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Hora dos criptoativos: Como a baixa da Selic afeta o retorno dos seus investimentos?
2020-5-12

A taxa Selic no Brasil nunca esteve tão baixa, e podemos dizer que isso faz parte da nova realidade brasileira. Esta foi a sétima redução seguida, trazendo a taxa para um patamar de 3% ao ano. E há indicações de que a redução deve continuar, uma vez que faz parte do estímulo monetário que o Copom (Comitê de Política Monetária, responsável por essa definição) entende necessário para enfrentar os impactos econômicos causados pela pandemia COVID-19.

Isso aumenta o desafio do investidor brasileiro, pois com a Selic baixa, os retornos de aplicações mais conservadoras passam ser muito menores do que aqueles mais arriscados, com os quais estavam acostumados já há alguns anos.

Onde então buscar um retorno melhor?

A saída mais tradicional para o investidor brasileiro, que aceita um risco maior em busca de um retorno também maior, tem sido historicamente o mercado de ações. Mas os impactos econômicos trazidos pela pandemia do COVID-19 culminaram em um dos piores momentos do mercado de ações nos últimos 22 anos. Veja o gráfico abaixo do índice Bovespa, principal indicador das ações negociadas na B3, criados com Tradingview

 O índice Bovespa saiu de 119.534 no dia 23 de janeiro de 2020, para 63.569 no dia 23 de março, em uma queda de 46,82%, com algumas ações importantes trazendo uma queda superior a 70%. 

Já a recuperação tem ocorrido, mas não na velocidade que os investidores desejavam (veja o gráfico abaixo). Em 45 dias de recuperação, o mercado obteve uma valorização de 26,19%, saindo de 63.604 em 24 de março para 80.263 em 8 de maio. Esta lenta ascensão basicamente acontece porque os preços no mercado de ações refletem a expectativa do mercado com relação ao crescimento e ao resultado das empresas no futuro, e ainda existe muita dúvida no mercado sobre a extensão e a profundidade do impacto econômico que a pandemia está causando na economia brasileira.

Afinal, e os criptoativos, como se comportaram?

Vamos ver como se comportou o bitcoin, a criptomoeda mais importante do mercado de criptoativos. O bitcoin começou o ano de 2020 em uma tendência de alta, saindo de US$7.195 para US$ 10.344 em 14 de fevereiro, valorizando 44,17% neste período. Parecia até que não sofreria com os impactos econômicos trazidos pela pandemia do COVID-19. Mas nenhum tipo de ativo financeiro escapou da corrida por liquidez causada pela pandemia, e com o bitcoin não foi diferente, e de US$10.344 em 14 de fevereiro foi para US$4.800 em 12 de março, sofrendo uma queda de 53,6% (em dólares). Veja o gráfico abaixo do bitcoin na Binance, criado com Tradingview.

Mas no caso do bitcoin a recuperação veio também com muita velocidade, veja o gráfico abaixo. O bitcoin saiu de US$4.800 em 13 de março para US$9.564 às 20:05 (horário Brasília) do dia 9 de maio, valorizando 99,26% em dólares neste período.

Um dos fatores que tem contribuído para a rápida recuperação do bitcoin é que ele além de funcionar como meio de troca e unidade de referência de valor, também é visto como um ativo de reserva de valor. Isto porque o bitcoin não sofre com a inflação produzida por decisões governamentais. O bitcoin é um ativo escasso, a criação de mais bitcoins já está programada no sistema, e ocorre como recompensa aos mineradores que são os responsáveis pela validação das transações. Ou seja, ninguém é capaz de criar mais bitcoins aumentando artificialmente a sua oferta. 

Reserva de valor é para onde os investidores levam parte de seus investimentos em tempos de crise, e como a oferta deste tipo de ativo é escassa, o excesso de demanda faz com que o valor deste ativo suba.

Mas se o comportamento do bitcoin nos gráficos acima pareceu promissor para o investidor que aceita risco em troca de um maior retorno, ainda temos uma variável que deixa esta relação ainda mais favorável.

Vocês devem ter notado que pegamos a cotação do bitcoin na Binance com relação ao BUSD, uma criptomoeda estável lastreada em dólares, ou seja, cada BUSD vale 1 dólar. Para sermos exatos, existe uma oscilação extremamente pequena, tão pequena que podemos desconsiderar em nossa análise.

Considerando a cotação do dólar comercial no Banco Central conforme a tabela abaixo, teríamos uma situação ainda mais favorável. O bitcoin sairia de R$ 44.582,64 em 14 de fevereiro para R$ 23.424,00 em 12 de março sofrendo uma queda na verdade de 47,46% em reais. A recuperação em reais veio ainda mais rápida, e ele saiu de R$ 22.704,00 em 13 de março para R$ 55.088,64 às 20:05 (horário Brasília) do dia 9 de maio, valorizando incríveis 142,63% em reais neste período! 

