Regulação abre caminho para mercado institucional de ativos digitais no Brasil
Executivos e Banco Central (BC) veem segurança jurídica como vantagem competitiva, mas apontam que amadurecimento das regras, maior transparência sobre participantes e eficiência de mercado serão decisivos para ampliar liquidez e atrair capital institucional. Regulação e liquidez impulsionam mercado institucional de ativos digitais no Brasil O tema foi discutido no painel “Regulação e Liquidez: a vantagem que está fazendo o Brasil construir um mercado institucional de ativos digitais potente e líquido”, realizado no Main Stage do Blockchain.RIO. Participaram Charles Aboulafia, CEO da Cainvest; Tatiana Guazzelli, sócia do Pinheiro Neto Advogados; e Pedro Nascimento, representante do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do Banco Central. A mediação foi conduzida pela jornalista do BeInCrypto, Aline Fernandes. imagem: Patrick Diniz Para eles, o Brasil começa a transformar um dos principais entraves históricos do mercado de ativos digitais — a incerteza regulatória — em uma possível vantagem competitiva para atrair instituições financeiras e capital ao setor. Na visão dos participantes, o país ocupa uma posição favorável na corrida internacional pela infraestrutura da nova economia digital, embora o setor ainda atravesse uma fase de transição. Segundo Aboulafia, a clareza regulatória é um dos fatores que levaram a Cainvest a apostar no mercado brasileiro. O executivo destacou a evolução das regras no país, desde o reconhecimento tributário dos criptoativos até a Lei nº 14.478, de 2022, e, mais recentemente, a regulamentação do Banco Central. Para o CEO, esse arcabouço é particularmente relevante para o mercado institucional, no qual requisitos relacionados a compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e segurança das operações são determinantes para a entrada de capital. O desafio agora é fazer com que essa segurança se traduza em maior número de participantes e, consequentemente, liquidez. Aboulafia define liquidez como sinônimo de eficiência de mercado: participantes precisam conseguir comprar e vender ativos com segurança e sem fricções relevantes. O mercado brasileiro, segundo o CEO da Cainvest, ainda não chegou a esse estágio porque atravessa o período de adaptação às novas regras. Um dos pontos levantados pelo executivo é a dificuldade, durante essa transição, de diferenciar as empresas que já avançaram na adequação regulatória das que pouco fizeram. Para instituições que fornecem infraestrutura ou serviços bancários ao setor, essa falta de visibilidade aumenta o custo de compliance e reduz o universo de contrapartes com as quais estão dispostas a operar. Regulador terá mais clareza do mercado até o final do ano A mesma assimetria de informações é reconhecida pelo Banco Central. Conforme Nascimento, o regulador ainda não dispõe de informações suficientes para conhecer detalhadamente quem opera no mercado e de que forma. Esse cenário deve começar a mudar com os pedidos de autorização das empresas que já atuam no setor. O representante do BC ressaltou que outubro é um marco importante para as instituições que já operam e pretendem ingressar no processo especial de autorização enquanto mantêm suas atividades. A expectativa é que, até o fim do ano, haja uma visão mais clara sobre quais empresas buscaram autorização e quais poderão continuar operando. O Banco Central pretende conduzir essa transição sem provocar rupturas desnecessárias no mercado. Segundo Pedro, processos de autorização tradicionalmente envolvem diálogo entre o regulador e as instituições para que eventuais problemas possam ser identificados e, quando possível, corrigidos. “O nosso objetivo sempre foi garantir uma transição tranquila, sem sobressaltos”, afirmou. Segurança jurídica avança Para Tatiana Guazzelli, o Brasil avançou significativamente em segurança jurídica desde a aprovação da Lei nº 14.478. A legislação reconheceu a legitimidade do mercado de ativos virtuais e, posteriormente, o Bacen foi designado como autoridade responsável por sua regulamentação. A advogada destacou também o processo de consultas conduzido pela autoridade monetária. Antes mesmo de apresentar a minuta das regras, o BC submeteu ao mercado um questionário com 38 questões abertas e incorporou parte das contribuições recebidas na construção do arcabouço regulatório. Na avaliação de Tatiana, o país já possui a base necessária para atrair mais instituições para ativos digitais. A regulamentação estabeleceu requisitos para os participantes e abriu espaço para que instituições tradicionais, como bancos, corretoras de câmbio, DTVMs e CTVMs, também ofereçam serviços ligados a ativos virtuais, ressalta Guazzelli. “Isso por si só já dá, na minha visão, a segurança jurídica necessária para o desenvolvimento do mercado brasileiro”, afirmou. O próximo passo, segundo ela, é o amadurecimento natural das regras à medida que o Banco Central passa a supervisionar diretamente as empresas e obter mais informações sobre suas operações. Regras mais claras Um exemplo citado pela advogada é o uso de stablecoins em transferências internacionais. Antes da regulamentação, algumas estruturas já utilizavam esses ativos para aumentar a eficiência das operações, mas o grau de insegurança jurídica limitava sua adoção, principalmente entre grandes empresas. Com a regulamentação, afirmou Tatiana, grandes companhias “passaram a ter mais conforto para avaliar essas estruturas, potencialmente reduzindo custos e aumentando a velocidade das transferências”. Para ela, esse é um exemplo de como regras mais claras podem funcionar não como barreira, mas como indutoras de adoção institucional. Ainda há, porém, lacunas. Uma delas diz respeito especificamente à emissão de stablecoins. Segundo Guazzelli, o marco legal conferiu ao Banco Central poderes para disciplinar custódia e intermediação de ativos virtuais, mas ainda falta um arcabouço legal e regulatório próprio para os emissores. Regulação não deve escolher tecnologia Do ponto de vista do Banco Central, a função do regulador não é determinar qual tecnologia ou produto deve prevalecer, mas identificar os riscos e criar condições para que o próprio mercado selecione as soluções mais eficientes. Pedro apontou que ativos digitais já demonstram ganhos relevantes em algumas áreas, especialmente em operações internacionais, nas quais podem reduzir custos e tempo de liquidação. Em pagamentos domésticos, por outro lado, soluções como o Pix já oferecem baixo custo e pouca fricção, o que pode reduzir a necessidade de substituição da infraestrutura existente. Isso não elimina, segundo ele, outras aplicações, “como o uso de stablecoins como camada de liquidação de uma economia tokenizada. A intenção do BC é permitir o desenvolvimento desses modelos, desde que os riscos sejam adequadamente tratados”. O desafio está em encontrar o equilíbrio entre inovação, estabilidade financeira e prevenção a ilícitos. Para o BC, esse ponto de equilíbrio não é estático. A regulação precisa evoluir conforme surgem novos produtos, modelos de negócio e também novas formas de utilização do sistema financeiro por organizações criminosas. Disputa internacional A discussão ganha relevância diante da corrida de jurisdições como Estados Unidos, União Europeia, Hong Kong, Singapura e Emirados Árabes Unidos para atrair empresas e capital ligados à economia digital. Segundo Pedro, começa a surgir uma convergência internacional sobre a regulação de ativos digitais, embora ainda distante do nível de harmonização existente no sistema financeiro tradicional. Esse alinhamento é particularmente importante porque o mercado de ativos virtuais “já nasce digital” e transfronteiriço. Para o Banco Central, o país precisa evitar tanto regras excessivamente pesadas, que poderiam deslocar empresas e capital para outras jurisdições, quanto uma supervisão insuficiente, capaz de criar riscos reputacionais para o Brasil. A questão coloca a regulamentação de ativos digitais também no terreno da competitividade financeira. Um arcabouço compatível com padrões internacionais pode facilitar a conexão da infraestrutura brasileira com mercados globais. E, principalmente, ampliar o acesso de investidores locais a produtos estrangeiros. É justamente nessa integração que Aboulafia enxerga uma das maiores oportunidades. Para o executivo, a tokenização pode reduzir as barreiras que hoje dificultam o acesso do investidor brasileiro a produtos internacionais. Abrir contas no exterior, estruturar veículos offshore e lidar com questões tributárias tornam o processo caro e complexo. Uma infraestrutura digital e regulada poderia diminuir parte dessas fricções. A oportunidade é infinita, afirmou. Na visão de Aboulafia, a digitalização permitiria que instituições brasileiras habilitadas para intermediar ativos digitais oferecessem acesso a uma gama muito maior de instrumentos financeiros internacionais, de títulos públicos a fundos e outros ativos. O potencial, porém, depende da construção de um mercado doméstico eficiente. Sem liquidez e preços competitivos, argumenta o executivo, investidores continuarão tendo incentivo para executar suas operações em mercados internacionais. Por isso, regulação, infraestrutura e liquidez precisam avançar conjuntamente. Estrutura pronta A visão predominante entre os participantes é que a estrutura inicial já está montada. A Lei nº 14.478 reconheceu e institucionalizou o setor. O Banco Central estabeleceu as primeiras regras e agora começa uma etapa mais complexa: transformar segurança jurídica em participantes, volume e liquidez. Mais do que novas normas, o próximo ciclo deverá depender do aprendizado produzido pela própria supervisão. À medida que receber dados das empresas, conhecer suas operações e acompanhar o processo de autorização, o BC terá condições de calibrar exigências e o mercado poderá distinguir com mais clareza as instituições preparadas para atuar dentro do novo ambiente regulatório. É nesse amadurecimento que mercado, advogados e regulador parecem convergir. O Brasil já construiu boa parte da infraestrutura jurídica necessária. O teste, daqui para frente, será mostrar se essa vantagem regulatória será capaz de produzir o que interessa ao capital institucional: escala, eficiência e liquidez. O artigo Regulação abre caminho para mercado institucional de ativos digitais no Brasil foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Cardano lança ferramenta para remover marca d’água de IA da Anthropic
O fundador da Cardano, Charles Hoskinson, publicou uma ferramenta gratuita que remove as marcas d’água da Anthropic das respostas do Claude. Ele chamou o recurso de Anthropies, uma fusão dos nomes Anthropic e herpes. O projeto foi disponibilizado no GitHub no domingo, cinco dias após a Anthropic implantar marcas invisíveis em todos os produtos Claude. Hoskinson lançou a ferramenta sob a licença Apache 2.0. Como funciona a marca d’água da Anthropic A Anthropic agora marca o texto do Claude no próprio modelo. A implementação atende ao código de transparência da Lei de IA da União Europeia, em vigor desde 2 de agosto. A marca não é uma sequência de caracteres ocultos. Em vez disso, uma chave secreta direciona a amostragem por torneio, um processo que desempata palavras que se encaixam igualmente bem. Anthropies. Fonte: Hoskinson Github O repositório de Hoskinson divide o problema em três camadas. O trailer git “Co-Authored-By” é removido facilmente. Credenciais C2PA em imagens desaparecem após uma nova codificação. A camada mais difícil envolve textos. Por isso, a ferramenta encaminha o conteúdo através de um modelo diferente do Claude, em uma etapa chamada no repositório de reescrita de origem não original. Essa abordagem tem uma limitação clara. Executar a reescrita dentro do Claude ou do Gemini aplicaria novamente a marca, por isso a função recusa essa ação. O repositório oferece três modos. Clean remove trailers de forma determinística, humanize reescreve o texto em outro sistema e orchestrate bloqueia a tarefa caso o modelo de origem seja o Claude. Códigos carregam sinais quase nulos. A sintaxe permite pouca substituição, dificultando a inserção de qualquer marca d’água. A licença Apache 2.0 é relevante nesse contexto. Trata-se de um termo open source permissivo que autoriza qualquer pessoa a copiar, modificar, vender ou agrupar o código, desde que mantenha os avisos originais. Também concede licença de patente, o que impede a Anthropic de bloquear forks por motivo de patente. “… a marca está nas palavras. Não existe uma carga separada para excluir. Remover significa mudar as palavras presentes.” README do Anthropies Diagrama das três camadas de marca d’água da Anthropic. Fonte: Hoskinson Github A justificativa jurídica por trás da ferramenta Hoskinson apresentou o lançamento no X como um alerta, não como uma mera utilidade. Ele afirmou que a marca d’água e a linha de coautoria do Claude podem gerar problemas futuramente. I'm creating a new skill that can be used with most LLMs to strip out the Anthropic watermark. I call it Anthropies (Anthropic Herpies). I've also included a legal argument about how watermarks and the co-authored by Claude can cause issues down the road https://t.co/6eNx4br1BZ — Charles Hoskinson (@IOHK_Charles) August 16, 2026 Aproximadamente metade do repositório não é composta por código. Hoskinson faz críticas à cláusula de atribuição que transfere a titularidade do conteúdo para os usuários, desde que esteja “sujeito ao cumprimento dos nossos Termos”. Ele interpreta essa expressão como uma condição prévia, ou seja, um obstáculo que o usuário precisa superar antes de adquirir a propriedade do conteúdo. O descumprimento dos termos poderia impedir a transferência de titularidade. O trailer do git também é motivo de questionamento. Hoskinson argumenta que uma linha de coautoria publicada pode ser apresentada posteriormente como prova de autoria conjunta. Ele também alerta para o risco de falsos positivos. Um editor que usa o Claude para revisar rapidamente um texto pode ser identificado como coautor meses depois. Funcionalidades padrão de IA agora chegam sem solicitação, como mostrou o Twitch ao incluir criadores no treinamento de modelos. A Anthropic permanece em silêncio até o momento. Ao mesmo tempo, a empresa prepara um IPO avaliado acima de US$ 2 trilhões, além de já ter retido seu modelo mais avançado do acesso público. Hoskinson, por sua vez, tem travado disputas técnicas durante 2026, como em alegações de que o Ethereum copiou o design do ledger da Cardano. O repositório contabilizava quatro estrelas na manhã de domingo. A adoção é menos relevante do que o questionamento feito: quem é o dono de uma frase após ela ser assinada pelo modelo? O artigo Cardano lança ferramenta para remover marca d’água de IA da Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitget nomeia Noah Cheung como country manager no Brasil
