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Apenas Coincidências?A história do Bitcoin apresenta regularidades que chamam a atenção. Os principais fundos ficaram separados por intervalos próximos de quatro anos, assim como os grandes topos. Entretanto, isso não significa que o ciclo seja dividido igualmente entre dois anos de alta e dois anos de queda. Considerando os três ciclos mais recentes e tratando outubro de 2025 como o topo do último deles, o Bitcoin levou, em média, cerca de 1.060 dias — aproximadamente dois anos e onze meses — para sair do fundo e alcançar o topo. No caminho inverso, do topo ao fundo seguinte, a média foi de aproximadamente 383 dias, pouco mais de um ano. Historicamente, portanto, o ciclo tem sido assimétrico: quase três anos de recuperação e valorização, seguidos por cerca de um ano de mercado de baixa. A relação com o halving também apresenta uma curiosa regularidade: os fundos costumam ocorrer cerca de 500 dias antes desse evento, enquanto os topos aparecem aproximadamente entre 500 e 550 dias depois. Outros padrões se repetem: a máxima do ciclo anterior frequentemente se transforma em uma importante região de suporte; a média móvel de 200 semanas costuma se aproximar das grandes zonas de fundo; e os ciclos mais recentes apresentam valorizações proporcionalmente menores e quedas menos profundas. Nenhuma dessas coincidências garante que o futuro repetirá o passado, mas a recorrência sugere que a escassez programada do Bitcoin, combinada à psicologia dos investidores, continua produzindo ciclos reconhecíveis de euforia, correção e recuperação. Em resumo Fundo a fundo: aproximadamente 4 anos;Topo a topo: aproximadamente 4 anos;Fundo até o topo seguinte: média de 1.060 dias, ou aproximadamente 3 anos;Topo até o fundo seguinte: média de 383 dias, ou aproximadamente 1 ano;Fundo até o halving seguinte: cerca de 500 dias;Halving até o topo: aproximadamente 500 a 550 dias;Topo do ciclo anterior: tende a se transformar em uma região de suporte;Média móvel de 200 semanas: historicamente se aproxima das regiões de fundo;Ciclos mais recentes: valorizações menores e quedas menos profundas. Um resumo final, em números aproximados: três anos de valorização, um ano de queda e intervalos de quatro anos entre os grandes extremos. Podem ser apenas coincidências históricas — mas são coincidências regulares demais para serem ignoradas.

Apenas Coincidências?

A história do Bitcoin apresenta regularidades que chamam a atenção. Os principais fundos ficaram separados por intervalos próximos de quatro anos, assim como os grandes topos. Entretanto, isso não significa que o ciclo seja dividido igualmente entre dois anos de alta e dois anos de queda. Considerando os três ciclos mais recentes e tratando outubro de 2025 como o topo do último deles, o Bitcoin levou, em média, cerca de 1.060 dias — aproximadamente dois anos e onze meses — para sair do fundo e alcançar o topo. No caminho inverso, do topo ao fundo seguinte, a média foi de aproximadamente 383 dias, pouco mais de um ano. Historicamente, portanto, o ciclo tem sido assimétrico: quase três anos de recuperação e valorização, seguidos por cerca de um ano de mercado de baixa.
A relação com o halving também apresenta uma curiosa regularidade: os fundos costumam ocorrer cerca de 500 dias antes desse evento, enquanto os topos aparecem aproximadamente entre 500 e 550 dias depois. Outros padrões se repetem: a máxima do ciclo anterior frequentemente se transforma em uma importante região de suporte; a média móvel de 200 semanas costuma se aproximar das grandes zonas de fundo; e os ciclos mais recentes apresentam valorizações proporcionalmente menores e quedas menos profundas. Nenhuma dessas coincidências garante que o futuro repetirá o passado, mas a recorrência sugere que a escassez programada do Bitcoin, combinada à psicologia dos investidores, continua produzindo ciclos reconhecíveis de euforia, correção e recuperação.
Em resumo
Fundo a fundo: aproximadamente 4 anos;Topo a topo: aproximadamente 4 anos;Fundo até o topo seguinte: média de 1.060 dias, ou aproximadamente 3 anos;Topo até o fundo seguinte: média de 383 dias, ou aproximadamente 1 ano;Fundo até o halving seguinte: cerca de 500 dias;Halving até o topo: aproximadamente 500 a 550 dias;Topo do ciclo anterior: tende a se transformar em uma região de suporte;Média móvel de 200 semanas: historicamente se aproxima das regiões de fundo;Ciclos mais recentes: valorizações menores e quedas menos profundas.
Um resumo final, em números aproximados: três anos de valorização, um ano de queda e intervalos de quatro anos entre os grandes extremos.
Podem ser apenas coincidências históricas — mas são coincidências regulares demais para serem ignoradas.
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Devo esperar a confirmação do fundo do Bitcoin para só então investir?Identificar antecipadamente o fundo do Bitcoin é praticamente impossível. Ele somente se torna evidente depois que o preço já subiu significativamente e o mercado deixou para trás o período de maior pessimismo. Por isso, quem decide comprar apenas quando houver uma “confirmação” pode acabar entrando muito acima das mínimas, justamente depois de perder uma parcela importante da recuperação. Os fundos costumam se formar quando o cenário ainda parece desfavorável: investidores estão assustados, notícias negativas dominam o debate e novas quedas continuam parecendo possíveis. Quando o sentimento melhora, indicadores técnicos se recuperam e analistas passam a reconhecer que o pior provavelmente ficou para trás, o preço frequentemente já avançou dezenas de pontos percentuais. A confirmação traz maior conforto psicológico, mas normalmente cobra por isso. Esperar também cria outro problema: a confirmação raramente é inequívoca. Mesmo depois de uma forte alta, sempre haverá quem diga que se trata apenas de um repique temporário. O investidor pode então adiar novamente a compra, estabelecer um novo preço de entrada e permanecer paralisado enquanto o mercado continua subindo. A busca por certeza acaba transformando cautela em indecisão permanente. Isso não significa investir todo o dinheiro de uma vez nem ignorar a possibilidade de novas quedas. Uma abordagem mais prudente consiste em fazer compras parceladas, distribuídas ao longo do tempo. Assim, se o Bitcoin cair, ainda haverá capital disponível para comprar a preços menores; se subir, parte da posição já estará formada. Essa estratégia não acerta exatamente o fundo, mas reduz a dependência de uma previsão que ninguém consegue fazer com consistência. No Bitcoin, o objetivo realista não deve ser comprar no ponto mais baixo, mas construir uma posição a um preço médio compatível com uma visão de longo prazo e com a própria tolerância ao risco. Quem espera a confirmação absoluta pode obter mais segurança aparente, porém corre o risco de trocar preços baixos por tranquilidade tardia. Em vez de tentar adivinhar o instante perfeito, costuma ser mais sensato estabelecer critérios, comprar gradualmente e manter uma reserva para eventuais quedas. Aviso: Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e educacional e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de Bitcoin. Criptoativos apresentam alta volatilidade e risco de perda parcial ou total do capital. Antes de investir, faça sua própria análise e considere seus objetivos financeiros e sua tolerância ao risco.

Devo esperar a confirmação do fundo do Bitcoin para só então investir?

Identificar antecipadamente o fundo do Bitcoin é praticamente impossível. Ele somente se torna evidente depois que o preço já subiu significativamente e o mercado deixou para trás o período de maior pessimismo. Por isso, quem decide comprar apenas quando houver uma “confirmação” pode acabar entrando muito acima das mínimas, justamente depois de perder uma parcela importante da recuperação.
Os fundos costumam se formar quando o cenário ainda parece desfavorável: investidores estão assustados, notícias negativas dominam o debate e novas quedas continuam parecendo possíveis. Quando o sentimento melhora, indicadores técnicos se recuperam e analistas passam a reconhecer que o pior provavelmente ficou para trás, o preço frequentemente já avançou dezenas de pontos percentuais. A confirmação traz maior conforto psicológico, mas normalmente cobra por isso.
Esperar também cria outro problema: a confirmação raramente é inequívoca. Mesmo depois de uma forte alta, sempre haverá quem diga que se trata apenas de um repique temporário. O investidor pode então adiar novamente a compra, estabelecer um novo preço de entrada e permanecer paralisado enquanto o mercado continua subindo. A busca por certeza acaba transformando cautela em indecisão permanente.
Isso não significa investir todo o dinheiro de uma vez nem ignorar a possibilidade de novas quedas. Uma abordagem mais prudente consiste em fazer compras parceladas, distribuídas ao longo do tempo. Assim, se o Bitcoin cair, ainda haverá capital disponível para comprar a preços menores; se subir, parte da posição já estará formada. Essa estratégia não acerta exatamente o fundo, mas reduz a dependência de uma previsão que ninguém consegue fazer com consistência.
No Bitcoin, o objetivo realista não deve ser comprar no ponto mais baixo, mas construir uma posição a um preço médio compatível com uma visão de longo prazo e com a própria tolerância ao risco. Quem espera a confirmação absoluta pode obter mais segurança aparente, porém corre o risco de trocar preços baixos por tranquilidade tardia. Em vez de tentar adivinhar o instante perfeito, costuma ser mais sensato estabelecer critérios, comprar gradualmente e manter uma reserva para eventuais quedas.
Aviso: Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e educacional e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de Bitcoin. Criptoativos apresentam alta volatilidade e risco de perda parcial ou total do capital. Antes de investir, faça sua própria análise e considere seus objetivos financeiros e sua tolerância ao risco.
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Vazamento da Trezor reacende um alerta: nenhum atendimento legítimo precisa da sua seedO recente vazamento de dados de aproximadamente 13.700 clientes da Trezor exige atenção redobrada dos proprietários de criptomoedas. O incidente ocorreu nos sistemas da ShipMonk, empresa responsável pela logística e entrega de produtos, e expôs informações como nomes, endereços residenciais, telefones e e-mails. Não houve comprometimento dos dispositivos, das chaves privadas, dos PINs ou das palavras de recuperação. Isso, entretanto, não torna o episódio inofensivo: os dados vazados oferecem aos criminosos os elementos necessários para criar golpes extremamente convincentes. Uma tentativa de fraude poderá mencionar o nome verdadeiro do cliente, seu endereço, telefone e até informações relacionadas à compra da carteira. O contato poderá chegar por e-mail, ligação, mensagem ou correspondência física com aparência profissional. O golpista poderá se apresentar como funcionário da Trezor, alegar que o dispositivo foi comprometido e orientar uma suposta “verificação de segurança”, “atualização obrigatória” ou “migração emergencial” dos fundos. Justamente por possuir dados verdadeiros, o falso atendimento poderá parecer inteiramente legítimo. A regra de segurança mais importante é absoluta: nunca revele nem digite sua seed a pedido de alguém. A Trezor, uma corretora, um técnico ou qualquer atendimento legítimo jamais precisa conhecer as palavras de recuperação. Não importa se a mensagem contém seu nome completo, número do pedido e endereço; se o site parece oficial; se o atendente conhece detalhes da compra; ou se a ligação apresenta um número aparentemente verdadeiro. Qualquer solicitação para informar, confirmar, fotografar ou digitar a seed deve ser tratada como tentativa de roubo. Também é preciso desconfiar de páginas que peçam as palavras para “validar” a carteira, cancelar uma transação, instalar uma atualização ou evitar o bloqueio dos fundos. A seed não é uma senha convencional nem um dado cadastral: ela é o segredo que permite reconstruir a carteira e controlar todos os ativos nela armazenados. Quem obtém essas palavras não precisa roubar o dispositivo nem descobrir o PIN. Pode recriar a carteira em outro aparelho e transferir as moedas de forma praticamente irreversível. O mesmo cuidado vale para cartas recebidas em casa. O conhecimento do endereço permite que criminosos enviem correspondências com logotipos, linguagem técnica e QR Codes direcionando a páginas falsas. Nenhum QR Code recebido por correio, e-mail ou mensagem deve ser utilizado para inserir a seed. Atualizações devem ser realizadas somente pelo aplicativo oficial, obtido diretamente das fontes legítimas, e qualquer comunicação alarmante precisa ser verificada separadamente — nunca pelos links, telefones ou contatos fornecidos na própria mensagem suspeita. O vazamento não entregou as chaves das carteiras, mas aumentou consideravelmente a capacidade dos criminosos de enganar seus proprietários. A proteção agora depende, sobretudo, da disciplina do usuário. Diante de qualquer contato inesperado, a orientação é interromper a comunicação, não clicar em links e não fornecer informações. Mesmo quando tudo parecer autêntico, a regra permanece a mesma: a seed deve continuar secreta, offline e conhecida somente pelo dono da carteira. Quem pede sua seed não está tentando proteger seus bitcoins — está tentando roubá-los.

