiões com alta concentração de posições vendidas. As liquidações intensificaram o movimento, pois encerrar uma posição short exige compra, elevando o preço e desencadeando novas liquidações em sequência. Dados da CoinGlass apontam que 172.202 traders sofreram liquidação em 24 horas. As posições vendidas representaram US$ 2,74 bilhões desse total, enquanto as compradas somaram US$ 256,66 milhões. O Bitcoin isoladamente respondeu por US$ 1,42 bilhão. O BTC recuou para US$ 69.305, alta de 7,5% nas últimas 24 horas. Desempenho do preço do Bitcoin (BTC). Fonte: BeInCrypto Markets CryptoQuant aponta que demanda spot está perto da virada A CryptoQuant identificou uma recuperação na demanda spot antes do rali. A demanda spot aparente em 30 dias subiu de negativo 206 mil BTC em 23 de julho para cerca de negativo 5 mil. O indicador se aproxima do campo positivo pela primeira vez desde 26 de fevereiro. Segundo a empresa, o Bitcoin historicamente registra ganhos quando a demanda spot aparente passa de negativo para positivo. Nos 60 dias seguintes, o BTC teve retorno mediano de 18,1%, e tais sinais geraram resultados positivos em 78% dos casos analisados de forma independente. “… A demanda spot é o sinal que funciona”, aponta o relatório. Isso coloca o Bitcoin em um ponto de inflexão. Uma mudança para demanda spot positiva pode determinar se a recente alta se transforma em recuperação duradoura ou se perde força com a redução do ímpeto atual. Glassnode destaca níveis ainda não recuperados pelo Bitcoin Enquanto isso, a Glassnode coloca o custo básico dos investidores de curto prazo em US$ 68.500. O Bitcoin está acima desse patamar. Porém, a Média Real de Mercado está mais alta, em US$ 75.800. “… Enquanto o preço permanecer abaixo do custo básico dos investidores de curto prazo, os modelos de avaliação on-chain continuarão tratando o mercado como em capitulação, fase em que novos compradores acumulam com maior convicção, mas o mercado segue estruturalmente vulnerável a qualquer catalisador macroeconômico negativo”, avaliou a empresa. O índice de lucro/prejuízo realizado adiciona outro obstáculo. Essa métrica está em 0,75, bem abaixo do limite de 2 que, para a Glassnode, indica real mudança de tendência. “… Até que essa métrica ultrapasse o patamar 2, qualquer recuperação deve ser interpretada como um rali local e não uma mudança estrutural”, completou. Índice de Lucro/Prejuízo Realizado do Bitcoin. Fonte: Glassnode O movimento recente do Bitcoin representa uma recuperação expressiva, mas os dados on-chain sugerem que a alta ainda precisa se consolidar. Uma subida sustentada acima das principais resistências on-chain, junto com demanda spot positiva, reforçaria o cenário de recuperação mais ampla. Até lá, o último salto do Bitcoin permanece uma possível mas ainda não confirmada reversão. O artigo Bitcoin supera US$ 70 mil em meio a short squeeze, mas 3 métricas apontam o verdadeiro sinal foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Quase 29 milhões brasileiros possui ou já possuiu ativos digitais
Dados da Pesquisa Nacional de Criptomoedas, conduzida pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha e com patrocínio de Coinbase, ABCripto e Hashdex, apontam avanço da adoção e do conhecimento sobre ativos digitais no Brasil, além de sinais de que o tema começa a ganhar peso no debate eleitoral. Segundo o levantamento, 65,8% dos eleitores consideram importante votar em candidatos comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de criptomoedas. Ao mesmo tempo, 17,2% dos brasileiros já investiram nesses ativos. O equivalente a quase 29 milhões de pessoas. E 66,4% afirmam conhecer criptomoedas, alta de 10,1 pontos percentuais em relação a 2025. Os números também mostram que a adoção não está restrita às faixas de maior renda: 77,6% dos brasileiros que já investiram em cripto recebem até três salários mínimos. Tecnologia assusta brasileiros Conduzida em maio de 2026, com 2.004 entrevistados em 137 municípios, a pesquisa identificou que o avanço do conhecimento sobre cripto nos últimos 15 meses foi mais expressivo entre pessoas com Ensino Fundamental. Entre quem conhece os ativos digitais, mas nunca investiu, a complexidade da tecnologia é apontada como barreira por 77%, enquanto 42% mencionam a falta de informação. Os dados indicam ainda uma mudança na percepção sobre os criptoativos, que começam a ganhar espaço para além do investimento e da especulação. Agora, os ativos digitais também são associados à sua utilidade na economia real. O movimento é mais evidente no Centro-Oeste, região que registrou o maior avanço na adoção, impulsionado sobretudo pelo agronegócio. A redução da percepção de risco e o crescimento entre brasileiros de menor renda também sinalizam uma base de usuários mais diversificada. Mercado brasileiro de ativos digitais está mais maduro Para Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, os resultados mostram que o Brasil entra em uma nova etapa de maturidade no mercado de ativos digitais. O aumento da sensibilização para as criptomoedas e a expansão da adoção mostram que o mercado brasileiro está amadurecendo. O futuro das finanças está sendo construído através de pagamentos com stablecoins e da tokenização do sistema financeiro. Existe um enorme potencial para mais crescimento e adoção no Brasil. Em breve, cada vez mais brasileiros irão utilizar a tecnologia blockchain no dia a dia, pontua Plein. Samir Kerbage, CIO da Hashdex, avalia que os resultados reforçam a consolidação dos criptoativos para além de um mercado de nicho. À medida que educação, infraestrutura e integração com o sistema financeiro evoluem, o potencial de crescimento do mercado tende a ser ainda maior. O aumento do conhecimento sobre criptoativos, a expansão da adoção entre diferentes perfis de renda e o avanço das aplicações no dia a dia mostram que o setor está deixando de ser um nicho para se consolidar como parte da realidade financeira dos brasileiros. Bancos ampliam acesso ao mercado cripto A aproximação entre o sistema financeiro tradicional e os ativos digitais também começa a transformar os canais de acesso ao mercado. Entre os investidores, 83% apontam os aplicativos bancários como porta de entrada para criptomoedas, em uma pergunta de múltipla escolha. As carteiras próprias aparecem, por exemplo, com 26%, enquanto 20% compram ativos diretamente em exchanges ou corretoras especializadas. A pesquisa também sinaliza mudanças na percepção sobre investimentos de longo prazo. Entre os brasileiros que conhecem criptomoedas, 43% consideram as ações negociadas em bolsa a alternativa com maior potencial de retorno. Na sequência, aparecem a poupança, com 30%, e criptoativos, com 24%. Hoje 54% dos brasileiros conhecem o Bitcoin. O potencial de expansão permanece relevante. Três em cada dez brasileiros familiarizados com criptomoedas pretendem investir nos próximos dois anos. Entre aqueles que já possuem ativos digitais, o percentual chega a 63%. Cripto ganha espaço no debate eleitoral A inflação continua como a principal preocupação econômica dos brasileiros, especialmente no Sudeste, onde é mencionada por 43,1% dos entrevistados. No Centro-Oeste, ganham peso o receio de aumento de impostos, citado por 37%, e de um eventual novo confisco de recursos financeiros, apontado por 29,3%. Nesse cenário, os ativos digitais começam a aparecer também no debate político. Para Julia Rosin, diretora-presidente da ABCripto, o avanço da adoção tende a ampliar, principalmente, a demanda dos usuários por representação de seus interesses. É natural que, conforme o usuário passa a confiar mais na tecnologia e a adotar os criptoativos no dia a dia, ele passe a exigir representatividade. O investidor não quer apenas usar cripto; ele quer ver suas escolhas respeitadas e pautadas no debate político, cobrando compromisso de candidatos que entendam e defendam quem já faz parte dessa nova economia. O artigo Quase 29 milhões brasileiros possui ou já possuiu ativos digitais foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
O Bitcoin retoma US$ 70 mil pela primeira vez desde junho e Trump sugere mais novidades