A Bitget anunciou ontem (14) a nomeação de Noah Cheung como country manager para o Brasil. O cargo equivale ao de diretor geral de uma operação nacional. Cheung passa a comandar a estratégia da exchange no mercado brasileiro. A empresa se apresenta como a maior UEX do mundo. A sigla vem de universal exchange, ou corretora universal. O termo descreve plataformas que reúnem negociação de cripto, produtos financeiros e serviços de infraestrutura em um mesmo ambiente. No novo posto, Cheung ficará à frente do relacionamento da empresa com o ecossistema brasileiro de ativos digitais. Ele também deve fortalecer os laços com participantes do mercado local e apoiar a estratégia de longo prazo da Bitget no país, sempre em conformidade com as leis e os requisitos regulatórios aplicáveis. Quem é Noah Cheung, novo country manager da Bitget Cheung acumula quase uma década de experiência no setor de cripto. A carreira dele foi construída em torno de iniciativas de expansão de mercado e desenvolvimento de negócios na América Latina. Antes de chegar à Bitget, o executivo ocupou posições de liderança na Kucoin e na MEXC. Nas duas exchanges, ajudou a impulsionar o crescimento regional das operações. Ele é graduado pela Universidade de Sydney. “É uma honra liderar as operações da Bitget no Brasil, um dos mercados de cripto mais dinâmicos e inovadores do mundo. O Brasil tem um enorme potencial para inovação e adoção, e estamos comprometidos em construir uma estratégia sólida e de longo prazo ao lado de stakeholders e parceiros”, disse Noah Cheung. O comando da operação brasileira estava com Guilherme Prado desde fevereiro de 2025. Ele foi o primeiro country manager da exchange no país. Por que o Brasil é estratégico para a Bitget A nomeação reforça o peso do Brasil no crescimento da Bitget na América Latina. A empresa afirma ter mais de 120 milhões de usuários em mais de 150 países e regiões. Com o novo comando, a exchange planeja acelerar a expansão local. Outra prioridade é fortalecer a presença institucional. O termo se refere a clientes como gestoras, fundos e tesourarias de empresas, que negociam volumes bem maiores que o investidor pessoa física. A companhia também pretende aprofundar os relacionamentos com parceiros e com o ecossistema de ativos digitais em geral. Sob a liderança de Cheung, a Bitget deve desenvolver iniciativas adaptadas ao mercado local. “O Brasil é um mercado estratégico para a Bitget na América Latina, e a nomeação de Noah Cheung reflete nosso compromisso de longo prazo com o país. Sua ampla experiência no desenvolvimento de operações em toda a região será fundamental para acelerar nossa estratégia de crescimento, fortalecer nossos relacionamentos e liderar a próxima fase de nossa expansão no Brasil”, disse Gracy Chen, CEO da Bitget. Troca de comando ocorre em mercado cripto aquecido A mudança acontece em um momento de evolução rápida do mercado brasileiro de ativos digitais. O movimento é impulsionado pelo avanço da adoção de criptomoedas e pelo amadurecimento do ecossistema. A participação de investidores, empresas e instituições financeiras cresce de forma contínua no país. Esse perfil mais diverso de usuário muda a régua de exigência sobre as exchanges. Em dados divulgados anteriormente pela própria Bitget e publicados pelo BeInCrypto, o Brasil liderou a expansão da empresa na região no primeiro semestre de 2025. A base de clientes local avançou 173% no período. O volume de transações subiu 404%. Educação e conformidade entram no plano da Bitget no Brasil A Bitget afirma que seguirá investindo no desenvolvimento da estratégia para o mercado brasileiro. Iniciativas educacionais aparecem entre as frentes citadas pela empresa. A companhia também diz que pretende contribuir para o desenvolvimento responsável do setor de ativos digitais no país. Todo esse trabalho deve seguir os requisitos regulatórios aplicáveis, segundo o comunicado. O artigo Bitget nomeia Noah Cheung como country manager no Brasil foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ações da Disney ampliam alta após novo trailer de Avengers Doomsday ser lançado
As ações da Disney fecharam em US$ 106,85 na sexta-feira, alta de 1,96% no dia e de 11,19% no último mês. A Marvel Studios apresentou um novo trailer de Avengers: Doomsday na D23 horas antes. A valorização começou bem antes da divulgação desse material. A Disney divulgou um forte resultado no terceiro trimestre fiscal este mês, e os papéis vêm subindo de forma constante desde então. O que realmente impulsionou as ações da Disney este mês? Os resultados financeiros foram o principal fator desse movimento, não a Marvel. O trimestre mais recente da Disney apresentou receita de US$ 25,2 bilhões, aumento de 7% em relação ao ano anterior, e lucro operacional segmentado de US$ 5,6 bilhões. O lucro ajustado por ação atingiu US$ 2,06, contra US$ 1,61. Parques e cruzeiros lideraram com US$ 3,02 bilhões de lucro operacional. O streaming elevou a unidade de entretenimento em 64%. O segmento esportivo caiu 17% devido ao aumento dos custos de programação. O cenário mais amplo também foi favorável. O S&P 500 atingiu recorde com dados de inflação moderada em julho, e as gigantes negociaram próximas das máximas. A alta de 11% em um dia das ações do Reddit mostrou a rapidez com que um único fator pode movimentar o mercado. A Disney, no entanto, está atrás desse grupo. Os papéis têm desempenho 7,47% inferior ao de um ano atrás e seguem muito abaixo do pico de US$ 203,02 registrado em março de 2021. Os investidores estão apostando em uma recuperação, não na liderança. Gráfico das ações da Walt Disney Company. Fonte: TradingView O que revela o trailer recém-divulgado da Marvel? O Disney Entertainment Showcase no Anaheim Convention Center foi o palco da apresentação na sexta-feira. Joe e Anthony Russo dirigem o filme, que chega aos cinemas em 18 de dezembro. Os ingressos já estão sendo vendidos. Robert Downey Jr. retorna interpretando Victor von Doom, em vez de Tony Stark, e o vídeo apresenta a motivação desse vilão. Uma cena mostra Doom observando atentamente o retrato de uma mulher e uma criança. A Marvel destaca o luto, não a ameaça. O Quarteto Fantástico tenta persuadi-lo e falha. O conflito se estende aos Vingadores, aos X-Men e ao próprio multiverso. Chris Evans, Chris Hemsworth, Anthony Mackie, Tom Hiddleston, Florence Pugh, Pedro Pascal e Vanessa Kirby participam, ao lado de atores da fase Fox dos X-Men. A Marvel resumiu sua apresentação em apenas quatro palavras. He used to be different. Avengers: Doomsday arrives in theaters everywhere December 18. Get your tickets now: https://t.co/J5PUbxvAkc pic.twitter.com/OUutSMZneq — Marvel Studios (@MarvelStudios) August 15, 2026 O estúdio também sinalizou que o filme terá um desfecho em aberto. Avengers: Secret Wars estreia no próximo ano, estabelecendo Doomsday como preparação para um segundo grande lançamento, e não como obra isolada. A força da franquia se mantém em alta. Spider-Man: Brand New Day registrou US$ 1,82 bilhão em bilheteria mundial desde a estreia recorde em 31 de julho, ainda que a Sony seja a distribuidora e fique com toda a arrecadação. Toy Story 5 superou US$ 1 bilhão, e a Disney mantém essa receita integral. O mercado agora avalia a Marvel como uma aposta confiável novamente. A Disney desistiu de um acordo de licenciamento com a OpenAI em março, reforçando o controle rigoroso que exerce sobre esses personagens. No restante do setor, empresas de entretenimento continuam explorando novos formatos, e as ações da Take-Two chegaram à Solana este mês. Doomsday estreia no primeiro trimestre fiscal da Disney. Portanto, os resultados de dezembro, e não apenas o trailer, serão determinantes para o desempenho. O artigo Ações da Disney ampliam alta após novo trailer de Avengers Doomsday ser lançado foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Queda do Bitcoin custou US$ 118 milhões para Abu Dhabi: eles vão vender?
Dois fundos soberanos de Abu Dhabi perderam US$ 118 milhões na posição do ETF de Bitcoin da BlackRock no último trimestre. Nenhum vendeu uma única ação, mostram novos documentos enviados à SEC. A Mubadala Investment Company e o Abu Dhabi Investment Council reportaram juntas 22,94 milhões de ações do iShares Bitcoin Trust (IBIT) em 30 de junho. Essa posição valia US$ 764 milhões, abaixo dos US$ 881 milhões de três meses antes. InvestidorPrimeira posição reportadaÚltima posição confirmadaMubadala8.235.533 ações IBIT, US$ 436,9 mi14.721.917 açõesADIC / Al Warda2.411.034 ações, US$ 147,6 mi8.218.712 açõesCombinado—22.940.629 ações Bitcoin atingiu pico em maio antes de junho apagar ganhos do trimestre No entanto, o resultado entre trimestres esconde volatilidade expressiva. O Bitcoin (BTC) começou abril próximo de US$ 68.079 e subiu para US$ 82.139 em 10 de maio. O IBIT atingiu US$ 46,47 no dia seguinte. Nesse ponto, os dois fundos alcançavam aproximadamente US$ 1,07 bilhão, bem acima do valor inicial do trimestre. Junho reverteu esse avanço. O Bitcoin caiu 17,9% no mês e encerrou junho em US$ 58.559. A posição fechou o trimestre US$ 302 milhões abaixo do pico de maio. Ambos os fundos também apresentam o Formulário 13F, relatório trimestral exigido de grandes investidores em seus portfólios listados nos EUA. A Mubadala apresentou o documento em 14 de agosto, um dia após o Investment Council revelar seus próprios dados. O número de ações nas duas divulgações coincide exatamente entre os trimestres. A Mubadala manteve 14,72 milhões de ações. O Investment Council continuou com 8,22 milhões. Apenas o preço se alterou. No entanto, as consequências dessa perda são diferentes para cada fundo. O IBIT representa só 1,4% do portfólio de US$ 34,77 bilhões da Mubadala nos EUA, cuja principal posição (94,7%) é na fabricante de chips GlobalFoundries. Ainda assim, o ETF permanece como segunda maior participação dessa carteira. Já o Investment Council mantém um portfólio mais restrito. Sua posição de US$ 274 milhões no IBIT equivale a 38% dos US$ 714 milhões totais, sendo a principal alocação revelada pelo fundo. A Mubadala também comprou mais IBIT no primeiro trimestre, quando Harvard reduziu sua posição em 43%. Nenhum dos dois fundos informou participação em outro produto cripto. Abu Dhabi manteve posição enquanto outras instituições reduziram Em outros lugares, a confiança institucional diminuiu. O Intesa Sanpaolo, maior grupo bancário da Itália, reduziu sua participação no IBIT em 93,7% e migrou para produtos lastreados em Ethereum com staking. Dados de fluxo reforçam essa tendência. Fundos de Bitcoin à vista perderam 3.170 BTC no fim de julho, enquanto fundos de Ethereum registraram três semanas seguidas de captação. Paralelamente, o investidor médio dos ETFs de Bitcoin nos EUA amargava queda de 22% no fechamento de julho. Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: BeInCrypto Markets Desde então, os preços se estabilizaram. O Bitcoin voltou a superar US$ 65 mil em julho e era negociado próximo de US$ 62.957 no sábado, avaliando a rede em US$ 1,26 trilhão. Isso mantém o ativo quase 50% abaixo do recorde de US$ 126.080, registrado em 6 de outubro de 2025. Os fundos soberanos operam em horizonte distinto de bancos e fundações. Seus mandatos abrangem décadas, e um trimestre fraco raramente exige mudança de estratégia. Relatórios trimestrais retratam um momento, não a convicção diária. Manter a posição mesmo diante da oscilação de US$ 302 milhões sem reduzir exposição reflete foco de longo prazo, não operação especulativa. O relatório de novembro vai indicar se a paciência de Abu Dhabi permaneceu durante o verão. O artigo Queda do Bitcoin custou US$ 118 milhões para Abu Dhabi: eles vão vender? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Youth Challenge Blockchain UNICEF premia economia circular na Bahia e confirma 2ª edição
