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Vamos falar sobre o facto de as criptomoedas representarem uma proteção contra a desvalorização da moeda

2021-09-06

TL;DR

  • A desvalorização da moeda ocorre quando a autoridade monetária de um país ajusta de forma liberada a taxa oficial de exchange, reduzindo o valor da moeda.

  • Esta ação deliberada atrai o investimento empresarial estrangeiro devido aos baixos custos da realização de negócios nesse país.

  • O aumento de entradas de capital estimula o crescimento económico, mas pode resultar em inflação.

  • As proteções tradicionais para compensar os impactos da inflação resultante de desvalorizações têm incluído investimentos imobiliários, ETF, ouro, prata e outras mercadorias.

  • A criptomoeda representa uma classe emergente de ativos enquanto proteção, proporcionando um determinado nível de proteção para a desvalorização, liquidez e conveniência da moeda.

  • A adoção de criptomoedas ainda está em crescimento e, até à respetiva estabilização, podem surgir volatilidades e incertezas durante o processo. Leve sempre a cabo as suas próprias diligências antes dos investimentos.  

Independentemente de nos apercebermos ou não disso, a globalização toca-nos a todos.

Neste mundo transfronteiriço, os países têm de reavaliar regularmente a forma como as transações internacionais afetam as respetivas economias, de forma a poderem manter uma harmonia e um equilíbrio saudáveis para proteger os seus próprios cidadãos.

Para alcançar esta harmonia, os governos implementam frequentemente uma política monetária conhecida como "desvalorização da moeda". Mas o que significa esta desvalorização e como funciona? Nesta parte, abordaremos tudo, desde a definição de desvalorização da moeda aos efeitos e impactos de uma desvalorização. Por fim, abordaremos aquilo que pode fazer enquanto investidor para se proteger da melhor forma possível durante estes tempos desafiantes.

Noções básicas da desvalorização de uma moeda

No início, existia o "padrão-ouro". O padrão-ouro assemelhava-se a um promessa que os governos faziam aos seus cidadãos. No seguimento do padrão-ouro, cada unidade de moeda detida por um país era apoiada por uma unidade definida de ouro. Muitos dos países mais poderosos do mundo adotaram o padrão-ouro, incluindo os Estados Unidos. Na viragem do século XX e ao longo das primeiras três décadas, os preços do ouro nos EUA estariam definidos para 20,67 USD por onça. No entanto, esta situação acabou por mudar, uma vez que, com o apoio do presidente Franklin D. Roosevelt, o país acabou com o padrão a 5 de junho de 1933.

Como resultado, os preços do ouro foram redefinidos para 35 USD por onça em meados da década de 1930 . Quando Richard Nixon se tornou presidente dos EUA e acabou com a convertibilidade de dólares americanos em ouro, os preços de metais preciosos dispararam verdadeiramente.

Por que motivo isto é importante? Isto é importante porque, desde que o padrão-ouro foi abandonado e as moedas do mundo puderam passar a ter as suas taxas de exchange a flutuar livremente umas contra as outras, os governos de toda a parte começaram a implementar várias políticas monetárias para ajustar deliberadamente a taxa oficial de câmbio da moeda de um país. São estes ajustes deliberados, frequentemente realizados de uma forma que reduz o valor da moeda local, que caracterizam a desvalorização da moeda.

Por que motivo os países desvalorizam deliberadamente a respetiva moeda?

Poderá parecer estranho – mas uma moeda forte não favorece necessariamente os interesses de um país ou dos seus cidadãos. Enquanto uma moeda nacional forte significa que o poder de compra de um indivíduo é superior no estrangeiro, o contrário é verdade para todos aqueles que se encontram fora desse país. 

Em alternativa, enquanto uma moeda nacional mais fraca significaria que tudo no estrangeiro se tornaria mais caro para os seus residentes locais (em relação à moeda local), o país tornar-se-ia verdadeiramente mais competitivo em termos económicos. As empresas estrangeiras considerariam estes países económicos para a realização de negócios, e tais nações seriam encaradas de forma mais atraente em termos de aumento dos investimentos estrangeiros dentro das suas fronteiras. Tais entradas de capital estimulariam o crescimento económico através da criação de novos empregos, do aumento das exportações e da viabilização de ainda mais dinheiro para as economias locais.

Além disso, embora a desvalorização possa reduzir o poder de compra no estrangeiro da população local, o efeito colateral de tal situação é que os residentes ficam mais inclinados a realizar compras dentro das suas próprias fronteiras – investindo novamente o dinheiro nas suas próprias economias e aumentando ainda mais a força económica dos seus países. Menos importações reduzirão quaisquer défices de transações que um país possa estar a enfrentar, reduzindo, desta forma, os níveis de dívida desse país.