O Bitcoin (BTC) acaba de recuperar o patamar de US$ 70 mil pela primeira vez desde 2 de junho. A espera de 78 dias terminou após o presidente Donald Trump afirmar que uma compra “expressiva” de Bitcoin pelo governo “tem sido discutida”. A ata de julho do Fed foi publicada sem gerar impactos negativos. As declarações de Trump impulsionaram ainda mais o movimento de alta desta quinta-feira. KEY TAKEAWAYS: Inside today's White House Crypto Meeting 🇺🇸 – Trump says the US considers buying "sizable" amounts of $BTC & crypto – Urged Congress to pass the CLARITY Act – Stated the US must remain the "undisputed leader" in digital assets – Regulators are actively working… pic.twitter.com/3C9RIjXeV4 — BeInCrypto (@beincrypto) August 19, 2026 Como o Bitcoin recuperou os US$ 70 mil após 78 dias? O preço do BTC chegou a testar brevemente o nível de US$ 70 mil hoje. Dois dias atrás, estava abaixo de US$ 64 mil. No início de julho, ficou em torno de US$ 62 mil. O movimento gerou prejuízos para quem apostava na queda. Investidores com posições vendidas em cripto perderam US$ 1,23 bilhão em apenas uma hora. Um grande investidor da Hyperliquid teve liquidação integral em uma posição vendida de 1.800 BTC, avaliada em cerca de US$ 117 milhões. Washington deu início ao otimismo. O Tesouro anunciou que vai dobrar os recompras de títulos de longo prazo para ao menos US$ 4 bilhões por operação. O rendimento do título de 30 anos caiu de 5,337%, seu maior patamar desde 2007. Crédito de longo prazo mais barato beneficia ativos que não pagam renda. A perspectiva ainda importa. Mesmo a US$ 70 mil, o Bitcoin é negociado cerca de 44% abaixo do recorde de US$ 126.080, alcançado em outubro passado. No entanto, a recuperação rompe o padrão do ano, em que o ouro superou o Bitcoin, avançando 33% enquanto o BTC caiu 46%. Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: TradingView O principal ativo do mercado cripto atingiu US$ 70 mil na Binance e US$ 70.022 na Coinbase, no momento desta reportagem. Trump cogita compra ‘expressiva’ de Bitcoin enquanto Fed mantém silêncio Na sequência, uma nova faísca surgiu. Questionado se o governo pretende acumular uma quantidade relevante de Bitcoin, Trump não descartou essa possibilidade. Ele vinculou a hipótese diretamente ao dólar. “… Tem sido discutido. Tem sido muito, muito positivo para o dólar. Se receber recomendações, certamente vou escutar.” As declarações encontram solo fértil. Em março de 2025, Trump criou a Reserva Estratégica de Bitcoin, formada por moedas apreendidas, e não por compras diretas no mercado. Uma compra expressiva seria inédita. O Fed também não fez objeções. A ata de julho apontou que a inflação “permaneceu elevada”, mas sem ampliar o tom restritivo além dos três dissidentes já conhecidos. As chances de alta em setembro caíram para 34%, e o dólar se desvalorizou. O cenário é favorável: queda dos rendimentos, Fed discreto e um presidente considerando comprar. Se o BTC vai sustentar os US$ 70 mil durante a noite mostrará se as palavras de Trump foram mesmo relevantes. O artigo O Bitcoin retoma US$ 70 mil pela primeira vez desde junho e Trump sugere mais novidades foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Trump diz que a CFTC trabalha para trazer a Hyperliquid aos EUA. Como o preço da HYPE vai reagir?
O presidente Donald Trump afirma que reguladores trabalham para trazer a Hyperliquid aos Estados Unidos de maneira totalmente legal e em conformidade. A HYPE, token nativo da exchange, subiu mais de 6% em poucas horas. Trump discursou em um encontro na Casa Branca com executivos de cripto e tecnologia na quarta-feira, 19 de agosto. Ele destacou a liderança do presidente da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), Michael Selig, nesse processo. Hyperliquid. pic.twitter.com/09VxBeRIlO — Hyperliquid Policy Center (@HyperliquidPC) August 19, 2026 Trump diz que Selig abre caminho para a Hyperliquid entrar nos EUA O presidente reuniu executivos da Coinbase, Ripple e Nasdaq, segundo cobertura do Sinclair sobre o evento. O presidente da Securities and Exchange Commission (SEC), Paul Atkins, e Selig também estiveram presentes. Durante seu discurso, Trump destacou a Hyperliquid, principal exchange descentralizada de futuros perpétuos. A plataforma bloqueia usuários norte-americanos, tratando-os como pessoas restritas conforme seus termos de uso. “… compreendo que Mike (Selig) também trabalha para trazer a Hyperliquid aos Estados Unidos de modo totalmente legal e em conformidade”, afirmou Trump. Selig, por sua vez, disse que apresentará mais informações sobre o caminho regulatório na quinta-feira. O timing não é por acaso. A CFTC realiza sua primeira reunião do Comitê Consultivo de Inovação em Washington em 20 de agosto, com uma pauta envolvendo criptoativos, inteligência artificial e mercados de previsão. A preparação para este momento vem sendo construída há meses. O Hyperliquid Policy Center e a provedora de carteiras Phantom peticionaram conjuntamente à CFTC em julho, solicitando que reguladores isentem protocolos DeFi das regras tradicionais de exchange. Como o preço da HYPE deve reagir? O mercado respondeu rapidamente. A HYPE valorizou mais de 6% nas últimas 24 horas, cotada próxima de US$ 68,19 no momento desta reportagem. Desempenho da Hyperliquid (HYPE). Fonte: BeInCrypto O valor de mercado do token está agora em aproximadamente US$ 15,1 bilhões, figurando na décima posição entre todos os criptoativos. A HYPE ultrapassou a Dogecoin em maio para conquistar esse lugar no top-10. Um caminho legal nos Estados Unidos teria impacto além do sentimento. Investidores americanos compõem o maior mercado de derivativos do mundo, e o acesso doméstico pode trazer novo volume e taxas para o ecossistema da Hyperliquid. No entanto, a resistência persiste. CME Group e a controladora da NYSE, ICE, teriam feito lobby por uma fiscalização mais rígida sobre a plataforma, citando preocupações com manipulação e exposição a sanções. Perguntas sobre conformidade seguem sem resposta. Registro, verificações de conhecimento do cliente e limites de alavancagem não são facilmente aplicáveis a um livro de ordens não custodiante e onchain. A reunião do comitê nesta quinta-feira passa a ser o próximo catalisador imediato. Se Selig apresentar termos concretos ou apenas princípios gerais pode definir os rumos da perspectiva de preço da HYPE. O artigo Trump diz que a CFTC trabalha para trazer a Hyperliquid aos EUA. Como o preço da HYPE vai reagir? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ata do Fed pressiona o Bitcoin com retorno dos riscos de alta dos juros
A ata mais recente da Federal Reserve revelou um aprofundamento das divergências sobre inflação e juros, trazendo nova incerteza para investidores de Bitcoin. Embora o banco central não tenha citado ativos cripto diretamente, o alerta sobre riscos persistentes de inflação e possíveis aumentos futuros nas taxas pode afetar as condições de liquidez que historicamente impulsionam os mercados de ativos digitais. Ata do Fed pressiona Bitcoin à medida que riscos de juros altos reaparecem A ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) dos dias 28 e 29 de julho divulgada mostrou que a maioria dos dirigentes apoiou a manutenção da taxa dos fundos federais entre 3,50% e 3,75%. No entanto, três membros defenderam um aumento de 25 pontos-base, sinalizando que as preocupações com a inflação ainda permanecem distantes de uma resolução. Para o Bitcoin, a mensagem foi direta: a trajetória para uma política monetária mais flexível pode ser mais longa do que o previsto pelos mercados. Dirigentes do Fed mantêm possibilidade de novos aumentos de juros A ata detalhou que diversos participantes avaliam que a inflação pode exigir medidas adicionais de aperto monetário, caso as pressões sobre os preços não diminuam. “… muitos participantes avaliaram que a elevação dos juros provavelmente seria necessária caso a inflação não registrasse queda”, informou o resumo do encontro do Fed. Os dirigentes apontaram riscos variados, como persistência de gargalos na oferta, incertezas geopolíticas e forte demanda relacionada a investimentos em Inteligência Artificial. Os três membros dissidentes — Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan — defenderam aumento imediato dos juros, justificando que as pressões inflacionárias seguem disseminadas. A divisão representa uma mudança em relação à reunião de junho, quando não houve dissidências formais entre os dirigentes. Por que investidores de Bitcoin acompanham a política do Fed? Embora o Bitcoin não tenha sido mencionado na ata do Fed, a política monetária continua sendo um dos principais fatores macroeconômicos para os mercados de cripto. Juros mais altos, geralmente, criam condições financeiras restritas ao fortalecer o dólar e aumentar os rendimentos reais. Esse cenário normalmente pressiona ativos de risco, como o Bitcoin, já que investidores têm menos incentivo