Uma solução que conecta a economia circular, a geração de renda e a proteção à infância em Boipeba, no sul da Bahia, com blockchain e dinheiro programável. Essa é a proposta de Raízes do Futuro, projeto vencedor da primeira edição do Youth Challenge Blockchain UNICEF, iniciativa realizada com suporte do Superteam Brasil (STBR) e Blockchain Rio. Economia circular onchain Em Boipeba, a proposta do grupo é transformar o trabalho de coleta e reciclagem de resíduos em uma fonte de recursos capaz de financiar diretamente necessidades relacionadas à saúde e à educação das crianças da comunidade. O Raízes do Futuro transforma esse valor em renda familiar e em suporte financeiro programável, de forma transparente, automática e sem depender de caridade, explicam as idealizadoras. Nos próximos seis meses, Raízes do Futuro pretende coletar e validar mais de 12 toneladas de resíduos, beneficiar 30 famílias e impactar 60 crianças. Boipeba, localizada em uma ilha, município de Cairu, no sul da Bahia, tem cerca de 8 mil habitantes e uma economia fortemente ligada ao turismo. Ao mesmo tempo, o território enfrenta desafios relacionados à destinação e reciclagem de resíduos. Segundo dados apresentados pelo projeto, a produção de lixo pode chegar a uma média diária de 30 toneladas impulsinadas pelo intenso fluxo turístico. Para Felipe Gonzales, Innovation Officer do UNICEF Brasil, um dos diferenciais da iniciativa está justamente na forma como a tecnologia foi pensada a partir das necessidades locais. O que mais me chamou a atenção no projeto não foi só a arquitetura técnica, mas a leitura do território que a equipe fez. A tecnologia não é vitrine; ela cumpre a função de dar transparência e confiança a um fluxo de recursos que, historicamente, não chega a quem mais precisa. É uma solução pensada de dentro do território, e não para o território — e é isso que a torna potente, afirmou Gonzales ao BeInCrypto Brasil. Parceiros de ações comunitárias em Boipeba Amanda Folly (19 anos), desenvolvedora e designer do projeto, explica que a intenção é ampliar o alcance da iniciativa. É um ciclo autossustentável que contribui com o meio ambiente e com o bem-estar das crianças. Queremos chegar a mais três ilhas na Bahia em breve e melhorar a situação de pessoas em vulnerabilidade. Identidade médica e infraestrutura para escolas completam o pódio O segundo lugar ficou com a VitaLedger. Solução que propõe a criação de uma identidade médica global baseada em biometria. Informações como vacinação, alergias, tipo sanguíneo e histórico clínico ficarão em registros verificáveis. Na terceira colocação ficou a PulseImpact. Criada para monitorar serviços essenciais em escolas — como, por exemplo, o abastecimento de água — e registrar manutenções, incidentes e evidências verificáveis na Solana. Vencedoras serão indicadas para desafio global do UNICEF Além de premiar dez equipes finalistas, o desafio abriu uma nova oportunidade internacional para o grupo vencedor. As responsáveis pelo Raízes do Futuro serão indicadas ao imaGen Ventures Global Challenge, iniciativa que conecta jovens ao ecossistema global de inovação do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O Superteam Brasil distribuiu quase R$ 15 mil (USDT 2.700) entre as vencedoras e as dez equipes finalistas. Raízes do Futuro recebeu US$ 1.000 pela primeira colocação. Impacto social onchain Para Pedro “Kuka” Marafiotti, Team Lead do Superteam Brasil, a primeira edição também funcionou como uma ponte entre a tecnologia blockchain e uma nova geração de potenciais desenvolvedores e empreendedores. Foi um desafio gratificante, que permitiu ao Superteam Brasil estabelecer uma conexão mais próxima com o público jovem e oferecer a oportunidade de apresentar a tecnologia blockchain a essa nova geração. A Solana reafirma seu compromisso em dar continuidade a projetos educacionais e de impacto social. Ney Neto, um dos envolvidos na organização do Youth Challenge, também destacou o impacto provocado pelos participantes. Foi inspirador e cheio de aprendizados. Fui impactado por esses jovens e espero poder continuar apoiando seus sonhos de crescimento e a vontade de mudar o mundo. Gina Van Dijk, consultora associada, ressaltou que muitas das propostas partiram de problemas vivenciados pelos próprios participantes. Os jovens trouxeram desafios reais vividos por eles e mostraram como suas ideias podem potencializar o impacto positivo em crianças, jovens e suas comunidades. UNICEF confirma 2ª edição do Youth Challenge O resultado da primeira experiência já levou à decisão de dar continuidade ao projeto. Felipe Gonzales confirmou em primeira mão ao BeInCrypto Brasil a segunda edição do Youth Challenge Blockchain. O legado deste primeiro desafio já aponta o caminho. Teremos, sim, uma segunda edição em 2027, com algumas novidades que vamos anunciar mais adiante. A ideia é consolidar o Youth Challenge Blockchain como uma plataforma de inovação com juventudes, cada vez mais conectada à nossa missão, afirmou o Innovation Officer do UNICEF Brasil. As vencedoras foram anunciadas no palco do Blockchain Rio 2026. O artigo Youth Challenge Blockchain UNICEF premia economia circular na Bahia e confirma 2ª edição foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Justin Sun comenta lista negra da Binance HTX: seus fundos estão realmente afetados?
Justin Sun afirma que as restrições da Binance à HTX afetam apenas usuários no Reino Unido e na União Europeia. O comunicado da própria Binance não estabelece esse limite. O fundador da HTX fez essa declaração com a aproximação do prazo final de 23 de agosto. Ele disse também que a HTX já está em negociações de acordo com autoridades do Reino Unido e da União Europeia. O que disse Sun Os comentários foram publicados em um post no X na noite de sexta-feira, poucas horas após o anúncio da lista negra da Binance. “… Comuniquei-me com a Binance, e a questão envolve apenas usuários da Binance no Reino Unido e na União Europeia. A própria Huobi não realiza negócios no Reino Unido ou na União Europeia. Nossas negociações de acordo com as autoridades regulatórias do Reino Unido e da União Europeia já estão em andamento”, escreveu ele em post. Sun acrescentou que os usuários afetados podem entrar em contato com o atendimento ao cliente da HTX e que a exchange irá colaborar para resolver casos específicos. Como a declaração se relaciona com os fatos A Binance direcionou seu comunicado a todos os usuários, sem mencionar nenhum país. No aviso, informou que transações envolvendo as plataformas listadas podem ser retidas para análise de conformidade após as datas vigentes. A Binance restringiu 11 plataformas nesse anúncio. A segunda afirmação de Sun é mais difícil de justificar. A Financial Conduct Authority (FCA) alega que a HTX registrou 4,6 milhões de visitas do Reino Unido em 2023. Isso deu à empresa o sexto lugar entre as firmas de ativos virtuais acessadas a partir da Grã-Bretanha. A HTX restringiu novos cadastros de usuários britânicos somente após ação judicial do órgão regulador. A alegação sobre o acordo se sustenta no contexto britânico. Uma suspensão do processo na Suprema Corte está vigente até 25 de agosto, e a HTX está negociando com a FCA questões relacionadas à publicidade ilegal. Sun não informou qual autoridade da União Europeia está conduzindo negociações com ele. O prazo é apertado. A Binance encerra o suporte à HTX em 23 de agosto, dois dias antes do término da suspensão em Londres. O artigo Justin Sun comenta lista negra da Binance HTX: seus fundos estão realmente afetados? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Tom Lee quer uma queda de 10% antes que o S&P 500 alcance 8 mil, o Bitcoin já teve uma
Tom Lee, da Fundstrat, prevê que o S&P 500 alcance 8 mil até o fim de agosto. Ele também estima uma correção de 10% e defende que o mercado se beneficiaria ao passar por esse ajuste. Lee apresentou sua análise na CNBC após um leve resultado da inflação de julho impulsionar as ações a novas máximas históricas. Investidores de cripto que acompanham o Bitcoin em US$ 63 mil podem achar o argumento desconfortavelmente comum. Por que Tom Lee prefere uma correção antes das ações chegarem a 8 mil? O cenário é quase ideal para quem aposta em alta nas ações. Os preços ao consumidor em julho subiram 0,1% no mês e 3,4% em doze meses, em linha com as previsões. A inflação central ficou em 2,5% ao ano. Esses dados vieram após um fraco relatório de emprego em julho. O conjunto reduziu as chances de um aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro para cerca de 40%. O S&P 500 encerrou em recorde em 12 de agosto, mas Lee manteve sua projeção. “… O rali está bastante saudável e está seguindo nossa estimativa de que podemos chegar a 7.900, 8 mil até o fim do mês”, disse Tom Lee, chefe de pesquisa da Fundstrat Global Advisors, em entrevista à CNBC. O cálculo está ancorado nos resultados das empresas. Segundo Lee, as projeções para 2027 subiram de cerca de US$ 395 no início da temporada de balanços para aproximadamente US$ 410 atualmente. Um múltiplo de 20 vezes sobre US$ 425 apontaria para algo próximo a 9 mil. Essa força, no entanto, é o que preocupa Lee. Em comunicado a clientes, ele apontou quatro riscos para uma queda. Ele espera que o topo da faixa projetada por ele marque o início de uma reversão. Desempenho do S&P500. Fonte: TradingView “… O final de agosto chegando a 8 mil pode nos levar a um período em que as ações decepcionem, mesmo com fundamentos positivos.” Dívida com margem lidera a lista de alertas de Tom Lee O uso de recursos tomados é sua principal preocupação. Dados da Financial Industry Regulatory Authority (FINRA) apontam que a dívida de margem atingiu o recorde de US$ 1,53 trilhão em junho. Isso representa alta expressiva de 7,9% em um mês e 51,5% em doze meses. O segundo risco está no mercado de títulos. Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed este ano e trouxe nova abordagem para a inflação, cuja precificação ainda não foi assimilada pelos investidores. “… Parte disso é o tamanho alcançado pela dívida de margem. Outra questão é que ainda não ficou claro como o mercado interpreta Kevin Warsh e seu novo método, e se o mercado de títulos vai reagir mal a ele.” As eleições de meio de mandato em novembro representam o terceiro risco. O quarto é a SpaceX, cujo vencimento escalonado do lockup libera ações de executivos e funcionários. Lee vem destacando esse cronograma desde o início de julho. Ele classificou os quatro itens como armadilhas, não necessariamente razões para vender. As quatro armadilhas apontadas por Tom Lee ao projetar uma correção de 10%. Fonte: BeInCrypto Não houve consenso entre os participantes do programa. Courtney Garcia, da Payne Capital, argumentou que os lucros justificam os preços atuais. Saúde, financeiramente e indústria superaram o índice ao longo dos últimos três meses, segundo ela. Na visão de Garcia, as preocupações com investimentos em IA diminuíram à medida que os resultados foram divulgados. Já Stephanie Guild, da Robinhood, compartilhou opinião próxima à de Lee. Para ela, períodos de alta favorecem o aumento do crédito, o que cria o ambiente para a próxima forte queda, mesmo com fundamentos sólidos. O Bitcoin já sofreu o impacto previsto por Lee É nesse ponto que a análise das ações ganha paralelo desconfortável para a cripto. O Bitcoin (BTC) opera próximo a US$ 63.062, queda de 0,5% em 24 horas, com valor de mercado de cerca de US$ 1,27 trilhão. O ativo segue como maior moeda digital. Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: BeInCrypto As ações seguem renovando recordes, enquanto o preço atual do Bitcoin permanece muito abaixo de seu topo histórico. A desalavancagem que Lee deseja para o mercado de ações já ocorreu no mercado cripto, e não poupou os investidores. Lee destacou esse ponto há alguns meses. Ele argumentou que o mercado cripto já havia passado por uma fase baixista oculta que poucos investidores perceberam. Na ocasião, as posições vendidas estavam próximas de níveis normalmente observados em fundos de mercado. Fundstrat co-founder Tom Lee says half the equity market and crypto already moved through a hidden bear phase. Lee says: – AI and tokenization are reinforcing blockchain’s long-term future. – Stablecoins will become the backbone for AI agents at scale. Agree with Tom Lee? pic.twitter.com/RMJYlEVMsH — BeInCrypto (@beincrypto) May 4, 2026 Ele também sustenta essa visão com capital próprio. Lee é presidente da BitMine Immersion Technologies, empresa que tem o ether como principal ativo de tesouraria. Ele classifica o Ethereum entre os protagonistas de uma nova alta no próximo movimento de valorização. Sua tese mais ampla baseia-se na dúvida, não na convicção. Muitos clientes institucionais ainda consideram que o movimento envolvendo Inteligência artificial está sobrevalorizado ou que os lucros já atingiram o máximo, afirmou Lee. Trilhões em capital permanecem parados à espera. Ele considera essa hesitação como um potencial impulsionador. “… penso que há pessoas que acompanham de perto o fim do mercado de alta, e acredito que isso é o que mantém o ciclo saudável.” As próximas duas semanas vão testar a primeira metade dessa análise. Se o S&P 500 alcançar 8 mil pontos e depois recuar, surge uma dúvida para o setor cripto: um ativo já bastante pressionado pode recuar ainda mais ou será que finalmente vai se desvincular desse movimento? O artigo Tom Lee quer uma queda de 10% antes que o S&P 500 alcance 8 mil, o Bitcoin já teve uma foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
40 dias após o MiCA: como está o mercado cripto europeu?