Vazamento da Trezor reacende um alerta: nenhum atendimento legítimo precisa da sua seed

O recente vazamento de dados de aproximadamente 13.700 clientes da Trezor exige atenção redobrada dos proprietários de criptomoedas. O incidente ocorreu nos sistemas da ShipMonk, empresa responsável pela logística e entrega de produtos, e expôs informações como nomes, endereços residenciais, telefones e e-mails. Não houve comprometimento dos dispositivos, das chaves privadas, dos PINs ou das palavras de recuperação. Isso, entretanto, não torna o episódio inofensivo: os dados vazados oferecem aos criminosos os elementos necessários para criar golpes extremamente convincentes.
Uma tentativa de fraude poderá mencionar o nome verdadeiro do cliente, seu endereço, telefone e até informações relacionadas à compra da carteira. O contato poderá chegar por e-mail, ligação, mensagem ou correspondência física com aparência profissional. O golpista poderá se apresentar como funcionário da Trezor, alegar que o dispositivo foi comprometido e orientar uma suposta “verificação de segurança”, “atualização obrigatória” ou “migração emergencial” dos fundos. Justamente por possuir dados verdadeiros, o falso atendimento poderá parecer inteiramente legítimo.
A regra de segurança mais importante é absoluta: nunca revele nem digite sua seed a pedido de alguém. A Trezor, uma corretora, um técnico ou qualquer atendimento legítimo jamais precisa conhecer as palavras de recuperação. Não importa se a mensagem contém seu nome completo, número do pedido e endereço; se o site parece oficial; se o atendente conhece detalhes da compra; ou se a ligação apresenta um número aparentemente verdadeiro. Qualquer solicitação para informar, confirmar, fotografar ou digitar a seed deve ser tratada como tentativa de roubo.
Também é preciso desconfiar de páginas que peçam as palavras para “validar” a carteira, cancelar uma transação, instalar uma atualização ou evitar o bloqueio dos fundos. A seed não é uma senha convencional nem um dado cadastral: ela é o segredo que permite reconstruir a carteira e controlar todos os ativos nela armazenados. Quem obtém essas palavras não precisa roubar o dispositivo nem descobrir o PIN. Pode recriar a carteira em outro aparelho e transferir as moedas de forma praticamente irreversível.
O mesmo cuidado vale para cartas recebidas em casa. O conhecimento do endereço permite que criminosos enviem correspondências com logotipos, linguagem técnica e QR Codes direcionando a páginas falsas. Nenhum QR Code recebido por correio, e-mail ou mensagem deve ser utilizado para inserir a seed. Atualizações devem ser realizadas somente pelo aplicativo oficial, obtido diretamente das fontes legítimas, e qualquer comunicação alarmante precisa ser verificada separadamente — nunca pelos links, telefones ou contatos fornecidos na própria mensagem suspeita.
O vazamento não entregou as chaves das carteiras, mas aumentou consideravelmente a capacidade dos criminosos de enganar seus proprietários. A proteção agora depende, sobretudo, da disciplina do usuário. Diante de qualquer contato inesperado, a orientação é interromper a comunicação, não clicar em links e não fornecer informações. Mesmo quando tudo parecer autêntico, a regra permanece a mesma: a seed deve continuar secreta, offline e conhecida somente pelo dono da carteira. Quem pede sua seed não está tentando proteger seus bitcoins — está tentando roubá-los.
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Cinco modelos para tentar prever quando ocorrerá o fundo do ciclo atual do BitcoinDeterminar antecipadamente, com precisão, o fundo de um ciclo do Bitcoin é impossível, mas o histórico da criptomoeda permite identificar algumas regularidades temporais. Diferentemente dos indicadores que estimam uma faixa de preço, os modelos analisados a seguir procuram responder principalmente a outra pergunta: quando poderá terminar o atual mercado de baixa? Embora utilizem pontos de partida distintos — fundos, topos, halvings e proporções de Fibonacci —, quase todos concentram suas projeções entre outubro e novembro de 2026. O primeiro deles é o Bottom-to-Bottom, que mede o tempo transcorrido entre fundos consecutivos. O intervalo entre 14 de janeiro de 2015 e 15 de dezembro de 2018 foi de 1.431 dias. Entre 15 de dezembro de 2018 e 21 de novembro de 2022, transcorreram 1.437 dias. A diferença de apenas seis dias revela uma regularidade expressiva: os dois ciclos duraram, em média, 1.434 dias. Se esse intervalo for acrescentado ao fundo de novembro de 2022, o próximo seria alcançado por volta de 25 de outubro de 2026. Enquanto o Bottom-to-Bottom utiliza o fundo anterior como referência, o Top-to-Bottom parte do topo que antecedeu cada mercado de baixa. Nos três ciclos anteriores, o Bitcoin levou aproximadamente 406, 363 e 376 dias para sair do ponto máximo e alcançar o fundo posterior. A duração média foi, portanto, de cerca de 382 dias. Considerando como topo do ciclo atual o recorde de aproximadamente US$ 126.200 registrado em 6 de outubro de 2025, a repetição dessa média levaria a um novo fundo em torno de 23 de outubro de 2026. É uma data muito próxima daquela obtida pelo primeiro modelo, apesar de os dois empregarem referências diferentes. O Halving-to-Bottom oferece uma terceira perspectiva ao contar o tempo entre a redução programada da recompensa dos mineradores e o fundo posterior. Os três últimos fundos ocorreram aproximadamente 777, 889 e 924 dias depois dos halvings de 2012, 2016 e 2020. Como o primeiro ciclo pertenceu a uma fase ainda inicial e menos madura do mercado, a média dos dois períodos mais recentes — aproximadamente 907 dias — pode representar melhor a estrutura atual. Contados desde o halving de 20 de abril de 2024, esses 907 dias conduzem a 14 de outubro de 2026. Se todos os três ciclos recebessem o mesmo peso, a projeção seria antecipada para o final de agosto, razão pela qual esse é o modelo com maior variação entre os resultados possíveis. A relação entre os fundos e os halvings também pode ser examinada no sentido inverso. O modelo Bottom-to-Next-Halving calcula quantos dias antes do halving seguinte o mercado encontrou seu ponto mínimo. Os fundos de 2015, 2018 e 2022 aconteceram, respectivamente, cerca de 542, 513 e 516 dias antes do evento posterior, produzindo uma média de 524 dias. O próximo halving ocorrerá no bloco 1.050.000, provavelmente entre o final de março e abril de 2028. Como sua data exata depende da velocidade de mineração dos blocos, o cálculo não gera um único dia, mas uma janela situada aproximadamente entre 19 de outubro e 13 de novembro de 2026. Outro método empregado para projetar períodos de reversão é o Fibonacci Time Extension. Em vez de repetir diretamente a duração dos ciclos, ele aplica proporções de Fibonacci aos movimentos anteriores. A expansão entre o fundo de 21 de novembro de 2022 e o topo de 6 de outubro de 2025 durou cerca de 1.050 dias. Aplicando-se a proporção temporal de 0,382 a esse período, obtêm-se aproximadamente 401 dias. Contados a partir do topo de 2025, eles indicam uma possível reversão por volta de 11 de novembro de 2026. Esse resultado deve ser interpretado com mais cautela, pois depende tanto dos pontos escolhidos no gráfico quanto da proporção utilizada. Além desses cinco modelos, existe uma coincidência simples no calendário. Os três últimos fundos ocorreram em janeiro de 2015, dezembro de 2018 e novembro de 2022. Em outras palavras, o mês do fundo recuou uma posição a cada novo ciclo. Caso essa sequência se repetisse, o próximo aconteceria em outubro de 2026. Isoladamente, esse padrão possui pouco valor estatístico, uma vez que se apoia em somente três observações e pode ser apenas uma coincidência. Seu interesse está na confirmação indireta das projeções anteriores: outubro não surge apenas dessa sequência mensal, mas também dos cálculos baseados na duração efetiva dos ciclos. A leitura conjunta oferece um resultado mais consistente do que qualquer indicador considerado isoladamente. O Halving-to-Bottom aponta para 14 de outubro; o Bottom-to-Next-Halving delimita uma janela entre 19 de outubro e 13 de novembro; o Top-to-Bottom indica 23 de outubro; o Bottom-to-Bottom, 25 de outubro; e o Fibonacci Time Extension, 11 de novembro. A sequência dos meses reforça outubro como referência. Assim, a principal janela para o próximo fundo do Bitcoin estaria entre 20 de outubro e 10 de novembro de 2026, com a maior convergência na última semana de outubro. Essa estimativa não deve ser tratada como uma data garantida: o histórico disponível é curto, e fatores como juros, liquidez mundial, fluxos dos ETFs e participação institucional podem alterar o comportamento do mercado. Ainda assim, se o ritmo dos ciclos anteriores permanecer válido, o final de outubro de 2026 aparece como o centro temporal mais coerente para o possível encerramento do atual mercado de baixa.

Cinco modelos para tentar prever quando ocorrerá o fundo do ciclo atual do Bitcoin

Determinar antecipadamente, com precisão, o fundo de um ciclo do Bitcoin é impossível, mas o histórico da criptomoeda permite identificar algumas regularidades temporais. Diferentemente dos indicadores que estimam uma faixa de preço, os modelos analisados a seguir procuram responder principalmente a outra pergunta: quando poderá terminar o atual mercado de baixa? Embora utilizem pontos de partida distintos — fundos, topos, halvings e proporções de Fibonacci —, quase todos concentram suas projeções entre outubro e novembro de 2026.
O primeiro deles é o Bottom-to-Bottom, que mede o tempo transcorrido entre fundos consecutivos. O intervalo entre 14 de janeiro de 2015 e 15 de dezembro de 2018 foi de 1.431 dias. Entre 15 de dezembro de 2018 e 21 de novembro de 2022, transcorreram 1.437 dias. A diferença de apenas seis dias revela uma regularidade expressiva: os dois ciclos duraram, em média, 1.434 dias. Se esse intervalo for acrescentado ao fundo de novembro de 2022, o próximo seria alcançado por volta de 25 de outubro de 2026.
Enquanto o Bottom-to-Bottom utiliza o fundo anterior como referência, o Top-to-Bottom parte do topo que antecedeu cada mercado de baixa. Nos três ciclos anteriores, o Bitcoin levou aproximadamente 406, 363 e 376 dias para sair do ponto máximo e alcançar o fundo posterior. A duração média foi, portanto, de cerca de 382 dias. Considerando como topo do ciclo atual o recorde de aproximadamente US$ 126.200 registrado em 6 de outubro de 2025, a repetição dessa média levaria a um novo fundo em torno de 23 de outubro de 2026. É uma data muito próxima daquela obtida pelo primeiro modelo, apesar de os dois empregarem referências diferentes.
O Halving-to-Bottom oferece uma terceira perspectiva ao contar o tempo entre a redução programada da recompensa dos mineradores e o fundo posterior. Os três últimos fundos ocorreram aproximadamente 777, 889 e 924 dias depois dos halvings de 2012, 2016 e 2020. Como o primeiro ciclo pertenceu a uma fase ainda inicial e menos madura do mercado, a média dos dois períodos mais recentes — aproximadamente 907 dias — pode representar melhor a estrutura atual. Contados desde o halving de 20 de abril de 2024, esses 907 dias conduzem a 14 de outubro de 2026. Se todos os três ciclos recebessem o mesmo peso, a projeção seria antecipada para o final de agosto, razão pela qual esse é o modelo com maior variação entre os resultados possíveis.
A relação entre os fundos e os halvings também pode ser examinada no sentido inverso. O modelo Bottom-to-Next-Halving calcula quantos dias antes do halving seguinte o mercado encontrou seu ponto mínimo. Os fundos de 2015, 2018 e 2022 aconteceram, respectivamente, cerca de 542, 513 e 516 dias antes do evento posterior, produzindo uma média de 524 dias. O próximo halving ocorrerá no bloco 1.050.000, provavelmente entre o final de março e abril de 2028. Como sua data exata depende da velocidade de mineração dos blocos, o cálculo não gera um único dia, mas uma janela situada aproximadamente entre 19 de outubro e 13 de novembro de 2026.
Outro método empregado para projetar períodos de reversão é o Fibonacci Time Extension. Em vez de repetir diretamente a duração dos ciclos, ele aplica proporções de Fibonacci aos movimentos anteriores. A expansão entre o fundo de 21 de novembro de 2022 e o topo de 6 de outubro de 2025 durou cerca de 1.050 dias. Aplicando-se a proporção temporal de 0,382 a esse período, obtêm-se aproximadamente 401 dias. Contados a partir do topo de 2025, eles indicam uma possível reversão por volta de 11 de novembro de 2026. Esse resultado deve ser interpretado com mais cautela, pois depende tanto dos pontos escolhidos no gráfico quanto da proporção utilizada.
Além desses cinco modelos, existe uma coincidência simples no calendário. Os três últimos fundos ocorreram em janeiro de 2015, dezembro de 2018 e novembro de 2022. Em outras palavras, o mês do fundo recuou uma posição a cada novo ciclo. Caso essa sequência se repetisse, o próximo aconteceria em outubro de 2026. Isoladamente, esse padrão possui pouco valor estatístico, uma vez que se apoia em somente três observações e pode ser apenas uma coincidência. Seu interesse está na confirmação indireta das projeções anteriores: outubro não surge apenas dessa sequência mensal, mas também dos cálculos baseados na duração efetiva dos ciclos.
A leitura conjunta oferece um resultado mais consistente do que qualquer indicador considerado isoladamente. O Halving-to-Bottom aponta para 14 de outubro; o Bottom-to-Next-Halving delimita uma janela entre 19 de outubro e 13 de novembro; o Top-to-Bottom indica 23 de outubro; o Bottom-to-Bottom, 25 de outubro; e o Fibonacci Time Extension, 11 de novembro. A sequência dos meses reforça outubro como referência. Assim, a principal janela para o próximo fundo do Bitcoin estaria entre 20 de outubro e 10 de novembro de 2026, com a maior convergência na última semana de outubro. Essa estimativa não deve ser tratada como uma data garantida: o histórico disponível é curto, e fatores como juros, liquidez mundial, fluxos dos ETFs e participação institucional podem alterar o comportamento do mercado. Ainda assim, se o ritmo dos ciclos anteriores permanecer válido, o final de outubro de 2026 aparece como o centro temporal mais coerente para o possível encerramento do atual mercado de baixa.
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EUA abrem caminho para empresas de criptomoedas se tornarem bancos nacionaisO Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos — OCC, na sigla em inglês — anunciou uma postura mais favorável à entrada de empresas de criptomoedas no sistema bancário federal. Segundo o órgão, companhias que exerçam atividades legalmente permitidas, inclusive aquelas relacionadas a Bitcoin, stablecoins e outros ativos digitais, devem ter a possibilidade de solicitar autorização para funcionar como bancos nacionais. A medida, entretanto, não representa uma aprovação automática e generalizada. Cada empresa interessada precisará apresentar um pedido ao OCC e demonstrar que possui capital adequado, administração competente, controles de risco, segurança cibernética e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. A declaração do regulador significa, essencialmente, que essas instituições não deverão ser rejeitadas apenas por atuarem com ativos digitais. Grande parte das empresas do setor procura uma licença de banco fiduciário nacional, conhecida como national trust bank. Essa modalidade permite oferecer serviços como custódia de criptomoedas, administração das reservas de stablecoins e liquidação de operações. Em geral, porém, essas instituições não recebem depósitos comuns do público, não oferecem contas-correntes tradicionais e não contam automaticamente com a proteção do Fundo Garantidor de Depósitos dos Estados Unidos, o FDIC. O movimento já vem produzindo efeitos concretos. O OCC recebeu 40 pedidos de criação de novas instituições nos últimos 18 meses, entre eles solicitações relacionadas a serviços com ativos digitais. Empresas como Circle, Ripple, BitGo e Paxos estão entre as companhias que buscaram ou receberam aprovações condicionais para estruturas bancárias federais, embora ainda precisem cumprir diferentes exigências antes de iniciar plenamente suas operações. A nova orientação representa uma aproximação significativa entre o mercado de criptomoedas e o sistema financeiro tradicional dos Estados Unidos. A possibilidade de operar sob uma licença federal poderá ampliar a segurança jurídica, facilitar a custódia institucional e estimular o uso regulamentado de stablecoins e ativos tokenizados. Isso não significa, contudo, que o governo garanta investimentos em Bitcoin ou proteja seus investidores contra perdas: trata-se da abertura de um caminho regulatório, com aprovação individual e supervisão permanente.

