Uma conta com nome fictício pode revelar mais do que parece. Ao longo dos anos, comentários sobre trabalho, cidade, interesses e rotina deixam pistas espalhadas pela internet. Um estudo publicado em fevereiro de 2026 mostra que sistemas de inteligência artificial conseguem reunir esses fragmentos e, em alguns casos, associar uma conta pseudônima a uma pessoa real.

A pesquisa, conduzida por integrantes da ETH Zurich, do programa MATS e da Anthropic, voltou a circular nas redes sociais. Seus resultados chamam atenção, mas pedem cuidado: o estudo demonstra um risco concreto à privacidade, sem provar que a IA consegue identificar qualquer pessoa que use um apelido na internet .

Os pesquisadores testaram uma sequência de tarefas. Primeiro, um modelo de IA leu publicações e reuniu pistas sobre cada usuário, como profissão, localização provável e assuntos de interesse. Depois, o sistema procurou perfis com características semelhantes e comparou os candidatos mais promissores.

Na etapa final, a ferramenta avaliou a força das correspondências. Quando encontrou evidências insuficientes, pôde deixar a pergunta sem resposta. O método cruza informações que as pessoas já divulgaram , sem depender de invasão de contas ou vazamento de senhas.

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