Análise do BeInCrypto sobre o registro de licenças na Europa aponta liderança de empresas de custódia e bancos. Autorizações para operar ambientes de negociação são raras, a Circle domina a oferta de stablecoins compatíveis, e as ações de fiscalização estão concentradas em um país. O período de transição das criptomoedas na Europa terminou em 1º de julho de 2026. Cerca de quarenta dias depois, o mercado licenciado ainda está em formação. O registro da European Securities and Markets Authority, atualizado em 12 de agosto, apresenta 329 linhas de autorização. Estas representam 324 entes legais identificáveis, já que algumas empresas aparecem mais de uma vez graças a permissões adicionais ou registros duplicados. Essa distinção muda a interpretação do mercado. A Europa construiu um perímetro regulado expressivo, mas o universo de atuação prática é bem mais restrito. Apenas 21 entidades têm aval para operar ambientes de negociação, enquanto as permissões de custódia e transferência são maioria. Visão geral do perímetro das licenças MiCA. Fonte: análise do BeInCrypto; o gráfico utiliza os dados originais de 30 de julho de 2026. O registro mais recente também confirma o principal achado da pesquisa inicial do BeInCrypto. Os bancos conquistaram parte relevante das licenças. A Circle responde por cerca de 92% do mercado de stablecoins em conformidade com a MiCA monitorado. Os reguladores nacionais adotaram o mesmo regulamento da União Europeia de formas bastante distintas. Observação: Os gráficos mantêm o recorte original do BeInCrypto de 30 de julho, quando o registro tinha 308 linhas. O texto do artigo já traz a atualização da ESMA publicada em 12 de agosto. A ESMA atualiza o registro semanalmente com base em informações encaminhadas por autoridades nacionais. Uma linha alemã traz autorização vigente a partir de 28 de agosto e foi excluída das comparações temporais. O registro apresenta 324 empresas e apenas 21 podem operar ambientes de negociação A MiCA substituiu os sistemas nacionais de registro por uma autorização comum. Uma empresa aprovada em qualquer estado do Espaço Econômico Europeu pode comunicar essa aprovação a outros mercados e atendê-los sem precisar de novo licenciamento integral. A licença abrange dez categorias distintas de serviços cripto. O BeInCrypto normalizou as descrições dos serviços mais recentes da ESMA, já que o formato dos envios nacionais varia bastante. Custódia é a principal categoria, contemplando 218 dos 324 entes legais. Em seguida estão os serviços de transferência, com 203. Um total de 181 estão aptos a trocar ativos cripto por dinheiro estatal, e 168 podem executar ordens de clientes. A permissão para operar uma plataforma de negociação está entre as menos frequentes. Apenas 21 empresas têm essa autorização, o que representa 6,5% do mercado licenciado. As outras 303 entidades podem atuar em serviços como custódia ou corretagem, mas não estão aptas a intermediar diretamente ordens entre compradores e vendedores. Serviços autorizados no registro MiCA. Fonte: análise do BeInCrypto; o gráfico utiliza dados de 30 de julho. Por isso o número total de licenças pode gerar interpretações equivocadas. Um aplicativo cripto pode ser autorizado a negociar ativos de seu próprio inventário com clientes sem ter permissão para atuar como uma exchange. O mercado também se divide entre especialistas locais e empresas que buscam atuação plena. No arquivo mais recente, 142 entidades notificaram ao menos 27 mercados-alvo, cerca de 44% do registro. “A maioria dessas autorizações é para funções mais restritas: custódia, corretagem, transferência, gestão de portfólio e consultoria. Na prática, a liquidez à vista na União Europeia ficará concentrada em poucos nomes“, disse Vyara Savova, líder de políticas sênior do European Ethereum Institute. A maioria dos antigos registros VASP não se tornou licença MiCA A autorização MiCA é muito mais exigente que o registro anterior de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (VASP). Os modelos antigos focavam principalmente em controles de combate à lavagem de dinheiro. A MiCA impõe análise de capital, critérios de gestão, controles de custódia e resiliência operacional. Estimativas do BeInCrypto apontam custos iniciais jurídicos e de assessoria entre €40 mil e €150 mil. A estruturação de compliance pode adicionar de €20 mil a €80 mil. O desenvolvimento tecnológico relacionado à Lei de Resiliência Operacional Digital da UE pode custar entre €30 mil e €80 mil adicionais. Gastos recorrentes anuais chegam a €150 mil a €500 mil. Autorizações CASP por trimestre. Fonte: análise do BeInCrypto; gráfico utiliza dados de 30 de julho. James Harris, CEO da gestora institucional Tesseract Group, autorizada pela MiCA, destacou que o peso do compliance fixo impacta mais fortemente empresas pequenas. “Uma empresa com vinte pessoas precisa estruturar o mesmo pacote DORA, Travel Rule e AML que uma exchange de três mil funcionários. Conseguir a autorização CASP é cerca de dez a quinze vezes mais difícil do que atuar como VASP“, afirmou James Harris, CEO da gestora institucional Tesseract Group, autorizada pela MiCA.” A população VASP na Europa já chegou a cerca de 2.700 registros. Estimativas do setor apontam que o mercado ativo antes da MiCA reunia algo próximo de 1.200. Esses universos são distintos e não permitem calcular uma taxa exata de conversão. Em comparação com as 324 empresas licenciadas atualmente, os dados sugerem que entre três quartos e quase nove décimos do mercado anterior não avançaram no novo regime. As autorizações foram concedidas em ondas, geralmente orientadas por prazos. O conjunto de dados original marcou 81 no quarto trimestre de 2025, na proximidade do prazo nacional mais curto da Alemanha. Outros 102 foram incluídos no segundo trimestre de 2026. O registro de agosto traz 34 entidades com datas de autorização em 1º de julho ou depois, embora parte delas tenha sido comunicada à ESMA após a data de aprovação. Autorizações CASP por trimestre: BeInCrypto O prazo de 1º de julho, portanto, encerrou a transição legal sem paralisar o registro. As autoridades nacionais continuam aprovando empresas e enviando decisões antigas para a ESMA. A Binance segue fora do registro A maioria das grandes plataformas globais encontrou uma base europeia. A Kraken foi autorizada pela Irlanda. A Coinbase e a Bitstamp optaram por Luxemburgo. OKX, Crypto.com, Gate e Gemini estão presentes por meio de Malta. KuCoin e Bybit aparecem por meio da Áustria. A Binance segue ausente do arquivo CASP de 12 de agosto. A empresa entrou em 1º de julho sem autorização visível da União Europeia e ainda não possui registro correspondente. Status de licença MiCA das exchanges: BeInCrypto Os nomes também evidenciam a diferença entre uma licença de serviço e uma licença de local de negociação. A Kraken e a Bitstamp têm permissão para operar como plataformas de negociação. Outras conhecidas aparecem com permissões de custódia ou exchange, sem autorização para oferecer local de negociação pela MiCA. Estar ausente do registro, por si só, não prova que uma empresa atende clientes da União Europeia ilegalmente. Isso indica apenas que os registros publicados pela ESMA não mostram autorização MiCA correspondente. Três países concentram 41% do mercado licenciado O passaporte criou um perímetro legal único, mas as licenças ficaram concentradas em poucos polos nacionais. O registro de 12 de agosto contabiliza 70 entidades jurídicas alemãs, 34 francesas e 29 holandesas. Juntas, essas jurisdições somam 133 de 324, ou 41% do mercado. Considerando linhas brutas do registro, o número é semelhante: 137 de 329. CASPs licenciadas por país: BeInCrypto Grécia, Hungria, Polônia e Romênia ainda não possuem CASP autorizada no arquivo da ESMA. Portugal saiu desse grupo em julho, quando sua primeira entidade foi listada. A situação da Polônia reflete a implementação doméstica parada, o que faz empresas locais buscarem autorização em outros países e voltarem ao mercado via passaporte. Os registros de tokens compõem um mapa diferente. A ESMA agora lista 960 white papers para criptoativos que não sejam stablecoins. A Irlanda responde por 362, Malta por 159 e a Alemanha por 146. White paper é o documento divulgado pelo ofertante ou emissor; a ESMA indica que autoridades nacionais não revisaram nem aprovaram esses materiais. White papers de tokens por domicílio: BeInCrypto A Alemanha mostra como o novo patamar de autorização alterou o perfil das empresas. Na classificação do BeInCrypto de 30 de julho, 29 das 63 entradas no registro alemão tinham nomes de bancos. No arquivo mais recente, são 23 bancos cooperativos regionais, acima dos 16 daquela análise anterior. Divisão de licenças bancárias alemãs: BeInCrypto Bancos ingressaram por custódia e execução Em toda a Europa, a análise inicial do BeInCrypto identificou 49 entidades com nomes de bancos entre 308 registros. O grupo reúne Commerzbank, DekaBank, CACEIS e Clearstream. CaixaBank e KBC também aparecem. CASPs de bancos Fluxo institucional: BeInCrypto As permissões desse grupo apontam para serviços de ativos. Os bancos ingressaram por custódia, transferências e execução de ordens de clientes. Poucos operam local de negociação de criptoativos. Os bancos cooperativos da Alemanha tornam a mudança mais perceptível. São instituições regionais que atendem clientes locais. A participação desse segmento sugere que a custódia de cripto está ingressando na infraestrutura bancária tradicional. Sabina Liu, diretora-geral da KuCoin EU, declarou que as relações bancárias estão se tornando um critério de maturidade operacional, já que instituições reguladas exigem governança e controles sólidos de seus parceiros. “Parcerias sólidas com bancos refletem o cumprimento dos padrões buscados por instituições financeiras reguladas, inclusive no que diz respeito à governança e controles”, afirmou Sabina Liu, diretora-geral da KuCoin EU. A mudança também altera a dinâmica competitiva. Empresas nativas de cripto ainda oferecem a maior parte dos produtos voltados ao consumidor final. Os bancos agora controlam mais da infraestrutura de custódia e liquidação exigida para a operação desses produtos no mercado regulado. A Circle fornece cerca de 92% das stablecoins compatíveis com MiCA O prazo final de 1º de julho teve pouco efeito visível sobre a oferta global de stablecoins. O principal ajuste do mercado ocorreu antes, quando plataformas europeias removeram ou restringiram tokens não compatíveis durante 2024 e início de 2025. A classificação do BeInCrypto de 30 de julho identificou US$ 78,9 bilhões emitidos sob normas compatíveis com o MiCA e US$ 193,1 bilhões sem autorização da União Europeia. Os tokens USDC e EURC, da Circle, foram responsáveis por cerca de US$ 72,7 bilhões desse total, próximo de 92% da oferta compatível. Oferta de Stablecoins por Token: BeInCrypto Essa concentração permanece estável. Dados do DefiLlama consultados em 14 de agosto mostravam o USDC próximo de US$ 72,0 bilhões e o EURC em € 463,6 milhões. O USDG estava na faixa de US$ 3,41 bilhões. O USDT seguiu com valor global muito superior, aproximando-se de US$ 183 bilhões, mesmo sem autorização correspondente de emissor no âmbito do MiCA. Oferta de Stablecoins ao Redor do Prazo: BeInCrypto O levantamento original de 90 dias indicou crescimento de 34% no USDG, enquanto várias stablecoins compatíveis de maior porte apresentaram retração. A base inicial menor explica parte dessa taxa. O USDG respondeu por cerca de 4% do segmento compatível, o que sinaliza diversificação sem ameaçar a liderança da Circle. Variação da Oferta em 90 Dias: BeInCrypto O segmento atrelado ao euro segue em expansão. As quatro principais stablecoins em euro monitoradas, EURC, EURCV, EURI e EURe, detinham aproximadamente € 694 milhões em 14 de agosto, equivalentes a cerca de US$ 800 milhões nos preços atuais. O levantamento de 30 de julho mostrava o setor próximo de US$ 773 milhões. Oferta de Stablecoins em Euro: BeInCrypto O arquivo mais recente da ESMA lista 43 white papers de e-money-tokens provenientes de 23 emissores nomeados, sem um emissor autorizado de token referenciado em ativos. O e-money token acompanha uma moeda oficial. Já o token referenciado em ativos pode acompanhar uma cesta composta por moedas ou outros ativos, encarando exigências regulatórias mais rigorosas. A lista de emissores é mais extensa que o mercado em operação. Ela inclui projetos apoiados por bancos e fintechs especializadas em dinheiro eletrônico, porém o fornecimento segue concentrado em alguns tokens estabelecidos. O registro mede a permissão para emitir, enquanto os dados de circulação mostram se um token encontrou público de fato. Os tokens compatíveis com o MiCA agora dominam o segmento de stablecoins em euro. Um resíduo de € 4,8 milhões em EURT, da Tether, segue visível nos dados do DefiLlama, portanto a oferta on-chain ainda não chegou a zero. Uma licença não cria um mercado líquido A permissão para negociação concede acesso legal ao mercado, mas a liquidez ainda depende de usuários, formadores de mercado e fluxo de ordens conectado. O levantamento do BeInCrypto de 30 de julho apurou US$ 386,6 milhões de profundidade de book de ordens à vista, dentro de 2% do preço praticado, na Kraken. Esse valor superou a soma das ofertas em Coinbase, Crypto.com e Bybit EU nos mesmos dados. Apenas quatro plataformas licenciadas apresentaram profundidade mensurável em futuros perpétuos. Profundidade de Book em Plataformas Licenciadas: BeInCrypto via dados DeFiLlama Profundidade do book em plataformas licenciadas selecionadas. Fonte: análise do BeInCrypto com dados do DeFiLlama; levantamento de 30 de julho. O resultado reflete o registro de licenças. A Europa possui centenas de provedores de serviços autorizados e um mercado de plataformas reduzido. A liquidez permanece concentrada mesmo nesse grupo menor. MiCA não resolve questões sobre DeFi e custódia O MiCA abrange prestadores de serviços centralizados e exclui atividades realizadas de forma totalmente descentralizada sem intermediário. Os casos mais complexos estão nessa área intermediária. Um operador identificável pode enquadrar um projeto nas regras. O controle sobre uma interface, chave de upgrade ou switch de taxas pode indicar que uma empresa ainda gerencia o serviço. A decisão legal depende das especificidades de cada projeto. O registro mais recente inclui 56 entidades com permissão para gestão de portfólio, cerca de 17% do mercado licenciado. Esse é o modo mais direto para empresas que oferecem produtos regulados e utilizam finanças descentralizadas. Comparação de Vaults DeFi compatíveis: BeInCrypto A Tesseract utiliza vaults separados on-chain para cada cliente e os