🇺🇸🇨🇳🇮🇷 EUA aperta o cerco contra o Irã — mas poupa a China

Washington acaba de lançar uma nova ofensiva econômica contra o Irã, chamada “Operation Economic Outcast”, com mais de 60 sanções contra pessoas, empresas e embarcações ligadas às receitas de petróleo, ao programa nuclear, à evasão de sanções e às operações cibernéticas iranianas. (The Wall Street Journal⁠)

Mas existe uma contradição estratégica: a maior linha de sobrevivência econômica do Irã continua sendo a China.

Pequim é o principal comprador do petróleo iraniano e ajudou Teerã a manter canais comerciais e financeiros apesar das sanções americanas. Para realmente estrangular a economia iraniana, Washington teria de pressionar com muito mais força as empresas e instituições chinesas envolvidas nesse comércio.

O problema é que fazer isso poderia colocar em risco a própria relação entre EUA e China. Depois das tensões comerciais dos últimos anos, a Casa Branca parece estar evitando transformar a campanha contra o Irã em uma nova guerra econômica com Pequim.

E esse é o verdadeiro dilema: Washington quer isolar o Irã sem provocar uma ruptura com a China.

Enquanto isso, a estratégia americana amplia a pressão sobre setores como petróleo, tecnologia, ouro, aviação, transporte marítimo e ativos digitais.

Se a China continuar comprando petróleo iraniano e oferecendo canais para pagamentos, até onde os EUA conseguem realmente apertar Teerã?

A resposta pode determinar não apenas o futuro do Irã, mas também o próximo capítulo da disputa econômica entre Washington e Pequim.

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