Transacta facilita pagamentos cripto com onboarding rápido e alta escalabilidade
À medida que a adoção cresce, empresas buscam por provedores de pagamento em cripto que aliem licenciamento, apoio regulatório, agilidade na execução e um modelo de serviço construído para o uso operacional real. Isso é especialmente relevante em segmentos com valores de transação elevados, altas expectativas dos clientes e fluxos de pagamento que exigem acompanhamento mais rigoroso.
A Transacta é uma provedora licenciada de cripto com oito anos de atuação, dedicada a facilitar que negócios aceitem e convertam pagamentos em cripto de forma instantânea. Seu portfólio inclui emissão de faturas em cripto, checkout para e-commerce e processamento de cartões, com soluções de POS cripto e pagamentos futuros previstas.
A empresa possui cobertura regulatória na Suíça e Estônia e já solicitou registro no MiCA. Sua parceria recente com a zerohash ampliou o acesso a companhias em 49 estados americanos.
Com o tempo, a Transacta consolidou especialização em operações de grande porte, atendendo setores como aviação privada, venda e aluguel de iates, imóveis, viagens de alto padrão, comércio de luxo e serviços de custódia.
Além do foco corporativo, a companhia também amplia soluções para pessoas físicas, incluindo serviços de carteira, exchange licenciada, cartões e futuros.
Nesta entrevista, Tanya Tkachenko, diretora de marketing da Transacta, detalha os diferenciais da empresa, a importância das parcerias e discute estratégias de expansão, regulação e operações de alto valor.
Beincrypto: Qual é o principal diferencial competitivo da empresa no mercado atual?
Tanya Tkachenko: Nosso maior diferencial é simples: oferecemos às empresas uma solução econômica e ágil para começar a aceitar pagamentos em cripto.
Não cobramos taxas de configuração. Não há custos de integração. Também não aplicamos taxas de transação aos comerciantes. Assim, quando uma empresa emite uma fatura para um cliente, ela recebe exatamente o valor integral, sem descontos. Esse ponto é fundamental em nossa proposta de valor.
O segundo aspecto é a rapidez. Normalmente, conseguimos integrar uma empresa em um, dois ou, no máximo, três dias úteis, o que é muito rápido se comparado a vários outros fornecedores. Isso é possível porque mantemos uma equipe interna de especialistas em AML e conformidade, que orienta os negócios na preparação de documentos e agiliza cada etapa.
Essa soma de ausência de taxas, economia para os clientes e integração rápida nos torna uma escolha relevante para empresas que buscam velocidade e controle de custos.
Observamos ainda que diferentes empresas nos procuram por razões distintas. Algumas já processam cripto e buscam solução mais confiável, com melhores painéis, interface aprimorada ou suporte regulatório robusto. Outras nos procuram após enfrentarem dificuldades com outro fornecedor, muitas vezes ligadas à regulação ou conformidade. Há ainda quem esteja ingressando no universo cripto a pedido de algum cliente. O fator em comum nesses casos costuma ser a urgência. Querem iniciar o quanto antes, e é nessa agilidade que somos referência.
Outro ponto forte é a expertise em transações de alto valor. Lidamos com pagamentos que chegam a múltiplos milhões de dólares, exigindo muito mais do que uma configuração padrão. Dispomos de pools próprios de liquidez e parceiros consolidados, o que nos permite converter e liquidar grandes operações rapidamente.
Nesse patamar, as exigências de compliance também são bem maiores. Movimentar um ou dois milhões de US$ sempre gera questionamentos sobre origem dos recursos, finalidade da operação, jurisdições envolvidas e exposição a riscos. Contamos com uma equipe dedicada para ajudar empresas a lidar com esses requisitos e acelerar os processos. Nem todo provedor está equipado, operacional ou tecnicamente, para esse volume. Nós estamos.
BeInCrypto: Qual o papel das parcerias na estratégia de negócios?
Tanya Tkachenko: Parcerias são essenciais para nós e as dividimos em dois grandes grupos.
O primeiro trata da nossa relação com as empresas atendidas. Enxergamos esses clientes como parceiros, não apenas consumidores. Muitos chegam até nós sem conhecimento aprofundado sobre cripto ou blockchain e confiam a nós uma parte fundamental do seu fluxo de receita. Valorizamos muito essa confiança.
Ao mesmo tempo, essas relações possibilitam um entendimento muito maior de diferentes setores. Isso nos permite identificar os desafios que as empresas buscam resolver, como seus fluxos funcionam e o que esperam de um provedor. Portanto, não é uma relação unilateral. Trata-se de um intercâmbio que auxilia ambos os lados no crescimento.
O segundo grupo envolve parcerias estratégicas em compliance, regulação, infraestrutura e segurança. Como empresa com foco intenso em conformidade, buscamos aliados que fortaleçam nossa capacidade operacional, aprimorem padrões de segurança ou viabilizem expansão para novos mercados de forma sustentável. Participar de eventos do setor faz parte dessa busca, em busca de pessoas e empresas que contribuam para o melhor ecossistema ao nosso redor.
Um exemplo recente é a nossa parceria com a zerohash. Esse foi um marco importante para a companhia. A zerohash oferece a estrutura legal e de infraestrutura que viabiliza a atuação de empresas nos Estados Unidos, sendo amplamente reconhecida. Já apoiou lançamentos relevantes para companhias como Morgan Stanley, Stripe e Interactive Brokers.
Para nós, essa aliança tem dois significados principais. Primeiro, amplia o que podemos realizar no mercado americano. Segundo, demonstra o grau de confiança e preparação necessários para colaborar com empresas desse porte. O acordo mostra que investimos efetivamente em compliance, operações e prontidão.
BeInCrypto: Você destacou a rapidez no onboarding. Como é o suporte para o cliente após a adesão à Transacta?
Tanya Tkachenko: Toda empresa que abre conta conosco recebe um gerente dedicado, mas é importante explicar o que isso representa na prática. Não se trata de um gerente de contas convencional. É um especialista em cripto e compliance que apoia o negócio durante todo o relacionamento, não só na integração inicial.
Esse acompanhamento é vital porque a regulação evolui frequentemente e as empresas precisam de orientação sobre como as mudanças afetam os fluxos de pagamentos, exposição a riscos ou mesmo a estrutura de taxas e jurisdições. Nossos gerentes de compliance fornecem atualizações recorrentes, esclarecem dúvidas e ajudam os clientes a navegar pelo setor sem a necessidade de conhecimento aprofundado interno em cripto.
Esse suporte se destaca especialmente no atendimento a segmentos de luxo e negócios que lidam com clientes de alto patrimônio. Os clientes, nesse perfil, podem apresentar demandas muito específicas envolvendo trâmites de operações, jurisdições e requisitos regulatórios. É fundamental que esses pedidos sejam tratados cuidadosamente, já que a relação interpessoal é relevante nessas áreas.
Auxiliamos nossos clientes a responderem a essas situações com segurança. Para nós, esse acompanhamento faz parte do produto. As empresas devem contar conosco não apenas para processar pagamentos, mas também para compreender as normas de pagamentos em cripto e operar dentro delas de forma segura.
Beincrypto: Como é a abordagem em relação à compliance e regulação e como isso influencia o desenvolvimento dos produtos?
Tanya Tkachenko: A Transacta atua há oito anos e existe uma brincadeira interna de que, se não ouviram muito sobre nós, esse é justamente parte do objetivo.
O motivo é que priorizamos sempre as bases: compliance, licenciamento, infraestrutura e capacidade operacional. Optamos por não fazer anúncios públicos ousados antes de consolidar essas estruturas.
A mesma filosofia é aplicada ao desenvolvimento de produtos. Envolvemos as equipes jurídica e de compliance ainda nas discussões iniciais do nosso roteiro. Caso uma nova funcionalidade ou produto esteja em análise, buscamos primeiro compreender o cronograma regulatório relacionado. Só iniciamos o desenvolvimento após termos total convicção de que podemos atuar em determinado país, tipo de cliente ou caso de uso de forma adequada sob o ponto de vista regulatório.
Isso pode tornar nosso processo mais lento do que o de empresas que lançam rapidamente e só depois lidam com questões regulatórias. Contudo, para nós, não faz sentido investir recursos em algo que não poderíamos manter de maneira adequada do ponto de vista de compliance.
Na Europa, o ambiente regulatório está se tornando mais previsível. Possuímos licenças suíça e estoniana, e atuamos considerando o MiCA à medida que o cenário regulatório avança. Isso nos oferece regras mais claras para expansão e planejamento de produtos.
Nos Estados Unidos, a situação é muito mais complexa. Lá, lidamos com exigências federais, diferenças entre os estados, obrigações do FinCEN e padrões mais rígidos de combate à lavagem de dinheiro (AML) e identificação de clientes (KYC). Essa complexidade é um dos motivos pelos quais optamos por uma entrada via parcerias no mercado norte-americano. Levou tempo para estarmos devidamente preparados, mas não entraríamos nesse mercado nem desenvolveríamos ao redor dele sem condições adequadas.
Assim, no geral, a regulação não representa uma desaceleração negativa para nossa atuação. Ela determina como construímos nossas soluções. Buscamos garantir que cada novo mercado e cada lançamento de produto esteja sustentado em bases sólidas e sustentáveis.
Beincrypto: Como você vê a evolução do mercado nos próximos dois a três anos?
Tanya Tkachenko: A maior tendência, em nossa visão, é a adoção crescente da cripto. Mais pessoas e empresas passaram a utilizar a cripto de maneira prática, o que transforma significativamente o mercado.
Uma parte importante desse cenário é a mudança de comportamento dos usuários finais. Notamos que cada vez mais pessoas vão além do lado especulativo da cripto. Não se limitam mais a comprar e manter ativos. Buscam maneiras de utilizar a cripto no cotidiano, como qualquer outra moeda. Esse é um dos motivos para produtos como cartões de cripto ganharem espaço. À medida que os usuários se sentem mais à vontade para usar cripto em atividades financeiras do dia a dia, os provedores de pagamento tornam-se mais relevantes.
Outro fator relevante é o aumento da clareza regulatória. Novos marcos vêm facilitando o processo para que empresas conquistem confiança, expandam para outros mercados e expliquem seus modelos a clientes e parceiros. Isso também influencia as instituições. Bancos, grandes firmas do setor financeiro e outros agentes de peso vêm observando com atenção as stablecoins e sistemas baseados em blockchain, o que envia um importante sinal de confiança ao restante do mercado.
Quando as instituições se tornam mais atuantes, empresas e indivíduos passam a enxergar o mercado de maneira diferente. O aspecto especulativo perde espaço e surge uma visão mais voltada para o uso prático. Isso não necessariamente indica que veremos picos expressivos de atividade. Acredito que o mercado continuará se desenvolvendo de forma gradual, o que é positivo. Assim se constrói um mercado sólido.
As questões demográficas também têm peso. Millennials e a Geração Z já estão entre os grupos que mais consomem, além de terem familiaridade com meios de pagamento digitais. As empresas precisarão atender cada vez mais a essas demandas por métodos que esse público prefere.