administra como portfólios discricionários. Segundo Harris, o modelo de conformidade está integrado à estrutura do produto, ao invés de ser adicionado após o lançamento. A custódia implica um teste jurídico próprio. O Artigo 75 do MiCA exige segregação legal e operacional das criptoativos dos clientes em relação ao patrimônio do custodiante. A regra busca garantir que os ativos dos clientes não fiquem expostos a eventuais credores do custodiante. Lacuna de insolvência na custódia Omnibus: BeInCrypto O MiCA não harmoniza a legislação nacional de insolvência nem exige um endereço separado em blockchain para cada cliente. As carteiras omnibus continuam permitidas. Assim, uma eventual falha de uma custodiante licenciada testaria na prática como a regra de segregação da UE se articula com os procedimentos de insolvência e de registro locais. Nenhuma grande insolvência de uma custodiante autorizada pelo MiCA estabeleceu esse precedente desde o fim do período de transição. Bruxelas revisa a lei enquanto aplicação segue desigual A Comissão Europeia abriu uma consulta direcionada sobre o MiCA em 20 de maio. As 86 perguntas abordam stablecoins e regras para CASP, além de questionarem sobre DeFi, staking e outras atividades atualmente fora do escopo. O prazo para resposta é até 30 de setembro de 2026. O relatório de revisão deve ser apresentado ao Parlamento Europeu e ao Conselho até 30 de junho de 2027. Cronograma de revisão do MiCA 2: BeInCrypto Savova projeta que o debate sobre stablecoins seguirá relacionado à soberania monetária europeia. Ela também vê risco de que pressões políticas levem à criação de regras que forcem empresas menores para fora do mercado europeu. Os dados atuais de aplicação evidenciam por que o ajuste fino é importante. O arquivo da ESMA de 12 de agosto relaciona 167 alertas públicos para entidades não conformes. O órgão regulador italiano CONSOB emitiu 165 alertas. O AFM da Holanda e o Banco Nacional da Eslováquia emitiram um cada. Bandeiras de concentração da fiscalização de licenças MiCA: BeInCrypto A ESMA orientou provedores não autorizados em junho a cessar a captação de clientes na UE e iniciar uma saída ordenada após 1º de julho. O registro público de alertas mostra pouca iniciativa além da Itália até agora. Segundo Harris, a autorização só se consolida como vantagem comercial duradoura quando supervisores agem contra operadores não licenciados que visam clientes europeus. Para Savova, um núcleo licenciado continuará convivendo com um pequeno mercado cinza até que alguns casos evidentes definam o padrão. As empresas licenciadas arcam com todos os custos de autorização. Sua vantagem competitiva depende de os supervisores nacionais aplicarem as restrições também aos concorrentes offshore que atendem clientes europeus. Os primeiros 40 dias formaram um núcleo licenciado O BeInCrypto realizou seis previsões antes do final da transição. Três se confirmaram: as licenças se concentraram em polos nacionais, stablecoins em conformidade ganharam importância funcional e o registro ART permaneceu vazio. A expectativa de que cada grande exchange obteria licença não se concretizou porque a Binance segue ausente. A previsão de retração precisaria de uma base mais ampla, pois a contagem histórica de VASP e a estimativa de mercado ativo avaliam grupos diferentes. O calendário para a revisão do MiCA também foi mais ágil do que o estimado. Avaliação das previsões de licenças MiCA: BeInCrypto O mercado agora possui um centro evidente, formado principalmente por custodians, corretoras e bancos. Vinte e uma entidades estão autorizadas a operar plataformas de negociação, sendo que a liquidez se concentra em um grupo ainda menor. A Circle segue como principal emissora de liquidação em conformidade. O próximo desafio é a fiscalização. Medidas visíveis fora da Itália fortaleceriam o mercado licenciado. Se a inércia persistir, empresas autorizadas continuarão pagando por uma barreira regulatória que competidores estrangeiros ainda conseguem atravessar. O MiCA estabeleceu o registro e o passaporte. O próximo ano mostrará o real alcance de seu poder de mercado. O artigo 40 dias após o MiCA: como está o mercado cripto europeu? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
O preço do XRP cai abaixo de US$ 1 novamente apesar de adoção recorde da rede
O preço do XRP caiu novamente abaixo de US$ 1 nas últimas 24 horas, mesmo com métricas de adoção recordes na XRP Ledger (XRPL). A altcoin está testando um patamar que defendeu por anos. Essa queda dificulta uma tese sustentada quase exclusivamente na demanda institucional e no crescimento da rede. Desempenho do preço do XRP. Fonte: CoinGecko O que a movimentação do preço realmente mostra Um suporte psicológico é um número redondo que investidores defendem coletivamente, muitas vezes sem considerar fundamentos. O XRP permaneceu acima de US$ 1 por 635 dias consecutivos. A sequência terminou em 11 de agosto. O token atingiu US$ 0,9915, primeira vez abaixo desse nível desde novembro de 2024. Cada retorno a essa faixa ganha importância. Vários testes sugerem que os vendedores continuam tentando encontrar fragilidade abaixo de um piso que antes parecia sólido. O simbolismo pesou mais do que a matemática. No fundo mais recente, o XRP chegou a ser negociado abaixo do RLUSD, stablecoin de dólar da Ripple. Os patamares técnicos agora definem o intervalo. Analistas apontam suporte entre US$ 0,70 e US$ 0,90, podendo chegar a US$ 0,86 se a pressão vendedora aumentar. Buckle up! If $XRP tags its 3-month 40 EMA, similar to 2023 & 2024, the retest could form a strong base for accumulation, and equally the launchpad for a future expansion phase. The $0.90/70 price range remains a sweet spot if price cannot reclaim $1.24. Thank you @MoonLamboio 🫡 pic.twitter.com/tqOrs1dk3x — 🇬🇧 ChartNerd 📊 (@ChartNerdTA) August 14, 2026 Para recuperar espaço, seria necessário avanço concreto. Os compradores teriam que superar US$ 1,03 para que a estrutura de curto prazo melhore de fato. O fluxo de capitais também não anima. Entradas líquidas em produtos à vista somam US$ 3,27 milhões em agosto, uma queda de cerca de 88% em relação aos US$ 27,29 milhões registrados em julho, segundo dados da SoSoValue divulgados. Entrada semanal de ETF de XRP à vista. Fonte: SoSoValue O argumento que analistas continuam defendendo Alguns analistas destacam outros pontos. O índice de força relativa mensal chegou ao nível mais extremo em doze anos, mais profundo que o registrado na crise da pandemia ou no mercado de baixa de 2018. A adoção institucional sustenta a visão desses especialistas. A Aviva Investors, gestora de US$ 351 bilhões, lançou um fundo tokenizado na XRP Ledger com aprovação do Banco Central da Irlanda. Métricas do ecossistema reforçam esse argumento. O valor de ativos do mundo real na XRPL está perto de US$ 4,06 bilhões, após adicionar cerca de US$ 2,5 bilhões ao longo de seis meses. “… Os investidores pessimistas dizem que a ledger pode prosperar sem que o token capture valor. Os otimistas afirmam que a função da camada de liquidação como ponte gera demanda estrutural, que cresce com a adoção. Ambos os lados têm argumentos válidos. A resposta honesta é que a relação entre token e rede ainda não está resolvida e, com o RSI em mínimas históricas e adoção institucional acelerando, o risco para quem aposta na queda é significativo…”, disse Lark Davis. Dados on-chain também apontam acumulação. Segundo a Santiment, foram registradas 32 novas carteiras com pelo menos 1 milhão de XRP em três meses, embora uma única entidade possa controlar vários endereços. Um fator estrutural complica bastante a tese. Os dez grandes acordos institucionais da Ripple ao longo de 2026 foram todos liquidados em RLUSD e não em XRP. Esse fato fortalece a visão pessimista. A XRPL pode crescer comercialmente sem que o token absorva essa demanda, já que as instituições buscam infraestrutura em vez do ativo. Projeções de analistas divergem. O Standard Chartered mantém alvo em US$ 2,80 enquanto Ali Martinez aponta risco de queda até US$ 0,62. O histórico serve de alerta. O XRP perdeu 95% de seu valor nos dois anos após o topo de 2018 e atualmente negocia cerca de 72,5% abaixo do recorde atingido em julho de 2025, segundo dados do BeInCrypto disponibilizados. Esse desencontro define o atual cenário. Os números de adoção mostram onde a infraestrutura é desenvolvida, mas não garantem que investidores verão esse valor refletido no preço. O artigo O preço do XRP cai abaixo de US$ 1 novamente apesar de adoção recorde da rede foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Binance coloca a HTX e outras 10 plataformas de cripto na lista negra: seus fundos estão em risco?
A Binance vai encerrar o processamento de transferências para e de a HTX e outras 10 plataformas de cripto em 23 de agosto. Qualquer valor enviado após essa data pode ser retido para uma análise de conformidade. A Binance não elaborou essa lista. Ela corresponde exatamente, nome por nome, às empresas cripto no pacote de sanções mais recente da União Europeia. A lista veio de Bruxelas, não da Binance A UE adotou o Regulamento do Conselho 2026/1848 em 23 de julho. Ele proíbe transações com 14 plataformas de cripto e pagamentos. Onze delas passam a ser ilegais de serem utilizadas em 23 de agosto. A Binance escolheu a mesma data em seu comunicado. Também copiou os nomes integralmente, inclusive com grafias incomuns como “NoOnecrypto INC.” e “Exnode Pay (Arvix).” Binance Blocks Transactions with 11 Crypto Platforms Starting August 23, Binance will halt all transfers involving HTX, EXMO, and nine other crypto platforms to comply with tightening regulatory rules. The exchange is actively warning users not to send or receive funds from… pic.twitter.com/WzvTHH9jjp — BeInCrypto (@beincrypto) August 14, 2026 Dois nomes anteriores vieram dos Estados Unidos. O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou Shelbit e Aban Tether em 7 de agosto devido a ligações com redes iranianas. Portanto, não se trata de uma remoção. Nenhum token será excluído da Binance, e a negociação à vista segue normal. O que muda é para onde os usuários podem enviar valores de forma legal. Por que a HTX está na lista? O Reino Unido congelou os ativos da Huobi Global S.A., empresa panamenha responsável pela HTX, em 26 de maio. O motivo alegado foi prestação de serviços financeiros para a A7 LLC e a Garantex Europe OU. A A7 é uma rede de pagamentos russa. O Departamento do Tesouro dos EUA afirma que pertence ao político moldavo sancionado Ilan Shor e ao banco estatal russo Promsvyazbank. Autoridades britânicas dizem que a rede afirma ter movimentado mais de US$ 90 bilhões no ano passado. O Tesouro britânico confirmou em 29 de maio que o congelamento abrange a própria exchange HTX. A HTX contestou as sanções britânicas e informou aos usuários que seus fundos estavam seguros. Outro caso está próximo de uma decisão. A Autoridade de Conduta Financeira (FCA) processou a HTX na Alta Corte de Londres por anúncios ilegais de cripto. O prazo para acordo termina em 25 de agosto. “… A conduta da HTX contrasta fortemente com a maioria das empresas que buscam atuar conforme as regras da FCA.” Essa afirmação é de Steve Smart, diretor executivo adjunto de fiscalização e supervisão de mercado da FCA. Quem enfrenta o maior risco? A HTX informa possuir 59,49 milhões de usuários cadastrados. No relatório semestral, contabiliza pouco mais de 420 mil com operações à vista. A Binance movimenta cerca de 10 vezes o volume diário à vista da HTX. Operadores que transferem valores entre as duas perdem essa possibilidade. O mesmo ocorre para quem utiliza plataformas menores da lista buscando entradas acessíveis no setor. Carteiras comuns também são afetadas. O analista on-chain ZachXBT argumentou que a ordem do Reino Unido contaminou endereços inocentes e tornou as classificações de risco irrelevantes. A Binance não é a única impactada. A proibição da UE vincula toda empresa do bloco a partir da mesma manhã, e a Bybit reforçou suas verificações há meses. Usuários têm nove dias para regularizar transferências ainda em andamento. O artigo Binance coloca a HTX e outras 10 plataformas de cripto na lista negra: seus fundos estão em risco? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Segundo reportagens, a OpenAI elevou sua receita anualizada para mais de US$ 40 bilhões. Esse ritmo representa aproximadamente o dobro do registrado pela empresa no final de 2025. O valor reforça a expectativa por uma oferta pública de ações, mas surge no contexto de uma onda de saídas de executivos do alto escalão. O que impulsiona a receita anualizada da OpenAI? Três principais frentes explicam a maior parte deste avanço. As assinaturas do ChatGPT seguem aumentando, o software de codificação por IA ganhou escala rapidamente, e a ainda recente área de publicidade passou a contribuir para o total. O presidente Greg Brockman informou à equipe que a receita cresceu mais de 20% de um mês para outro em julho. Da mesma forma, uma atualização interna anterior mostrou que somente julho superou todo o segundo trimestre. Mudanças nos preços também colaboraram. A OpenAI reduziu os valores cobrados dos clientes em julho diante de empresas mais atentas a custos. O acesso mais barato resultou no aumento da demanda corporativa, em vez de afetar negativamente a receita. A busca por agentes de IA compõe outro pilar. O Codex executa tarefas de software, enquanto o ChatGPT Work mira equipes de escritório. Ambas as soluções incentivam clientes a migrar para planos mais caros. A diretora financeira Sarah Friar havia projetado anteriormente uma receita acima de US$ 20 bilhões ao final de 2025. Agora, a gestão pretende que metade do faturamento venha de clientes corporativos até o fim deste ano. A OpenAI não comentou os números recentes. A taxa anualizada de US$ 40 bilhões se baseia em um relatório da Bloomberg publicado com informações de pessoas próximas ao tema. Receita anualizada da OpenAI, fim de 2025 versus agosto de 2026. Fonte: BeInCrypto Saídas de executivos geram incertezas na trajetória do IPO Enquanto isso, a diretora de receitas Denise Dresser vai deixar o cargo nas próximas semanas. Ela chegou à empresa vinda da Slack em dezembro de 2025 e permaneceu por cerca de oito meses. Dali Rajic assume as operações globais de receita. Ele ocupou anteriormente os cargos de presidente e diretor de operações da Wiz, empresa de cibersegurança. A saída de Dresser segue a recente partida de Brad Lightcap, depois de ela ter sido escolhida para absorver parte de suas atribuições. Fidji Simo também se afastou no mês passado por questões de saúde. O movimento de renovação é mais amplo. A OpenAI perdeu ainda seus responsáveis por ética, por sistemas de segurança e seu antigo líder de alinhamento de missão nos últimos meses. Brockman passou a centralizar atribuições operacionais sob sua responsabilidade. Ao mesmo tempo, avança a preparação para listagem em bolsa. A OpenAI realizou o registro confidencial para a oferta pública inicial e recentemente recomprou ações de funcionários no valor de US$ 7 bilhões utilizando recursos próprios. A concorrente Anthropic pode ainda chegar ao mercado primeiro. A empresa avalia uma abertura de capital em outubro, com valor acima de US$ 2 trilhões. O peso do crescimento de receita frente à renovação do comando será decisivo para determinar como os investidores vão avaliar a OpenAI. O artigo OpenAI atinge faturamento anual de US$ 40 bilhões foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Duas ações superam a Nvidia de forma discreta, e Wall Street projeta alta de 30%