EUA abrem caminho para empresas de criptomoedas se tornarem bancos nacionais

O Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos — OCC, na sigla em inglês — anunciou uma postura mais favorável à entrada de empresas de criptomoedas no sistema bancário federal. Segundo o órgão, companhias que exerçam atividades legalmente permitidas, inclusive aquelas relacionadas a Bitcoin, stablecoins e outros ativos digitais, devem ter a possibilidade de solicitar autorização para funcionar como bancos nacionais.
A medida, entretanto, não representa uma aprovação automática e generalizada. Cada empresa interessada precisará apresentar um pedido ao OCC e demonstrar que possui capital adequado, administração competente, controles de risco, segurança cibernética e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. A declaração do regulador significa, essencialmente, que essas instituições não deverão ser rejeitadas apenas por atuarem com ativos digitais.
Grande parte das empresas do setor procura uma licença de banco fiduciário nacional, conhecida como national trust bank. Essa modalidade permite oferecer serviços como custódia de criptomoedas, administração das reservas de stablecoins e liquidação de operações. Em geral, porém, essas instituições não recebem depósitos comuns do público, não oferecem contas-correntes tradicionais e não contam automaticamente com a proteção do Fundo Garantidor de Depósitos dos Estados Unidos, o FDIC.
O movimento já vem produzindo efeitos concretos. O OCC recebeu 40 pedidos de criação de novas instituições nos últimos 18 meses, entre eles solicitações relacionadas a serviços com ativos digitais. Empresas como Circle, Ripple, BitGo e Paxos estão entre as companhias que buscaram ou receberam aprovações condicionais para estruturas bancárias federais, embora ainda precisem cumprir diferentes exigências antes de iniciar plenamente suas operações.
A nova orientação representa uma aproximação significativa entre o mercado de criptomoedas e o sistema financeiro tradicional dos Estados Unidos. A possibilidade de operar sob uma licença federal poderá ampliar a segurança jurídica, facilitar a custódia institucional e estimular o uso regulamentado de stablecoins e ativos tokenizados. Isso não significa, contudo, que o governo garanta investimentos em Bitcoin ou proteja seus investidores contra perdas: trata-se da abertura de um caminho regulatório, com aprovação individual e supervisão permanente.
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Você sabia que pode gerar adequadamente sua própria seed BIP-39 usando apenas uma moeda?Depois do triste episódio envolvendo a COLDCARD, você já não confia tanto assim nas hardware wallets para gerar sua seed? Gostaria de poder criá-la por conta própria? Então veja como fazer isso. É possível gerar uma seed BIP-39, utilizando somente uma moeda e uma cópia impressa da lista de 2.048 palavras. Para facilitar o procedimento, procure uma versão da lista que apresente, ao lado de cada palavra, sua sequência binária de 11 algarismos. Assim, você não precisará converter números binários em números decimais. A lista BIP-39 pode ser numerada de 0 a 2.047. Se você preferir contar as posições a partir de 1, elas irão de 1 a 2.048. Portanto, a palavra de índice 0 também pode ser chamada de primeira palavra da lista, enquanto a palavra de índice 2.047 corresponde à posição 2.048. Antes de começar, escolha uma regra para os lançamentos da moeda. Você pode estabelecer, por exemplo, que cara corresponde a 0 e coroa corresponde a 1. Também pode adotar a convenção contrária. O importante é manter a mesma regra durante todo o procedimento. Agora vamos mostrar, detalhadamente, o procedimento para obtenção de uma seed de 12 palavras. Como obter as 11 primeiras palavras Para obter a primeira palavra, lance a moeda 11 vezes e anote os resultados exatamente na ordem em que ocorrerem. Ao final, você terá uma sequência de 11 zeros e uns (de acordo com a convenção que você adotou, atribuindo 0 para cara e 1 para coroa ou o contrário). Procure então essa exata sequência na versão binária da lista BIP-39. A palavra apresentada ao lado dela será a primeira palavra da sua seed. Se os 11 lançamentos produzirem 00000000000, você terá o índice 0, correspondente à primeira palavra da lista. Se produzirem 11111111111, terá o índice 2.047, correspondente à última palavra. Portanto, os 11 lançamentos podem indicar qualquer uma das 2.048 palavras da lista. Depois de encontrar a primeira palavra, repita o procedimento para obter a segunda palavra, ou seja, faça outros 11 lançamentos, anote a nova sequência e localize-a na lista binária. Continue da mesma maneira até completar a 11ª palavra. Cada palavra deverá ser gerada por uma nova sequência de 11 lançamentos. Como obter a 12ª palavra Na 12ª palavra, o procedimento muda. Em vez de lançar a moeda mais 11 vezes, você deverá lançá-la somente sete vezes. Isso acontece porque a última palavra de uma seed BIP-39 não pode ser qualquer uma das 2.048 palavras da lista. A última palavra está associada a um checksum, que funciona de maneira semelhante a um dígito verificador. Ele ajuda a verificar se a sequência completa obedece às regras do padrão BIP-39. Portanto, não basta escolher livremente qualquer palavra para ocupar a 12ª posição: é necessário encontrar uma palavra que tenha o checksum correto. (É por isso que quase nunca dá certo a tentativa de formar uma seed simplesmente escolhendo livremente 12 ou 24 palavras quaisquer da lista BIP39, ou, por exemplo, juntando duas seeds de 12 palavras cada, que você eventualmente já utiliza, para tentar formar uma nova seed de 24 palavras, que, de qualquer modo, não é uma forma recomendável de se criar uma seed, por quase sempre prejudicar sua aleatoriedade (entropia), acabando gerando uma seed “mais fraca”, por assim dizer, do que fazendo isso de forma realmente aleatória) Depois de definidas as 11 primeiras palavras, ainda existem 128 possibilidades válidas para a 12ª palavra, distribuídas ao longo da lista. Os sete lançamentos finais da moeda ajudam a restringir essas essas possibilidades. Os sete resultados formarão o início da sequência binária da última palavra. Como toda palavra da lista é representada por 11 algarismos binários, ainda faltarão quatro. Esses quatro últimos não serão definidos por novos lançamentos, pois pertencem ao checksum: Como quatro algarismos binários formam 16 combinações possíveis, começando em 0000 e terminando em 1111, os sete lançamentos restringirão a busca a um grupo de 16 palavras consecutivas da lista. Entretanto, somente uma dessas 16 palavras terá o checksum correto. Por exemplo, se os sete lançamentos produzirem 0000001, as 16 combinações completas irão de 00000010000 até 00000011111. Elas correspondem aos índices de 16 a 31 da lista BIP-39 — ou às posições de 17 a 32, se a contagem começar em 1. A 12ª palavra estará necessariamente nesse grupo, mas apenas uma das 16 candidatas completará validamente a seed. Em resumo, as 11 primeiras palavras deixam 128 possibilidades válidas para a última palavra. Os sete lançamentos finais escolhem uma dessas possibilidades, restringindo a procura a 16 candidatas consecutivas. O checksum determina qual é a única palavra correta dentro desse grupo. Como descobrir qual das 16 palavras é a correta Para identificar a palavra válida sem calcular diretamente o checksum, você poderá testar as 16 candidatas em uma hardware wallet confiável. No próprio dispositivo, selecione a opção de restaurar ou recuperar uma carteira existente, informe sempre as mesmas 11 primeiras palavras e teste cada candidata na 12ª posição. Em uma hardware wallet que valide corretamente o padrão BIP-39, somente uma das 16 combinações deverá ser reconhecida como válida. Essa será a 12ª e última palavra da sua seed. Isso não significa que você encontrou uma carteira antiga. A hardware wallet estará apenas verificando qual candidata possui o checksum compatível com a sequência produzida pelos lançamentos. A carteira será derivada da seed que você acabou de criar. Cuidados importantes Realize todo o procedimento em um ambiente reservado, sem câmeras nem pessoas observando. Não fotografe as palavras, não as digite em celular ou computador e nunca utilize um site para conferir ou testar sua seed. Use uma moeda comum, em boas condições, e faça lançamentos reais. Confira cuidadosamente cada resultado e cada palavra procurada na lista. Um único erro de anotação poderá fazer com que você restaure uma carteira diferente ou não consiga recuperar posteriormente a carteira correta. Depois de encontrar a 12ª palavra, faça um teste completo antes de enviar valores relevantes. Anote alguns dos primeiros endereços apresentados pela carteira, apague o dispositivo e restaure a seed. Em seguida, verifique se os mesmos endereços reaparecem. Esse teste confirma que as palavras foram registradas na ordem correta e que você conseguirá recuperar a carteira no futuro. Lembre-se também de que qualquer pessoa que tiver acesso às 12 palavras poderá controlar todos os bitcoins da carteira. Por isso, a seed deverá ser guardada de maneira segura e nunca compartilhada. Lembre-se, informar sua seed a quem quer que seja, sob o pretexto que for, é o mesmo que dizer pra essa pessoa: “a partir de agora você tem acesso irrestrito aos meus bitcoins e pode movimentá-los quando quiser”, principalmente se você não configurou uma passphrase que ainda mantém em segredo. Portanto, você deve ter o máximo cuidado com isso, se não quiser se arrepender amargamente depois. É possível adotar o mesmo procedimento para obter uma seed de 24 palavras? Sim. O mesmo procedimento pode ser utilizado para gerar uma seed BIP-39 de 24 palavras. Nesse caso, faça 11 lançamentos para cada uma das primeiras 23 palavras. Para a 24ª palavra, faça somente três lançamentos. A última palavra continuará tendo 11 algarismos binários, mas apenas os três primeiros serão definidos pela moeda. Os oito restantes pertencerão ao checksum. Como oito algarismos binários formam 256 combinações possíveis, existirão 256 candidatas para a última palavra, em vez das 16 existentes no procedimento de 12 palavras. Somente uma delas terá o checksum correto. Sem calcular o checksum diretamente por meio do SHA-256, seria necessário testar essas 256 candidatas por tentativa e erro em uma hardware wallet que valide o padrão BIP-39. O trabalho será consideravelmente maior, mas ainda será possível encontrar a palavra que completa corretamente a seed de 24 palavras, desde que o usuário esteja realmente disposto a fazer isso, com bastante paciência e organização. Também é possível usar um dado em vez de uma moeda? Sim. Se você não quiser utilizar uma moeda, poderá realizar todo o procedimento com um dado comum de seis faces. Basta estabelecer, antes de começar, por exemplo, que os resultados 1, 2 ou 3 correspondem a 0, enquanto os resultados 4, 5 ou 6 correspondem a 1. Como três faces representam 0 e as outras três representam 1, os dois resultados terão a mesma probabilidade. A partir daí, siga exatamente o mesmo procedimento descrito para a moeda: faça 11 lançamentos para obter cada uma das 11 primeiras palavras e apenas sete lançamentos para definir o início da 12ª palavra. Depois, teste as 16 possibilidades restantes para encontrar a palavra com o checksum correto. Embora este artigo utilize uma moeda como exemplo principal, o procedimento também funciona com um dado de seis faces ou com qualquer outro método offline, realmente aleatório e capaz de produzir zeros e uns com a mesma probabilidade. O importante é que nenhum dos dois resultados seja favorecido (isto é, deve-se assegurar a máxima aleatoriedade possível), que a regra escolhida seja mantida do início ao fim e que toda a sequência seja gerada e registrada sem contato com a internet. Depois de criar sua própria seed de forma aleatória, segura e independente de qualquer dispositivo (em que talvez você já não confie tanto para essa tarefa, após o ocorrido com a Coldcard), o próximo passo para elevar ainda mais a proteção da sua carteira seria adotar uma passphrase. Esse recurso acrescenta uma camada extra de segurança, mas exige conhecimento e cuidados específicos para não se transformar em grande risco de perda da sua carteira — assunto que pretendo abordar em outra oportunidade. Até lá, continue estudando e aprofundando seus conhecimentos sobre a geração de seeds, o uso correto de passphrases e sobre demais práticas essenciais para proteger seus bitcoins. Afinal, a autocustódia com segurança não se faz apenas mantendo suas chaves sob seu controle, mas também compreendendo como criá-las, protegê-las e recuperá-las em caso de necessidade.