Portanto, acredito que os próximos anos trarão mais uso prático, maior amadurecimento gradual e crescimento na demanda por provedores capazes de integrar a cripto às operações empresariais do cotidiano de maneira confiável.
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Queda do dólar impulsionou a prata com alta de 33%, mas um patamar agora é decisivo
O preço da prata (XAG/USD) subiu 7,2% na última semana, recuperando quase todas as perdas do mês. O metal é negociado próximo de US$ 79,50 após valorizar 33% em relação à mínima de 23 de março.
A recuperação acompanha a queda do Índice do Dólar dos EUA (DXY) e uma melhora nas expectativas de cessar-fogo. No entanto, a prata segue presa em um canal de baixa que persiste desde 29 de janeiro. Uma ruptura acima desse canal sinalizaria mudança de estrutura, de recuperação para reversão de tendência.
Dólar em queda impulsiona a alta da prata dentro de canal de baixa
O preço da prata negocia dentro de um canal de baixa no gráfico diário desde 29 de janeiro. Esse canal se consolidou conforme o DXY subia. O índice mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas importantes.
A base do canal foi testada em 23 de março, quando a prata atingiu US$ 60,86. Naquele momento, o DXY registrava pico próximo de 99,40. A correlação inversa ficou evidente: enquanto o dólar ganhava força, a prata perdia valor.
Porém, desde 8 de abril a relação se inverteu. O DXY recuou e agora está próximo de 99,20 (queda superior a 2% no comparativo mensal), enquanto a prata subiu 33% desde a mínima de março, em pouco mais de três semanas. O preço do petróleo caiu abaixo de US$ 100 após o cessar-fogo entre EUA e Irã, reduzindo expectativas inflacionárias e diminuindo a demanda por dólar. Essa fraqueza do dólar tem favorecido diretamente os metais preciosos.
Correlação inversa entre prata e DXY: TradingView
Ainda assim, a prata permanece dentro do canal de baixa. A linha superior está próxima, e é necessário ultrapassá-la para confirmar uma mudança estrutural. Se existe confiança suficiente para superar o movimento condicionado ao dólar, isso depende de dois indicadores futuros.
Modelo proprietário e dados de opções do SLV acompanham a alta
O Silver versus Solar Lag Model da BeInCrypto é um indicador proprietário que mede o descompasso entre o preço da prata e as tendências defasadas de demanda por energia solar. Atualmente, o modelo marca -0,389, ainda abaixo da linha zero.
No entanto, o sentido é relevante. O modelo atingiu mínima perto de -1,34 no mesmo período em que a prata chegou a US$ 60,86. Desde então, apresenta alta constante. Na última grande máxima do metal, o modelo indicava valor positivo, próximo de 2,0. Um cruzamento acima de zero sugeriria que a prata está acompanhando a demanda industrial subjacente. Isso ainda não ocorreu, mas há avanço nessa direção.
Modelo Silver Solar Lag: TradingView
Enquanto isso, o posicionamento nas opções do iShares Silver Trust (SLV), maior ETF lastreado em prata, confirma mudança de sentimento. Em 20 de março, a razão entre posições em aberto de put e call do SLV estava em 0,63. Esse índice compara apostas baixistas em puts com apostas altistas em calls. O índice de volume era de 0,86, mostrando um cenário equilibrado.
Porém, em 14 de abril, a razão de posições em aberto caiu para 0,59 e o índice de volume caiu para 0,45. Ambos indicam redução nas apostas de baixa. A volatilidade implícita está em 58,31%, com percentil IV em 73%. Isso mostra que a volatilidade atual é elevada em relação ao último ano. A combinação de queda nas razões put-call e IV alta costuma antecipar movimentos direcionais.
Razão Put Call SLV: Barchart
A correlação inversa com o DXY, o movimento do modelo Solar Lag e a mudança nas opções do SLV apontam para o mesmo sentido e sugerem sentimento mais positivo para a prata. Porém, o gráfico de preço da prata precisa confirmar.
Preço da prata precisa superar US$ 84 para sair do canal de baixa
O gráfico diário de preço mostra precisamente os pontos onde a prata deve responder. A linha superior do canal de baixa e um nível técnico relevante se encontram próximos de US$ 84,29, patamar 6,46% acima do atual.
Um rompimento claro de US$ 84,29 indicaria saída do canal de baixa pela primeira vez desde 29 de janeiro. Caso o DXY siga caindo e as negociações de paz prosperem, projeções abrem espaço para US$ 91,46, US$ 98,63 e até US$ 108,67. A máxima histórica de 29 de janeiro, em US$ 121,84, permanece acima desses níveis.
Por outro lado, o fracasso em superar US$ 84 manteria a prata presa no canal. Uma eventual queda abaixo de US$ 75,42, referente à retração de Fibonacci de 0,236, sinalizaria força renovada do dólar ou rompimento do cessar-fogo. Isso pode levar o preço da prata de volta para US$ 61,08.
Análise do preço da prata: TradingView
Um fechamento diário acima de US$ 84 rompe o canal e abre caminho para os US$ 91 e até mesmo US$ 108. Uma rejeição mantém a prata presa e testa se a alta de 33% foi uma recuperação ou apenas um movimento temporário.
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Analista diz que ‘grande liquidação’ do Bitcoin ainda está por vir
O analista de cripto Ivan Liljeqvist alertou que o Bitcoin (BTC) ainda não atingiu o fundo de seu ciclo e que uma expressiva venda ainda está por vir.
As declarações surgem enquanto o BTC ensaia mais uma alta após testar o patamar de US$ 76 mil nesta terça-feira, em um breve rali influenciado por mudanças no cenário geopolítico e pelo surpreendente índice PPI dos EUA.
Analista alerta que o fundo do ciclo do Bitcoin ainda não chegou
Liljeqvist afirmou que o Bitcoin ainda não passou pelo que chamou de “grande liquidação”. Segundo ele, os US$ 60 mil não representaram o piso e a tendência geral permanece de baixa.
Desempenho de preço do Bitcoin (BTC). Fonte: TradingView
“… não acredito que US$ 60 mil tenha sido o fundo. Você pode torcer por isso, claro, mas não fará diferença. A tendência continua negativa. Os poucos repiques de % são irrelevantes em uma análise mais ampla”, escreveu ele na X.
O analista também mencionou o ciclo de dividendos da STRC da Strategy como um dos fatores por trás dos recentes movimentos de preço do BTC.
A pressão compradora sobre a STRC costuma atingir o pico por volta do dia 15 de cada mês. Essa dinâmica permite que a empresa de Michael Saylor emita mais ações e levante recursos para adquirir Bitcoin.
🚨 BITCOIN REMAINS BEARISH 🚨
Resistance not broken Bear trend remains
Also the buy pressure from Saylor will decrease until mid-May$STRC ex-dividend day is today Meaning if you bought $STRC before today you get his dividend at the end of the month. So everyone was rushing to… https://t.co/6SXGxbFych pic.twitter.com/ETDltj00wn
— Ivan on Tech 🍳📈💰 Head Trader @ Bullmania (@IvanOnTech) April 15, 2026
No entanto, Liljeqvist avaliou que apenas a Strategy não tem força suficiente para elevar o BTC acima dos principais patamares de resistência. Ele descreveu o momento como “aversão ao risco desde outubro” e defendeu a preservação de capital no lugar de posições agressivas.
Demanda institucional pode limitar a queda
Apesar do cenário negativo, o avanço institucional pode evitar as acentuadas desvalorizações registradas em ciclos anteriores.
A Fidelity Digital Assets pontuou no início deste mês que o risco de queda em 2026 tem sido menos intenso do que em períodos anteriores.
A empresa atribui esse movimento ao fato de cerca de 12% do suprimento circulante do BTC estar agora sob posse de companhias listadas e ETFs.
Ciclos anteriores, marcados pela atuação do varejo, geraram perdas mais profundas. O BTC caiu 82% após o pico de 2017 e 77% depois da máxima registrada em 2021. Atualmente, a queda em torno de 40% em relação ao último recorde histórico sugere uma mudança estrutural na dinâmica dos mercados de baixa.
Mesmo assim, a dúvida central entre operadores é se o suporte criado pelo fluxo institucional permanecerá ou será superado por uma capitulação mais intensa, diante da chegada do segundo semestre de 2026.
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BloFin Research: a questão de US$ 197 bilhões, como mega IPOs transformam mercados e cripto
O ciclo de mega-IPOs que se aproxima atuará como um absorvedor transitório de liquidez em ativos de risco, antes que a reciclagem de riqueza pós-lockup produza um impulso líquido positivo de médio prazo tanto para ações quanto para cripto.
SpaceX, OpenAI e Anthropic somam uma avaliação conjunta de US$ 2,8 trilhões a US$ 3 trilhões, com a SpaceX sozinha devendo captar entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões nos próximos meses, valor que já supera todo o montante captado pelo mercado de IPOs dos EUA em 2025, que totalizou US$ 44 bilhões em uma única operação.
Os mega-IPOs funcionam como um termômetro de sentimento em final de ciclo, e não como sinal confiável de topo de mercado. Em 2026, a leitura mais precisa é a rotação de empresas de software impactadas por inteligência artificial e nomes de IA já valorizados para setores com gargalos físicos, enquanto o mercado geral se mantém estável.
O ciclo de mega-IPOs de IA gera uma pressão negativa de liquidez no curto prazo sobre o Bitcoin via compressão dos fluxos dos ETFs, mas reverte-se em impulso positivo após o fim do lockup, à medida que funcionários e insiders com apetite acima da média por Bitcoin e cripto se tornam líquidos.
US$ 197 bilhões em capital precisam vir de algum lugar
Em 2025, o mercado de IPO dos EUA gerou US$ 44 bilhões em receitas totais. Nos últimos 10 anos, a captação total via IPOs nos EUA foi de US$ 469 bilhões. A SpaceX mira atualmente uma avaliação em torno de US$ 1,75 trilhão, com previsão de captar entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões. Incluindo OpenAI e Anthropic, ambas com intenção de abrir capital neste ano, a demanda agregada de recursos chega a US$ 104 bilhões a US$ 197 bilhões. Este valor estimado já considera um percentual inicial de ações menor, de cerca de 5% a 10%, bem abaixo do padrão de 15% das ofertas públicas iniciais típicas.
Normalmente, IPOs envolvem a oferta de 15% a 25% das ações ao mercado, equilibrando liquidez para descoberta de preço e controle dos fundadores e investidores iniciais. O Facebook ofertou 15% e o Google 19%. No entanto, a demanda total por capital para SpaceX, OpenAI e Anthropic ultrapassaria US$ 400 bilhões caso adotassem o padrão de 15% de oferta, valor próximo ao total captado pelo mercado de IPOs dos EUA entre 2016 e 2025. Isso torna um float de 15% inviável. O percentual inicial de ações dessas empresas deverá ser bem menor, com 5% a 10% como patamar mais realista.
O primeiro impacto direto é a redução das ofertas menores neste ano, pois a capacidade do mercado está limitada e o ambiente é seletivo. A Kraken já adiou seu IPO até que as condições melhorem, sinal precoce do efeito de exclusão trazido pelos mega-IPOs.