A ação da Nvidia (NVDA) está sendo negociada próxima das máximas históricas, a US$ 225,30, com alta de cerca de 7% nesta semana, antes da divulgação do balanço em 26 de agosto. Mesmo assim, o histórico traz um alerta. O papel caiu no dia seguinte à divulgação dos resultados em seis ocasiões desde agosto de 2024, e em todas essas vezes a própria fabricante de chips, a Taiwan Semiconductor (TSMC), suportou melhor o impacto. Analistas agora classificam a TSMC como Forte Compra, projetando valorização de cerca de 27%. Uma segunda fornecedora, a Ciena (CIEN), superou a Nvidia em desempenho em dezesseis oportunidades neste último ano. A seguir, explicamos por que esse padrão pode se repetir e quem tende a se beneficiar caso isso aconteça. Por que a ação da Nvidia pode cair novamente em 26 de agosto? O ocorrido em 26 de fevereiro de 2026 exemplifica o cenário. A Nvidia superou as previsões ao apresentar lucro de US$ 1,62 por ação, receita 94% maior, atingindo US$ 68,13 bilhões, e guidance acima das estimativas. Ainda assim, o papel caiu 5%. O motivo? Investidores se concentraram em dois pontos que os resultados positivos não eliminaram. A Nvidia passou a lucrar um pouco menos em cada venda, além de cortar a projeção para a China a zero. Essas pressões persistem e a expectativa se elevou. A Nvidia prometeu cerca de US$ 91 bilhões em receitas, mas o Bank of America projeta entre US$ 94 e US$ 95 bilhões. Agora, apenas um resultado amplamente superior às expectativas evita decepção. Enquanto isso, os últimos resultados mostram que a Nvidia espera manter cerca de US$ 0,75 de cada dólar em vendas. Qualquer queda nesse percentual indicaria perda de força nos preços. Já o H20, chip lançado para o mercado chinês, chegou a gerar US$ 4,6 bilhões por trimestre, mas permanece excluído das projeções devido a restrições de exportação. A concentração agrava a situação. A Nvidia é o papel mais negociado nos Estados Unidos, então qualquer frustração leva a uma corrida de investidores para a saída. A handful of stocks now dominate US market trading: Nvidia, $NVDA, is the most actively traded stock in the US market, accounting for 3.0% of total market notional volume year-to-date. This is followed by Micron, $MU, at 2.8%, Tesla, $TSLA, at 2.1%, and SanDisk, $SNDK, at 1.5%.… pic.twitter.com/kGcYNFYBKb — The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) August 11, 2026 É por isso que o Goldman Sachs destaca o risco de venda com a notícia, especialmente com o S&P 500 também em máxima histórica. Quando o consenso é de compra e o preço já incorpora um resultado excepcional, entregar apenas o esperado leva à realização. Para onde vão os recursos quando a Nvidia recua? Seis vezes seguidas a resposta foi a mesma. A fabricante que absorveu cada choque O destino foi a TSMC. Em todas as seis reações negativas desde agosto de 2024, a queda da TSMC foi limitada a 1,76% em média, ante 4,34% da Nvidia, conforme preços de fechamento do Nasdaq registrados. Em maio de 2026, inclusive, a ação subiu 1,38%. Reações ao balanço: Nvidia vs TSMC: BeInCrypto O motivo está no foco do negócio. A TSMC fabrica chips para Nvidia, AMD, Apple, Broadcom e designers sob medida, de modo que a demanda perdida por um cliente costuma ser compensada por outro. BREAKING: Taiwan Semiconductor, $TSM, reported a +45% YoY increase in sales in July, to $14.5 billion, driven by explosive demand for AI chips.$TSM, the primary chip manufacturer used by companies such as Nvidia, $NVDA, and Apple, $AAPL, generated $89.1 billion in revenue in… pic.twitter.com/gxxDwf8BSG — The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) August 10, 2026 A proteção se confirma no longo prazo: desde agosto de 2024, a ação da TSMC valorizou 154% contra 79% da Nvidia. Desempenho TSMC vs Nvidia: BeInCrypto Analistas perceberam essa tendência. A projeção do TipRanks indica Forte Compra, com seis recomendações de compra e uma de manutenção, estimando alvo de US$ 545,67, cerca de 30% acima do preço de US$ 430,49. Para contextualizar, a ação listada em Taipei é negociada próxima de NT$2.415, cerca de US$ 86 cada, sendo necessárias cinco para equivale a uma ação negociada nos Estados Unidos. Ainda assim, a TSMC não é a única fornecedora beneficiada. Ciena vence na tendência maior de IA, não apenas nos resultados A outra vencedora é a Ciena, que se destaca fora do padrão observado nos balanços. A companhia fornece os links ópticos que transmitem dados entre servidores de inteligência artificial, e a demanda teve forte crescimento. O valor de mercado subiu aproximadamente 375% em um ano, contra 23% da Nvidia, multiplicando por dezesseis sua diferença, conforme dados da S&P Global. Diferença de um ano: Ciena vs Nvidia: BeInCrypto O desempenho da empresa sustenta o rali. A receita cresceu 40% no último trimestre, o lucro quase quadruplicou e pedidos avaliados em US$ 7 bilhões aguardam para serem entregues. Placar dos Analistas de IA: BeInCrypto Ainda assim, a convicção não acompanha a alta. A projeção para a Ciena indica apenas Compra Moderada, resultado de dez recomendações de compra e quatro de manutenção. Mesmo assim, a meta média de US$ 583 está cerca de 32% acima do fechamento em US$ 442,79, um potencial de valorização semelhante ao da TSMC. Com isso, a TSMC permanece como a principal indicação dos analistas, enquanto a Ciena representa a aposta em momentum entre as ações de IA cujas avaliações ainda não alcançaram o desempenho. Uma teoria conecta as três Lado a lado, o cenário demonstra diversificação frente à dependência. A Nvidia depende de uma única arquitetura para superar expectativas cada vez maiores. Já a TSMC atende vários concorrentes, retendo 67,7 centavos de cada US$ 1 vendido em lucro bruto, segundo seus resultados trimestrais, enquanto a Ciena viabiliza a própria competição. Resumindo, a ação da Nvidia é uma aposta em um vencedor. TSMC e Ciena são apostas na continuidade da disputa, por isso seguem absorvendo impactos que a Nvidia não consegue suportar. Visão do analista: O mercado ainda interpreta os lucros da Nvidia como o principal veredito sobre a IA. Entretanto, a maior confiança está em outros setores. Caso 26 de agosto traga decepção, a melhor estratégia não será comprar a queda da Nvidia, mas investir na companhia sem a qual a Nvidia não fabrica chips, sua fornecedora TSMC, com a Ciena viabilizando a corrida ao redor dela. O artigo Duas ações superam a Nvidia de forma discreta, e Wall Street projeta alta de 30% foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Brasil aciona lei de retaliação contra tarifas dos EUA e notifica Washington
O governo brasileiro deu início ao processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos. O anúncio foi feito ontem (13) e responde às tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. A previsão do Itamaraty é que a Embaixada do Brasil em Washington notifique formalmente os Estados Unidos nesta sexta-feira (14). Todas as áreas envolvidas no tema são comunicadas. Entre elas estão o Departamento de Estado e o USTR, escritório do representante comercial dos Estados Unidos. Segundo o governo, o Ministério das Relações Exteriores está notificando os Estados Unidos sobre a abertura do processo e solicitando consultas diplomáticas. Em nota, o governo afirmou que as tratativas “reforçam a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo e a negociação”. O que é a Lei da Reciprocidade Econômica? A Lei da Reciprocidade é o mecanismo que permite ao Brasil aplicar a outro país as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dele. Na prática, se um governo estrangeiro impõe barreiras unilaterais consideradas injustas, o Brasil pode reagir com restrições equivalentes. O texto foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril de 2025. Antes disso, não existia arcabouço legal que permitisse ao governo retaliar outro país por medidas dessa natureza. A única saída era recorrer à Organização Mundial do Comércio, a OMC, entidade que arbitra disputas comerciais entre países. Entre as contramedidas previstas estão a cobrança de direitos comerciais sobre importações de bens ou serviços de um país ou bloco econômico. A lei também autoriza a suspensão de concessões e obrigações do Brasil relacionadas a direitos de propriedade intelectual firmados em acordos comerciais. Em julho de 2025, o governo publicou o decreto que regulamentou a lei e definiu os procedimentos de aplicação. Como funcionam as contramedidas contra as tarifas dos EUA? O decreto criou dois tipos de contramedida. As provisórias são analisadas diretamente pelo comitê interministerial e podem ser aplicadas de imediato em casos excepcionais. Representantes do setor privado e outros órgãos podem ser ouvidos antes da deliberação. Depois de instituídas, essas medidas podem ser alteradas ou revogadas a qualquer momento. Já as contramedidas ordinárias exigem um pedido formal ao Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, a Camex. O documento precisa trazer informações sobre a medida estrangeira que motivou a reação, os setores brasileiros afetados e o impacto econômico. A proposta ainda passa por consulta pública de até 30 dias. Esse foi o rito adotado pelo governo brasileiro contra as tarifas dos Estados Unidos. Quem decide a retaliação contra os Estados Unidos? Se o Comitê-Executivo de Gestão da Camex aprovar a possibilidade de reciprocidade, pode ser instituído um grupo de trabalho para elaborar a proposta de contramedidas. A proposta preliminar é submetida à consulta pública pelo prazo de até 30 dias. O objetivo é ouvir partes interessadas e parceiros comerciais que possam ser afetados. Encerrada a consulta, ou concluídas as atividades do grupo de trabalho, a Secretaria-Executiva leva a proposição ao Comitê-Executivo de Gestão da Camex. A decisão final cabe ao Conselho Estratégico da Camex. O colegiado pode adiar a aplicação conforme a evolução das negociações diplomáticas. Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores conduz as consultas diplomáticas em coordenação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O órgão deve encaminhar relatórios periódicos sobre o andamento das tratativas. Quem compõe o comitê interministerial? O decreto também instituiu o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O núcleo delibera sobre a adoção de contramedidas provisórias e acompanha as negociações para superar medidas impostas de forma unilateral. Integram o comitê o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que preside o grupo, além dos ministros da Casa Civil, da Fazenda e das Relações Exteriores. Outros ministros podem ser convidados a participar das reuniões conforme o tema em discussão. Brasil também acionou a OMC contra o tarifaço Além da reciprocidade, o governo brasileiro levou o caso à OMC. No início desta semana, os Estados Unidos responderam ao pedido de consultas apresentado pelo Brasil e disseram estar à disposição para discutir o tema. O documento americano afirma que o país aceita o pedido brasileiro e propõe uma reunião em data conveniente para ambos. O Brasil contesta na OMC duas novas tarifas anunciadas pela Casa Branca. Uma delas é de 25% e foi aplicada sob o argumento de que o Brasil adota práticas econômicas consideradas desleais contra empresas americanas. A outra é de 12,5% e foi justificada pela alegação de que o Brasil, assim como dezenas de outros países, falhou na fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Ao acionar a organização, o governo brasileiro argumentou que as tarifas são discriminatórias, unilaterais e violam compromissos assumidos pelos Estados Unidos junto à própria entidade. O artigo Brasil aciona lei de retaliação contra tarifas dos EUA e notifica Washington foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ethereum faz grande mudança em cripto para se preparar para a era quântica
A Fundação Ethereum está abandonando a função hash Poseidon em sua camada base, migrando para alternativas como SHA ou BLAKE, de acordo com o pesquisador Justin Drake. A mudança redefine o planejamento de longo prazo da rede para resistir a computadores quânticos no futuro. Drake anunciou a decisão em 13 de agosto, classificando-a como a conclusão de oito anos de pesquisas. Ethereum abandona Poseidon em mudança de segurança pós-quântica A Fundação Ethereum financia “hashes SNARK-friendly” desde 2018. O Poseidon foi apresentado em 2019, tornando-se o hash SNARK-friendly dominante. No entanto, Drake afirmou que “novos projetos SNARK inovadores” desafiaram a suposição de que são necessárias funções hash SNARK-friendly especializadas, como o Poseidon. “… Funções hash tradicionais já prontas como SHA2 e BLAKE2s agora podem equiparar-se ao Poseidon em um SNARK. Olhando para trás, a chave não eram hashes SNARK-friendly, mas sim SNARKs compatíveis com hashes”, afirmou ele em publicação na X. A mudança parte de sistemas de prova baseados em campos binários, que operam diretamente com operações em nível de bit presentes nos hashes tradicionais. Sistemas anteriores dependiam de grandes números primos, o que tornava essas operações mais caras de serem representadas. Drake creditou ao estudo Binius, de Benjamin Diamond e Jim Posen em 2023, que adaptou técnicas de prova para capturar hashes convencionais de forma mais eficiente, junto com desenvolvimentos mais recentes como o Flock. Ele afirmou que os projetos conseguem comprovar cerca de 1 milhão de chamadas hash tradicionais por segundo em um notebook, apenas aproximadamente 100 vezes mais lento que o processamento nativo da CPU. O argumento contra estruturas mais arriscadas Drake baseou o argumento de segurança em premissas mínimas, defendendo que hashes simples oferecem ao Ethereum uma base confiável por décadas. Ele também ressaltou que abordagens mais arriscadas enfrentam dificuldades. “… Com a IA se tornando excepcional em criptoanálise, a decisão de evitar estruturas mais arriscadas, como reticulados e isogenias, está sendo recompensada. As últimas semanas foram duras. Assinaturas baseadas em reticulados (“HAWK”) e em isogenias (“SQIsign”), ambas participantes da rodada 3 do NIST, sofreram reveses. Fontes confiáveis indicam que ainda há mais problemas a caminho”, acrescentou. A abordagem também elimina a necessidade de aguardar anos até que o Poseidon resista à criptoanálise, acelerando o processo de implementação. O planejamento indica um leanVM pronto para produção em 2027. Os lançamentos das camadas de consenso, dados e execução estão previstos para 2028. A decisão não torna o Poseidon obsoleto, nem obriga projetos já existentes a migrarem. Marca uma proposta de mudança na configuração futura da Layer 1 do Ethereum, que será testada à medida que os hashes tradicionais mantiverem essa equivalência conforme os sistemas ganham escala. O artigo Ethereum faz grande mudança em cripto para se preparar para a era quântica foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Casa Branca planeja cúpula sobre cripto e mercado de previsões na próxima semana
