Stablecoins na América Latina: o desafio da liquidez

A adoção de stablecoins avança na América Latina, mas um novo relatório chama atenção para um ponto menos discutido: quem sustenta a liquidez desse mercado?

Um estudo da Varys Capital e da Verda Ventures, baseado no banco de dados Stablescape, analisou 494 empresas da região e identificou apenas 16 especialistas com atuação principal em liquidez no atacado entre stablecoins e moedas fiduciárias, tesouraria corporativa e crédito.

Segundo Amit Chu, da Verda Ventures, essa concentração pode aumentar a vulnerabilidade do mercado. Caso um provedor relevante perca acesso ao sistema bancário, conversões para moedas locais podem enfrentar spreads maiores, atrasos ou restrições.

Ao mesmo tempo, as stablecoins já representam 32,1% das transações transfronteiriças, 22,1% da atividade P2P doméstica e 17,6% dos saldos de carteiras pessoais na região, segundo dados da Chainalysis citados no relatório.

O contraste é relevante: a demanda cresce, enquanto a infraestrutura de liquidez permanece concentrada.

A questão agora é como ampliar essa infraestrutura sem comprometer eficiência, acesso e estabilidade.

Na sua visão, a diversificação dos provedores de liquidez será um dos próximos desafios para as stablecoins na América Latina?

ℹ️ 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗲𝘂́𝗱𝗼 𝗶𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗯𝗮𝘀𝗲𝗮𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗶𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗱𝗶𝘀𝗽𝗼𝗻𝗶́𝘃𝗲𝗶𝘀 𝗻𝗮 𝗱𝗮𝘁𝗮 𝗱𝗮 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼.

Fonte: Cointelegraph Brasil — 01/10/2026

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