Bitcoin hoje: BTC recua enquanto mercado fica de olho na inflação dos EUA
O Bitcoin amanheceu esta quarta-feira (12) trabalhando no campo negativo. A criptomoeda registra queda de 0,5% e é negociada na casa dos US$ 63.934, segundo dados do CoinGecko.
O clima é de cautela no mercado cripto, principalmente porque os investidores estão esperando a divulgação do CPI de julho, o principal indicador usado para acompanhar a inflação nos Estados Unidos.
Por enquanto, o BTC segue andando meio de lado, com pouca volatilidade nos últimos dias. Esse tipo de comportamento costuma aparecer antes de movimentos mais fortes, quando o mercado finalmente escolhe para qual lado vai.
No momento, o Bitcoin está espremido entre a média móvel de 200 semanas, perto dos US$ 64 mil, e uma resistência importante na região entre US$ 65 mil e US$ 67 mil.
CPI pode definir o próximo movimento do Bitcoin
O grande assunto do dia é mesmo o CPI americano. As projeções apontam para uma inflação cheia de 3,4% em 12 meses, enquanto o núcleo da inflação é esperado em 2,5%.
Se o número vier acima do que o mercado está esperando, pode dar aquela apertada no Bitcoin, aumentando a possibilidade de o BTC perder a média móvel de 200 semanas.
Agora, se a inflação vier mais comportada, pode abrir espaço para o Bitcoin tentar novamente buscar a região entre US$ 65 mil e US$ 67 mil.
Bitcoin volta a ficar mais próximo do ouro
Outro ponto que está chamando atenção é a relação entre Bitcoin e ouro.
Em 2022, o Bitcoin chegou a perder aproximadamente 75% de seu valor em relação ao ouro, em um movimento que se estendeu por 437 dias.
Neste ciclo, a queda relativa está em torno de 69%, depois de 433 dias. O comportamento lembra bastante o que aconteceu antes do fundo registrado em 2022.
Depois daquele período, o Bitcoin chegou a disparar cerca de 340% frente ao ouro.
A comparação fica ainda mais interessante porque a correlação de 30 dias entre os dois ativos chegou a 0,6, o maior nível desde janeiro de 2025.
O ouro, por sua vez, já acumula valorização superior a 9% em agosto, puxado pelo retorno de dinheiro para ETFs e pela procura maior por proteção. Se essa procura por ativos escassos continuar, o Bitcoin também pode acabar pegando carona nesse movimento.
Stablecoins avançam nos pagamentos
Enquanto o preço do Bitcoin fica de lado, as stablecoins seguem ganhando espaço no setor de pagamentos.
Em julho, o volume mensal de gastos feitos com cartões vinculados a stablecoins cresceu 16% e bateu o recorde de US$ 1,03 bilhão. Foram mais de 10 milhões de compras realizadas durante o mês.
Na comparação com 12 meses atrás, o crescimento já passa de 200%.
Um dos exemplos é a Jupiter, que vem ampliando pagamentos por QR Code em mais de 60 países. Atualmente, aproximadamente 68% do volume da empresa vem de fora dos Estados Unidos.
Para ter uma ideia do tamanho dessa expansão, há três anos o mercado movimentava perto de US$ 1 milhão por mês. Agora, a expectativa é ultrapassar US$ 1,5 bilhão mensais até o fim deste ano.
Chainlink ganha destaque com avanço da tokenização
No mercado de tokenização, a Chainlink também entrou no radar.
O banco Standard Chartered começou a acompanhar o projeto com preço-alvo de US$ 200 para o token LINK até 2030. Esse valor representa cerca de 22,5 vezes o preço atual do ativo.
A aposta do banco não está apenas na valorização do token. A tese considera principalmente o crescimento da tokenização, processo que transforma ativos financeiros tradicionais em tokens que podem ser negociados em redes blockchain.
Com a expansão desse mercado, aumenta também a necessidade de informações confiáveis e de sistemas capazes de conectar diferentes blockchains. É justamente nesse ponto que a Chainlink atua, funcionando como um oráculo que leva dados do mundo real, como preços e taxas, para os protocolos.
Segundo a análise, o mercado de ativos tokenizados pode sair dos atuais US$ 340 bilhões e alcançar US$ 4 trilhões até 2028.
A Chainlink já movimenta e protege mais de US$ 110 bilhões em valor e tem participação importante em áreas como DeFi, Ethereum e integração entre diferentes redes por meio do CCIP.
Mercado espera pelo próximo sinal
Agora, é esperar o CPI americano para ver onde o mercado vai desembocar.
Um resultado acima das expectativas pode aumentar a pressão sobre o Bitcoin e colocar a média móvel de 200 semanas em risco.
Por outro lado, uma inflação mais baixa pode dar novo ânimo aos compradores e ajudar o BTC a buscar a resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil.
Em outras palavras, o mercado está quietinho por enquanto, mas o CPI pode ser o empurrão que faltava para o Bitcoin finalmente escolher um rumo.