para buscar ativos alternativos sem remuneração. O Bitcoin já vinha operando em faixa estreita próxima da zona de US$ 63 mil a US$ 65 mil enquanto os mercados avaliam a possibilidade de adiamento nos cortes de juros. Uma postura mais rígida da Federal Reserve pode manter restrições na liquidez, limitando o fluxo de capital para ativos especulativos. Efeitos tarifários diminuem, mas riscos inflacionários persistem Dirigentes do Fed apontaram que os efeitos de repasse tarifário estavam “praticamente concluídos”, sugerindo que uma pressão relevante sobre a inflação pode estar se dissipando. No entanto, os formuladores de políticas seguem atentos ao risco associado à reintensificação das tensões geopolíticas, especialmente o conflito no Oriente Médio, que pode elevar preços de energia e dificultar o avanço rumo à meta de inflação de 2% do Fed. A ata evidenciou que muitos dirigentes continuam enxergando prevalência de riscos altistas para a inflação. Esse contexto cria desafios para o Bitcoin, que historicamente se beneficia de expectativas de queda de juros e de expansão da liquidez. Fed de Warsh indica novo estilo de política A ata também destacou a proposta do presidente Kevin Warsh para, possivelmente, reduzir de oito para seis o número de reuniões anuais do Fed. Warsh sugeriu que menos encontros poderiam dar mais tempo aos dirigentes para coletar dados econômicos e considerar questões estratégicas mais amplas. Nenhuma decisão foi tomada e o calendário das reuniões para 2026 segue inalterado. Para os mercados, a sugestão acrescenta uma camada de incerteza sobre a velocidade de resposta do Fed diante de mudanças econômicas. O que esperar de Bitcoin e do Fed? Traders de Bitcoin agora voltam atenção para os próximos dados de inflação, relatórios do mercado de trabalho e a reunião do Fed dos dias 15 e 16 de setembro. Se a inflação continuar arrefecendo, o mercado pode recuperar confiança na proximidade de cortes nos juros. Por outro lado, a persistência das pressões de preços pode manter o Fed em posição mais restritiva por mais tempo, gerando obstáculos para a liquidez no setor cripto. A última ata reforça um recado central para investidores de Bitcoin: o próximo movimento relevante do mercado pode depender menos de fatores internos do universo cripto e mais da luta da Federal Reserve contra a inflação. O artigo Ata do Fed pressiona o Bitcoin com retorno dos riscos de alta dos juros foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Demanda por IA deve levar empresa de TI a R$ 125 milhões em receita
A BHS superou a marca de R$ 100 milhões em faturamento anual em 2025. Para 2026, a empresa mineira de tecnologia projeta um crescimento entre 20% e 25%, o que levaria a receita para até R$ 125 milhões. O motor dessa expectativa tem nome: inteligência artificial. A companhia aposta na ampliação de projetos ligados à IA, computação em nuvem, segurança da informação, compliance e modernização de ambientes corporativos. Com mais de 30 anos de mercado e sede em Belo Horizonte, a BHS anuncia agora um novo ciclo de posicionamento. A meta é atuar em projetos mais estratégicos e de maior complexidade técnica, voltados a grandes corporações e contas globais. Inteligência artificial redesenha o papel da BHS A empresa passa a se posicionar como parceira de transformação digital para grandes companhias. As frentes de atuação incluem infraestrutura de TI, ambientes de trabalho em nuvem, segurança da informação, compliance, dados, inteligência artificial e governança corporativa. Compliance é o conjunto de normas, controles e práticas internas que garantem que uma empresa opere dentro da lei e das próprias políticas. Já governança corporativa trata das regras de decisão, prestação de contas e controle dentro da organização. Segundo a BHS, a mudança acompanha uma demanda crescente de organizações que buscam modernizar operações e fortalecer a gestão de riscos. Essas empresas também querem avançar em agendas ESG e aplicar tecnologia de forma mais conectada aos objetivos de negócio. Para André Xavier, CEO da BHS, o movimento reflete a evolução do próprio mercado de tecnologia. “Durante anos, a BHS construiu sua reputação ajudando empresas a superar desafios por meio da tecnologia. Agora, com a inteligência artificial, nuvem e segurança ganhando centralidade nas decisões corporativas, nosso papel passa a ser ainda mais estratégico: conectar essas tecnologias à geração de valor real para os negócios”, afirma o executivo. Como grandes empresas passaram a contratar tecnologia A estratégia de crescimento também revela uma mudança no comportamento do cliente corporativo. Em vez de projetos isolados, cresce a busca por parceiros capazes de combinar especialização técnica, conhecimento de negócio, governança e capacidade de execução. Esse movimento tem aproximado a BHS de grandes organizações. São companhias que buscam acelerar jornadas de transformação digital e adotar novas tecnologias de forma segura. AuditorIA: a plataforma de IA para auditoria e compliance O novo posicionamento já aparece em produtos. A BHS lançou recentemente o AuditorIA, plataforma baseada em inteligência artificial voltada para auditoria e compliance. A tecnologia monitora comunicações corporativas, como mensagens de correio eletrônico e conversas no Microsoft Teams. O objetivo é apoiar instituições financeiras na identificação de riscos regulatórios e de violações de políticas internas. Na prática, a plataforma automatiza um trabalho que antes dependia de amostragem manual. Em vez de revisar apenas parte das comunicações, a IA analisa o fluxo de mensagens em busca de padrões de risco. Segurança em nuvem é a próxima frente de IA da BHS A empresa também desenvolve soluções para diagnóstico de postura de segurança em ambientes Microsoft 365. Postura de segurança é o retrato de quão protegido está um ambiente digital, considerando configurações, permissões e vulnerabilidades. Essas verificações são automatizadas e entregam evidências e recomendações de correção. A expectativa da BHS é ampliar essa frente para outros ambientes de nuvem, como Azure, AWS e Google Cloud. Por que a IA aumenta a demanda por governança? Para a companhia, o avanço da inteligência artificial tende a elevar a necessidade de governança, segurança e rastreabilidade. Rastreabilidade é a capacidade de reconstruir o caminho de um dado ou de uma decisão dentro de um sistema. O raciocínio é direto. Quanto mais as organizações colocam tecnologia em processos críticos, maior a demanda por estruturas que garantam conformidade, proteção de dados e eficiência operacional. “Empresas não querem apenas adotar IA. Elas precisam fazer isso com segurança, governança e clareza de impacto. É nesse ponto que a BHS quer se posicionar: como uma parceira capaz de transformar tecnologia em resultado, sem perder de vista conformidade, segurança e escala”, afirma Xavier. A BHS atende mais de 2 mil clientes e atua em projetos de infraestrutura, nuvem, segurança, compliance e inteligência artificial. O novo posicionamento busca ampliar a presença da empresa em contas estratégicas e em projetos de transformação digital para grandes corporações. O artigo Demanda por IA deve levar empresa de TI a R$ 125 milhões em receita foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Arthur Hayes é o Jim Cramer da cripto? 124 operações mostram um padrão claro
