O dólar sobe e o btc cai, nem sempre.
O Bitcoin já ficou forte junto com o dólar em momentos específicos de distorção de mercado.
Essa sincronia positiva é rara, mas acontece por fatores macroeconômicos e pela maturação do mercado cripto. Os principais motivos foram:
1. O fenômeno de 2026: Descolamento Institucional
Entre agosto e setembro de 2026, o mercado testemunhou um forte movimento simultâneo.
• Enquanto o Índice do Dólar (DXY) se recuperou de 98,4 para acima de 101 pontos, o Bitcoin disparou de US$ 63.000 para a casa dos US$ 84.000–$87.000.
• O motivo: A forte entrada das institucionais através dos ETFs de Btc à vista fez ele se comportar de forma mais independente. A correlação negativa de 90 dias, chegou a ficar positiva (+0,22) no final de 2024 e voltou a se desacoplar em 2026.
2. Choques Geopolíticos e Fuga para a Liquidez (Finais de Ano de Eleição/Crise)
Onde o mercado financeiro tradicional enfrenta choques geopolíticos ou incertezas regulatórias severas, investidores tendem a buscar duas defesas de formas diferentes:
• Dólar: Procurado por sua liquidez imediata global.
• Bitcoin: Procurado sob a tese de "ouro digital" ou proteção contra o risco de governos e inflação generalizada (conhecido como debasement trade).
3. No pico de mercados de alta (como no final de 2021 e finais de 2024), o otimismo e a especulação com criptoativos ficaram tão gigantescos que o Bitcoin ignorou a força do dólar no curto prazo e continuou subindo devido à escassez interna do ativo (pós-Halvings).