Você sabia que pode gerar adequadamente sua própria seed BIP-39 usando apenas uma moeda?

Depois do triste episódio envolvendo a COLDCARD, você já não confia tanto assim nas hardware wallets para gerar sua seed? Gostaria de poder criá-la por conta própria? Então veja como fazer isso.
É possível gerar uma seed BIP-39, utilizando somente uma moeda e uma cópia impressa da lista de 2.048 palavras. Para facilitar o procedimento, procure uma versão da lista que apresente, ao lado de cada palavra, sua sequência binária de 11 algarismos. Assim, você não precisará converter números binários em números decimais.
A lista BIP-39 pode ser numerada de 0 a 2.047. Se você preferir contar as posições a partir de 1, elas irão de 1 a 2.048. Portanto, a palavra de índice 0 também pode ser chamada de primeira palavra da lista, enquanto a palavra de índice 2.047 corresponde à posição 2.048.
Antes de começar, escolha uma regra para os lançamentos da moeda. Você pode estabelecer, por exemplo, que cara corresponde a 0 e coroa corresponde a 1. Também pode adotar a convenção contrária. O importante é manter a mesma regra durante todo o procedimento. Agora vamos mostrar, detalhadamente, o procedimento para obtenção de uma seed de 12 palavras.
Como obter as 11 primeiras palavras
Para obter a primeira palavra, lance a moeda 11 vezes e anote os resultados exatamente na ordem em que ocorrerem. Ao final, você terá uma sequência de 11 zeros e uns (de acordo com a convenção que você adotou, atribuindo 0 para cara e 1 para coroa ou o contrário). Procure então essa exata sequência na versão binária da lista BIP-39. A palavra apresentada ao lado dela será a primeira palavra da sua seed.
Se os 11 lançamentos produzirem 00000000000, você terá o índice 0, correspondente à primeira palavra da lista. Se produzirem 11111111111, terá o índice 2.047, correspondente à última palavra. Portanto, os 11 lançamentos podem indicar qualquer uma das 2.048 palavras da lista.
Depois de encontrar a primeira palavra, repita o procedimento para obter a segunda palavra, ou seja, faça outros 11 lançamentos, anote a nova sequência e localize-a na lista binária. Continue da mesma maneira até completar a 11ª palavra. Cada palavra deverá ser gerada por uma nova sequência de 11 lançamentos.
Como obter a 12ª palavra
Na 12ª palavra, o procedimento muda. Em vez de lançar a moeda mais 11 vezes, você deverá lançá-la somente sete vezes. Isso acontece porque a última palavra de uma seed BIP-39 não pode ser qualquer uma das 2.048 palavras da lista.
A última palavra está associada a um checksum, que funciona de maneira semelhante a um dígito verificador. Ele ajuda a verificar se a sequência completa obedece às regras do padrão BIP-39. Portanto, não basta escolher livremente qualquer palavra para ocupar a 12ª posição: é necessário encontrar uma palavra que tenha o checksum correto. (É por isso que quase nunca dá certo a tentativa de formar uma seed simplesmente escolhendo livremente 12 ou 24 palavras quaisquer da lista BIP39, ou, por exemplo, juntando duas seeds de 12 palavras cada, que você eventualmente já utiliza, para tentar formar uma nova seed de 24 palavras, que, de qualquer modo, não é uma forma recomendável de se criar uma seed, por quase sempre prejudicar sua aleatoriedade (entropia), acabando gerando uma seed “mais fraca”, por assim dizer, do que fazendo isso de forma realmente aleatória)
Depois de definidas as 11 primeiras palavras, ainda existem 128 possibilidades válidas para a 12ª palavra, distribuídas ao longo da lista. Os sete lançamentos finais da moeda ajudam a restringir essas essas possibilidades.
Os sete resultados formarão o início da sequência binária da última palavra. Como toda palavra da lista é representada por 11 algarismos binários, ainda faltarão quatro. Esses quatro últimos não serão definidos por novos lançamentos, pois pertencem ao checksum:
Como quatro algarismos binários formam 16 combinações possíveis, começando em 0000 e terminando em 1111, os sete lançamentos restringirão a busca a um grupo de 16 palavras consecutivas da lista. Entretanto, somente uma dessas 16 palavras terá o checksum correto.
Por exemplo, se os sete lançamentos produzirem 0000001, as 16 combinações completas irão de 00000010000 até 00000011111. Elas correspondem aos índices de 16 a 31 da lista BIP-39 — ou às posições de 17 a 32, se a contagem começar em 1. A 12ª palavra estará necessariamente nesse grupo, mas apenas uma das 16 candidatas completará validamente a seed.
Em resumo, as 11 primeiras palavras deixam 128 possibilidades válidas para a última palavra. Os sete lançamentos finais escolhem uma dessas possibilidades, restringindo a procura a 16 candidatas consecutivas. O checksum determina qual é a única palavra correta dentro desse grupo.
Como descobrir qual das 16 palavras é a correta
Para identificar a palavra válida sem calcular diretamente o checksum, você poderá testar as 16 candidatas em uma hardware wallet confiável. No próprio dispositivo, selecione a opção de restaurar ou recuperar uma carteira existente, informe sempre as mesmas 11 primeiras palavras e teste cada candidata na 12ª posição.
Em uma hardware wallet que valide corretamente o padrão BIP-39, somente uma das 16 combinações deverá ser reconhecida como válida. Essa será a 12ª e última palavra da sua seed.
Isso não significa que você encontrou uma carteira antiga. A hardware wallet estará apenas verificando qual candidata possui o checksum compatível com a sequência produzida pelos lançamentos. A carteira será derivada da seed que você acabou de criar.
Cuidados importantes
Realize todo o procedimento em um ambiente reservado, sem câmeras nem pessoas observando. Não fotografe as palavras, não as digite em celular ou computador e nunca utilize um site para conferir ou testar sua seed.
Use uma moeda comum, em boas condições, e faça lançamentos reais. Confira cuidadosamente cada resultado e cada palavra procurada na lista. Um único erro de anotação poderá fazer com que você restaure uma carteira diferente ou não consiga recuperar posteriormente a carteira correta.
Depois de encontrar a 12ª palavra, faça um teste completo antes de enviar valores relevantes. Anote alguns dos primeiros endereços apresentados pela carteira, apague o dispositivo e restaure a seed. Em seguida, verifique se os mesmos endereços reaparecem. Esse teste confirma que as palavras foram registradas na ordem correta e que você conseguirá recuperar a carteira no futuro.
Lembre-se também de que qualquer pessoa que tiver acesso às 12 palavras poderá controlar todos os bitcoins da carteira. Por isso, a seed deverá ser guardada de maneira segura e nunca compartilhada. Lembre-se, informar sua seed a quem quer que seja, sob o pretexto que for, é o mesmo que dizer pra essa pessoa: “a partir de agora você tem acesso irrestrito aos meus bitcoins e pode movimentá-los quando quiser”, principalmente se você não configurou uma passphrase que ainda mantém em segredo. Portanto, você deve ter o máximo cuidado com isso, se não quiser se arrepender amargamente depois.
É possível adotar o mesmo procedimento para obter uma seed de 24 palavras?
Sim. O mesmo procedimento pode ser utilizado para gerar uma seed BIP-39 de 24 palavras. Nesse caso, faça 11 lançamentos para cada uma das primeiras 23 palavras. Para a 24ª palavra, faça somente três lançamentos.
A última palavra continuará tendo 11 algarismos binários, mas apenas os três primeiros serão definidos pela moeda. Os oito restantes pertencerão ao checksum.
Como oito algarismos binários formam 256 combinações possíveis, existirão 256 candidatas para a última palavra, em vez das 16 existentes no procedimento de 12 palavras. Somente uma delas terá o checksum correto.
Sem calcular o checksum diretamente por meio do SHA-256, seria necessário testar essas 256 candidatas por tentativa e erro em uma hardware wallet que valide o padrão BIP-39. O trabalho será consideravelmente maior, mas ainda será possível encontrar a palavra que completa corretamente a seed de 24 palavras, desde que o usuário esteja realmente disposto a fazer isso, com bastante paciência e organização.
Também é possível usar um dado em vez de uma moeda?
Sim. Se você não quiser utilizar uma moeda, poderá realizar todo o procedimento com um dado comum de seis faces. Basta estabelecer, antes de começar, por exemplo, que os resultados 1, 2 ou 3 correspondem a 0, enquanto os resultados 4, 5 ou 6 correspondem a 1.
Como três faces representam 0 e as outras três representam 1, os dois resultados terão a mesma probabilidade. A partir daí, siga exatamente o mesmo procedimento descrito para a moeda: faça 11 lançamentos para obter cada uma das 11 primeiras palavras e apenas sete lançamentos para definir o início da 12ª palavra. Depois, teste as 16 possibilidades restantes para encontrar a palavra com o checksum correto.
Embora este artigo utilize uma moeda como exemplo principal, o procedimento também funciona com um dado de seis faces ou com qualquer outro método offline, realmente aleatório e capaz de produzir zeros e uns com a mesma probabilidade. O importante é que nenhum dos dois resultados seja favorecido (isto é, deve-se assegurar a máxima aleatoriedade possível), que a regra escolhida seja mantida do início ao fim e que toda a sequência seja gerada e registrada sem contato com a internet.
Depois de criar sua própria seed de forma aleatória, segura e independente de qualquer dispositivo (em que talvez você já não confie tanto para essa tarefa, após o ocorrido com a Coldcard), o próximo passo para elevar ainda mais a proteção da sua carteira seria adotar uma passphrase. Esse recurso acrescenta uma camada extra de segurança, mas exige conhecimento e cuidados específicos para não se transformar em grande risco de perda da sua carteira — assunto que pretendo abordar em outra oportunidade.
Até lá, continue estudando e aprofundando seus conhecimentos sobre a geração de seeds, o uso correto de passphrases e sobre demais práticas essenciais para proteger seus bitcoins. Afinal, a autocustódia com segurança não se faz apenas mantendo suas chaves sob seu controle, mas também compreendendo como criá-las, protegê-las e recuperá-las em caso de necessidade.
Ainda não foi dessa vez, “Srs. Haters”. Continuem tentando no próximo ciclo…😎#BTC #HODL
Ainda não foi dessa vez, “Srs. Haters”. Continuem tentando no próximo ciclo…😎#BTC #HODL
Na política, às vezes a vontade de prejudicar ou não favorecer um adversário, termina por prejudicar toda uma coletividade.
Na política, às vezes a vontade de prejudicar ou não favorecer um adversário, termina por prejudicar toda uma coletividade.
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Estamos em um momento de oportunidade histórica no Bitcoin?O Bitcoin Cycle Position Composite, da Glassnode, reúne 45 indicadores de preço e dados on-chain para mostrar em que estágio do ciclo o Bitcoin se encontra. Em vez de depender de uma única métrica, o modelo observa simultaneamente lucratividade dos investidores, valorização relativa, comportamento dos detentores e outras condições históricas do mercado. As cores quentes representam períodos de euforia e possível formação de topo, enquanto as cores frias indicam medo, prejuízos e capitulação. Neste momento, o gráfico apresenta uma leitura próxima de 19,9 pontos em uma escala de zero a cem, com 41 dos 45 indicadores situados em território de capitulação. É a configuração mais fria observada desde o colapso da FTX, no final de 2022. O predomínio do azul mostra que grande parte do excesso especulativo foi eliminada e que muitos investidores estão desanimados ou realizando prejuízo — um comportamento típico das fases mais avançadas de um mercado de baixa. Historicamente, situações semelhantes surgiram nas proximidades de grandes zonas de acumulação. Isso não significa, contudo, que o fundo definitivo já tenha sido atingido. Segundo Rafael Schultze-Kraft, cofundador da Glassnode e criador do indicador, a leitura atual ainda não alcançou o azul mais intenso que marcou alguns fundos anteriores. Em outras palavras, o gráfico sugere que o Bitcoin está numa região avançada de capitulação, mas ainda existe espaço para novas quedas, lateralização prolongada ou um último movimento de exaustão antes da recuperação. Há também uma diferença importante entre identificar uma região atrativa e acertar o momento exato da reversão. No ciclo de 2022, por exemplo, os indicadores permaneceram frios durante meses antes de o Bitcoin estabelecer seu fundo próximo ao episódio da FTX. O cenário atual pode seguir caminho semelhante: o preço está ao redor de US$ 65 mil, enquanto o mercado continua defensivo, com demanda e atividade on-chain enfraquecidas. Portanto, o gráfico não está anunciando uma alta imediata; ele está mostrando que o risco cíclico já diminuiu bastante em comparação com os períodos de euforia. A principal mensagem do Bitcoin Cycle Position Composite é que o mercado parece estar muito mais próximo de uma zona histórica de acumulação do que de um topo especulativo. Para investidores de longo prazo, essa configuração merece atenção porque as melhores oportunidades normalmente surgem quando o sentimento está deteriorado, e não quando todos estão otimistas. Ainda assim, o indicador deve ser interpretado como uma medida de probabilidade, não como garantia: ele sugere uma fase potencialmente favorável à construção gradual de posições, mas não confirma que o fundo já aconteceu nem elimina a possibilidade de novas quedas.