Na última sexta-feira de julho, uma carteira de Ethereum vinculada por analistas on-chain a Arthur Hayes começou a vender de forma repentina. Em poucos minutos, 2.364 ETH foram enviados para a Cumberland e a Galaxy Digital, duas grandes empresas de negociação de cripto. A carteira vendeu os ativos a cerca de US$ 1.821 por ETH, realizando um prejuízo aproximado de US$ 241 mil sobre moedas adquiridas poucas semanas antes. Arthur Hayes(@CryptoHayes) bought high and sold low again! Over the past 2 hours, he deposited 2,364.38 $ETH into Cumberland and Galaxy Digital, receiving 4.3M $USDC in return. His selling price was $1,821, resulting in a loss of $241K (-5.3%). He had previously bought 7,213… pic.twitter.com/4AVZpjANZD — Lookonchain (@lookonchain) August 1, 2026 Depois, ocorreu o fato inesperado. Dois dias depois, a mesma carteira voltou a comprar Ethereum a cerca de US$ 1.869. Na noite de segunda-feira, em 3 de agosto de 2026, já acumulava por volta de 2.676 ETH — ficando com mais ETH do que possuía antes da venda repentina. O motivo que fez a carteira sair de posição na sexta-feira parece ter mudado no fim de semana. Por que um investidor experiente em cripto como Arthur Hayes venderia com prejuízo para recomprar ainda mais moedas dias depois? Arthur Hayes comprando mais ETH em 3 de agosto. Fonte da imagem: Arkham O perfil Lookonchain identificou as transações em poucas horas e publicou o comentário que acompanha o cofundador da BitMEX há anos: “…Arthur Hayes comprou caro e vendeu barato de novo!” A palavra “de novo” traz uma acusação importante. Sinaliza que há um padrão. Indica que o comentarista macroeconômico mais citado do setor, cujos textos influenciam o mercado, também seria o indicador mais confiável de movimentos opostos. O Jim Cramer do universo cripto, como costuma circular entre memes. No entanto, piadas são fáceis. Provas não. Por isso, o BeInCrypto analisou todas as operações realizadas nas três carteiras atribuídas a Hayes nos últimos dois anos e oito meses, calculou os preços de cada negociação, relacionou vendas e compras e apurou o resultado. O resultado: o meme é parcialmente verdadeiro. A parte correta custou cerca de US$ 2,47 milhões ao investidor. E o aspecto mais interessante não está nas perdas, mas em onde ele lucrou. O placar: um acerto, seis perdas As carteiras registraram uma perda de aproximadamente US$ 2,47 milhões no geral. ENA — token em que Hayes atua como conselheiro e investidor — foi o único que teve lucro, compensando cerca de US$ 5,5 milhões em perdas nos demais ativos. Considerando apenas as negociações fechadas reconstruídas, o resultado é um prejuízo de US$ 2,24 milhões. Incluindo as posições em aberto monitoradas pelo modelo — cerca de 8.165 ETH adquiridos no período a um valor médio de US$ 1.884 e 25,3 milhões de ENA a US$ 0,091, ambas atualmente negativas — o total chega a uma perda de US$ 2,47 milhões sobre aproximadamente US$ 92 milhões investidos. Vale destacar que as carteiras detêm mais ativos do que o registrado pelo modelo: cerca de 10.800 ETH e 28,45 milhões de ENA, segundo a Arkham. As diferenças se referem a moedas adquiridas antes do período analisado e a 3,1 milhões de ENA recebidos de uma multisig da Ethena em 10 de agosto, valores sem preço de compra na janela considerada e, portanto, fora do cálculo de lucro. O histórico de negociações mostra: 15 ganhos, 25 perdas. Ao analisar ativo por ativo, o quadro é claro. ETH teve uma perda reconstruída de US$ 2,04 milhões. SYN apresentou prejuízo de US$ 1,41 milhão. LDO encerrou com menos US$ 1,26 milhão. ETHFI rendeu prejuízo de US$ 474 mil. PEPE teve perda de US$ 152 mil. PENDLE terminou negativo em US$ 124 mil. Um único token obteve retorno positivo: ENA, com ganho de US$ 3,23 milhões. Arthur Hayes lucro/prejuízo realizado por token. Fonte: BeInCrypto ENA é o token de governança do Ethena. Trata-se de um projeto em que Hayes atua formalmente como conselheiro, detém tokens investidos e divulga de forma contínua. Nos seis tokens em que é apenas um operador ativo com forte opinião, as carteiras acumulam cerca de US$ 5,5 milhões de prejuízo. No ativo em que tem posição de destaque, lucrou US$ 3 milhões. O padrão no Ethereum: vender em baixa, recomprar em alta O Ethereum é onde o meme ganha força devido à repetição do padrão de comprar com preço elevado e vender em queda. A apuração indica que as carteiras vinculadas a Hayes venderam durante períodos de medo de curto prazo e recompraram depois que o preço se recuperou, muitas vezes pagando mais caro. As carteiras negociaram ETH 34 vezes no período analisado, quase sempre repetindo: venda em momento de pânico, espera pela estabilização do mercado e, em seguida, recompra por preços menos vantajosos. O exemplo mais claro ocorreu em agosto de 2025. No dia 1 de agosto, enquanto Hayes se mostrava publicamente cauteloso no cenário macroeconômico, a carteira transferiu 2.373 ETH para duas mesas de negociação, operação monitorada pelo Lookonchain a um preço de aproximadamente US$ 3.507 por unidade. O Ethereum ignorou o movimento pessimista e continuou subindo de forma consistente. Em 10 de agosto, a mesma carteira comprou 1.500 ETH novamente por cerca de US$ 4.252 cada. O mesmo ativo, aproximadamente US$ 745 por moeda mais caro. Apenas nessas moedas readquiridas, o custo de sair e voltar representou aproximadamente US$ 1,1 milhão. Arthur Hayes(@CryptoHayes) sold 2,373 $ETH($8.32M) a week ago when the $ETH price was ~$3,507. 4 hours ago, he moved out 10.5M $USDC to buy back $ETH at a higher price.https://t.co/SUhcOE4I0o pic.twitter.com/VzEBgje7dh — Lookonchain (@lookonchain) August 9, 2025 O episódio de julho de 2026 que abriu esta reportagem segue o roteiro idêntico, apenas compactado em um fim de semana. Venda de 2.364 ETH, com uma perda realizada de US$ 241 mil na sexta-feira. Compra de um volume ainda maior até a segunda-feira. A perda não trouxe benefício algum: sem proteção, sem reserva de liquidez, sem mudança de estratégia. Ambas as transações estão disponíveis na blockchain para qualquer pessoa verificar, incluindo a transferência de 1.167 ETH para a Cumberland. Cada venda específica teve uma justificativa. Um dado macroeconômico desfavorável, um anúncio de tarifa, uma preocupação com liquidez, todos expostos em ensaios de Hayes. O problema não está em cada decisão de forma isolada. O dilema é que o medo dele atua em intervalo de fim de semana, enquanto as variações do Ethereum ocorrem em períodos mensais. As carteiras insistiram em vender nas quedas e recomprar nas recuperações, levando o saldo acumulado de negociações de ETH a mínimos consecutivos. Negociações de ETH de Arthur Hayes. Fonte: BeInCrypto O contraponto: Hayes acertou ao negociar ENA, uma vez É preciso reconhecer o episódio da ENA, pois foi uma clara exceção. As carteiras ligadas a Hayes acertaram o momento do token muito melhor do que outras operações, gerando milhões em lucro — porém a posição mais recente em ENA já apresenta prejuízo. No fim de novembro de 2024, esses endereços investiram cerca de US$ 11,2 milhões, acumulando 16,79 milhões de ENA por volta de US$ 0,67 por meio da Binance, Wintermute e Flowdesk. Depois, de modo atípico, Hayes aguardou. Três semanas depois, em 21 de dezembro, duas horas após elogiar a Ethena no X, a carteira enviou US$ 8,4 milhões de ENA para a Binance e vendeu próximo a US$ 1,19, cerca de 78% acima do preço de entrada um mês antes. Nossa apuração atribui aproximadamente US$ 3,7 milhões de lucro realizado na venda daquele dia. I could nit pick some things , but a very impressive run down on @ethena_labs. If you are a DeFi protocol and you haven’t integrated USDe or sUSDe, you are fucking up. https://t.co/bFsQB6Uw67 — Arthur Hayes (@CryptoHayes) December 21, 2024 As críticas que surgiram depois foram relativas à ética: promover um token publicamente e vender durante a alta em menos de duas horas. Ninguém classificou a transação como desinformada. Em toda a janela analisada, as compras de ENA por Hayes tiveram em média desempenho 30% superior num intervalo de um mês, e as vendas antecederam uma queda média de 22%. Ambos os extremos foram bem cronometrados de forma recorrente. Por que Arthur Hayes se destaca com negociações de ENA? Dois fatores estruturais. O primeiro é a proximidade: a Maelstrom assessora a Ethena. O segundo é a paciência, mas só neste caso. Ele segurou a posição de novembro por várias semanas, embora sua confiança em ETH dure apenas alguns dias. A sequência de 2026 está pior. Dados do Lookonchain mostram que ele comprou 15,8 milhões de ENA a US$ 0,23 em fevereiro e vendeu 3,6 milhões por US$ 0,14. Nos dias anteriores à publicação desta reportagem, as carteiras voltaram a comprar agressivamente. Houve várias compras a mercado entre 1 e 6 de agosto por meio da Binance, Wintermute, Flowdesk e Galaxy Digital, totalizando cerca de 25 milhões de ENA entre US$ 0,08 e US$ 0,09, coincidentes com o desbloqueio de 172 milhões de novos tokens da Ethena em 5 de agosto. Compras de ENA por Arthur Hayes. Fonte: Arkham Outros 3,1 milhões de ENA chegaram em 10 de agosto, provenientes de uma multisig da Ethena, consistente com distribuição de vesting, o que deixamos fora do cálculo das compras dele. A ENA está cotada a US$ 0,082 enquanto publicamos este texto, 94% abaixo do pico de 2024, e a última tranche adquirida já apresenta prejuízo. Negociações de ENA de Arthur Hayes. Fonte: BeInCrypto O preço do aprendizado As operações menores revelam o mesmo padrão: carteiras associadas a Hayes frequentemente compraram narrativas com atraso ou saíram cedo demais, transformando convicções elevadas em perdas significativas. O pior investimento único no arquivo é SYN. As carteiras aplicaram US$ 2 