Plataforma, criada por auditores fiscais e analistas tributários, utiliza algoritmos de inteligência artificial e de redes complexas para potencializar análise dos dados fiscais.
Tenho postado informações que considero relevantes e me surpreendi com respostas de ódio generalizado contra mim, contra os artigos e contra a administração pública. Antes de apresentar a matéria completa gostaria de comentar que não faço juízo de valor sobre declarar ou sonegar (sua cabeça é seu guia) apenas apresento fatos, mas fica claro que a sonegação em declarar criptomoedas pode favorecer esquemas de lavagem de dinheiro, tráfico de armas e drogas (conforme investigação abaixo). Muitos dos investidores que se pronunciam aqui, se revoltam com a obrigatoriedade da declaração, justamente porque não concordam com as políticas governamentais (independentemente do viés político) contra esses crimes e seus desdobramentos como insegurança, corrupção policial e na administração pública. Somente postei pra se fazer uma reflexão sobre esse posicionamento. Abaixo está a matéria:
A Receita Federal identificou 25.126 pessoas físicas que possuem bitcoins e não declararam o criptoativo na Declaração de Imposto de Renda em 2023. Segundo o Fisco, o valor corresponde a mais de R$ 1 bilhão.
Uso de IA na sonegação de impostos monitora criptomoedas
A Receita Federal tem utilizado ferramentas de IA para combater a sonegação e impostos, com especial foco nas transações de criptomoedas. Desde 2019, o Fisco acompanha atentamente esse mercado, monitorando de perto as movimentações e identificando padrões que possam indicar irregularidades.
Nos últimos anos, a natureza das transações mudou significativamente. A negociação de criptomoedas como Bitcoin foi superada por stablecoins, como o Tether, que têm paridade com moedas tradicionais, oferecendo maior estabilidade. Essa mudança tem implicações diretas na forma como o Fisco observa e regula o mercado.
Para entender o comportamento dos contribuintes em relação às criptomoedas, a Receita tem investido em ferramentas analíticas de ponta. O uso de inteligência artificial tem permitido a identificação de práticas fraudulentas, como a criação de empresas “noteiras” que emitem documentos fiscais falsos para ocultar a sonegação de impostos.
Sonegação de impostos já ultrapassou R$ 1 bilhão
A Receita Federal tem utilizado ferramentas inovadoras no combate à sonegação e impostos, o que permitiu desmantelar um esquema envolvendo empresas de fachada para a compra de criptomoedas, com movimentações de R$ 700 milhões. O Fisco identificou também operações suspeitas de importação e remessas internacionais, com fortes indícios de crimes tributários e outras infrações.
Além disso, um outro esquema de sonegação fiscal foi desvendado, envolvendo lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas e armas, com valores superiores a R$ 350 milhões. Esses casos estão sendo investigados pela Receita Federal, que conta com a colaboração de outras entidades governamentais.
As novas ferramentas desenvolvidas no âmbito do Programa Analytics foram apresentadas pela Receita à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Fisco destaca que essas soluções colocam o Brasil na vanguarda global, oferecendo um “salto tecnológico” no controle e fiscalização das transações de criptomoedas.
Ao processar as declarações de imposto de renda entregues pelas pessoas físicas em 2023, identificaram-se registros de 237.369 investidores em bitcoins, com um montante acumulado de R$ 20,5 bilhões.
Em termos de perfil, os dados apontam que mais da metade (50,9%) dos declarantes fizeram investimento de até R$ 1 mil. O valor de até R$ 10 mil foi informado por 80,6% das pessoas físicas. Há, também, investidores que indicam ter mais de R$ 1 milhão em bitcoins.
A fiscalização avalia realizar ação de estímulo à autorregularização dos dados informados no ano passado, incentivando a conformidade, sem a imposição de multas que são devidas no caso de abertura de procedimentos fiscais.