Prazo do BC para exchanges termina nesta sexta-feira

📋 Resumo
Exchanges que já operam no Brasil têm até sexta-feira (30) para protocolar o pedido de autorização no Banco Central. O processo pode durar até dois anos, enquanto exigências de capital, auditoria e rastreamento de carteiras elevam o custo de conformidade e podem acelerar a concentração do mercado.

As empresas de criptoativos que já prestam serviços no Brasil entram na reta final para solicitar autorização ao Banco Central. O prazo termina nesta sexta-feira (30), e quem protocolar o pedido dentro da janela poderá continuar operando enquanto o regulador analisa a documentação — uma etapa que pode levar até dois anos.

A entrega do pedido, porém, é apenas o começo. As regras estabelecidas pelas Resoluções BCB 519, 520 e 521 aproximam corretoras, custodiantes e intermediários de cripto do padrão de supervisão aplicado ao sistema financeiro. Isso inclui capital mínimo, controles contra lavagem de dinheiro, auditorias recorrentes, segurança cibernética e procedimentos para identificar a origem e o destino das transferências.

O que muda após o prazo do Banco Central

Segundo a apuração publicada nesta quinta-feira pelo Cointelegraph, plataformas que perderem o prazo terão de interromper a prestação de serviços dentro do período previsto para saída ordenada. Novas empresas, por sua vez, precisarão obter autorização antes de iniciar atividades reguladas no país.

O enquadramento encerra uma transição iniciada com a entrada em vigor do novo regime. Em fevereiro, o CriptoBR mostrou como o Banco Central passou a fiscalizar diretamente o setor de criptoativos. A etapa atual separa as companhias que formalizaram o pedido das que terão de deixar o mercado ou reorganizar sua operação.

As exigências de capital variam conforme o tipo de serviço.