Em 31 de outubro de 2008, sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto, nascia o Bitcoin ( $BTC ) por meio da publicação de um documento técnico que propunha um sistema financeiro descentralizado.

Meses depois, em 3 de janeiro de 2009, o primeiro bloco da rede era minerado, e, em maio de 2010, ocorria a primeira transação comercial registrada da história, quando duas pizzas foram compradas por dez mil unidades da moeda, que na época valiam centavos.

O mecanismo central de sua economia, o halving, foi programado para reduzir a emissão pela metade a cada quatro anos, consolidando uma política de escassez matemática que limita o total existente a exatamente 21 milhões de unidades. 


Ao longo da década seguinte, o ativo enfrentou ciclos extremos de volatilidade, superando os mil dólares em 2013, alcançando a marca de quase vinte mil dólares em dezembro de 2017 e ultrapassando os sessenta e oito mil dólares no ápice de 2021.

Em setembro de 2021, El Salvador se tornou o primeiro país do mundo a adotar o ativo como moeda de curso legal, alterando o debate sobre soberania monetária internacional.

Paralelamente, o ecossistema resistiu a quedas bruscas de mercado e colapsos de grandes intermediários centralizados, provando a resiliência de seu protocolo descentralizado em momentos de crise sistêmica. 


A transformação institucional definitiva ocorreu em janeiro de 2024, quando a SEC aprovou os primeiros ETFs de Bitcoin à vista no mercado financeiro norte-americano, facilitando a entrada direta de capital corporativo em larga escala.

Impulsionado pelo corte de recompensas de mineração em abril do mesmo ano e pela demanda contínua de tesourarias globais, o ativo renovou suas máximas históricas e superou expressivamente os cem mil dólares nos anos seguintes.

Assim, o experimento digital que começou entre fóruns de criptografia se consolidou como uma das maiores reservas de valor globais e uma classe de ativos indispensável no sistema financeiro internacional.


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