A China avança em blockchain enquanto mantém restrições às atividades financeiras com criptomoedas. Como interpretar esse movimento?
Em 29 de outubro, a autoridade chinesa de internet publicou um novo lote de registros de serviços blockchain, com 29 serviços. Esse registro administrativo não representa uma liberação da negociação de Bitcoin.
Na China continental, a norma publicada em fevereiro de 2026 reafirma restrições às atividades financeiras com moedas virtuais. Ao mesmo tempo, prevê espaço para determinadas operações de tokenização de ativos reais, mediante aprovação e uso de infraestrutura financeira específica.
Hong Kong segue um regime próprio. Em abril, sua autoridade monetária concedeu licenças de emissão de stablecoins à Anchorpoint Financial e ao HSBC. Isso também não equivale à abertura do mercado continental.
Minha leitura: o avanço da infraestrutura digital pode coexistir com controles rígidos sobre emissão, negociação e circulação de capital.
Para quem investe ou constrói nesse setor, quatro perguntas ajudam a separar mudança concreta de narrativa:
• Qual atividade foi autorizada?
• Por qual regulador?
• Em qual jurisdição?
• Para quais participantes?
Na CriptoZion, considero essa distinção essencial para analisar o mercado com contexto, sem transformar cada anúncio sobre blockchain em uma promessa de valorização do Bitcoin.
Como você avalia a expansão da tokenização dentro de estruturas financeiras reguladas?
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