A Casa Branca reunirá executivos do setor de criptoativos e de plataformas de mercados de previsão na próxima quarta-feira, segundo três fontes familiarizadas com o planejamento. A lista de convidados ainda não está definida, e representantes do setor financeiro tradicional também podem participar. O momento é relevante. Reguladores terão encontro com muitos dos mesmos executivos 24 horas depois. Assim, Washington terá dois dias consecutivos de contato com os setores que cobram novas regras federais. O que o encontro sobre criptoativos na Casa Branca indica? O presidente Donald Trump tem alinhado sua administração aos ativos digitais desde que retornou ao cargo no ano passado. Os reguladores da gestão também abriram espaço para operadores de mercados de previsão. Nem a lista de participantes nem a presença do próprio Trump foram confirmadas, informou a Politico nesta reportagem. A Casa Branca não comentou publicamente os planos. Os mercados de previsão permitem que usuários negociem contratos com base em desfechos de eventos reais. Esses serviços passaram da margem para o centro da supervisão financeira. O aumento das operações trouxe críticas. Legisladores da cidade de Nova York iniciaram uma investigação sobre os mercados de previsão nesta semana para apurar como as plataformas divulgam seus serviços aos moradores. CFTC reúne 35 executivos um dia depois A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) supervisiona os mercados de derivativos dos Estados Unidos. A autarquia realiza a primeira reunião do seu Comitê Consultivo de Inovação em 20 de agosto, em Washington. O presidente Michael Selig criou o painel para aconselhar a agência em questões de tecnologia, legislação e políticas públicas. Os 35 membros listados praticamente refletem o grupo esperado na própria Casa Branca. Entre os nomes estão Shayne Coplan, da Polymarket, Tarek Mansour, da Kalshi, Brian Armstrong, da Coinbase, e Brad Garlinghouse, da Ripple. Executivos do CME Group, Nasdaq, DraftKings e FanDuel também participam. Essa formação reforça a importância das discussões dos dois dias. Tribunais federais já respaldaram as plataformas em disputas contra restrições estaduais. Uma decisão favorável à Kalshi garantiu a negociação dos seus contratos em Minnesota. Votação do CLARITY Act paira sobre os dois encontros O CLARITY Act para o Mercado de Ativos Digitais pretende reformular como Washington regula a negociação de tokens. O projeto propõe critérios mais rígidos para definir quais ativos são considerados valores mobiliários, dividindo a supervisão entre a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e a CFTC. O Comitê Bancário do Senado aprovou o texto por 15 a 9 em maio. Na sequência, os senadores saíram para o recesso de agosto sem colocar a proposta em votação no plenário. Os democratas são contrários à brecha ética que protege holdings de criptoativos de Trump. Já os republicanos Josh Hawley e Jerry Moran rejeitam dispositivos sobre rendimento de stablecoins em defesa dos bancos comunitários. São necessários 60 votos para superar um obstrução regimental. Esse cálculo levou pesquisadores a avaliarem como baixas as chances de aprovação do projeto ainda neste ano. Os congressistas voltam em setembro, e o líder da maioria, John Thune, declarou que o Senado deverá pautar o projeto rapidamente. Paralelamente, a SEC já iniciou a elaboração de regras próprias para o setor de cripto como alternativa. Os executivos desembarcam em Washington com uma demanda prioritária: conquistar acesso ao governo é consideravelmente mais simples do que obter 60 votos no Senado. As próximas semanas revelarão se os encontros previstos conseguirão alterar esse cenário. O artigo Casa Branca planeja cúpula sobre cripto e mercado de previsões na próxima semana foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
HTX de Justin Sun avança com regulador do Reino Unido, mas mantém fundos congelados
A Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) e a exchange de cripto HTX estão negociando um acordo para encerrar um processo sobre anúncios ilegais de criptoativos. O Tribunal Superior de Londres determinou que as partes têm até o final de agosto para chegar a um entendimento. Para usuários britânicos, um eventual acordo teria impacto limitado. O processo trata exclusivamente de publicidade, não de ressarcimento de valores. O que usuários do Reino Unido já perderam? A HTX está na lista de alerta da FCA desde outubro de 2023. Após o início do processo em outubro de 2025, a HTX deixou de receber novos clientes britânicos, embora usuários já cadastrados continuassem acessando suas contas. No entanto, o cenário piorou em 26 de maio de 2026: o Reino Unido sancionou a Huobi Global S.A. Três dias depois, o Tesouro britânico confirmou que as sanções também abrangem a exchange HTX. A partir desse momento, pelo menos um usuário britânico relatou bloqueio da conta na HTX, sendo informado de que precisa de autorização especial devido às sanções para recuperar o acesso. Não há dados oficiais sobre o número de pessoas ou valores envolvidos. HTX is aware of the recent developments regarding the UK sanctions designations. The HTX exchange is committed to full compliance with all applicable laws and to cooperation with law-enforcement agencies worldwide. The UK’s designation arrived today without prior notice or any… — HTX (@HTX_Global) May 26, 2026 Em agosto, as sanções continuam em vigor. A HTX afirma que os fundos seguem protegidos. Qualquer acordo sobre publicidade com a FCA não elimina as restrições impostas. Acordo encerraria anúncios, não a incerteza No processo, a FCA solicita três medidas: Primeira, que se reconheça que a HTX violou o artigo 21 da Lei de Serviços e Mercados Financeiros. Esse dispositivo impede empresas não autorizadas de anunciarem investimentos ao público britânico. Segunda, uma ordem para interromper novas promoções. Terceira, ressarcimento de custos processuais. Nenhuma das solicitações prevê devolução de valores ou garantia de acesso a fundos. O documento judicial detalha as práticas da HTX: oferta de spot trading, futuros, margem, staking e empréstimos em criptoativos. Em uma página, usuários eram incentivados a “Pegar empréstimo para ampliar operações e lucros”. Outra trazia “Cadastre-se, negocie e ganhe até 1.200 USDT”. Dados de tráfego indicam redução expressiva. O acesso ao site da HTX a partir do Reino Unido chegou a 4,6 milhões em 2023, segundo o processo. Esse número caiu para 13 mil em 2024, até o final de outubro. Isso representa queda superior a 99%. Mesmo assim, a FCA moveu a ação, pois os anúncios ainda podiam ser acessados. A HTX interrompeu cadastros britânicos após o início do processo judicial. Usuários já registrados seguiram acessando e visualizando anúncios. Segundo a FCA, não houve garantia de que a medida seria definitiva. O órgão regulador solicitou que TikTok, X, Facebook, Instagram e YouTube bloqueassem os perfis da HTX para internautas do Reino Unido. Também solicitou à Google e à Apple que retirassem os aplicativos das lojas digitais. “A conduta da HTX contrasta de forma expressiva com a da maioria das empresas que buscam cumprir as regras da FCA”, afirmou Steve Smart, diretor executivo adjunto de fiscalização e supervisão de mercado da FCA, em comunicado. Sanções levantam questões mais significativas O Reino Unido sancionou a Huobi Global S.A. em 26 de maio, sob referência RUS3619. Autoridades suspeitam de repasse de recursos ou serviços financeiros para A7 Limited Liability Company e Garantex Europe OU. O comunicado coloca ambas dentro do setor de serviços financeiros estratégicos da Rússia. A empresa panamenha também é a principal ré em processo movido pela FCA. O Reino Unido, assim, negocia com uma organização que já está sob bloqueio oficial. Um ponto central envolve orientação dada a clientes. Em resposta às sanções britânicas contra a Huobi, a HTX alegou que a empresa sancionada era distinta da exchange. Já a orientação oficial lista “HTX (antigo Huobi)” como denominação adicional da mesma entidade penalizada. Segundo a Reuters, Justin Sun assumiu o controle da exchange em 2022. Ele próprio não foi sancionado. Concorrentes reagiram rápido. A Bybit alertou que transferências relacionadas à HTX podem ser alvo de verificações de conformidade. ZachXBT disse que a inclusão na lista atingiu as métricas de risco on-chain de carteiras sem ligação com o caso. Essas são as dificuldades vividas no momento por usuários: stablecoins bloqueadas e saques demorados não dependem do julgamento. Qualquer acordo sobre publicidade não trará solução para esses problemas. Outro aspecto envolve a identificação dos réus. Quatro dos cinco acusados são descritos apenas como pessoas desconhecidas. O processo abrange futuros controladores até 31 de outubro de 2028. “A HTX segue empenhada em manter elevados padrões de conformidade, transparência e proteção do usuário, e continuará colaborando com os reguladores para apoiar o desenvolvimento sustentável do ecossistema de criptomoedas”, afirmou um porta-voz da HTX à Reuters. O desfecho em agosto revelará se a FCA divulgará os termos ou encerrará o caso sem alarde. Para quem ainda mantém criptoativos na HTX no Reino Unido, este é o ponto central a ser acompanhado. O artigo HTX de Justin Sun avança com regulador do Reino Unido, mas mantém fundos congelados foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Tether USDT recebe maior auditoria da história, mas um número-chave caiu 40%
A KPMG EUA emitiu uma opinião sem ressalvas sobre as demonstrações financeiras da Tether referentes a 2025, representando a primeira auditoria completa da história da emissora de stablecoin. Os dados auditados mostram reservas superiores aos passivos em US$ 6,814 bilhões em 31 de dezembro de 2025. O relatório trimestral mais recente da própria Tether aponta essa margem em US$ 4,11 bilhões. O que a KPMG de fato atestou A auditoria abrange a Tether International, S.A. de C.V., referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. Uma opinião sem ressalvas é o posicionamento mais sólido que um auditor pode emitir, significando ausência de restrições ou ressalvas. Tether Completes the Largest Inaugural Financial Audit in History Read more: https://t.co/vWG0fFSUxH — Tether (@tether) August 13, 2026 A KPMG avaliou transações, registros de propriedade, valores, sistemas e contrapartes. Seu trabalho se estendeu por todo o balanço patrimonial, a demonstração de resultados, alterações no patrimônio líquido e fluxos de caixa. Os auditores também contaram e inspecionaram cada barra de ouro sob posse da empresa, sem se basear apenas em relatórios de custodiantes. A Tether passou anos defendendo atestados trimestrais emitidos pela BDO em vez de uma auditoria integral. O anúncio da contratação ocorreu em março, e a KPMG foi divulgada como responsável pela auditoria logo após. “…A KPMG realizou uma auditoria completa e rigorosa em conformidade com os padrões da AICPA – examinando ativos, transações, sistemas, documentação e outras evidências que fundamentam nossas demonstrações financeiras. O resultado é uma opinião sem ressalvas; em outras palavras, significa que a Tether recebeu uma auditoria limpa”, afirmou Paolo Ardoino, CEO da Tether, no comunicado da empresa. Siga-nos no X para acompanhar as notícias em tempo real A margem reduziu após a data da auditoria Uma opinião de auditoria reflete a data de encerramento, que já tem quase 20 meses. O relatório do segundo trimestre da BDO, publicado em 31 de julho, informou US$ 4,11 bilhões em reservas excedentes em 30 de junho de 2026. Esse valor está cerca de 40% abaixo do total validado pela KPMG. A margem caiu pela metade no segundo trimestre, mesmo com a Tether registrando cerca de US$ 1,5 bilhão em lucro operacional líquido, indicando possíveis perdas não realizadas ou saídas em outras partes da reserva. O ouro é um dos motivos. O preço à vista do metal caiu mais de 20% desde o recorde de janeiro, e a Tether possui tanto ouro quanto Bitcoin e títulos do Tesouro em seu portfólio. Seu token de ouro tokenizado acompanha o mesmo metal contado barra a barra pela KPMG. O que a opinião limpa não resolve A entidade auditada e o grupo atestado não são idênticos. O atestado da Tether referente ao quarto trimestre de 2025 indicou um superávit de US$ 6,34 bilhões para a mesma data do balanço, cerca de US$ 480 milhões abaixo do resultado auditado. A Tether também não divulgou as demonstrações financeiras. Notas explicativas, políticas contábeis, composição das reservas e divulgações sobre partes relacionadas permitiriam análise independente dos dados, ao invés de apenas aceitar o resultado divulgado. Nada na opinião aborda capacidade de resgate, liquidez em situações críticas ou exposição a contrapartes. Essas questões ganham destaque à medida que as regras do GENIUS Act para stablecoins, o marco dos EUA que estabelece padrões do Federal Reserve para emissores, se aproximam da versão final. A capitalização de mercado da USDT da Tether está próxima de US$ 183 bilhões, ocupando a terceira posição entre todos os ativos de cripto. Capitalização de mercado da Tether (USDT). Fonte: BeInCrypto A Tether superou a avaliação que críticos afirmavam ser improvável. O desafio maior será na próxima certificação, bem como em relação à divulgação das demonstrações assinadas pela KPMG. O artigo Tether USDT recebe maior auditoria da história, mas um número-chave caiu 40% foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Vazamento de dados expõe informações de mais de 13 mil usuários da carteira Trezor, você deve se ...
