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Moeda Digital do Banco Central e Moeda Digital Fiduciária: O Que Você Precisa Saber

2021-10-28

Neste artigo, você aprenderá sobre a moeda digital do banco central e seu papel nas criptomoedas. 

Principais Tópicos:

  • As CBDCs são uma forma digital de moeda fiduciária. Elas são estabelecidas como dinheiro por regulamentação governamental e servem como um registro eletrônico ou token digital da moeda oficial do país emissor.

  • A diferença mais notável entre as CBDCs e uma criptomoeda tradicional é a descentralização.

  • Existem dois tipos de CBDCs: de varejo e atacado.

  • CBDCs e criptomoedas de todos os tipos (incluindo stablecoins) irão coexistir. Elas fornecem diferentes formas de liquidação e as duas formas de moedas abordam diferentes questões e públicos.

A adoção da criptomoeda está em ascensão e a atenção no setor—da Main Street a Wall Street——está em alta. Sem nenhuma surpresa, o aumento da atenção se traduziu em capitalizações do mercado das criptomoedas quebrando novos recordes em meados de outubro, que atingiu uma capitalização de mercado total superior a 2,5T de USD.

 

À medida que capital externo continua a entrar no mercado das criptomoedas, a demanda continua a crescer não apenas por criptomoedas populares como o Bitcoin e o Ether, mas também por stablecoins como USDT e USDC, que são vinculadas ao dólar americano em uma proporção de 1:1.

 

No entanto, essas stablecoins também estão enfrentando um processo minucioso crescente e uma oposição dos bancos centrais em todo o mundo, muitos dos quais consideram sua existência uma ameaça às políticas monetárias do governo. Como resultado, as Moedas Digitais do Banco Central (CBDCs) passaram por um aumento recente em suporte e desenvolvimento. Mas o que exatamente são as CBDCs? E como eles se encaixam no mundo das criptomoedas? 

Apresentando CBDCs, Stablecoins e Dinheiro Digital

 

Em seu nível mais básico, as CBDCs são uma forma digital de moeda fiduciária. Elas são estabelecidas como dinheiro por regulamentação governamental e servem como um registro eletrônico ou token digital da moeda oficial do país emissor. Assim como o dinheiro fiduciário (por exemplo, dólares americanos, yuans chineses, reais brasileiros), as CBDCs são baseadas na garantia por toda a fé e crédito do governo emissor – o que contrasta fortemente com uma criptomoeda "tradicional" que é completamente descentralizada e não tem o apoio de qualquer governo. 

 

Para aqueles menos familiarizados com as criptomoedas e pagamentos eletrônicos, as CBDCs, stablecoins e dinheiro digital são bastante semelhantes entre si. No entanto, todos os três ainda compartilham qualidades distintas, o que torna essencial entender as principais diferenças entre eles. 

Stablecoins

 

À medida que nos aproximamos dos meses finais de 2021, existem mais de sessenta stablecoins com uma capitalização de mercado superior a 130 bilhões de dólares. Traders e transatores frequentes de criptomoeda reconhecerão as moedas principais – USDT, USDC, BUSD, DAI, UST e TUSD, que coletivamente representam mais de 96% da capitalização total do mercado das stablecoins. 

 

Ao contrário das CBDCs, que são apoiadas pelo governo, as stablecoins são apoiadas pelos ativos físicos da moeda representada ou por uma mistura de moedas ou por outros ativos. Os emissores da stablecoin USDT certa vez alegaram que existia uma reserva para respaldar cada USDT emitido em uma proporção 1:1. No entanto, essa postura mudou desde então para a alegação de que suas reservas agora são compostas de moeda tradicional e equivalentes em dinheiro e, de tempos em tempos, podem incluir outros ativos e contas a receber de empréstimos de terceiros.

 

Dinheiro Digital (Dinheiro Eletrônico)

 

Em todas as contas bancárias em todo o mundo existem moedas eletrônicas que, se operando de acordo com regras semelhantes às dos Estados Unidos, são garantidas pelas reservas do banco. No sistema dos EUA, os bancos operam em um sistema conhecido como banco de reserva fracionária, em que a reserva do banco precisa manter apenas uma fração dos passivos de depósito do banco.

