O diretor de tecnologia da Palantir fez uma declaração que viralizou nos círculos de inteligência artificial: segundo ele, alguns pesquisadores de IA teriam começado a fumar cigarros como forma de demonstrar crença de que a tecnologia será capaz de curar o câncer antes que o hábito cause danos irreversíveis à saúde .

A afirmação expõe o nível de otimismo, e de controvérsia, que cerca as apostas do setor sobre o futuro da medicina.

A declaração ocorre num momento em que líderes das maiores empresas de inteligência artificial vêm reiterando publicamente que a tecnologia será capaz de curar o câncer em poucos anos , conforme apontou Época Negócios ao ouvir oncologistas sobre os limites dessas promessas . O episódio da Palantir é o exemplo mais extremo desse otimismo: transformar o próprio corpo em objeto de aposta sobre a velocidade do progresso científico.

A comunidade médica, porém, adota um tom bem diferente. O professor de biofísica Michele Vendruscolo, um dos diretores do Centro de Doenças Proteínicas da Universidade de Cambridge, reconhece a dificuldade do problema:

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