milhões em Synapse, observaram o valor cair mais da metade em relação ao mercado em menos de um mês e, finalmente, liquidaram a posição em 1 de agosto de 2026, vendendo 6,16 milhões de SYN por US$ 658 mil. Apenas 33 centavos recuperados de cada US$ 1 investido. Negociações de SYN feitas por Arthur Hayes. Fonte: Arkham O episódio mais emblemático com PENDLE ocorreu em 12 de setembro de 2024, quando Hayes afirmou no X que apostava que PENDLE atingiria US$ 10. Nove dias depois, as carteiras venderam 1,2 milhão de PENDLE, cerca de 61% da posição, a aproximadamente US$ 3,52, incluindo uma parte negociada com prejuízo de 36%. Após a venda, PENDLE valorizou 24% quase imediatamente. O veredito: não é Cramer, é algo mais específico Eis um ponto curioso. Hayes aparentemente tem boa percepção para entrar em negociações; suas compras superam o desempenho médio do mês seguinte, mas saídas ruins e posturas de longo prazo frágeis anulam esse diferencial repetidamente. Em cada compra do conjunto de dados, buscamos responder a uma questão: qual foi o desempenho do token nos 30 dias seguintes, em comparação à sua histórica do período? Essa comparação é relevante. Todo token tem um movimento típico de 30 dias dentro do nosso recorte, a chamada tendência média. Nesse parâmetro, Hayes, enquanto comprador, apresenta bons resultados. Os tokens adquiridos superaram a própria tendência média em cerca de 10% durante o mês seguinte, ponderando pelo valor investido em cada operação. Sua percepção para identificar ativos prestes a subir é constatável. Isso explica por que agir automaticamente de forma contrária ao que faz Hayes, estratégia frequentemente ironizada no cripto X, teria resultado abaixo do previsto pela piada. O detalhe é que esses 10% são o que suas entradas rendem se mantidas pelo período de um mês. Raramente ele espera esse tempo. A venda na noite de sexta-feira, a saída antecipada da PENDLE nove dias após seu alvo de preço e a recompra de ETH a US$ 4.252. Cada uma dessas saídas realiza parte do potencial cedo demais ou converte o diferencial em prejuízo efetivo. Quando Hayes mantém a posição, o mercado, de toda forma, reverte o cenário. Ao estender a análise para 90 dias, o resultado se inverte: suas compras ficam 20,5% abaixo da tendência média do token em um trimestre. A força que identifica existe, mas rapidamente se esgota. Opera durante cerca de um mês após a entrada, depois desaparece. Colocando esses dados lado a lado, temos o perfil completo do operador. Seu faro dura 30 dias, mas o emocional sustenta apenas 3 dias. Os prejuízos ocorrem justamente nesse intervalo. Pontuação de timing das negociações de Arthur Hayes. Fonte: BeInCrypto Esse intervalo é o placar. O diferencial de um mês torna cada entrada individual defensável, o que explica por que nenhuma operação isolada de Hayes parece absurda sozinha. Já o emocional de três dias faz com que boicote as próprias melhores ideias. Arthur Hayes é o Jim Cramer do cripto? Ele é um operador lucrativo? Pelos ativos visíveis das carteiras analisadas, não. Ele seria o Jim Cramer do cripto? Também não, e essa diferença importa. A ironia em torno de Cramer é ser sistematicamente equivocado. Hayes não está equivocado. Ele apenas atua cedo, com horizonte de um mês, mas encerra as operações precocemente ou tardiamente. Um ponto final para ser justo. Independentemente do histórico de operações, Hayes segue estruturalmente comprado em Ethereum. Além dos ETH mantidos diretamente pelas carteiras, a Arkham lista cerca de 3.176 eETH e 1.167 weETH em staking, totalizando exposição aproximada de 15.200 ETH equivalentes, avaliados em torno de US$ 28,5 milhões. Ele administra mal as operações ao redor dessa posição, mas nunca a abandonou. E um prejuízo comercial de US$ 2,47 milhões é insignificante frente ao patrimônio líquido estimado pela Arkham entre US$ 200 milhões e US$ 350 milhões, fruto do trabalho desenvolvido na BitMEX, exchange que cofundou, a qual anunciou em 23 de julho que encerrará suas atividades definitivamente em 23 de setembro, após 11 anos. As carteiras analisadas somam US$ 33 milhões no momento desta reportagem. Hayes nunca aposta valores que possam comprometer seu patrimônio, e nada nesta análise revela o desempenho do fundo Maelstrom, sobre o qual não há visibilidade. Suas operações não são ruim de maneira única. São comuns, descritas em ensaios expressivos, sempre expostas ao público. Portfólio on-chain de Arthur Hayes. Fonte: Arkham Como analisamos as negociações on-chain de Arthur Hayes Tudo em uma blockchain é público e permanente. Analisamos três carteiras Ethereum associadas a Arthur Hayes pela Arkham Intelligence, e rastreadores como Lookonchain monitoram esses endereços como sendo dele há mais de dois anos: 1. 0x534a0076fb7c2b1f83fa21497429ad7ad3bd7587 2. 0xa86e3d1c80a750a310b484fb9bdc470753a7506f 3. 0x6cd66DbdFe289ab83d7311B668ADA83A12447e21 Hayes já respondeu a postagens sobre essas carteiras. Ele nunca afirmou que elas não são dele. Também não confirmou formalmente a propriedade, por isso o artigo descreve as “carteiras atribuídas a Hayes” em vez de afirmar a posse. Baixamos o histórico completo de todas as três carteiras, cerca de 17 mil transferências, e em seguida realizamos uma limpeza. Foram removidos milhares de depósitos de golpe vindos de ataques de address poisoning, incluindo 624 versões falsas de “USDC” criadas com caracteres semelhantes. Transações de staking também foram excluídas, já que movem tokens sem vendê-los. Além disso, foram retirados aproximadamente US$ 35 milhões em tokens recebidos de contratos de vesting, pois Hayes assessora projetos como Ethena e Ether.fi por meio de seu fundo Maelstrom, e receber salário em token não equivale a comprar com convicção. Permaneceram 124 operações reais entre dezembro de 2023 e 14 de agosto de 2026: 82 compras no valor de US$ 92 milhões, 42 vendas num total de US$ 73 milhões e sete tokens: ETH, ENA, PENDLE, ETHFI, SYN, LDO e PEPE. Para cada venda, cruzamos as moedas com as primeiras compras ainda não vendidas até aquele momento, usando o método padrão de primeiro a entrar, primeiro a sair, e fizemos uma pergunta simples: essa operação teve lucro? Uma observação relevante: os trades foram avaliados pelo preço de fechamento diário, e os valores reais podem apresentar pequenas diferenças. Cada número apresentado aqui é uma reconstrução cuidadosa, não uma auditoria. A direção dos resultados permanece sólida. O BeInCrypto procurou Hayes e o fundo Maelstrom para comentários e atualizará este artigo caso haja retorno. Aviso legal: este artigo utiliza dados públicos do blockchain e atribuições de terceiros. O conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento. O artigo Arthur Hayes é o Jim Cramer da cripto? 124 operações mostram um padrão claro foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Santander Brasil lucra R$ 3 bilhões no 2T26 com carteira em alta e reforço de provisões
O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,014 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado representa queda de 20,4% em relação ao primeiro trimestre e recuo de 17,6% na comparação com o mesmo período de 2025. O balanço foi divulgado aqui. O lucro gerencial recorrente é a medida que o banco usa para mostrar o desempenho das operações do dia a dia. Ela exclui efeitos pontuais que não devem se repetir. No trimestre, o principal deles foi uma provisão trabalhista de R$ 291 milhões. Pelo critério contábil, sem esse ajuste, o lucro foi de R$ 2,667 bilhões, queda de 28,4% no trimestre e de 25,8% em 12 meses. A rentabilidade também recuou. O ROAE recorrente ficou em 12,5%, com queda de 3,4 pontos percentuais no trimestre e de 3,8 pontos em um ano. O ROAE mede quanto o banco gera de lucro sobre o próprio patrimônio. É o indicador mais usado pelo mercado para comparar bancos entre si. Como o Santander Brasil fechou o balanço do 2T26? A receita total somou R$ 20,675 bilhões, com alta de 0,4% em 12 meses e queda de 2,7% no trimestre. A margem financeira atingiu R$ 15,341 bilhões, com recuo de 3,0% em três meses e de 0,4% no ano. As comissões chegaram a R$ 5,334 bilhões, com avanço de 2,5% em 12 meses. Do outro lado da conta, as provisões cresceram em ritmo bem mais forte que as receitas. É essa diferença que explica o lucro menor no período. Provisões do Santander sobem e explicam o lucro menor O resultado de PDD, sigla para provisão para devedores duvidosos, somou R$ 7,654 bilhões no trimestre. O avanço foi de 20,6% em três meses e de 11,5% em 12 meses. A PDD é o dinheiro