 

Ao transferir pagamentos de uma parte para outra utilizando dinheiro eletrônico, essas transferências ocorrem na infraestrutura financeira existente e não na blockchain - como é o caso das CBDCs e das stablecoins.

 

 

As CBDCs podem ser vistas como mais "livres de risco" do que o dinheiro digital e, dependendo da sua perspectiva sobre a descentralização, mais livres de riscos do que as stablecoins, visto que muitas não são particularmente transparentes.   

 

Além disso, a CBDC tem o poder de simplificar a implementação da política monetária em uma economia onde os países e bancos centrais estão explorando o Distributed Ledger Technologies (DLT) (registro distribuído) por meio dos casos de uso e das aplicações da CBDC.

 

Quais são as principais diferenças entre as CBDCs e as criptomoedas?

 

Talvez uma das diferenças mais notáveis entre as CBDCs e uma criptomoeda tradicional seja a descentralização. Embora a maioria das criptomoedas seja descentralizada, todas as CBDCs são centralizados – gerenciadas, controladas e de propriedade total do governo emissor da moeda e/ou autoridade monetária.

 

Na prática, a centralização de uma CBDC emitida significa que os mecanismos de planejamento e de tomada de decisão associados à moeda estão concentrados em um determinado ponto dentro do sistema.

 

Portanto, não apenas o banco central de um país tomaria todas as decisões relacionadas a quaisquer CBDCs mantidas pelo povo, mas ele poderia fazê-lo à vontade e a qualquer momento. Embora isso possa não parecer diferente do sistema monetário físico existente, q moeda fiduciária digital introduz novos elementos de controle que podem ser exercidos pelos bancos centrais. Em particular, as CBDCs são o dinheiro efetivamente programável, o que significa que os governos podem criar dinheiro que expira digitalmente. 

 

Junto com essa centralização está a perda do anonimato que as criptomoedas tradicionais proporcionam aos seus holders. Ao contrário do Bitcoin e do ETH, que podem ser adquiridos anonimamente através de trocas peer-to-peer ou diretamente entre carteiras, a centralização da CBDC criaria um ecossistema onde os bancos centrais podem vincular e rastrear os movimentos de suas moedas digitais entre usuários, empresas e entidades. Até mesmo o dinheiro físico hoje oferece aos usuários a capacidade de realizar transações anonimamente. 

 

O Bitcoin pode ser chamado de "ouro digital", mas na verdade não é derivado do ouro, prata, metais preciosos ou qualquer outra commodity. Na verdade, o valor do BTC (e o valor da maioria das criptomoedas) deriva dos holders que confiam na rede Bitcoin e em suas naturezas descentralizadas. Por outro lado, as CBDCs são apoiadas pela plena fé e confiança do governo emissor, assim como a moeda fiduciária física. Embora as criptomoedas e as CBDCs sejam definidas por intangíveis – em última análise, a confiança é crítica para o holder da moeda. 

Quais são os tipos de CBDC?

 

Nem todos as CBDCs podem ser categorizadas da mesma maneira. Existem dois tipos de CBDCs, atacado e varejo. As CBDCs de atacado são usadas para transações entre instituições bancárias. Por outro lado, as CBDCs de varejo facilitam a transferência de fundos entre os consumidores.

CBDC de Atacado

Com as CBDCs de atacado, as instituições financeiras podem conduzir e liquidar transações por meio de pagamentos interbancários, o que poderia agilizar e automatizar as transferências internacionais. Embora isso não pareça muito diferente do que é possível hoje, os sistemas de liquidação atuais funcionam principalmente em jurisdições únicas ou apenas com uma moeda. Em um modelo de CBDC por atacado, que aproveitaria todas as vantagens da blockchain e suas tecnologias relacionadas, as transações seriam mais rápidas, suaves e possivelmente mais confiáveis.

CBDC de Varejo

As CBDCs de varejo são para as pessoas. Simplesmente, pode-se considerá-las como uma forma de dinheiro digital, emitidas e baseadas pela plena fé e confiança das autoridades monetárias do país emissor. Ao contrário do dinheiro digital de hoje, que um banco emite, as CBDCs de varejo são emitidas pelo governo.

