Os Estados Unidos são o cafona-mor do planeta, aquele sujeito que chega na festa internacional vestindo terno xadrez brilhante com gravata de LED piscando estrelas e listras, óculos espelhados enormes, relógio de ouro falso que pesa mais que o braço e um perfume doce que invade o salão inteiro. Ele acha que está arrasando, que todo mundo inveja o estilo dele, mas na real o pessoal só cochicha: “Meu Deus, olha o que veio aí de novo”.
Ele fala alto, gesticula exagerado, interrompe todo mundo pra contar pela milésima vez como é o mais rico, o mais forte, o mais bonito da noite. Coloca som de country rock no volume máximo enquanto os outros preferem algo mais discreto, joga confete de dólares na mesa pra impressionar e, quando alguém critica o gosto musical ou o look berrante, faz cara de ofendido mortal: “Vocês são invejosos! Isso aqui é liberdade de expressão, baby!”. Depois sai espalhando que a festa só é boa por causa dele, que sem a presença VIP americana o evento seria um fracasso total.
No fim da noite, o cafona já tá meio bêbado de excepcionalismo, tropeçando nas próprias botas de cowboy, derrubando copos alheios, mas ainda convencido de que é o centro das atenções. Os outros convidados – europeus elegantes, asiáticos discretos, latinos mais descontraídos – trocam olhares cúmplices, dão risada baixa e pensam a mesma coisa: “Deixa ele achar que é o rei do baile… amanhã a gente continua a festa normalmente, com ou sem o show de cafonice made in USA”. Porque, no fundo, todo mundo sabe: o mundo gira muito bem sem precisar aplaudir o terno brilhante que grita “Look at me!” o tempo todo.
Ele fala alto, gesticula exagerado, interrompe todo mundo pra contar pela milésima vez como é o mais rico, o mais forte, o mais bonito da noite. Coloca som de country rock no volume máximo enquanto os outros preferem algo mais discreto, joga confete de dólares na mesa pra impressionar e, quando alguém critica o gosto musical ou o look berrante, faz cara de ofendido mortal: “Vocês são invejosos! Isso aqui é liberdade de expressão, baby!”. Depois sai espalhando que a festa só é boa por causa dele, que sem a presença VIP americana o evento seria um fracasso total.
No fim da noite, o cafona já tá meio bêbado de excepcionalismo, tropeçando nas próprias botas de cowboy, derrubando copos alheios, mas ainda convencido de que é o centro das atenções. Os outros convidados – europeus elegantes, asiáticos discretos, latinos mais descontraídos – trocam olhares cúmplices, dão risada baixa e pensam a mesma coisa: “Deixa ele achar que é o rei do baile… amanhã a gente continua a festa normalmente, com ou sem o show de cafonice made in USA”. Porque, no fundo, todo mundo sabe: o mundo gira muito bem sem precisar aplaudir o terno brilhante que grita “Look at me!” o tempo todo.