O capital direcionado para mega-IPOs comprime as valorizações de ações de crescimento e menor capitalização, do Bitcoin e do setor cripto de maneira geral, já que os investidores precisam captar recursos para subscrição. Além do fluxo de capital, essas grandes ofertas capturam atenção da mídia financeira e também atividade especulativa do varejo, enfraquecendo o desempenho de ativos concorrentes pelo mesmo investidor marginal.
Mega-IPOs sinalizam topo de mercado?
Há uma interpretação comum de que grandes aberturas de capital sinalizam ponto máximo de euforia, pois empresas e fundos buscam listar quando o sentimento está elevado e as valorizações esticadas. Esse argumento faz sentido: os mercados de ações dos EUA seguem com altas avaliações mesmo após o recente ajuste decorrente da guerra no Irã.
O índice CAPE (Cyclically Adjusted Price-to-Earnings) do S&P 500 segue em patamares historicamente elevados. Este indicador oferece uma leitura mais ampla de avaliação, pois ajusta por inflação e suaviza o lucro por ação ao longo de 10 anos.
O histórico sobre mega-IPOs indicarem topo de mercado é, contudo, misto. AT&T em 2000 e Rivian em 2021 ocorreram próximos a picos genuínos, os dois exemplos mais evidentes de resposta positiva. Contudo, após Facebook e Alibaba o mercado seguiu em alta. O padrão é que mega-IPOs refletem ambiente de alta avaliação, servindo como termômetro de sentimento tardio, mas não marcam necessariamente o topo exato do mercado.
Fonte: BloFin Research (com auxílio do Claude)
A onda de mega-IPOs deste ano traz um fator adicional de complexidade: o momento do mercado é de rotação, e não de euforia. Na euforia, todos os ativos sobem juntos, múltiplos P/L se expandem em todo lugar e o apetite por risco é generalizado em ações e cripto.
O cenário atual difere. Alguns ativos registram máximas enquanto outros já estão em mercados de baixa, múltiplos se comprimem em operações congestionadas e a seleção substitui o movimento indiscriminado de compra.
Há direção nessa rotação. O capital está saindo de dois setores: ativos impactados por IA, empresas de software com alto valor de mercado onde a tecnologia comprime margens e substitui líderes, e nomes próximos de IA que acumularam grandes ganhos entre 2023 e 2025 e agora precisam apresentar resultados para justificar seus múltiplos. O fluxo vai para ativos com gargalos físicos, em que a demanda é estrutural e a oferta limitada.
O setor de energia é o principal beneficiado. O atual conflito no Irã adicionou prêmio de risco geopolítico ao petróleo. Além da energia, materiais básicos, utilidades e indústrias se beneficiam de vetores de apoio que faltaram na maior parte da última década. Geopoliticamente, os EUA buscam reconstruir sua base industrial, encorajar produção interna e redirecionar recursos para ampliar capacidade de defesa. O avanço de IA demanda insumos físicos em larga escala: cobre, aço, transformadores elétricos, infraestrutura de rede. Esses setores tiveram desempenho historicamente inferior ao da tecnologia nos últimos anos, mas as condições que causaram essa desvantagem começam a se reverter.
Fonte: Statestreet
O cenário adequado para o mercado geral, portanto, não é um topo amplo, mas sim uma mudança de regime dentro das ações. Setores impactados pela inteligência artificial continuam enfrentando dificuldades: o IGV acumula queda de 23,5% no ano. Empresas relacionadas à IA precisam absorver os ganhos de 2023 a 2025 antes de uma nova valorização. Setores expostos a entraves físicos, como energia, materiais, serviços públicos e industriais, estão nos primeiros estágios de uma reprecificação que pode durar vários anos. O mercado como um todo se mantém, mas a distribuição dos retornos muda de forma expressiva internamente.
O que isso significa para o Bitcoin?
O efeito dessas mega-IPOs sobre o Bitcoin é uma questão de liquidez.
Desde a aprovação dos ETFs à vista em janeiro de 2024, os ETFs de Bitcoin tornaram-se um canal importante para a entrada de capital institucional no ativo. Como esses fundos são negociados no mercado acionário dos EUA, utilizam o mesmo fluxo de recursos das alocações em mega-IPOs. Assim, os dados de fluxo dos ETFs são o principal indicador da pressão de liquidez sobre o Bitcoin durante o período de emissão.
Com as três empresas buscando captar até US$ 197 bilhões juntas, a liquidez disponível no mercado será reduzida de forma significativa. Nos momentos de pico das ofertas, a expectativa é que o Bitcoin opere em faixa de preço definida, sendo o saldo líquido dos ETFs o principal indicador a ser monitorado.
Reciclagem de capital pós-lockup
O impacto sobre o Bitcoin pode se inverter de forma relevante quando os períodos de lockup terminarem. Nenhuma das três empresas havia protocolado S-1 até o fim de março de 2026, portanto, os termos de lockup ainda não foram divulgados formalmente. A prática comum nos IPOs tecnológicos nos EUA é o bloqueio por 180 dias após a abertura de capital. Caso as listagens ocorram entre meados e o fim de 2026, a liquidez de funcionários e investidores de risco será liberada entre o início e metade de 2027.
Historicamente, esse capital é reinvestido em venture capital, aportes-anjo e ativos especulativos em taxas acima da média. A fatia direcionada à cripto nesse movimento tende a ser maior do que em ciclos anteriores de liquidez tecnológica. A SpaceX mantém Bitcoin em seu balanço, sinalizando confiança institucional no ativo como posição de tesouraria. O World Network, projeto de Sam Altman (antigo Worldcoin), cria outro elo com o ecossistema de cripto vinculado à OpenAI.
Aviso: As informações apresentadas aqui não constituem aconselhamento de investimento, orientação financeira, indicação de negociação ou qualquer outro tipo de recomendação e não devem ser interpretadas dessa forma. Todo o conteúdo abaixo tem caráter estritamente informativo.
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Guerra no Irã revela novo uso do Bitcoin e muda projeções de preço
Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, afirma que a valorização do Bitcoin (BTC) desde o início do conflito com o Irã não é um acaso. Segundo ele, isso reflete uma reprecificação estrutural do BTC como ouro digital e como moeda.
O argumento se baseia em um conceito que Hougan chama de “duas apostas em uma só.” Nos últimos cinco anos, o mercado avaliou o Bitcoin quase exclusivamente como reserva de valor. A decisão do Irã de cobrar pedágios em cripto em uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo indica que um segundo uso, potencialmente muito mais amplo, está em destaque.
O Bitcoin não é mais apenas ouro digital e as projeções de preço não acompanharam essa mudança
Em uma publicação feita nesta semana, Hougan destacou a força do BTC durante o conflito. O Bitcoin subiu 12,25% após os ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro.
A criptomoeda apresentou desempenho muito superior em relação ao ouro (queda de 8,69%) e ao S&P 500 (alta de apenas 1,29%), contrariando expectativas de que o BTC teria forte vendas por ser considerado um ativo de risco em cenários de instabilidade geopolítica.
“Alguns argumentam que a geopolítica é irrelevante para o Bitcoin, enquanto outros apontam que guerras, em geral, levam à emissão de moeda, o que tende a impulsionar o Bitcoin no longo prazo. Ambos estão errados. A força do Bitcoin nesse momento está diretamente ligada ao próprio conflito”, afirmou Hougan.
Desempenho do Bitcoin, Ouro e S&P 500 desde o início do conflito entre EUA e Irã. Fonte: TradingView
Hougan defende que cada investidor em Bitcoin faz duas apostas ao mesmo tempo. A primeira é a já conhecida tese do ouro digital.
“Quem investe está apostando que o Bitcoin se tornará o ‘ouro digital’ e vai rivalizar com o ouro físico em um mercado de reserva de valor avaliado em US$ 38 trilhões. Essa função atual do Bitcoin é extremamente interessante. Já destaquei anteriormente que o Bitcoin pode atingir US$ 1 milhão se conquistar só 17% desse mercado nos próximos dez anos”, acrescentou.
O segundo aspecto, no entanto, chama mais atenção. Depende da chance de que o Bitcoin “possa atuar como uma moeda tradicional.”
“Sempre enxerguei essa segunda aposta como uma opção de compra fora do dinheiro, ou seja, uma aposta especulativa em um futuro improvável,” avaliou Hougan.
Até pouco tempo, essa perspectiva parecia distante. No entanto, Hougan destaca a decisão de 2022 por Estados Unidos, Comissão Europeia, França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Canadá de excluir bancos russos selecionados do sistema SWIFT.
Como consequência, países como a China criaram sistemas financeiros alternativos, enquanto a Rússia transferiu quase todas as suas operações para essas redes.
“Na época, considerei que usar o SWIFT como arma poderia, um dia, abrir espaço para o Bitcoin: se os países passassem a relutar em operar com dólares, faria sentido optarem, em determinado momento, por uma alternativa apolítica. De fato, durante o conflito no Irã, vimos um dos primeiros e mais desconfortáveis exemplos desse processo,” explicou Hougan.
Pedágio em Bitcoin no Irã reforçou a tese monetária
O BeInCrypto revelou que o Irã planejava cobrar um pedágio de US$ 1 por barril em navios que cruzam o estreito de Ormuz, pago em Bitcoin. A ação levanta dúvidas sobre cumprimento de sanções internacionais. Contudo, de acordo com Hougan,
“Ao mesmo tempo, isso indica uma realidade que vai além do conflito atual: em um mundo onde os países usam seus sistemas financeiros como ferramentas, o Bitcoin surge como alternativa apolítica.”
Hougan analisou o potencial do BTC enquanto moeda usando a teoria de precificação de opções. Uma opção de compra fora do dinheiro ganha valor quando acontecem dois fatores: aumento na chance de alcançar o preço-alvo ou maior volatilidade no mercado relacionado.
O conflito envolvendo o Irã trouxe os dois cenários. A probabilidade de o Bitcoin funcionar como moeda aumentou com a implementação do pedágio. Além disso, a instabilidade do sistema monetário mundial aumentou.
Para Hougan, essa análise aponta duas implicações importantes para o caminho do Bitcoin. Primeiro, sugere que o ativo pode se valorizar durante períodos de tensão geopolítica, especialmente em áreas sob influência dos Estados Unidos e da China. Segundo, indica que o potencial de mercado do Bitcoin ultrapassa o valor de US$ 38 trilhões do ouro.
“Nos últimos cinco anos falamos apenas do Bitcoin como ‘reserva de valor’. Se o ativo passar a desempenhar duplo papel, como reserva (semelhante ao ouro) e moeda efetiva (como o dólar), será necessário rever as projeções para cima,” avaliou Hougan.
Assim, a narrativa de “reserva de valor” dos últimos cinco anos serviu ao Bitcoin. O novo cenário pode superá-lo ainda mais.
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Bitcoin pode congelar endereços antigos devido a risco quântico: o que é o BIP-361?
A nova proposta BIP-361 do Bitcoin busca congelar endereços vulneráveis diante de possíveis ataques quânticos no futuro. O debate está aberto: proteger a rede ou preservar sua filosofia original.