Estamos em um momento de oportunidade histórica no Bitcoin?

O Bitcoin Cycle Position Composite, da Glassnode, reúne 45 indicadores de preço e dados on-chain para mostrar em que estágio do ciclo o Bitcoin se encontra. Em vez de depender de uma única métrica, o modelo observa simultaneamente lucratividade dos investidores, valorização relativa, comportamento dos detentores e outras condições históricas do mercado. As cores quentes representam períodos de euforia e possível formação de topo, enquanto as cores frias indicam medo, prejuízos e capitulação.
Neste momento, o gráfico apresenta uma leitura próxima de 19,9 pontos em uma escala de zero a cem, com 41 dos 45 indicadores situados em território de capitulação. É a configuração mais fria observada desde o colapso da FTX, no final de 2022. O predomínio do azul mostra que grande parte do excesso especulativo foi eliminada e que muitos investidores estão desanimados ou realizando prejuízo — um comportamento típico das fases mais avançadas de um mercado de baixa.
Historicamente, situações semelhantes surgiram nas proximidades de grandes zonas de acumulação. Isso não significa, contudo, que o fundo definitivo já tenha sido atingido. Segundo Rafael Schultze-Kraft, cofundador da Glassnode e criador do indicador, a leitura atual ainda não alcançou o azul mais intenso que marcou alguns fundos anteriores. Em outras palavras, o gráfico sugere que o Bitcoin está numa região avançada de capitulação, mas ainda existe espaço para novas quedas, lateralização prolongada ou um último movimento de exaustão antes da recuperação.
Há também uma diferença importante entre identificar uma região atrativa e acertar o momento exato da reversão. No ciclo de 2022, por exemplo, os indicadores permaneceram frios durante meses antes de o Bitcoin estabelecer seu fundo próximo ao episódio da FTX. O cenário atual pode seguir caminho semelhante: o preço está ao redor de US$ 65 mil, enquanto o mercado continua defensivo, com demanda e atividade on-chain enfraquecidas. Portanto, o gráfico não está anunciando uma alta imediata; ele está mostrando que o risco cíclico já diminuiu bastante em comparação com os períodos de euforia.
A principal mensagem do Bitcoin Cycle Position Composite é que o mercado parece estar muito mais próximo de uma zona histórica de acumulação do que de um topo especulativo. Para investidores de longo prazo, essa configuração merece atenção porque as melhores oportunidades normalmente surgem quando o sentimento está deteriorado, e não quando todos estão otimistas. Ainda assim, o indicador deve ser interpretado como uma medida de probabilidade, não como garantia: ele sugere uma fase potencialmente favorável à construção gradual de posições, mas não confirma que o fundo já aconteceu nem elimina a possibilidade de novas quedas.
Sinto muito, meus caros ursos, ainda não foi dessa vez…Continuem tentando..😎#BTC #HODL" 🚀🚀
Sinto muito, meus caros ursos, ainda não foi dessa vez…Continuem tentando..😎#BTC #HODL" 🚀🚀
No capítulo de hoje: Bitcoin MODO BULL ativado. “Ok, guys… Eu já sobrevivi a coisas piores. Voltem quando vocês tiverem algo realmente grande para tentar me assustar” 😎
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Passphrase: a camada extra de segurança que todo usuário de hardware wallet deveria conhecerAs hardware wallets são consideradas uma das formas mais seguras de armazenar Bitcoin, mas isso não significa que elas sejam infalíveis. Nos últimas semanas, um incidente envolvendo a Coldcard chamou a atenção da comunidade ao mostrar que, em determinadas circunstâncias, um dispositivo comprometido ou adulterado pode representar um risco para quem o utiliza. Embora esse episódio não tenha comprometido a segurança do protocolo Bitcoin, ele serviu como um importante lembrete de que a proteção dos seus bitcoins depende não apenas da qualidade da hardware wallet, mas também das medidas de segurança adotadas pelo próprio usuário. Entre elas, uma das mais importantes é a utilização de uma passphrase. A passphrase funciona como uma palavra adicional à frase de recuperação (seed), sendo frequentemente chamada de “13ª palavra” nas carteiras com seed de 12 palavras ou de “25ª palavra” nas carteiras com seed de 24 palavras. Ela é escolhida pelo próprio usuário e cria uma carteira completamente diferente da que seria acessada apenas com a seed. Na prática, isso significa que, mesmo que alguém descubra ou tenha acesso às suas 12 ou 24 palavras de recuperação, não conseguirá movimentar os bitcoins protegidos pela passphrase sem conhecer também essa informação adicional. É uma camada extra de segurança que pode fazer toda a diferença caso a seed seja exposta, copiada ou caia em mãos erradas. A configuração da passphrase costuma ser simples e bastante semelhante na maioria das hardware wallets. No entanto, antes de ativar esse recurso, o usuário deve estudar o assunto, compreender exatamente como ele funciona e somente prosseguir quando se sentir plenamente seguro. A passphrase aumenta significativamente a proteção dos bitcoins, mas também exige maior responsabilidade na sua guarda. Como regra geral, ela jamais deve ser anotada no mesmo local em que a frase de recuperação (seed) de 12 ou 24 palavras é armazenada, pois isso reduziria drasticamente a segurança. Também é recomendável utilizar uma passphrase longa, difícil de adivinhar e que não contenha informações pessoais ou palavras óbvias. Antes de transferir grandes quantias para essa carteira, vale a pena testar cuidadosamente o procedimento de recuperação para ter certeza de que tudo foi registrado corretamente. Outro benefício importante da passphrase é que ela pode oferecer proteção adicional em situações de roubo ou coerção. Muitos usuários mantêm uma pequena quantidade de bitcoins em uma carteira acessível apenas pela seed, enquanto o patrimônio principal permanece protegido por uma carteira associada à passphrase. Dessa forma, mesmo que alguém obtenha acesso às 12 ou 24 palavras da seed, verá apenas a carteira sem a passphrase, enquanto os valores mais relevantes continuarão inacessíveis. Essa estratégia é amplamente utilizada por usuários mais experientes como uma forma de reduzir riscos. O episódio recente envolvendo a Coldcard reforçou uma lição importante: a segurança no universo do Bitcoin não depende apenas da qualidade da hardware wallet, mas principalmente das práticas adotadas pelo usuário. Utilizar um dispositivo adquirido de fonte confiável, verificar sua autenticidade, manter o firmware atualizado e proteger os fundos com uma passphrase bem escolhida são medidas que aumentam significativamente a segurança do patrimônio. Em um ativo que pode representar anos de trabalho e continuar se valorizando ao longo do tempo, dedicar alguns minutos para aprender e implementar corretamente essas práticas pode evitar perdas irreparáveis no futuro.

Passphrase: a camada extra de segurança que todo usuário de hardware wallet deveria conhecer

As hardware wallets são consideradas uma das formas mais seguras de armazenar Bitcoin, mas isso não significa que elas sejam infalíveis. Nos últimas semanas, um incidente envolvendo a Coldcard chamou a atenção da comunidade ao mostrar que, em determinadas circunstâncias, um dispositivo comprometido ou adulterado pode representar um risco para quem o utiliza. Embora esse episódio não tenha comprometido a segurança do protocolo Bitcoin, ele serviu como um importante lembrete de que a proteção dos seus bitcoins depende não apenas da qualidade da hardware wallet, mas também das medidas de segurança adotadas pelo próprio usuário. Entre elas, uma das mais importantes é a utilização de uma passphrase.
A passphrase funciona como uma palavra adicional à frase de recuperação (seed), sendo frequentemente chamada de “13ª palavra” nas carteiras com seed de 12 palavras ou de “25ª palavra” nas carteiras com seed de 24 palavras. Ela é escolhida pelo próprio usuário e cria uma carteira completamente diferente da que seria acessada apenas com a seed. Na prática, isso significa que, mesmo que alguém descubra ou tenha acesso às suas 12 ou 24 palavras de recuperação, não conseguirá movimentar os bitcoins protegidos pela passphrase sem conhecer também essa informação adicional. É uma camada extra de segurança que pode fazer toda a diferença caso a seed seja exposta, copiada ou caia em mãos erradas.
A configuração da passphrase costuma ser simples e bastante semelhante na maioria das hardware wallets. No entanto, antes de ativar esse recurso, o usuário deve estudar o assunto, compreender exatamente como ele funciona e somente prosseguir quando se sentir plenamente seguro. A passphrase aumenta significativamente a proteção dos bitcoins, mas também exige maior responsabilidade na sua guarda. Como regra geral, ela jamais deve ser anotada no mesmo local em que a frase de recuperação (seed) de 12 ou 24 palavras é armazenada, pois isso reduziria drasticamente a segurança. Também é recomendável utilizar uma passphrase longa, difícil de adivinhar e que não contenha informações pessoais ou palavras óbvias. Antes de transferir grandes quantias para essa carteira, vale a pena testar cuidadosamente o procedimento de recuperação para ter certeza de que tudo foi registrado corretamente.
Outro benefício importante da passphrase é que ela pode oferecer proteção adicional em situações de roubo ou coerção. Muitos usuários mantêm uma pequena quantidade de bitcoins em uma carteira acessível apenas pela seed, enquanto o patrimônio principal permanece protegido por uma carteira associada à passphrase. Dessa forma, mesmo que alguém obtenha acesso às 12 ou 24 palavras da seed, verá apenas a carteira sem a passphrase, enquanto os valores mais relevantes continuarão inacessíveis. Essa estratégia é amplamente utilizada por usuários mais experientes como uma forma de reduzir riscos.
O episódio recente envolvendo a Coldcard reforçou uma lição importante: a segurança no universo do Bitcoin não depende apenas da qualidade da hardware wallet, mas principalmente das práticas adotadas pelo usuário. Utilizar um dispositivo adquirido de fonte confiável, verificar sua autenticidade, manter o firmware atualizado e proteger os fundos com uma passphrase bem escolhida são medidas que aumentam significativamente a segurança do patrimônio. Em um ativo que pode representar anos de trabalho e continuar se valorizando ao longo do tempo, dedicar alguns minutos para aprender e implementar corretamente essas práticas pode evitar perdas irreparáveis no futuro.
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Ataque à Coldcard: o que aconteceuPor que mais de 500 bitcoins foram roubados e o que isso ensina sobre a segurança do Bitcoin Os últimos dias foram marcados por um dos incidentes mais importantes já registrados envolvendo uma hardware wallet de Bitcoin. Criminosos conseguiram roubar aproximadamente 594 bitcoins, distribuídos em mais de 500 carteiras, após explorarem uma vulnerabilidade na geração das chaves privadas de determinados modelos da Coldcard, fabricados pela Coinkite. O problema não estava no protocolo do Bitcoin, mas sim na forma como algumas carteiras geravam a chamada “frase-semente” (seed phrase), que é a chave mestra que dá acesso aos fundos. Para entender o problema, imagine que criar uma carteira de Bitcoin é como escolher uma senha gigantesca e completamente aleatória. Quanto mais aleatória ela for, mais difícil será adivinhá-la. A vulnerabilidade descoberta mostrou que algumas versões da Coldcard Mk3 utilizavam uma fonte de aleatoriedade (entropia) significativamente mais fraca do que se imaginava. Isso reduzia drasticamente o número de combinações possíveis. Com grande poder computacional, os invasores conseguiram reproduzir o processo de geração dessas carteiras e descobrir as frases-semente de diversos usuários, tomando posse dos bitcoins armazenados nelas. A boa notícia é que esse episódio não representa uma falha no Bitcoin. O protocolo da rede, sua criptografia e a blockchain continuam intactos. O que falhou foi um produto específico utilizado para armazenar as chaves privadas. É como uma pessoa que possui uma conta bancária protegida por um sistema extremamente seguro, mas escolhe uma senha muito fraca, como “1234”. Se alguém descobrir essa senha e conseguir acessar a conta, isso não significa que o banco foi invadido ou que seu sistema de segurança deixou de funcionar. O problema estava na credencial utilizada para acessar a conta. Da mesma forma, o Bitcoin continuou seguro; a vulnerabilidade estava na forma como determinadas carteiras geravam as chaves privadas, e não na segurança da rede Bitcoin. Esse tipo de distinção é fundamental para entender por que o Bitcoin permanece seguro, mesmo quando um fabricante de hardware wallet comete um erro de implementação. O incidente também mostra que nenhuma solução de segurança deve ser considerada infalível. Hardware wallets continuam sendo uma das formas mais seguras de armazenar criptomoedas, mas elas dependem da qualidade do hardware, do firmware e da implementação feita pelo fabricante. Segundo as orientações divulgadas após o incidente, os modelos mais recentes da Coldcard (Mk4, Mk5 e Q) não apresentam o mesmo nível de risco observado nas carteiras afetadas, embora a própria Coinkite recomende atualização de firmware e, em alguns casos, a migração dos fundos para uma nova carteira criada com uma frase-semente segura. Para o investidor, a principal lição é simples: nunca confie apenas no nome de um fabricante. Mantenha sempre o firmware atualizado, acompanhe os comunicados oficiais da empresa, utilize uma passphrase quando possível e, principalmente, gere uma nova carteira caso exista qualquer suspeita de que a frase-semente possa ter sido criada por um dispositivo vulnerável. Outra medida importante é diversificar a custódia, especialmente para grandes patrimônios, utilizando multisig ou diferentes fabricantes de hardware wallet. No fim das contas, esse episódio reforça uma característica importante do Bitcoin: quando um problema acontece, ele costuma estar nas camadas ao redor da rede — como corretoras, aplicativos ou carteiras — e não no protocolo criado por Satoshi Nakamoto. O ataque à Coldcard serve como um alerta para toda a indústria de custódia, incentivando auditorias mais rigorosas e melhorias na geração de aleatoriedade das chaves privadas. Para quem investe em Bitcoin, a mensagem é clara: a tecnologia continua extremamente segura, mas a segurança dos seus bitcoins depende também da qualidade das ferramentas utilizadas e dos cuidados adotados pelo próprio usuário.

