Mineração de bitcoin avança no Brasil com isenções fiscais. Projetos são contemplados por incentivos tributários do governo Lula e de estados.

O mais avançado dos empreendimentos, da Renova Energia, já recebeu autorizações do ONS (Operador Nacional do Sistema) e licença ambiental do estado da Bahia. O projeto prevê investimento de US$ 200 milhões (R$ 1,09 bilhão) em uma infraestrutura com capacidade instalada de 100 megawatts e um consumo de eletricidade similar ao de uma cidade de 1 milhão de habitantes.

O estabelecimento chamado Satoshi —uma referência ao criador do Bitcoin e à fração mínima da moeda, um pedaço de um em 100 milhões— começará a operar em 2026 e terá dedicação exclusiva à mineração.

No arranjo, a Renova fornece infraestrutura física e energética e presta assistência técnica, enquanto um parceiro da área de criptomoedas cuida da operação de mineração e da comercialização dos ativos. A geradora de energia, uma das maiores do país, não revela quem é seu parceiro comercial devido a cláusulas de confidencialidade.

A companhia não está sozinha: ao menos outras duas geradoras de energia renovável têm pedidos similares de conexão à rede no ONS em andamento. Atlas Renewable Energy e Serena Energia, que têm projetos próprios, recusaram pedidos de comentário.

O gigante das criptomoedas Tether também investe na mineração de bitcoins com biometano em Mato Grosso do Sul.