O silêncio na mesa de negociações em Doha é ensurdecedor. O Irã e os mediadores do Catar encerraram as conversas sem nenhum acordo, e Washington parece ficar sem cartas na manga.

A proposta iraniana tem sete etapas. Eles querem o fim do bloqueio naval americano e a reabertura do Estreito de Ormuz antes de discutir o resto. Washington, por outro lado, não vai ceder nas questões nucleares e de segurança.

Trump chamou as conversas de produtivas e afastou a possibilidade de ataques antes das eleições de meio de mandato. Mas e depois das eleições? O cenário é uma incógnita.

O petróleo caiu com o otimismo de que haverá diplomacia. O perigo real é que as rotas de energia e o transporte marítimo já foram afetados, e o abastecimento global está vulnerável.

A verdade é simples: nenhum dos lados quer abrir mão da sua influência. A distância entre o que Teerã aceita e o que Washington exige é o abismo que impede a paz. O momento mais perigoso é justamente esse. As conversas pararam, mas o conflito não.

Washington consegue costurar um acordo ou estamos caminhando para uma escalada?

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