O BIP-361 “Post Quantum Migration and Legacy Signature Sunset” é uma proposta técnica que visa proteger o Bitcoin contra eventuais ataques quânticos, congelando endereços vulneráveis que possuem chaves públicas expostas.
A ideia parte de um problema concreto. Alguns endereços antigos exibem a chave pública na rede. Caso a computação quântica avance o suficiente, essas chaves podem ser decifradas.
🚨 6 desarrolladores de Bitcoin acaban de proponer un plan para proteger la red de los ordenadores cuánticos. ⚛️
La idea es eliminar poco a poco las direcciones antiguas vulnerables, incluyendo las de Satoshi.
Fase A: no se podrá enviar a direcciones antiguas. Fase B: esas… pic.twitter.com/ykCEbSHxGN
— BeInCrypto Español 🗞 (@beincrypto_es) April 15, 2026
Isso permitiria que um invasor obtivesse chaves privadas e movimentasse fundos sem autorização. Atualmente, isso não é possível, mas o risco aumenta a longo prazo.
Estima-se que quase 7 milhões de BTC possam estar em endereços com esse tipo de exposição. Isso torna o tema estruturante.
Impacto potencial da BIP-361 e por que a computação quântica preocupa desenvolvedores do Bitcoin
O Bitcoin utiliza criptografia avançada para assegurar as transações. Porém, essa segurança depende dos limites computacionais atuais. Computadores quânticos podem modificar esse cenário. A capacidade dessas máquinas para resolver cálculos complexos poderia quebrar sistemas criptográficos hoje utilizados.
Embora a tecnologia ainda não tenha alcançado esse estágio, desenvolvedores consideram prudente antecipar soluções. A proposta pretende agir antes que exista uma ameaça real.
A meta não é reagir a um ataque, mas prevenir que ele aconteça. Isso representa uma diferença importante em relação a crises anteriores do setor. O plano é dividido em várias fases:
Primeiro, novas transações para endereços vulneráveis seriam restringidas. Isso incentivaria a migração de fundos por parte dos usuários.
Na sequência, seria restringido o uso de métodos antigos de assinatura. Assim, impediria gastos futuros de endereços inseguros.
Por fim, considera-se a possibilidade de recuperação dos ativos por meio de novas soluções criptográficas, como provas avançadas que validam a propriedade sem expor informações.
“… [BIP-361] sugere o congelamento de endereços antigos do Bitcoin considerados vulneráveis a ataques quânticos — principalmente endereços P2PK com chaves públicas já expostas — para impedir que futuros computadores quânticos derivem as chaves privadas a partir das informações públicas e roubem fundos”, afirmou Wu Blockchain.
🚨SATOSHI COINS COULD BE FROZEN
Bitcoin developers have proposed BIP-361, which suggests freezing early Bitcoin addresses considered to have quantum vulnerabilities.
This will prevent future quantum computers from deriving private keys and stealing funds of the likes of Satoshi… pic.twitter.com/oDLor6HkqB
— Max Crypto (@MaxCrypto) April 15, 2026
Essa abordagem oferece tempo para adaptação dos usuários, além de estabelecer um marco claro para a transição rumo à maior segurança.
A proposta gerou debate na comunidade. Para alguns, o congelamento de endereços contraria o princípio de controle absoluto pelo usuário. Outros avaliam que a inação pode ser ainda mais prejudicial. Um ataque bem-sucedido afetaria a confiança em toda a rede.
“… Essa proposta quântica é bastante autoritária e confiscatória, claro, é do Lopp. Não há justificativa adequada para forçar a atualização e invalidar gastos antigos. A atualização deveria ser 100% voluntária”, criticou Cato The Elder.
O dilema é explícito. Vale mais limitar certos fundos para preservar o sistema ou manter liberdade total, apesar do risco maior? Por ora, o BIP-361 segue em discussão, sem aprovação ou implementação.
BIP-361 freezing quantum-vulnerable addresses is the right call.
old P2PK coins sitting there with exposed keys? quantum computers will eat them alive one day. better to lock the weak spots now than cry later when sats vanish.
O Bitcoin enfrenta um novo desafio diante da possível chegada da computação quântica e suas implicações para a segurança dos endereços antigos.
A proposta BIP-361 busca prevenir ataques ao congelar endereços vulneráveis antes que avanços tecnológicos permitam explorar fragilidades criptográficas existentes.
Mais de 34% do fornecimento pode estar exposto, tornando o problema estrutural para o futuro do sistema.
O plano possui fases que incentivam a migração de recursos para endereços mais seguros no ecossistema.
O debate gira em torno do equilíbrio entre segurança e princípios fundamentais, especialmente o controle absoluto do usuário, uma das marcas do Bitcoin desde sua origem.
O artigo Bitcoin pode congelar endereços antigos devido a risco quântico: o que é o BIP-361? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Da NASA à cripto: a trajetória inesperada de Benjamin Cowen
Benjamin Cowen passou anos dizendo o que poucos querem ouvir. Sem sensacionalismo, parcerias pagas ou promessas de encontrar a próxima altcoin que valorizará 100 vezes. Em um setor onde opiniões são comercializadas, ele construiu uma das vozes mais confiáveis da cripto com base em uma verdade simples e desconfortável:
“É difícil encontrar pessoas nesse setor cujas opiniões não são compradas. Muitas vezes, as opiniões realmente foram pagas.”
A diferença da afirmação de Cowen está em sua origem, e na bagagem que trouxe até aqui.
O laboratório que formou Benjamin Cowen
Antes de ser conhecido por centenas de milhares de inscritos em seu canal, Benjamin Cowen estava mergulhado em um laboratório universitário, estudando danos por radiação utilizando dinâmica molecular e microscopia eletrônica de transmissão.
Entre 2013 e 2018, seu cotidiano era pautado por artigos revisados por pares, supervisores rigorosos e um compromisso intelectual que não admitia atalhos. Ao defender sua tese, já contabilizava cerca de dez a onze publicações científicas.
Segundo ele, essa base foi fundamental.
“Não acho que eu tivesse uma ética de trabalho tão forte antes do doutorado. Mas quando entrei no doutorado, precisei me dedicar muito mais. Se está realizando um experimento, não importa se já trabalhou quarenta horas naquela semana. É preciso continuar e lidar com a situação.”
O período de pós-graduação mudou sua mentalidade. O laboratório não fecha porque você já cumpriu quarenta horas: é preciso comparecer da mesma forma. Essa lição permaneceu.
Choque cultural: da academia para a cripto
Ao criar seu canal no YouTube, IntoTheCryptoverse, Cowen percebeu que a transição da academia para a cripto foi natural em certo sentido — mas também bastante desafiadora em outro. A disciplina de trabalho se encaixou perfeitamente. Já a cultura, não.
“No meu mundo, não se fala com as pessoas daquela forma. Na academia, todos agem com respeito e profissionalismo. Ninguém responde no X às 3h da manhã com insultos pesados.”
Durante um tempo, isso o afetou. Um comentário negativo podia ofuscar dez positivos e permanecer ao longo do dia. Apesar disso, seguiu produzindo. Cinco, seis, às vezes até oito ou nove vídeos por semana. Manteve a regularidade aprendida no doutorado, adaptando-se ao ritmo acelerado da plataforma.
O ponto de virada foi gradual. Ele percebeu que, no ambiente cripto, o indivíduo é visto como otimista ou pessimista. Não existe um meio-termo capaz de agradar a todos.
“De fato, não importa o que eu diga, sempre haverá um grupo de pessoas que simplesmente não aceita minhas opiniões.”
Depois de aceitar isso, os comentários negativos perderam importância. Atualmente, dois ou três anos após mudar sua abordagem, Benjamin Cowen quase não se abala com críticas.
Um princípio permaneceu constante
Durante todo o processo, o que o manteve centrado não foi o canal, nem as análises ou o portfólio. Foi algo mais básico.
“A maior forma de riqueza é a família, na minha visão. Eu abriria mão de todo o Bitcoin que já tive pela minha família.”
Em um mercado que frequentemente incentiva avaliar o valor pessoal pelo patrimônio, essa clareza é mais rara do que se imagina. Isso também revela por que sua audiência continua fiel, não pelos palpites ou previsões, mas pela perspectiva de alguém que nunca confundiu o mercado com aquilo que realmente importa.
Benjamin Cowen não ingressou na cripto em busca de enriquecimento rápido. Chegou com o raciocínio científico, disciplina acadêmica e integridade para afirmar o que os dados mostram, mesmo quando o público prefere não ouvir.
Em um setor que recompensa o entusiasmo exagerado, esse acabou sendo seu maior diferencial.
O artigo Da NASA à cripto: a trajetória inesperada de Benjamin Cowen foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitcoin em US$ 76 mil chama atenção de fundo nos EUA para lucrar com a alta
O preço do Bitcoin chegou brevemente a US$ 76.100 em 14 de abril, mas recuou após forte pressão vendedora. A rejeição ocorreu no mesmo dia em que o Goldman Sachs entrou com pedido para lançar um Bitcoin Premium Income ETF.
O novo fundo utiliza uma estratégia de covered call, que gera lucro quando o BTC oscila lateralmente ou registra alta modesta. Dessa forma, a resistência dos US$ 76 mil se torna mais do que um obstáculo técnico, pois é nesse patamar que o novo produto de Wall Street tem potencial para se destacar.
Liquidações de posições vendidas impulsionam alta, mas open interest desaba
O preço do Bitcoin avançou cerca de 4,4% nos últimos sete dias, porém a maior parte desse movimento ocorreu nas sessões mais recentes. Derivativos, e não demanda no mercado à vista, foram os principais responsáveis pela alta.
Em 14 de abril, o open interest atingiu o pico de US$ 28,55 bilhões, com a taxa de financiamento do BTC negativa em 0,013%. Esse valor negativo indica que investidores com posições vendidas estavam pagando para mantê-las. Com o avanço do BTC, esses shorts possivelmente foram liquidados, o que impulsionou ainda mais o repique.
No entanto, o cenário mudou rapidamente. O open interest caiu para US$ 8,42 bilhões, retração próxima de 70%. O financiamento recuou ainda mais para 0,048% negativo. Ao mesmo tempo, novas posições vendidas são abertas mesmo com o preço mantendo-se próximo das máximas locais.
Open interest em derivativos: Santiment
O pavio superior no candle diário de 14 de abril confirma que vendedores atuaram de forma intensa próximo dos US$ 76.100. A alta foi resultado dos derivativos, cuja força já se dissipou. A nova pressão poderá vir tanto de novas compras quanto de um novo short squeeze, dependendo das resistências acima. Além disso, o recente impulso seguido pela retração parece ter completado um padrão de xícara com alça no gráfico diário do Bitcoin.
Padrão otimista do BTC: TradingView
A linha do pescoço parece ser horizontal, próxima de US$ 76.132, enquanto o nível de invalidação está em US$ 64.900. O recuo atual pode estar formando a alça do padrão. Entretanto, uma importante zona on-chain chama a atenção.
Uma barreira on-chain coincide com o novo ETF do Goldman
A rejeição perto dos US$ 76 mil segue o padrão de resistência on-chain. Dados da CryptoQuant sobre o preço realizado por faixas etárias dos UTXOs, que acompanham o valor médio das compras de Bitcoin agrupadas pelo tempo de posse, mostram que o grupo de 1 a 3 meses está em US$ 76.662. Trata-se dos compradores mais ativos recentemente e, para o BTC avançar, será preciso superar o custo desse grupo.