Ataque à Coldcard: o que aconteceu

Por que mais de 500 bitcoins foram roubados e o que isso ensina sobre a segurança do Bitcoin
Os últimos dias foram marcados por um dos incidentes mais importantes já registrados envolvendo uma hardware wallet de Bitcoin. Criminosos conseguiram roubar aproximadamente 594 bitcoins, distribuídos em mais de 500 carteiras, após explorarem uma vulnerabilidade na geração das chaves privadas de determinados modelos da Coldcard, fabricados pela Coinkite. O problema não estava no protocolo do Bitcoin, mas sim na forma como algumas carteiras geravam a chamada “frase-semente” (seed phrase), que é a chave mestra que dá acesso aos fundos.
Para entender o problema, imagine que criar uma carteira de Bitcoin é como escolher uma senha gigantesca e completamente aleatória. Quanto mais aleatória ela for, mais difícil será adivinhá-la. A vulnerabilidade descoberta mostrou que algumas versões da Coldcard Mk3 utilizavam uma fonte de aleatoriedade (entropia) significativamente mais fraca do que se imaginava. Isso reduzia drasticamente o número de combinações possíveis. Com grande poder computacional, os invasores conseguiram reproduzir o processo de geração dessas carteiras e descobrir as frases-semente de diversos usuários, tomando posse dos bitcoins armazenados nelas.
A boa notícia é que esse episódio não representa uma falha no Bitcoin. O protocolo da rede, sua criptografia e a blockchain continuam intactos. O que falhou foi um produto específico utilizado para armazenar as chaves privadas. É como uma pessoa que possui uma conta bancária protegida por um sistema extremamente seguro, mas escolhe uma senha muito fraca, como “1234”. Se alguém descobrir essa senha e conseguir acessar a conta, isso não significa que o banco foi invadido ou que seu sistema de segurança deixou de funcionar. O problema estava na credencial utilizada para acessar a conta. Da mesma forma, o Bitcoin continuou seguro; a vulnerabilidade estava na forma como determinadas carteiras geravam as chaves privadas, e não na segurança da rede Bitcoin. Esse tipo de distinção é fundamental para entender por que o Bitcoin permanece seguro, mesmo quando um fabricante de hardware wallet comete um erro de implementação.
O incidente também mostra que nenhuma solução de segurança deve ser considerada infalível. Hardware wallets continuam sendo uma das formas mais seguras de armazenar criptomoedas, mas elas dependem da qualidade do hardware, do firmware e da implementação feita pelo fabricante. Segundo as orientações divulgadas após o incidente, os modelos mais recentes da Coldcard (Mk4, Mk5 e Q) não apresentam o mesmo nível de risco observado nas carteiras afetadas, embora a própria Coinkite recomende atualização de firmware e, em alguns casos, a migração dos fundos para uma nova carteira criada com uma frase-semente segura.
Para o investidor, a principal lição é simples: nunca confie apenas no nome de um fabricante. Mantenha sempre o firmware atualizado, acompanhe os comunicados oficiais da empresa, utilize uma passphrase quando possível e, principalmente, gere uma nova carteira caso exista qualquer suspeita de que a frase-semente possa ter sido criada por um dispositivo vulnerável. Outra medida importante é diversificar a custódia, especialmente para grandes patrimônios, utilizando multisig ou diferentes fabricantes de hardware wallet.
No fim das contas, esse episódio reforça uma característica importante do Bitcoin: quando um problema acontece, ele costuma estar nas camadas ao redor da rede — como corretoras, aplicativos ou carteiras — e não no protocolo criado por Satoshi Nakamoto. O ataque à Coldcard serve como um alerta para toda a indústria de custódia, incentivando auditorias mais rigorosas e melhorias na geração de aleatoriedade das chaves privadas. Para quem investe em Bitcoin, a mensagem é clara: a tecnologia continua extremamente segura, mas a segurança dos seus bitcoins depende também da qualidade das ferramentas utilizadas e dos cuidados adotados pelo próprio usuário.
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Bitcoin resistente à computação quântica sem mudar os endereços atuaisUma nova proposta pode tornar o Bitcoin resistente à computação quântica sem mudar os endereços atuais Uma pesquisa publicada recentemente pela AmericanFortress chamou a atenção da comunidade de criptomoedas ao apresentar uma proposta que busca proteger o Bitcoin contra futuros ataques de computadores quânticos. O trabalho, divulgado no repositório científico IACR ePrint Archive, propõe um novo mecanismo criptográfico baseado em provas de conhecimento zero (zero-knowledge proofs), com o objetivo de preservar a compatibilidade com as carteiras e os endereços utilizados atualmente pelos usuários. O grande diferencial da proposta é evitar a necessidade de uma migração em massa para novos endereços. Nas soluções pós-quânticas mais conhecidas, os usuários precisariam transferir seus bitcoins para carteiras que utilizassem novos algoritmos criptográficos, um processo complexo e que poderia colocar em risco moedas esquecidas ou carteiras cujos proprietários perderam o acesso. A abordagem da AmericanFortress procura contornar esse problema acrescentando uma nova camada de segurança, sem alterar o formato dos endereços já existentes. Em vez de depender exclusivamente das assinaturas criptográficas tradicionais, vulneráveis a computadores quânticos suficientemente poderosos, o sistema propõe que o proprietário da carteira demonstre, por meio de uma prova criptográfica, que conhece a seed que originou aquele endereço. Essa comprovação ocorre sem revelar a seed nem outras informações sensíveis, preservando a privacidade do usuário e mantendo a segurança da transação. Os primeiros testes apresentados pelos pesquisadores mostram resultados promissores. O protótipo conseguiu gerar as provas criptográficas em poucos segundos e verificá-las em apenas alguns milissegundos, desempenho considerado compatível com aplicações práticas. Embora ainda existam desafios técnicos a serem superados, o estudo demonstra que mecanismos desse tipo podem ser viáveis para um futuro Bitcoin preparado para a era da computação quântica. Apesar do entusiasmo despertado pela pesquisa, é importante destacar que ela ainda está em estágio inicial. O trabalho foi publicado como um preprint, ou seja, ainda não passou pelo processo formal de revisão por pares. Além disso, a solução não pode ser implementada imediatamente na rede Bitcoin, pois exigiria mudanças no protocolo e, consequentemente, amplo consenso entre desenvolvedores, empresas e usuários da comunidade. Ainda assim, a pesquisa representa um avanço importante na discussão sobre a segurança de longo prazo do Bitcoin. Em vez de simplesmente substituir a criptografia atual, ela propõe uma estratégia para preservar a compatibilidade com a infraestrutura existente, reduzindo custos e dificuldades de adoção. Se a ideia resistir ao escrutínio da comunidade científica e vier a ser aperfeiçoada ao longo dos próximos anos, poderá se tornar um dos caminhos mais interessantes para preparar o Bitcoin para um mundo em que a computação quântica deixe de ser apenas uma promessa e passe a representar uma realidade.

Bitcoin resistente à computação quântica sem mudar os endereços atuais

Uma nova proposta pode tornar o Bitcoin resistente à computação quântica sem mudar os endereços atuais
Uma pesquisa publicada recentemente pela AmericanFortress chamou a atenção da comunidade de criptomoedas ao apresentar uma proposta que busca proteger o Bitcoin contra futuros ataques de computadores quânticos. O trabalho, divulgado no repositório científico IACR ePrint Archive, propõe um novo mecanismo criptográfico baseado em provas de conhecimento zero (zero-knowledge proofs), com o objetivo de preservar a compatibilidade com as carteiras e os endereços utilizados atualmente pelos usuários.
O grande diferencial da proposta é evitar a necessidade de uma migração em massa para novos endereços. Nas soluções pós-quânticas mais conhecidas, os usuários precisariam transferir seus bitcoins para carteiras que utilizassem novos algoritmos criptográficos, um processo complexo e que poderia colocar em risco moedas esquecidas ou carteiras cujos proprietários perderam o acesso. A abordagem da AmericanFortress procura contornar esse problema acrescentando uma nova camada de segurança, sem alterar o formato dos endereços já existentes.
Em vez de depender exclusivamente das assinaturas criptográficas tradicionais, vulneráveis a computadores quânticos suficientemente poderosos, o sistema propõe que o proprietário da carteira demonstre, por meio de uma prova criptográfica, que conhece a seed que originou aquele endereço. Essa comprovação ocorre sem revelar a seed nem outras informações sensíveis, preservando a privacidade do usuário e mantendo a segurança da transação.
Os primeiros testes apresentados pelos pesquisadores mostram resultados promissores. O protótipo conseguiu gerar as provas criptográficas em poucos segundos e verificá-las em apenas alguns milissegundos, desempenho considerado compatível com aplicações práticas. Embora ainda existam desafios técnicos a serem superados, o estudo demonstra que mecanismos desse tipo podem ser viáveis para um futuro Bitcoin preparado para a era da computação quântica.
Apesar do entusiasmo despertado pela pesquisa, é importante destacar que ela ainda está em estágio inicial. O trabalho foi publicado como um preprint, ou seja, ainda não passou pelo processo formal de revisão por pares. Além disso, a solução não pode ser implementada imediatamente na rede Bitcoin, pois exigiria mudanças no protocolo e, consequentemente, amplo consenso entre desenvolvedores, empresas e usuários da comunidade.
Ainda assim, a pesquisa representa um avanço importante na discussão sobre a segurança de longo prazo do Bitcoin. Em vez de simplesmente substituir a criptografia atual, ela propõe uma estratégia para preservar a compatibilidade com a infraestrutura existente, reduzindo custos e dificuldades de adoção. Se a ideia resistir ao escrutínio da comunidade científica e vier a ser aperfeiçoada ao longo dos próximos anos, poderá se tornar um dos caminhos mais interessantes para preparar o Bitcoin para um mundo em que a computação quântica deixe de ser apenas uma promessa e passe a representar uma realidade.
Será que a IA, em vez de atropelar o Bitcoin e o deixar agonizando no meio da estrada, como muitos imaginam, na verdade o fará chegar mais rápido ao futuro? 😎
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O que não mata engorda…😎
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Cynthia Lummis faz apelo histórico no Senado: “Os EUA não podem perder a liderança na inovação”Em discurso realizado nesta quarta-feira (29) no plenário do Senado dos Estados Unidos, a senadora Cynthia Lummis fez uma vigorosa defesa da aprovação do CLARITY Act, projeto que pretende estabelecer um marco regulatório para o mercado de ativos digitais no país. Em um dos momentos mais marcantes de sua fala, ela advertiu que os Estados Unidos não podem perder a liderança na inovação financeira, sob pena de ver empresas, investimentos e talentos migrarem para países que já oferecem regras mais claras e previsíveis para o setor. Lummis afirmou que a indústria de ativos digitais deixou de ser uma promessa distante para se tornar um segmento estratégico da economia mundial. Segundo a senadora, a ausência de um marco regulatório claro vem criando insegurança jurídica para empresas e investidores, dificultando o desenvolvimento de novos negócios e reduzindo a competitividade americana justamente em uma área considerada decisiva para o futuro do sistema financeiro. Ao defender o CLARITY Act, a senadora destacou que o projeto busca definir com maior precisão as atribuições da SEC e da CFTC, reduzindo os conflitos regulatórios que marcaram o mercado nos últimos anos. Para ela, oferecer regras transparentes e previsíveis não significa enfraquecer a fiscalização, mas criar um ambiente em que empresas sérias possam inovar, investir e crescer sabendo exatamente quais normas devem cumprir. Outro ponto importante do discurso foi a resposta às críticas feitas por parlamentares democratas. Lummis argumentou que o texto mais recente do projeto incorporou diversas salvaguardas de ética, transparência e fiscalização, justamente para responder às preocupações levantadas durante as negociações. Na avaliação da senadora, essas alterações demonstram que houve disposição para construir um consenso, sem descaracterizar a essência da proposta. Ao longo do pronunciamento, Lummis também procurou transmitir uma mensagem de urgência. Em sua visão, outros países continuam avançando na regulamentação dos ativos digitais enquanto os Estados Unidos permanecem presos a disputas políticas e a um ambiente regulatório fragmentado. Para ela, prolongar essa indefinição significa correr o risco de perder investimentos, empregos altamente qualificados e protagonismo tecnológico em um dos setores mais inovadores da economia global. O discurso revela uma mudança importante na forma como o tema é tratado em Washington. Há poucos anos, o debate político girava em torno da própria legitimidade das criptomoedas. Hoje, a discussão se concentra em como regulamentar esse mercado de maneira eficiente, equilibrando inovação, proteção aos investidores e segurança jurídica. Essa mudança demonstra que os ativos digitais passaram a ocupar um espaço permanente na agenda econômica e legislativa dos Estados Unidos. Mais do que defender um projeto de lei específico, Cynthia Lummis procurou apresentar uma visão estratégica para o futuro da economia americana. Sua mensagem foi a de que a liderança tecnológica não é um patrimônio garantido, mas uma posição que precisa ser continuamente preservada por meio de instituições modernas, regras claras e incentivo à inovação. Sob essa perspectiva, o CLARITY Act representa muito mais do que uma proposta voltada ao mercado de criptomoedas: ele simboliza uma disputa pela liderança na próxima geração da infraestrutura financeira mundial. Se o projeto será aprovado ainda este ano permanece uma questão em aberto. As negociações continuam enfrentando resistência no Senado, principalmente em torno de questões relacionadas à ética pública e à supervisão regulatória. Os congressistas americanos precisam ter em mente, porém, que revoluções tecnológicas não aguardam consensos políticos. Se os Estados Unidos deixarem essa janela de oportunidade se fechar, poderão descobrir tarde demais que a liderança não se recupera por decreto. Ela pertence a quem teve a visão e a determinação de agir antes dos demais.