Por fim, caso um país tenha emitido obrigações soberanas, o país de emissão pode ser altamente incentivado a desvalorizar a sua moeda para reduzir o peso da sua dívida.

Quais são os efeitos negativos da desvalorização?

Até ao momento, os efeitos positivos da desvalorização de uma moeda parecem superar os efeitos negativos. Mas, para todas as ações, existe uma reação, e a utilização da desvalorização de moedas enquanto ferramenta não é um caso diferente.

Uma das consequências negativas mais comuns para uma economia após a desvalorização de uma moeda é o aumento da inflação. Enquanto as desvalorizações de moedas resultam frequentemente no aumento do consumo interno, isto não significa que as importações são interrompidas. Como resultado de uma desvalorização, os custos de bens importados irá aumentar de forma natural. Estes custos, que podem ser transmitidos ao cliente final, farão subir os preços de vários bens e serviços. Juntamente com isto, a procura agregada de produtos locais irá, também, aumentar, tendo em conta o aumento de custos dos bens importados. Consoante a oferta disponível, uma maior procura de serviços e bens produzidos a nível local pode, também, aumentar os preços. 

As desvalorizações, embora inicialmente pareçam atraentes para os investidores estrangeiros, podem, também, corroer a respetiva confiança no país, na economia subjacente e nas dívidas emitidas, caso não sejam feitas estrategicamente ao longo do tempo. Os investidores podem questionar a força da economia de uma nação, caso se recorra à tática de desvalorização.  Caso se recorra repetidamente a esta tática, as entidades externas podem querer saber por que motivo as desvalorizações anteriores não alcançaram os benefícios económicos visados e se podem existir problemas subjacentes adicionais que prejudiquem a economia local. Além disso, embora represente um benefício para os emissores de dívida soberana, os detentores de dívida externa que possam precisar de converter pagamentos em moeda desvalorizada na respetiva moeda local sofreriam perdas cambiais – desfavorecendo ainda mais o país.

 

Quais são as proteções tradicionais contra a desvalorização da moeda a que recorrem os investidores?

As desvalorizações de moedas resultam em incertezas, portanto, não é de admirar que muitos investidores procurem proteger a respetiva exposição quando uma desvalorização da moeda tem impacto sobre os ativos possuídos. Mas o que significam essas proteções e de que forma é que suavizam os golpes económicos de uma desvalorização?

Ouro e prata

Duas das proteções mais populares relacionadas com todos os aspetos financeiros são o ouro e a prata. Relativamente à desvalorização da moeda, não existe nenhuma diferença – uma vez que ambos os metais preciosos demonstraram ser historicamente detentores do seu valor ao longo do tempo. As detenções físicas destas mercadorias, na forma de moedas ou barras de ouro, são as mais populares – mas exigirão o armazenamento real desses bens em casa ou noutros locais seguros.

ETF de ouro e prata

Se a detenção de ouro e prata em barra não representar a forma desejada de proteção para um investidor, os fundos de transação em exchange (ETF) de ouro e prata também representam outra opção popular. Estes ETF consistem num único ativo: ouro ou prata (consoante o ETF). O próprio fundo inclui contratos derivados de ouro ou prata apoiados fisicamente pelo ativo – proporcionado, desta forma, a melhor forma de exposição a tais metais sem encontrar realmente um lugar para armazená-los.

Mercadorias

Para os indivíduos regularmente expostos aos mercados financeiros, a transação de mercadorias representa outra proteção popular adotada pelos investidores que pretendem proteger-se contra desvalorizações da moeda.  As categorias de mercadorias comuns incluem metais, energia, gado/carne e agricultura.  O investimento nestas mercadorias requer frequentemente que o investidor transacione contratos de futuros, opções ou ETF – e é mais facilmente tratado por aqueles que estão bastante familiarizados com um setor particular de mercadorias (p. ex., rebentos de soja).  No entanto, como as mercadorias tendem a seguir os efeitos da inflação (um aumento global dos preços também se traduziria no aumento dos preços das mercadorias), tais investimentos representam uma proteção ideal contra os efeitos inflacionistas.

Imóveis

A detenção de terrenos e propriedades também tem representado um método popular de proteção de carteiras dos indivíduos contra a inflação.  Através dos imóveis, o comprador possui um ativo físico real e esse ativo possui, também, um valor intrínseco – que demonstrou, ao longo do tempo, manter o seu valor durante os períodos de inflação.  Além disso, os imóveis podem gerar retornos para o proprietário.  Através de alugueres e arrendamentos, estes ativos têm o potencial de reconhecer o valor à medida que a inflação aumenta e os proprietários podem, também, ganhar rendimentos adicionais através de contratos de arrendamento definidos com os arrendatários.

