A regulação cripto pode abrir uma nova etapa de concentração no mercado brasileiro. Enquanto as prestadoras de serviços de ativos virtuais ajustam suas estruturas às exigências do Banco Central , participantes do setor estimam que aproximadamente dez empresas poderiam conseguir licença. O cenário levanta dúvidas sobre a capacidade de permanência das operações menores e os efeitos dessa reorganização sobre a concorrência.

Entretanto, a estimativa de dez autorizações não representa uma previsão oficial do Banco Central . O material apresentado à imprensa menciona uma expectativa anterior de aproximadamente cem pedidos. Além disso, solicitar autorização e conseguir uma licença representam etapas diferentes, o que exige cuidado ao comparar os números e avaliar o tamanho futuro do mercado.

Para Paulo Portuguez, mestre em Direito com pesquisa sobre criptoativos e consultor do CQM Advogados, o custo da adequação ajuda a explicar esse movimento. Segundo ele, empresas com maior escala conseguem absorver melhor os investimentos em capital, tecnologia, auditoria e governança. Já operações menores precisam avaliar se suas receitas sustentam toda a estrutura necessária.

Na avaliação do especialista, a dificuldade ultrapassa o cumprimento inicial das exigências. As prestadoras também precisam manter controles internos, capacitar administradores e demonstrar capacidade operacional continuamente. Portanto, o desafio envolve financiar uma estrutura permanente de conformidade , mesmo quando o volume de negócios ainda não oferece receitas suficientes para cobrir esses gastos.

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