Faixas etárias do preço realizado do BTC UTXO: CryptoQuant
No mesmo dia, 14 de abril, o Goldman Sachs protocolou junto à SEC o pedido para lançar o Bitcoin Premium Income ETF. O fundo vende opções de compra sobre as posições em ETFs de Bitcoin à vista, arrecadando prêmios em troca de limitar ganhos futuros. O analista Eric Balchunas, da Bloomberg, destacou que o pedido utiliza a estrutura ’40 Act’, com uma subsidiária nas Ilhas Cayman responsável por contornar restrições à posse de commodities.
Interesting side note: this is a '40 Act filing so it has to use a Cayman Subsidiary to get around regulatory limitations re holding commodities. BlackRock meanwhile has a '33 Act product that is similar. Goldman may sense opp to leap frog them and/or is prob hearing from their… pic.twitter.com/KOoCK5sT6U
— Eric Balchunas (@EricBalchunas) April 14, 2026
O produto tende a se sobressair quando o BTC oscila lateralmente ou cai de forma moderada.
O momento do lançamento é importante. Se a barreira on-chain dos US$ 76.662 se sustentar e o BTC ficar abaixo dela, produtos como o ETF do Goldman ganham mais relevância. Apesar do padrão otimista no gráfico, esses fundos lucram justamente com o comportamento lateral observado atualmente. Para superar esse patamar, é fundamental que o open interest do Bitcoin volte a crescer junto à demanda compradora.
Níveis de preço do Bitcoin determinam próximos movimentos
Como mencionado, a linha do pescoço do padrão de continuação otimista permanece praticamente horizontal em US$ 76.132. A consolidação iniciada em 14 de abril pode originar a alça. Enquanto o BTC permanecer acima de US$ 70.559, o padrão segue válido. O alvo projetado é uma movimentação de 17,31%.
Porém, apenas a linha do pescoço não basta. A barreira dos UTXOs em US$ 76.662, o nível 0,618 de Fibonacci em US$ 76.039 e o topo do recuo em US$ 76.132 estão concentrados na mesma região. Um fechamento diário acima de US$ 76.665 eliminaria essa resistência. Os próximos alvos seriam US$ 77.530, US$ 79.429, US$ 84.914 e a movimentação projetada próxima de US$ 89.272.
Por outro lado, o cenário dos derivativos adiciona complexidade. Para uma alta sustentável, é necessário que o open interest suba juntamente com o preço. Sem isso, o financiamento negativo e o aumento das posições vendidas podem gerar um novo short squeeze, porém este tende a ser limitado.
O suporte do Bitcoin está em US$ 73.944, no nível 0,382 de Fibonacci. Uma perda desse patamar exporia US$ 70.554, o que poderia enfraquecer o padrão. Contudo, apenas um fechamento abaixo de US$ 64.900 invalidaria totalmente o padrão de xícara com alça.
Análise de preço do Bitcoin: TradingView
Um fechamento diário acima de US$ 76.665 ativa o alvo em US$ 89.272. Caso feche abaixo de US$ 73.944, o momento volta para os vendidos. Esse cenário está de acordo com a lógica do novo ETF da Goldman.
O artigo Bitcoin em US$ 76 mil chama atenção de fundo nos EUA para lucrar com a alta foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
O XRP está sendo negociado a US$ 1,36, passando por um dos períodos de consolidação mais restritos desde o pico de janeiro, quando alcançou US$ 2,42. A estrutura de mercado mais ampla permanece baixista no cenário macro, porém indicadores técnicos de curto prazo demonstram um diagnóstico mais detalhado.
Com o volume recuando tanto no curto quanto no longo prazo e a atividade de grandes investidores atingindo as menores marcas em vários meses, o mercado se prepara para um movimento decisivo. A direção desse movimento pode definir o caminho do XRP nas próximas semanas.
Gráfico diário do XRP: compressão abaixo de uma barreira de alto volume
No gráfico diário, o XRP não consegue recuperar o nível de 0,236 de Fibonacci em US$ 1,4244, traçado do ponto mais alto em 6 de janeiro, de US$ 2,42, até a mínima de 6 de fevereiro, em US$ 1,12.
Um agrupamento denso de resistência identificado pelo VRVP (barras amarelas e azuis) está entre US$ 1,55 e US$ 1,60, coincidindo com a caixa de resistência vermelha. Esse ponto representa o maior volume negociado desde a queda de fevereiro. Enquanto essa região não for superada, todo movimento de alta permanece como um possível bull trap.
Gráfico diário XRP/USDT / Fonte: Tradingview
O RSI diário oscila em torno de 40 a 45, abaixo do patamar neutro de 50, evidenciando a persistência da pressão vendedora.
O volume apresenta queda consistente (linha preta) desde fevereiro. A linha de tendência descendente reforça o desinteresse geral no nível atual, um indicativo clássico de que a volatilidade pode voltar a crescer.
Gráfico de 4 horas do XRP: canal segue, mas linha central rejeitada
No intervalo de 4 horas, o XRP opera dentro de um canal paralelo ascendente desde o início de abril, sugerindo uma estrutura positiva de curto prazo.
No entanto, o preço foi rejeitado na linha central do canal, entre US$ 1,36 e US$ 1,37. Essa região passa a representar uma caixa de resistência relevante. Para manter a narrativa de alta, é preciso uma reconquista desse patamar com volume acima da média.
Gráfico de 4 horas XRP/USDT / Fonte: Tradingview
O RSI de 4 horas está em aproximadamente 55, acima da neutralidade, porém em trajetória de queda, sinalizando perda de força.
Uma manutenção acima de US$ 1,36 acompanhada de volume crescente pode impulsionar um teste do limite superior do canal, próximo a US$ 1,42 a US$ 1,44, região que coincide com o nível de Fibonacci de 0,236.
Se o suporte for perdido, abre-se espaço para uma nova busca pela zona verde, entre US$ 1,28 e US$ 1,30, onde também se encontra a base do canal.
On-chain: baleias recuam
O indicador de transações de baleias da Santiment (valores acima de US$ 100 mil) traz informações úteis quando comparado ao preço. No pico registrado em janeiro, a atividade desses grandes investidores estava em alta, sinalizando posteriormente distribuição de ativos.
O maior pico do gráfico ocorreu com a queda de 5 para 6 de fevereiro, quando o preço atingiu US$ 1,12, evidenciando uma mistura de vendas guiadas pelo pânico e acumulação oportunista no fundo macro.
Contagem de transações de baleias XRP (valores acima de US$ 100 mil) / Fonte: Santiment
Desde então, o número de transações de grandes investidores diminuiu de forma acentuada, com abril registrando alguns dos níveis mais baixos desde dezembro.
Esse silêncio na blockchain, aliado ao achatamento no volume diário, aponta para um momento de compressão antes de um eventual rompimento.
Caso os grandes investidores voltem a atuar em uma alta ou caso ocorra um rompimento abaixo de US$ 1,28, será esse o sinal de confirmação mais relevante para monitoramento.
Previsão de preço do XRP: dois cenários possíveis
Cenário positivo: Um fechamento confirmado em 4 horas acima de US$ 1,37 com aumento de volume indicaria retomada da linha central do canal.
A partir desse ponto, o XRP teria como próximo alvo o nível de Fibonacci de 0,236 em US$ 1,42. Depois, há a resistência de alto volume entre US$ 1,55 e US$ 1,60. O caso mais otimista projeta alvo na faixa da golden pocket em US$ 1,92 (0,618 de Fibonacci), cenário somente confirmado com rompimento limpo acima de US$ 1,60 em forte volume.
A invalidade deste cenário ocorre com fechamento diário abaixo de US$ 1,28.
Cenário negativo: Se o XRP não sustentar os US$ 1,36 nas 4 horas e o volume continuar caindo, a rejeição da linha central será confirmada e a zona de suporte entre US$ 1,28 e US$ 1,30 passa a ser ameaçada.
Caso haja rompimento abaixo de US$ 1,28, principalmente com aumento de transações de baleias, o canal altista seria invalidado, deixando o XRP exposto a uma nova visita ao suporte macro de US$ 1,12.
A invalidade do cenário negativo acontece se houver fechamento diário confirmado acima de US$ 1,44.
O artigo Análise XRP: preço em US$ 1,36 indica nova alta? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Kraken confirma registro confidencial para IPO mesmo com queda na avaliação
O co-CEO da Kraken, Arjun Sethi, confirmou nesta terça feira que a exchange de criptomoedas enviou um pedido confidencial de oferta pública inicial à SEC.
Sethi revelou a informação durante a cúpula Semafor World Economy em Washington, D.C. O pedido inicial havia sido apresentado em torno de novembro de 2025, logo após a Kraken captar US$ 800 milhões a uma avaliação de US$ 20 bilhões.
Avaliação recua enquanto planos de IPO permanecem
Uma rodada de investimentos realizada em abril de 2026 avaliou a Kraken em US$ 13,3 bilhões, registrando queda de cerca de 33% em relação ao pico do fim de 2025. A operação contou com a compra secundária de ações no valor de US$ 200 milhões pelo Deutsche Börse Group, operador da Bolsa de Valores de Frankfurt.
O acordo dará ao Deutsche Börse participação de aproximadamente 1,5% totalmente diluída e deve ser concluído no segundo trimestre de 2026. A iniciativa amplia a parceria estratégica anunciada em dezembro de 2025, que tem foco em aproximar finanças tradicionais e cripto por meio de negociação, custódia e ativos tokenizados.
A Kraken havia anteriormente adiado seus planos de abertura de capital em março de 2026 devido às condições desafiadoras do mercado. As declarações de Sethi indicam que o pedido confidencial segue válido enquanto a empresa aguarda um momento mais atrativo.
Sethi detalha missão voltada ao trader de varejo
Durante o evento, Sethi destacou o objetivo mais amplo da Kraken: tornar ferramentas de nível institucional acessíveis também ao público em geral.
“… O que eles querem, no fim do dia, é o que Citadel e Jane Street possuem, ou o que o JPMorgan oferece, e querem isso disponível para eles. Essa é a nossa missão: como tornar todos esses produtos acessíveis?”, relatou o Semafor, citando Arjun Sethi, co-CEO da Kraken.
A exchange já realizou diversas iniciativas apoiando essa visão, como a aquisição da NinjaTrader por US$ 1,5 bilhão e o acesso direto à conta master do Federal Reserve obtido neste ano.
Essas ações posicionam a Kraken ao lado de outras empresas de cripto que buscam abertura de capital em 2026.
A decisão sobre avançar com o IPO pode depender da velocidade de recuperação do sentimento do mercado nos próximos meses.
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Ações tokenizadas da Anthropic na Jupiter indicam avaliação de US$ 850 bilhões
Cotas tokenizadas pré-IPO da Anthropic negociadas na Jupiter agora indicam uma capitalização de mercado de US$ 851 bilhões, mais que o dobro da última avaliação oficial da empresa em captação de recursos.
