Sou otimista com a inteligência artificial no longo prazo, mas cauteloso com os preços atuais de algumas ações. A demanda por IA parece real: empresas continuam investindo pesadamente em data centers, chips e capacidade computacional. Porém, crescimento operacional não significa que qualquer preço seja justificável.

Por isso, minha atenção está se deslocando da “corrida pelo melhor modelo” para quem fornece as pás e picaretas dessa transformação.

Além de fabricantes de GPUs como a Nvidia, vejo oportunidades em quatro áreas:

  1. Semicondutores e fabricação: empresas ligadas à produção, memória e componentes avançados, como TSMC, Broadcom e Micron.

  2. Redes e data centers: a IA exige transmissão rápida de grandes volumes de dados, beneficiando empresas como Arista Networks e Vertiv.

  3. Energia: data centers precisam de fornecimento elétrico estável e crescente. Geradoras, infraestrutura de rede e energia nuclear podem se tornar peças estratégicas.

  4. Cibersegurança: quanto mais empresas adotam IA, maior será a necessidade de proteger dados, modelos e infraestrutura digital.

Minha tese é simples: a IA pode ser uma ruptura econômica verdadeira, mas o mercado provavelmente não recompensará todas as empresas igualmente. Algumas possuem receita crescente e vantagem competitiva; outras apenas carregam “IA” na narrativa.

Portanto, continuo otimista estruturalmente, mas seletivo nas entradas. Em vez de perseguir uma ação depois de uma grande alta, prefiro acompanhar crescimento de receita, fluxo de caixa, margens, valuation e esperar preços que ofereçam melhor relação entre risco e retorno.

Os nomes citados fazem parte de uma lista de observação e não representam operações ou posições declaradas.

Na sua opinião, a melhor oportunidade ainda está nos fabricantes de chips ou já migrou para energia, redes e infraestrutura?

$NVDA.US

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