A dívida dos Estados Unidos possui uma característica importante: uma parcela relevante dos títulos do Tesouro americano está nas mãos de investidores estrangeiros.

Segundo os dados apresentados na imagem, referentes a maio de 2026, o Japão aparece como o maior detentor estrangeiro de títulos do Tesouro dos EUA, com US$ 1,143,1 bilhões. O Reino Unido aparece em seguida, com US$ 948,6 bilhões, enquanto a China possui US$ 659,3 bilhões.

A lista também inclui Bélgica, Ilhas Cayman, Luxemburgo, Canadá, França, Irlanda, Taiwan, Suíça, Singapura, Hong Kong, Noruega e Índia.

O Brasil aparece na 16ª posição, com aproximadamente US$ 168,9 bilhões em títulos de longo prazo do Tesouro americano, segundo a imagem.

Esses números ajudam a entender uma característica importante do sistema financeiro global: o dólar e os títulos do Tesouro dos EUA possuem participação central nas reservas e carteiras internacionais.

Para o mercado, acompanhar quem detém esses títulos é relevante porque mudanças nas reservas internacionais, nas taxas de juros americanas e na demanda por Treasuries podem afetar liquidez, câmbio e fluxos de capital.

A questão central não é apenas o tamanho da dívida americana, mas também quem está disposto a financiá-la e como essa demanda evolui ao longo do tempo.

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