Data

Taxa do dólar

Valor em US$

Valor em R$

14/02

4,31

$ 10.344

R$ 44.582,64

12/03

4,88

$ 4.800

R$ 23.424,00

13/03

4,73

$ 4.800

R$ 22.704,00

08/05

5,76

$ 9.564

R$ 55.088,64

A Selic e o Dólar

E como dissemos no início desta análise, há indicações de que a redução da Selic deve continuar, uma vez que faz parte do estímulo monetário que o Copom entende necessário para enfrentar os impactos econômicos causados pela pandemia COVID-19.

Mas qual a relação entre a taxa da Selic e a cotação do dólar? Para entendermos a influência que a primeira pode realizar sobre a segunda precisamos entender o que são as operações de carry-trade. Neste tipo de operação, grandes investidores tomam recursos emprestados em moeda estrangeiras com taxas de juros baixas (como o dólar), e emprestam em moeda local com alta taxa de juros (o Real). Quanto maior a diferença desta taxa de juros, mais interessante fica este tipo de operação, trazendo um grande fluxo de moeda estrangeira (no caso o dólar) para dentro do país. Quando ocorre o contrário, ou seja, a diferença da taxa de juros americano e brasileiro diminui, este tipo de operação passa ter uma relação retorno/risco pior, os grandes investidores perdem o interesse neste tipo de operação e ocorre um grande fluxo de dólar para fora do país.

No momento estamos no patamar mínimo histórico de diferencial de juros entre Brasil e Estado Unidos, e a expectativa é que esse patamar não vá mudar no curto prazo, na verdade pode baixar ainda mais. Ou seja, a pressão sobre o Real vai continuar, com o grande fluxo de dólar para fora do país. E sob essa ótica, o dólar deve continuar em uma tendência de valorização.

O que tiramos disso?

O investidor brasileiro que pretende buscar uma opção com maior rentabilidade para seus investimentos pode encontrar no mercado de criptoativos uma opção importante para aquela parte que ele pretende colocar em renda variável.

É um mercado que oferece a possibilidade de valorização dos criptoativos escolhidos e ainda carrega intrinsecamente uma proteção cambial para o investidor.

Uma excelente fonte de informação para o investidor que quer entender melhor este mercado é o Binance Academy, onde você encontra artigos, tutoriais e informações de base importantes para a tomada de decisão de investimentos no mundo crypto.

Siga-nos no novo canal no Twitter, Instagram, Facebook e YouTube. Participe do nosso grupo oficial da Binance em Português Telegram para conversar com a nossa comunidade.

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2020
Hora dos criptoativos: Como a baixa da Selic afeta o retorno dos seus investimentos?

A taxa Selic no Brasil nunca esteve tão baixa, e podemos dizer que isso faz parte da nova realidade brasileira. Esta foi a sétima redução seguida, trazendo a taxa para um patamar de 3% ao ano. E há indicações de que a redução deve continuar, uma vez que faz parte do estímulo monetário que o Copom (Comitê de Política Monetária, responsável por essa definição) entende necessário para enfrentar os impactos econômicos causados pela pandemia COVID-19.

Isso aumenta o desafio do investidor brasileiro, pois com a Selic baixa, os retornos de aplicações mais conservadoras passam ser muito menores do que aqueles mais arriscados, com os quais estavam acostumados já há alguns anos.

Onde então buscar um retorno melhor?

A saída mais tradicional para o investidor brasileiro, que aceita um risco maior em busca de um retorno também maior, tem sido historicamente o mercado de ações. Mas os impactos econômicos trazidos pela pandemia do COVID-19 culminaram em um dos piores momentos do mercado de ações nos últimos 22 anos. Veja o gráfico abaixo do índice Bovespa, principal indicador das ações negociadas na B3, criados com Tradingview

 O índice Bovespa saiu de 119.534 no dia 23 de janeiro de 2020, para 63.569 no dia 23 de março, em uma queda de 46,82%, com algumas ações importantes trazendo uma queda superior a 70%. 

Já a recuperação tem ocorrido, mas não na velocidade que os investidores desejavam (veja o gráfico abaixo). Em 45 dias de recuperação, o mercado obteve uma valorização de 26,19%, saindo de 63.604 em 24 de março para 80.263 em 8 de maio. Esta lenta ascensão basicamente acontece porque os preços no mercado de ações refletem a expectativa do mercado com relação ao crescimento e ao resultado das empresas no futuro, e ainda existe muita dúvida no mercado sobre a extensão e a profundidade do impacto econômico que a pandemia está causando na economia brasileira.

Afinal, e os criptoativos, como se comportaram?