Os tokens sintéticos, lançados por meio do PreStocks no agregador de DEX baseado na Solana, subiram de aproximadamente US$ 122 por ação em outubro de 2025 para cerca de US$ 900 em 14 de abril de 2026.
Mercados secundários avaliam a Anthropic muito acima da última rodada de captação
A Anthropic concluiu uma rodada Série G de US$ 30 bilhões em fevereiro de 2026, atingindo uma avaliação pós-money de US$ 380 bilhões. A diferença entre esse valor e os US$ 851 bilhões projetados na Jupiter reflete uma postura agressiva de investidores antes de um possível IPO.
We’ve raised $30B in funding at a $380B post-money valuation.
This investment will help us deepen our research, continue to innovate in products, and ensure we have the resources to power our infrastructure expansion as we make Claude available everywhere our customers are.
— Anthropic (@AnthropicAI) February 12, 2026
Plataformas secundárias tradicionais acompanham essa tendência. As ações na Hiive, um dos principais mercados pré-IPO, foram negociadas acima de US$ 849 em 14 de abril, acompanhando de perto o preço on-chain.
Ação da Anthropic no mercado pré-IPO. Fonte: Hive
Os tokens do PreStocks são instrumentos estruturados, lastreados 1:1 por exposição via SPV a ações reais da Anthropic.
The IPO market is about to make history:
Anthropic's pre-IPO stock, one of the most anticipated IPOs of all time, now has an implied market cap of $851 billion on Jupiter.
In October 2025, the value of a share of Anthropic's pre-IPO stock on Jupiter was as low as ~$122.
Just 7… pic.twitter.com/3f36wxQOcf
— The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) April 14, 2026
Investidores têm exposição ao preço, mas não recebem direito a voto, dividendos ou participação legal na empresa, assim como a Bitget faz com ações da SpaceX antes do IPO.
Onda de IPOs de IA se aproxima dos mercados públicos
A Anthropic estaria negociando uma listagem no quarto trimestre de 2026, com possibilidade de captar mais de US$ 60 bilhões. Goldman Sachs e JPMorgan Chase estão entre os bancos que disputam papéis de coordenadores.
A Anthropic não é a única gigante de IA que se aproxima da bolsa. A SpaceX protocolou registro confidencial junto à SEC no início de abril, buscando avaliação superior a US$ 1,7 trilhão. A OpenAI também prepara listagem, estimando valor de cerca de US$ 1 trilhão.
Juntas, essas três ofertas podem somar mais de US$ 3 trilhões em capitalização de mercado, volume que supera o total captado em IPOs nos Estados Unidos na última década.
Now what's doing well enough to buy given that there may be a truce? Anthropic? SpaceX, OpenAI?
— Jim Cramer (@jimcramer) April 6, 2026
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XRP chega a 44 milhões de usuários no Japão e levanta dúvidas sobre alta do preço
A Rakuten Wallet vai adicionar o XRP para negociação à vista em 15 de abril, conectando o token ao maior ecossistema de fidelidade e pagamentos do Japão.
A divisão de cripto do Rakuten Group anunciou a listagem juntamente com outros quatro ativos: Stellar (XLM), Dogecoin (DOGE), Shiba Inu (SHIB) e Toncoin (TON).
XRP entra no ecossistema de consumidores da Rakuten
O anúncio da Rakuten Wallet confirmou que os cinco novos tokens terão suporte para troca com os Pontos Rakuten. O principal programa de fidelidade do Japão já emitiu mais de 3 trilhões de pontos, avaliados em cerca de US$ 23 bilhões.
A integração permite que usuários convertam pontos diretamente em XRP sem a necessidade de depósito em moeda fiduciária. A partir disso, o investidor pode carregar o valor em XRP no Rakuten Cash e usar o saldo via Rakuten Pay em mais de 5 milhões de estabelecimentos no Japão.
O Rakuten Pay atende aproximadamente 44 milhões de usuários, tornando esta uma das maiores portas de entrada para varejo cripto em uma economia regulada.
Para marcar a listagem do XRP, a Rakuten Wallet lançou uma campanha promocional que oferece até ¥100 mil (US$ 630) em recompensas em XRP para compras qualificadas até 15 de maio.
Preço do XRP encontra resistência técnica
Apesar do catalisador de alta, o preço do XRP opera próximo dos US$ 1,37, limitado por um triângulo descendente que define sua tendência desde fevereiro.
Um triângulo descendente é um padrão de gráfico de baixa utilizado na análise técnica para indicar uma possível continuidade da tendência de queda.
O token enfrenta resistência imediata na faixa dos US$ 1,40 e precisa retornar ao patamar de US$ 1,45 para indicar um sinal relevante de recuperação.
Um fechamento de vela decisivo acima de US$ 1,43 no gráfico diário confirmaria a quebra da tendência de baixa, indicando que o padrão deixou de influenciar o preço do XRP. Esse rompimento acima da linha superior do triângulo pode alterar a perspectiva de curto prazo.
Desempenho do Preço do XRP. Fonte: TradingView
O suporte está próximo de US$ 1,29. Uma queda abaixo desse nível pode aumentar a pressão vendedora. Operadores interessados em posições vendidas para o preço do Ripple devem aguardar o fechamento diário abaixo de US$ 1,31.
Se a integração da Rakuten vai resultar em aumento da demanda por compras dependerá do ritmo de adoção dos usuários nas semanas seguintes à estreia em 15 de abril.
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CoW Swap alerta usuários para evitarem frontend após Blockaid identificar atividade maliciosa
A CoW Swap alertou usuários para evitarem o acesso à sua interface em swap.cow.fi após a empresa de segurança Web3 Blockaid detectar atividade maliciosa no domínio cow.fi.
A equipe está conduzindo uma investigação ativa sobre o caso, que pode envolver um comprometimento capaz de enganar usuários para assinarem transações prejudiciais, projetadas para esvaziar suas carteiras.
O que aconteceu com a interface da CoW Swap
A Blockaid, responsável pela análise de transações para grandes carteiras digitais e plataformas DeFi, sinalizou o domínio cow.fi após seu mecanismo de análise identificar comportamentos suspeitos.
🚨 Community Alert:
Blockaid's system has identified a front-end attack on @CoWSwap.
The site cow[.]fi has been flagged as malicious.
If your wallet is connected, revoke approvals and avoid any interactions with the dApp immediately. pic.twitter.com/xGGmY53RMR
— Blockaid (@blockaid_) April 14, 2026
A CoW Swap confirmou o alerta logo em seguida, orientando investidores a não realizar qualquer interação com o site enquanto a apuração segue em andamento.
“Estamos enfrentando um problema na interface da CoW Swap (https://swap.cow.fi). Enquanto investigamos, por favor, NÃO utilize a CoW Swap”, escreveram em comunicado publicado no X.
O token da CoW Protocol (COW), negociado em torno de US$ 0,22, com valor de mercado próximo de US$ 120 milhões, ainda não registrou uma saída expressiva em resposta ao incidente.
Desempenho de preço do CoW Protocol (COW). Fonte: Coingecko
No entanto, permanecem elevados os riscos para aqueles que utilizarem a interface comprometida.
Esses ataques não atingem diretamente os smart contracts. O alvo é a apresentação visual da plataforma, podendo inserir solicitações de transações maliciosas que aparentam ser legítimas para o usuário.
Quem autoriza tais operações pode, sem perceber, conceder aos criminosos acesso aos seus fundos.
Como os usuários devem se proteger
A CoW Swap recomendou que todos desconectem as carteiras da plataforma e revisem transferências recentes para identificar possíveis autorizações não reconhecidas.
Revogar permissões de tokens usando ferramentas como Revoke.cash ou o verificador de aprovações do Etherscan é uma medida inicial fundamental.
Esta não é a primeira vez que a CoW Swap enfrenta desafios de segurança. Em 2023, um explorador retirou mais de US$ 180 mil do contrato de liquidação do protocolo, porém, naquela ocasião, os ativos dos usuários não foram afetados diretamente.
Comprometimentos de interface tornaram-se um vetor de ataque cada vez mais comum no universo DeFi. O ataque à Bybit em 2025, que explorou a infraestrutura do frontend da Safe Wallet, causou perdas de US$ 1,5 bilhão e evidenciou que até interfaces confiáveis podem servir de porta de entrada para criminosos.
Usuários devem aguardar um comunicado oficial da equipe da CoW Swap antes de reconectar suas carteiras ou retomar operações na plataforma.
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Bitcoin ultrapassa US$ 76 mil após surpresa no índice dos EUA
O Bitcoin (BTC) ultrapassou US$ 76 mil em 14 de abril após o Bureau of Labor Statistics divulgar que os preços ao produtor de março ficaram bem abaixo das estimativas de Wall Street.
O dado representou uma forte reversão depois de meses de inflação no atacado acima do esperado, impulsionando ativos de risco e levando o BTC além de um importante patamar institucional.
Março: PPI abaixo das previsões em todas as métricas
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) para demanda final subiu 0,5% em março, ficando bem abaixo da previsão consensual de 1,1%. O PPI núcleo, que exclui alimentos e energia, teve alta de apenas 0,1% ante estimativa de 0,4%.
PPI 0.5% MoM, Exp. 1.1% PPI Core 0.1% MoM, Exp 0.4%
PPI 4.0% YoY, Exp. 4.6% PPI Core 3.8% YoY, Exp. 4.1%
— zerohedge (@zerohedge) April 14, 2026
Na comparação anual, o PPI geral marcou 4,0% ante projeção de 4,6%. O núcleo registrou 3,8%, também inferior à previsão de 4,1%, segundo projeção.
O resultado surpreendente veio após leituras elevadas em janeiro e fevereiro, que alimentaram preocupações de estagflação nos mercados macro e de cripto.
O setor de energia liderou o crescimento de preços. Os valores para energia de demanda final avançaram 8,5%, com a gasolina subindo 15,7%. Já os preços de alimentos caíram 0,3% e os bens, excluindo alimentos e energia, subiram apenas 0,2%.
Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: TradingView
O Bitcoin superou o patamar de US$ 75 mil e alcançou máxima intradiária de US$ 76.038. No momento desta reportagem, o BTC era negociado a US$ 75.335, com alta de quase 5% nas últimas 24 horas.
Investimento em BTC da Strategy se torna lucrativo
O movimento de valorização foi relevante além do mercado à vista. O avanço do BTC para US$ 76.038 superou o preço médio de compra da Strategy, próximo de US$ 75.580 por unidade, tornando toda a posição da empresa lucrativa pela primeira vez desde o fim de março.
Reservas de Bitcoin da MicroStrategy. Fonte: Strategy
A Strategy detém cerca de 780.897 BTC, sendo a maior investidora corporativa de Bitcoin do mundo. As ações da companhia (MSTR) subiram 6,97% no pregão para US$ 141,58, enquanto a reserva em Bitcoin agora possui valor de mercado superior a US$ 58,9 bilhões.
A empresa seguiu comprando mesmo durante a volatilidade de abril, adicionando 4.871 BTC entre os dias 1º e 5 de abril, a preço médio de US$ 67.718 por unidade.