que o banco separa do lucro para cobrir empréstimos que provavelmente não serão pagos. As despesas de provisão isoladas cresceram 21,0% no trimestre, para R$ 8,260 bilhões. Já a recuperação de créditos que já haviam sido baixados como perda somou R$ 607 milhões, alta de 25,7% no trimestre, mas queda de 32,3% no ano. O banco atribui o movimento a três fatores. O primeiro é o ambiente de crédito ainda desafiador, com juros altos e endividamento elevado das famílias. O segundo é o reforço de provisão em casos específicos do atacado, o segmento de grandes empresas. O terceiro é a mudança na regra interna de baixa a prejuízo, que acelerou o reconhecimento das perdas. O custo de crédito, que mede o peso das provisões sobre a carteira em 12 meses, ficou em 3,81%. Houve piora de 0,1 ponto percentual no trimestre e leve melhora de 0,1 ponto no ano. Inadimplência acima de 90 dias segue no radar do banco O índice de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 3,3%. O número ficou estável em três meses, mas avançou 0,7 ponto percentual em 12 meses. O detalhamento mostra onde está a pressão. Na pessoa física, o índice chegou a 5,1%, alta de 1,1 ponto em um ano. Na pessoa jurídica, ficou em 1,6%. Entre pequenas e médias empresas, o indicador atingiu 5,3%, com avanço de 1,1 ponto no ano. Nas grandes empresas, permaneceu em 0,2%. O banco aponta pressão nos segmentos de baixa renda, agronegócio e cartão de baixa renda. Já a inadimplência de curto prazo, de 15 a 90 dias, encerrou o período em 3,3%, com leve queda no trimestre e estabilidade no ano. O volume de baixas a prejuízo somou R$ 7,009 bilhões, alta de 27,3% no trimestre e queda de 14,6% em 12 meses. A carteira renegociada terminou junho em R$ 47,8 bilhões, com cobertura de 43,3%, ante 44,6% três meses antes. Carteira de crédito do Santander cresce 5,8% em 12 meses A carteira de crédito ampliada alcançou R$ 714,769 bilhões em junho de 2026. O avanço foi de 1,3% no trimestre e de 5,8% em 12 meses. A carteira ampliada é o conceito que soma ao crédito tradicional itens como avais, fianças e títulos privados. O crescimento veio das áreas que o banco escolheu priorizar. O financiamento ao consumo subiu 15,3% em um ano, para R$ 100,766 bilhões. As pequenas e médias empresas avançaram 11,5%, para R$ 95,957 bilhões. As grandes empresas cresceram 6,8%, somando R$ 254,623 bilhões. Na pessoa física, o saldo ficou praticamente estável em 12 meses, com R$ 263,424 bilhões. Por dentro, houve troca de composição. O cartão de crédito subiu 13,0%, para R$ 65,198 bilhões. O crédito imobiliário avançou 10,6%, para R$ 77,214 bilhões. Na direção oposta, o consignado caiu 14,7% e o crédito pessoal recuou 8,6%. O movimento é deliberado. O Santander vem reduzindo a exposição ao segmento massificado, formado pela base de clientes de menor renda e maior risco. A mudança de mix aparece no spread. A taxa média da margem com clientes ficou em 10,03% ao ano, ante 10,41% no trimestre anterior e 10,55% um ano antes. O spread é a diferença entre o que o banco cobra ao emprestar e o que paga para captar recursos. No financiamento de veículos, o banco manteve a liderança na carteira de pessoa física, com 20% de participação de mercado. O LTV da carteira ficou em 57,3%, com queda de 0,8 ponto no trimestre. O LTV mede quanto do valor do bem foi financiado. Quanto menor, maior a garantia por trás da operação. Comissões avançam com cartões e consórcios As comissões totalizaram R$ 5,334 bilhões, alta de 2,5% em 12 meses e queda de 1,9% no trimestre. As receitas com cartões chegaram a R$ 1,638 bilhão, avanço de 10,5% no ano. A administração de recursos cresceu 26,4%, para R$ 581 milhões, puxada por consórcios, que subiram 23,8%. A corretagem e colocação de títulos avançou 14,8% no ano, mas recuou 15,0% no trimestre por um mercado menos aquecido. O contraponto veio da conta corrente. A linha caiu 12,2% em 12 meses, para R$ 825 milhões, com maior participação de isenções de tarifas. No trimestre, o banco também lançou o Beyond Wealth, marca global de family office voltada a soluções patrimoniais personalizadas. Eficiência e inteligência artificial na agenda do Santander As despesas gerais somaram R$ 6,578 bilhões, queda de 0,8% no trimestre e alta de 2,6% no ano, abaixo da inflação do período. Mesmo assim, o índice de eficiência subiu para 39,3%. O indicador mede quanto o banco gasta para cada real de receita. Quanto menor, melhor. A alta de 1,5 ponto no trimestre e de 2,4 pontos no ano reflete a base de receitas mais pressionada, e não um descontrole de gastos. A mudança de estrutura é visível. O banco encerrou junho com 47.327 funcionários, 6.591 a menos que um ano antes. A rede caiu para 858 lojas, contra 1.036 em junho de 2025. A produtividade medida em clientes ativos por funcionário subiu de 620 para 726 em um ano. A tecnologia aparece como alavanca central. O banco afirma que a inteligência artificial está disponível para 100% dos colaboradores e que dobrou o número de iniciativas com a tecnologia em um ano. As aplicações citadas incluem inteligência preditiva para priorizar oportunidades comerciais e análise de acionamentos em casos de fraude com cartões. A base de clientes chegou a 76,2 milhões, alta de 6% em 12 meses. Os clientes ativos somaram 34,4 milhões, avanço de 3%. Capital sólido e o que o balanço sinaliza para o setor As captações de clientes atingiram R$ 688,514 bilhões, com alta de 3,7% no trimestre e de 6,9% no ano. A pessoa física responde por 51% do total de depósitos, quatro pontos percentuais a mais que um ano atrás. No segmento Select, voltado à alta renda, as captações cresceram 30% em dois anos. Os indicadores de solvência seguem confortáveis. O índice de Basileia ficou em 15,3%, com alta de 0,2 ponto no trimestre. O índice mede a folga de capital do banco frente aos riscos que ele assume. O capital principal, conhecido como CET1, ficou em 11,2%, com queda de 0,4 ponto em 12 meses. O valor de mercado do Santander Brasil ficou em R$ 100,292 bilhões em junho, com recuo de 12,3% no trimestre e de 8,9% em 12 meses, acompanhando um período mais desafiador para o setor. O banco aprovou R$ 2 bilhões em juros sobre capital próprio no período, ante R$ 1,5 bilhão um ano antes. O balanço reforça um ponto que atravessa o sistema financeiro brasileiro em 2026. Com a Selic ainda em patamar restritivo, mesmo após o início do ciclo de cortes, o crédito à pessoa física segue como o elo mais sensível da cadeia. A resposta do Santander tem sido reduzir a exposição ao risco mais alto, priorizar transacionalidade e investir em tecnologia. O artigo Santander Brasil lucra R$ 3 bilhões no 2T26 com carteira em alta e reforço de provisões foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Os insiders da FTX que se voltaram contra SBF fecham acordo final
Caroline Ellison e Gary Wang finalmente encerraram suas pendências com os reguladores dos EUA. Os ex-executivos da FTX que colaboraram para a condenação de Sam Bankman-Fried (SBF) finalizaram seu último processo por fraude na quarta-feira. Eles aceitaram proibições para operar no mercado, mas não receberam novas multas. A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) informou que um tribunal federal de Nova York homologou as ordens complementares de consentimento. O processo começou poucas semanas após o colapso da FTX, em novembro de 2022. .