 

Com toda essa conversa sobre as CBDCs, você pode se surpreender ao saber que apenas cinco CBDCs foram lançados até agora, com as Bahamas liderando com a introdução do Sand Dollar. No entanto, muitos dos países mais poderosos do mundo estão a caminho de lançar sua própria CBDC em breve. China, Suécia, França, Japão, Turquia, Suíça, Arábia Saudita e Tailândia estão totalmente no desenvolvimento dessa solução ou já estão testando sua primeira versão.

 

Casos de uso das CBDCs: para digitalizar dinheiro e moedas

 

Por mais semelhantes que possam parecer, o dinheiro digital e físico são muito diferentes das CBDCs. Uma das vantagens das CBDCs tem a ver com o fato das operações serem feitas em uma blockchain. Hoje, a transferência de moeda fiduciária de uma pessoa para outra, ou de uma entidade para outra, depende de sistemas financeiros antiquados e outras maneiras online. Esses sistemas desatualizados têm suas limitações, incluindo restrições sobre o número ou tipos de moedas que podem suportar. Por último, esses sistemas não funcionam 24 horas por dia – já que indivíduos e empresas precisam passar pelo banco durante o horário comercial normal para realizar transferências.

 

Na blockchain, os bancos que fazem o intermédio não são necessários e o acesso está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Além disso, as blockchains suportam transações em várias moedas, com liquidação feita em possíveis minutos (ao contrário do método tradicional que são dias).

 

Em todos os lugares, as empresas e as pessoas se beneficiariam. Sob tal sistema, as pessoas teriam a capacidade de realizar transferências dentro e fora de seu país, a qualquer hora do dia, com liquidação quase instantânea em comparação com os sistemas usados atualmente.

 

Elas podem coexistir?

 

De muitas maneiras, as CBDCs e as criptomoedas tradicionais são pólos opostos, diferindo 180 graus em muitos aspectos principais do que cada uma oferece:

  • Centralização vs descentralização

  • Usuário conhecido vs. anônimo

  • Privado e com permissão (blockchain) vs público e sem permissão (blockchain)

  • Confiável x não confiável

 

Mas elas são mutuamente exclusivas uma da outra? Escolher uma significa negar a outra?

 

No mundo de hoje, embora a moeda fiduciária possa reinar de forma suprema - lembre-se de que existem vários tipos de moedas (USD, EUR, CNY, para citar algumas). Além disso, a moeda fiat não é a única reserva de valor que pode ser transacionada e transferida. As commodities como ouro, prata, bronze, petróleo e outros também podem ser negociados entre as partes para liquidar obrigações.

 

No final, é mais do que provável que as CBDCs e as criptomoedas de todos os tipos (incluindo stablecoins) coexistirão. Além de fornecer diferentes formas de liquidação que podem ser mais vantajosas para uma das partes que negocia do que para outra, as duas formas de moedas tratam de questões e públicos diferentes.

 

As instituições financeiras estabelecidas ficarão felizes em realizar transações de CBDC, acreditando na segurança da blockchain privada e no fato de que o governo de um país apoia as CBDCs de interesse. Por outro lado, um cidadão comum pode preferir stablecoins ou outras criptomoedas, colocando mais confiança na tecnologia blockchain do que em um governo que pode ser visto como instável por seus constituintes.

Conclusão

 

Enquanto as CBDCs e as criptomoedas nascem do conceito de moedas digitais, cada uma possui características e recursos distintos que atendem às necessidades de um usuário específico. Cada usuário, empresa e entidade precisará avaliar os diferentes recursos e determinar qual moeda digital atende às suas necessidades. 

À medida que o mundo continua avançando para novas fronteiras, uma coisa é quase certa – as moedas e os ativos digitais continuarão a desempenhar um papel mais importante. 

 

Conhecendo essa tendência geral, as economias dos mercados emergentes podem considerar as CBDCs como uma forma de estimular a digitalização financeira, enquanto as economias avançadas podem considerar as moedas digitais como uma ferramenta de próxima geração para facilitar e melhorar as políticas monetárias existentes.

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