Essa estratégia de compras nas quedas reduziu o custo médio de aquisição e contribuiu para um retorno mais rápido à lucratividade da carteira.
Agora, operadores acompanham o relatório de vendas do varejo, previsto para quarta-feira, e os próximos comentários do Federal Reserve, buscando sinais sobre a potencial continuidade da inflação mais baixa ao consumidor e eventuais cortes na taxa de juros.
Se o CPI de março seguir a queda do PPI, a expectativa por uma mudança de postura do Fed no meio do ano poderá ganhar força.
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Por que o mercado de criptomoedas está em alta hoje 14/04/2026?
A capitalização total do mercado de criptomoedas aumentou US$ 115 bilhões nas últimas 24 horas, subindo 4,83%, com o Bitcoin (BTC) registrando alta de quase 6% e o RaveDAO (RAVE) disparando mais de 70%.
A alta generalizada ocorre em um momento em que as esperanças de uma redução da tensão entre EUA e Irã alimentam o apetite por risco nos mercados de criptomoedas. Enquanto isso, uma enorme pressão de venda a descoberto liquidou mais de US$ 236 milhões em posições vendidas, segundo dados da Coinglass.
Notícias de hoje:
A alta de 5,7% do Bitcoin, rumo a US$ 75 mil, desencadeou liquidações de criptomoedas no valor de US$ 541 milhões , com os vendedores a descoberto absorvendo US$ 440 milhões em perdas, enquanto a Strategy anunciou uma compra de US$ 1 bilhão em BTC.
Em uma entrevista exclusiva para o BeInCrypto , Errol Musk declarou que as criptomoedas são “o futuro das finanças”, revelando que seus filhos, Elon e Kimbal, possuem 23.400 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 1,6 bilhão.
A chefe de produto da X, Nikita Bier, insinuou que a plataforma pode lançar algo para “resolver” o ano difícil das criptomoedas, alimentando especulações sobre novos recursos de negociação e pagamento.
A capitalização total do mercado de criptomoedas testa a média móvel simples (SMA) crítica de 100 dias
A capitalização total do mercado de criptomoedas (TOTAL) adicionou US$ 115 bilhões nas últimas 24 horas, saindo de um patamar abaixo do nível de Fibonacci de 0,618 para um patamar acima dele. Na segunda-feira, o TOTAL fechou acima do nível de Fibonacci de 0,618, em US$ 2,45 trilhões, um nível que agora serve como suporte imediato.
No entanto, a resistência imediata encontra-se na média móvel simples (SMA) de 100 dias, em US$ 2,54 trilhões. Esse nível tem um peso significativo, pois a TOTAL não fecha acima da SMA de 100 dias desde outubro de 2025. Um fechamento diário acima desse nível poderia marcar o fim de uma tendência de baixa que já dura meses .
Se os compradores conseguirem recuperar a média móvel simples de 100 dias, a próxima meta passa a ser o nível de Fibonacci de 0,5, em US$ 2,6 trilhões.
Análise de preço TOTAL. Fonte: TradingView
No entanto, se o TOTAL não conseguir se manter acima do nível de 0,618, em US$ 2,45 trilhões, isso sugeriria que a tentativa de recuperação estagnou.
O preço do BTC enfrenta seu teste mais importante desde outubro de 2025
O Bitcoin valorizou-se em quase 6% nas últimas 24 horas. Essa alta desencadeou um short squeeze, com mais de US$ 236 milhões em posições vendidas liquidadas, segundo dados da Coinglass.
Agora, os compradores estão testando a média móvel simples de 100 dias em US$ 75.164. Assim como o TOTAL, o BTC não fecha acima da média móvel simples de 100 dias desde outubro de 2025. Isso torna o nível atual um dos testes técnicos mais importantes do ano.
Se o BTC fechar acima da média móvel simples de 100 dias, isso poderá sinalizar uma reversão de tendência mais ampla e abrir caminho para o nível de Fibonacci de 0,5 em US$ 76.662.
Análise do preço do Bitcoin. Fonte: TradingView
No entanto, se os compradores perderem a disputa com a média móvel simples de 100 dias, o nível de Fibonacci de 0,618 em US$ 72.359 serve como suporte imediato.
Caso o preço não consiga se manter acima de US$ 72.359, poderá ser levado de volta ao nível de US$ 66.645, próximo a US$ 0,786, valor que se alinha bastante com o suporte de US$ 67 mil, que tem atuado como um piso ao longo de 2026.
Previsão de preço da RAVE
A RAVE continua sua trajetória de alta explosiva, tornando-se a 34ª maior criptomoeda em capitalização de mercado. O token subiu mais de 70% somente na segunda-feira, sendo negociado a US$ 13,93 no momento da publicação desta notícia.
Na segunda-feira, o preço recuou da máxima de US$ 16,80. Esse nível pode agora servir como a próxima resistência. Além disso, a extensão de Fibonacci de 3,618 em US$ 20 representa um alvo importante. A marca de US$ 20 também possui significado psicológico, o que pode atrair pressão vendedora.
Análise de preço do RAVE. Fonte: TradingView
Como a RAVE está sendo negociada em grande parte em território desconhecido após sua alta parabólica de US$ 0,25 para mais de US$ 14 em apenas uma semana, os níveis de suporte tradicionais são limitados. A extensão de Fibonacci de 2,618 em US$ 5,64 parece ser o próximo suporte significativo caso a alta atual se reverta.
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A Binance sinalizou sete tokens com sua Tag de Monitoramento hoje (14), provocando uma imediata liquidação em todos os ativos envolvidos.
Entre os ativos estão Harvest Finance (FARM), Highstreet (HIGH), Enzyme (MLN), Resolv (RESOLV), Syscoin (SYS), TrueFi (TRU) e Velodrome Finance (VELODROME). A designação indica alta volatilidade e eventual remoção da exchange.
A reação do mercado foi imediata após o comunicado. A SYS caiu 11,53% em poucos minutos, liderando a queda. A MLN recuou 6,89%, enquanto a VELODROME perdeu 6,09%.
A HIGH desvalorizou 5,69%, a RESOLV retraiu 4,99% e a TRU reduziu 3,80%. A FARM registrou a menor variação negativa, com queda de 2,00%.
Queda das altcoins após Binance adicionar Tags de Monitoramento. Fonte: TradingView
A Tag de Monitoramento da Binance já serviu anteriormente como alerta para remoção total. A exchange posicionou Beefy.Finance (BIFI) e Measurable Data Token (MDT) sob a tag em junho de 2025.
FunToken (FUN) e Orchid (OXT) receberam essa classificação em março de 2026. Todos foram confirmados para remoção em 23 de abril, junto com FIO Protocol (FIO) e Wanchain (WAN).
O comunicado da exclusão, em 9 de abril, resultou em perdas ainda mais expressivas, com a FUN despencando 27% e a MDT recuando 22% em poucos minutos.
“Ativos com a Tag de Monitoramento apresentam volatilidade e riscos expressivamente maiores em relação a outros listados. Estes são monitorados de forma rigorosa, com revisões frequentes. Destaca-se que tokens sob essa tag podem não atender mais aos nossos critérios de listagem e ser removidos da plataforma”, informou a Binance em comunicado.
Quem deseja continuar negociando os ativos sinalizados agora precisa realizar um teste a cada 90 dias nas plataformas Spot ou Margin da Binance e aceitar os Termos atualizados de Uso.
“Os testes garantem que os usuários estejam cientes dos riscos antes de negociar tokens com Tag de Monitoramento ou Tag Seed”, destacou a exchange.
Na mesma atualização, a Binance também comunicou a retirada da Tag Seed do Tether Gold (XAUT). A Tag Seed indica ativos mais novos e de risco elevado e difere da Tag de Monitoramento. Sua remoção sinaliza que a XAUT atendeu aos critérios da exchange.
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Bitcoin chega a US$ 74.500, mas 3 divergências apontam possível fim da alta
O Bitcoin (BTC) está negociando próximo de US$ 74.500 após uma forte recuperação em relação às mínimas do início de abril, mas múltiplos sinais técnicos em diferentes períodos sugerem que o rali pode estar perdendo força em uma zona de resistência historicamente relevante.
O movimento representa uma alta superior a 15% desde a região dos US$ 64 mil atingida no início de abril, reacendendo expectativas de uma possível reversão da tendência mais ampla. Porém, com o preço agora posicionado entre o teto de um canal de alta e uma consolidada zona de oferta, os compradores precisarão demonstrar força com um rompimento decisivo, caso contrário, o controle pode voltar aos vendedores.
Canal de alta encontra resistência importante
No gráfico diário, o Bitcoin tem sido negociado dentro de um canal paralelo ascendente desde a mínima de fevereiro, próxima de US$ 62 mil, formando continuamente fundos mais altos.
O preço se aproxima agora do limite superior desse canal, ao mesmo tempo em que testa uma área relevante de resistência entre US$ 74 mil e US$ 76 mil, nível onde já houve rejeição em meados de março.
Gráfico diário BTC/USDT. Fonte: Tradingview
A convergência entre a resistência do canal e a zona de oferta horizontal faz da região atual um ponto crítico de decisão.
Um fechamento diário acima de US$ 76 mil abriria espaço para o próximo agrupamento de resistência importante entre US$ 85 mil e US$ 87 mil. Por outro lado, a área-chave de suporte situa-se entre US$ 64 mil e US$ 66 mil, em linha com o limite inferior do canal.
Sinais de alerta no momentum do Bitcoin no gráfico de 4 horas
No recorte de 4 horas, a estrutura de curto prazo segue tecnicamente otimista — o BTC vem formando topos e fundos ascendentes desde a mínima de 27 de março.
O rompimento do topo anterior em US$ 72 mil (linha verde) transformou esse patamar em suporte.
Gráfico de 4 horas BTC/USDT / Fonte: Tradingview
No entanto, o momentum revela outro cenário. Três ocasiões consecutivas de topos mais altos enquanto o RSI registra topos mais baixos (círculos azuis) configuram uma tríplice divergência baixista, sinal clássico de esgotamento da força compradora.
O volume também vem diminuindo durante a ascensão, evidenciando participação mais fraca.
Somando ao alerta, o Bollinger Band Width Percentile (BBWP) atingiu níveis historicamente extremos, condição que costuma antecipar contração da volatilidade e recuo pontual no preço.
Previsão de preço do BTC: dois cenários para acompanhar
Cenário de alta: um fechamento diário acima de US$ 76 mil, acompanhado por aumento de volume, invalida a divergência e sinaliza rompimento genuíno rumo aos US$ 85 mil a US$ 87 mil.
Invalidação: preço não consegue se manter em US$ 76 mil e retorna para dentro do intervalo anterior.
Cenário de baixa: rejeição na atual zona de resistência provoca recuo em direção a US$ 72 mil, podendo testar mais profundamente a faixa de US$ 69 mil a US$ 70 mil caso US$ 72 mil não sustente o suporte.
Invalidação: rompimento sustentado e fechamento acima de US$ 76 mil.
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China nega envio de armas ao Irã enquanto Bitcoin se aproxima de US$ 75 mil
O preço do Bitcoin (BTC) registrou máxima intradiária de US$ 74.942 nesta terça-feira, após a China negar fornecimento de armas ao Irã e alertar os Estados Unidos contra a escalada de tarifas.