Uma nova classe de ativos – Criptomoedas enquanto proteção contra a desvalorização da moeda

Embora os métodos tradicionais tenham sido experimentados e testados, uma nova classe de ativos está a ser lentamente aceite entre os investidores e as instituições individuais como uma proteção contra a inflação. As criptomoedas, que surgiram pela primeira vez há pouco mais de uma década, proporcionam uma proteção contra a desvalorização da moeda e de uma forma que fornece alguma salvaguarda para a desvalorização, liquidez e conveniência da moeda.

A Bitcoin, denominada por algumas pessoas de “ouro digital”, é frequentemente vista como uma fortepreseravação de valor. Uma das suas características mais apreciadas é a escassez. Como apenas existirão 21 milhões de Bitcoins, os detentores desta criptomoeda não precisam de se preocupar com a descoberta, numa manhã, de que o “banco central de Bitcoin” (não existe tal entidade) decidiu cunhar mais Bitcoin para aumentar a oferta da moeda.

Esta propriedade, que é possível devido ao facto de a Bitcoin ser uma criptomoeda descentralizada, representa uma das maiores vantagens oferecida por esta proteção. Como exemplo, nos países onde a hiperinflação constitui a norma, a detenção de um ativo como a Bitcoin poderá mesmo ser vista como um meio de sobrevivência. O ativo digital protege o poder de compra de um indivíduo e, num país como a Venezuela, onde a inflação anual já atingiu mais de 65 000%, pode ser o fator decisivo para um indivíduo poder ou não comprar necessidades básicas em qualquer dia específico.

A Bitcoin e outras criptomoedas populares também são altamente líquidas. Podem ser transacionadas em várias plataformas de exchange, que estão disponíveis para utilização 24 horas por dia, 7 dias por semana. Na Binance, os investidores podem facilmente comprar ou descarregar criptomoedas populares (como Bitcoin, ETH e outras) a preços atuais de mercado. Existe também um número crescente de empresas tradicionais que está a aceitar criptomoedas – proporcionando, desta forma, outros meios para os indivíduos utilizarem as respetivas detenções. 

A alavancagem de criptomoedas como proteção também ajuda a diversificar ainda mais o risco dos indivíduos. Embora os meios tradicionais de fazer hedging não devam ser completamente postos de lado, as criptomoedas oferecem um novo tipo de classe de ativos que pode ser considerado por um investidor durante a determinação da forma como as desvalorizações da moeda podem afetar a respetiva carteira existente. No fim de contas, não é possível conhecer tudo com total certeza e a diversificação do risco ajudará a proteger melhor um indivíduo e os respetivos ativos.

Conclusão

Para além do interesse da população em geral, as empresas públicas também começaram a interessar-se seriamente em adquirir estes ativos digitais. Além disso, os grandes bancos de investimento, como é o caso da empresa Morgan Stanley, também confirmaram recentemente que os fundos de criptomoedas estão agora disponíveis para investimento por parte dos seus clientes. Com a existência de outros bancos de investimento a trabalhar, também, no sentido das mesmas ofertas de produtos, não há dúvida de que a aceitação e a adoção de criptomoedas está a crescer.

Embora o futuro da indústria pareça extremamente promissor, os indivíduos devem sempre lembrar-se de realizar as suas próprias pesquisas e de levar a cabo as suas próprias diligências.  As criptomoedas representam um novo ativo interessante com vários casos de utilização promissores.  No entanto, tendo em conta a fase ainda inicial da indústria, os investidores enfrentam frequentemente volatilidades com os ativos de criptomoedas possuídos.  Os potenciais investidores devem lembrar-se deste aspeto ao considerar os investimentos em criptomoedas a longo prazo. 

Além disso, o aumento das entradas de capital na indústria tem atraído a atenção dos reguladores – que procuram salvaguardar a indústria através do estabelecimento de várias regras e diretrizes que devem ser seguidas pelos participantes.  À medida que estes regulamentos são desenvolvidos, será importante que todos os investidores compreendam a forma como a existência de novas leis pode afetar as respetivas carteiras atuais e estratégias futuras.

Nunca existiu um momento tão interessante para entrar no mercado de criptomoedas – as possibilidades oferecidas e as oportunidades criadas pelas criptomoedas alterarão permanentemente muitas facetas das nossas vidas diárias.  À medida que a aceitação desta classe de ativos continua a crescer – é mais importante do que nunca avaliar a forma como estas moedas digitais podem desempenhar um papel na sua carteira financeira.

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Isenção de responsabilidade: o investimento em criptomoedas está sujeito a um alto risco de mercado. A Binance não se responsabiliza por nenhuma das suas perdas de transação. Os pareceres e declarações acima apresentados não devem ser considerados consultoria financeira.

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O investimento em criptomoedas está sujeito a um alto risco de mercado. A Binance não se responsabiliza por nenhuma das suas perdas de transação. Os pareceres e declarações acima apresentados não devem ser considerados consultoria financeira.