Cynthia Lummis faz apelo histórico no Senado: “Os EUA não podem perder a liderança na inovação”

Em discurso realizado nesta quarta-feira (29) no plenário do Senado dos Estados Unidos, a senadora Cynthia Lummis fez uma vigorosa defesa da aprovação do CLARITY Act, projeto que pretende estabelecer um marco regulatório para o mercado de ativos digitais no país. Em um dos momentos mais marcantes de sua fala, ela advertiu que os Estados Unidos não podem perder a liderança na inovação financeira, sob pena de ver empresas, investimentos e talentos migrarem para países que já oferecem regras mais claras e previsíveis para o setor.
Lummis afirmou que a indústria de ativos digitais deixou de ser uma promessa distante para se tornar um segmento estratégico da economia mundial. Segundo a senadora, a ausência de um marco regulatório claro vem criando insegurança jurídica para empresas e investidores, dificultando o desenvolvimento de novos negócios e reduzindo a competitividade americana justamente em uma área considerada decisiva para o futuro do sistema financeiro.
Ao defender o CLARITY Act, a senadora destacou que o projeto busca definir com maior precisão as atribuições da SEC e da CFTC, reduzindo os conflitos regulatórios que marcaram o mercado nos últimos anos. Para ela, oferecer regras transparentes e previsíveis não significa enfraquecer a fiscalização, mas criar um ambiente em que empresas sérias possam inovar, investir e crescer sabendo exatamente quais normas devem cumprir.
Outro ponto importante do discurso foi a resposta às críticas feitas por parlamentares democratas. Lummis argumentou que o texto mais recente do projeto incorporou diversas salvaguardas de ética, transparência e fiscalização, justamente para responder às preocupações levantadas durante as negociações. Na avaliação da senadora, essas alterações demonstram que houve disposição para construir um consenso, sem descaracterizar a essência da proposta.
Ao longo do pronunciamento, Lummis também procurou transmitir uma mensagem de urgência. Em sua visão, outros países continuam avançando na regulamentação dos ativos digitais enquanto os Estados Unidos permanecem presos a disputas políticas e a um ambiente regulatório fragmentado. Para ela, prolongar essa indefinição significa correr o risco de perder investimentos, empregos altamente qualificados e protagonismo tecnológico em um dos setores mais inovadores da economia global.
O discurso revela uma mudança importante na forma como o tema é tratado em Washington. Há poucos anos, o debate político girava em torno da própria legitimidade das criptomoedas. Hoje, a discussão se concentra em como regulamentar esse mercado de maneira eficiente, equilibrando inovação, proteção aos investidores e segurança jurídica. Essa mudança demonstra que os ativos digitais passaram a ocupar um espaço permanente na agenda econômica e legislativa dos Estados Unidos.
Mais do que defender um projeto de lei específico, Cynthia Lummis procurou apresentar uma visão estratégica para o futuro da economia americana. Sua mensagem foi a de que a liderança tecnológica não é um patrimônio garantido, mas uma posição que precisa ser continuamente preservada por meio de instituições modernas, regras claras e incentivo à inovação. Sob essa perspectiva, o CLARITY Act representa muito mais do que uma proposta voltada ao mercado de criptomoedas: ele simboliza uma disputa pela liderança na próxima geração da infraestrutura financeira mundial.
Se o projeto será aprovado ainda este ano permanece uma questão em aberto. As negociações continuam enfrentando resistência no Senado, principalmente em torno de questões relacionadas à ética pública e à supervisão regulatória. Os congressistas americanos precisam ter em mente, porém, que revoluções tecnológicas não aguardam consensos políticos. Se os Estados Unidos deixarem essa janela de oportunidade se fechar, poderão descobrir tarde demais que a liderança não se recupera por decreto. Ela pertence a quem teve a visão e a determinação de agir antes dos demais.
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O que não te mata te fortaleceA IA pode ter desviado capital e atenção das criptomoedas. Mas talvez seja justamente ela a responsável pelo seu próximo bull market. Nos últimos meses, muitos investidores passaram a acreditar que a inteligência artificial havia se tornado uma ameaça ao mercado de criptomoedas. Enquanto empresas ligadas à IA, fabricantes de chips, data centers e infraestrutura tecnológica lideravam os ganhos nas bolsas de valores, o mercado cripto como um todo apresentou um desempenho bastante negativo. Para muitos, a explicação parecia evidente: a nova grande narrativa do mercado havia atraído não apenas a atenção, mas também parte do capital que antes buscava oportunidades no universo cripto. Essa percepção pode até ter feito sentido em um primeiro momento. No entanto, ela pode estar ignorando uma mudança muito mais profunda que começa a ganhar forma. A história da inovação mostra que tecnologias revolucionárias nem sempre competem entre si. Frequentemente, elas acabam se complementando e acelerando a adoção umas das outras. É justamente essa possibilidade que começa a surgir na relação entre inteligência artificial e blockchain. Em vez de representar um obstáculo para as criptomoedas, a IA pode acabar criando a maior demanda por infraestrutura blockchain já vista. Em outras palavras, aquilo que aparentemente enfraqueceu o mercado cripto no curto prazo pode ser exatamente o fator que o fortalecerá no longo prazo. O principal motivo está na ascensão dos agentes autônomos de inteligência artificial. Diferentemente dos assistentes virtuais atuais, esses agentes serão capazes de tomar decisões, contratar serviços, comprar dados, acessar APIs, alugar capacidade computacional e negociar diretamente com outros agentes, tudo isso sem intervenção humana. Para que essa economia máquina a máquina funcione em escala global, será necessário um sistema de pagamentos capaz de operar continuamente, liquidar transações em segundos, realizar micropagamentos de forma eficiente e permitir que softwares movimentem valor de maneira autônoma. Poucas tecnologias parecem tão bem posicionadas para desempenhar esse papel quanto as redes blockchain e os ativos digitais. Isso não significa, necessariamente, que todas essas transações serão realizadas em Bitcoin. Stablecoins, ethereum e outros criptoativos provavelmente também terão participação relevante nessa nova infraestrutura econômica. Ainda assim, quanto maior for a utilização das blockchains como camada de liquidação para a economia dos agentes autônomos, maior tende a ser a importância de todo o ecossistema cripto. O Bitcoin, por sua vez, poderá consolidar ainda mais sua posição como principal ativo digital e reserva de valor de um mercado cuja utilidade prática tende a crescer significativamente. Talvez, portanto, a inteligência artificial não tenha inaugurado uma era de competição com as criptomoedas, mas sim o início de uma relação de complementaridade. Os grandes bull markets costumam surgir quando uma narrativa encontra fundamentos sólidos de adoção no mundo real. Se a blockchain vier a se consolidar como a infraestrutura financeira da economia dos agentes autônomos de IA, o mercado cripto deixará de ser visto apenas como um conjunto de ativos especulativos e passará a ocupar uma posição estratégica na nova economia digital. Se essa tese estiver correta, a IA entrará para a história como um exemplo perfeito de que, às vezes, aquilo que parece enfraquecer um mercado acaba sendo justamente o fator que impulsiona seu maior ciclo de crescimento.

O que não te mata te fortalece

A IA pode ter desviado capital e atenção das criptomoedas. Mas talvez seja justamente ela a responsável pelo seu próximo bull market.
Nos últimos meses, muitos investidores passaram a acreditar que a inteligência artificial havia se tornado uma ameaça ao mercado de criptomoedas. Enquanto empresas ligadas à IA, fabricantes de chips, data centers e infraestrutura tecnológica lideravam os ganhos nas bolsas de valores, o mercado cripto como um todo apresentou um desempenho bastante negativo. Para muitos, a explicação parecia evidente: a nova grande narrativa do mercado havia atraído não apenas a atenção, mas também parte do capital que antes buscava oportunidades no universo cripto. Essa percepção pode até ter feito sentido em um primeiro momento. No entanto, ela pode estar ignorando uma mudança muito mais profunda que começa a ganhar forma.
A história da inovação mostra que tecnologias revolucionárias nem sempre competem entre si. Frequentemente, elas acabam se complementando e acelerando a adoção umas das outras. É justamente essa possibilidade que começa a surgir na relação entre inteligência artificial e blockchain. Em vez de representar um obstáculo para as criptomoedas, a IA pode acabar criando a maior demanda por infraestrutura blockchain já vista. Em outras palavras, aquilo que aparentemente enfraqueceu o mercado cripto no curto prazo pode ser exatamente o fator que o fortalecerá no longo prazo.
O principal motivo está na ascensão dos agentes autônomos de inteligência artificial. Diferentemente dos assistentes virtuais atuais, esses agentes serão capazes de tomar decisões, contratar serviços, comprar dados, acessar APIs, alugar capacidade computacional e negociar diretamente com outros agentes, tudo isso sem intervenção humana. Para que essa economia máquina a máquina funcione em escala global, será necessário um sistema de pagamentos capaz de operar continuamente, liquidar transações em segundos, realizar micropagamentos de forma eficiente e permitir que softwares movimentem valor de maneira autônoma. Poucas tecnologias parecem tão bem posicionadas para desempenhar esse papel quanto as redes blockchain e os ativos digitais.
Isso não significa, necessariamente, que todas essas transações serão realizadas em Bitcoin. Stablecoins, ethereum e outros criptoativos provavelmente também terão participação relevante nessa nova infraestrutura econômica. Ainda assim, quanto maior for a utilização das blockchains como camada de liquidação para a economia dos agentes autônomos, maior tende a ser a importância de todo o ecossistema cripto. O Bitcoin, por sua vez, poderá consolidar ainda mais sua posição como principal ativo digital e reserva de valor de um mercado cuja utilidade prática tende a crescer significativamente.
Talvez, portanto, a inteligência artificial não tenha inaugurado uma era de competição com as criptomoedas, mas sim o início de uma relação de complementaridade. Os grandes bull markets costumam surgir quando uma narrativa encontra fundamentos sólidos de adoção no mundo real. Se a blockchain vier a se consolidar como a infraestrutura financeira da economia dos agentes autônomos de IA, o mercado cripto deixará de ser visto apenas como um conjunto de ativos especulativos e passará a ocupar uma posição estratégica na nova economia digital. Se essa tese estiver correta, a IA entrará para a história como um exemplo perfeito de que, às vezes, aquilo que parece enfraquecer um mercado acaba sendo justamente o fator que impulsiona seu maior ciclo de crescimento.
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Quem será o próximo convertido?A Vanguard pode estar prestes a repetir uma história que o Bitcoin já conhece de cor. A notícia chamou a atenção do mercado financeiro: a Vanguard, uma das gestoras mais conservadoras do mundo e historicamente uma das maiores críticas às criptomoedas, abriu uma vaga para o cargo de Head of Digital Assets (Chefe de Ativos Digitais). A função prevê liderar a estratégia da empresa para áreas como blockchain, tokenização, stablecoins, infraestrutura de ativos digitais e novos modelos de serviços financeiros. Para uma instituição que, até pouco tempo atrás, se recusava até mesmo a oferecer negociação de ETFs de Bitcoin em sua plataforma, o movimento representa uma mudança de tom difícil de ignorar. Ainda não significa que a Vanguard lançará um ETF de Bitcoin próprio, mas pode ser o primeiro passo de uma transformação que o Bitcoin já viu acontecer inúmeras vezes: a conversão de antigos céticos em novos entusiastas. Se isso realmente acontecer, a gestora estará apenas escrevendo mais um capítulo de uma história que se repete desde o surgimento da maior criptomoeda do mundo. Talvez o exemplo mais famoso seja o de Larry Fink, CEO da BlackRock. Em 2017, ele afirmou que o Bitcoin era “um índice de lavagem de dinheiro” (“an index of money laundering”), resumindo sua visão extremamente negativa sobre o ativo. Anos depois, a história tomou um rumo que poucos poderiam prever. A BlackRock entrou de vez no mercado de ativos digitais, lançou um ETF de Bitcoin à vista que rapidamente se tornou um dos maiores — e, por diversos períodos, o maior — do mundo, enquanto o próprio Fink passou a descrever o Bitcoin como um ativo financeiro global e uma alternativa digital ao ouro. O mercado mudou, mas a maior mudança talvez tenha acontecido na percepção de quem antes enxergava o Bitcoin apenas com desconfiança. A transformação de Michael Saylor é igualmente impressionante. Em dezembro de 2013, ele publicou que “os dias do Bitcoin estavam contados” (“Bitcoin days are numbered”), comparando seu futuro ao destino dos jogos de azar online. Poucos anos depois, mudou completamente de posição. Sob sua liderança, a Strategy passou a adquirir Bitcoin em escala inédita, tornando-se a empresa de capital aberto com a maior reserva da criptomoeda no mundo. Hoje, Saylor é considerado uma das vozes mais influentes na defesa do Bitcoin, demonstrando que, muitas vezes, o ceticismo inicial não resiste a um estudo mais profundo sobre a tecnologia e suas características econômicas. Esse padrão de transformação é tão antigo quanto a própria história da humanidade. Um dos exemplos mais conhecidos está na Bíblia. Saulo de Tarso era um implacável perseguidor dos primeiros cristãos. Após sua célebre experiência no caminho de Damasco, converteu-se, passou a ser conhecido como o apóstolo Paulo e tornou-se um dos maiores responsáveis pela difusão do cristianismo. Evidentemente, a comparação termina aí. Não se trata de equiparar o Bitcoin ao cristianismo ou qualquer religião, mas de ilustrar um fenômeno humano recorrente: não raramente, os críticos mais ferrenhos de uma ideia acabam se tornando alguns de seus mais apaixonados defensores quando passam a compreendê-la sob uma nova perspectiva. Algo semelhante acontece todos os dias com o Bitcoin. Muitas pessoas o rejeitam porque foram vítimas de pirâmides financeiras, golpes ou promessas de enriquecimento fácil que apenas utilizavam a criptomoeda como chamariz. Mas a culpa nunca foi do Bitcoin. Golpistas usam dólares, ouro, imóveis, ações, títulos públicos ou qualquer outro ativo capaz de atrair vítimas. Em outros casos, a resistência nasce simplesmente do desconhecimento. Quando alguém finalmente compreende conceitos como escassez programada, descentralização, resistência à censura e autocustódia, não é raro ver antigos críticos se tornarem defensores convictos — e, muitas vezes, interessados em acumular o máximo de bitcoins possível. É por isso que a possível mudança de postura da Vanguard está sendo vista com interesse e entusiasmo por boa parte da comunidade cripto. Se a Vanguard realmente decidir mergulhar no universo dos ativos digitais, não estará inaugurando uma tendência, mas apenas seguindo um caminho já percorrido por inúmeros investidores, empresários e instituições. E quem seria o próximo convertido? Será que um dia até Peter Schiff, talvez o mais conhecido e persistente crítico do Bitcoin ainda em atividade, terá seu próprio “caminho de Damasco” intelectual e passará a enxergar o Bitcoin por outra perspectiva? Parece improvável. Mas também parecia improvável quando Larry Fink chamava o Bitcoin de “índice de lavagem de dinheiro”. Também parecia improvável quando Michael Saylor decretava que os dias do BTC estavam contados. A história do Bitcoin mostra que seus maiores defensores de amanhã podem muito bem estar entre os seus críticos mais contundentes de hoje. E é exatamente por isso que o investidor não deve aceitar passivamente as previsões e vaticínios de quem quer que seja, como se fossem verdades incontestáveis, por maior que seja o prestígio e autoridade do seu autor. Do Your Own Research (faça sua própria pesquisa) é lição a nunca ser esquecida.

