🇺🇸 Os Estados Unidos estão se tornando menos acolhedores?
Durante décadas, os EUA construíram parte de sua força econômica e cultural sobre a capacidade de atrair imigrantes, trabalhadores qualificados, estudantes, empreendedores e investidores de todo o mundo. Mas esse ambiente está mudando — e não apenas em Washington.
Em uma análise publicada nesta semana, The Economist chama atenção para a crescente adoção, por diferentes estados americanos, de políticas que tornam o país menos receptivo a estrangeiros e imigrantes.
A questão não se limita ao controle da fronteira. Alguns estados vêm adotando medidas que restringem o acesso de imigrantes a determinados serviços, dificultam sua integração ou criam um ambiente político mais hostil à presença estrangeira. Em outros casos, autoridades locais passaram a assumir uma postura muito mais rígida diante da imigração irregular.
O fenômeno revela uma mudança importante: a política migratória americana está deixando de ser apenas uma questão federal e se tornando cada vez mais uma disputa entre estados.
Para os defensores dessas medidas, trata-se de recuperar o controle sobre a imigração, proteger empregos e serviços públicos e responder às preocupações de seus eleitores.
Para os críticos, porém, existe um risco econômico de longo prazo: uma América menos acolhedora pode se tornar também menos competitiva, justamente quando países como Canadá, Reino Unido, Austrália e outras economias desenvolvidas disputam os mesmos talentos globais.
A grande ironia é que a capacidade de receber pessoas de fora sempre foi uma das características que ajudaram a tornar os Estados Unidos uma potência.
Ao tentar se proteger do mundo, a América pode acabar afastando justamente as pessoas que ajudaram a construí-la.
Durante décadas, os EUA construíram parte de sua força econômica e cultural sobre a capacidade de atrair imigrantes, trabalhadores qualificados, estudantes, empreendedores e investidores de todo o mundo. Mas esse ambiente está mudando — e não apenas em Washington.
Em uma análise publicada nesta semana, The Economist chama atenção para a crescente adoção, por diferentes estados americanos, de políticas que tornam o país menos receptivo a estrangeiros e imigrantes.
A questão não se limita ao controle da fronteira. Alguns estados vêm adotando medidas que restringem o acesso de imigrantes a determinados serviços, dificultam sua integração ou criam um ambiente político mais hostil à presença estrangeira. Em outros casos, autoridades locais passaram a assumir uma postura muito mais rígida diante da imigração irregular.
O fenômeno revela uma mudança importante: a política migratória americana está deixando de ser apenas uma questão federal e se tornando cada vez mais uma disputa entre estados.
Para os defensores dessas medidas, trata-se de recuperar o controle sobre a imigração, proteger empregos e serviços públicos e responder às preocupações de seus eleitores.
Para os críticos, porém, existe um risco econômico de longo prazo: uma América menos acolhedora pode se tornar também menos competitiva, justamente quando países como Canadá, Reino Unido, Austrália e outras economias desenvolvidas disputam os mesmos talentos globais.
A grande ironia é que a capacidade de receber pessoas de fora sempre foi uma das características que ajudaram a tornar os Estados Unidos uma potência.
Ao tentar se proteger do mundo, a América pode acabar afastando justamente as pessoas que ajudaram a construí-la.