@CFTC Resolves Actions Against Former Alameda CEO, and Alameda and FTX Co-Founder: https://t.co/csj2ODxJ5T — CFTC (@CFTC) August 19, 2026 Siga-nos no X para receber as principais notícias em tempo real Por que a CFTC foi branda com os ex-executivos da FTX? Os números explicam a decisão. Ellison, que liderava a Alameda Research, recebeu uma proibição de negociação de cinco anos e uma restrição de registro por dez anos. Wang, cofundador responsável pelo desenvolvimento do código da FTX, recebeu as mesmas restrições para operar no mercado e, adicionalmente, não poderá se registrar por oito anos. Ambas as penalidades começaram em dezembro de 2022, quando o tribunal os considerou responsáveis por fraude. Assim, Ellison poderá retomar as negociações no fim de 2027. A proibição de registro de Wang termina em 2030, enquanto a de Ellison segue até 2032. A CFTC também abriu mão de exigir ressarcimento, devolução de valores e sanções civis. A decisão foi tomada por dois motivos: a colaboração substancial dos dois, e o fato de já estarem obrigados a entregar US$ 11,02 bilhões no âmbito penal. “A solução obtida hoje reforça o quanto esta Divisão valoriza uma cooperação robusta. Ellison e Wang eram executivos seniores e cometeram fraude na Alameda e FTX, pelos quais foram considerados responsáveis. As punições, contudo, refletem a assistência significativa deles nas investigações da Comissão relacionadas à FTX”, declarou David I. Miller, diretor de Fiscalização da CFTC, no comunicado do órgão. Siga-nos no X para receber as principais notícias em tempo real O órgão processou SBF, FTX e Alameda em dezembro de 2022, acusando-os de desvio superior a US$ 8 bilhões em depósitos de clientes da exchange. Os reguladores apontaram que Wang criou o código que permitiu à Alameda acessar discretamente esses recursos. As empresas arcaram com a responsabilidade, pagando US$ 12,7 bilhões em 2024 para encerrar o caso com a CFTC. A Securities and Exchange Commission (SEC) tomou decisão semelhante em dezembro do ano passado, impondo suspensões prolongadas de liderança sem novas multas. O espelhamento é exato: Ellison recebeu dez anos de restrição, e Wang oito. SBF acompanha da prisão o avanço de antigos aliados A colaboração deles foi determinante. Ellison cumpriu apenas 14 meses de uma pena de dois anos. Ela deixou a prisão em janeiro. Wang não passou pelo sistema prisional. Em novembro de 2024, o juiz considerou como já cumprida a sua sentença, diante da colaboração apresentada. “… Nunca vi algo parecido com o que ocorreu neste caso. Você merece muitos créditos”, afirmou o juiz federal Lewis Kaplan a Wang em sua sentença. SBF optou por resistir e pagou caro. Ele cumpre pena de 25 anos. O tribunal de apelação confirmou sua condenação em junho, e o mandado da apelação emitido em 4 de agosto tornou a decisão definitiva. Restam apenas duas alternativas para ele: recorrer à Suprema Corte ou aguardar um possível indulto presidencial. Enquanto isso, senadores de diferentes partidos já apresentaram uma resolução contra qualquer concessão de clemência. O capítulo da FTX está perto do fim. A liquidação do espólio está praticamente encerrada, restando apenas um litígio final envolvendo as reivindicações do processo de falência. Os ex-executivos que colaboraram retomam agora suas vidas. Resta saber se aquele a quem eles delataram cumprirá de fato os 25 anos de pena. O artigo Os insiders da FTX que se voltaram contra SBF fecham acordo final foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
A Zoomex, uma plataforma global de negociação de criptomoedas com foco em derivativos, reafirmou seu compromisso com o aporte de recursos sem atrito ao detalhar a gama completa de opções de depósito disponíveis para os usuários, com destaque especial para a Nodex Pay. Essa integração web3 permite converter cripto diretamente em USDT em uma única transação assinada pela carteira. O anúncio reforça a missão mais ampla da Zoomex de oferecer uma experiência de negociação mais clara e eficiente, por meio de uma interface intuitiva, mecanismos transparentes de saldo e regras, acesso equitativo a ganhos legítimos e ativos de confiança verificáveis. Três modalidades de depósito, um padrão consistente A Zoomex oferece atualmente três formas distintas para que os investidores realizem depósitos: Depósito em cripto, com transferência direta em blockchain a partir de uma carteira externa ou exchange; Compra de cripto com moeda fiduciária, que funciona como porta de entrada para cripto a partir de 35 moedas tradicionais; e Depósito via Nodex Pay, com fluxo de pagamento baseado em carteira web3. De acordo com a Zoomex, todas as opções obedecem ao mesmo princípio de acesso justo e execução baseada em regras, ou seja, independentemente do método escolhido, os recursos são submetidos à mesma lógica transparente de confirmação antes de serem creditados na conta. Depósito em cripto O caminho do Depósito em Cripto permanece como a alternativa padrão para investidores que já possuem ativos digitais em outras exchanges ou em autocustódia. A Zoomex gera um endereço exclusivo para cada moeda e rede selecionadas, além de um QR Code. São divulgados os valores mínimos de depósito e as confirmações necessárias para cada token suportado, de 6 confirmações para o BTC, 21 para ativos ERC20 e 10 para USDC na Solana. A exchange reiterou que depósitos de USDT na TRC20 provenientes de contratos inteligentes não são aceitos, que ETH deve ser enviado por transferência direta, não via smart contract, e que moedas que exigem memo ou tag, como o XRP e a EOS, devem ter esse campo preenchido corretamente, já que as contas da Zoomex compartilham um único endereço de depósito para esses ativos. Todo depósito em blockchain pode ser acompanhado em tempo real, com endereço e ID da transação (TXID) disponíveis nos registros de ativos da conta, conforme o padrão Transparente por Design adotado pela Zoomex em toda a plataforma. Compra de cripto com moeda fiduciária Para quem ingressa pela primeira vez no mercado, o recurso Compra Expressa de Cripto da Zoomex oferece entrada por meio de 35 moedas fiduciárias, incluindo o dólar, euro, libra esterlina e iene. A conversão é feita diretamente para USDT, BTC ou ETH. A Zoomex não cobra taxas em suas operações próprias nesse caminho, embora prestadores de serviços terceirizados possam aplicar tarifas. Como medida padrão antifraude amplamente praticada no setor, após aporte via moeda fiduciária, saques permanecem bloqueados por 24 a 48 horas. Depósito via Nodex Pay: uma alternativa mais ágil e integrada à carteira para operar derivativos O destaque do anúncio de hoje é a Nodex Pay, opção que a Zoomex descreve como síntese de sua proposta de Marca Refinada e Experiência de Negociação. Diferentemente de métodos tradicionais, que exigem encaminhar ativos para uma carteira centralizada antes do depósito, o Nodex Pay conecta-se diretamente à carteira de autocustódia do investidor — atualmente compatível com MetaMask, Coinbase Wallet, WalletConnect e FaceWallet — e converte cripto elegível para USDT em uma única operação. Esse processo reduz a tradicional sequência de duas etapas — transferência para uma carteira da exchange e depois depósito — a apenas uma ação assinada na carteira, diminuindo tempo e atrito para colocar recursos na plataforma. O Nodex Pay é compatível atualmente com cinco grandes redes: Ethereum Mainnet, Polygon Mainnet, BNB Smart Chain Mainnet, Optimism e Arbitrum. Os valores de depósito vão de um mínimo de 0,01 USDT até um máximo de 9.999.999 USDT por operação, oferecendo flexibilidade tanto para depósitos de varejo menores quanto para grandes aportes institucionais. A Zoomex ressalta que, por enquanto, o Nodex Pay está disponível apenas na versão desktop, com suporte para aplicativo móvel previsto para ser anunciado posteriormente. Em termos operacionais, o fluxo foi desenhado para minimizar decisões do usuário. Após selecionar Nodex Pay no menu “Comprar Cripto”, o investidor informa o valor desejado em USDT e confirma a ordem, conectando-se em seguida a uma carteira compatível. Caso a carteira esteja conectada a uma rede não suportada, o Nodex Pay solicita a troca de rede pela própria interface da carteira. Com a conexão à rede autorizada, são exibidos os saldos de tokens e calculado o valor exato necessário para o depósito solicitado. Usuários iniciantes precisam realizar uma aprovação única de token antes do pagamento, procedimento padrão para operações com smart contracts; depois disso, a transação é confirmada e enviada diretamente da carteira. Em geral, depósitos são validados entre 10 e 30 minutos, considerando tanto a verificação do blockchain quanto os controles internos da Zoomex. A transação concluída aparece no Histórico de Ativos da conta como compra via Nodex Pay, contendo link para explorer de blocos que permite verificação independente. Infraestrutura de custódia e confiança em todos os depósitos A Zoomex ressalta que adota padrões de custódia uniformes para as três modalidades de depósito. Os ativos dos usuários ficam armazenados em estrutura de carteira multifirma, separada dos fundos operacionais próprios da Zoomex, característica considerada essencial para garantir ativos de confiança verificáveis. Pedidos de saque superiores ao limite imediato passam por análise manual em três horários diários fixos: 13h, 21h e 5h (horário de Brasília). Segundo a empresa, o rigor na aplicação dos mesmos critérios de custódia e revisão, independentemente da origem dos recursos, faz parte do compromisso com a transparência na gestão patrimonial da plataforma. Posicionamento na estratégia focada em derivativos da Zoomex O aumento do foco sobre a Nodex Pay ocorre enquanto a Zoomex segue expandindo