Vamos ver como se comportou o bitcoin, a criptomoeda mais importante do mercado de criptoativos. O bitcoin começou o ano de 2020 em uma tendência de alta, saindo de US$7.195 para US$ 10.344 em 14 de fevereiro, valorizando 44,17% neste período. Parecia até que não sofreria com os impactos econômicos trazidos pela pandemia do COVID-19. Mas nenhum tipo de ativo financeiro escapou da corrida por liquidez causada pela pandemia, e com o bitcoin não foi diferente, e de US$10.344 em 14 de fevereiro foi para US$4.800 em 12 de março, sofrendo uma queda de 53,6% (em dólares). Veja o gráfico abaixo do bitcoin na Binance, criado com Tradingview.

Mas no caso do bitcoin a recuperação veio também com muita velocidade, veja o gráfico abaixo. O bitcoin saiu de US$4.800 em 13 de março para US$9.564 às 20:05 (horário Brasília) do dia 9 de maio, valorizando 99,26% em dólares neste período.

Um dos fatores que tem contribuído para a rápida recuperação do bitcoin é que ele além de funcionar como meio de troca e unidade de referência de valor, também é visto como um ativo de reserva de valor. Isto porque o bitcoin não sofre com a inflação produzida por decisões governamentais. O bitcoin é um ativo escasso, a criação de mais bitcoins já está programada no sistema, e ocorre como recompensa aos mineradores que são os responsáveis pela validação das transações. Ou seja, ninguém é capaz de criar mais bitcoins aumentando artificialmente a sua oferta. 

Reserva de valor é para onde os investidores levam parte de seus investimentos em tempos de crise, e como a oferta deste tipo de ativo é escassa, o excesso de demanda faz com que o valor deste ativo suba.

Mas se o comportamento do bitcoin nos gráficos acima pareceu promissor para o investidor que aceita risco em troca de um maior retorno, ainda temos uma variável que deixa esta relação ainda mais favorável.

Vocês devem ter notado que pegamos a cotação do bitcoin na Binance com relação ao BUSD, uma criptomoeda estável lastreada em dólares, ou seja, cada BUSD vale 1 dólar. Para sermos exatos, existe uma oscilação extremamente pequena, tão pequena que podemos desconsiderar em nossa análise.

Considerando a cotação do dólar comercial no Banco Central conforme a tabela abaixo, teríamos uma situação ainda mais favorável. O bitcoin sairia de R$ 44.582,64 em 14 de fevereiro para R$ 23.424,00 em 12 de março sofrendo uma queda na verdade de 47,46% em reais. A recuperação em reais veio ainda mais rápida, e ele saiu de R$ 22.704,00 em 13 de março para R$ 55.088,64 às 20:05 (horário Brasília) do dia 9 de maio, valorizando incríveis 142,63% em reais neste período! 

Data

Taxa do dólar

Valor em US$

Valor em R$

14/02

4,31

$ 10.344

R$ 44.582,64

12/03

4,88

$ 4.800

R$ 23.424,00

13/03

4,73

$ 4.800

R$ 22.704,00

08/05

5,76

$ 9.564

R$ 55.088,64

A Selic e o Dólar

E como dissemos no início desta análise, há indicações de que a redução da Selic deve continuar, uma vez que faz parte do estímulo monetário que o Copom entende necessário para enfrentar os impactos econômicos causados pela pandemia COVID-19.

Mas qual a relação entre a taxa da Selic e a cotação do dólar? Para entendermos a influência que a primeira pode realizar sobre a segunda precisamos entender o que são as operações de carry-trade. Neste tipo de operação, grandes investidores tomam recursos emprestados em moeda estrangeiras com taxas de juros baixas (como o dólar), e emprestam em moeda local com alta taxa de juros (o Real). Quanto maior a diferença desta taxa de juros, mais interessante fica este tipo de operação, trazendo um grande fluxo de moeda estrangeira (no caso o dólar) para dentro do país. Quando ocorre o contrário, ou seja, a diferença da taxa de juros americano e brasileiro diminui, este tipo de operação passa ter uma relação retorno/risco pior, os grandes investidores perdem o interesse neste tipo de operação e ocorre um grande fluxo de dólar para fora do país.

No momento estamos no patamar mínimo histórico de diferencial de juros entre Brasil e Estado Unidos, e a expectativa é que esse patamar não vá mudar no curto prazo, na verdade pode baixar ainda mais. Ou seja, a pressão sobre o Real vai continuar, com o grande fluxo de dólar para fora do país. E sob essa ótica, o dólar deve continuar em uma tendência de valorização.

O que tiramos disso?

O investidor brasileiro que pretende buscar uma opção com maior rentabilidade para seus investimentos pode encontrar no mercado de criptoativos uma opção importante para aquela parte que ele pretende colocar em renda variável.

É um mercado que oferece a possibilidade de valorização dos criptoativos escolhidos e ainda carrega intrinsecamente uma proteção cambial para o investidor.

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