Alguns argumentam que, ao contrário do ouro e da prata, que tem utilidade industrial e estética, as criptomoedas não possuem valor real.
Resposta: O mesmo pode ser dito sobre as moedas fiduciárias que se emite. A noção de "valor intrínseco" é uma relíquia econômica. O valor real do dinheiro emana da escassez, da credibilidade e da demanda como meio de liquidação. A escassez do Bitcoin é determinada e fiscalizada por matemática e a escassez do dinheiro fiduciário é uma decisão política
Porém, diferente do dinheiro fiduciário, criptomoedas têm utilidade tecnológica, possibilidades econômicas novas (RWA, DeSci, IA, registros contratuais imutáveis, etc), princípios matemáticos que garantem uma economia transparente, praticidade, autocustódia do capital e mais descentralização. Melhor para o planeta, pois a extração do ouro destrói o meio-ambiente e as criptomoedas não, pois são "extraídas" da energia. Definitivamente energia é mais valiosa que ouro. Qualquer alienígena sabe que três coisas são as mais valiosas do Universo: Vida, tempo e energia. As criptomoedas satisfazem duas destas coisas e poupam a terceira. O que mais consome tempo, energia e causa danos ao meio-ambiente (por consequência a vida), transportar 1 tonelada de ouro ou prata dos EUA para o Japão ou o valor correspondente em uma transferência na blockchain? E se o governo resolver confiscar seu ouro? Te garanto que com 12 palavras memorizadas, consigo fugir de uma ditadura com meu dinheiro. Criptomoedas são melhores para a vida, ganham tempo e poupam energia e também garante a liberdade financeira. O valor das criptomoedas está na facilidade e segurança proporcionada pela tecnologia. Por que você compra software? Pois facilitam o trabalho, o desenvolvimento em diversos campos técnicos e científicos, torna a rotina mais fácil, etc.