A negativa veio após a ameaça do presidente Trump de impor uma tarifa de 50% a qualquer país que fornecer armas a Teerã, intensificando a tensão em um ambiente geopolítico e comercial já volátil.
China rebate acusações sobre armas
O porta-voz Guo Jiakun afirmou que Pequim “sempre age de forma prudente e responsável na exportação de produtos militares”. Ele classificou as notícias sobre apoio militar chinês ao Irã como “totalmente infundadas” e prometeu contramedidas caso as tarifas sejam adotadas.
China always acts prudently and responsibly on the export of military products, and exercises strict control in accordance with China’s laws and regulations and due international obligations.
Media reports accusing China of providing military support to Iran are purely… pic.twitter.com/cMW2EDhEZP
— CHINA MFA Spokesperson 中国外交部发言人 (@MFA_China) April 14, 2026
A declaração foi uma resposta à avaliação da inteligência americana de que a China estaria se preparando para enviar sistemas de defesa aérea ao Irã. Trump afirmou em 12 de abril que fornecedores enfrentarão imediatamente uma tarifa de 50% sobre todas as exportações destinadas aos Estados Unidos.
“Um país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente tarifado, em qualquer mercadoria vendida aos Estados Unidos da América, 50%, com vigência imediata. Não haverá exclusão ou exceção! Presidente DJT”, escreveu Trump em uma publicação recente na Truth Social.
O confronto se soma a um ano de crescentes tensões comerciais entre Estados Unidos e China que têm pressionado repetidas vezes o mercado cripto. Uma ameaça de tarifa de 100% a produtos chineses no fim de 2025 retirou quase US$ 200 bilhões do valor de mercado total da cripto.
O bloqueio do Estreito de Ormuz determinado por Trump, após fracasso das negociações entre EUA e Irã em Islamabad, também alterou posições comerciais globais.
Segundo dados da Capital.com, operadores de petróleo WTI inverteram de 57% vendidos para 68% comprados em apenas uma semana. Posições compradas em ouro alcançaram 79%, enquanto quatro dos principais pares de moedas reversaram majoritariamente para posições vendidas no mesmo período.
Rali do Bitcoin recebe alertas sobre sentimento do mercado
O BTC subiu mais de 5% no fim de semana, após liquidação de cerca de US$ 89 milhões em posições vendidas, alimentada por um short squeeze. Os influxos de ETFs spot do Bitcoin impulsionaram o movimento, com o IBIT da BlackRock registrando US$ 269 milhões em apenas um dia na semana passada.
A principal cripto estendeu os ganhos nesta semana e ficou próxima do patamar de US$ 75.000 nesta terça-feira, com máxima intradiária de US$ 74.942. No momento desta reportagem, o BTC era negociado por US$ 73.141.
Desempenho do Preço do Bitcoin. Fonte: TradingView
Cameron Winklevoss, cofundador da Gemini, avaliou o clima: “Por que o bitcoin está chegando a US$ 74 mil? Achei que o bitcoin tinha acabado?”
Why is bitcoin hitting $74k? I thought bitcoin was dead?
— Cameron Winklevoss (@cameron) April 13, 2026
O comentário ironizou uma narrativa recorrente desde 2010, apesar das recuperações sucessivas da moeda.
Por outro lado, Michael Nadeau, fundador do DeFi Report, alertou que o aumento da convicção em um fundo de preço, associado a baixos volumes, repete padrões vistos antes de quedas adicionais em 2022.
Volume spot do Bitcoin em exchanges em bear markets anteriores. Fonte: Glassnode
“O BTC não atinge o fundo quando todos acham que o fundo já ocorreu… o sentimento sugere que o investidor médio já está alocado”, afirmou Nadeau.
Monte Safieddine, chefe de Pesquisa de Mercado da Capital.com, avaliou que, enquanto o bloqueio americano ao Estreito de Ormuz persiste e o mercado absorve seus efeitos sobre inflação e crescimento, o viés comprador nos índices de ações dos Estados Unidos enfraqueceu de modo geral.
“Os dados da manhã de terça-feira mostram uma ampla redução no viés de compra entre os índices americanos, pois os ganhos impulsionados pelo otimismo de um acordo acabaram surpreendendo alguns compradores que decidiram realizar lucros, com trajetória similar no ouro. Já a correção do petróleo não afastou posições compradas, que seguem crescendo, enquanto no câmbio os operadores de USD/JPY majoritariamente permanecem vendidos quando o preço se aproxima da faixa vermelha dos 160”, afirmou Safieddine em comunicado para a BeInCrypto.
A proporção de operadores comprados no S&P 500 caiu de 64% para 61% desde o início da semana, enquanto a do Dow retrocedeu de 67% para 60%, saindo da zona de forte compra.
Se o BTC vai se manter acima de US$ 74 mil pode depender da velocidade com que o impasse China-EUA evoluir de ameaças para ações concretas.
O artigo China nega envio de armas ao Irã enquanto Bitcoin se aproxima de US$ 75 mil foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Hyperliquid (HYPE) apresenta 3 sinais positivos enquanto preço atinge maior nível em 4 meses
A Hyperliquid (HYPE) prolongou sua alta e atingiu o maior valor dos últimos quatro meses. A altcoin avançou para US$ 44,99 no início do pregão asiático, seu nível mais elevado desde 7 de novembro de 2025.
No momento desta reportagem, a HYPE era negociada a US$ 44,79, alta de mais de 7% nas últimas 24 horas.
Desempenho de preço da Hyperliquid (HYPE). Fonte: BeInCrypto Markets
O movimento ocorreu em um contexto de valorização do mercado, com o valor total das criptos registrando aumento superior a 4% nas últimas 24 horas. Com o sentimento mais positivo, diferentes fatores vêm sustentando a perspectiva otimista para a altcoin.
3 sinais reforçam cenário otimista para HYPE após máxima de vários meses
Primeiramente, Jeff Yan, fundador da Hyperliquid, anunciou que as priority fees estão ativas na mainnet em modo alfa. O sistema contempla prioridade Gossip (leitura) e prioridade Order (escrita).
Hyperliquid just launched priority fees on mainnet.
aka: you can now pay a small fee to jump the line on trades
• cheaper than expected (8 bps max) • only for instant orders (IOC) on select assets • vaults now cost 10K USDC → pushing users to the new system
Hyperliquid pic.twitter.com/j8RytqqioU
— ryandcrypto (@ryandcrypto) April 13, 2026
Analistas estão cada vez mais destacando o mecanismo de priority fee da Hyperliquid como um possível catalisador de alta para sua moeda nativa, a HYPE.
Traders utilizam HYPE para adquirir prioridade, e as taxas cobradas nas prioridades Gossip e Order são permanentemente queimadas. O perfil Hyperliquid Daily explicou que isso gera demanda constante pelo ativo.
“… Quanto maior o volume e a movimentação na Hyperliquid (já consideráveis), mais HYPE é utilizada e queimada. Mesmo em momentos de menor atividade, os cinco slots de gossip mantêm a demanda mínima. Já não se trata apenas de ‘governança’. HYPE está se tornando o combustível para velocidade e prioridade na cadeia de negociação mais avançada da cripto”, acrescentou a publicação.
Outro analista ressaltou que, além da dinâmica do token, o modelo de priority fee pode aprimorar a eficiência geral do mercado.
“… Também torna os mercados mais justos e ágeis para todos e direciona valor direto para a moeda. No fim, isso tende a garantir melhores execuções para todos os traders”, afirmou o analista kook em publicação.
Além disso, o desempenho da HYPE vai além da cotação em dólar, pois recentemente atingiu máximas históricas em pares relevantes, incluindo Bitcoin (BTC), Solana (SOL) e BNB (BNB).
Esses movimentos evidenciam força relativa, indicando que o ativo supera diversos grandes nomes individualmente.
$HYPE just hit its all time high for both
HYPE/BTC & HYPE/SOL
at a certain point you need to start asking yourself
why are you holding anything else?
Hyperliquid pic.twitter.com/hM50L3rlmd
— ryandcrypto (@ryandcrypto) April 13, 2026
Avanços sustentados em múltiplos pares costumam ser interpretados como sinalização de rotação de capital para um ativo específico, e não apenas reflexo do momento geral do mercado.
Por fim, o impulso institucional cresce paralelamente. A Bitwise protocolou uma alteração de registro na SEC, incluindo o ticker BHYP e uma taxa de administração de 0,67%. Essas inclusões normalmente indicam proximidade do lançamento do fundo.
A aprovação de um ETF à vista pode abrir caminho para capital institucional entrar diretamente na HYPE, ampliando a demanda além dos investidores de varejo e do universo DeFi.
A junção do mecanismo de queima de taxas, a força relativa em grandes pares e o avanço na tramitação de ETF cria uma configuração otimista multifacetada para HYPE. A manutenção desse ritmo dependerá das condições gerais de mercado e de possíveis avanços regulatórios e técnicos.
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Vendedores a descoberto perdem US$ 440 milhões com Bitcoin perto de US$ 75 mil
O Bitcoin (BTC) subiu 5,7% nas últimas 24 horas, alcançando US$ 74.679 e impulsionando a liquidação de US$ 540 milhões em criptoativos no mercado de derivativos.
A alta surpreendeu vendedores a descoberto, com 169.525 investidores liquidados no período, segundo dados da CoinGlass.
Vendedores a descoberto sofrem o maior impacto
As posições vendidas representaram US$ 440 milhões das perdas totais, cerca de 81% do valor liquidado. Já investidores em posições compradas perderam quase US$ 100 milhões.
As posições atreladas ao BTC lideraram as perdas, totalizando US$ 236 milhões, seguidas por Ethereum (ETH) com US$ 143 milhões, Rave com US$ 35 milhões e a Solana (SOL) com US$ 11,37 milhões. A maior ordem de liquidação individual atingiu a Aster, uma posição BTCUSDT avaliada em US$ 12,40 milhões.
O ETH avançou 9,4%, passando de US$ 2.388, enquanto a SOL subiu 5,2% para US$ 86,10.
Dados de liquidação de criptoativos. Fonte: Coinglass
Diversos fatores se somaram para pressionar posições vendidas excessivamente alavancadas. O presidente Trump afirmou na ontem (13) que o Irã deseja um acordo “muito fortemente”, indicando possível distensão após o fracasso nas negociações por cessar-fogo no final de semana anterior. A perspectiva de novos diálogos elevou o apetite ao risco nos mercados.
Na esfera institucional, a Strategy divulgou a compra de US$ 1 bilhão em Bitcoin entre 6 e 12 de abril, adicionando 13.927 BTC ao tesouro. A companhia agora detém 780.897 BTC, aproximadamente 3,7% da oferta total, fortalecendo o cenário para a manutenção da demanda corporativa.
Com o excesso de vendas a descoberto antes do final de semana, a junção de alívio geopolítico e novas compras institucionais provocou liquidações em série, o que acelerou o avanço do BTC acima de US$ 74 mil. A capacidade dos investidores comprados sustentarem esse patamar pode depender dos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã nos próximos dias.
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