sua plataforma voltada a derivativos, onde a agilidade no aporte de recursos pode determinar a capacidade de aproveitamento de oportunidades pelo investidor. Ao concentrar o processo de aporte em uma única transação assinada via carteira, a Zoomex busca reduzir capital parado e encurtar o intervalo entre a decisão do usuário de atuar no mercado e sua efetiva execução. A medida segue o padrão adotado pela companhia de ampliar a infraestrutura de depósitos, indo da transferência direta em blockchain à entrada por moeda fiduciária e à solução integrada de pagamento via carteira, sempre segundo a mesma filosofia de usabilidade que rege outros recursos da plataforma, como o Modo Demonstrativo e o Centro de Estratégias. Sobre a Zoomex Fundada em 2021, a Zoomex é uma plataforma global de negociação de criptomoedas com foco em derivativos. A plataforma atende mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões, oferecendo acesso a mais de 700 pares de negociação. Construída com foco em facilidade de uso, transparência, justiça e rapidez, a Zoomex proporciona uma experiência de negociação clara e eficiente para investidores no mundo inteiro. Com seu mecanismo de correspondência de alta performance, exibição clara de ativos e ordens, além de taxas e regras transparentes, a Zoomex possibilita que os usuários compreendam melhor a situação de suas contas, a execução de ordens, os custos das operações e seus resultados. A Zoomex mantém registros, licenças e status regulatórios em diversas jurisdições, incluindo EUA (MSB), Canadá (MSB), EUA (NFA) e Austrália (AUSTRAC), além de já ter sido auditada em segurança pela empresa especializada em blockchain Hacken. A plataforma também reforça sua estrutura de confiança com iniciativas como Prova de Reservas, Segurança e Transparência, Informações de Conformidade e Transparência de Taxas e Regras. Além da área de negociação, a Zoomex constrói uma experiência de marca diferenciada por meio de parcerias com o esporte de elite, entre elas a equipe TGR Haas F1, o goleiro campeão mundial Emiliano Martínez e grandes eventos do tênis como Wimbledon. Valores como velocidade, precisão, disciplina, jogo limpo e execução baseada em regras estão alinhados à proposta da Zoomex para negociação de derivativos. Na Zoomex: fácil de usar. Saldo transparente. Acesso justo aos seus ganhos. Perguntas frequentes O que é a Zoomex? A Zoomex é uma plataforma global de derivativos de cripto fundada em 2021, atendendo mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões, com mais de 700 pares de negociação. Como a Zoomex funciona? A Zoomex opera com um mecanismo de correspondência de alta performance e exibição transparente de ativos e ordens, permitindo que o usuário realize operações e acompanhe resultados com total clareza sobre seus saldos e operações. O que é possível negociar na Zoomex? A Zoomex oferece mais de 700 pares de negociação, incluindo criptomoedas como BTC, ETH e SOL, contratos vinculados a ações como NVDA e AAPL, e exposição ao ouro via XAUT. Onde fica a sede da Zoomex? A Zoomex atua globalmente como uma exchange de criptomoedas com registros regulatórios como Canadá MSB, EUA MSB, EUA NFA e Austrália AUSTRAC, refletindo seu compromisso com conformidade em múltiplas jurisdições. A Zoomex está disponível em meu país? A Zoomex atende usuários em mais de 35 países e regiões. A disponibilidade pode variar conforme as regulamentações locais, por isso, recomenda-se consultar o site oficial da Zoomex para informações sobre acesso e exigências específicas de cada país. O artigo Zoomex simplifica depósitos com a Nodex Pay foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Traders de Bitcoin fizeram sua aposta mais ousada em 20 meses: o que acontece agora?
A taxa de financiamento do Bitcoin acaba de alcançar seu maior patamar em 20 meses, o que, segundo análises históricas, funciona como um alerta. Um índice positivo significa que traders pagam uma taxa para manter posições compradas abertas, mostrando que a maioria aposta em alta nos preços. A última vez que a taxa atingiu tal nível, em janeiro de 2025, o Bitcoin operava próximo dos US$ 102 mil e, em seguida, registrou queda. Agora, os responsáveis por esse movimento já começam a recuar, enquanto o Bitcoin se mantém próximo de US$ 64.300. Por que a taxa de financiamento do Bitcoin atingiu o maior nível em 20 meses? A taxa de financiamento mantém os contratos perpétuos alinhados ao preço à vista. Quando há mais apostadores em alta, os comprados pagam para os vendidos, e a taxa torna-se positiva. A CryptoQuant identificou o atual patamar do financiamento do Bitcoin como o mais elevado em 20 meses, sinalizando que a maioria dos traders mantém apostas otimistas. Funding Rates Bitcoin Hits 20-Month High “The derivatives market sentiment is positive within the current BTC price range, indicating that most traders are taking long positions.” – By @gaah_im pic.twitter.com/GUoyiA9lJK — CryptoQuant.com (@cryptoquant_com) August 18, 2026 A pressão possivelmente partiu do varejo, não dos profissionais. Em 17 de agosto, a relação entre posições compradas e vendidas do varejo saltou para 2,22, mais que duas compras para cada venda. Posicionamento de baleias vs varejo em posições compradas/vendidas: Charlie Quant Lab Os principais traders, as baleias, ficaram bem abaixo, com índice em 1,47. Ou seja, a multidão esticou suas apostas enquanto o capital de maior porte manteve cautela. Algum pico na taxa de financiamento já marcou topo do Bitcoin antes? Já ocorreu, inclusive recentemente. O último pico da taxa de financiamento foi em 20 de janeiro de 2025, quando o Bitcoin estava perto de US$ 102.198. Logo depois, veio um topo local. Um mercado cheio de posições compradas deixa pouco espaço para novas compras e muitos traders expostos a realização de lucros nas quedas. Histórico da taxa de financiamento do Bitcoin: CryptoQuant Em resumo, um patamar tão elevado geralmente indica que a onda de compras já passou. Os traders interessados já se posicionaram, tornando mais plausível uma queda do que um novo avanço. Os traders já estão desfazendo as apostas? Sim, de forma rápida. As taxas começaram a arrefecer à medida que a relação long/short do varejo recua de 2,22 para perto de 1,47. O grupo que entrou em peso agora busca a saída. O principal indício está no gráfico de preços. Desde 16 de agosto, o Bitcoin subiu 3,41%, mas as posições compradas diminuíram no mesmo período. Valorização acompanhada por redução de posições indica realização de lucros, não liquidação forçada: o varejo preferiu sair no movimento de alta, sem ser forçado a zerar. As baleias não acompanharam o salto, mantendo a razão em 1,47; agora, ambos os grupos operam de forma mais contida. Formação de Onda de Ombro Cabeça Ombro no Bitcoin: TradingView O gráfico reforça o alerta. Desde 13 de julho, o Bitcoin desenha um padrão de ombro cabeça ombro, estrutura que frequentemente sinaliza reversão de tendência altista para queda. O Bitcoin teve leve alta após 17 de agosto, mas a recuperação parece limitada. A escalada da tensão com o petróleo do Irã reduziu o apetite por risco e o volume de compras caiu nos últimos dias, mostrando que a entrada na região do ombro direito perdeu força. Quais níveis de preço do Bitcoin podem definir a próxima direção? A linha do pescoço, próxima de US$ 61.763, é crucial. Um fechamento diário abaixo desse valor confirma a quebra da estrutura e, pela projeção, aponta para US$ 57.894, queda de cerca de 6,5% em relação ao valor atual. Os principais suportes abaixo estão em US$ 60.768 e no alvo de US$ 57.894. Análise de preço do Bitcoin: TradingView Os compradores ainda têm alternativas. Um fechamento diário do BTC acima de US$ 65.419 reduziria as chances de queda e força consistente acima da região da cabeça, em US$ 66.922, invalidaria totalmente a estrutura de correção. Até que um dos lados predomine, a taxa de financiamento do Bitcoin permanece como o principal indicador a ser acompanhado, pois mostra se o varejo continua recuando ou volta ao mercado. Opinião do analista: O que importa agora é de onde virá uma nova onda de compras. A demanda no mercado à vista e os fluxos consistentes de ETFs podem estabelecer um piso que a alavancagem sozinha não sustenta, e uma taxa de financiamento que se torne negativa indicaria o tipo de ajuste em que investidores pacientes normalmente voltam ao mercado. O artigo Traders de Bitcoin fizeram sua aposta mais ousada em 20 meses: o que acontece agora? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.