A Trezor confirmou nesta quinta-feira que uma falha de segurança em uma de suas empresas de logística expôs dados pessoais de 13.689 clientes. Foram obtidos nomes, endereços residenciais, números de telefone e e-mails. Nenhuma cripto foi movimentada. Segundo a Trezor, seus próprios sistemas, dispositivos e backups das carteiras dos clientes não foram acessados. O incidente ocorreu com um fornecedor externo. O que o vazamento de dados da Trezor expôs? A ShipMonk armazena e envia os pedidos da Trezor. Em 10 de agosto, comunicou à Trezor que um invasor teve acesso a sistemas contendo registros de clientes. O vazamento teve dois impactos. Aproximadamente 11.742 compradores tiveram todos os dados acessados: nome, e-mail, telefone e endereço completo. Outros 1.947 tiveram expostos apenas nome, cidade e e-mail. We have some difficult news to share. Unfortunately, one of our shipping providers has experienced a data breach that exposed sensitive order data. This affects new customers in the US, UK, Sweden, Colombia, Brazil, Italy, and Portugal who received an order within the 90 days… — Trezor (@Trezor) August 13, 2026 O momento da compra foi determinante. O vazamento abrange pedidos entregues entre 10 de maio e 8 de agosto deste ano em Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Brasil, Itália e Portugal. Clientes mais antigos não foram afetados devido a uma política interna. A Trezor exige que parceiros excluam ou anonimem os dados dos pedidos 90 dias após a entrega, assim, envios mais antigos já haviam sido removidos. Há um teste simples. Quem foi afetado recebeu um e-mail do endereço help@trezor.io. Se não recebeu, não teve os dados expostos. Um ponto chama atenção: a ShipMonk possui certificação SOC 2 Tipo II, padrão auditado de segurança, mas sofreu a falha mesmo assim. Por que vazamento de endereço é mais grave que de e-mail? Ter apenas o e-mail oferece poucas opções ao golpista. Nome, endereço residencial e telefone juntos têm peso maior, pois identificam quem comprou cripto em uma localização específica. A Trezor detalhou os possíveis riscos. Golpistas podem enviar e-mails fraudulentos, fazer ligações falsas, enviar cartas inexistentes ou se passar por banco, exchange ou até pela própria Trezor. Esse tipo de situação já aconteceu antes. A Ledger teve expostos cerca de 1 milhão de e-mails de clientes em julho de 2020. Aproximadamente 9.500 desses compradores também tiveram endereço completo vazado, e cartas falsas sobre frases de recuperação chegaram a essas residências anos depois. Agora, a dimensão do caso é maior. O vazamento da Trezor expôs endereço completo de 11.742 pessoas, acima dos 9.500 atingidos da Ledger em 2020. O CEO da Ledger, Pascal Gauthier, respondeu ao mesmo temor em 2020, e a lógica continua válida. “… não existe maneira de fazer qualquer correlação entre os dados vazados e os fundos na sua carteira”, dizia um trecho no comunicado da Ledger. Os criminosos já monitoravam a marca. Um anúncio recente de phishing usando a Trezor surgiu poucos dias antes desta divulgação. Separadamente, golpes de suporte falso por telefone causaram prejuízo de milhões a investidores neste ano. Mais uma vez, fornecedores externos demonstram ser a principal fragilidade do setor. Um incidente no processador de pagamentos da Ledger expôs dados de pedidos de clientes em janeiro. O que fazer agora se você tem Trezor? As recomendações são diretas e eficazes. Desconfie de qualquer senso de urgência. Verifique contato suspeito pelos canais oficiais da Trezor. Nunca digite o backup da carteira em sites. “… nunca insira o backup da sua carteira em um site nem compartilhe com terceiros”, escreveu a Trezor em um post em seu blog. Duas práticas ajudam a evitar novos riscos: usar e-mail que não contenha seu nome real ao comprar e, sempre que possível, realizar os pagamentos com cripto. A Trezor também anunciou futura opção de Entrega Anônima, baseada em retirada em lockers e embalagem neutra. O lançamento está previsto para União Europeia até setembro e para Estados Unidos até o fim de 2026. A Trezor afirma que este é o primeiro vazamento desde 2013 a expor números de telefone e endereços de entrega dos clientes. O hardware permaneceu seguro. O ponto vulnerável não foi o dispositivo, mas a caixa em que chegou. O artigo Vazamento de dados expõe informações de mais de 13 mil usuários da carteira Trezor, você deve se preocupar? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Analistas de Wall Street preveem alta de 70% para esta ação de memória de IA em 2027
As ações da Micron (MU) estão sendo negociadas em torno de US$ 911 após uma valorização de 189% em 2026. No entanto, Wall Street ainda enxerga cerca de 70% de potencial de alta. Esse otimismo se justifica: o mundo enfrenta escassez da memória fundamental para alimentar a Inteligência artificial, e a Micron está muito bem posicionada para atender essa demanda. Ainda assim, parte desse cenário já foi incorporada ao preço. Portanto, o verdadeiro teste agora é saber se a demanda e contratos de longo prazo conseguem sustentar os lucros, e um determinado nível no gráfico pode definir o próximo movimento dos preços. Ações da Micron subiram mais de 200% em 2026. Fonte: Google Finance O que significa a projeção de alta de 70% feita por Wall Street? Isso revela forte consenso sobre a tendência da ação. De acordo com 30 analistas monitorados pelo TipRanks, a Micron é classificada como compra forte, com 29 recomendações de compra e nenhuma de venda. O preço-alvo médio, em torno de US$ 1.569, está cerca de 70% acima da cotação atual. Projeções de Wall Street para a Micron: BeInCrypto Entretanto, esse percentual é uma média e não uma garantia. Os alvos variam entre US$ 1.100 e US$ 2.200, de modo que a real discussão reside em quanto tempo esse cenário positivo pode perdurar. Para entender quem tem razão, é necessário analisar a própria valorização recente do papel. Por que as ações da Micron subiram 189% este ano? A razão está no crescimento dos resultados. A Micron reportou receita trimestral de US$ 41,46 bilhões, frente a US$ 9,30 bilhões do ano anterior, com a receita de DRAM avançando 343%. Aceleração das receitas da Micron: BeInCrypto O motivo principal é a Inteligência artificial. Todo servidor de IA exige memória de alta largura de banda, cuja produção consome capacidade antes destinada aos modelos tradicionais. Micron em 2026: BeInCrypto A oferta mais restrita impulsiona os preços, o que eleva os lucros da Micron. Esse desempenho fez a empresa ultrapassar US$ 1 trilhão em valor de mercado, embora as ações agora negociem cerca de 14% abaixo do pico registrado em julho. O boom de memória da Micron pode durar até 2027? Por enquanto, a perspectiva é positiva. A Micron afirma que a escassez deve se manter além de 2027, e relatórios do setor confirmam a pressão na oferta, indicando que parte expressiva da produção de 2027 já foi comercializada pelos fornecedores. Micron at Technology Leadership Forum 2026 Sumit Sadana: "We have said that we do expect these very tight industry conditions to continue beyond calendar year 2027." "Based on these increased signals of demand from our customers, we now expect that 2027 calendar year will be… pic.twitter.com/qme52INlmL — TheBigBerbowski (@TheBigBerbowski) August 12, 2026 Novas fábricas levam anos para serem concluídas, portanto, a oferta não conseguirá se ajustar rapidamente. In the memory super cycle, cleanroom space may become more constrained than technology itself. https://t.co/sDoIRNvfod — TrendForce (@trendforce) February 26, 2026 A Micron também está alterando a forma de comercialização. A companhia fechou 16 contratos plurianuais, que representam cerca de 20% da DRAM e um terço da NAND produzidas. Acordos estratégicos com clientes Micron: BeInCrypto Com isso, parte relevante da receita já está garantida, o que pode suavizar as habituais oscilações bruscas do setor de memória. Observação: a atividade da Micron sempre foi marcada por ciclos de alta e baixa. Os preços disparam quando há escassez de memória e despencam quando a oferta volta ao mercado, provocando volatilidade nos lucros e fazendo com que investidores aceitem, tradicionalmente, múltiplos baixos para ganhos pouco confiáveis. Ao garantir aproximadamente 20% da DRAM e um terço da NAND em contratos de 5 anos, a empresa assegura boa parte da receita em antecipação, independentemente dos preços de mercado. Isso torna os ganhos mais estáveis. Por que há divergência entre analistas sobre a Micron? Porque divergem sobre quanto tempo o boom deve durar. A Melius projeta US$ 2.200, enquanto o Citi reduziu sua meta para US$ 1.150 em 10 de agosto, alertando que as margens podem diminuir. Analistas divididos: TipRanks O dinheiro mais discreto também mantém cautela. O TipRanks indica avaliação neutra, apesar das recomendações de compra, enquanto fundos de hedge reduzem participação e executivos realizam vendas. Advertência sobre as ações da Micron: TipRanks Em resumo, os analistas são enfáticos, mas suas posições permanecem prudentes, deixando o gráfico decidir. O que poderia derrubar a tendência de alta da Micron? Um retorno do antigo ciclo. O segmento de memória sempre alternou entre períodos de expansão e retração e as concorrentes da Micron não estão paradas. Samsung e SK Hynix disputam a ampliação da produção, enquanto a CXMT da China acelera para diminuir a diferença. O gráfico reflete esse embate. A Micron formou um padrão de cabeça e ombros que indicava possível queda de 34% e a linha de pescoço foi rompida em 29 de julho. No entanto, o suporte próximo a US$ 733 segurou o movimento; o rompimento fracassou e compradores retornaram rapidamente. A recuperação coincidiu com a Bernstein reiterando sua recomendação de alta no fim de julho e com reportes de que a oferta de memória está comprometida no setor até 2027. Análise do preço da Micron: TradingView Agora a Micron precisa manter o nível dos US$ 904 para consolidar a recuperação. Acima desse patamar, US$ 965 abre espaço para US$ 1.010 (recuperando a faixa dos US$ 1 mil). Abaixo, o suporte está em US$ 839 e, em seguida, US$ 786, linha de pescoço já rompida anteriormente. No cenário atual, US$ 904 diferencia uma possível busca por US$ 1.010 de um recuo para US$ 786 ou valores ainda menores. Visão do analista do BeInCrypto: O que muitos ignoram é que o real potencial da Micron não está no preço. Trata-se da capacidade de migrar do estigma de companhia cíclica para uma geradora constante de receita. A maioria dos analistas de Wall Street já considera essa transformação nos preços projetados. O artigo Analistas de Wall Street preveem alta de 70% para esta ação de memória de IA em 2027 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.