Nem toda mudança importante no mercado aparece no gráfico.


Enquanto o preço do BTC concentra os holofotes, algumas atualizações de infraestrutura podem ter efeitos bem mais duradouros sobre escala, segurança, custos e uso das redes.


⚙️ Ethereum: Glamsterdam entra em fase de testes


A próxima grande atualização do Ethereum está planejada para o 4º trimestre de 2026. O foco está em aumentar a capacidade da rede, melhorar o processamento paralelo de transações e reduzir problemas de crescimento do banco de dados.


O testnet Platåberget, lançado nesta semana, já permite testar mudanças que podem afetar carteiras, indexadores e estimadores de gas.


🛡️ Segurança: o caso Coldcard


Uma vulnerabilidade em versões específicas do firmware da Coldcard já provocou perdas estimadas em mais de US$ 114 milhões.


A atualização do firmware corrige a geração de novas seeds, mas não corrige uma seed que já tenha sido criada com o firmware afetado. Nesses casos, a migração dos fundos continua sendo necessária.


🏦 Blockchain chegando à infraestrutura bancária


Outro avanço acontece nos pagamentos.


HSBC e Standard Chartered concluíram a primeira transação internacional de depósitos tokenizados usando o ledger baseado em blockchain da Swift, aproximando a infraestrutura bancária tradicional de liquidações 24/7.


🤖 E a mineração está mudando de função


A infraestrutura criada para Bitcoin também começa a ser direcionada para IA e computação de alto desempenho (HPC).


A AIB Data Centers, antiga BlockchAIn Digital Infrastructure, informa 65 MW de capacidade contratada e cerca de 570 MW de capacidade potencial identificada para projetos de AI/HPC.


No fim, a questão vai além do hype:


quais dessas atualizações realmente conseguem transformar a infraestrutura blockchain — e quais ficam apenas no discurso?


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