Quem será o próximo convertido?

A Vanguard pode estar prestes a repetir uma história que o Bitcoin já conhece de cor.
A notícia chamou a atenção do mercado financeiro: a Vanguard, uma das gestoras mais conservadoras do mundo e historicamente uma das maiores críticas às criptomoedas, abriu uma vaga para o cargo de Head of Digital Assets (Chefe de Ativos Digitais). A função prevê liderar a estratégia da empresa para áreas como blockchain, tokenização, stablecoins, infraestrutura de ativos digitais e novos modelos de serviços financeiros. Para uma instituição que, até pouco tempo atrás, se recusava até mesmo a oferecer negociação de ETFs de Bitcoin em sua plataforma, o movimento representa uma mudança de tom difícil de ignorar.
Ainda não significa que a Vanguard lançará um ETF de Bitcoin próprio, mas pode ser o primeiro passo de uma transformação que o Bitcoin já viu acontecer inúmeras vezes: a conversão de antigos céticos em novos entusiastas. Se isso realmente acontecer, a gestora estará apenas escrevendo mais um capítulo de uma história que se repete desde o surgimento da maior criptomoeda do mundo.
Talvez o exemplo mais famoso seja o de Larry Fink, CEO da BlackRock. Em 2017, ele afirmou que o Bitcoin era “um índice de lavagem de dinheiro” (“an index of money laundering”), resumindo sua visão extremamente negativa sobre o ativo. Anos depois, a história tomou um rumo que poucos poderiam prever. A BlackRock entrou de vez no mercado de ativos digitais, lançou um ETF de Bitcoin à vista que rapidamente se tornou um dos maiores — e, por diversos períodos, o maior — do mundo, enquanto o próprio Fink passou a descrever o Bitcoin como um ativo financeiro global e uma alternativa digital ao ouro. O mercado mudou, mas a maior mudança talvez tenha acontecido na percepção de quem antes enxergava o Bitcoin apenas com desconfiança.
A transformação de Michael Saylor é igualmente impressionante. Em dezembro de 2013, ele publicou que “os dias do Bitcoin estavam contados” (“Bitcoin days are numbered”), comparando seu futuro ao destino dos jogos de azar online. Poucos anos depois, mudou completamente de posição. Sob sua liderança, a Strategy passou a adquirir Bitcoin em escala inédita, tornando-se a empresa de capital aberto com a maior reserva da criptomoeda no mundo. Hoje, Saylor é considerado uma das vozes mais influentes na defesa do Bitcoin, demonstrando que, muitas vezes, o ceticismo inicial não resiste a um estudo mais profundo sobre a tecnologia e suas características econômicas.
Esse padrão de transformação é tão antigo quanto a própria história da humanidade. Um dos exemplos mais conhecidos está na Bíblia. Saulo de Tarso era um implacável perseguidor dos primeiros cristãos. Após sua célebre experiência no caminho de Damasco, converteu-se, passou a ser conhecido como o apóstolo Paulo e tornou-se um dos maiores responsáveis pela difusão do cristianismo. Evidentemente, a comparação termina aí. Não se trata de equiparar o Bitcoin ao cristianismo ou qualquer religião, mas de ilustrar um fenômeno humano recorrente: não raramente, os críticos mais ferrenhos de uma ideia acabam se tornando alguns de seus mais apaixonados defensores quando passam a compreendê-la sob uma nova perspectiva.
Algo semelhante acontece todos os dias com o Bitcoin. Muitas pessoas o rejeitam porque foram vítimas de pirâmides financeiras, golpes ou promessas de enriquecimento fácil que apenas utilizavam a criptomoeda como chamariz. Mas a culpa nunca foi do Bitcoin. Golpistas usam dólares, ouro, imóveis, ações, títulos públicos ou qualquer outro ativo capaz de atrair vítimas. Em outros casos, a resistência nasce simplesmente do desconhecimento. Quando alguém finalmente compreende conceitos como escassez programada, descentralização, resistência à censura e autocustódia, não é raro ver antigos críticos se tornarem defensores convictos — e, muitas vezes, interessados em acumular o máximo de bitcoins possível.
É por isso que a possível mudança de postura da Vanguard está sendo vista com interesse e entusiasmo por boa parte da comunidade cripto. Se a Vanguard realmente decidir mergulhar no universo dos ativos digitais, não estará inaugurando uma tendência, mas apenas seguindo um caminho já percorrido por inúmeros investidores, empresários e instituições.
E quem seria o próximo convertido? Será que um dia até Peter Schiff, talvez o mais conhecido e persistente crítico do Bitcoin ainda em atividade, terá seu próprio “caminho de Damasco” intelectual e passará a enxergar o Bitcoin por outra perspectiva? Parece improvável. Mas também parecia improvável quando Larry Fink chamava o Bitcoin de “índice de lavagem de dinheiro”. Também parecia improvável quando Michael Saylor decretava que os dias do BTC estavam contados. A história do Bitcoin mostra que seus maiores defensores de amanhã podem muito bem estar entre os seus críticos mais contundentes de hoje. E é exatamente por isso que o investidor não deve aceitar passivamente as previsões e vaticínios de quem quer que seja, como se fossem verdades incontestáveis, por maior que seja o prestígio e autoridade do seu autor. Do Your Own Research (faça sua própria pesquisa) é lição a nunca ser esquecida.
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Strive: a gestora que aposta no Bitcoin para redefinir as finanças corporativasEm apenas alguns anos, a Strive deixou de ser uma gestora de ativos com uma proposta diferenciada para se tornar uma das empresas mais ousadas do mercado financeiro americano. Fundada em 2022, a companhia nasceu defendendo que empresas de capital aberto deveriam concentrar seus esforços na geração de valor para os acionistas, sem desviar o foco para agendas políticas ou ideológicas. Essa visão rapidamente chamou a atenção dos investidores e permitiu que a Strive conquistasse espaço na indústria de ETFs, administrando bilhões de dólares em ativos. O sucesso inicial da empresa está diretamente ligado à experiência de seus fundadores. Vivek Ramaswamy formou-se em Biologia pela Universidade de Harvard e posteriormente concluiu o curso de Direito na Universidade Yale. Antes da Strive, ele fundou a Roivant Sciences, empresa de biotecnologia que alcançou grande valorização e o tornou bilionário. Seu sócio, Anson Frericks, graduou-se em História e Ciência Política pela Universidade Yale e obteve um MBA na Harvard Business School. Frericks construiu sua carreira na Anheuser-Busch InBev, onde ocupou cargos de liderança até assumir a presidência da divisão de vendas e distribuição da companhia nos Estados Unidos. A união entre um empreendedor bilionário e um executivo experiente em grandes corporações deu à Strive uma base sólida para crescer rapidamente. Depois de consolidar sua presença no mercado de ETFs, a Strive iniciou uma transformação estratégica que ampliou sua visibilidade. A empresa passou a enxergar o Bitcoin não apenas como um ativo financeiro, mas como um componente central de sua estratégia de alocação de capital. Inspirada no modelo adotado pela Strategy, a companhia declarou que pretende acumular Bitcoin continuamente e aumentar, ao longo do tempo, a quantidade de bitcoins correspondente a cada ação da empresa, oferecendo aos acionistas uma exposição crescente ao ativo. Para colocar esse plano em prática, a Strive pretende utilizar instrumentos típicos do mercado de capitais, como emissões de ações, operações financeiras e aquisições estratégicas. O objetivo não é simplesmente acompanhar a valorização do Bitcoin, mas buscar formas de aumentar a quantidade de bitcoins por ação, criando valor adicional para seus investidores. Essa abordagem representa uma mudança significativa na forma como empresas abertas administram seu capital e reforça a visão de que o Bitcoin pode desempenhar um papel semelhante ao de um ativo de reserva de longo prazo. Embora ainda seja significativamente menor do que a Strategy, a Strive vem se consolidando como uma das empresas mais ambiciosas na aproximação entre o mercado financeiro tradicional e o ecossistema do Bitcoin. Caso sua estratégia se mostre bem-sucedida, ela poderá servir de referência para outras gestoras e companhias abertas, acelerando a adoção do Bitcoin nas tesourarias corporativas e contribuindo para uma nova etapa da integração entre as finanças convencionais e os ativos digitais.

Strive: a gestora que aposta no Bitcoin para redefinir as finanças corporativas

Em apenas alguns anos, a Strive deixou de ser uma gestora de ativos com uma proposta diferenciada para se tornar uma das empresas mais ousadas do mercado financeiro americano. Fundada em 2022, a companhia nasceu defendendo que empresas de capital aberto deveriam concentrar seus esforços na geração de valor para os acionistas, sem desviar o foco para agendas políticas ou ideológicas. Essa visão rapidamente chamou a atenção dos investidores e permitiu que a Strive conquistasse espaço na indústria de ETFs, administrando bilhões de dólares em ativos.
O sucesso inicial da empresa está diretamente ligado à experiência de seus fundadores. Vivek Ramaswamy formou-se em Biologia pela Universidade de Harvard e posteriormente concluiu o curso de Direito na Universidade Yale. Antes da Strive, ele fundou a Roivant Sciences, empresa de biotecnologia que alcançou grande valorização e o tornou bilionário. Seu sócio, Anson Frericks, graduou-se em História e Ciência Política pela Universidade Yale e obteve um MBA na Harvard Business School. Frericks construiu sua carreira na Anheuser-Busch InBev, onde ocupou cargos de liderança até assumir a presidência da divisão de vendas e distribuição da companhia nos Estados Unidos. A união entre um empreendedor bilionário e um executivo experiente em grandes corporações deu à Strive uma base sólida para crescer rapidamente.
Depois de consolidar sua presença no mercado de ETFs, a Strive iniciou uma transformação estratégica que ampliou sua visibilidade. A empresa passou a enxergar o Bitcoin não apenas como um ativo financeiro, mas como um componente central de sua estratégia de alocação de capital. Inspirada no modelo adotado pela Strategy, a companhia declarou que pretende acumular Bitcoin continuamente e aumentar, ao longo do tempo, a quantidade de bitcoins correspondente a cada ação da empresa, oferecendo aos acionistas uma exposição crescente ao ativo.
Para colocar esse plano em prática, a Strive pretende utilizar instrumentos típicos do mercado de capitais, como emissões de ações, operações financeiras e aquisições estratégicas. O objetivo não é simplesmente acompanhar a valorização do Bitcoin, mas buscar formas de aumentar a quantidade de bitcoins por ação, criando valor adicional para seus investidores. Essa abordagem representa uma mudança significativa na forma como empresas abertas administram seu capital e reforça a visão de que o Bitcoin pode desempenhar um papel semelhante ao de um ativo de reserva de longo prazo.
Embora ainda seja significativamente menor do que a Strategy, a Strive vem se consolidando como uma das empresas mais ambiciosas na aproximação entre o mercado financeiro tradicional e o ecossistema do Bitcoin. Caso sua estratégia se mostre bem-sucedida, ela poderá servir de referência para outras gestoras e companhias abertas, acelerando a adoção do Bitcoin nas tesourarias corporativas e contribuindo para uma nova etapa da integração entre as finanças convencionais e os ativos digitais.
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