Hoje vamos começar uma série falando sobre alguns dos maiores traders da história, suas estratégias, erros, acertos e, principalmente, o que podemos aprender com a forma como eles enxergavam o mercado.

E começamos com Paul Tudor Jones.

“As pessoas cometem um grande erro ao colocar o dinheiro à frente do risco.”

Essa é uma das principais lições que podemos extrair da filosofia de Paul Tudor Jones: o risco vem primeiro.

Antes de pensar em quanto uma operação pode render, o trader precisa entender quanto pode perder, onde sua leitura deixa de fazer sentido e quanto do seu capital está disposto a colocar em risco.

Primeiro vem a GESTÃO DE RISCO. Depois vêm os ganhos.

QUEM É PAUL TUDOR JONES? É um dos nomes mais conhecidos da história do trading e dos hedge funds.

Ele iniciou sua trajetória profissional negociando commodities, com forte atuação no mercado futuro de algodão. Em 1980, fundou a Tudor Investment Corporation, que se transformaria em uma grande gestora global.

Sua atuação ficou especialmente associada ao Global Macro: observar não apenas um gráfico isoladamente, mas juros, moedas, commodities, ações, política monetária e os grandes movimentos de capital para identificar mudanças importantes no mercado.

O TRADE QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA

O episódio que o transformou em uma referência mundial aconteceu em 19 de outubro de 1987, na chamada Black Monday. Naquele único pregão, o Dow Jones caiu aproximadamente 22,6%, até hoje a maior queda percentual diária da história do índice.

Jones e sua equipe já estudavam a possibilidade de uma queda severa. Peter Borish, que trabalhava com ele, havia realizado comparações entre o comportamento daquele mercado e o período que antecedeu o crash de 1929.

Jones não simplesmente tentou adivinhar que o mercado cairia. A equipe construiu uma tese, acompanhou o comportamento do mercado e se posicionou para aquele cenário.

Quando o crash aconteceu, suas posições vendidas foram extremamente lucrativas.

Em 1987, o fundo Tudor teria registrado retorno de aproximadamente 125,9% após taxas, e estimativas históricas apontam que Jones ganhou cerca de US$ 100 milhões naquele ano.

MAS A MAIOR LIÇÃO NÃO É TER ACERTADO O CRASH

É justamente aqui que está o ponto que quero trazer para vocês.

Paul Tudor Jones também errava operações. Ele entrava errado. Tomava stop. Cortava prejuízo.

Mudava de opinião quando o mercado mostrava que sua leitura estava errada.

O que diferenciava sua forma de trabalhar era compreender que nenhuma análise pode ser mais importante do que a preservação do capital.

Você pode acertar várias operações e destruir o resultado em uma única posição mal gerenciada.

Por isso, antes de perguntar:

“Quanto eu posso ganhar?”

aprenda a perguntar:

“Quanto eu posso perder se estiver errado?”

Esse é o princípio que vamos levar para toda a aula de hoje:

RISCO → GESTÃO → SOBREVIVÊNCIA → RESULTADO.

Porque no mercado, antes de aprender a ganhar, você precisa aprender a permanecer nele.

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